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ELEIÇÕES 2020

"Este senhor muito nos preocupa e nos envergonha", diz Soraya sobre Trutis

Acompanhando apuração das eleições no TRE, senadora disse que deputado "é caso de polícia"
15/11/2020 20:28 - Flávio Veras, Glaucea Vaccari


Presidente regional do PSL, a senadora Soraya Thronicke afirmou, neste domingo (15), que o deputado federal do partido, Loester Trutis, é caso de polícia e a sigla irá tomar providências. Afirmação foi feita durante apuração de votos das eleições municipais no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MS), em Campo Grande.

"Este senhor se tornou um caso de polícia e eu não quero estar na linha de frente desse senhor mais. O PSL nacional já vai tomar as medidas em relação a este senhor que muito nos preocupa e muito nos envergonha, mas nós não fecharemos os olhos", disse.

Na última quinta-feira (12), Trutis passou o dia na sede da Polícia Federal prestando esclarecimentos após a PF encontrar arma irregular na residência dele, durante a Operação Tracker do Supremo Tribunal Federal (STF) - que investiga atentado em que Trutis declara-se como vítima, mas que ele é um dos suspeitos de ter forjado o suposto crime .

Um dia depois, ele divulgou vídeo nas redes sociais onde deixa subtendido que a denúncia teria sido por Soraya. 

"Uma denúncia foi feita por uma autoridade sul-mato-grossense de que eu tinha uma arma ilegal na minha casa usada em crimes, por isso o motivo das buscas e apreensões autorizada pelo STF, porque foi uma autoridade, uma mulher eleita pelo Mato Grosso do Sul na onda Bolsonaro que fez essas denúncias", afirma o deputado no vídeo.

Neste domingo, Soraya afirmou que não irá mais "sequer mencionar o nome" de Trutis e disse que se arrependeu de fazer campanha para o deputado na campanha.

"Peço perdão por ter pedido voto pra ele em 2018, diferentemente de muitos partidos que fingem não ver seus correligionários fazendo tudo o que fazem, agindo da forma que agem e fingindo que não veem, aqui não, aqui a gente vê, mas eu não estou na linha de frente deste senhor", declarou.

Ela concluiu afirmando que a questão está a cargo da nacional do partido.

"Eu fui a primeira a tomar providências e tirar esse senhor de toda e qualquer absoluta gerência sobre qualquer gestão partidária, ele está fora, está de castigo num banquinho, mas ele está entregue a nacional, eu não vou mais tocar no assunto deste senhor", finalizou.

A relação de Soraya e Trutis já não anda amigável há meses. Em setembro, ela protocolou pedido de impugnação da convenção que havia escolhido o deputado como candidato a prefeito de Campo Grande e apoiou a candidatura de Vinicius Siqueira. 

 
 

Críticas a Harfouche

Com relação às eleições, Soraya disse que é “otimista de carteirinha” e acredita em resultado positivo para os candidatos do partido até o último minuto.

Ela criticou quem votou no promotor de Justiça licenciado Sérgio Harfouche, que teve a candidatura indeferida pelo TRE e recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral.

“Quem votou no promotor Harfouche não votou por renovação, fez uma péssima avaliação, infelizmente. Com todo meu respeito, mas é uma avaliação que a gente tem que respeitar, é voto, é uma democracia e faz parte, mas fez uma avaliação errada, de repente até por uma orientação errada”, afirmou.  

A senadora disse que o PSL está disputando em 36 municípios.

Ela também defendeu o sistema eleitoral brasileiro, afirmando que confia nas urnas eletrônicas, que em toda eleição tem a segurança questionada por parte dos eleitores e alguns candidatos.

“Eu confio no sistema eleitoral, eu confio no TRE, eu confio na justiça brasileira, o que eu não confio, de repente uma invasão de hacker alguma coisa, mas não acredito que isso seja possível. Nós temos um sistema seguro, acredito na idoneidade dos nossos dirigentes, dos nosso presidente do TRE/MS, desembargador João Maria Lós, acredito muito que não teremos problemas em relação a isso, eu acredito que vai dar tudo certo”, concluiu.

 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!