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				<title><![CDATA[Desembargador suspeito de corrupção continuará afastado]]></title>
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				<description><![CDATA[O desembargador Vladimir Abreu da Silva, investigado por suspeita de corrupção e venda de decisões judiciais na Operação Ultima Ratio, vai permanecer afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) por mais 140 dias, período equivalente a quase cinco meses.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) proclamou oficialmente o resultado do julgamento que prorrogou o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o magistrado e manteve a medida cautelar que o impede de exercer suas funções.

Como o novo prazo começou a ser contado no dia 17, o período de afastamento se estende, em princípio, até o dia 4 de fevereiro de 2027, salvo se houver nova deliberação do Conselho antes dessa data.

A decisão foi tomada por unanimidade na 13ª Sessão Virtual de 2026, encerrada no dia 18, no PAD nº 0000095-49.2026.2.00.0000.

“O Conselho, por unanimidade, aprovou questão de ordem para prorrogar o prazo de conclusão do presente PAD por mais 140 dias, a contar de 17/9/2026, mantido o afastamento cautelar do Desembargador”, registra a proclamação do resultado.

O processo é relatado pelo conselheiro Silvio Roberto Oliveira de Amorim Junior e os 13 integrantes do CNJ que participaram da votação acompanharam a manutenção do afastamento. A conselheira Jaceguara Dantas declarou impedimento e Ulisses Rabaneda não votou por ausência justificada.

A prorrogação não representa julgamento definitivo das acusações. O Conselho ampliou o prazo para a instrução do processo administrativo e considerou necessária a manutenção da medida cautelar enquanto o caso continua sendo apurado.

QUASE DOIS ANOS

Vladimir de Abreu está afastado do TJMS desde o dia 24 de outubro de 2024, ou seja, há quase dois anos, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Ultima Ratio para investigar um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Estado.

Naquela ocasião, também foram afastados os desembargadores Alexandre Aguiar Bastos, Sideni Soncini Pimentel, Marcos José de Brito Rodrigues e Sérgio Fernandes Martins, que presidia o Tribunal de Justiça.

A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsificação de documentos e negociação de decisões judiciais envolvendo magistrados, advogados, empresários e outras pessoas relacionadas aos investigados.

O afastamento inicial foi determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também impôs medidas como a proibição de acesso às dependências do TJMS e restrições de contato entre investigados.

No caso de Vladimir, a medida foi sucessivamente mantida e posteriormente passou a ser analisada também pelo CNJ no âmbito disciplinar.

INDICIADO

No dia 20 de março deste ano, a PF concluiu um relatório de 711 páginas relacionado a uma das principais frentes da Ultima Ratio e incluiu Vladimir entre os desembargadores indiciados. O documento, referente ao Inquérito nº 1.483, foi encaminhado às autoridades responsáveis pela análise das conclusões da investigação.

Além de Vladimir, foram citados no relatório os desembargadores Sideni Soncini Pimentel, Julio Roberto Siqueira Cardoso, Alexandre Aguiar Bastos, Sérgio Fernandes Martins, Divoncir Schreiner Maran e Marcos José de Brito Rodrigues.

O indiciamento representa o entendimento da autoridade policial de que existem elementos para atribuir crimes aos investigados, mas não significa condenação. Eventual responsabilização criminal depende da atuação do Ministério Público e de julgamento pelo Poder Judiciário.

Outra frente investigativa, vinculada ao Inquérito nº 1.595, permaneceu em andamento para aprofundar fatos que não foram encerrados pelo relatório apresentado em março.

DISPUTAS

Vladimir aparece em diferentes episódios analisados pela Polícia Federal envolvendo disputas judiciais por propriedades rurais milionárias.

Um deles é o caso da Fazenda Pauliceia, em Maracaju, que, conforme a investigação, decisões judiciais teriam favorecido interesses ligados ao conselheiro Osmar Domingues Jeronymo, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), e familiares.

A propriedade chegou a ser avaliada em aproximadamente R$ 85 milhões. A PF sustenta que o caso envolveu documentos com indícios de falsificação e decisões judiciais que teriam contribuído para a transferência da área por valor muito inferior ao atribuído ao imóvel.

Vladimir aparece entre os magistrados mencionados pela investigação por sua atuação em recursos relacionados à disputa. Outro caso envolve a Fazenda Santo Antônio, em Corumbá.

O relatório policial analisou decisões tomadas por Vladimir, Sideni Pimentel e Julio Siqueira em processo relacionado à propriedade e à liberação de valores milionários.

A PF sustenta que existiriam elementos indicando pagamento de vantagens indevidas relacionado às decisões.

As conclusões policiais ainda dependem de análise judicial e não representam condenação dos envolvidos. Vladimir também aparece na apuração sobre a Fazenda Vai Quem Quer, igualmente em Corumbá.

A propriedade, com cerca de 5,6 mil hectares e valor estimado em mais de R$ 15 milhões, foi objeto de disputa judicial na qual Vladimir, Sideni e Alexandre Bastos participaram de julgamento que modificou decisão de primeira instância.

Mensagens apreendidas durante as investigações levaram a PF a suspeitar de articulação anterior ao julgamento para alterar o resultado do processo.

RELAÇÃO

Outro ponto explorado pela PF é a relação de Vladimir com o advogado Rodrigo Gonçalves Pimentel, filho do desembargador aposentado Sideni Soncini Pimentel.

A investigação identificou encontros, viagens e pescarias envolvendo Vladimir e Rodrigo, além de processos nos quais o desembargador participou de julgamentos de causas em que o advogado atuava.

Para a PF, a proximidade entre os dois passou a ter relevância na análise de possíveis conflitos de interesse e das decisões consideradas suspeitas.

Os investigadores também identificaram relações profissionais entre escritórios ligados aos filhos de magistrados e advogados envolvidos nas apurações.

FILHO DE VLADIMIR

A atuação do desembargador em favor do filho, o advogado Marcus Vinícius Machado Abreu, também foi analisada pela investigação. Mensagens apreendidas pela PF indicaram que Vladimir procurou colegas desembargadores para pedir que recebessem Marcus Vinícius em seus gabinetes.

As conversas estavam relacionadas a uma ação de aproximadamente R$ 16,9 milhões na qual o filho do magistrado tinha interesse profissional. Os desembargadores procurados chegaram a receber o advogado.

Os recursos relacionados ao caso, porém, acabaram rejeitados. O episódio passou a integrar as apurações sobre possível utilização da posição funcional do magistrado em benefício de interesses particulares.

*SAIBA

Ao instaurar o PAD contra Vladimir em 2025, o CNJ afirmou que informações obtidas durante a Ultima Ratio justificavam a abertura do processo. Na ocasião, o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, apontou que interceptações telemáticas e documentos indicariam possível recebimento de vantagens indevidas.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 07:35:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Trump divulga acordo sobre autorregulação da IA com apoio de principais empresas do setor
]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou o acordo sobre "superinteligência", novo nome dado pelo mandatário à inteligência artificial (IA), que estabelece um compromisso conjunto de empresas de tecnologia com responsabilidades de segurança no desenvolvimento e na implantação de modelos avançados de inteligência artificial. Ele recebeu endosso dos CEOs da Google, Anthropic, Meta, OpenAI, xAI e Nvidia.

O documento afirma que cada companhia deve ser responsável por criar sua tecnologia de forma segura e capaz de gerar confiança junto a clientes e ao público. "Esse objetivo começa com a adoção de processos internos robustos para garantir que os modelos se comportem como esperado durante o treinamento e após o lançamento", diz trecho do documento.

O relatório ainda prevê uma segunda camada de supervisão com a formação de uma equipe interna dedicada a assegurar que os controles, o monitoramento e os mecanismos de detecção estejam funcionando corretamente, além de que falhas sejam corrigidas rapidamente.

A terceira diretriz aponta para a contratação de auditoria externa independente, encarregada de realizar avaliações autônomas sobre a eficácia desses controles e sistemas de monitoramento. Por fim, o acordo recomenda que um comitê independente do conselho de administração acompanhe todo o processo, receba relatórios das equipes internas e de auditores externos e garanta que problemas identificados sejam efetivamente solucionados.

Trump disse nesta noite à Axios que avalia nomear Jay Clayton como "czar da IA". Atualmente diretor de Inteligência Nacional, Clayton é o principal assessor do presidente na área e ocupa o posto mais alto da comunidade do setor, que reúne 18 agências.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Ex-sócio expõe Rolex de R$ 305 mil e relata suposto tráfico de influência de Flávio no STF]]></title>
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				<description><![CDATA[Mensagens, fotos e documentos guardados por Alexandre Santini, ex-sócio e antigo amigo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicam que pessoas próximas ao senador pagaram despesas pessoais e presentes de alto valor para ele, inclusive a compra de um Rolex Submariner Date de ouro branco por R$ 305 mil.

Conforme o material revelado nesta terça-feira (29) pelo site PlatôBR, a nota fiscal, de fevereiro de 2022, está em nome do advogado Alan Belaciano.

Segundo o PlatôBR, mensagens obtidas pela reportagem indicam que o relógio foi comprado para Flávio. Belaciano também havia pago mais de R$ 90 mil em equipamentos de academia instalados na casa do senador em Brasília.

À época em que o caso veio a público, Flávio afirmou que a compra havia sido feita por um amigo como um "empréstimo pessoal" que estava sendo quitado. O PlatôBR afirma que pessoas próximas também arcaram com reparos na casa, uma televisão de 75 polegadas e mensalidades de academia.

No fim de 2023, durante uma disputa financeira entre Flávio e Santini, o ex-sócio enviou uma mensagem ao senador afirmando saber que Flávio havia falado diretamente com o ministro do Supremo Tribunal Federla (STF) Kassio Nunes Marues para tratar do interesse de um cliente que tinha um processo no gabinete do ministro.

Segundo Santini, o caso era acompanhado por Belaciano e teria havido ainda a marcação de um jantar com participação do chefe de gabinete do ministro.  Confrme apurado pelo PlatôBR, a reportagem não identifica o cliente ou o processo nem apresenta comprovação independente de que a alegada intermediação ocorreu.

Depois da mensagem, Flávio respondeu no mesmo dia e marcou uma reunião com Santini em seu gabinete. Não há informação sobre o que foi discutido.

Posteriormente, Santini comunicou a interlocutores que a disputa estava encerrada.

Em nota, o gabinete do ministro Kassio Nunes Marques afirmou que o magistrado "atende parlamentares de todos os partidos, que defendem interesses distintos, e isso é praxe entre todos os gabinetes do Supremo, não representando prejuízo para a isenção dos magistrados".

Disputa milionária

Sócios em uma franquia da Kopenhagen na Barra da Tijuca, no Rio, Santini recorreu à Justiça para cobrar R$ 1,47 milhão do senador.  Na ocasião, alegava divisão desigual dos lucros e despesas da empresa pagas por ele e não reembolsadas. Flávio negou dever dinheiro ao ex-sócio.

Durante a disputa, Santini também guardou mensagens e fotos relativas a encontros privados com garotas de programa.

Segundo o PlatôBR, ele mostrou parte do material a Fernanda Bolsonaro, mulher do senador. Depois, Flávio escreveu ao ex-sócio dizendo ter se arrependido de "muitas escolhas erradas" e que não voltaria a errar com sua família. A mensagem não especifica a que episódios ele se referia.

Com informações de PlatôBR. 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 16:45:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Simone Tebet diz que Eduardo Bolsonaro é 'covarde' e que vai processá-lo após ofensas]]></title>
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				<description><![CDATA[Candidata ao Senado por São Paulo, a sul-mato-grossense Simone Tebet (PSB) informou que processará Eduardo Bolsonaro (PL) por violência política de gênero após o ex-deputado federal ofendê-la com a insinuação de que ela "se prostitui" por cargos políticos.

Nesta segunda-feira (28) Tebet criticou a desistência de Ricardo Salles (Novo) de disputar o Senado por São Paulo. A ex-ministra criticou o recuo dizendo que o ex-concorrente "se rendeu ao Centrão".

Enquanto candidato, o ex-ministro do Meio Ambiente fez uma campanha marcada por ataques ao candidato do PL ao cargo, André do Prado, a quem agora apoia. Em mais de uma ocasião, Salles afirmou que Prado integrava o "Centrão" e não representava a direita de forma autêntica.

Em uma publicação no X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro rebateu Tebet e afirmou que não houve "rendição" de Salles ao Centrão.

"Ele apenas reconhece que o principal que poderia acontecer é os votos de direita se dividirem entre três candidatos", disse Eduardo, chamando a ex-ministra de "vassala" do Lula e insinuando que ela é quem troca apoios por posições políticas. "Quando passa a eleição, faz tudo ao contrário. Se prostitui por cargo, ministério etc."

Em nota, a campanha de Tebet informou ao Estadão que "adotará todas as medidas jurídicas cabíveis" contra a divulgação da ofensa, provocando a Justiça Eleitoral para a "imediata remoção" do conteúdo e encaminhando uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral por violência política de gênero. A ex-ministra também chamou o parlamentar cassado de "covarde".

"É particularmente grave e causa profunda repulsa que, em pleno processo eleitoral, se pretenda desqualificar uma candidata por meio de uma insinuação de natureza sexual e profundamente degradante", disse a campanha da ex-ministra. "É um covarde que ataca protegido pela distância e por um exército digital propagador de discurso de ódio. Essa é a indigência do debate político que não pode prosperar."

Pesquisas

As pesquisas de intenção de voto dos institutos Quaest e Datafolha apontam para um empate técnico quádruplo no pleito pelas duas vagas ao Senado por São Paulo. Os índices mostram uma disputa embolada entre Simone Tebet, Marina Silva (Rede) - com quem a candidata do PSB faz "dobrada" -, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

Em um segundo pelotão de candidatos, Ricardo Salles aparecia em quinto lugar. Nesta segunda-feira, 28, a seis dias do primeiro turno, o postulante do Novo renunciou à candidatura, passando a apoiar Derrite e Prado. Ele realizou o anúncio ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal cabo eleitoral dos candidatos do PP e do PL.

Antes de desistir, Salles gastou mais de R$ 3 milhões durante a campanha, incluindo R$ 2,8 milhões em despesas para a própria candidatura e mais R$ 268 mil doados a outros candidatos ou partidos. O postulante ao Senado declarou ter arrecadado mais de R$ 4,7 milhões para a candidatura.

O montante é a soma de R$ 3,8 milhões doados por seu partido, o Novo, e R$ 972 mil recebidos de pessoas físicas. A prestação de contas dos candidatos à Justiça Eleitoral ainda é parcial. Os dados de receitas e despesas de Salles estão atualizados até o dia 28 de setembro.

Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o primeiro semestre de 2025. Com mandato de deputado federal, ele pediu licença do cargo para trabalhar nos Estados Unidos por sanções contra o Brasil e autoridades nacionais. Com o fim da licença que havia pedido, não voltou ao País, seguindo no que chamou de "autoexílio" e, em dezembro do ano passado, foi cassado por exceder o limite de faltas na Câmara.

Em junho deste ano, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo que levou à condenação do pai por tentativa de golpe de Estado. Neste mês, perdeu o cargo de escrivão na Polícia Federal por abandono da função.

Com informações de Estadão Conteúdo
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 14:15:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Eleitor deve levar mais tempo para votar neste ano]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/eleitor-deve-levar-mais-tempo-para-votar-neste-ano/473561/</link>
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				<description><![CDATA[A escolha de dois candidatos diferentes para o Senado será um dos pontos que exigirão mais da atenção dos eleitores no domingo, dia do primeiro turno das eleições gerais deste ano. 

Se o eleitor repetir o mesmo candidato nas duas etapas destinadas ao cargo, o segundo voto será considerado nulo, conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Neste ano, estarão em disputa duas vagas por estado e pelo Distrito Federal. Por isso, depois de confirmar a primeira escolha para senador, o eleitor encontrará outra tela para votar novamente no cargo. 
Essa repetição faz parte da sequência de votação e deverá ser preenchida com o número de outro candidato.

Ao todo, serão seis votos e a sequência começará por deputado federal, seguirá para deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e terminará com a escolha para presidente da República. 

Para ajudar o eleitor a acompanhar as etapas, o TSE orienta levar uma cola em papel com os números anotados na ordem em que serão solicitados pela urna e, nesse sentido, o Correio do Estado está disponibilizando nesta página uma “colinha” para ser recortada pelos leitores.

HORÁRIO

Em Mato Grosso do Sul, as seções eleitorais funcionarão das 7h às 16h (horário de MS), período correspondente às 8h e às 17h (horário de Brasília), respectivamente. 

Quem estiver na fila da seção no momento do encerramento terá o direito de votar assegurado. O eleitor deve organizar o deslocamento para chegar antes das 16 h.

A preparação começa antes de sair de casa, com a conferência do local de votação. O endereço e a seção eleitoral podem ser consultados pelo aplicativo e-Título ou pelo portal do TSE. A verificação antecipada ajuda a evitar que o eleitor se dirija ao lugar errado.

Também é necessário separar um documento oficial com foto. São aceitos carteira de identidade (RG), Carteira Nacional de Habilitação (CNH), passaporte, carteira de trabalho física, certificado de reservista e carteira de categoria profissional reconhecida por lei. Não é obrigatório apresentar o título eleitoral impresso, desde que a identidade seja comprovada.

Quem pretende utilizar o e-Título como identificação deverá conferir se o aplicativo apresenta sua fotografia. Caso esteja sem foto, será preciso mostrar outro documento oficial com a imagem. Certidões de nascimento e de casamento não são aceitas como prova de identidade para votar.

Ao chegar à seção, o eleitor deverá apresentar o documento aos mesários e seguir os procedimentos de identificação. Quem tem biometria cadastrada passará pela conferência das impressões digitais. Se o reconhecimento não funcionar, a equipe fará a verificação dos dados conforme os procedimentos da Justiça Eleitoral.

A ausência de cadastro biométrico, por si só, não impede o voto. Segundo o TSE, quem estiver com o título regular poderá votar mediante a apresentação de documento oficial com foto.

Antes de seguir para a cabine, o eleitor deverá deixar o celular no local indicado pelos mesários, mesmo que tenha utilizado o aparelho para apresentar o e-Título. 

A proibição também abrange câmeras, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar o voto. A cola com os números dos candidatos, portanto, deve ser levada em papel.



URNA ELETRÔNICA

Com a urna liberada, a primeira tela será destinada ao voto para deputado federal, identificado por quatro dígitos. Na sequência, o eleitor escolherá o deputado estadual, cujo número tem cinco dígitos. 

Depois virão as duas escolhas para o Senado, cada uma com três dígitos. Os votos para governador e presidente da República terão dois dígitos cada.

Em cada etapa, o eleitor deverá conferir as informações exibidas na tela, como nome e fotografia do candidato. Caso perceba algum erro de digitação, poderá apertar a tecla “Corrige” e informar novamente o número desejado. Quando os dados estiverem corretos, deverá pressionar “Confirma” para registrar a escolha e avançar ao próximo.

A votação só estará concluída depois da confirmação da última escolha, para presidente da República, quando a urna exibirá a palavra “FIM”. Antes de deixar a seção, o eleitor receberá o comprovante de votação.

Para quem deseja se preparar, o TSE disponibiliza um simulador de votação na internet. A ferramenta permite treinar a sequência dos cargos e conhecer o funcionamento das teclas da urna antes de comparecer à seção eleitoral.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 07:55:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Lula tem 45,3% contra 42,2% de Flávio Bolsonaro no 1º turno, diz pesquisa]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno da corrida presidencial, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 29. A menos de uma semana para o pleito, ele tem 45,3% das intenções de voto, contra 42,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece na segunda colocação.

Brancos e nulos somam 0,9% e, indecisos, 1,2%. A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos.

Ambos os candidatos oscilaram negativamente na comparação com a rodada anterior da pesquisa. No dia 22 de setembro, Lula tinha 45,8% e Flávio, 43,4%.

A pesquisa Atlas começou a ser feita no dia 23 e foi encerrada nesta segunda-feira, 28. Outros dois levantamentos divulgados nesta segunda-feira começaram a ser feitos depois. O da Quaest, no dia 24. O do BTG/Nexus, no dia 25. Ambos fizeram entrevistas até o dia 27.

O candidato Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar, com 5,2% dos votos. Augusto Cury (Avante) tem 2% e Ronaldo Caiado (PSD), 1,8%.

Os demais pontuaram abaixo de 1%: Romeu Zema (Novo) marcou 0,9%, Samara Martins (UP), 0,4%, e Rui Costa Pimenta (PCO), 0,1%. Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram.

A Atlas utilizou a metodologia de recrutamento digital aleatório para entrevistar 5.005 pessoas com 16 anos ou mais pela internet entre os dias 23 e 28 de setembro. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento, custeado com recursos próprios, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04391/2026.

2º turno

O candidato do PL, contudo, pontua ligeiramente acima de Lula em um eventual segundo turno. Flávio marca 47,7% contra 47,6% do atual presidente. O placar significa empate técnico. Indecisos, brancos e nulos representam 4,8%.

De acordo com a Atlas, Lula ganharia de todos os demais adversários testados no segundo turno: 45,9% a 43,4% contra Caiado; 47,4% contra 41,2% de Zema; 46,2% contra 36,1% de Cury; e, por fim, 46,4% contra 28,9% de Renan Santos.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 07:16:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Trump nega alívio de sanções e liberação de recursos congelados do Irã em negociações
]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/trump-nega-alivio-de-sancoes-e-liberacao-de-recursos-congelados-do-ira/473541/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta segunda-feira, 28, que tenha oferecido alívio de sanções e a liberação de recursos congelados ao Irã para avançar nas negociações.

Em publicação na Truth Social, o presidente americano classificou a informação como falsa e disse que não ofereceu "nada" ao Irã. "Axios acabou de publicar uma história dizendo que Trump ofereceu alívio de sanções e fundos congelados ao Irã. Isso não é verdade. Eu não ofereci a eles NADA!", escreveu.

O presidente também atacou o veículo, chamando a reportagem de farsa e concluiu pedindo que o Axios retire a matéria do ar "imediatamente".

Mais cedo, a CNN também veiculou uma reportagem em que afirma que Trump estaria disposto a aliviar as sanções contra o Irã e liberar fundos congelados em troca de "progressos concretos" em um acordo nuclear.
]]></description>
				
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Simone Tebet diz que Salles se rendeu ao Centrão e Marina chama desistência de desrespeito]]></title>
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				<description><![CDATA[As duas candidatas ao Senado por São Paulo alinhadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à esquerda, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) criticaram no início da tarde desta segunda-feira (28), a desistência de Ricardo Salles (Novo) do pleito. Pela manhã, Salles fez um anúncio ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) dizendo que desistiu da candidatura ao Senado e que agora apoia André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).


Salles se rendeu ao Centrão! Nossa candidatura agora é a única com independência e coragem pra defender São Paulo no Senado Federal. Vote Simone
— Simone Tebet (@simonetebetbr) September 28, 2026


Ao longo de toda a campanha, Salles acusava André do Prado de não ser de direita de verdade, e sim ligado ao "Centrão". Durante debate organizado pelo Estadão e a Faap na última semana, Salles chegou a dizer que André do Prado seria "uma marionete" do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.

Também em publicação no X, Marina Silva escreveu que a desistência de Salles "desrespeita seus eleitores" e os deixa abandonados às vésperas da votação.


Sempre digo que a forma como se ganha determina a forma como se governa. A desistência da candidatura do Ricardo Salles ao Senado desrespeita seus eleitores ao abandoná-los às vésperas da votação, num vale-tudo do grupo da direita para conter o avanço das duas candidatas mulheres do campo progressista que trabalham por São Paulo e pelo Brasil, junto com Lula e Haddad. Os eleitores de São Paulo merecem respeito. Sigo defendendo aquilo que defendi desde o primeiro dia, que São Paulo tem uma oportunidade histórica de eleger duas mulheres ao Senado, realmente comprometidas com o estado e com o país, com a defesa dos direitos das mulheres, educação de qualidade, enfrentamento do grave problema da mudança climática, democracia com justiça social e combate permanente à corrupção. Esse é um tempo difícil que exige coerência para dizer, em atitudes práticas, que não vale tudo para ganhar uma eleição. É justamente por isso que vamos dobrar nossas forças e espalhar o Marina 180!
— Marina Silva (@MarinaSilva) September 28, 2026


A ex-ministra do Meio Ambiente ainda disse que a manobra foi "um vale-tudo" da direita para "conter o avanço das duas candidatas mulheres do campo progressista". "Esse é um tempo difícil que exige coerência para dizer, em atitudes práticas, que não vale tudo para ganhar uma eleição", acrescentou Marina.

Com informações de Estadão Conteúdo 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 15:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Correio do Estado prepara cobertura completa da apuração das Eleições 2026]]></title>
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				<description><![CDATA[O destino das urnas reflete a voz e os anseios de cada cidadão sul-mato-grossense. No próximo domingo, 4 de outubro de 2026, quando as portas das seções eleitorais se fecharem e o silêncio der lugar à expectativa, o Correio do Estado estará com toda a sua estrutura pronta para levar até você, voto a voto, a contagem final que definirá o futuro do país e do nosso Estado.

Com o compromisso histórico de ser os olhos e os ouvidos da nossa gente, o portal acompanhará em tempo real cada detalhe da votação.

Não se trata apenas de números e porcentagens subindo na tela, mas de registrar o momento em que a democracia se consolida, revelando os escolhidos para os cargos de Presidente, Governador, Senador e Deputados.

A cobertura especial do Correio do Estado vai muito além do placar das urnas.

Nossa equipe de jornalistas trará análises aprofundadas, reportagens exclusivas e o olhar atento voltado para as especificidades e realidades de Mato Grosso do Sul.

Cada região do Estado terá sua representatividade acompanhada de perto, mostrando como a escolha popular desenhará os próximos quatro anos de gestão pública.  

Para acompanhar a apuração ao vivo, de onde você estiver  seja pelo computador ou na palma da mão pelo celular , basta acessar o nosso Portal.

Fique conosco no dia 4 de outubro e viva a emoção da apuração com a credibilidade, a agilidade e o respeito à informação que você já conhece.  

Entenda como funcionará a votação neste pleito

Para o pleito deste ano, a votação seguirá o horário unificado pelo fuso de Brasília.

Em Mato Grosso do Sul, por conta do fuso horário local, as seções abrem as portas logo cedo, das 7h às 16h. Assim que os trabalhos forem encerrados nas urnas eletrônicas, a totalização dos dados será iniciada de forma imediata.

Nas cabines, os eleitores votarão em uma ordem específica de cinco cargos: Deputado Federal, Deputado Estadual, Senador, Governador e, por fim, Presidente da República.

O uso de documentos oficiais com foto ou do aplicativo e-Título garante o acesso à urna, enquanto o transporte de aparelhos celulares para a cabine de votação permanece estritamente proibido.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 09:26:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Em MS, 92,6% não sabem para quem dar segundo voto ao Senado]]></title>
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				<description><![CDATA[A seis dias do primeiro turno das eleições, 92,60% dos eleitores de Mato Grosso do Sul ainda não sabem apontar espontaneamente a quem pretendem dar o segundo voto ao Senado. 
O índice chama a atenção porque, neste ano, cada eleitor terá direito a escolher dois candidatos diferentes para representar o Estado no Senado.

O levantamento Instituto de Pesquisa Resultado (IPR)/Correio do Estado mostra que a indefinição também é elevada em relação à primeira escolha, embora em proporção menor: 76,79% dos entrevistados não souberam dizer espontaneamente a quem pretendem dar o primeiro voto.

A diferença de quase 16 pontos porcentuais entre os dois índices evidencia que a segunda escolha está ainda menos consolidada. 

Enquanto pouco mais de 23% dos entrevistados citaram algum candidato, branco ou nulo para o primeiro voto, apenas cerca de 7% fizeram o mesmo quando questionados sobre a segunda opção.

No caso do segundo voto, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) foi citado por 2,81% dos entrevistados, enquanto o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) aparece com 1,53%, seguido pela senadora Soraya Thronicke (PSB), com 0,77%, e pelo advogado Roberto Oshiro (Novo) e pelo deputado federal Vander Loubet (PT) com 0,13% cada.

Já no caso do primeiro voto Capitão Contar aparece com 7,53%, seguido por Reinaldo Azambuja, com 6,76%, enquanto Soraya Thronicke e Vander Loubet registram 3,06% cada e Luiz Lemes (DC) e Roberto Oshiro foram mencionados por 0,26% cada. 

Além disso, a ex-ministra Simone Tebet (PSB), que vai concorrer por São Paulo, e Valter da Comagran (PRD) receberam 0,13% das citações cada.



