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POLÊMICA

"Está tendo muita pirotecnia sobre o coronavírus", diz deputado sobre debate na Câmara

Luiz Ovando disse que vai "entrar na briga" durante reunião em plenário
07/03/2020 10:32 - Izabela Jornada


Deputado federal pelo Mato Grosso do Sul Drº Luiz Ovando (PSL), disse que vai “entrar na briga” durante debate sobre como combater o coronavírus no Brasil que está marcado para ocorrer na próxima quarta-feira (11), na Câmara dos Deputados.

A pauta será sobre ações preventivas de vigilância sanitária e possíveis consequências para o Brasil quanto ao enfrentamento do coronavírus. “Está tendo muita pirotecnia, temos que ser mais efetivos. O Ministério da Saúde precisa investir em instruções e publicidade de como agir diante da doença”, criticou o deputado.

Ovando disse também que no debate, que está marcado para às 13h55, no plenário da Câmara, ele vai expor a necessidade de investir em ações que disponibilizem dados de logística. “Não adianta ficar discutindo o ‘sexo dos anjos’”, declarou Ovando ao lembrar que a dengue tem matado mais que o coronavírus no Brasil. “E ninguém faz nada, falta atitude sábia e coerente”, completou o deputado.

O parlamentar disse que “tem gente que gosta de muitas regras e que fica fomentando para dizer que está fazendo alguma coisa. Vou ao debate para ver o que esta proposta pretende e vou entrar na briga; faz-se muito estardalhaço”, adiantou Ovando.

O deputado criticou também a situação em que um homem, morador de São Paulo, que veio da Itália contaminado com o coronavírus e que acabou sendo submetido a uma quarentena domiciliar. “Isso não existe. Por mais cuidado que tenha, ele teria que ter ficado em observação. Precisamos de coisas mais práticas. Como evitar um ser que fica suspenso no ar? Colocando barreiras”, criticou Ovando ao reforçar que o Brasil não deveria ter aceitado que nenhuma pessoa com coronavírus entrasse no país.

PREJUÍZOS ECONÔMICOS

Além da saúde da população do mundo em geral, o coronavírus tem ocasionado outros prejuízos, como os econômicos.  

O vírus já se espalhou por mais de 80 países - no mundo já são 101.781 casos confirmados; no Brasil são 13 casos confirmados - e o resultado dessa epidemia foi o fechamento de fábricas, interrupção de produção, fechamento de comércios, suspensão de aulas, além de cancelamentos de eventos em diversos países.

Neste sábado (7), organizadores da Brazil Conference cancelaram evento que estava marcado para ocorrer em abril, nos Estados Unidos. De acordo com informações do Estadão Conteúdo, organizadores do evento lamentaram o ocorrido. “É com muito pesar que comunicamos que a 6ª Edição da Brazil Conference at Harvard & MIT foi cancelada, por motivos de força maior, relacionados à propagação do Covid-19 (coronavirus) nos Estados Unidos e no mundo”, escreveram os organizadores.  

Em 2019, a edição da Brazil Conference contou com a participação de autoridades brasileiras, como o vice-presidente, general Hamilton Mourão, e o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida.

Outro caso recente de prejuízo causado pelo coronavírus foi o fechamento da unidade da Escola de elite em São Paulo, após confirmação da doença em estudante.

De acordo com informações do Estadão, a escola Avenues São Paulo decidiu fechar nesta sexta-feira, 6, sua unidade na capital paulista após um estudante do 7.º ano da instituição ter recebido a confirmação de diagnóstico do novo coronavírus. A direção informou que ainda está analisando por quanto tempo se estenderá a medida e deverá oferecer aulas a distância para os alunos. A Avenues está entre as escolas que tinham recomendado quarentena aos alunos.

Outro evento que foi cancelado, ainda nos Estados Unidos, foi o Festival de música, cinema e tecnologia South by Southwest (SXSW), realizado tradicionalmente na cidade de Austin.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) ascendeu alerta sobre a possibilidade de faltar remédios devido a China ser um dos principais produtores de insumos para essa indústria.

DENGUE X CORONAVÍRUS

Mesmo com os números de prejuízos ocasionados pelo coronavírus no mundo todo, no Brasil, especificamente no Estado de Mato Grosso do Sul, a dengue tem sido mais preocupante que o vírus.  

Em dois meses de verão, a quantidade de mortes por dengue no Estado dobrou se comparado com o mesmo período de 2018/2019, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, a SES confirmou oito mortes em decorrência da doença. Uma mulher de 58 anos morreu no dia 5 de dezembro do ano passado em Três Lagoas e outra de 31 anos em Cassilândia. Já em janeiro deste ano, foram registradas seis mortes nas cidades de Campo Grande, Cassilândia, Corumbá, Nova Andradina, Pedro Gomes e Sete Quedas.

 
 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.