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ELEIÇÕES 2020

Facebook, Instagram e WhatsApp fecham cerco a políticos que apostam em fake news

Nestas eleições, usuários poderão optar por não visualizar propaganda política nas redes sociais; Whats App lança ofensiva contra disparos em massa
26/09/2020 11:00 - Eduardo Miranda


O Facebook, proprietário de três das quatro maiores redes sociais em operação no Brasil, fechará o cerco contra os políticos que dependem de notícias falsas e disparos em massa para fazer propaganda eleitoral e obter votos nas eleições.  

Em ano de pandemia, em que a campanha será majoritariamente nas plataformas virtuais, a gigante de tecnologia – controladora de três das quatro principais redes sociais e aplicativos de mensagens em território brasileiro: Facebook, Instagram e o WhatsApp – estabelecerá limites para impedir que os usuários sejam expostos a propaganda política indesejada. A empresa também apertou ainda mais as restrições aos disparos em massa, prática ocorrida nas eleições de 2018 e que levou à abertura de várias investigações.  

O Facebook também ampliou a parceria com veículos de imprensa (o Correio do Estado é um dos parceiros) e com consórcios de checagem de informações, como o Projeto Comprova, do qual o Correio também faz parte.  

 

Opção

No Facebook e no Instagram, são duas as principais novidades. A primeira delas, é a criação do termo “pago por” ou “propaganda eleitoral”, que aparecerá logo acima da publicação. A intenção é deixar explícito para o usuário que se trata de um ato de campanha.

O usuário do Facebook e do Instagram que não desejar ver propaganda política também terá um botão específico, no qual poderá definir que anúncios de candidatos não apareçam em sua linha do tempo (timeline).  

O Facebook ainda vai aumentar a transparência sobre as informações referentes à campanha eleitoral. O usuário agora poderá clicar em um botão de contexto que, entre outras coisas, fornece informações sobre artigos no feed de notícias, se a página mudou de nome, e avisa se a publicação foi feita há mais de 90 dias.  

 

Carimbo de fake news

Facebook e Instagram vão inserir rótulos acima das publicações que apresentarem notícias falsas. A ferramenta vai começar a funcionar em outubro.  

Agências independentes de checagem, como Projeto Comprova e Aos Fatos, entre outras, vão atribuir o selo de falso à notícia, que será borrada e trará um aviso de que a informação não procede.  

A publicação com o selo de falso ainda contará com um link por meio do qual a agência parceira do Facebook desmentirá a fake news. Se ainda assim um usuário tentar compartilhar a notícia improcedente, um pop-up vai alertá-lo de que o conteúdo que ele quer replicar não é verdadeiro. 

 
 

WhatsApp

Outro aplicativo que permite o compartilhamento de mensagens e promete impedir ao máximo a propaganda eleitoral ilegal nestas eleições é o WhatsApp. A principal iniciativa do maior aplicativo de mensagens do planeta, que tem 2 bilhões de usuários no mundo, 120 milhões deles no Brasil, foi a criação de ferramentas que impedirão disparo em massa de mensagens, como os que ocorreram em 2018 e foram objeto de investigação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Supremo Tribunal Federal (STF).  

As restrições acompanham a tendência iniciada em 2018. Em 2019, o compartilhamento de mensagens em massa foi reduzido a no máximo 30 e neste ano a no máximo 5.

Também há dois selos para mensagens cuja autoria não é do titular da conta. Uma flecha que funciona como símbolo de compartilhamento indicará que ela ainda foi pouco compartilhada. Quando houver duas flechas, significa que as mensagens foram alvo de compartilhamentos massivos.  

Desde que estas ferramentas que reduzem a viralidade foram validadas, o compartilhamento simples de mensagens caiu 30% no Brasil, e das mensagens de flecha dupla até 70%, informa Dario Durigan, diretor de Políticas Públicas do WhatsApp.  

 

Lupa

O WhatsApp também vai permitir que o usuário cheque a veracidade da notícia que for compartilhada. Uma lupa, que aparecerá ao lado da mensagem, abrirá caminho para uma pesquisa da notícia.  

“Para isso, nós estabelecemos uma parceria com as principais agências de checagem do Brasil e renovamos, por exemplo, a parceria com o Comprova, o que me alegra muito”, conta o diretor de Políticas Públicas do WhatsApp.  

Durigan também ressalta que a criptografia de ponta a ponta, uma das principais características de segurança da plataforma de comunicação, continua intocada. “Somente quem envia e recebe uma mensagem tem acesso ao conteúdo desta mensagem. Nenhum terceiro externo pode acessar ou moderar este conteúdo”, explica Durigan.  

 

Banimento

Durigan também explica que o WhatsApp incentiva os usuários a denunciarem o compartilhamento de notícias falsas e os disparos em massa. Segundo ele, há espaços específicos nas configurações, que permitem fazer as denúncias.  

Por isso, ele ressalta que o usuário é o maior fiscal do aplicativo e da propaganda eleitoral que é veiculada nele. “O usuário tem de ser parte deste processo. Quando se compartilha informação com seus amigos, com os grupos de pessoas mais próximas, é importante checar a informação para não compartilhar conteúdo que tenha nítido carácter de desinformação”, conclui, acrescentando que qualquer pessoa que compartilhar fake news na plataforma pode ser banida dela.

 

Felpuda


Racha em entidade religiosa teve péssimas consequências eleitorais na disputa por vagas na Câmara Municipal de Campo Grande.

O quiproquó, também, digamos, com nuance familiar, provocou estragos da-que-les.

Aí, como consequências, fez com que quem está não conseguisse votos suficientes para permanecer em 2021-2024 e quem estava fora tentando retornar ficasse à beira do caminho. 

Como se vê...