ANÁLISES

Para o cientista político Daniel Miranda, o elevado porcentual de eleitores que ainda não aponta candidatos ao Senado é compatível com uma característica das eleições para cargos legislativos: boa parte das escolhas ocorre nos últimos dias da campanha.

"Nas eleições para os legislativos, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, a maioria dos eleitores define seus candidatos na reta final da campanha", afirmou.

Segundo Miranda, as disputas para cargos do Executivo costumam concentrar maior atenção do eleitorado por causa do peso político, da exposição durante a campanha e da maior presença cotidiana de governadores e do presidente da República no noticiário.

"Em geral, as disputas para o Executivo atraem mais atenção, devido ao peso político de tais cargos, ao maior tempo de horário eleitoral destinado a eles e à maior visibilidade, cotidiana e nos noticiários, que governadores e presidente da República têm", explicou.

Nesse contexto, conforme ele, não surpreende que uma parcela expressiva dos eleitores ainda não tenha fechado os dois votos para o Senado.

"É normal as pessoas não apenas não terem definido seu voto ainda, como sequer saberem todos os cargos em disputa nas eleições deste ano", disse.

Miranda avalia que essa definição deve se intensificar justamente nos últimos dias antes da votação. "Somente bem próximo do dia da eleição é que as pessoas vão definir suas preferências eleitorais e, aí sim, os indecisos vão se decidir", afirmou.

ESPAÇO PARA MUDAR

O cientista político Tércio Albuquerque também chama a atenção para o tamanho do grupo que ainda não definiu espontaneamente o segundo voto e, para ele, o porcentual recomenda cautela em interpretações de que a distribuição das duas cadeiras já estaria definida antes da votação.

"Essa indefinição dos eleitores de Mato Grosso do Sul quanto a quem seria o seu candidato a senador coloca um pouco de água fria nessa fervura que criava uma situação em que somente o PL teria essa possibilidade de eleger os dois senadores", analisou.

Na avaliação dele, os últimos dias de campanha ganham ainda mais importância diante da quantidade de eleitores que não aponta espontaneamente uma segunda opção. 

"Assim, a depender da campanha que for desenvolvida pelos candidatos, dos apoios dos candidatos à Presidência e ainda dos apoios que possam efetivamente receber nesta reta final, esse quadro pode sofrer alterações", pontuou.

Na pesquisa estimulada, Reinaldo Azambuja (PL) aparece com 23,98%, seguido por Capitão Contar (PL), com 20,34%. Vander Loubet (PT) registra 8,99% e Soraya Thronicke (PSB), 8,61%. 

Para Albuquerque, embora Reinaldo e Contar apareçam com porcentuais maiores no levantamento estimulado, a indefinição registrada na pesquisa espontânea mantém relevante a disputa pelo eleitor que ainda não formou as duas escolhas para o Senado. 

"Em que pese essa indefinição, temos uma reta final em que os candidatos ainda vão buscar esse eleitor que não definiu os dois votos", avaliou.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 07:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Flávio e Lula seguem como mais rejeitados, com 51% e 48%, respectivamente]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/flavio-e-lula-seguem-como-mais-rejeitados-com-51-e-48/473472/</link>
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				<description><![CDATA[O senador Flávio Bolsonaro (PL) é rejeitado por 51% dos eleitores, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por 48%, segundo a 16ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 28. Ao cruzar as respostas sobre os dois candidatos, o levantamento mostra que apenas 5% dos entrevistados admitem votar em ambos e 7% afirmam não votar em nenhum deles.

A rejeição corresponde à parcela que afirma não votar no candidato de jeito nenhum. Na rodada anterior, divulgada em 21 de setembro, o índice era de 50% para Flávio e 49% para Lula. As variações de um ponto porcentual em sentidos opostos estão dentro da margem de erro da pesquisa.

O cruzamento das respostas revela o alcance da divisão do eleitorado: 44% afirmam que poderiam votar em Lula, mas não em Flávio; outros 41% admitem votar em Flávio, mas rejeitam Lula. Há ainda 7% que não votariam em nenhum dos dois e 3% que não conhecem um ou ambos os candidatos.

Para calcular o potencial de voto, a Nexus reúne quem respondeu que o candidato é o único em quem votaria e quem disse que poderia votar nele, mas também em outro.

A pesquisa indica que Flávio Bolsonaro tem maior rejeição no Nordeste (60%), entre mulheres (56%) e os sem religião (64%) e Lula tem maior rejeição no Sul (60%), entre homens (55%) e entre evangélicos (58%). De acordo com a mostra, 40% querem Lula eleito; 35% Flávio Bolsonaro ou alguém da família; e 21% nenhum dos dois.

A Nexus entrevistou por telefone 2.000 eleitores de 25 a 27 de setembro. A margem de erro geral é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 07:18:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lula tem 46% ante 44% de Flávio no 2º turno, aponta pesquisa]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-tem-46-ante-44-de-flavio-no-2o-turno-aponta-pesquisa/473468/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 44%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 28. Os dois permanecem tecnicamente empatados, considerada a margem de erro de dois pontos porcentuais. Na rodada anterior, Lula também tinha 46%, e Flávio, 45%.

O presidente aparece ainda em empate técnico com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 46% a 42%. Na pesquisa da semana passada, os dois estavam numericamente empatados, com 45% cada.

Contra o escritor Augusto Cury (Avante), Lula marca 46%, ante 41%. A distância numérica entre eles passou de um para cinco pontos porcentuais: na rodada anterior, o presidente tinha 44%, e Cury, 43%.

Lula registra 48% em uma simulação contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que tem 39%. Na semana passada, o placar era de 47% a 41%.

Diante de Renan Santos (Missão), o presidente também marca 48%, contra 37% do adversário; os porcentuais anteriores eram de 47% e 39%. Brancos e nulos variam de 8% a 13% nos cinco confrontos testados.

PRIMEIRO TURNO 

Na pesquisa relativa ao primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 42% das intenções de voto, ante 37% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa.

Lula oscilou dois pontos porcentuais para cima em relação à rodada anterior, quando tinha 40%. Flávio manteve os mesmos 37%. Com isso, a distância numérica entre os dois passou de três para cinco pontos porcentuais.

O escritor Augusto Cury (Avante) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 5% cada. Renan Santos (Missão) registra 4%, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), 1%. Na pesquisa passada, Cury tinha 6%; Caiado, 5%; Renan, 4%; e Zema, 1%. Brancos e nulos somam 3%, e 2% não souberam ou não responderam.

Na intenção espontânea de voto, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Lula marca 41%, e Flávio, 35%. Na semana anterior, os porcentuais eram de 40% e 34%, respectivamente.

No Nordeste, Lula tem 53% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 30% de Flávio. No Sudeste, os dois aparecem numericamente próximos, com 40% e 39%. No Sul, Flávio registra 42%, ante 32% do presidente.

Motivação do voto

Indagados sobre a motivação de voto no primeiro turno, 33% disseram que é a economia, 29% as acusações de corrupção, 27% a rejeição a um ou outro candidato, 24% a saúde pública, 21% a educação pública, 21% a segurança pública e 11% a própria situação financeira. Na mostra, 87% disseram ter certeza do voto no 1º turno e 12% afirmaram que ainda podem mudar.

Na expectativa de vitória no 1º turno, Lula oscilou de 54% para 51% e Flávio de 36% para 39%, ambos dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 p.p.

A Nexus entrevistou por telefone 2.000 eleitores de 25 a 27 de setembro. A margem de erro geral é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 07:07:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Após oferta de descontos, só 6% pagam pedágio na BR-163 com dinheiro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/apos-oferta-de-descontos-so-6-pagam-pedagio-na-br-163-com-dinheiro/473189/</link>
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				<description><![CDATA[Dois anos depois de começar a aceitar cartões de débito e crédito nas nove praças de pedágio e um ano depois de entrar em vigor o desconto de pelo menos 5% para quem utiliza tag, apenas 6% dos pagamentos de pedágio ainda são feitos em dinheiro ao longo dos 850 quilômetros da BR-163 em Mato Grosso do Sul. 

Além de economia no bolso, a principal vantagem desta automação é a agilidade na passagem dos motoristas nos locais de cobrança, explicou Jorge Pereira,  Gerente Executivo de Estratégia de Operações da Motiva Pantanal, durante a Jornada Valor de Jornalismo em Concessões e Infraestrutura, que ocorreu entre os dias 21 e 25 de setembro na sede do jornal Valor Econômico, na cidade de São Paulo. 

Este índice de 6%, porém, ainda é o dobro da média daquilo que ocorre nos 5 mil quilômetros de rodovias sob responsabilidade da Motiva nas 13 concessões que estão sob sua responsabilidade em todo o País. 

Mas, a adesão ao pagamento automatizado cresce rapidamente. De acordo com Miguel Setas, CEO da Motiva, em 2021 o percentual de faturamento da empresa em dinheiro vivo era da ordem de 28% em todas as rodovias do país e em junho deste ano já havia recuado para apenas 3%.

E, com o advento do sistema free flow, a tendência é de erradicação total do pagamento em dinheiro, deixam claro os executivos da concessionária. Na BR-163, porém, essa é uma realidade que ainda deve demorar. De acordo com Jorge Pereira, o contrato de repactuação, em vigor desde agosto do ano passado, não prevê a extinção das praças de pedágio. 

Mesmo assim, destaca ele, a concessionária pretende renegociar esta cláusula com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e, no máximo, até 2035 as praças de cobrança serão substituídas por sistema de cobrança totalmente automatizado, como já vai ocorrer ao longo dos 870 quilômetros da chamada Rota da Celulose a partir de fevereiro do próximo ano em Mato Grosso do Sul. 

Uma sensível adesão à utilização de tags ocorreu a partir de agosto do ano passado, quando a concessionária passou a oferecer desconto de pelo menos 5% para quem pagasse a tarifa por meio deste sistema, o que tinha potencial de beneficiar em torno de 39% dos usuários da rodovia, já que caminhoneiros não contam com o benefício.. 

Estes desconto é progressivo e cresce a cada vez que o mesmo veículo passa por determinada praça, podendo chegar à casa dos 93% caso este carro passe mais de 30 vezes no mesmo sentido da rodovia no período de um mês. 

Antes do último reajuste da tarifa, por exemplo, o pedágio na praça entre Campo Grande e Anhanduí, que estava em R$ 10,00, era reduzido para apenas R$ 0,65 a partir da 31ª passagem de um carro de passeio que estivesse equipado com tag para o pagamento. A redução é aplicada mensalmente, ou seja, a cada mês o ciclo é reiniciado.

E estes descontos chegaram a impactar o balanço financeiro da empresa. Conforme o balanço relativo ao segundo trimestre do ano, o tráfego na rodovia recuou 3,8% na comparação com igual período de 2025, passando de 12,855 milhões de veículos para 12,368 milhões. 

No primeiro trimestre do ano, a Motiva Pantanal já havia reportado queda de 2,6% no número de veículos que passou nas praças de pedágio. Nos três primeiros meses do ano passado foram 13,416 milhões. Em igual período deste ano, o total caiu para 13,017 milhões. Por conta disso, o faturamento com a cobrança de pedágio recuou de R$ 108 milhões para R$ 107 milhões.

No segundo trimestre ocorreu fenômeno parecido, apesar do reajuste da tarifa em junho do ano passado. A queda no faturamento, segundo a empresa, foi de 5,7%, passando de R$ 105 milhões para R$ 99 milhões. Na soma dos dois trimestres, a empresa reporta recuo de 3,3% na arrecadação, que caiu de R$ 213 milhões para R$ 206 milhões. 

Este recuo no tráfego, informou a empresa no balanço relativo ao primeiro trimestre, poderia ter sido compensado pelo reajuste tarifário de agosto de 2025. Porém, os descontos oferecidos pelo pagamento com tag, algo previsto somente nos contratos de concessão mais recentes no País, acabaram neutralizado o impacto daquele reajuste. 

CONECTIVIDADE

Além da automação, o novo contrato de concessão também determina que sinal de celular seja oferecido pela concessionária ao logo de todo o percurso. No acordo está previsto que isso ocorra no terceiro ano de concessão, ou até agosto de 2028. 

O Gerente Executivo da concessionária não quis mencionar prazo ou data para uma possível antecipação desta oferta, mas deixou claro que a concessionária já está em tratativas com empresas de telefonia, como a TIM, para tentar garantir este benefício aos usuários da rodovia bem antes do prazo final. 


 
]]></description>
				
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 07:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Dino derruba decisão de Mendonça e libera post sobre Nossa Senhora]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet para restaurar uma postagem no X sobre Nossa Senhora Aparecida, que havia sido removida por decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

O humorista veiculou uma foto de imagem religiosa com a legenda: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.

“A mensagem não trazia o nome de Flávio Bolsonaro ou de qualquer familiar”, ponderou Dino.

Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral com a alegação de que o fato era “inverídico” e trazia “discurso de ódio e imputação de crime”. O pedido obteve decisão liminar no TSE para a retirada da postagem e de conteúdos semelhantes sob pena de multa diária de R$ 30 mil. 

Durante a semana, surgiram informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro defendiam a destituição de Nossa Senhora Aparecida de “Padroeira do Brasil”. O candidato do PL nega.

“Não há ilicitude”
A defesa de Tabet alegou que a ordem de Mendonça promovia “censura”. Dino ponderou que a remoção do conteúdo dependeria de presumir como verdade que “família miliciana” estaria relacionada ao candidato Flávio Bolsonaro. Para o ministro, a ação de Mendonça foi “destituída de motivação e proporcionalidade”. 

A decisão, segundo Dino, abrange também outras postagens que foram excluídas sob o mesmo fundamento que excluiu a do humorista Antonio Tabet. O candidato à Presidência pediu a remoção de mais de 1,5 mil publicações sobre o tema nas redes sociais.

“Concluo que é impossível enxergar na postagem do peticionário (Tabet) o grau de certeza de ilicitude para - sem a adequada instrução processual - extrair duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa (...)”

Para Dino, a cassação da decisão no TSE preserva a liberdade de expressão e a liberdade religiosa dos que defendem a manutenção da lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em “Padroeira do Brasil”. 

“Carga depreciativa”

Ao aceitar o pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e excluir a postagem de Tabet, o ministro André Mendonça, que é vice-presidente do TSE, afirmou que havia no conteúdo publicado "expressões de elevada carga crítica e depreciativa".

De acordo com as informações fornecidas pela defesa de Flávio Bolsonaro ao TSE, a publicação havia superado 195 mil visualizações, 2 mil compartilhamentos e 11 mil curtidas em poucas horas.

Segundo Mendonça, a mensagem ultrapassava o campo da opinião política e veiculava fato "objetivamente falso, informação fabricada ou grave descontextualização, aptos a interferir na livre formação da vontade do eleitor”. 

Mendonça considerou, na análise preliminar, que os elementos apresentados no processo indicam que essa informação “não encontra suporte na realidade fática”.

Liberdade de expressão

A defesa de Antonio Tabet repudiou a decisão liminar de André Mendonça. “A ordem judicial de exclusão atinge uma manifestação que em momento algum citou o nome do candidato Flávio Bolsonaro”, afirmou o humorista.

Os advogados do humorista apontaram que a liberdade de expressão e a crítica política, por mais ácidas ou incômodas que sejam, constituem elementos protegidos do debate democrático.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 27 Sep 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Eleitores com deficiência têm até sexta-feira (02) para pedir transporte gratuito]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/eleitores-deficiencia-ate-sexta-feira-02-pedir-transporte-gratuito/473446/</link>
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				<description><![CDATA[Com aproximadamente 22,6 mil eleitores sul-mato-grossenses indicando possuir algum tipo de deficiência, aqueles que precisam solicitar um transporte especial gratuito para os dias de votação têm até a próxima sexta-feira, 02 de outubro, para realizarem o pedido de forma virtual ou presencialmente. 

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o perfil do eleitoral, referente à quantidade de eleitores com deficiência, apontam que cerca de 44% desse montante de eleitores com deficiência está domiciliado em Campo Grande.

Parte do programa batizado de "Seu Voto Importa", esse é um dos serviços ofertados para facilitar que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida compareçam para os dias de votação. 

É importante reforçar que essa iniciativa depende da aprovação de um juiz eleitoral responsável, com o prazo para realização deste pedido aberto até às 18h da próxima sexta-feira (02 de outubro). 

Esse pedido pode ser feito através dos meios eletrônicos, com o preenchimento de um formulário eletrônico disponível no portal do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul (TRE-MS) - acesse CLICANDO AQUI -, através do qual é preciso fornecer os documentos "verdadeiros e completos" para as devidas comprovações. 

Há também a opção de solicitar presencialmente esse transporte gratuito para a votação, através dos cartórios eleitorais de Campo Grande, no período entre o meio-dia até às 18h. 

Nesse caso será necessário apresentar os mesmos documentos exigidos em formulário eletrônico, com a Central de Atendimento ao Eleitoral da Capital disponibilizando os seguintes canais para sanar dúvidas e repasse de informações: whatsapp (67) 99987-4376 e (67) 99984-2922, ou pelo telefone (67) 2107-7276.

Eleitores com deficiência

Campo Grande possui um total de seis zonas eleitorais que abrigam os 237 locais de votação, onde os mais de 640 mil eleitores se encaminham no dia da eleição, sendo 2.242 seções ao todo na Capital. Com a parcela com deficiência respondendo por cerca de 9.590 eleitores, o TRE-MS disponibilizará um total de 16 cadeiras de roda para auxiliar aqueles que possuem mobilidade reduzida. 

Essas cadeiras de rodas contemplam 13 locais de votação, sendo sete e seis pontos da 35ª e 36ª zona eleitoral respectivamente. Elas ficam disponíveis nas seguintes localidades: 

35ª Zona Eleitoral


	UEMS;
	Escola Municipal Nerone Maiolino;
	Escola Estadual Arlindo de Andrade Gomes;
	Escola Municipal Des. Carlos Garcia de Queiroz;
	Colégio Rui Barbosa – Unidade Multiplicando;
	Escola Estadual Ada Teixeira;
	Escola Municipal Licurgo.


36ª Zona Eleitoral


	Colégio Nossa Senhora Auxiliadora — seções transferidas para a Unigran;
	Escola Estadual Joaquim Murtinho;
	Escola Estadual São José;
	Escola Municipal Prof. Vanderlei Rosa de Oliveira;
	Salão Paroquial da Igreja Dom Bosco — Vila Célia;
	Unigran Capital.


 

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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 27 Sep 2026 15:49:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Nunes Marques suspende propaganda de Lula que associa Flávio Bolsonaro a rachadinha e Master]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada do ar, de forma provisória, de uma propaganda de rádio da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que faz uma série de associações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e episódios envolvendo suspeitas de rachadinha, depósitos em dinheiro, compra de imóveis e irregularidades do Banco Master.

A reportagem entrou em contato com a campanha de Lula para pedir um posicionamento. O texto será atualizado caso haja manifestação.

A decisão foi tomada em 22 de setembro, em ação apresentada por Flávio Bolsonaro. O jingle, intitulado Foi o Flávio Bolsonaro, teve sete transmissões entre 28 e 31 de agosto, por quatro emissoras de rádio. Nunes Marques determinou que a propaganda deixe de ser veiculada até que o TSE analise definitivamente o caso.

A Justiça Eleitoral não proíbe candidatos de fazer críticas ou de mencionar fatos negativos relacionados a adversários. A própria decisão ressalta que, durante uma eleição, a liberdade de expressão tem papel central e que críticas políticas, inclusive "ácidas ou contundentes", fazem parte do processo eleitoral.

Porém, na avaliação preliminar do ministro, a propaganda ultrapassou os limites da crítica política permitida durante a eleição, podendo induzir o eleitor a uma interpretação equivocada sobre situações que, em alguns casos, já tiveram desdobramentos diferentes dos sugeridos pela peça.

"Tal como reconhecido por esta Corte, a potencialidade lesiva da propaganda não decorre apenas das frases isoladamente consideradas, mas da interação entre o formato empregado --de fácil memorização e ampla repetição-- e o contexto comunicacional em que se insere, elemento apto a induzir o eleitor a erro quanto à existência e ao significado dos fatos apresentados", disse Nunes Marques.

Um dos exemplos é a chamada "rachadinha". A música pergunta: "Quem é acusado de comandar o esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do Flávio?" e responde: "É o Queiroz, amigo do Flávio". Para Nunes Marques, o uso do presente - "é acusado" - passa a impressão de que existe hoje uma acusação em andamento. O ministro ressalta, porém, que a denúncia relacionada ao caso foi arquivada.

Outras quatro afirmações são apresentadas em sequência: uma suposta homenagem de Flávio Bolsonaro a Adriano da Nóbrega, posteriormente apontado como integrante de uma milícia; uma suposta solicitação de R$ 61 milhões a Daniel Vorcaro para produzir um filme sobre o pai de Flávio Bolsonaro; depósitos em dinheiro vivo em uma loja de chocolates; e a compra de pelo menos 51 imóveis com pagamento em espécie. Em todos os casos, a propaganda utiliza a mesma fórmula: uma pergunta seguida da resposta "foi o Flávio Bolsonaro".

A suspensão determinada pelo presidente do TSE é uma decisão liminar. Isto é, uma medida tomada antes da conclusão do processo, diante da necessidade de interromper imediatamente a veiculação do conteúdo.

O ministro também considerou que havia risco de a propaganda continuar produzindo efeitos enquanto o processo não fosse julgado, já que as inserções ocorreram durante o período eleitoral e poderiam alcançar um número expressivo de eleitores

A decisão agora será submetida ao plenário do TSE. Os integrantes da Corte ainda deverão analisar o caso de forma definitiva, após a apresentação da defesa da campanha de Lula e a manifestação do Ministério Público Eleitoral.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 27 Sep 2026 10:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Quase 1 milhão de brasileiros no exterior poderão votar nas eleições]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/quase-1-milhao-de-brasileiros-no-exterior-poderao-votar-nas-eleicoes/473418/</link>
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				<description><![CDATA[Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 918.876 eleitores em 134 países, o equivalente a pouco mais de 0,5% dos cerca de 158,7 milhões totais do país.

Os brasileiros que vivem fora do país votam apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República. 

Seções eleitorais

O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo ano a ano. De 2010 a 2026, o aumento registrado foi de 358%.

Em 2010, eram cerca de 210 mil eleitores habilitados, contingente que subiu para 354 mil em 2014. Em 2018 eram 500 mil eleitores registrados fora do país e, em 2022, quase 700 mil.

A jornalista Victoria Duarte, de 30 anos, está entre esses eleitores. Estudante de mestrado na University of Niagara Falls, ela mora em Ontário, no Canadá, desde agosto de 2025. Esta será a primeira vez que ela participará de uma eleição brasileira no exterior.

“Queria votar, mesmo morando fora, porque sei da importância dessas eleições para o futuro do meu país. Fiz todo o processo necessário para isso”, disse ela à Agência Brasil.

Para votar, Victoria e outros amigos brasileiros terão de se deslocar até Toronto, onde fica a seção eleitoral mais próxima.

Segundo o TSE, serão instaladas seções eleitorais em 186 cidades do exterior. Elas funcionarão principalmente em consulados e embaixadas brasileiras, mas também poderão ser instaladas em escolas, hotéis e outros espaços.

O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo nos últimos anos. Em 2014, havia cerca de 354 mil eleitores habilitados. Em 2022, esse contingente chegou a quase 700 mil.

A experiência de morar fora reforçou o vínculo de Victoria com o Brasil. “Fiquei mais patriota e orgulhosa do próprio país”, afirmou. “Quem mora fora sabe disso porque compara.”

Os países com o maior número de eleitores brasileiros são os Estados Unidos (265,4 mil), Portugal (134,7 mil), Japão (88,3 mil), Canadá (46,4 mil) e Alemanha (41,5 mil).

Perfil

Segundo o TSE, as mulheres representam 57% dos eleitores registrados fora do Brasil, enquanto os homens correspondem a 43%. Quanto ao estado civil, os solteiros são maioria, com 52% do total. Os casados representam 42%; os divorciados, 6%; e os viúvos, 1%.

O cadastro eleitoral registra ainda 6.614 pessoas com deficiência, número equivalente a 0,72% desse eleitorado.

Com relação à escolaridade, 38% dos eleitores residentes no exterior têm ensino superior completo, o maior percentual entre os níveis de instrução registrados. Os que concluíram o ensino médio representam 29%, enquanto aqueles com ensino superior incompleto correspondem a 13%.

Os eleitores com ensino médio incompleto somam 10%, seguidos pelos que têm ensino fundamental completo (5%), ensino fundamental incompleto (3%) e pelos que apenas sabem ler e escrever (1%).

Quanto à faixa etária, o maior grupo é formado por eleitores de 40 a 44 anos. Em seguida aparecem as faixas de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos.

Os dados detalhados sobre o eleitorado residente no exterior estão disponíveis no portal do TSE.

Polarização

Victoria diz que a polarização política brasileira também é percebida entre os brasileiros que vivem no exterior.

“Em geral, as pessoas que vêm ao Canadá têm melhores condições financeiras e, por isso, tendem a ser mais conservadoras. Mas há também muitos jovens por aqui que, em geral, são mais progressistas e costumam votar na esquerda”, avaliou.

Justificativa

Eleitores que estiverem no exterior no dia da votação e não comparecerem às urnas poderão justificar a ausência em uma das mesas receptoras de votos instaladas fora do país ou por meio do aplicativo e-Título.

“Não haverá mesas exclusivas para justificativa. O procedimento presencial poderá ser realizado apenas nas mesas que funcionarem com urna eletrônica”, informou o TSE.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 26 Sep 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Boato sobre Nossa Senhora Aparecida gera 181 mil comentários em 20 horas]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/boato-sobre-nossa-senhora-aparecida-gera-181-mil-comentarios-em-20/473422/</link>
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				<description><![CDATA[O boato de que o candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, apoiaria proposta de retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil gerou 180.857 comentários em 20 horas, revela levantamento da Vox Radar, empresa de monitoramento de redes sociais. As menções ao tema foram feitas por 139.677 perfis de usuários, com geração de 902 mil curtidas, conforme a Vox Radar. O estudo foi encomendado pela CNN. Flávio Bolsonaro negou ter apoiado a proposta.

O levantamento identificou que os primeiros comentários sobre o tema começaram ainda na noite desta quinta-feira, 24. "Nas primeiras cinco horas, 92% dos comentários que tomavam posição acreditavam no boato, e a reação era de defesa da santa: "ninguém mexe com Nossa Senhora", observou a Vox Radar. O volume explodiu na manhã desta sexta, 25, e teve pico às 14h, com 33 643 comentários na hora", observou a Vox Radar.

A informação teve origem no projeto legislativo 2.623/2007, do então deputado e pastor da Assembleia de Deus, Victorio Galli, que propunha substituir "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos". O projeto foi arquivado em 2008. Galli foi assessor especial da Presidência no governo Jair Bolsonaro em 2019. A informação foi divulgada pela GloboNews na quinta-feira (24), que posteriormente pediu desculpas pelo erro

Segundo a empresa de monitoramento de redes, dois assuntos dominaram a conversa nas redes: a tese de "fake news do PT" e o erro da Globo (46.827), a fé e o voto católico (47.104). "Os dois últimos quase não se misturam: quem fala de fake news desmente o boato, quem fala de fé acredita nele", apontou a Vox Radar. O projeto de lei relacionado ao assunto foi citado em apenas 4.401 comentários.

A maior parte dos comentários relacionados ao tema, 36%, desmentiam ou não acreditavam no boato, enquanto 26% mostravam acreditar no boato e repetiam as menções. "A posição sobre o boato segue quase à risca o lado político de quem comenta. Na direita, 72% desmentem e praticamente ninguém acredita (354 comentários); na esquerda, 65% acreditam e 136 desmentem. Ninguém mudou de lado por causa do caso: o boato serviu para confirmar o que cada torcida já pensava do Flávio", avaliou a Vox Radar. "A diferença está em quem não tem lado identificado: 44.712 comentários, dos quais 32% acreditam, 9% desmentem e 33% não se posicionam", apontou o levantamento. Entre os usuários declarados católicos, 47% manifestaram acreditar no boato e 14% desmentiram.

Na análise da Vox Radar, a direita venceu no volume e a esquerda, na ressonância. "Quem desmente escreve 1,4 vezes mais comentários, mas quem acredita soma 2,2 vezes mais curtidas", pontuou a empresa de monitoramento de redes sociais.

