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ROBERTO JEFFERSON

Família Trad é acusada de receber auxílio de R$ 600, senador nega e vai à Justiça

Nota sobre a situação frisa que nenhum 'parente de sangue' da família recebeu o auxílio e que caso se trata de fraude e fake news
23/06/2020 10:53 - Nyelder Rodrigues


 

A terça-feira (23) amanheceu já com polêmica vindo de Brasília (DF) após o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, acusar a família Trad, dos sul-mato-grossenses Nelson Trad Filho (senador), Fábio Trad (deputado federal) e Marcos Trad (prefeito de Campo Grande) de receber os R$ 600 do auxílio emergencial.

Pouco após às 7h, Jefferson usou sua conta no Twitter para fazer a acusação e manifestar que tal situação era uma vergonha. "Deus nos deu um livramento, quando o senador Nelson Trad Filho, irmão do prefeito de Campo Grande, MS, deixou o PTB. Toda a sua família, bem posta na vida, recebeu o auxílio emergencial", escreveu o ex-deputado.

Ele frisa ainda que às três parcelas do auxílio foram pagas pelo Governo Federal. "Uma vergonha, o senador deve uma resposta ao Brasil". Contudo, já mesmo nessa manhã, um dos integrantes da família, o senador Nelson Trad Filho, reagiu às acusações, negando todas elas e afirmando que tudo se trata de uma fraude e de fake news.

"Sobre essa acusação falsa de que existem pessoas da minha família que receberam o auxílio emergencial do Governo, não existe nenhum parente consanguíneo meu que recebeu esse benefício", destaca Trad Filho em nota oficial sobre o caso.

Ele ainda destaca que irá nesta tarde à Polícia Federal e também vai procurar a Polícia Legislativa do Senado para fazer uma queixa, crime sobre a situação. Uma averiguação também deve ser feita na Caixa Econômica Federal para descobrir de quem são os cadastros aos quais, Roberto Jefferson usou para acusar a família do senador.

"Isso é fraude! Tanto os autores quanto os responsáveis por disseminar essa fake news irão responder na Justiça pelos seus atos", frisa Trad Filho. Ele e seus irmãos, além de seu sobrinho, o vereador Otávio Trad, são filiados ao PSD, partido que assim como o PTB de Jefferson faz parte do Centrão, ala parlamentar que apoia Jair Bolsonaro.

Contudo, Fábio Trad já se posicionou inúmeras vezes contra o atual Governo e já admitiu publicamente que, apesar do partido se aliar à Bolsonaro, ele não seguirá as instruções da sigla nesse sentido e vai continuar trabalhando "de forma independente".

Homônimo à parente e retaliação de alvo da PF

De acordo com o apurado pela reportagem, um dos nomes encontrados e que motivaram Jefferson a vir à público atacar a família Trad foi o de Trad Assaf Neto. Contudo, por ora, a informação é que os CPFs do Assaf que está na lista não é o mesmo do advogado homônimo e primo de Nelson, Fábio e Marcos Trad.

Questionado se a situação poderia se tratar de uma retaliação à posição parlamentar adota, Fábio Trad disse que "nenhum a hipótese pode ser descartada. "Nelsinho Ligou para o presidente da Caixa, que lhe disse que fraudes como esta vem ocorrendo com frequência", explica o deputado peessedista.

Recentemente, a casa de Roberto Jefferson foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal justamente em operação de combate às fake news, despertando a fúria do mesmo em postagens realizadas nas redes sociais, onde rotineiramente vem se aparecendo como fiel defensor de Bolsonaro e por atacar adversário do presidente.  

Jefferson ficou conhecido nacionalmente quando era deputado federal, também pelo PTB, e denunciar o esquema do Mensalão no governo Lula. O parlamentar fazia parte da base do petista e também recebeu a mesada mensal de R$ 30 mil para aprovar projetos de interesse do Executivo. O petebista chegou a ser condenado judicialmente e perdeu o mandato.

 
 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...