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CAMPO GRANDE

Entusiasta do Kit-Covid, vereador eleito, Sandro Benites, promete atuar na prevenção

Médico, Sandro Benites (Patriota) assume mandato em janeiro de 2021
28/11/2020 08:00 - Flávio Veras


O médico Sandro Benites (Patriota) foi eleito vereador por Campo Grande com 2.800 votos nas eleições municipais de 2020. De acordo com Benites, sua principal bandeira será desenvolver a medicina preventiva, ampliando o atendimento com um corpo de profissionais multidisciplinares, ou seja, de diversas áreas não apenas da enfermagem ou medicina.  

O médico falou que a história dele na política começou já aos 16 anos, quando entrou para o curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Dentro da instituição, pertenceu ao Centro Acadêmico e ao Diretório Central das e dos Estudantes (DCE-UFMS).  

“Meu despertar político ocorreu na universidade, porém, com a residência médica, quase não temos vida social e acabei me afastando dela. Em 2014 e 2018, concorri como deputado estadual, mas como não tinha muita experiência nesse jogo, acabei não me elegendo”, relembrou.

Ainda sobre as campanhas, Benites afirmou que elas foram um aprendizado. O médico, que também é major do Exército Brasileiro, decidiu pedir licença da atividade em 2018 e se dedicou ainda mais ao meio político.  

“Na minha primeira disputa, estive sozinho, ou seja, sem equipe. Na segunda, estava com problemas familiares e quase não me dediquei muito, apesar de ter conquistado pouco mais de 4 mil votos. Esse fato me deu um despertar e nos últimos dois anos foquei no objetivo de ser vereador. Montei uma equipe que não tinha experiência alguma em política, o que parece uma loucura, porém com muito trabalho o projeto deu certo e saímos vitoriosos”, comemorou.

 

Sem promessas

Segundo o parlamentar eleito, a campanha dele foi feita sem promessas, pois ele acredita que a pessoa que toma esse caminho acaba decepcionando o eleitorado. “A população está cansada de perfis desse tipo. Hoje ela encara essa postura como sendo oportunista, de quem aparece nas eleições apenas para garantir os votos e depois some. Na minha campanha eu foquei em apresentar meu trabalho já desenvolvido, principalmente na área social, e como poderíamos aplicá-lo agora, dentro da Câmara de Vereadores”, explicou.

 

Projetos

Em relação a projetos, sendo oriundo da medicina, Benites falou que sua principal bandeira será a medicina preventiva. Como membro do projeto de Tratamento de Obesidade Infantil (TOI) no Hospital Regional de Campo Grande, ele pretende colocar dentro do serviço público de saúde a ideia já desenvolvida no programa de uma equipe multidisciplinar para esse tipo de atendimento, que vai desde educador físico até o médico na ponta.

“A medicina preventiva é um investimento fundamental para melhorar a saúde da nossa população e reduzir gastos. Não podemos deixar com que as pessoas desenvolvam um certo tipo de patologia e tratem apenas na ponta, onde muitas vezes pode levar à morte e o tratamento é de alto custo. Portanto, nós já desenvolvemos essas medidas dentro do projeto, que já foi alvo de matérias nacionais e serve como exemplo para o Brasil. Nele, temos nutricionistas, educador físico, fisioterapeuta, biomédico, enfermeiros, médicos, entre outros profissionais. Dessa forma conseguimos prevenir ao invés de combater a doença em sua fase final”, projetou.

 

Kit-Covid

Neste ano, Benites se envolveu em uma das principais polêmicas relacionadas ao tratamento da Covid-19. Ele lidera um grupo de 200 profissionais da área da saúde que indica tomar de forma preventiva a hidroxicloroquina, no que ficou conhecido como Kit Prevenção, mesmo sem a eficácia deste medicamento ter sido comprovada cientificamente pelos órgãos nacionais e internacionais da saúde.  

O tratamento prevê, ainda, azitromicina 500 mg ou claritromicina 500 mg, sulfato de zinco 110 mg, a ivermectina 6 mg e a vitamina D3 como medicamento adicional.  

“Eu sempre fiz uso do composto e, apesar de estar constantemente atendendo pessoas contaminadas, eu não tive nenhum tipo de sintoma. Além disso, as pessoas que receitei esses medicamentos também não apresentaram sintomas da doença, e aqueles que foram diagnosticados com ela não tiveram grandes complicações. Portanto, nós fizemos esse movimento porque acreditamos que quase todo mundo já foi ou será infectado pela Covid-19, mas queremos amenizar os sintomas e, consequentemente, preservar vidas”, concluiu.