Conforme o levantamento, a correção da GloboNews e o desmentido de Flávio Bolsonaro "ficaram na bolha". O público católico foi aquele no qual o desmentido reverberou menos. "A correção funcionou para quem já defendia o Flávio, mas não chegou com a mesma força a quem não tem lado. Para esse público, o que ficou foi a associação entre a santa e o nome do Flávio, mais do que uma acusação precisa contra ele", observou a Vox.

Para a Vox Radar, o boato pressionou o senador Flávio Bolsonaro, mas tem dano eleitoral limitado. "O boato chegou a quem não é da esquerda: sem lado e católicos, dominou as curtidas, inclusive nos posts da imprensa. E tirou o Flávio da agenda dele: ele gravou vídeo, publicou no Instagram, falou a jornalistas no Rio e a campanha anunciou notícia-crime no Ministério Público Eleitoral, tudo a nove dias da eleição. O boato custa ao Flávio tempo e terreno, não votos que se possam ver aqui. O risco está no católico sem lado, que não comenta "mudei meu voto" mas curte &#39;será que os católicos vão continuar apoiando Flávio?&#39;", analisou a Vox.

Flávio Bolsonaro desmentiu duas vezes o boato. "É mentira que apoiei projeto para retirar Aparecida como padroeira do Brasil. Respeito todas as religiões. Jamais vou falar para a Igreja Católica a forma que os padres têm ou não que induzir a sua Igreja Católica. Isso não é papel do Estado se meter na igreja, como o Lula faz", declarou a jornalistas, ontem, após participar da cerimônia do curso de formação de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Ainda na noite de sexta-feira, o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, determinou que as plataformas Meta, X, TikTok e YouTube removam imediatamente as publicações relacionadas à narrativa. Na decisão, Mendonça reconhece "como notoriamente inverídico o núcleo factual segundo o qual Flávio Nantes Bolsonaro ou sua família propôs, articulou, apoiou, está comprometido com ou pretende promover a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição ou do título de Padroeira do Brasil".
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 26 Sep 2026 20:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF condena Eduardo Bolsonaro por difamar deputada Tábata Amaral]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/stf-condena-eduardo-bolsonaro-por-difamar-deputada-tabata-amaral/473420/</link>
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				<description><![CDATA[O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu condenar, por 7 votos a 3, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção, mais multa de R$ 80 mil, por ter difamado a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O julgamento foi realizado em plenário virtual, prevalecendo ao final o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes.

O caso está relacionado a publicações nas redes sociais feitas por Eduardo em outubro de 2021, quando ele afirmou que Tábata atendia aos interesses do empresário Jorge Paulo Lehmann, sócio de uma marca de produtos de higiene, ao defender um programa de distribuição de absorventes.

Moraes acatou os argumentos dos advogados da deputada, entendendo que as manifestações de Eduardo, feitas quando ele também era deputado, foram além do simples debate político e não poderiam estar protegidas pela imunidade parlamentar, pois feriram a honra de Tabata.

O relator foi acompanhado por Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ficaram vencidos os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça, que votaram pela absolvição.

Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro encontra-se nos Estados Unidos, para onde diz ter ido para se proteger do que chama de “perseguição” jurídica no Brasil. O ex-deputado teve concedido um greencard (permissão de residência) pelo governo norte-americano. Ele acabou sendo cassado pela Câmara por excesso de faltas.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 26 Sep 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PF acha R$ 250 mil na casa do deputado Marcio Fernandes, em MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/pf-apreende-pen-drive-tres-celulares-e-mais-de-r-250-mil-em-especie/473393/</link>
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				<description><![CDATA[A Polícia Federal (PF) apreendeu mais de R$ 250 mil em espécie, três aparelhos celulares, um pen drive, dois HDs externos, dois notebooks e material gráfico de campanha durante buscas realizadas na sexta-feira em dois endereços ligados ao deputado estadual Marcio Fernandes (PL), candidato à reeleição.

A ação faz parte da Operação Jogo Limpo, que investiga a possível prática de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral nas Eleições deste ano. 

Os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão, um no comitê eleitoral do parlamentar, no Bairro Chácara Cachoeira, e outro no apartamento dele, no Royal Park, ambos em Campo Grande.

Entre o material recolhido estavam dezenas de cédulas, principalmente notas de R$ 50 e R$ 100. A estimativa inicial da PF era de que o montante em dinheiro ultrapassasse os R$ 250 mil.

Em nota sobre a operação, a PF informou que os valores apreendidos seriam contabilizados e que a investigação vai apurar tanto a origem quanto a eventual destinação do dinheiro.

O inquérito apura movimentações financeiras que, segundo a PF, poderiam estar relacionadas a financiamento irregular de campanha e ao aliciamento de eleitores. 

A corporação ressalta que as investigações ainda estão em andamento para esclarecer os fatos e identificar eventuais responsabilidades.

Na imagem o dinheiro que foi apreendido no comitê - Foto: Divulgação

VENDA DE GADO

Em entrevista ao Correio do Estado, Marcio Fernandes afirmou que foram apreendidos apenas R$ 100 mil sacados por ele mesmo pouco antes da abordagem policial e teriam origem da venda de gado bovino.

“Eu estava no Banco do Brasil, em frente ao Shopping Campo Grande. Tinha um saque provisionado de R$ 100 mil, referente a gado que vendi em leilão. Saquei o dinheiro para usar na fazenda, principalmente para pagar peões, porque muitos deles não querem receber por Pix”, declarou.

Ainda de acordo com o parlamentar, a abordagem da Polícia Federal ocorreu logo depois que ele deixou a agência bancária. 

“Eles me informaram que receberam uma denúncia de crime eleitoral e pediram para me acompanhar até minha casa. Lá, não havia nada irregular. No comitê também não encontraram nada, apenas um saco com santinhos da campanha”, afirmou.

Marcio Fernandes disse ainda ter questionado os policiais sobre uma eventual suspeita de que o saque estivesse relacionado à compra de votos. 

“Vocês estão deduzindo que eu saquei esse dinheiro para comprar votos? Eu tenho despesas da fazenda e despesas pessoais que precisam ser pagas”, relatou.

De acordo com o deputado, os agentes apreenderam o seu aparelho celular e os R$ 100 mil retirados do banco.

Ele afirmou que pretende comprovar a origem dos recursos e solicitar a devolução do valor, bem como do seu aparelho celular. 

“Eles levaram os R$ 100 mil que saquei, mas me informaram que posso pedir a devolução se estiver tudo correto. Não é um dinheiro sem origem. Há como comprovar de onde ele veio”, completou.

Procurado pelo Correio do Estado, o advogado Assahd Milan, responsável pela defesa do parlamentar, informou que estava retornando de São Paulo (SP) e ainda não havia tido acesso aos autos da investigação. “Não tive acesso aos autos do processo, mas eu asseguro que o deputado não está detido”, afirmou.

Inicialmente, a assessoria do parlamentar informou que não havia ocorrido nenhuma intercorrência além das buscas realizadas pelos agentes e tratou a ação como uma diligência policial. A equipe também afirmou que a PF teria realizado ações em outros comitês na Capital, o que foi negado pela Polícia Federal.

A operação ocorreu a nove dias do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro. Desde o dia 19, candidatos não podem ser presos ou detidos, salvo em caso de flagrante delito. 

A regra prevista no Código Eleitoral começa 15 dias antes da eleição e permanece válida por até 48 horas após o encerramento da votação.

Caso haja prisão em flagrante nesse período, o detido deve ser imediatamente levado à presença de um juiz, que avaliará a legalidade da medida. 

A PF informou que as investigações da Operação Jogo Limpo prosseguem para esclarecer a origem e a possível destinação dos recursos apreendidos, além de apurar eventuais responsabilidades.

* Saiba 

NOTA OFICIAL

O deputado estadual e candidato à reeleição pelo Partido Liberal (PL), Marcio Fernandes, esclarece os fatos relacionados à ação da Polícia Federal nesta sexta-feira (25). Por volta das 11h, o deputado realizou, em uma agência do Banco do Brasil, o saque de R$ 100 mil de sua conta pessoal.

O valor havia sido previamente provisionado junto ao banco e seria usado em despesas relacionadas às suas propriedades rurais. Ao deixar a agência, ele foi abordado por agentes da Polícia Federal e acompanhou o cumprimento de mandado eleitoral em sua residência e em seu comitê de campanha.

Além do valor sacado e do aparelho celular do deputado, foram recolhidos em sua residência um pen drive com arquivos da campanha eleitoral de 2020.

No comitê, as equipes levaram dois HDs externos com imagens, dois notebooks e material gráfico de campanha. Itens de uso regular de qualquer campanha eleitoral, e nada de irregular foi encontrado nos locais.

O deputado Marcio Fernandes reitera seu compromisso com a verdade e se coloca à inteira disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento. Reafirma também a lisura de sua conduta, que sempre pautou sua vida pessoal e sua trajetória profissional e pública.

Campo Grande (MS), 25 de setembro de 2026.
Assessoria de Comunicação do deputado estadual Marcio Fernandes.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 26 Sep 2026 09:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Conselho superior do MPF arquiva investigação contra Gonet por suposta relação com Vorcaro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/conselho-superior-do-mpf-arquiva-investigacao-contra-gonet-por-suposta/473375/</link>
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				<description><![CDATA[O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decidiu nesta sexta-feira, 25, por 5 votos a 4, rejeitar o pedido de abertura de uma investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por sua suposta relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Dados obtidos pela Polícia Federal mostram uma foto em que Gonet aparece empunhando um charuto na mesma mesa que o banqueiro, além de mensagens em que o PGR diz estar com "saudades" e chama o ex-dono do Master de "máquina".

A maioria dos conselheiros acompanhou o entendimento do relator, Francisco Severino, que disse não identificar elementos suficientes para apurar a conduta do procurador-geral. Votaram neste sentido, Celso de Albuquerque, Alexandre Camanho, Hindemburgo Chateaubriand e Nicolao Dino. Já os subprocuradores Janice Ascari, Samantha Chantal, José Adônis e Ana Borges Santos defenderam a abertura da investigação.

Apesar do placar apertado em relação à apuração contra Gonet, o CSMPF foi unânime, com 9 votos, para mantê-lo na condução dos processos relacionados ao Master.
]]></description>
				
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lula diz que acabará com as bets antes que apostas 'acabem com o Brasil']]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 24, durante um comício em Maceió (AL), que irá acabar com as bets antes que as empresas de apostas "acabem com o Brasil". Lula disse ainda que o jogo online é uma "doença".

"Ou a gente acaba com isso, ou isso vai acabar com o Brasil. E eu vou acabar com isso. E eu vou anunciar outras coisas boas também para a sociedade. Eu estou preocupado com a dívida da sociedade", declarou o presidente.

O presidente disse ainda que nesta sexta-feira, 25, fará "anúncios importantes" sobre o tema. Como mostrou o Estadão, Lula vai anunciar a restrição total da atividade das bets no Brasil em uma cerimônia em São Paulo ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, a nove dias das eleições presidenciais.

Lula também afirmou que é preciso fiscalizar o uso do Pix por parte dos brasileiros porque, segundo ele, é mais fácil gastar dinheiro e criar dívidas.

"Cartão de crédito é desgraça. Agora não precisa pedir, os bancos mandam para você. Vamos tomar medida com relação a isso. Também é preciso fiscalizar um pouco como manuseiam o Pix. Fica fácil gastar, não pega dinheiro, é só ir pagando, é só ir no crédito. Tudo isso a gente vai dar uma mudada, porque eu quero que façam dívida para coisa para melhorar vida de vocês", declarou o presidente.

O presidente também voltou a mandar recados aos Estados Unidos e declarou que os americanos pensaram que os brasileiros iriam "chorar pelo leite derramado" com o tarifaço, mas que o País conseguiu superar a crise.

Lula também voltou a dizer que irá intensificar os investimentos nos minerais críticos e terras raras para que, segundo ele, os brasileiros não fiquem "devendo nada para chinês ou americano".

Ao atacar o principal opositor, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula disse que o governo do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi responsável por criar a quadrilha de fraudes bilionárias no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS): "Fui eu quem prendeu todos".
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Marcio Fernandes diz que dinheiro apreendido seria utilizado para pagar funcionários de fazenda ]]></title>
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				<description><![CDATA[Alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (25), o deputado Marcio Fernandes (PL) disse ao Correio do Estado que foi surpreendido pelos agentes federais enquanto sacava R$ 100 mil para pagar funcionários de fazenda. A ação apura possível prática dos crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral. 

O parlamentar teve o celular apreendido e estava em uma agência do Banco do Brasil situada em frente ao Shopping Campo Grande quando foi abordado pelos oficiais. 

Ao ser questionado sobre o saque, Fernandes disse ter ido ao banco buscar o dinheiro justamente para pagar trabalhadores que não recebem via PIX, verba segundo ele, provisionada há uma semana. 

"Valor estava provisionado para o pagamento de despesas relacionadas às suas propriedades rurais. Ao deixar a agência, ele foi abordado por agentes da Polícia Federal e acompanhou o cumprimento de mandado eleitoral em sua residência e em seu comitê de campanha", destacou a assessoria do deputa em nota. 

Em meio ao imbróglio, a Polícia Federal realizou buscas na casa do deputado, situada no Royal Park, contudo, segundo ele, não encontrou nada.

Foram apreendidos diversos maços de dinheiro no comitê de campanha do deputado estadual, escritório localizado no bairro Chácara Cachoeira. Dezenas de cédulas com notas de R$ 50 e R$ 100.

Neste momento, a polícia ainda contabiliza o montante apreendido, contudo, a estimativa é de que mais de R$ 250 mil tenham sido confiscados. Segundo a polícia, foram apreendido ao todo três celulares e um pen drive, além de material de campanha. 

Em contato com o Correio do Estado, o advogado de defesa de Márcio Fernandes, Assahd Milan disse estar retornando de São Paulo e desconhece o mote das investigações.

"Não tive acesso às investigações", declarou. Marcio Fernandes prestou esclarecimentos à Policia Federal e foi liberado na sequência. 

Ação ocorreu por volta do meio-dia desta sexta-feira (25) / Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

De início, a assessoria de imprensa do parlamentar alegou  que apesar do ocorrido, não havia qualquer interconrrência para além da "batida" policial, considerada como "rotina". A assessoria mantém a versão de que nenhum dinheiro foi encontrado no comitê de campanha. 

A equipe frisou que a polícia federal também agiu em outros comitês parlamentares espalhados pela Capital.

A ação ocorrida no Bairro Chácara Cachoeira acontece menos de 10 dias do primeiro turno, marcado para o próximo dia 4 de outubro. 

Íntegra da nota divulgada pelo deputado 

O deputado estadual e candidato a reeleição pelo Partido Liberal (PL), Marcio Fernandes, esclarece os fatos relacionados à ação da Polícia Federal nesta sexta-feira (25).

Por volta das 11h, o deputado realizou, em uma agência do Banco do Brasil, o saque de R$ 100 mil de sua conta pessoal. O valor havia sido previamente provisionado junto ao banco e seria usado em despesas relacionadas às suas propriedades rurais. Ao deixar a agência, ele foi abordado por agentes da Polícia Federal e acompanhou o cumprimento de mandado eleitoral em sua residência e em seu comitê de campanha.

Além do valor sacado e do aparelho celular do deputado, foram recolhidos em sua residência um pendrive com arquivos da campanha eleitoral de 2020. No comitê, as equipes levaram dois HDs externos com imagens, dois notebooks e material gráfico de campanha. Itens de uso regular de qualquer campanha eleitoral, e nada de irregular foi encontrado nos locais.

O deputado Marcio Fernandes reitera seu compromisso com a verdade e se coloca à inteira disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento. Reafirma também a lisura de sua conduta, que sempre pautou sua vida pessoal e sua trajetória profissional e pública.
 

Período eleitoral

Cabe destacar que os candidatos não podem ser detidos ou presos até 6 de outubro. A prisão nesse período só pode acontecer em caso de flagrante delito.

A proteção está prevista no Código Eleitoral, uma vez que os candidatos não podem ser presos a partir de 15 dias antes da eleição até 48h depois da votação.

Se ocorrer a prisão de um candidato, ele deverá ser imediatamente conduzido à presença de um juiz competente, que irá avaliar a legalidade da detenção. Se constatar ilegalidade, o juiz deverá determinar a soltura imediata, além de poder responsabilizar o autor da prisão.

Mesmo que a detenção em flagrante delito seja confirmada, o candidato poderá concorrer às eleições, pois a legislação exige condenação por órgão colegiado ou trânsito em julgado (condenação definitiva) para impedir o direito de disputa.

Colaborou Daniel Pedra 

*Atualizado às 16h40 para acréscimo de informações
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 16:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Comitê de deputado Marcio Fernandes é alvo da Polícia Federal às vésperas da eleição ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/comite-de-deputado-marcio-fernandes-e-alvo-da-policia-federal-as/473367/</link>
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				<description><![CDATA[O Comitê de Campanha do deputado estadual Marcio Fernandes (PL) foi alvo de busca pela Polícia Federal no início da tarde desta sexta-feira (25). Ele disputa a reeleição em 2026. 

Ao Correio do Estado, a assessoria de imprensa do parlamentar disse que apesar do ocorrido, não houve qualquer interconrrência para além da "batida" policial, considerada como "rotina". Além disso, frisou que a polícia federal também agiu em outros comitês parlamentares espalhados pela Capital.

"Está tudo certo, foi uma ação de rotina, sei que foi em vários comitês, vendo se está tudo certo, passaram por aqui e já foram embora. Está tudo legal aqui, sem maiores problemas", destacou a assessoria do parlamentar. 

A ação ocorrida no Bairro Chácara Cachoeira acontece menos de 10 dias do primeiro turno, marcado para o próximo dia 4 de outubro. 

Cabe destacar que os candidatos não podem ser detidos ou presos até 6 de outubro. A prisão nesse período só pode acontecer em caso de flagrante delito.

A proteção está prevista no Código Eleitoral, uma vez que os candidatos não podem ser presos a partir de 15 dias antes da eleição até 48h depois da votação.

Até o momento da publicação desta matéria, a Polícia Federal não deu maiores esclarecimentos sobre o ocorrido. 

Se ocorrer a prisão de um candidato, ele deverá ser imediatamente conduzido à presença de um juiz competente, que irá avaliar a legalidade da detenção. Se constatar ilegalidade, o juiz deverá determinar a soltura imediata, além de poder responsabilizar o autor da prisão.

Mesmo que a detenção em flagrante delito seja confirmada, o candidato poderá concorrer às eleições, pois a legislação exige condenação por órgão colegiado ou trânsito em julgado (condenação definitiva) para impedir o direito de disputa.

*Atualizado às 13h50
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 13:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Catan já soma R$ 185 mil em multas e é punido por descumprir ordem judicial]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/catan-ja-soma-r-185-mil-em-multas-e-e-punido-por-descumprir-ordem/473317/</link>
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				<description><![CDATA[O deputado estadual João Henrique Catan (Novo), candidato a governador, já acumula R$ 185.250,00 em multas aplicadas em 31 processos eleitorais, conforme levantamento feito pelo Correio do Estado na Justiça Eleitoral.

As penalidades incluem propaganda negativa contra adversários, impulsionamento irregular de conteúdos e descumprimento de ordem judicial. Desse total, 20 multas, que somam R$ 101 mil, já foram confirmadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

Entretanto, essas decisões ainda podem ser questionadas por meio de recursos especiais ou agravos pendentes de análise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outros 10 processos aguardam a apresentação ou o julgamento de recursos no âmbito do TRE-MS. Em um caso, identificado pelo nº 0600218-29, o levantamento registra que a multa já foi paga.

O valor acumulado cresceu R$ 49,5 mil em relação ao balanço publicado no dia 6 de agosto pelo Correio do Estado, quando Catan contabilizava 21 condenações e R$ 135.750,00 em penalidades, isto é, aumento de 36,5% no montante.

DESCUMPRIMENTO

O maior valor concentrado em um único processo chega a R$ 20 mil. Na ação nº 0600775-16.2026.6.12.0000 a cobrança reúne uma multa de R$ 5 mil por propaganda negativa e outros R$ 15 mil decorrentes de dois descumprimentos sucessivos de ordem judicial.

A multa de R$ 5 mil foi aplicada pelo juiz auxiliar, que julgou a representação parcialmente procedente. Essa decisão ainda está sujeita a recurso. Os R$ 15 mil adicionais correspondem às penalidades pelos descumprimentos.

O segundo maior valor informado é de R$ 10 mil, no processo nº 0600777-83.2026.6.12.0000, também por propaganda negativa. Nesse caso, o magistrado julgou a ação procedente, em decisão igualmente sujeita a recurso.

Na sequência, aparece a multa de R$ 8 mil, aplicada no processo nº 0600212-22.2026.6.12.0000, por impulsionamento de propaganda negativa. O recurso aguarda julgamento.

Outra penalidade, de R$ 7.250, foi imposta no processo nº 0600185-39.2026.6.12.0000, por propaganda negativa impulsionada com uso de inteligência artificial. A decisão também é questionada em recurso pendente no tribunal.

Duas ações estão empatadas no quinto maior valor informado, com multas de R$ 7 mil cada: o processo nº 0600272-92.2026.6.12.0000 e o processo nº 0600275-47.2026.6.12.0000. Ambos tratam de impulsionamento de propaganda negativa e aguardam julgamento de recursos no TRE-MS.

ATAQUES

As condenações detalhadas na reportagem publicada em agosto estavam relacionadas principalmente à série de vídeos “Os Intocáveis MS”. As representações foram apresentadas pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, contra conteúdos divulgados durante a pré-campanha.

Nos julgamentos, a Justiça Eleitoral identificou o uso de recursos financeiros para ampliar o alcance de publicações predominantemente negativas contra o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição.

Nos processos relatados em agosto, a defesa também invocou liberdade de expressão, imunidade parlamentar e direito à sátira.

O TRE-MS entendeu, porém, que essas garantias não afastavam as restrições ao impulsionamento pago de propaganda negativa nem as exigências de transparência sobre o uso de inteligência artificial.

A Corte também considerou que a ausência de pedido explícito de voto não impedia o reconhecimento de propaganda eleitoral antecipada irregular quando empregados meios proibidos pela legislação.

Recursos da defesa resultaram na redução de algumas penalidades. Nos casos dos vídeos “Dinossauro?”, “Os Intocáveis 12” e “Vídeo Sefaz-Mochila”, as multas foram reduzidas para R$ 5 mil, sem afastar o reconhecimento das irregularidades.

*SAIBA

O dinheiro arrecadado com multas eleitorais integra o Fundo Partidário, que financia atividades das legendas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga mensalmente os valores distribuídos a cada partido.
]]></description>
				
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 07:50:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Nunes Marques diz que e-Título poderá ser baixado em dia de votação]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, informou nesta quinta-feira (24) que o aplicativo e-Título poderá ser baixado e ativado no dia da votação, tanto no 1º quanto no 2º turno.

O tribunal disse que  haverá concentração de esforços para garantir o funcionamento estável do aplicativo. 

Em eleições anteriores, o download e o primeiro acesso ao e-Título eram interrompidos no dia da votação como medida preventiva para reduzir a sobrecarga do sistema. A Corte eleitoral disse que considerou o aumento expressivo dos acessos ao aplicativo nos dias de votação para liberar o download e o primeiro acesso nesses dias.

“Nossa equipe manterá a sala de prontidão de hoje até que se ultimem as eleições no dia 25 de outubro, para que possamos acompanhar de perto o funcionamento do e-Título e para assegurarmos que os serviços digitais permaneçam disponíveis e estáveis", afirmou Nunes Marques, em nota.

Além disso, os eleitores com biometria cadastrada e fotografia disponível no aplicativo poderão utilizar o e-Título como documento oficial de identificação na hora de votar. O 1º turno será em 4 de outubro e o 2º turno, onde houver, no dia 25 do mesmo mês. 

Certidões

Outro ponto de destaque é que o e-Titulo permite a disponibilização de certidões eleitorais, justificar a ausência às urnas e permitir a inscrição como mesário voluntário.

A nova versão do aplicativo também possibilita a quitação de débitos com a Justiça Eleitoral por Pix ou cartão. A inovação também permite que a Justiça Eleitoral se comunique diretamente com o eleitorado por meio de notificações no celular. 

“A Justiça Eleitoral, no entanto, recomenda que eleitoras e eleitores baixem o e-Título e realizem a ativação com antecedência. A orientação contribui para reduzir a demanda concentrada no dia do pleito e permite conferir previamente as funcionalidades e os dados disponíveis no aplicativo”, informou o TSE. 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Marina questiona repasse menor da Rede e vê 'flagrante prejuízo' à candidatura em reta final]]></title>
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				<description><![CDATA[A dez dias das eleições, a campanha de Marina Silva (Rede) reclama de falta de apoio financeiro do próprio partido na disputa pelo Senado. A ex-ministra do Meio Ambiente, que aparece empatada em primeiro lugar nas pesquisas, recebeu R$ 1 milhão da legenda, menos do que candidatos a deputado estadual, e aliados falam em "perseguição" à candidata e "flagrante prejuízo" à campanha na reta final da disputa.

A reclamação sobre o repasse foi formalizada pelo coordenador-geral da campanha, Bazileu Margarido, em requerimento enviado à Comissão Executiva Nacional da Rede. No documento, ele pede que a legenda destine mais R$ 1,2 milhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) à candidata.

No documento, Bazileu afirma que o diretório nacional do partido constituiu uma reserva de recursos do FEFC para candidaturas consideradas competitivas e estratégicas e argumenta que Marina deveria ser contemplada, já que aparece "de forma consistente" entre os primeiros colocados na disputa pelo Senado em São Paulo Segundo aliados da candidata ouvidos pelo Estadão, o pedido foi ignorado pela direção da Rede.

Integrantes da campanha também questionam o fato de Marina ter recebido menos recursos do que candidatos a deputado estadual e do que outra candidata ao Senado.

Segundo dados do DivulgaCand consultados nesta quarta-feira, 23, Marina recebeu R$ 1 milhão da Rede. Entre os postulantes que mais receberam recursos da direção nacional estão André Janones (MG), candidato a deputado federal que se filiou à Rede no início do ano, com R$ 3 milhões - o triplo do valor destinado a Marina; Heloísa Helena (RJ), candidata a deputada federal e uma das fundadoras da Rede, com R$ 2,8 milhões; e Luizianne Lins (CE), candidata ao Senado, com R$ 2,2 milhões.

Na última pesquisa Quaest, Luizianne registrou 19% de intenção de voto, em empate triplo dentro da margem de erro, de três pontos porcentuais, com Cid Gomes (PSB), que marca 25%, e Capitão Wagner (União), com 21%.

Marina ainda recebeu menos recursos que Thiago Ávila (SP), candidato a deputado federal, que recebeu R$ 1,5 milhão. O valor destinado à ex-ministra é igual ao repassado a pelo menos dois candidatos a deputado estadual e três candidatos à Câmara.

O valor recebido por Marina também é inferior ao que seus principais adversários receberam. Simone Tebet (PSB) e Guilherme Derrite (PP), com quem a ex-ministra do Meio Ambiente está empatada na Quaest, receberam R$ 6,5 milhões e R$ 5,85 milhões de seus partidos, respectivamente.

Em nota, o presidente da Rede, Paulo Lamac, afirmou que o partido está entre as legendas com menor participação no FEFC. Segundo ele, a definição da estratégia de financiamento também levou em conta, entre outros fatores, a competitividade e a capacidade de cada candidatura de captar recursos privados para complementar o financiamento público.

"No caso da candidatura de Marina Silva, essa capacidade de arrecadação permitiu que o volume global de recursos disponíveis para a campanha superasse R$ 3 milhões, constituindo, até o momento, o maior financiamento de campanha entre as candidaturas da Rede no pleito."

Lamac declarou ainda que o Diretório Nacional da Rede reafirmou, em diversas oportunidades, a prioridade estratégica dada às candidaturas à Câmara doss Deputados.

"Houve sucessivos apelos às principais lideranças partidárias para que se apresentassem como candidatas e candidatos a deputado federal, tendo em vista a importância da ampliação da bancada na Câmara para a consolidação institucional, política e parlamentar do partido. A Direção Nacional, contudo, democraticamente não impediu a apresentação de candidaturas ao Senado, respeitando as decisões políticas e as postulações construídas nos estados. A existência dessas candidaturas, entretanto, não afastou a estratégia nacional previamente estabelecida de concentração da maior parcela dos recursos do FEFC nas candidaturas consideradas competitivas à Câmara."

