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VEREADOR ELEITO

Estreante, Edu Miranda afirma que gestão terá foco no trabalho social

Conhecido por trabalho voluntário de conserto de cadeiras de rodas e de camas hospitalares, assistente social tornou-se agora vereador com 2.056 votos
02/12/2020 10:00 - Flávio Veras


O assistente social Eduardo Miranda Lopes (Patriotas) foi eleito vereador por Campo Grande com 2.956 votos nas eleições municipais de 2020. 

Edu Miranda, como é conhecido e foi registrado nas urnas eletrônicas, desenvolve na Capital o projeto social Fazer o Bem Faz Bem, há 13 anos, por meio do qual reforma aparelhos ortopédicos, como cadeiras de rodas, muletas, camas hospitalares, entre outros, e os empresta para pessoas carentes que têm algum tipo de necessidade motora, seja permanente ou seja temporária.

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Miranda afirmou que começou sua história na política local desenvolvendo trabalhos sociais. 

Segundo ele, a ideia do projeto se deu quando fazia um estágio na época em que cursava a faculdade de serviço social, nele elaborou um plano que foi o despertar para desenvolver o seu projeto assistencial.

“Nesse primeiro contato com essas pessoas, acabei vendo a dificuldade que elas tinham para conseguir esses produtos, por causa do valor elevado. Quando fazia meu estágio na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais [Apae] da Capital, cansei de ver mães que eram obrigadas a levar e buscar seus filhos no colo para fazer o tratamento", disse.

"Vendo essa situação, decidi, de forma modesta, abrir um galpão pequeno onde eu buscava doações desses equipamentos, reformava e os emprestava para essas pessoas. Com o passar dos anos, o galpão foi aumentando e no ano passado chegamos a atender 6.800 famílias. Esse trabalho se tornou minha vida, pois ele é muito gratificante”, acrescentou.

Edu faz parte do grupo de vereadores eleitos pela insistência. Ele disputou a vaga a uma cadeira na Câmara da Capital em 2012 , quando obteve 1.900 votos. Já em 2016, novamente teve uma votação expressiva e alcançou 2.066 votos. Em 2020, foi eleito.

Mas, o trabalho de Miranda no setor público começou antes. Por causa do projeto desenvolvido na área social, ele acabou sendo convidado pelo prefeito Marcos Trad para gerenciar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da Vila Nasser, assim que ele assumiu o primeiro mandato em 2016. Para conseguir conciliar os dois trabalhos, ele resolveu instalar o espaço físico da Organização não Governamental (ONG) ao lado do Cras.

“Eu consegui alinhar os dois trabalhos e pude ajudar mais pessoas vulneráveis nesse período. Essa é a minha principal bandeira agora na Câmara, pois quero ampliar ainda mais esse meu objetivo de vida. Ele foi o motivo para eu tentar entrar para vida pública e, agora, fui recompensado sendo eleito”, agradeceu.

 
 

Eleições

Experiente em outras disputas, Miranda concordou com a maioria dos seus colegas, de que essa eleição foi atípica. No entanto, apesar da mudança na contagem dos votos, os principais fatores diferenciais para ele foi a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), além do fato de Campo Grande ter registrado 26% de abstenção do eleitorado nesse pleito. 

Algo que demonstra o descontentamento da população com a classe política.

“Foram 154.003 eleitores que não foram às urnas. Claro que a pandemia é algo preponderante nesse alto nível de abstenção. Porém, esse processo vem aumentando a cada eleição, pois a população está descontente com a postura dos nossos políticos. 

A mudança ocorrida na Câmara, em que obtivemos 17 novos vereadores, também demonstra esse fenômeno. Nas minhas reuniões de campanha, eu via nos rostos dos eleitores esse desânimo, mas nós, os novatos, devemos tentar mudar o panorama e mostrar que a política ainda pode mudar a vida deles”, projetou.

Pandemia

O avanço no número de contaminados pela Covid-19 na Capital é algo que preocupa o vereador eleito. Para ele, as autoridades públicas devem conscientizar ainda mais cada cidadão sobre a responsabilidade de se autopreservar, além do objetivo de cuidar do próximo. 

“Estamos vendo muitas aglomerações, porém esses que desobedecem às medidas de biossegurança, são aqueles que levam o vírus para casa e acabam contaminando aqueles que não tomam essas atitudes arriscadas. Caso essa onda continue, corremos o risco de voltar restrições mais duras, algo que ninguém quer. Entendo que a economia é importante, mas sem vida não conseguimos trabalhar”, concluiu.