Na avaliação de aliados da candidata ao Senado, o episódio é mais um capítulo da disputa interna de Marina com o grupo de Heloísa Helena. A ex-ministra cogitou deixar o partido neste ano, mas acabou desistindo da ideia.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Pela terceira vez, campo-grandense representa o Brasil no Mundial de PC]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/esportes/pela-terceira-vez-campo-grandense-representa-o-brasil-no-mundial-de/473274/</link>
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				<description><![CDATA[Pela terceira vez, o campo-grandense Matheus Aparecido Cardoso, atleta do Centro Arco-Íris de Reabilitação Alternativa (Caira-MS) representará o Brasil na Copa do Mundo de Paralisados Cerebrais, competição que acontece entre os dias 14 e 25 de outubro, em Atlanta, nos Estados Unidos. 

Bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, disputa seu terceiro mundial consecutivo com a seleção brasileira. Em busca da medalha de ouro inédita para o país, foi terceiro colocado em 2022 e 4° em 2024, mundiais disputados em Salou, na Espanha. 

Ao Correio do Estado, o atleta de 29 anos destacou a força da modalidade na Capital, uma vez que o clube campo-grandense é o atual campeão brasileiro da categoria. 

"A gente tem boas chances, mas temos que ter os pés no chão porque é uma competição curta, um tropeço muda tudo, estamos confiantes em um ótimo mundial", destacou Matheus Aparecido. 

Único convocado que atua em Mato Grosso do Sul, disse que o momento vivido pela seleção brasileira é de completa reformulação, contudo, aguarda outros sul-mato-grossenses já nas próximas convocações. 

"A modalidade está passando por uma reformulação. Acredito que apesar de só ter eu de atleta [de MS] neste momento, tenho certeza que em breve teremos mais atletas", destacou.

O Brasil compõe o Grupo B ao lado de Espanha Chile e Austrália. Anfitriões,os  Estados Unidos são cabeças de chave no grupo A ao lado de Holanda, Canadá e Escócia.

O Grupo C é composto por Inglaterra, Irlanda, Japão e Indonésia.  A seleção brasileira estreia dia 15 contra os australianos. Os jogos serão disputados no Arthur M. Blank U.S. Soccer National Training Center, complexo esportivo situado na Geórgia. 

Neste momento os 14 convocados estão em fase final de preparação no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. De lá, seguem para o Rio de Janeiro, onde dia 10 de outubro embarcam para a competição.

 

Matheus Cardoso / Foto: Ande na Rede 

Chaveamento


	Grupo A - Estados Unidos, Holanda, Canadá e Escócia 
	Grupo B - Espanha, Brasil, Chile, Austrália
	Grupo C - Inglaterra, Irlanda, Japão, Indonésia 


Convocados


	Ângelo Matheus dos Santos Mota
	Breno de Albuquerque Teixeira
	Daniel Gonçalves Rodrigues
	Gabriel Ângelo de Araújo
	Gabriel Dacorso Hayden
	Gabriel de Souza Borges
	João Batista de Araújo
	José Mário M. dos Santos Lima
	João Victor Batista Cortes
	Lucas Henrique da Silva
	Matheus Aparecido Cardoso de Souza
	Thiago Pereira Moura
	Vinícius Ribeiro Araújo
	Vitor Rangel Martins Freitas Dutra


Base forte 

Em 2022, o Centro Arco-Íris de Reabilitação Alternativa levou cinco atletas ao Campeonato Mundial de Paralisados Cerebrais. Heitor Camposano, Jefferson Luiz, Moacir Silva, Cesar Batista e Matheus Cardoso, convocado da vez.  Na ocasião, Marcos Ferreira, bronze nas paralimpíadas do Rio em 2016, treinador do Caira, viajou como treinador de goleiros, sua posição de origem. 

Auxiliar técnico nesta edição, disse que as expectativa são as melhores possíveis.

"Fomos referência por muito tempo na modalidade. Esta é uma competição tão grandiosa e como sempre vai ser um orgulho representar nossa pátria", destacou o treinador. 

Retrospecto

Na Copa do Mundo de Futebol PC, a seleção brasileira busca seu primeiro título mundial na categoria adulto. Na última edição, realizada em 2024 , o Brasil ficou em 4° lugar, sendo derrotado na semifinal pela Holanda. 

Em 2022, foi terceira colocada após vencer os Estados Unidos, anfitriões da vez. 

O Brasil chegou a ser vice-campeão da Copa em 2003 e 2013, quando a modalidade se chamava futebol de sete paralímpico.

Em outras três edições da Copa do Mundo, a seleção brasileira também terminou na terceira colocação, nas campanhas de 1998, 2001 e 2015. 

Modalidade

No futebol PC, os atletas são divididos em três classes: FT1, FT2 e FT3. A classe FT1 é composta por atletas com maior comprometimento físico. Por regra, cada equipe deve ter pelo menos um desses atletas em campo. A classe FT2 – composta por Matheus Cardoso – integra atletas com comprometimento médio.

Por fim, a classe FT3 reúne os jogadores com menor grau de paralisia. O jogo permite que apenas um atleta da classe FT3 esteja no gramado por time.

*Atualizado às 16h15
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				<category>Esportes</category>
				<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 15:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PT aciona STF contra Flávio Bolsonaro por suposta ajuda dos EUA na campanha]]></title>
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				<description><![CDATA[O PT entrou com uma ação pedindo que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue supostas interferências estrangeiras nas eleições presidenciais. A solicitação, encaminhada ao ministro Flávio Dino, afirma que “pressões políticas, econômicas e digitais” estariam favorecendo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.

O partido pediu que Dino amplie a proteção das eleições contra interferências estrangeiras e proíba financiamento estrangeiro direto ou indireto. Também foi solicitada a abertura de investigação por parte da Polícia Federal, a abertura de depoimentos e até mesmo mandados de busca e apreensão contra o comitê de campanha de Flávio e a sede nacional do PL.

“O PT solicita apreciação urgente diante da proximidade da votação, do risco de continuidade das operações e da necessidade de preservar as provas indispensáveis à investigação”, disse o partido, em nota.

O PT denuncia suspeitas de apoio financeiro ligado à Rockbridge Network, que teria como um dos fundadores o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance. A acusação é a mesma feita pelo candidato do Missão à Presidência, Renan Santos.

Já outra denúncia envolve o fornecimento de documentários e cursos das empresas Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento à Academia da Direita. Segundo o PT, teriam sido oferecidos oito documentários “sem registro correspondente de contratação, despesa ou pagamento nas prestações de contas examinadas”.

O PT argumenta que ao menos 11 perfis do X divulgaram publicidade favorável a Flávio, entre os dias 18 e 21, sem identificarem os financiadores. Segundo o partido, as publicações mencionaram cotações do mercado de previsão Polymarket como se fossem percepções de favoritismo do candidato do PL na campanha.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 15:26:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Post usa humor para levar eleitor a errar número de urna no dia da votação]]></title>
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				<description><![CDATA[Ao contrário do que sugerem publicações que circulam nas redes sociais, não existe uma sequência de teclas capaz de registrar o voto em favor de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições deste ano.

Conteúdos publicados no X apresentam uma suposta forma de votar no ex-presidente ao digitar uma combinação de números e acionar a tecla “Corrige”, mas a urna eletrônica registra o voto apenas de acordo com o cargo em disputa e com os números de candidatas, candidatos ou legendas habilitados para aquela eleição.

Uma das sequências divulgadas orienta o eleitor, em tom de humor, a digitar “2-Corrige-2-2-Corrige-Corrige-1-3-Confirma” na votação para presidente. Como a tecla “Corrige” apaga os números digitados anteriormente, ao final da sequência permanecem apenas os últimos dígitos inseridos, ou seja, 13. Jair Bolsonaro não é candidato – ele está inelegível até 2060 –  e, por isso, não há como seu nome aparecer na urna.

A combinação sugerida induz o voto no número 13. Se o eleitor seguir a orientação da publicação, poderá acabar votando no candidato do PT, no caso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição. 

Como funcionam as urnas eletrônicas
Nas eleições majoritárias, quando os números digitados não correspondem a uma candidatura presente na urna, o voto é registrado como nulo após a confirmação. A urna também não interpreta a mesma sequência numérica como um voto automático para determinado partido ou candidato em todos os cargos. 

Em 2026, o eleitor votará, nesta ordem, para deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente. Os votos são registrados separadamente para cada cargo.

Nas eleições proporcionais, para deputado federal e deputado estadual ou distrital, o eleitor pode votar na legenda ao digitar apenas os dois primeiros números correspondentes ao partido. Já nas eleições majoritárias, para presidente, governador e senador, a digitação de números que não correspondam a uma candidatura habilitada resulta em voto nulo. Antes da confirmação, a própria urna informa quando o voto será considerado nulo.

Quem criou o conteúdo investigado pelo Comprova

Uma das publicações verificadas pelo Comprova foi feita por um perfil no X que tinha cerca de 26 mil seguidores e 194 mil publicações em 24 de setembro. O post sobre a urna eletrônica alcançou aproximadamente 265 mil visualizações, 16 mil curtidas e 1 mil compartilhamentos.

Na publicação, o autor apresenta a sequência como um suposto “macete” para votar em Bolsonaro e chama o ex-presidente de “personagem secreto” das eleições de 2026. O conteúdo tem características de humor e paródia, mas a sequência numérica é apresentada no formato de uma instrução prática, o que permite que ela seja compartilhada ou reproduzida fora do contexto original da piada.

Nas interações posteriores, o próprio autor trata o conteúdo como uma piada. Usuários, no entanto, discutem a possibilidade de a sequência funcionar e fazem referência ao funcionamento da urna eletrônica. A publicação também foi republicada por outros usuários, o que ampliou sua circulação.

Por que as pessoas podem ter acreditado

A publicação combina humor com o formato de uma instrução prática. Ao apresentar uma sequência de teclas e chamar Bolsonaro de “personagem secreto” das eleições, cria a aparência de um procedimento capaz de registrar o voto no ex-presidente. O uso de números, da tecla “Confirma” e de referências à urna reforça essa aparência.

O conteúdo também explora o funcionamento da tecla “Corrige”, que apaga os números digitados anteriormente. Assim, a sequência pode dar a impressão de que vários comandos estão sendo acumulados, quando, na prática, os números anteriores são descartados antes da confirmação. Diferentemente de uma cola eleitoral, que apenas ajuda o eleitor a lembrar o número do candidato escolhido, a sequência apresentada orienta uma combinação de comandos na própria urna.

Quando compartilhada fora do contexto humorístico original, a publicação pode ser interpretada como uma instrução verdadeira. Quem reproduzir a sequência pode confirmar um voto diferente do pretendido ou anular o voto, caso os números que permanecerem na tela não correspondam a uma candidatura habilitada.

Bolsonaro pode voltar a ser candidato em 2026?

Jair Bolsonaro não pode disputar as eleições de 2026 porque está inelegível por duas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e teve os direitos políticos suspensos após a condenação pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). As duas decisões produzem efeitos distintos, mas impedem sua candidatura atualmente. O TSE o declarou inelegível por oito anos, contados a partir das eleições de 2022, em dois processos relacionados a abuso de poder político e econômico. O prazo abrange as eleições deste ano.

Além disso, Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. A condenação tornou-se definitiva e, por isso, também se aplica o artigo 15, inciso III, da Constituição Federal, que prevê a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos de uma condenação criminal transitada em julgado.

O doutor em Direito Constitucional pela PUC-SP e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Sandro Rogério Monteiro de Oliveira explica que os dois impedimentos têm naturezas diferentes. “Hoje há dois aspectos jurídicos relevantes: a inelegibilidade determinada pela Justiça Eleitoral e a suspensão dos direitos políticos decorrente da condenação criminal definitiva”, afirma. 

Assim, diferentemente do que sugerem os posts, não há atualmente um mecanismo que permita a Bolsonaro simplesmente voltar a ser candidato. O impedimento também se estende às próximas eleições enquanto permanecerem vigentes as decisões que restringem sua capacidade eleitoral.

Fontes que consultamos: Foram consultados os sites do Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE), bem como a Constituição Federal de 1988, reportagens do g1 e foi ouvido o doutor em Direito Constitucional Sandro Rogério Monteiro Oliveira.  

Por que o Comprova investigou essa publicação: O Comprova monitora conteúdos suspeitos publicados em redes sociais e em aplicativos de mensagens sobre políticas públicas, saúde, mudanças climáticas, eleições e golpes virtuais e abre investigações sobre aquelas publicações que obtiveram maior alcance e engajamento. Você também pode sugerir verificações pelo WhatsApp +55 11 97045-4984.

Outras checagens sobre o tema: A Justiça Eleitoral já mostrou que o sistema das urnas eletrônicas não permite alteração do voto e também que são falsas as publicações que induzem o eleitor a esperar por uma mensagem “confirme seu voto” para finalizar a votação. 

Notas da comunidade: Nas publicações checadas pela equipe do Comprova na plataforma X, não há notas da comunidade sobre o tema.

Investigado por: Correio do Estado e Zero Hora 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 14:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Flávio Bolsonaro voltou dos EUA ao Brasil no jato de Vorcaro usado por Moraes, diz revista]]></title>
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				<description><![CDATA[O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, viajou da Flórida (EUA) a Brasília, em 19 de janeiro de 2025, em um avião que tinha entre os cotistas o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. O jato é o mesmo usado em outra viagem pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a revista piauí.

A aeronave é um Legacy 650 de prefixo PP-NLR. O jornal O Globo publicou um vídeo que mostrou o ministro desembarcando do avião após voar para o Rio de Janeiro em agosto de 2025.

Flávio compartilhou a filmagem nas redes sociais para criticar o ministro. "Alexandre de Moraes é o principal responsável por Lula voltar à cena do crime. Ele sentou na cadeira, aparelhou o Estado inteiro e a sua máfia implodiu a democracia sob o falso pretexto de protegê-la", publicou.

O candidato não se manifestou sobre a viagem no mesmo avião.

Flávio Bolsonaro viajou acompanhado por familiares e pelo advogado Willer Tomaz, de quem é amigo. Tomaz é investigado por suspeitas de ligação com fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A viagem de Flávio e Willer, realizada em janeiro do ano passou foi revelada pelo jornal O Globo na semana passada. Nesta quarta-feira, 23, a piauí mostrou que se tratava do mesmo avião usado por Moraes e que levou o senador a criticar a relação do ministro com Vorcaro.

A revista diz ter cruzado históricos de tráfego aéreo com dados de pousos e decolagens em Brasília.

A aeronave era operada pela empresa Prime You, uma das três detentoras da Fraction 024, dona formal do avião. A Prime entrou na sociedade em 2024, meses antes da viagem de Flávio. A Prime diz que teve Daniel Vorcaro entre seus sócios entre 2021 e setembro de 2025. Os outros dois sócios do avião eram Willer Tomaz e Laércio Cosentino, fundador da TOTVS.

Em nota à revista, Willer Tomaz disse que cabia à Prime You administrar o avião e organizar a utilização e que só este ano tomou conhecimento de que Vorcaro também tinha comprado uma cota do avião. Depois disso, rompeu o contrato. Tomaz também nega ter feito negócios com Vorcaro.

Flávio tem histórico de outras viagens com aviões de empresários, como mostrou o Estadão. Em 1º de abril de 2025, o senador viajou para o Rio de Janeiro com a esposa e duas filhas em aeronaves de Willer Tomaz. Em 30 de abril daquele ano, embarcou para a Flórida em um avião registrado em nome de uma empresa dos donos da União Química, laboratório químico-farmacêutico sediado em São Paulo.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 13:45:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Em 30 dias, candidatos de MS gastaram mais de R$ 3 milhões nas redes sociais]]></title>
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				<description><![CDATA[Candidatos de Mato Grosso do Sul movimentaram pelo menos R$ 3,05 milhões em anúncios nas redes sociais no período de 30 dias encerrado no domingo, conforme levantamento realizado pelo Correio do Estado com base na Biblioteca de Anúncios das plataformas Facebook e Instagram, ambas da Meta.

O valor resulta da soma dos gastos registrados em páginas de 35 candidatos identificados no relatório da Biblioteca de Anúncios da empresa. Ao todo, o levantamento contabilizou R$ 3.055.735 em publicidade vinculada às candidaturas ao governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.



Entre os valores registrados no período estão R$ 711.588 na página do governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição; R$ 313.974 na do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), candidato ao Senado; R$ 285.239 na do deputado federal Marcos Pollon (PL), candidato à reeleição; R$ 195.410 na do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado; e R$ 182.081 na do ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos), candidato a deputado federal.

Também aparecem no levantamento a deputada estadual Mara Caseiro (PL), candidata a deputada federal, com R$ 112.806; o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), candidato à reeleição, com R$ 84.581; a advogada Luana Ruiz (PL), candidata a deputada federal, com R$ 77.379; o deputado federal Vander Loubet (PT), candidato ao Senado, com R$ 69.503; a deputada federal Camila Jara (PT), candidata à reeleição, com R$ 60.875; o deputado federal Beto Pereira (Republicanos), candidato à reeleição, com R$ 59.754; e o vereador campo-grandense André Salineiro (PL), candidato a deputado estadual, com R$ 57.929.

Na disputa pelo governo, além de Riedel, aparecem o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), com R$ 27.134; o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com R$ 23.524; o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com R$ 6.207; e Lucien Rezende (Psol), com R$ 969. Entre as candidaturas ao Senado, identificadas no arquivo, está ainda o advogado Roberto Oshiro (Novo), com R$ 15.813.

A Biblioteca de Anúncios da Meta reúne dados sobre publicidade relacionada à política e às eleições e permite consultar gastos por anunciante e por período, como 1 dia, 7 dias, 30 dias e 90 dias.

Segundo a empresa, os anúncios políticos veiculados no Facebook e no Instagram ficam disponíveis para consulta pública, acompanhados de informações sobre o responsável pelo pagamento.

O arquivo usado no levantamento corresponde aos 30 dias encerrados no dia 20. A propaganda eleitoral na internet foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir do dia 16 de agosto.

Os dados também não devem ser confundidos com a prestação de contas apresentada pelos candidatos à Justiça Eleitoral. O relatório da Meta registra a publicidade vinculada às páginas e aos responsáveis pelos anúncios. 

Dessa forma, despesas pagas por partidos ou outras estruturas autorizadas podem aparecer associadas à divulgação de determinada candidatura. Além disso, o arquivo não detalha quanto do dinheiro foi aplicado especificamente no Facebook e quanto foi destinado ao Instagram.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 07:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
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				<title><![CDATA[Procuradoria-Geral Eleitoral pede ao TSE que barre candidatura de Jerson Domingos]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/procuradoria-geral-eleitoral-pede-ao-tse-que-barre-candidatura-de/473211/</link>
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				<description><![CDATA[A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que indefira o registro de candidatura de Jerson Domingos (União Brasil) a deputado estadual em Mato Grosso do Sul. O parecer, assinado em 17 de setembro pelo vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, defende que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) errou ao manter o candidato na disputa.

O caso é relatado pelo ministro Floriano de Azevedo Marques. Até que o TSE julgue o recurso, o registro de Jerson segue deferido.

A PGE se baseia no artigo 17, parágrafo 4º, da Constituição, que proíbe os partidos de utilizar organização paramilitar.

A Procuradoria sustenta que essa vedação pode ser aplicada independentemente de condenação criminal, desde que demonstrada a vinculação do candidato a organização paramilitar ou de natureza congênere.

O documento cita as investigações da Operação Omertà, conduzida pelo Gaeco do Ministério Público de MS. De acordo com as denúncias, Jerson, cunhado de Jamil Name e tio de Jamil Name Filho, atuaria como consigliere do grupo.

Ele teria usado o prestígio do cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado para "solucionar conflitos" da organização. Depois da prisão dos líderes, em 2019, teria feito a ponte entre os presos e os integrantes em liberdade.

Para a PGE, o conjunto desses elementos, incluindo o papel de destaque atribuído a Jerson, o uso de sua posição política e a apreensão de armas em imóveis ligados a ele, é suficiente para justificar o indeferimento do registro.

TRE-MS liberou

Por maioria, o TRE-MS entendeu que o processo reúne apenas material de acusação, sem nenhuma decisão judicial sobre Jerson. Para a Corte, não houve demonstração de domínio territorial armado nem de atos do grupo ligados à campanha de 2026, como financiamento, logística, coação de eleitores ou interferência partidária.

O acórdão destacou que, em 27 de abril deste ano, a 1ª Vara Criminal de Campo Grande absolveu Jamil Name Filho, Marcelo Rios e outros dois réus no caso do suposto plano para matar um promotor, um delegado e um defensor público ligados à Omertà.

O juiz concluiu que as anotações não saíram do presídio e não passaram de atos preparatórios.

O TRE também registrou que as armas encontradas nos imóveis de Jerson eram de uso permitido, do tipo usado em propriedades rurais.

A única ação com desfecho terminou em condenação por posse irregular, com a punibilidade extinta por prescrição. Já o arsenal de guerra apreendido em 2019 estava com Marcelo Rios, e o tribunal entendeu que não pode ser atribuído ao candidato.

Defesa

Nas contrarrazões, Jerson sustenta que não tem condenação por organização criminosa e que a acusação em andamento no STJ se limita a suposto embaraço à investigação. Para a defesa, parentesco e prestígio político não provam participação em estrutura armada.

A Federação União Progressista também pediu a manutenção do registro. O partido nega qualquer contexto de milícia ou organização paramilitar.

Os autos estão conclusos para decisão, ainda sem data para o julgamento.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 19:37:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Riedel, Tereza e Contar participam de live com Flávio Bolsonaro ]]></title>
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				<description><![CDATA[O governador e candidato à reeleição Eduardo Riedel (PP), o candidato ao Senado Capitão Contar (PL) e a senadora Tereza Cristina (PP) participaram, nesta quarta-feira (23), de uma transmissão ao vivo comandada pelo candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). O grupo foi o segundo a participar da chamada “superlive”, que reuniu políticos e apoiadores da campanha em diferentes estados.

A participação dos sul-mato-grossenses durou aproximadamente 30 minutos e teve como principais temas o agronegócio e a segurança pública. Antes deles, a transmissão contou com representantes de São Paulo, entre eles o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Durante a conversa, Flávio Bolsonaro defendeu a criação de mecanismos para ampliar o acesso ao crédito rural, com a formação de um fundo garantidor para reduzir os juros cobrados pelos bancos. Segundo ele, também seria necessário impedir o contingenciamento dos recursos destinados ao seguro para o setor.

Tereza Cristina destacou a importância do seguro rural diante dos impactos das mudanças climáticas e afirmou que produtores têm enfrentado dificuldades para quitar financiamentos contratados a juros elevados.

Riedel também abordou as dificuldades enfrentadas pelo agronegócio em razão das taxas de juros. Segundo o governador, produtores que contratam crédito com juros entre 18% e 20% podem enfrentar dificuldades para manter os pagamentos e a atividade produtiva.

Na segunda parte da conversa, a segurança pública ganhou espaço. Flávio Bolsonaro defendeu maior integração entre os países para o enfrentamento de organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas e na movimentação de recursos financeiros.

Capitão Contar também defendeu o reconhecimento de facções criminosas como organizações terroristas e destacou a necessidade de intercâmbio de informações de inteligência entre os países vizinhos.

Riedel afirmou que Mato Grosso do Sul já enfrenta diretamente a atuação de organizações criminosas e citou o volume de drogas apreendido no Estado. Durante a transmissão, o governador mencionou a apreensão de cerca de 600 toneladas no período citado por ele.

A live faz parte da estratégia de campanha de Flávio Bolsonaro de reunir candidatos e aliados de diferentes estados em uma mesma transmissão. 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 18:35:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA["Mais uma vez, assumo diante de renúncias", diz Heitor Freire sobre comando da Santa Casa]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/heitor-freire-santa-casa/473191/</link>
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				<description><![CDATA[Em cerimônia oficial realizada nesta quarta-feira (23), a Santa Casa de Campo Grande apresentou o novo superintendente hospitalar, Dr. Luiz Alberto H. Kanamura e anunciou a recondução de Heitor Rodrigues Freire à presidência do hospital. 

Freire, retorna ao cargo após ter assumido pela primeira vez em setembro de 2020, relembrou sua trajetória marcada por desafios. Além disso, ressaaltou que novamente assume a gestão após uma sucessão de renúncias. 

"Naquele momento, em plena pandemia, assumi a presidência diante da renúncia do então presidente. Superamos dificuldades e cumprimos o dever. Hoje, novamente em setembro, diante de uma sucessão de renúncias, a presidência se apresenta como uma necessidade imperativa. Mais uma vez, assumo com coragem e compromisso”, ponderou.

Em seu discurso de posse, Dr. Kanamura ressaltou o peso da responsabilidade de comandar o único hospital quaternário do estado.

“Assumo hoje a superintendência desta casa com um sentimento que mistura honra e responsabilidade. Honra, porque este é o único hospital quaternário de Mato Grosso do Sul. Responsabilidade, porque sei o que esse título significa para a população: quando todas as outras portas se fecham, é aqui que ela bate”, enfatizou.

Luiz Alberto H. Kanamura / Foto: Divulgação Santa Casa 

O novo superintendente destacou ainda a representatividade da Santa Casa. “Com cerca de 600 leitos, somos referência final para o politrauma grave. A vítima do acidente na rodovia, da queda, da violência, que chega entre a vida e a morte, chega aqui. Somos o único serviço de neurocirurgia do estado, atendendo urgências do SUS e oferecendo a maior resolutividade em neurologia. O AVC, o traumatismo craniano, o tumor cerebral: é nesta casa que eles encontram resposta”, finalizou. 

Em 2020, então vice-presidente, Freire assumiu após renúncia de Heber Xavier e José de Oliveira Souza, respectivamente presidente e diretor-adjunto financeiro. 

Imbróglio 

Membro do Conselho de Administração da Santa Casa, Heitor Rodrigues Freire foi nomeado o novo presidente da Santa Casa de Campo Grande após imbróglio que em 24h derrubou a nomeação de Luiz Alberto Hiroki Kanamura, nome que seria oficializado como o novo presidente da instituição.  

O novo mandatário retorna à presidência, cargo que deixou em janeiro de 2023 justamente para dar lugar à Alir Terra, presa no último dia 11, apontada como uma das líderes do esquema que apura desvios de quase R$ 5 milhões do hospital. 

Com a mudança, Luiz Kanamura será o superintendente de Gestão Médico-Hospitalar, contudo será subordinado à Heitor Freire, que assume a partir de segunda-feira (28). 

Vice-presidente da instituição, Heitor Miguel Scheibeler ocupava a linha de frente de administração após a deflagração da Operação Antidotum no último dia 11, ação para investigar supostas fraudes milionárias em contratos da entidade. 

Presidente da Santa Casa de Campo Grande desde janeiro de 2023, Alir Terra Lima e outra cinco pessoas foram presas durante a operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). 

Além dela, foram presos: Rinaldo Hakme Romano (Diretor financeiro do hospital); Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa (Diretor financeiro adjunto); Alessandro Dias Junqueira (Diretor administrativo); 
Monique Gregório de Oliveira (Supervisora do setor de prontuário) e Maurício Aparecido Benites (empresário investigado no esquema). 

No curso da investigação também foram identificadas irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde – empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande – com diversas empresas do mesmo grupo econômico, Duarte & Cruz.

Essas empresas, cujo proprietário, Paulo Duarte da Cruz, tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, encontrava-se desocupado.

Conforme o MPMS, somente no ano de 2025, a operadora pagou aproximadamente R$ 9,6 milhões para essas empresas, e gerou um prejuízo, no mínimo, segundo apurado até o momento, de R$ 3,5 milhões à entidade.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 16:45:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Hospital de Amor desmente Pollon e nega ter recebido emenda milionária]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/hospital-de-amor-desmente-pollon-e-nega-ter-recebido-emenda-milionaria/473154/</link>
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				<description><![CDATA[O Hospital de Amor, em Barretos (SP), negou ter recebido a emenda de R$ 1 milhão que o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) afirma ter solicitado o redirecionamento para a instituição de saúde paulista.
Em resposta ao Correio do Estado, o hospital encaminhou os relatórios anuais de 2023 e 2024, nos quais estão detalhados os recursos parlamentares efetivamente pagos à entidade.

O nome de Pollon não aparece entre os autores das emendas recebidas pelo hospital nos dois exercícios. 
Somente em 2024, a instituição contabilizou R$ 238,7 milhões em repasses parlamentares, com identificação nominal dos responsáveis pelas indicações e o deputado sul-mato-grossense não consta na relação.

Os documentos acrescentam um novo elemento ao rastreamento da emenda milionária, que permanece sem destino comprovado. 

Pollon sustenta que pediu ao governo de São Paulo a transferência do recurso para o Hospital de Amor depois que o projeto audiovisual originalmente beneficiado não avançou.

A versão foi apresentada pelo deputado em maio deste ano, quando o caso começou a ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Até agora, entretanto, não foi divulgado nenhum documento que comprove a saída do dinheiro dos cofres paulistas ou o pagamento ao hospital de Barretos.

Os relatórios encaminhados pela instituição ao Correio do Estado registram os valores efetivamente recebidos e não há pagamento identificado em nome do parlamentar nos anos de 2023 e 2024, conforme informou a analista de marketing do Hospital de Amor, Paola Vantini.



VERBA PARADA

A União transferiu R$ 1 milhão ao governo de São Paulo no dia 13 de dezembro de 2024. Passados mais de 21 meses, a verba permanece sem execução e não foi aplicada no projeto para o qual havia sido inicialmente destinada.

A emenda deveria financiar a série documental “Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem”, sob responsabilidade da Academia Nacional de Cultura (ANC), produtora de “Dark Horse”, filme que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pollon afirma que indicou o recurso em 2023, com previsão de pagamento no início de 2024. Segundo ele, o projeto não saiu do papel porque a ANC não conseguiu cumprir os requisitos necessários à execução.

O termo de fomento entre o governo paulista e a entidade nunca foi assinado, e o plano de trabalho não recebeu aprovação. 

Relatório de gestão datado do dia 1º de junho deste ano apontava execução de R$ 0 e indicava que o valor integral continuava pendente.

Consulta feita ao Transferegov até o dia 9 deste mês também não apresentava mudança na finalidade da emenda, novo plano de trabalho, devolução do dinheiro à União ou transferência ao Hospital de Amor. 

Formalmente, o recurso permanecia vinculado ao projeto cultural e sob responsabilidade do governo de São Paulo.

REALOCAÇÃO

O deputado voltou a se manifestar depois que seu nome foi citado na decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que autorizou a Operação Make Up. 

Deflagrada pela Polícia Federal no dia 10 deste mês, a ação investiga suspeitas de irregularidades na aplicação de emendas parlamentares.

Pollon declarou que nenhum valor foi repassado à entidade que produziria “Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem” e reiterou ter solicitado a mudança da destinação. “Como o projeto não saiu do papel, solicitei ao governo do estado de São Paulo que o recurso separado para esse projeto fosse realocado e destinado ao Hospital de Amor de Barretos”, afirmou o parlamentar.

Ele argumenta que o hospital atende milhares de pacientes de Mato Grosso do Sul em tratamento contra o câncer. 

Também sustenta que a indicação para São Paulo ocorreu antes das restrições impostas pelo STF, em agosto de 2024, à destinação de determinados recursos parlamentares para estados diferentes daquele que elegeu o congressista.

Essa, no entanto, é a interpretação apresentada pela defesa de Pollon sobre as regras aplicáveis ao caso. Não há, nos dados oficiais consultados, comprovação de que o pedido de redirecionamento tenha sido concluído.

OPERAÇÃO MAKE UP

A emenda voltou ao centro das atenções com a deflagração da Operação Make Up. Na decisão que autorizou as diligências, Flávio Dino destacou que Pollon, eleito por MS, destinou R$ 1 milhão a um projeto que seria executado em São Paulo. 

O ministro apontou uma possível irregularidade relacionada à vinculação territorial dos recursos. 
A citação do parlamentar na decisão, contudo, não significa, por si só, que ele tenha participado de eventual desvio.

A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. 

Entre as entidades investigadas estão a ANC, o Instituto Conhecer Brasil e a Go Up Entertainment, organizações ligadas à empresária Karina Ferreira da Gama. Karina também está ligada à produção de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. 

A investigação pretende esclarecer a circulação de dinheiro público entre entidades e empresas, além de possíveis irregularidades na execução das emendas. 

* Saiba 

MPMS contesta ação de deputado contra jornal

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) contestou a tramitação, na Justiça Estadual, da queixa-crime apresentada pelo deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) contra jornalistas do Correio do Estado. Para o órgão, as reportagens questionadas tratam de fatos relacionados ao exercício do mandato parlamentar e, por isso, a ação deve ser analisada pela Justiça Federal.

Pollon acionou os jornalistas Eduardo Miranda e Alicia Miyashiro, além do jornal, atribuindo-lhes supostos crimes de difamação e injúria pela publicação de duas reportagens sobre a destinação de emendas parlamentares e as entidades envolvidas no caso.

A controvérsia inclui a emenda de R$ 1 milhão destinada à produção da série documental “Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem”. O projeto seria executado pela Academia Nacional de Cultura, entidade ligada à produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao se manifestar no processo nº 0812381-50.2026.8.12.0110, o promotor de Justiça Júlio Bilemjian Ribeiro afirmou que os fatos abordados pelas reportagens estão vinculados à atuação de Pollon como deputado federal, e não à vida privada do parlamentar.

“Observa-se da própria narrativa constante da queixa-crime que as alegadas ofensas não dizem respeito a aspectos da vida privada do querelante, mas sim a fatos diretamente relacionados ao exercício de seu mandato parlamentar federal”, registrou o promotor.

O parecer não analisou se houve difamação ou injúria, nem julgou o mérito das reportagens. A manifestação ficou restrita à definição da competência para processar o caso. Diante da relação dos fatos com o mandato federal, o MPMS pediu que a Justiça Estadual reconheça a própria incompetência e encaminhe a ação à Justiça Federal.

Enquanto a disputa judicial permanece em análise, continua sem comprovação pública o efetivo repasse ao Hospital de Amor dos R$ 1 milhão inicialmente destinados ao projeto cultural. Os relatórios da instituição referentes a 2023 e 2024 não registram pagamento em nome de Pollon, e os dados oficiais mais recentes mantêm a execução zerada.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 07:55:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Ex-prefeito de Glória de Dourados perde direitos políticos por cinco anos
]]></title>
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				<description><![CDATA[O ex-prefeito de Glória de Dourados Arceno Athas Júnior (PP) teve os direitos políticos suspensos por cinco anos em decorrência de condenação por improbidade administrativa, por nomeações irregulares quando comandou o municipio. O trânsito em julgado foi certificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 22 de maio deste ano.

Nesta terça-feira (22), o juízo da Vara Única da comarca determinou que o Juízo Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) sejam oficiados para que a sanção produza efeitos no cadastro eleitoral.

Arceno Athas Júnior governou Glória de Dourados por dois mandatos, de 2009 a 2016. EM 2024, ele disputou novamente, sendo derrotado pelo atual prefeito, Júlio Buguelo (PSD).

A condenação decorre de ação civil pública ajuizada em 20 de novembro de 2014 pelo Ministério Público Estadual. A investigação apurou a nomeação de servidores para cargos comissionados de chefia e assessoramento que, na prática, desempenhavam funções típicas de cargos efetivos, como leiturista, fiscal de obras e auxiliar de serviços gerais, o que, segundo o MP, configurava burla ao concurso público.

Além da suspensão dos direitos políticos, fixada no mínimo legal, Arceno foi condenado ao pagamento de multa civil equivalente a duas vezes o valor do dano ao erário, quantificado em R$ 5.603,78, e à proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, por cinco anos.

A perda da função pública não foi aplicada porque, quando a sentença foi proferida, ele já havia deixado a Prefeitura.

Nomeação

O núcleo da condenação é a nomeação da servidora Lilia Machado Ferreira para o cargo comissionado de chefe do Departamento de Água, em julho de 2012.

Testemunhas ouvidas em juízo, entre elas o então secretário de Saneamento Básico, afirmaram que a servidora jamais trabalhou no setor, permanecendo lotada na Assistência Social, onde acompanhava a primeira-dama e atuava em cerimoniais.

Ao MP, a própria Lilia declarou ter sido nomeada "para aumentar seus provimentos, mas nunca exerceu essa função". Em depoimento na fase de inquérito, Arceno reconheceu que a servidora "foi nomeada para trabalhar junto ao Departamento de Água, mas sempre trabalhou na Assistência Social", justificando a permanência dela no setor pela vacância de outro cargo.

Ao manter a condenação, a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) reconheceu o dolo na conduta do gestor: "O Chefe do Executivo, ciente da ilegalidade, designou e manteve a servidora Lilia Machado em uma condição mais favorável, e esta, também conhecedora da irregularidade, assim permaneceu", registra o acórdão.

Recursos

No STF, o recurso foi distribuído à ministra Cármen Lúcia. A defesa sustentou, entre outros pontos, que a suspensão de direitos políticos em ação de natureza civil seria incompatível com o Pacto de San José da Costa Rica e que o TJMS teria presumido o dolo, em afronta às alterações introduzidas pela Lei de Improbidade. 

Em 6 de abril de 2026, a relatora não conheceu do recurso, por exigir reexame de fatos e provas e por ausência de prequestionamento.

O agravo regimental foi igualmente rejeitado pela Primeira Turma, por unanimidade, em sessão virtual encerrada em 22 de maio, com determinação de certificação imediata do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão.

Participaram do julgamento os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, além da relatora.

O despacho publicado nesta terça-feira no Diário de Justiça Eletrônico Nacional também intima os réus a comprovar o recolhimento das custas processuais em 15 dias, sob pena de inscrição em dívida ativa, e determina o arquivamento dos autos após o cumprimento das providências.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 17:09:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Alckmin oficializa nome de ex-prefeito de Porto Murtinho em trecho brasileiro da Ponte Bioceânica]]></title>
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				<description><![CDATA[O nome do ex-prefeito de Porto Murtinho, Heitor Miranda dos Santos, foi oficializado nesta terça-feira (22) para denominar o trecho brasileiro da ponte sobre o Rio Paraguai, área que ligará Porto Murtinho a cidade de Carmelo Peralta, situada no departamento de Alto Paraguay, lado paraguaio da fronteira entre os dois países.

A proposta foi aprovada no último dia (2) pelo Senado, sob relatoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), sancionada pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin. 

O Projeto de Lei (PL) 780/2023, de autoria do deputado federal Geraldo Resende (União-MS), recebeu apoio de Nelsinho Trad, que destacou a importância da homenagem e do empreendimento para a integração entre os países.

Heitor Miranda dos Santos foi prefeito de Porto Murtinho entre 2013 e 2016 e teve participação nas articulações em defesa da construção da ponte.



Heitor Miranda / Divulgação 

Nascido no município em 28 de abril de 1953, ele também ocupou os cargos de secretário de Trabalho e secretário-adjunto de Justiça. Miranda, tio do deputado estadual José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, morreu em 2022, aos 69 anos, em decorrência de problemas cardíacos e respiratórios.

Obra

A ponte está em fase final de construção e integra o Corredor Bioceânico, projeto que pretende conectar o território brasileiro ao litoral do Chile, atravessando o Paraguai e a Argentina.

No Brasil, o corredor utilizará trechos já existentes de rodovias federais, o que inclui a BR-267, que dará acesso à estrutura sobre o Rio Paraguai. A ponte tem 1.294 metros e 21 metros de largura. 

Durante a tramitação da proposta, Nelsinho Trad ressaltou o impacto logístico esperado com a conclusão do corredor. Segundo o senador, a nova rota poderá reduzir em até 14 dias o tempo de viagem e diminuir em cerca de 8 mil quilômetros o percurso marítimo utilizado para o transporte de mercadorias destinadas ao mercado asiático.

Trad também afirmou que a nova ligação representaria uma redução de até 40% nos custos de frete de produtos transportados pelo Brasil, Paraguai, Argentina e Chile em direção à Ásia.

“Através desse traçado, você vai economizar 14 dias de viagem, 8 mil quilômetros marítimos a menos. Terá redução de até 40% no frete dos produtos que saírem do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, para ir até o continente asiático. Vamos promover um desenvolvimento inigualável sobre o aspecto logístico”, afirmou o senador à CCJ em julho.

Além da importância econômica e logística, a ponte é considerada um dos principais marcos da integração física entre os países do Cone Sul. A previsão é de que a inauguração ocorra até 2027.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 14:15:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Fux é sorteado relator de ação que busca acesso a visitas de esposa de Moraes ao Senado]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux foi sorteado relator do mandado de segurança que busca obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a liberar informações sobre as entradas e saídas da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e do banqueiro Daniel Vorcaro das dependências do Senado.

Moraes havia sido sorteado relator no dia 18, mas, na última segunda-feira, 21, ele se declarou suspeito para julgar o caso.

O pedido foi feito pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), candidato a deputado federal, após ter um pedido com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) negado pelo Senado.

O argumento da negativa foi que os dados de acesso de pessoas às dependências do Senado são informações de caráter pessoal.

Após a negativa do Senado, Kilter acionou a Justiça Federal do Paraná, que declarou sua incompetência para julgar o caso. A juíza Thais Sampaio da Silva Machado entendeu que apenas o Supremo pode julgar um mandado de segurança contra ação do presidente do Senado.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 13:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Eduardo Riedel deve vencer eleições a governador no 1.º turno]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/eleicao-deve-ser-decidida-no-1o-turno/473097/</link>
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				<description><![CDATA[A 12 dias do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, o governador Eduardo Riedel (PP) aparece com 64,15% dos votos válidos na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul e seria reeleito sem necessidade de segundo turno, aponta a nova rodada da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Resultado (IPR) e Correio do Estado.

Ainda nesse recorte, que exclui eleitores indecisos e aqueles que declararam voto branco ou nulo, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) tem 18,70%, portanto, Riedel está acima dos 50% necessários para eliminar do pleito a realização de um segundo turno. Pelas regras eleitorais, só há segundo turno para governador quando nenhum candidato alcança maioria absoluta dos votos válidos. 

A conversão para votos válidos considera 583 das 784 entrevistas realizadas pelo instituto. Foram retiradas da conta as 143 respostas de indecisos e as 58 respostas de branco ou nulo, que juntas representam 25,64% da amostra. No resultado original da pesquisa estimulada, Riedel tem 47,70% das intenções de voto e Fábio Trad, 13,90%. 

Depois dos dois primeiros, aparecem o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com 6,86% dos votos válidos, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 3,43%, e Lucien Rezende (Psol), com 3,09%. O indígena Daniel Lemes (PCO) e o Economista Renato Gomes (DC) têm 1,37% cada, enquanto o jornalista Jeferson Bezerra (Agir) registra 1,03%.

No resultado sobre o total de entrevistados, antes da exclusão dos indecisos, brancos e nulos, Delcídio soma 5,10%, Catan aparece com 2,55% e Lucien tem 2,30%. Daniel Lemes e Renato Gomes registram 1,02% cada, e Jeferson Bezerra, 0,77%.

A distância entre Riedel e Fábio Trad no cálculo dos votos válidos é de 45,45 pontos porcentuais. O recorte, porém, representa uma conversão matemática das respostas da pesquisa e não uma projeção do resultado das urnas.

Na comparação com a rodada de agosto, considerando os porcentuais sobre o total da amostra, Riedel passou de 44,77% para 47,70%, uma variação de 2,93 pontos porcentuais. Fábio Trad oscilou de 13,78% para 13,90%. Catan passou de 4,85% para 2,55%. 

ESPONTÂNEA

O domínio de Riedel também aparece quando são calculados os votos válidos da pesquisa espontânea, modalidade em que o entrevistador não apresenta uma lista de candidatos.

Fonte: IPR/Correio do Estado 

Nesse cenário, foram contabilizadas 224 respostas válidas entre os 784 entrevistados. Riedel concentra 77,68% dos votos válidos, seguido por Fábio Trad, com 12,95%, e Catan, com 4,02%.

Delcídio aparece com 1,79%, Renato Gomes com 1,34% e Lucien Rezende com 0,89%. Reinaldo Azambuja, Jeferson Bezerra e Tiago Botelho ficam com 0,45% cada.

A diferença entre o número de votos válidos e o total da amostra é explicada principalmente pelo elevado número de eleitores que ainda não citaram espontaneamente um candidato. Na pesquisa original, 69,64% se declararam indecisos e 1,79% responderam branco ou nulo. Riedel foi citado espontaneamente por 22,19% do total de entrevistados e Fábio Trad, por 3,70%.

REJEIÇÃO

A pesquisa também perguntou em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum para governador. Fábio Trad é citado por 15,18%, seguido por Delcídio do Amaral, com 7,27%, e Eduardo Riedel, com 5,61%. 



João Henrique Catan aparece com 1,66%. Jeferson Bezerra e Lucien Rezende têm 1,28% cada, Daniel Lemes registra 0,64% e Renato Gomes, 0,38%.

Ao mesmo tempo, 50,13% afirmaram não rejeitar nenhum candidato. Outros 9,44% disseram rejeitar todos, 4,97% não souberam responder e 2,17% optaram por branco ou nulo.

DADOS

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 19 de setembro de 2026 e ouviu 784 eleitores com 16 anos ou mais em Mato Grosso do Sul. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. 

A pesquisa IPR/Correio do Estado está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026.

O primeiro turno das eleições deste ano será realizado no dia 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno para governador está previsto para o dia 25 de outubro.

ANÁLISE

Para o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a sequência de pesquisas mostra que Eduardo Riedel chega aos últimos dias de campanha mantendo praticamente o mesmo patamar registrado no início do ano, enquanto os adversários não conseguiram avançar de forma consistente.

“Riedel chega à reta final com um eleitorado bastante estável. Nas cinco pesquisas, as oscilações ficaram dentro da margem de erro e, agora, ele volta praticamente ao mesmo porcentual registrado no começo da série”, afirmou Aruaque Barbosa.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 07:45:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Em MS, Flávio Bolsonaro tem 40,82% e Lula, 31,63%, indica pesquisa]]></title>
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				<description><![CDATA[Nova rodada da pesquisa IPR/Correio do Estado mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mantém na liderança da disputa para a presidência dentro do território sul-mato-grossense, com 40,82% das intenções de voto. Na segunda posição em Mato Grosso do Sul aparece o presidente da República, candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 31,63% das intenções de voto. 

No comparativo com a pesquisa anterior, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro melhoraram o desempenho. Na rodada do mês de agosto, Flávio Bolsonaro aparecia com 39,29% das intenções de voto, enquanto Lula tinha 29,72%.

A distância entre os dois é a menor da série que começou no mês de março. No primeiro levantamento, a diferença era de 14,29 pontos porcentuais. Em agosto, a distância caiu para 9,57 pontos porcentuais e agora é de 9,19 pontos porcentuais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 19 de setembro, com 784 entrevistas, e registrada sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026. As entrevistas foram feitas em 17 municípios de Mato Grosso do Sul. 

No levantamento, Augusto Cury (Avante) aparece com 3,95%; Ronaldo Caiado (PSD) tem 3,57% das intenções; Renan Santos (Missão), 2,55%; Romeu Zema (Novo), 0,64%; Wilson Grassi (Democrata), 0,51%; Cariana Barão (DC), 0,38%; Rui Costa Pimenta (PCO), 0,26%; Samara (UP), 0,26%; Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. 
Brancos e nulos são 3,83% e indecisos somam 11,61%. 



Espontânea

Na pesquisa espontânea, a maioria está indecisa, 42,73%. Flávio Bolsonaro tem 27,93% das menções espontâneas, enquanto Lula tem 23,98%. Cury (1,66%), Renan Santos (1,15%), Ronaldo Caiado (0,51%), Zema (0,38) e Samara (0,13%) completam a lista. Os brancos e nulos são 1,54% nesta modalidade. 

Rejeição

O mais rejeitado é o presidente Lula, com 41,58% das menções. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 31,51%. Os que não rejeitam ninguém somam 14,92% dos entrevistados e os que rejeitam todos, 5,87%. Todos os outros candidatos pontuaram com menos de 1% no quesito rejeição, sendo indecisos 2,93% e brancos e nulos, 1,28%.
]]></description>
				
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 21:13:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Presidente do União Brasil aparece de cueca em vídeo e é acusado de agressão]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/presidente-do-uniao-brasil-aparece-de-cueca-em-video-e-e-acusado-de/473095/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, aparece de cueca em uma série de vídeos gravados dentro de um quarto de hotel em São Paulo que ganharam repercussão neste domingo (21). Nas imagens, uma mulher identificada como a influenciadora Luana Dellevedove acusa o dirigente partidário de agressão e relata que estaria sofrendo violência psicológica havia mais de um ano.

As gravações teriam sido feitas em junho deste ano e mostram momentos de tensão entre os dois. Rueda aparece inicialmente apenas de roupa íntima e, ao longo do material, veste as roupas enquanto tenta deixar o quarto. Em determinado momento, Luana o segura e ele retorna ao dormitório.

Durante a gravação, a influenciadora aponta manchas avermelhadas em um lençol e afirma que seriam de sangue. Ela associa as marcas a uma suposta agressão e continua fazendo acusações contra o presidente nacional do União Brasil.

As imagens, entretanto, não mostram o que teria ocorrido antes do início da gravação e, por si só, não permitem confirmar que Rueda tenha agredido a mulher. Não há, nas informações divulgadas até o momento, comprovação independente das acusações apresentadas durante os vídeos.



Antônio Rueda aparece em trecho de vídeo gravado dentro de um quarto de hotel em São Paulo: Foto: DCM.



Supostas traições são mencionadas no vídeo

A discussão também envolve a vida pessoal do dirigente partidário. Durante a gravação, Luana acusa Rueda de manter relações extraconjugais e afirma que ele estaria "traindo a mulher e traindo a amante". Rueda é casado com Flor Rueda.

Em outro momento do material, Luana afirma que estaria enfrentando havia mais de um ano uma situação de violência psicológica atribuída ao dirigente. Ao final de uma das gravações, também demonstra preocupação com o que poderia acontecer com sua família após a exposição do episódio.

Mulher posteriormente diz que vídeos seriam "montagem"

O caso ganhou uma versão contraditória antes mesmo de alcançar maior repercussão. Após ter acesso às gravações que seriam divulgadas, Luana contestou as informações relacionadas ao episódio e afirmou que os vídeos seriam uma "montagem".

A declaração contrasta com o conteúdo atribuído às próprias gravações, nas quais uma mulher identificada como Luana aparece fazendo as acusações contra Rueda.

O material apresenta cortes, o que impede estabelecer apenas pelos trechos divulgados toda a sequência de acontecimentos dentro do quarto.

Os quatro vídeos foram divulgados inicialmente pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) e, posteriormente, o conteúdo passou a circular nas redes sociais e foi repercutido por outros veículos de comunicação.

Rueda foi procurado sobre o episódio

Antes da publicação original das gravações, Antônio Rueda foi procurado pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) para comentar as acusações.

O dirigente informou que estava em um avião e pediu que os questionamentos fossem encaminhados por escrito. Segundo o veículo responsável pela divulgação inicial, as perguntas foram enviadas, mas não houve nova resposta até a publicação.

Até o momento, não há manifestação pública de Rueda apresentada nas fontes consultadas que esclareça especificamente as acusações feitas durante as gravações.

Além de comandar nacionalmente o União Brasil, Antônio Rueda é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. O episódio, portanto, ganha repercussão em pleno período eleitoral.

No cenário eleitoral, Rueda mantém proximidade política com Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.

Apesar de o União Brasil ter declarado neutralidade no primeiro turno, o dirigente vinha sendo apontado como um dos articuladores de uma ala da legenda favorável à candidatura do senador.

Nesta segunda-feira (21), a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, marcou para 6 de outubro, após o primeiro turno, uma reunião para rediscutir a neutralidade na disputa presidencial.

 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 20:17:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Eleitor tem até 3 de outubro para ativar e-Título antes das eleições]]></title>
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				<description><![CDATA[Quem pretende utilizar o e-Título nas Eleições 2026 precisa concluir o primeiro acesso e a validação do aplicativo até sábado (3), véspera do primeiro turno, marcado para domingo (4). A orientação é especialmente importante para quem ainda não acessou o aplicativo, já que o download e o primeiro acesso ficam indisponíveis no dia da votação.

Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral Newton Lins, o eleitor deve verificar antecipadamente se o aplicativo está funcionando e se os dados estão atualizados para evitar problemas no dia da eleição.

“O eleitor precisa entender que baixar o e-Título não significa que ele já estará pronto para ser utilizado. É necessário fazer o primeiro acesso e concluir a validação das informações. Deixar esse procedimento para o dia da eleição pode gerar uma dificuldade desnecessária justamente no momento em que o eleitor precisa estar com sua documentação regularizada”, afirma.

O e-Título também permite consultar o local de votação, a zona e a seção eleitoral. O serviço pode ser acessado pelo aplicativo e pelo Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ferramenta pode ser utilizado como documento de identificação no momento da votação quando o aplicativo apresenta a fotografia do eleitor. Nesse caso, basta apresentar a tela do celular ou tablet com o documento digital.

Já quem possui e-Título sem fotografia precisa levar também um documento oficial de identificação com foto. Capturas de tela não substituem o aplicativo como documento de identificação.

Newton Lins orienta que essa conferência seja feita antes da eleição. “O uso do e-Título traz praticidade, mas também exige atenção às condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O eleitor deve conferir previamente se a fotografia aparece no aplicativo e se os dados estão corretos. Caso não haja fotografia, é necessário levar um documento oficial com foto. O print também não substitui o aplicativo”, explica.

Além da identificação, o aplicativo reúne outros serviços eleitorais e permite consultar informações relacionadas à votação. A ferramenta utiliza mecanismos de segurança para validar a identidade do eleitor, incluindo recursos de validação facial.

Para o especialista, a conferência antecipada também deve incluir outras informações necessárias para o dia da votação. “A tecnologia facilita o acesso do cidadão aos serviços eleitorais, mas não elimina a necessidade de planejamento. Conferir o aplicativo, o local de votação e a documentação antes da eleição é uma forma de evitar imprevistos no dia do voto”, afirma.

O e-Título é gratuito e está disponível para celulares e tablets com sistemas Android e iOS. Para quem pretende utilizar a versão digital do título no primeiro turno, a recomendação é fazer o download, o primeiro acesso e a validação até 3 de outubro.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 17:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Justiça Eleitoral multa Luis Ovando por usar vídeo de 2018 com Bolsonaro ]]></title>
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				<description><![CDATA[O deputado federal Luiz Ovando (PP), candidato à reeleição, foi multado pela Justiça Eleitoral por tentar induzir o eleitor a erro, por meio de um vídeo de 2018, com o ex-presidente Jair Bolsonaro, veiculado como se fosse atual.

A condenação pela distorção foi proferida pelo relator do processo no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, ao julgar procedente a representação ajuizada pela Procuradoria Regional Eleitoral no estado. Com a decisão, o parlamentar foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 5 mil.

Reedição e descontextualização temporal

A infração envolveu o impulsionamento pago de um vídeo gravado originalmente durante a campanha de 2018, no qual Jair Bolsonaro manifestava apoio político a Luiz Ovando. Para o pleito de 2026, a peça foi reeditada com a inserção do novo número de candidatura (1122), a sigla do seu atual partido (PP) e a legenda “ELEIÇÃO 2026”, sem apresentar nenhum aviso claro ou ostensivo sobre o ano original do registro.

De acordo com o TRE-MS, a alteração dos elementos visuais criou uma “grave descontextualização temporal”, levando o eleitor médio ao engano de supor que a declaração e o pedido de voto haviam sido renovados para a disputa eleitoral recente.

A decisão ressaltou ainda o descolamento da realidade provocado pela propaganda impulsionada. 
Jair Bolsonaro foi condenado em 2025 por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar, estando sob proibição judicial expressa de utilizar redes sociais. 

Assim, a exibição do vídeo reformatado em 2026 gerava no eleitorado a falsa impressão de se tratar de uma manifestação recente e consentida, situação incompatível com as restrições impostas ao ex-presidente.

Argumentos da defesa e posicionamento do Tribunal

Em sua defesa, o deputado alegou que o registro continha uma declaração autêntica de apoio, sem alteração de áudio ou uso de “deepfake”. 

Luiz Ovando argumentou que as modificações nos elementos visuais serviram apenas para cumprir a obrigação legal de identificar o anunciante e a legenda atual, substituindo dados desatualizados do antigo partido (PSL).

O tribunal, contudo, rejeitou a tese defensiva. O relator fixou o entendimento de que o dever de identificar a candidatura responsável não autoriza a manipulação de mídia histórica sem esclarecer sua origem temporal ao público. 

A distorção configurou infração ao artigo 9º-C da Resolução TSE nº 23.610/2019, que proíbe o uso de conteúdos manipulados ou descontextualizados na propaganda eleitoral.

Ao aplicar a sanção prevista na Lei das Eleições, o relator ponderou que o investimento financeiro para impulsionar e distribuir conteúdo descontextualizado agrava o potencial lesivo ao pleito.

Contudo, considerando que o deputado não possuía reincidência e demonstrou postura colaborativa ao cumprir a ordem judicial de remoção do vídeo em menos de 24 horas, a multa foi estabelecida no patamar mínimo legal de R$ 5 mil.

Outro lado

O deputado federal, por sua vez, reclamou da decisão, por meio de sua assessoria de imprensa. Ele desprezou a justificativa da Justiça Eleitoral classificou como “censura” a decisão de desembargador. 


“História não se apaga. Eu apoio Jair Bolsonaro desde 2018. Esse apoio não foi inventado agora e não nasceu por causa de uma eleição. O vídeo é verdadeiro, o apoio existiu e faz parte da minha história. Mandar retirar essa imagem não muda os fatos. Na minha avaliação, isso é censura”, afirmou Dr. Luiz Ovando.

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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 14:58:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Reinaldo Azambuja mantém liderança na disputa para o Senado em MS]]></title>
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				<description><![CDATA[Nova rodada da pesquisa IPR/Correio do Estado mostra o ex-governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PL) se consolidando em primeiro lugar na preferência dos eleitores na disputa por uma das duas vagas ao Senado nas eleições deste ano. Azambuja se manteve na liderança, com 23,98% da preferência do eleitorado na pesquisa estimulada, na soma dos levantamentos referentes ao primeiro e ao segundo votos da disputa.

Em relação ao levantamento anterior, Azambuja cresceu 0,96 ponto porcentual, mantendo uma trajetória consistente de crescimento. A pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026, foi realizada entre os dias 15 a 19 de setembro, com 784 entrevistas em 17 cidades de Mato Grosso do Sul, incluindo os principais colégios eleitorais. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.

A pesquisa IPR/Correio do Estado ainda indica uma dobradinha dos candidatos do PL na disputa, se a eleição fosse hoje. O segundo colocado na soma do primeiro e do segundo votos para o Senado é Capitão Contar (PL), com 20,34%. No levantamento anterior, ele tinha 17,09% da preferência do eleitorado.

A dupla do PL tem uma larga vantagem sobre os candidatos dos partidos de esquerda no cenário estimulado. O deputado federal Vander Loubet (PT) é o terceiro na disputa ao Senado, com 8,99% da preferência do eleitorado. O petista se manteve estável em relação ao levantamento anterior.

Na quarta posição aparece a senadora Soraya Thronicke (PSB), candidata à reeleição. Ela tem 8,61% da preferência dos eleitores neste cenário estimulado, com a soma do primeiro e do segundo votos na disputa.

INDECISOS

O volume de votos brancos, nulos e indecisos, apesar da queda brusca e de uma maior cristalização dos votos nesta rodada, ainda é grande. Os 28,97% dos eleitores que ainda não decidiram em quem votar, que anularão o voto ou votarão em branco formam o maior grupo do levantamento e superam as intenções de voto para qualquer um dos candidatos.

O grupo, contudo, vem caindo desde o mês de março, quando representava 49,74% dos eleitores. O porcentual caiu para 40,05% em abril, 33,1% em agosto e, agora, para 28,57% da amostragem do eleitorado captada pelo IPR.

Quando apenas o volume de indecisos é separado dos brancos e nulos, o porcentual cai para 21,36%, grupo inferior apenas ao dos que dizem que votarão em Reinaldo Azambuja.

Por se tratar de uma eleição com duas vagas, o IPR faz duas perguntas ao entrevistado: qual será o primeiro e o segundo voto? Os números apresentados têm origem no agrupamento desses dois cenários, cujo universo da amostragem equivale a 200%, e não a 100%, como nas pesquisas para outras eleições majoritárias.

Os votos brancos e nulos somam 7,21% neste levantamento.



NANICOS

A pesquisa também aferiu a performance dos candidatos dos partidos pequenos. Neste grupo, quem mais se destaca é o candidato do PSOL, Beto do Movimento, com 3,32% dos votos.

Luiz Lemes, do Democracia Cristã, tem 1,85% das intenções; Roberto Oshiro (Novo), 1,72%; Daniel Junior, do Agir, 1,15%; Valter da Comagran (PRD), 0,83%; e Valderi Garbia (PCO), 0,64%.

REJEIÇÃO

O levantamento IPR/Correio do Estado também verificou a rejeição dos candidatos. A senadora Soraya Thronicke (PSB) é a mais rejeitada, com 10,97% dos eleitores afirmando que não votariam nela de jeito nenhum.

Na sequência aparece Capitão Contar (PL), rejeitado por 8,55%. O ranking da rejeição é completado por Vander Loubet (PT), com 5,87%; Reinaldo Azambuja (PL), 4,21%; Beto do Movimento (PSOL), 1,40%; Daniel Júnior (Agir), 0,77%; Luiz Lemes (DC), 0,64%; Roberto Oshiro (Novo), 0,64%; Valter da Comagran (PRD), 0,38%; e Valderi Garcia (PCO), 0,13%.

Os eleitores que não rejeitam nenhum deles representam 50% da amostragem; os que rejeitam todos, 9,95%; os que votarão em branco ou nulo, 2,55%; e os indecisos, 3,95%.

ANÁLISE

O diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, avalia que há uma consolidação da dupla de candidatos do PL na liderança da disputa. 

“A distância entre o segundo colocado e o terceiro atingiu 11,35 pontos porcentuais[mais de três vezes a margem de erro], estabelecendo uma vantagem conjunta expressiva sobre os demais concorrentes”, avalia.

Sobre a oposição, Barbosa destaca: “Os dois nomes mais citados pelos eleitores de esquerda aparecem divididos e em patamares inferiores”. “O deputado Vander Loubet, com 8,99%, e a senadora Soraya Thronicke, com 8,61%, estão empatados tecnicamente, travando uma disputa isolada pelo terceiro lugar”. 

“Somados, eles chegam a 17,60% na média, marca que permanece abaixo da pontuação individual do segundo colocado, sem registrar qualquer movimento de mudança de patamar ao longo de toda a série histórica”, acrescenta.

Sobre os indecisos, o diretor do IPR destaca que apesar da queda brusca entre março e setembro, o elevado índice de indecisão na consulta espontânea e a definição do voto exigem atenção.

 “O grupo que decidirá por último é formado majoritariamente por mulheres, representando 70,2%, e por jovens de 16 a 34 anos, que somam 37,9%”, indica. 

“Como a lembrança espontânea ainda é baixa, a decisão nos últimos dias tende a definir principalmente a ordem de chegada, sendo necessário um fato novo de grande proporção para alterar a composição da dupla de frente”, conclui o diretor.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 06:40:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Trump diz que 'Arco do Triunfo dos EUA' terá drones, atiradores de elite e depósito de munição]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente Donald Trump afirmou neste domingo, 20, que o "Arco do Triunfo" dos Estados Unidos que pretende construir entre o Memorial de Lincoln e o Cemitério Nacional de Arlington se tornaria um "complexo militar de primeira linha", capaz de abrigar drones e atiradores de elite, além de armazenar munição.

A declaração é mais um exemplo de como Trump tem atribuído uma finalidade defensiva a seus projetos para embelezar a Casa Branca e a cidade.

O presidente também vem se referindo ao novo salão de baile da Casa Branca como um "complexo militar" e argumenta que a construção é necessária para a segurança nacional. O Pentágono afirmou não ter informações adicionais além da declaração do presidente.

A fala Trump ocorre em meio a uma disputa judicial envolvendo o arco, assim como outros projetos do presidente. Embora a construção tenha recebido aprovação preliminar da Comissão de Belas Artes dos EUA - cujos membros foram todos indicados por Trump -, três veteranos e um historiador de arquitetura entraram com uma ação judicial sob o argumento de que o projeto precisa ser aprovado pelo Congresso.

"Os esforços tardios do presidente para inventar uma justificativa de segurança nacional para este projeto não fazem nada para sanar sua ilegalidade fundamental", afirmou no domingo Nicolas Sansone, um dos advogados que representam os autores da ação. "O Congresso não autorizou o arco e, a menos que o faça, o projeto não deve ter permissão para seguir adiante."

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente republicano afirmou que concordou, a "forte pedido" das Forças Armadas, em transformar o arco memorial planejado, de 75 metros de altura, "em um complexo militar de alto padrão/Arco do Triunfo de alto padrão, para abrigar, armazenar e ter a capacidade de utilizar rapidamente um grande número de drones, além de atiradores de elite, tanto no telhado quanto na praça, e, adicionalmente, armazenar grandes quantidades de munição para atiradores de elite".

O arco está previsto para uma rotatória próxima à Memorial Bridge, uma área de tráfego intenso por abrigar uma das poucas pontes que ligam a capital americana ao norte da Virgínia.

A construção é um dos vários projetos promovidos pelo presidente republicano para deixar sua marca em Washington. Entre as outras iniciativas estão o salão de baile da Casa Branca, a mudança de nome e a reforma do Kennedy Center, a reforma do Espelho d’Água do Memorial de Lincoln e a reconstrução de um campo de golfe no East Potomac Park, que poderia reduzir significativamente o acesso do público às trilhas de corrida e ciclismo.

O início das obras do arco estava previsto para este mês. O projeto ainda não recebeu a aprovação final da Comissão de Planejamento da Área da Capital Nacional, que aprovou o local e os planos preliminares em uma reunião realizada em julho. A expectativa é que a comissão volte a analisar a proposta durante o outono no Hemisfério Norte.

*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[ONU: Lula defende multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/onu-lula-defende-multilateralismo-e-reforma-do-conselho-de-seguranca/473032/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos (EUA), onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

No tradicional discurso de abertura na seção de alto nível da assembleia, o presidente deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais. 

Lula também deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. O discurso deve apresentar a visão do Brasil sobre os principais temas da agenda internacional.

A reforma das Nações Unidas, em particular de seu Conselho de Segurança, deve estar entre os temas abordados. O Brasil defende há anos a atualização da composição e do funcionamento do órgão e critica a sua dificuldade de responder aos conflitos internacionais.

Lula terá encontros bilaterais com outros chefes de Estado, que ainda não foram anunciados, além de se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que está em fase final de mandato à frente da entidade internacional. Um dos encontros previstos de Lula será com o prefeito da cidade, o progressista Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que governa Nova York desde o início do ano.

A agenda presidencial em Nova York prevê a chegada à cidade ainda na noite de domingo (20), com encontros bilaterais reservados para ocorrer ao longo da segunda-feira (21). Na terça-feira (22) de manhã, o presidente terá encontro com Guterres e depois fará o discurso na Assembleia Geral. Ele retorna ao Brasil no mesmo dia.

Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República. Em seus três mandatos, ele só não compareceu em 2010.

Trump
O Palácio Itamaraty não informou sobre a expectativa de um encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, que não tem confirmação de nenhuma das partes.

O presidente norte-americano é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente poderiam se cruzar nos bastidores do plenário. No ano passado, os dois líderes tiveram um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar.

Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em "química excelente" entre eles. Foi o primeiro de três encontros entre os dois líderes desde então.

Outras agendas
De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de uma série de reuniões e encontros ministeriais, entre eles os do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de reuniões da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília.

O ministro também presidirá duas reuniões ministeriais. No dia 23 de setembro, será realizado o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20. No dia 24, Mauro Vieira presidirá a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

O Brasil ocupa atualmente a presidência da Zopacas, após a realização, em abril deste ano, da 9ª Reunião Ministerial da organização. O país exercerá a presidência pelo período de três anos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, também participará de atividades em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, com agendas relacionadas à segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional. No dia 23, participará do encontro da Aliança Global.

A delegação brasileira participará de reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de encontros sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, o combate à desigualdade, a Comissão de Consolidação da Paz e temas relacionados ao direito internacional humanitário.

Comitiva

Além dos ministros Mauro Vieira e Wellington Dias, estão previstas as participações da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, em atividades relacionadas às áreas de atuação de cada pasta.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 20:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/coligacao-de-lula-aciona-tse-contra-flavio-por-uso-de-perfis-para/473033/</link>
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				<description><![CDATA[A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lucas de Lima, Dione Hashioka e Gleice Jane lideram arrecadação de campanha por vaga na Alems]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/lucas-de-lima-dione-hashioka-e-gleice-jane-lideram-arrecadacao-de/473028/</link>
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				<description><![CDATA[Lucas de Lima (PL), Dione Hashioka (União Brasil) e Gleice Jane (PT) concentram as maiores arrecadações entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Conforme a Justiça eleitoral, o trio é quem mais recebeu dinheiro para gastar na corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado.

Lucas declarou R$ 1.102.830,00 em recursos para a campanha, seguido por Dione, com R$ 1.093.660,00, e Gleice, que soma R$ 1.081.986,33.

Candidatos que mais receberam dinheiro para campanha deste ano

Lucas de Lima do Amor Sem Fim: R$ 1.102.830,00  PL
Dione Hashioka: R$ 1.093.660,00  UNIÃO
Professora Gleice Jane: R$ 1.081.986,33  PT
Barbara Resende: R$ 1.063.260,00  UNIÃO
Professor Marcelo Miranda: R$ 1.050.000,00  PP
Zé Teixeira: R$ 1.027.720,00  PL
Coronel David: R$ 1.007.120,00  PL
Marcio Fernandes: R$ 1.000.620,00  PL
Renato Câmara: R$ 986.079,29  Republicanos
Pedrossian Neto: R$ 979.400,00  Republicanos

Cabe destacar que os valores correspondem aos recursos declarados pelas campanhas neste domingo (4) e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas, ou doações sejam informadas à Justiça Eleitoral.

Lucas de Lima disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e está em seu segundo mandato. Em 2022, foi eleito com 26.575 votos, mais que o dobro dos 12.391 votos obtidos na eleição de 2018.

Do total arrecadado por Lucas, R$ 1 milhão foi destinado pelo fundo de campanha do PL. O restante corresponde a doações de campanha. 

Dione Hashioka também retorna à disputa pela Alems após já ter exercido dois mandatos como deputada estadual. Em janeiro de 2023, reassumiu uma cadeira na Assembleia após a saída de Barbosinha, que deixou o Legislativo para assumir o cargo de vice-governador de Mato Grosso do Sul.

Dos recursos declarados por Dione, R$ 1,063 milhão é proveniente do fundo de campanha destinado pelo União Brasil.

Terceira colocada no levantamento, Gleice Jane foi eleita como primeira suplente do PT e assumiu uma cadeira na Assembleia em 2023, após o falecimento do deputado estadual Amarildo Cruz.

No caso de Gleice, R$ 1,035 milhão da arrecadação declarada é oriundo do fundo partidário destinado à campanha.

Barbara Resende, quarta colocada entre as maiores arrecadações, é filha do deputado federal Geraldo Resende. Os dois se filiaram ao União Brasil em março deste ano, após deixarem o PSDB. Assim como a filha, Geraldo Resende compõe o top-3 dos candidatos a deputado federal que mais receberam verba para utilizar na campanha deste ano. 

Ao todo, foram registradas 253 candidaturas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Desse total, 31 candidatos disputam a eleição sem qualquer valor arrecadado, enquanto outros 104 declararam até R$ 50 mil em recursos para a campanha.

Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1.270.629,01, conforme o limite informado para o cargo. O prazo para a realização da votação é 4 de outubro.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 17:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Única mulher candidata à presidência quer dobrar salário mínimo e escala 4x3]]></title>
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				<description><![CDATA[Sendo a única mulher candidata à presidência nas Eleições 2026, Samara Martins é cirurgiã-dentista e trabalhadora do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte e, entre outros pontos do programa de governo da candidata do partido Unidade Popular (UP), quer lutar para dobrar o salário mínimo e instituir a escala 4x3. 

Sob o título Unidade Popular pelo Socialismo, o programa de governo da candidata apresenta explicitamente um projeto de transformação estrutural do modelo econômico e político brasileiro. O objetivo declarado no documento é superar as desigualdades do capitalismo e construir uma sociedade socialista.

Partido criado em 2016 e identificado com o campo da esquerda radical, a UP disputa a Presidência da República em 2026 com uma candidatura formada exclusivamente por mulheres.

Cabeça da chapa, Samara, 38 anos, foi candidata a vice-presidente pela legenda em 2022, com Leonardo Péricles, atual presidente do partido. A candidata a vice é Raquel Brício, 34 anos, guarda portuária e dirigente sindical no Pará, que já disputou eleições para deputada estadual e para a prefeitura de Belém.

"O Brasil é um dos países mais ricos do mundo, mas o povo vive na pobreza. Essa desigualdade não é natural. Ela resulta de um modelo econômico que coloca os interesses dos capitalistas acima das necessidades populares", diz o programa, que faz um diagnóstico extremamente crítico da economia de mercado e propõe medidas radicais para modificar o sistema em vigor.

"Defendemos que saúde, educação, água, energia, saneamento, moradia, transporte, cultura e comunicação sejam direitos, e não mercadorias. Defendemos o fim da escala 6x1, a redução da jornada com aumento salarial, a elevação em 100% do salário mínimo, a reindustrialização, a reforma agrária, a soberania nacional, o fortalecimento da ciência e a recuperação do controle público dos setores estratégicos", prossegue o texto.

Salário e emprego

A UP também promete enfrentar "todas as formas de exploração", como racismo, machismo, LGBTfobia, capacitismo e opressão, bem como assegurar territórios e proteção de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

O programa de governo da UP, que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem 67 páginas e está organizado em 18 eixos temáticos. No tema de trabalho e salário, por exemplo, o partido propõe dobrar o valor atual do salário mínimo de forma imediata, o que significaria um acréscimo exato de R$ 1.621, fazendo o novo valor totalizar R$ 3.242.

Também defende o fim da escala 6x1 e o estabelecimento da escala 4x3 para todos os trabalhadores do país, além de garantia de emprego para todas as pessoas adultas capazes de trabalhar.

Economia

Na área econômica, o programa propõe a suspensão imediata do pagamento da dívida pública e realização de auditoria cidadã. A UP afirma que os recursos liberados seriam redirecionados para políticas sociais e estima em cerca de R$ 2 trilhões o montante que poderia ser deslocado do serviço da dívida.

O partido também se compromete com a nacionalização dos bancos e estatização do sistema financeiro, com fusão das instituições bancárias sob controle estatal e gestão dos trabalhadores. Propõe ainda o fim da autonomia do Banco Central (BC), submetendo as políticas monetária e cambial às diretrizes do governo ao que o programa denomina desenvolvimento social.

O programa da UP ainda prevê reestatização de empresas privatizadas, citando expressamente Eletrobras e a Petrobras, que passariam a ter controle 100% estatal, e retomada de empresas como Vale, companhias que controlam ferrovias, e empresas de saneamento e telecomunicações.

O programa também propõe monopólio público em geração de energia, mineração, produção e distribuição de combustíveis e indústria de defesa.

O texto também estabelece o fim de novas privatizações e dos leilões de petróleo e revisão e eventual revogação das concessões privadas de portos, aeroportos e rodovias.

No transporte urbano, prevê estatização das frotas, criação de empresas públicas e reestatização de linhas privatizadas de metrô e trem, incluindo o fortalecimento da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa pública federal que administra linhas férreas em diferentes estados.

Na parte tributária, a UP propõe isenção do Imposto de Renda para trabalhadores, retirada de impostos sobre itens da cesta básica e produtos essenciais e instituição de tributação progressiva sobre grandes fortunas, lucros, dividendos e heranças de bilionários. Também propõe mudanças nos impostos ICMS/IVA, com redução de alíquotas e isenções para determinados produtos.

Direitos humanos

A candidatura de Samara Martins cita ainda propostas de criminalização da misoginia, ampliação da rede de atendimento às mulheres, igualdade salarial com homens, rede pública de cuidados e descriminalização e legalização do aborto.

Para a população negra, o plano de governo fala em ampliação das ações afirmativas e titulação de territórios quilombolas. A demarcação e a titulação de terras indígenas também são pontos abordados no programa. O documento propõe também realização de ampla reforma agrária e "nacionalização da terra".

O programa cita reforma urbana, com produção pública de moradias, urbanização de favelas, regularização fundiária, utilização de imóveis públicos ociosos e desapropriação de propriedades que não cumpram função social.

Segurança pública e Justiça

Na área de segurança, o programa da UP prevê desmilitarização das polícias, reorganização das carreiras policiais e mudança do modelo de segurança.

O Poder Judiciário passaria a ter eleição direta de juízes e tribunais superiores, com o fim dos chamados "penduricalhos" que aumentam os salários muito acima do teto constitucional. O plano também defende o fortalecimento da Justiça do Trabalho e reforma do sistema penitenciário.

Cultura e comunicação
No setor de comunicações, o programa prevê o que chama de "estatização dos monopólios de TV e rádio" e apoio à imprensa comunitária e alternativa. Já as políticas culturais teriam como prioridade o incentivo à cultura popular e uma proposta de nacionalização de grandes gravadoras e produtoras cinematográficas.

 

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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 13:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Justiça Eleitoral dá 24h para candidata do PL-MS suspender panfleto 'você decide']]></title>
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				<description><![CDATA[Por determinação da Justiça Eleitoral, a candidata a deputada estadual pelo Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul, Viviane Moura de Azevedo "Vivi" Tobias tem agora o prazo de 24 horas para suspender a veiculação de um de seus materiais de campanha intitulado "Você decide". 

Sob pena de multa diária de mil reais, essa determinação judicial frisa que Vivi Tobias precisa se abster, de imediato,  no prazo de 24 horas a contar da intimação: "de distribuir, veicular, reproduzir ou divulgar, por
qualquer meio, o material de campanha impugnado (peça “VOCÊ DECIDE”)". Por ora, a pena máxima fica estipulada ao limite de R$10.000,00. 

Através das redes sociais, o também candidato a deputado estadual, nesse caso pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no MS, Tiago Resende Botelho, responsável por ajuizar a representação por propaganda eleitoral irregular comemorou a decisão emanada através do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, pelo juiz Fernando Bonfim Duque Estrada. 

"Virei o terror dos candidatos bolsonaristas de MS&#39;. Acabei de ganhar uma liminar contra a desquerida, aquela candidata que falou que eu sou o candidato dançarino, prefiro ser isso do que &#39;candidata mentirosa&#39; que fica espalhando material para enganar a população de MS. Aqui ela se declara ‘voz da família mentirosa’, que é o que a senhora é, inclusive a Justiça concordou comigo", diz Tiago Botelho. 

"Você decide" 

Como é possível observar, o verso do folhetim estaria dividido ao meio, com um lado em amarelo com a bandeira do Brasil e outro em vermelho que mistura o popular símbolo do comunismo e do socialismo, que em tese representa a união entre os trabalhadores rurais e os operários urbanos, com uma estrela no entorno. 

Reprodução

Claramente traçando uma divisão, com características que seriam referentes a cada um dos lados, o material vincula um lado a vida e o outro ao aborto, enquanto os "patriotas" por essa campanha eleitoral pediriam por bandidos presos e povo armado, os "comunistas" estariam supostamente defendendo os criminosos soltos e a população desarmada. 

Além disso, enquanto os "patriotas" supostamente defendem os valores cristãos, liberdade e "agro forte", aparentemente a reivindicação dos "comunistas" seria a defesa da ideologia de gênero censura e o "Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) forte".

Por fim, os lados ainda se dividiram entre menos e mais impostos; a favor da polícia e do Primeiro Comando da Capital (PCC), e pela ordem e progresso enquanto o outro seria ligado ao narcotráfico.  

Decisão 

Conforme consta em relatório, mesmo tratando-se de fato sabidamente inverídico, o material seria capaz de induzir o eleitor a erro e com potencial de comprometer a igualdade da disputa. 

É dito que a propaganda eleitoral é "expressão da liberdade de manifestação e instrumento legítimo do debate democrático", por isso admite-se crítica política, ainda que dura, quando essa se apoia em fatos verdadeiros. 

"A representada, contudo, não se limitou a criticar. No verso do material, ela construiu um quadro comparativo que atribui ao adversário um programa que este não possui, associando-o de forma direta a organizações e práticas criminosas, com expressões como “A FAVOR DO PCC”, “NARCOTRÁFICO” e “BANDIDO SOLTO”", cita  trecho da decisão. 

Segundo o juiz relator, o material ultrapassa os limites da crítica e ingressa no campo da desinformação eleitoral ao vincular o adversário ao crime organizado, sem que haja qualquer "lastro fático", induzindo o eleitor ao erro além de ferir a igualdade de condições entre os adversários políticos. 

Também fica exposto o perigo ao dano, uma vez que uma tiragem cinco mil unidades teriam sido impressas para circular em pleno período de campanha às vésperas do pleito, com efeitos diários que não seriam desfeitos após a votação, uma vez que a vontade do eleitor já estaria contaminada de modo irreversível. 

A decisão faz questão de frisar que não há ônus desproporcional para Vivi, sem afetar a candidatura, suspendendo apenas a divulgação de uma peça específica, mantendo válido outros materiais lícitos de campanha.

Com multa estipulada em mil reais diários em caso de descumprimento, por ora, a pena máxima fica estipulada ao limite de R$10.000,00. 

 

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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 09:35:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Tereza entra na campanha e reforça apoio à candidatura de Santullo à Assembleia Legislativa]]></title>
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				<description><![CDATA[A senadora Tereza Cristina (PP) decidiu colocar o próprio nome no centro da campanha de Marco Aurélio Santullo, candidato a deputado estadual pelo PP. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela aparece ao lado do ex-assessor, destaca o trabalho realizado pelos dois nos últimos anos e pede voto diretamente para “Santullo da Tereza”, nome adotado por ele nas urnas.

A estratégia vai além de uma declaração convencional de apoio. Santullo incorporou o nome da senadora à própria identidade eleitoral e tenta transformar a parceria construída nos bastidores da articulação política e da liberação de recursos federais em um dos principais ativos de sua candidatura à Assembleia Legislativa.

“Nos últimos dois anos, eu e o Santullo, que é um municipalista nato, trabalhamos duro. Me auxiliou a garantir muitas emendas para vários municípios do nosso Estado”, afirmou Tereza Cristina.

Segundo a senadora, os recursos foram destinados a áreas como saúde, educação, assistência social, infraestrutura e agricultura familiar. Ela ressaltou que as demandas foram apresentadas por prefeitos, vereadores e lideranças municipais.

“Cada uma dessas demandas foi levantada de perto, junto com o prefeito, vereadores e lideranças. Não é sobre número, é sobre gente sendo atendida”, declarou.

Santullo reforça justamente a ligação com os municípios como um dos pilares da campanha. Ele afirma ter percorrido as cidades sul-mato-grossenses durante a atuação como assessor da senadora, mantendo contato direto com prefeitos, vereadores e representantes políticos locais.

“Como assessor, fui a cada município e continuo andando o Estado todo, vendo de perto o que precisa ser feito. Meu dever é trazer para a senadora todos os pleitos de todos os municípios do Estado”, disse.

No vídeo, Tereza e Santullo apresentam a candidatura à Assembleia como uma continuidade dessa atuação conjunta. “Essa parceria já provou que funciona”, afirmou o candidato. A senadora respondeu que o trabalho poderia avançar ainda mais com Santullo ocupando uma cadeira no Legislativo estadual.

Ao final da gravação, Tereza faz o pedido de voto de forma direta: “Para deputado estadual, Santullo da Tereza, onze mil. Tamo juntos”.

O apoio explícito reforça a tentativa de Santullo de se apresentar ao eleitor como um nome diretamente ligado à senadora. Além de utilizar “Santullo da Tereza” nas urnas, o candidato tem concentrado sua comunicação eleitoral na experiência acumulada ao lado da parlamentar e no relacionamento desenvolvido com gestores municipais.

Em suas redes sociais, ele afirma conhecer os 79 municípios de Mato Grosso do Sul e diz ter participado de reuniões com prefeitos, vereadores e lideranças para identificar necessidades nas áreas de estradas, saúde, educação e infraestrutura.

Santullo também apresenta como credencial uma trajetória de 44 anos no serviço público. Segundo o candidato, boa parte desse período foi dedicada à articulação para fazer recursos federais chegarem aos municípios. Agora, a campanha procura converter essa experiência de bastidor e a ligação com uma das principais lideranças do PP no Estado em votos para a Assembleia Legislativa. 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 10:41:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Promessa de Catan de entregar celular a 190 mil alunos custa R$ 2,28 bilhões]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/promessa-de-catan-de-entregar-celular-a-190-mil-alunos-custa-r-228/472960/</link>
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				<description><![CDATA[Candidato a governador pelo Novo, o deputado estadual João Henrique Catan prometeu distribuir celulares de última geração aos estudantes da rede estadual de ensino caso seja eleito. 

A proposta foi apresentada durante o Frente a Frente, rodada de entrevistas promovida por Correio do Estado, Campo Grande News, SBT MS, TV Guanandi, JD1 Notícias e A Crítica com os candidatos ao governo do Estado.


“Nós vamos levar a tecnologia para dentro da escola. Eu vou colocar computador, vou colocar celular de última geração na mão dos estudantes”, afirmou Catan durante a sabatina.


A promessa surgiu após o candidato criticar a estrutura das unidades estaduais e dizer que escolas ainda enfrentam problemas básicos, como falta de computadores e dificuldades até mesmo para manter aparelhos de ar-condicionado funcionando.

A dimensão financeira da proposta, porém, dependeria diretamente do modelo escolhido e das condições de uma eventual compra pública. Afinal, a Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul começou este ano letivo com cerca de 190 mil estudantes, distribuídos por 352 escolas nos 79 municípios, segundo a Secretaria de Estado de Educação (SED).

Catan não especificou durante a entrevista qual aparelho considera “de última geração”, nem apresentou uma estimativa do custo do programa. Porém, apenas como referência de mercado, o iPhone 18 Pro, lançado pela Apple neste mês, parte de R$ 11.999 no Brasil e, se um aparelho desse valor fosse adquirido para cada um dos cerca de 190 mil estudantes, a conta chegaria a aproximadamente R$ 2,28 bilhões.

Outro ponto que precisaria ser considerado na implementação da proposta são as regras atualmente existentes para o uso de celulares nas escolas. Desde janeiro de 2025, a Lei Federal nº 15.100 proíbe o uso, pelos estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante as aulas, recreios e intervalos em escolas públicas e privadas de educação básica. 

A legislação, entretanto, permite a utilização em sala de aula para finalidades estritamente pedagógicas ou didáticas, sob orientação dos profissionais de educação, além de prever exceções relacionadas à acessibilidade, inclusão, saúde e garantia de direitos fundamentais.

Em Mato Grosso do Sul, a Resolução/SED nº 4.388, de 5 de fevereiro de 2025, regulamentou a restrição especificamente nas unidades da Rede Estadual de Ensino. Dessa forma, uma eventual distribuição de smartphones pelo governo teria de ser acompanhada da definição das regras de utilização dos equipamentos nas escolas e de sua finalidade pedagógica.

SAÚDE

Na Saúde, Catan propôs uma tabela estadual do SUS, com repasses aos hospitais baseados em produtividade, número de leitos e especialistas. Para zerar em 12 meses as filas de consultas, exames e cirurgias, defendeu contratar a rede privada em horários ociosos, inclusive de madrugada. “Eu prefiro que uma pessoa que esteja passando por dificuldade faça na madrugada, mas resolva com um custo menor para o Estado”, disse.

Na Economia, prometeu reduzir impostos, rever incentivos fiscais e reformular o Fundersul e a pauta fiscal do ICMS. “Nós vamos acabar com o imposto garantido e com a pauta fiscal realizada com o intuito de apenas arrecadar”, afirmou.

Catan também defendeu maior transparência nas renúncias fiscais e mais incentivos para pequenos e médios produtores. Na área ambiental, propôs ampliar o pagamento por serviços ambientais aos proprietários que preservarem áreas. “Aquele que preserva vai receber por estar preservando”, disse. Ao relacionar a pecuária à prevenção de incêndios, afirmou que “o boi é o bombeiro do Pantanal”.

Em Segurança Pública, prometeu valorização das forças policiais, aumento do auxílio-alimentação e investimentos em tecnologia e investigação, além de ampliar a estrutura das polícias na fronteira com Paraguai e Bolívia para o combate ao crime organizado.

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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Zambelli contrata novo advogado para contestar extradição e condenações no STF]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/zambelli-contrata-novo-advogado-para-contestar-extradicao-e/472948/</link>
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				<description><![CDATA[A ex-deputada federal Carla Zambelli contratou o advogado brasileiro Eduardo Maurício para reforçar sua defesa e contestar as condenações impostas a ela pela Justiça brasileira. O novo advogado passou a atuar no caso na quinta-feira, 17, e trabalhará em conjunto com o italiano Pieremilio Sammarco em medidas relacionadas aos processos e ao pedido de extradição de Zambelli.

Em nota, Maurício afirmou que pretende adotar medidas processuais para tentar anular as duas condenações. Segundo o advogado, as decisões seriam resultado de "perseguição política" e teriam sido tomadas em processos nos quais, na avaliação da defesa, não foram respeitados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a busca pela verdade dos fatos.

A defesa também pretende contestar o segundo pedido de extradição feito pelo Brasil à Itália. De acordo com Maurício, a estratégia inclui questionar a imparcialidade dos julgadores envolvidos nos processos, citando os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

"Estão sendo tomadas as medidas processuais para afastar a segunda extradição requerida pelo Brasil à Itália, justamente pelo fato dos julgadores serem os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, ambos envolvidos em polêmicas no STF ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro", afirmou o advogado em nota.

Maurício declarou ainda que, na avaliação da defesa, não haveria garantia de um julgamento justo e imparcial caso Zambelli seja entregue ao Brasil. O advogado afirmou que entregar Zambelli ao Brasil seria o mesmo que "condená-la à morte".

Em 2025, Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes

A ex-deputada também recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. O caso ocorreu no segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu, com uma arma em punho, o jornalista Luan Araújo pelas ruas da região dos Jardins, em São Paulo.

A situação de Zambelli na Itália

Carla Zambelli está solta desde maio, após permanecer presa na Itália em meio ao processo de extradição para o Brasil. A Justiça italiana havia autorizado, em março deste ano, o envio da ex-deputada ao País para que ela respondesse às condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

O processo de extradição, porém, não foi concluído. A instância máxima do Judiciário italiano anulou, em duas ocasiões, as decisões que autorizavam a extradição, o que resultou na soltura de Zambelli. O Brasil voltou a pedir a extradição da ex-deputada, mantendo em aberto o processo para que ela seja enviada ao País e cumpra as penas determinadas pelo STF.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Herdeira do Itaú está entre as doadoras da campanha de Soraya Thronicke]]></title>
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				<description><![CDATA[A escritora e herdeira do Bnaco Itaú, Beatriz Sawaya Botelho Bracher, destinou R$ 65 mil para a campanha à reeleição da senadora Soraya Thronicke em Mato Grosso do Sul. 

Beatriz é filha de Fernão Bracher, fundador do banco BBA — instituição financeira que posteriormente foi vendida ao banco Itaú. Além de autora de livros premiados, a escritora tem forte ligação com causas culturais e atua como conselheira do Instituto Acaia, entidade sem fins lucrativos dedicada à educação. No pleito deste ano, a doadora passou a integrar o grupo dos maiores doadores das eleições, figurando entre os 20 principais nomes do país entre os dias 2 e 3 de setembro.

Apoio estratégico a candidaturas femininas

O repasse de R$ 65 mil a Soraya Thronicke faz parte de uma estratégia focada no financiamento de candidaturas femininas para os cargos de senadora e deputada federal. Ao todo, Beatriz direcionou R$ 905 mil exclusivamente para campanhas de mulheres, somando R$ 1 milhão em doações totais apuradas para a campanha deste ano.

A maior contribuição individual do ciclo foi concedida a Marina Silva (ex-ministra de Lula), que recebeu R$ 150 mil para sua candidatura ao Senado por São Paulo. 

Na sequência dos repasses para a mesma Casa Legislativa, figuram Áurea Carolina (MG), com R$ 140 mil, e Manuela D’Ávila (RS), contemplada com R$ 80 mil. 

Já para a Câmara dos Deputados, a escritora ajudou a financiar as candidaturas paulistas de Marina Helou e Tabata Amaral, repassando R$ 60 mil para cada uma.
]]></description>
				
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:09:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Verruck recebe R$ 678 mil do mercado financeiro e elite do agro em doações]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/elite-do-agronegocio-e-mercado-financeiro-investem-campanha-verruck-ms/472941/</link>
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				<description><![CDATA[A candidatura de Jaime Verruck (Republicanos) ganhou forte arrancada financeira, impulsionada diretamente pelo PIB do agronegócio de Mato Grosso do Sul e de outros estados brasileiros, com grandes nomes do setor produtivo na lista.

Ao somar os aportes financeiros catalogados vindos de usineiros (setor sucroenergético), da pecuária de seleção, da agroindústria e de formuladores de políticas públicas, os investimentos diretos de pessoas físicas atingem o montante de R$ 678.282,42, dos quais R$ 454.282,42 vêm especificamente de empresários e produtores rurais de destaque.

Quando analisada a receita total informada nos dados oficiais do sistema DivulgaCand, a campanha registra um montante em que o maior repasse individual de origem partidária é o da Direção Estadual do Republicanos em Mato Grosso do Sul, com R$ 230.000,00. Ao todo, Verruck arrecadou até agora R$ 2 milhões.

O apoio massivo da elite do agronegócio indica que, caso seja eleito, Verruck tem tudo para ser um dos líderes da bancada ruralista no Congresso na próxima legislatura. Ele é ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, tendo sido o titular da Semadesc na gestão do governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição.

Doadores

A estrutura de doações de pessoas físicas revela um alinhamento estratégico com segmentos decisivos da economia regional e nacional. O setor sucroenergético aparece em posição de destaque com a doação de R$ 75.000,00 feita por Luca Giobbi, proprietário da Usina Sonora, no norte de Mato Grosso do Sul, além das contribuições individuais de R$ 37.500,00 realizadas por quatro integrantes da família Garms (Carlos Ubiratan, Evandro Cesar, Marcos Fernando e Yara Garms Cavlak), grupo tradicional da agroindústria e da Usina Cocal.

Entre os grandes nomes do empresariado nacional que aportaram recursos na campanha de Jaime Verruck, destaca-se Jayme Brasil Garfinkel, responsável por uma doação de R$ 50 mil. Ex-presidente e figura central na trajetória da Porto Seguro Seguros, ele é um dos empresários e executivos de maior prestígio no mercado corporativo brasileiro, amplamente reconhecido como a principal liderança na consolidação e modernização do setor de seguros no país.

Guilherme Afonso Cesca, responsável por um aporte de R$ 50 mil ao projeto eleitoral de Jaime Verruck, é produtor rural (suinocultor) na região de Dourados e, em Videira (SC), tem, junto com seu irmão, uma fábrica de implementos para o setor florestal, como, por exemplo, carrocerias para transportar toras de eucalipto.

O segmento conta ainda com o respaldo institucional de executivos como Luiz Roberto Kaysel Cruz, diretor-superintendente do Grupo Pedra Agroindustrial, que doou aproximadamente R$ 12 mil.

Na pecuária de elite e no melhoramento genético, sobressai o apoio de Eduardo “Duda” Biagi, fundador da Carpa Serrana e ex-presidente da ABCZ, acompanhado por Pedro Biagi Neto. Já no campo das políticas públicas e da diplomacia agrícola, a candidatura conta com o aporte de Pedro de Camargo Neto, ex-secretário do Ministério da Agricultura e estrategista histórico do Brasil na OMC.

Além dos grandes conglomerados nacionais e lideranças do setor de insumos e energia, a base de sustentação financeira de Jaime Verruck inclui produtores rurais e empresários com forte atuação no interior de Mato Grosso do Sul. Destacam-se os investimentos de R$ 30.000,00 de José Anderson dos Santos, o “Giló”, referência na agropecuária e suinocultura de precisão na região de Dourados e Glória de Dourados.

Usina Laguna, Bolsonaro e assédio eleitoral

O expressivo volume de capital privado atraído pela candidatura expõe conexões com figuras de destaque e episódios controversos do empresariado agroindustrial. Entre os doadores de maior peso financeiro está o empresário Romildo Carvalho Cunha, que injetou R$ 44 mil na campanha de Verruck. Sócio da Usina Laguna e detentor do CPF que realizou a maior doação individual entre os proprietários do grupo, Romildo figurou entre os 350 maiores doadores eleitorais do país em 2022.

Naquele pleito, os sócios e a família proprietária da Usina Laguna repassaram R$ 588 mil — mais de meio milhão de reais — para a campanha de Jair Bolsonaro, além de destinar R$ 168 mil para a candidatura de Eduardo Riedel ao governo de Mato Grosso do Sul.

A atuação política da Usina Laguna nas eleições de 2022, contudo, foi centro de um dos casos mais graves de assédio eleitoral investigados no estado. A empresa, produtora de cana-de-açúcar sediada no sudeste sul-mato-grossense e empregadora de cerca de 600 trabalhadores em uma região de alta dependência econômica, virou alvo do Ministério Público do Trabalho (MPT) após denúncias de uma ação coordenada de supervisores para coagir empregados a votar no candidato apoiado pelos patrões.

Gravações obtidas durante as apurações flagraram chefias ordenando explicitamente que funcionários apoiassem a opção política dos proprietários sob ameaça de demissão. As intimidações se concretizaram com o desligamento de trabalhadores que se recusaram a ceder à pressão política e mantiveram suas posições.

A empresa também chegou a utilizar caminhões da própria frota adesivados em carreatas pró-Bolsonaro e a financiar cerveja para os funcionários após as manifestações.

Relação dos doadores e apoiadores catalogados:


	Direção Estadual do Republicanos em Mato Grosso do Sul: partido político, repasse de R$ 230.000,00.
	Luca Giobbi: empresário e proprietário da Usina Sonora, doação de R$ 75.000,00.
	Guilherme Afonso Cesca: produtor rural (suinocultor) e dono de fábrica de implementos para o setor florestal, doação de R$ 50.000,00.
	Jayme Brasil Garfinkel: empresário e investidor, CEO da Porto Seguro Seguros, doação de R$ 50.000,00.
	Romildo Carvalho Cunha: empresário e investidor da Usina Laguna, doação de R$ 44.000,00.
	Felipe Augusto Rosa Targino: empresário e investidor, doação de R$ 40.000,00.
	Giovane Barroti: empresário e investidor, doação de R$ 40.000,00.
	Carlos Ubiratan Garms: empresário integrante de família tradicional da agroindústria e do setor sucroenergético, doação de R$ 37.500,00.
	Evandro Cesar Garms: empresário integrante de família tradicional da agroindústria e do setor sucroenergético, doação de R$ 37.500,00.
	Marcos Fernando Garms: empresário integrante de família tradicional da agroindústria e do setor sucroenergético, doação de R$ 37.500,00.
	Yara Garms Cavlak: empresária integrante de família tradicional da agroindústria e do setor sucroenergético, doação de R$ 37.500,00.
	Carlos Alberto Baldasso: empresário e investidor do setor agroindustrial, doação de R$ 30.000,00.
	Celso Philippi Junior: empresário e investidor do setor agroindustrial, doação de R$ 30.000,00.
	Everaldo Luiz Endrigo: empresário e sócio-administrador na indústria de bebidas (cervejaria em Campo Grande) e representação comercial em MS, doação de R$ 30.000,00.
	Fredi Soerger: empresário e investidor do setor agroindustrial, doação de R$ 30.000,00.
	José Anderson dos Santos (Giló): empresário e produtor rural com destaque na agropecuária e suinocultura de precisão em Dourados e Glória de Dourados, doação de R$ 30.000,00.
	Pedro de Camargo Neto: engenheiro, produtor rural, ex-secretário do Ministério da Agricultura, ex-presidente da SRB e da ABIPECS e consultor em diplomacia agrícola, doação de R$ 25.000,00.
	Sebastião Geraldo Pellim: produtor rural e comerciante com presença em Glória de Dourados (MS) e São Paulo, doação de R$ 20.000,00.
	Eduardo Cavazzini: produtor rural e empresário do agronegócio em Mato Grosso do Sul, doação de R$ 15.000,00.
	Luiz Roberto Kaysel Cruz: executivo, engenheiro mecânico e diretor-superintendente do Grupo Pedra Agroindustrial (sem valor especificado na lista individual), doação de R$ 12.062,33.
	Eduardo “Duda” Biagi: pecuarista, fundador da Carpa Serrana (referência em melhoramento genético Nelore) e ex-presidente da ABCZ e da ACNB, doação de R$ 12.948,00.
	Pedro Biagi Neto: apoiador e produtor ligado ao setor agropecuário, doação de R$ 6.334,42.


Fonte: DivulgaCand
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 17:11:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[CNJ determina retorno imediato de Alexandre Bastos ao TJMS por 8 votos a 5]]></title>
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				<description><![CDATA[O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, nesta sexta-feira (18), o retorno imediato do desembargador Alexandre Aguiar Bastos ao exercício de suas funções jurisdicionais e administrativas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). 

A decisão foi tomada por maioria, com placar de 8 votos a 5 pela derrubada do afastamento cautelar. Bastos estava afastado do Tribunal desde 24 de outubro de 2024, quando foi alvo de medida cautelar relacionada à Operação Ultima Ratio. Com a decisão desta sexta-feira, chega ao fim um período de quase 23 meses longe das funções jurisdicionais e administrativas.

Ao proclamar o resultado do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) nº 0000093-79.2026.2.00.0000, o Conselho decidiu ainda, desta vez por unanimidade, prorrogar por mais 140 dias a instrução do procedimento instaurado contra o magistrado.

Na prática, Alexandre Bastos poderá voltar às atividades no TJMS enquanto o processo disciplinar continua em tramitação. O afastamento cautelar, portanto, deixa de ser mantido durante essa nova etapa da investigação.
“Por maioria, [o Conselho decidiu] determinar o imediato restabelecimento do exercício das funções jurisdicionais e administrativas ao requerido”, registra a proclamação oficial do julgamento realizado no Plenário Virtual do CNJ.

Prevaleceu o entendimento apresentado originalmente pelo então relator do caso, conselheiro João Paulo Schoucair. Ele havia considerado necessária a continuidade das investigações por mais 140 dias, mas avaliou que não havia necessidade de manter Alexandre Bastos afastado enquanto prosseguisse a apuração.

Votaram contra o retorno e pela manutenção do afastamento cautelar os conselheiros Edson Fachin, Daiane Nogueira de Lira, Kátia Magalhães Arruda, Rodrigo Badaró e Andréa Cunha Esmeraldo.

O CNJ destacou ainda que Daiane Nogueira de Lira mudou a posição adotada anteriormente. Na proclamação, o Conselho registra que a conselheira “refluiu de seu voto proferido em sessão anterior” e passou a acompanhar a corrente favorável à manutenção do afastamento.

A conselheira Jaceguara Dantas declarou impedimento e não participou da votação. Já Ulisses Rabaneda não votou em razão de ausência justificada. O julgamento foi presidido pelo ministro Edson Fachin.

Embora tenha sido vencido no ponto referente ao afastamento, Fachin acompanhou a decisão unânime de estender por mais 140 dias a instrução do processo administrativo.

Operação Ultima Ratio

O afastamento de Alexandre Bastos teve origem na Operação Ultima Ratio, deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2024, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A investigação apurou suspeitas de envolvimento de integrantes do Judiciário de Mato Grosso do Sul em um esquema de venda de decisões judiciais.

Bastos esteve entre os magistrados investigados na operação. Posteriormente, em dezembro de 2025, o próprio CNJ decidiu abrir processo administrativo disciplinar contra ele e contra o desembargador Vladimir Abreu da Silva, mantendo naquele momento o afastamento cautelar dos dois. O Conselho informou à época que ambos haviam sido investigados na Ultima Ratio e integravam a 4ª Câmara Cível do TJMS, cujos integrantes foram alcançados pelas apurações.

Agora, a decisão tomada no Plenário Virtual modifica especificamente a situação cautelar de Alexandre Bastos. O CNJ entendeu que a investigação administrativa deve continuar, mas sem que o desembargador permaneça afastado de suas funções.

Com a proclamação do resultado, não se trata mais apenas de uma maioria formada durante o julgamento. O Conselho formalizou expressamente a determinação para o “imediato restabelecimento” de Alexandre Bastos às funções no Tribunal.

O PAD, contudo, não foi encerrado. A decisão mantém aberta a apuração disciplinar e concede mais 140 dias para a continuidade da instrução, período em que poderão ser realizadas novas diligências e demais atos necessários para a conclusão do procedimento.

Com isso, caberá agora ao TJMS cumprir a determinação do CNJ para que Alexandre Bastos reassuma suas atividades, enquanto a apuração administrativa sobre sua conduta segue em andamento.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 16:10:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Candidatos não poderão ser presos a partir deste sábado]]></title>
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				<description><![CDATA[Candidatas e candidatos que disputam as eleições 2026 não poderão ser presos ou detidos a partir deste sábado (19).

A medida é prevista pelo Código Eleitoral, para os 15 dias que antecedem o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Ela valerá até 48 horas após o encerramento da votação.

Durante o período de vigência da regra, prisões ou detenções só poderão ocorrer em casos de flagrante delito. A garantia alcança todos os candidatos registrados para a disputa eleitoral.

De acordo com o calendário aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os eleitores irão às urnas em 4 de outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 15:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Pix terá novas regras para fraudes, cobrança híbrida e contas-salário]]></title>
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				<description><![CDATA[O Banco Central anunciou mudanças no regulamento do Pix para ampliar funcionalidades, reforçar a segurança e aperfeiçoar a participação de instituições no sistema. Entre as principais novidades, está a autorização para que o Pix Automático seja usado em contas-salário a partir de julho de 2027.

O BC também regulamentou a chamada cobrança híbrida, que reúne boleto e QR Code do Pix no mesmo documento. A finalidade é evitar pagamentos indevidos ou em duplicidade. As regras passam a valer em fevereiro do ano que vem.

A regulamentação prevê também a possibilidade de dispensar a participação obrigatória de instituições com mais de 500 mil contas ativas, quando o perfil de clientes ou o modelo de negócios não justificar o acesso à infraestrutura do Pix.

Suspensão, prazos e facilidades

Segundo o BC, algumas regras de adesão e de saída de participantes foram aperfeiçoadas, como:

previsão de suspensão imediata de instituições em liquidação extrajudicial;
ajustes de prazos para a saída ordenada em algumas situações.
Essa última diretriz refere-se, principalmente, a instituições que não comprovarem o atendimento dos limites mínimos de capital social e de patrimônio líquido.

De acordo com a autoridade monetária, esses mecanismos facilitarão a retirada de recursos pelos clientes dessas instituições. A penalidade de exclusão do Pix passará a ter efeito imediato, sem o prazo atual de 30 dias.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 14:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Delcídio promete rever incentivos e diz que ICMS afugenta investimentos em MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/delcidio-promete-rever-incentivos-e-diz-que-icms-afugenta/472899/</link>
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				<description><![CDATA[Durante a sabatina Frente a Frente – Eleições 2026, realizada pelo Correio do Estado, Campo Grande News, A Crítica, JD1 Notícias, SBT MS e TV Guanandi, o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), candidato a governador de Mato Grosso do Sul, afirmou que uma de suas primeiras medidas, caso seja eleito, será revisar a política de incentivos fiscais e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado no Estado. 

Para ele, a atual carga tributária estadual tem dificultado novos investimentos e precisa ser analisada de acordo com cada setor da economia. Questionado pelo Correio do Estado sobre qual seria sua primeira medida na área fiscal, Delcídio classificou a situação das contas estaduais como difícil e defendeu uma reestruturação administrativa. “Primeiro, nós estamos numa situação difícil, do ponto de vista fiscal, sem negar”, afirmou.

Segundo os números citados pelo candidato na entrevista, o Estado teria registrado deficit nominal de quase R$ 500 milhões no segundo bimestre e uma dívida próxima de R$ 10 bilhões. “A responsabilidade disso é da falta de medidas de ajuste pelo cenário apresentado”, pontuou.

Delcídio afirmou que o governo terá de racionalizar despesas, mas também buscar formas de aumentar a arrecadação por meio do crescimento da atividade econômica. “Não existe segredo para a gente ter recursos. Nós temos que racionalizar e fazer os cortes devidos onde esses cortes são necessários”, disse. 

Para o ex-senador, pequenos e médios empresários precisam receber mais atenção porque estão entre os principais responsáveis pela geração de empregos. Ao ser questionado sobre qual imposto efetivamente reduziria nos primeiros 100 dias de uma eventual gestão, Delcídio apontou o ICMS como prioridade. “Primeiro, a questão do ICMS e a política de incentivos”, respondeu. 

Ele afirmou que pretende fazer uma revisão dos benefícios concedidos a empresas, mas descartou romper acordos já celebrados. “Tem alguns incentivos que a gente precisa rever, respeitando o contrato. Eu não vou quebrar contrato nenhum”, afirmou.

Na avaliação do candidato, a discussão deverá ocorrer de forma diferenciada por atividade econômica. “O ICMS tem afugentado muitos investimentos em Mato Grosso do Sul e nós precisamos ver, por setor, como é que a gente ajusta esse novo desenho da carga tributária sul-mato-grossense”, declarou.

Delcídio também afirmou durante a sabatina que os incentivos fiscais concedidos pelo Estado representariam R$ 12 bilhões e cobrou contrapartidas das empresas beneficiadas. O candidato não detalhou na entrevista o período ou a metodologia utilizada para chegar ao montante. “A política de incentivos representa R$ 12 bilhões e a gente não está vendo nenhuma contrapartida”, disse.

Para o ex-senador, empresas instaladas com apoio do poder público deveriam contribuir mais diretamente com geração de empregos, qualificação profissional e com os impactos provocados pelo crescimento econômico sobre os serviços públicos.

Delcídio citou municípios que receberam grandes investimentos privados e questionou os reflexos dessas instalações sobre áreas como saúde, educação e segurança.

“Qual é a contrapartida para a saúde, para a educação, para a segurança pública? Vai ver como é que as cidades estão”, afirmou, sustentando que a falta de preparação de trabalhadores locais faz com que parte das vagas criadas pelos grandes empreendimentos seja ocupada por profissionais vindos de outros estados.

SAÚDE

A saúde foi outro dos principais alvos de Delcídio durante a entrevista. O candidato defendeu a regionalização dos serviços para reduzir a dependência de Campo Grande e criticou o modelo de parcerias adotado em parte da estrutura pública. “Até agora se fala em regionalização e não acontece”, afirmou. 

De acordo com Delcídio, a concentração de equipamentos em poucas cidades aumenta a pressão sobre hospitais da Capital. Perguntado pelo Correio do Estado sobre a situação da Santa Casa, ele afirmou que o País deveria criar uma legislação específica para financiar o atendimento em regiões de fronteira, considerando que unidades de Mato Grosso do Sul também recebem pacientes provenientes do Paraguai e da Bolívia.

O candidato disse ter visitado recentemente a Santa Casa e criticou a falta de equipamentos. “Eu estive lá agora, está faltando tomógrafo. Isso aí é do tempo da onça. Está faltando e ninguém faz nada. É um pequeno passo. Por que não fazer?”, declarou, sugerindo a instalação de placas solares no hospital para reduzir despesas com energia elétrica.

Outra proposta apresentada pelo candidato é ampliar o uso da tecnologia para organizar o SUS estadual, com teleatendimento, receitas a distância e cadastro único dos pacientes. Ao ser questionado sobre a redução das filas, Delcídio não estabeleceu uma meta de prazo, mas afirmou que a tecnologia poderia melhorar a regulação e acusou políticos, sem citar nomes ou apresentar casos específicos, de interferirem na ordem de atendimento. “Isso é simples, é seguir o rito e usar a tecnologia”, declarou.

SEGURANÇA

Na área da segurança pública, Delcídio defendeu integração entre Polícia Militar, Polícia Civil e forças federais, especialmente na faixa de fronteira, além do uso de drones, câmeras e centrais de inteligência. “Hoje o que vale é inteligência, segurança de inteligência”, afirmou. 

O candidato também manteve a proposta de adoção de câmeras corporais nos uniformes policiais, apesar de reconhecer que o tema enfrenta resistência em setores da categoria. Delcídio colocou a tecnologia no centro de outras propostas de governo, defendendo a criação de um polo tecnológico em Campo Grande.

Ele afirmou que Mato Grosso do Sul perde profissionais qualificados para centros como São Paulo,

Florianópolis e Curitiba por não oferecer um ambiente estruturado para inovação. “É muito bonito falar em tecnologia, mas você tem que ir fundo e botar gente competente para fazer”, declarou.

Ao fim da sabatina, Delcídio reconheceu que disputa a eleição por uma legenda de menor estrutura e disse que pretende contribuir com o próximo governo mesmo se não chegar ao segundo turno. “É um partido pequeno, um partido com poucos recursos, mas a gente tem muita coisa a debater”, afirmou.

“Não indo para o segundo turno, não tem problema. Eu quero ajudar quem chegar, porque acho que posso fazer muitas contribuições importantes para o meu Estado”, concluiu.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 07:55:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lula promete canetas emagrecedoras gratuitamente para pacientes com obesidade]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-promete-canetas-emagrecedoras-gratuitamente-para-pacientes-com/472888/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira, 17, durante agenda em Montes Claros (MG), que canetas emagrecedoras serão distribuídas gratuitamente para pacientes com obesidade. Lula, porém, não indicou quando a iniciativa passará a valer, nem mesmo se será neste ou em um eventual quarto mandato.

"Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, para as pessoas que tenham obesidade. Quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de se curar", disse o petista durante uma visita ao Complexo Industrial da Eurofarma.

Durante o discurso no Norte de Minas, Lula afirmou também que os minerais críticos e as terras raras serão um "passaporte para o futuro do povo brasileiro". Ao destacar a sanção da política nacional, feita nesta quarta-feira, 16, o presidente disse que o conselho especial montado na Presidência será feito para impedir que chineses e americanos dominem as matérias-primas brasileiras

"Acreditem, esse País não tem retorno, é daqui para frente. A gente vai fazer esse País se transformar, nos próximos 10 anos, em um País altamente desenvolvido. Chega de ficar olhando para Xangai, chega de ficar olhando para o Vale do Silício. Vamos olhar para nós", disse Lula.

Lula também relatou críticas sofridas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dizendo que ele é historicamente atacado pela iniciativa privada e pela imprensa. "Nunca levaram em conta quantas pessoas o SUS salvava, só anunciavam as pessoas que morriam para criar uma imagem negativa", declarou.

Lula agora vai se encaminhar para um comício ao lado do candidato dele ao governo de Minas, Patrus Ananias (PT), em Montes Claros. Também estarão presentes as candidatas ao Senado apoiadas por ele: Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL). 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Justiça manda Catan tirar vídeo do hospital do ar; candidatura corre risco]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/justica-manda-catan-tirar-video-do-ar-acao-preve-risco-de-cassacao/472890/</link>
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				<description><![CDATA[A Justiça Eleitoral determinou que o deputado estadual e candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, João Henrique Catan, retire das redes sociais um vídeo de campanha produzido com imagens captadas dentro do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.

A decisão atende a um pedido feito pela coligação Fazendo o Futuro Acontecer, que sustenta a candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel. A liminar foi proferida nesta quinta-feira (17) pela juíza auxiliar da propaganda Mariel Cavalin dos Santos, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

Catan e o candidato a vice-governador de sua chapa, Antonio João Coimbra Jacintho, terão 24 horas, contadas da intimação, para remover o vídeo e interromper eventual impulsionamento da publicação.

A magistrada também determinou que o conteúdo não seja republicado e estabeleceu multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

A ordem foi além. A Meta, responsável pelo Instagram, deverá tornar o vídeo indisponível no prazo de três horas após ser intimada. Catan e Jacintho terão cinco dias para apresentar defesa.

O caso pode ter consequências mais amplas que a retirada da publicação. Na ação, a coligação que apoia Riedel pede a condenação dos candidatos por conduta vedada e, entre as sanções requeridas, está a cassação do registro.

A decisão desta quinta-feira, porém, é apenas liminar: a Justiça deixou expresso que ainda não houve julgamento definitivo sobre a existência da irregularidade nem sobre eventual aplicação de sanções.

Por isso, embora a ação possa resultar em uma sanção capaz de atingir a candidatura caso seja julgada procedente e preenchidos os requisitos legais, Catan não perdeu a candidatura com a decisão desta quinta-feira.

Vídeo de oito minutos dentro do Hospital Regional

A ação foi proposta pela coligação Fazendo o Futuro Acontecer, liderada pelo atual governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição, contra Catan e Jacintho. Conforme a petição inicial, a publicação questionada tem aproximadamente 8 minutos e 16 segundos e mostra Catan percorrendo dependências do Hospital Regional, conversando com pacientes e funcionários e tratando das condições da unidade.

Segundo a representação, durante o vídeo aparece a identidade visual de campanha “Governador Catan, Vice Jacintho 30”, enquanto a legenda da publicação também contém mensagem eleitoral.

A acusação sustenta que Catan teria conseguido acesso a áreas internas do hospital por causa de sua condição de deputado estadual e, posteriormente, transformado as imagens obtidas durante a visita em propaganda de sua candidatura.

Em um dos trechos reproduzidos no processo, Catan afirma que pretende ajudar a solucionar problemas da saúde de Mato Grosso do Sul, comenta as condições encontradas no hospital e diz que seria possível “fazer diferente”.

A representação também transcreve a fala de uma mulher que afirma que o parlamentar estava no Hospital Regional para “fiscalizar”.

A coligação argumentou, a partir disso, que o parlamentar teria utilizado prerrogativas próprias do mandato para acessar espaços que não estariam disponíveis aos demais candidatos nas mesmas condições.

A acusação também apresentou à Justiça um requerimento que, segundo a petição, teria sido utilizado por Catan para fundamentar seu acesso a áreas restritas da unidade.

Justiça vê indícios de vantagem eleitoral

Ao analisar o pedido, a juíza fez uma distinção importante. A decisão não concluiu que Catan estava impedido de entrar no Hospital Regional para exercer sua função de fiscalização como deputado estadual.

Também afirmou que, nesta fase do processo, não existem elementos suficientes para dizer que a visita tenha sido originalmente planejada como ato de campanha. A controvérsia está no uso eleitoral posterior das imagens.

Segundo a magistrada, há elementos suficientes, nesta análise inicial, para considerar plausível a alegação de que imagens obtidas em áreas de um bem público, mediante acesso proporcionado ou facilitado pela condição funcional de Catan, foram posteriormente transformadas em material eleitoral.

A legislação eleitoral proíbe o uso de bens públicos em benefício de candidato, partido ou coligação quando a situação compromete a igualdade de oportunidades entre os concorrentes.

A própria decisão ressalta que gravar imagens em um espaço público não configura automaticamente uma conduta vedada. O ponto considerado relevante é se foram utilizadas dependências às quais os demais candidatos não teriam acesso em condições equivalentes.

No caso analisado, a magistrada destacou que o material mostra pacientes, leitos e funcionários e que o vídeo posteriormente divulgado recebeu elementos explícitos de campanha, incluindo a identificação da chapa de Catan.

Para a Justiça, a legitimidade de uma fiscalização parlamentar, por si só, não autorizaria transformar eventual vantagem de acesso decorrente do mandato em instrumento eleitoral.


“O exercício do mandato pode justificar o ingresso do parlamentar em determinadas dependências públicas para fins de fiscalização.”


Na sequência, a decisão pondera que isso não significa necessariamente autorização para converter o acesso proporcionado pela função pública em recurso de campanha, principalmente quando as imagens são produzidas em locais não disponíveis aos demais concorrentes nas mesmas condições.

TSE já julgou caso envolvendo hospital

Outro elemento considerado na decisão foi um precedente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2025.

Naquele julgamento, citado tanto pela coligação quanto pela magistrada, o TSE considerou que a utilização de hospital público para gravação de atos de campanha, envolvendo funcionários e áreas de acesso restrito, pode caracterizar benefício eleitoral ilícito e conduta vedada pela legislação.

A juíza afirmou que, considerando apenas os elementos disponíveis nesta etapa inicial, a situação apresentada contra Catan é compatível com a hipótese analisada anteriormente pelo TSE.

Risco de cassação será analisado no julgamento

É justamente o julgamento do mérito que poderá definir o impacto efetivo do processo sobre a candidatura.

A Resolução nº 23.735/2024 do TSE, reproduzida na própria representação, estabelece entre as consequências possíveis para determinadas condutas vedadas multa e cassação do registro ou diploma do candidato beneficiado, conforme o enquadramento e a conclusão da Justiça Eleitoral.

A coligação pediu expressamente que, ao final, sejam aplicadas as sanções previstas na legislação, incluindo a cassação do registro.

Na petição, a acusação pediu multa entre R$ 5,3 mil e R$ 106,4 mil, além das demais consequências previstas na legislação eleitoral.Nada disso foi aplicado nesta quinta-feira.

A magistrada ressaltou que a decisão é cautelar e que ainda serão analisados, após a apresentação da defesa, pontos como as circunstâncias do ingresso no Hospital Regional, quais dependências foram efetivamente utilizadas, eventual participação de servidores, a responsabilidade individual dos candidatos e as possíveis consequências jurídicas.

Por enquanto, a medida efetivamente imposta é a retirada do vídeo, a interrupção de eventual impulsionamento, a proibição de republicação das imagens internas do hospital para propaganda eleitoral e a multa diária de R$ 5 mil caso a determinação seja descumprida.

Catan diz que fiscalização motivou ação

Em resposta ao Correio do Estado, João Henrique Catan afirmou que esteve no Hospital Regional no exercício do mandato de deputado estadual e classificou a visita como uma ação de fiscalização. Segundo ele, o objetivo era ouvir pacientes e familiares sobre problemas enfrentados na unidade.

O candidato também reagiu ao pedido de cassação de seu registro apresentado pela coligação que apoia a candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel.


“Agora, a coligação do governador Eduardo Riedel pede a cassação do registro da minha candidatura por causa dessa atuação fiscalizatória. Recebo isso com tranquilidade e confiança na Justiça. Fiscalizar não é crime. Ouvir o cidadão não é crime. Denunciar problemas na saúde pública não é crime”, afirmou.


Catan disse ainda que a ação não mudará sua atuação como deputado e candidato.


“Não vou deixar de cumprir o meu papel porque o governo se incomodou com a fiscalização. Se querem discutir o que acontece no Hospital Regional, vamos discutir. Se querem contestar as denúncias, que apresentem soluções para os problemas que a população está enfrentando.”


Por fim, o candidato afirmou que continuará percorrendo Mato Grosso do Sul e sustentou que sua candidatura permanece ativa.


“Eu não vou me calar. Continuarei percorrendo Mato Grosso do Sul, ouvindo as pessoas e mostrando aquilo que precisa ser mudado. Minha candidatura está de pé, minha consciência está tranquila e minha disposição para enfrentar os problemas de Mato Grosso do Sul é ainda maior.”


 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 19:48:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PF apura trabalho escravo em fazenda de candidato a deputado federal em MS]]></title>
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				<description><![CDATA[Uma fazenda pertencente ao empresário Aparecido Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal por Mato Grosso do Sul nas eleições deste ano, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quinta-feira (17), em Porto Murtinho.

O próprio Carlos Bernardo confirmou ao Correio do Estado que é proprietário da fazenda alvo da ação. Ele, entretanto, negou qualquer vínculo com as armas encontradas no local e contestou as suspeitas relacionadas às condições de trabalho dos funcionários.

Durante a operação, agentes encontraram 23 trabalhadores em situação trabalhista irregular e apreenderam 14 armas de fogo de grosso calibre, além de munições. Parte do armamento estava em situação irregular e algumas armas apresentavam numeração suprimida.

A operação apura a possível submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão e a ocorrência de tráfico de pessoas para fins de exploração laboral.

Ao ser procurado pela reportagem, Carlos Bernardo confirmou ser dono da propriedade, mas afirmou que frequenta pouco a fazenda e que chega a passar cerca de seis meses sem ir ao local.

O candidato também afirmou desconhecer a existência das armas apreendidas e negou ser proprietário de qualquer uma delas.


“Eu não sou proprietário de armamento nenhum, eu não tenho arma, eu não uso arma. Eu vou nessa fazenda, às vezes demora até seis meses para eu ir nessa fazenda”, afirmou.


Bernardo também contestou a possibilidade de trabalhadores serem submetidos a condições análogas à escravidão na propriedade. Segundo ele, os funcionários possuem alojamentos climatizados e recebem alimentação ao longo do dia.


“Quando diz trabalho análogo, você conhece alguma fazenda que todos os funcionários que trabalham na fazenda, nos seus alojamentos, têm ar-condicionado? Pois é, na fazenda que foi mencionada, nossa, todos os funcionários têm ar-condicionado”, declarou.


Segundo o empresário, duas cozinheiras são responsáveis pela alimentação dos trabalhadores, com café da manhã, almoço, café da tarde e jantar.


“Todos os funcionários trabalham livres, têm alimento, têm duas cozinheiras. Elas preparam café da manhã bem cedo, bem reforçado, preparam almoço bem reforçado, café da tarde, a merenda bem reforçada, e à noite. O pessoal vem para tomar banho e eles que cuidam do quarto deles, mas todos os quartos têm ar-condicionado”, afirmou.


Carlos Bernardo classificou como injusta a associação da propriedade a trabalho em condições análogas à escravidão e disse que repudia esse tipo de prática.


“Agora vem dizer que é um trabalho análogo, sabe? É muita injustiça, porque eu sou contra isso, eu abomino isso. Eu não compactuo com isso”, declarou.


O candidato também atribuiu a repercussão do episódio a uma suposta perseguição política contra ele.

A afirmação é de Bernardo e não há, até o momento, elementos apresentados publicamente que comprovem motivação política para a operação.


“Meu nome está no meio por causa de perseguição política. Eu me sinto assim, não tem explicação. O meu erro maior, acho que agora, foi entrar na política e agora, muito mais com chance de me eleger, estou sofrendo uma implacável perseguição desleal”, disse.

Vista aérea da fazenda de Carlos Bernardo, em Porto Murtinho, alvo de operação da Polícia Federal e do Ministério do Trabalho. Foto: Divulgação/PF.


Bernardo afirmou ainda que não responsabiliza as forças policiais que participaram da ação e disse ter sido informado de que a investigação teria começado após denúncia.


“Hoje eu me surpreendi com esse ato. Não estou aqui culpando a polícia, as polícias que participaram desse ato. Estou dizendo o seguinte: foi uma denúncia, dizem que foi uma denúncia, ou duas, não sei”, declarou.


Bernardo nega ser dono das armas

Sobre as 14 armas encontradas durante a operação, Carlos Bernardo afirmou desconhecer o armamento e disse não saber em qual ponto da propriedade ele foi localizado.


“As armas que foram encontradas são armas que foram encontradas lá na fazenda. Ninguém sabe onde, porque não mostraram onde foram encontradas. Eu tenho desconhecimento dessas armas aí”, disse.

Armas, munições e dinheiro encontrados durante operação na fazenda de Carlos Bernardo, em Porto Murtinho. Foto: Divulgação/Polícia Federal.


O candidato afirmou que não possui arma registrada em seu nome e sustentou que não poderia responder por eventual armamento pertencente a funcionários da propriedade.


“Funcionários que trabalham por lá têm o direito de comprar e de fazer o que eles quiserem. Eu não tenho como me envolver com isso. Eu não tenho arma no meu nome”, declarou.


Bernardo também argumentou que propriedades rurais daquela região costumam manter armas em razão da distância dos centros urbanos e de ocorrências de furto de gado.


“Naquela região, para você ter ideia, todas aquelas fazendas têm armamento lá. Por quê? Porque o Estado não garante a segurança para nós lá. Está longe de tudo, está na divisa com outro país, é uma roubalheira de gado na região”, afirmou.


Ele acrescentou que ocorrências envolvendo furto de gado poderiam ser verificadas junto à delegacia de Porto Murtinho.


“Procura saber na delegacia de Porto Murtinho que você vai ver o quanto de boletim de ocorrência e fatos narrados por eles de ladrão de gado que tem naquela região. Você ter uma arma na fazenda é proteção, porque senão os caras invadem a tua fazenda, roubam de madrugada, roubam na tua frente”, declarou.


A Polícia Federal ainda não informou oficialmente a quem pertencem as armas encontradas na propriedade. Também não foram divulgados os modelos e calibres do armamento, a quantidade total de munições recolhidas nem quem seria responsável pela guarda das armas.

A existência de armas com numeração suprimida deverá ser investigada para determinar a origem do armamento e eventuais responsabilidades.

Estrangeiros teriam sido recrutados

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início a partir de informações de que trabalhadores estrangeiros estariam sendo recrutados informalmente e levados para a propriedade rural, onde seriam mantidos em situação de vulnerabilidade.

Entre os elementos investigados estão a ausência de registro trabalhista, possível retenção de pagamentos e restrições à liberdade dos trabalhadores para deixar a propriedade.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, as equipes encontraram 23 trabalhadores em situação trabalhista irregular.

A nacionalidade deles não foi divulgada. Também não foi informado oficialmente há quanto tempo estavam na propriedade, quais funções desempenhavam ou de que maneira teriam sido recrutados.

Outro ponto que ainda deverá ser esclarecido é se os 23 trabalhadores foram formalmente reconhecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego como vítimas de trabalho em condições análogas à escravidão.

A distinção é importante porque, até o momento, a Polícia Federal informou oficialmente que foram encontrados trabalhadores em situação trabalhista irregular, enquanto a possível submissão a condições análogas à escravidão permanece como objeto da investigação.

Carlos Bernardo rebateu a suspeita e afirmou que, nas empresas administradas por ele, as relações de trabalho seguem regras e princípios que, segundo ele, são incompatíveis com as práticas investigadas.


“Trabalho análogo à escravidão, eu abomino isso aí. É totalmente fora de contexto, não faz parte. Eu tenho o pessoal que trabalha comigo nas empresas que nós gestionamos, não existe essa de trabalho análogo. Tudo tem que ter o seu respeito, a sua ética, as suas regras, e regras têm que ser feitas para serem cumpridas”, declarou.


Candidato confirma propriedade da fazenda

A confirmação feita pelo próprio Carlos Bernardo reforça informações públicas que já relacionavam o empresário à atividade rural em Porto Murtinho.

Em junho, durante as comemorações pelos 114 anos do município, o site oficial do candidato informou que o empresário possui propriedade rural em Porto Murtinho e mantém investimentos na região.

Outra publicação registrou Bernardo como proprietário de empreendimento rural no município. Na ocasião, ele recebeu homenagem da Câmara Municipal de Porto Murtinho durante sessão solene alusiva ao aniversário da cidade.

Com a declaração concedida ao Correio do Estado, não há mais dúvida quanto ao vínculo do empresário com a propriedade alvo da operação: Bernardo confirmou ser o proprietário da fazenda, embora negue responsabilidade pelas armas encontradas e conteste as suspeitas relacionadas às condições de trabalho.

Bernardo contesta vínculo com universidade

Durante a entrevista, Carlos Bernardo também contestou informações relacionadas à Universidade Central do Paraguai (UCP).

O empresário afirmou que não é proprietário da instituição e disse que sua atuação esteve ligada à representação de estudantes brasileiros.


“Eu não sou dono dessa faculdade desde 2019. Eu nunca fui dono, na verdade. Eu era um dos diretores para representar o acadêmico brasileiro”, afirmou.


Segundo Bernardo, seu vínculo com a instituição terminou posteriormente e ele atualmente não integra a direção nem possui participação na universidade.


“Não faço parte do corpo diretivo, não sou proprietário dessa faculdade e muito menos de outra”, declarou.


A relação de Bernardo com a instituição já foi objeto de versões divergentes. O próprio site da UCP já o apresentou como CEO, enquanto a universidade declarou à imprensa paraguaia que ele não integra sua estrutura administrativa e que uma relação comercial mantida anteriormente teria terminado.

Bernardo afirmou ainda que sempre trabalhou desde a infância e negou envolvimento com atividades ilícitas.


“Eu fui de levantar cedo, seis horas da manhã, com seis anos de idade, enfrentando os frios do Paraná para trabalhar. Eu sempre trabalhei, eu sempre busquei, eu nunca me envolvi com coisa errada, eu nunca me envolvi com nada errado”, afirmou.


Rebanho milionário declarado à Justiça Eleitoral

Carlos Bernardo, de 60 anos, concorre a deputado federal pelo União Brasil com o número 4455. O empresário declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de aproximadamente R$ 28,7 milhões.

A maior parcela do patrimônio declarado está relacionada justamente à pecuária. São 4.544 cabeças de gado avaliadas em R$ 18,4 milhões.

A relação de bens informada à Justiça Eleitoral também inclui R$ 3 milhões em cotas da Bernardo Administração e Participações, um Porsche Cayenne avaliado em aproximadamente R$ 1,41 milhão, R$ 800 mil em cotas da KS Táxi Aéreo e R$ 500 mil declarados em dinheiro em espécie.

Em seu perfil oficial de campanha, Bernardo se apresenta como empresário e afirma possuir mais de 30 anos de experiência em gestão.

Ele já disputou uma vaga de deputado federal em 2022 e concorreu à Prefeitura de Ponta Porã em 2024. Neste ano, voltou a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Investigação continua

A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias dos fatos e identificar eventuais responsáveis e outros envolvidos.

Com a confirmação do próprio Carlos Bernardo de que é proprietário da fazenda, permanecem pendentes outros pontos centrais da investigação, entre eles quem administrava diretamente o local, a nacionalidade dos trabalhadores, como ocorreu o recrutamento, por quanto tempo permaneceram na propriedade e quem seria o proprietário ou responsável pelas 14 armas encontradas.

Também deverá ser esclarecido se havia retenção efetiva de salários ou documentos, se existiam restrições à saída dos trabalhadores e se as irregularidades encontradas serão caracterizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego como condições análogas à escravidão.

Em relação ao arsenal, Bernardo nega qualquer vínculo com as armas e afirma que não possui armamento em seu nome.

As circunstâncias da apreensão, a origem das armas e a eventual responsabilidade pela posse do material continuam sob investigação.

O que prevê a lei

Caso a investigação confirme a prática de trabalho em condição análoga à de escravo e haja condenação, os responsáveis podem responder pelo crime previsto no artigo 149 do Código Penal, cuja pena é de dois a oito anos de reclusão e multa, além da punição correspondente a eventual violência praticada.

Já o tráfico de pessoas para submissão a trabalho em condições análogas à escravidão, também investigado no caso, é previsto no artigo 149-A e tem pena de quatro a oito anos de reclusão e multa, com possibilidade de aumento em circunstâncias previstas em lei.

 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 17:53:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Boulos diz que MS pode surpreender nas eleições e aposta em avanço da esquerda no Estado]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/boulos-diz-que-ms-pode-surpreender-nas-eleicoes-e-aposta-em-avanco-da/472883/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil, Guilherme Boulos, afirmou acreditar em um avanço da esquerda em Mato Grosso do Sul e que o Estado tem chances de eleger senador e deputados do campo progressista e que ainda pode haver um segundo turno nas eleições para governador. O ministro cumpriu agendas em Campo Grande nesta quinta-feira (17).

Durante visita a obras no Loteamento Novo Samanbaia, Boulos disse estar otiminista com o cenário para outubro.

Ele disse que há um legado progressista em Mato Grosso do Sul, citando que o Estado já teve um governador de esquerda, o Zeca do PT, e que atualmente tem dois deputados federais, Camila Jara e Vander Loubet.


"Tem chance real de eleger ao menos um senador do nosso campo. E o Fábio Trad, pelo que eu estava vendo na pesquisa de hoje, estaria no segundo turno com o atual governador", disse.


A última pesquisa contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), divulgada no dia 27 de agosto, no entanto, aponta que a eleição para o governo de MS pode ser decidida no primeiro turno. 

Desconsiderando os votos brancos, nulos e os eleitores ainda indecisos, como ocorre no cálculo dos votos válidos na eleição, ele alcança aproximadamente 58,3% dos votos já definidos, contra 41,7% dos demais candidatos.

O ministro afirmou ainda que, apesar de Mato Grosso do Sul ser um estado mais conservador, especialmente por ser forte na agropecuária, há espalo para o campo progressista, de esquerda e para quem defende o projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


"As vezes eu vejo um monte de enchendo a boca para falar em nome do agro, em nome da agropecuária, em nome do setor rural, mas quem fez o maior Plano Safra? Quem botou dinheiro, crédito na veia para a agricultura, logística, tecnologia, Embrapa, garantindo apoio, não só para o grande do agronegócio, que exporta para fora, mas para o pequeno, para a agricultura familiar, euem é que fez isso? É o presidente Lula", afirmou Boulos.


Ele criticou ainda políticos de outras ideologias que utilizam o agro como vitrine.


"Ficar tocando berrante, dizendo que defende o agro e fazendo palavra de ordem, até papagaio faz. Ficar fazendo dancinha no TikTok, qualquer criança faz. Falar é fácil, a questão é entregar. Entregar na agropecuária, entregar na moradia e na urbanização, entregar na saúde", alfinetou.


Por fim, ele afirmou que muitas pessoas "que se pautam pela vida real" estariam indo para o campo do presidente Lula, sem citar dados que confirmem a informação.


"Eu acho que o cenário do Mato Grosso do Sul hoje, para o presidente Lula e para o nosso campo, é um cenário que pode surpreender muita gente no dia 4 de outubro", concluiu.


Agenda em Campo Grande

Boulos chegou a Campo Grande na manhã desta quarta-feira, onde concedeu entrevistas.

Às 14h30, participou de um encontro na Câmara Municipal com motoboys, entregadores de comida e motoristas de aplicativo. Entre os assuntos discutidos estão o programa Parada Certa, que busca oferecer estrutura de apoio aos trabalhadores durante a jornada, e o Move Brasil, voltado às demandas da categoria.

Na sequência, visitou o loteamento Novo Samambaia, onde estão sendo realizadas obras de urbanização, reforma de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e de unidades residenciais dentro do Programa Periferia Viva.

"Essa é uma obra, um investimento de R$ 32 milhões no programa Periferia Viva. O que está acontecendo aqui no Campo Grande, no Samambaia, está acontecendo em centenas de outros bairros de grandes cidades brasileiras, de médias cidades brasileiras que é para poder transformar uma região que hoje está degradada numa região que as pessoas possam viver com dignidade", disse o ministro.

"Eu não consigo conceber alguém que por interesse eleitoral, por política partidária, critique um projeto como esse", acrescentou.

Outro compromisso do ministro foi uma caminhada na Comunidade Cidade dos Anjos, no Parque do Lageado, onde vivem cerca de 300 famílias que sofreram impactos das recentes chuvas e ventanias, que provocaram danos em barracos. 

Ainda nesta quinta-feira, Boulos participa do lançamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Mato Grosso do Sul, em atividade no Centro Comunitário do Coophatrabalho.

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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 17:46:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[TRE-MS prepara 18 mil mídias para abastecer urnas de 7,2 mil seções]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/tre-ms-prepara-18-mil-midias-para-abastecer-urnas-de-72-mil-secoes/472880/</link>
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				<description><![CDATA[O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) começou nesta quinta-feira (17) a gerar cerca de 18 mil mídias que serão utilizadas na preparação das urnas eletrônicas para as Eleições 2026. O material receberá os dados oficiais de candidatos, eleitores e sistemas da Justiça Eleitoral e será distribuído para as mais de 7,2 mil seções eleitorais do Estado.

A geração ocorre de forma centralizada no prédio do TRE-MS e marca uma das etapas finais de preparação para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O procedimento segue até domingo (20) ou segunda-feira (21), donlforme informou Carlos Alberto Garcete, juiz responsável pela geração de mídias,  em cerimônia pública, no TRE. "É o momento em que a Justiça Eleitoral insere nas mídias que vão para as urnas eleitorais os dados dos candidatos que tiveram a inscrição definida e dos eleitores", explicou o juiz.



O trabalho começou depois da conclusão da análise dos registros de candidatura pelo tribunal. Conforme o TRE-MS, a partir dessa etapa são produzidas as mídias que posteriormente serão utilizadas na preparação individual de cada urna.

O processo não consiste apenas em colocar os dados dos candidatos em um pendrive. Antes da preparação definitiva, é produzida a chamada mídia de carga, que contém informações necessárias para cada conjunto de seções eleitorais. A partir dela, a urna recebe os dados correspondentes àquela seção, incluindo eleitores, candidatos e sistemas.

Depois da carga, outros dispositivos são utilizados para testes e para o armazenamento dos dados durante a eleição. Segundo o coordenador de eleições do TRE-MS, Diogo Arante, as mídias possuem funções diferentes e algumas delas permanecem vinculadas à urna durante todo o processo eleitoral.

"A gente fica o tempo inteiro gravando internamente e espelhando naquele [dispositivo]. Tudo que acontece na urna, os logs, qualquer evento: a urna foi ligada, a urna foi desligada, habilitou algum eleitor, todos os logs ficam gravados internamente e também na mídia externa", explicou.

Ao final da votação, os resultados são registrados na chamada mídia de resultados, que é retirada da urna e encaminhada para os pontos de transmissão ou para a junta eleitoral. Já outra mídia funciona como uma espécie de cópia dos registros armazenados durante o funcionamento do equipamento.

As cores diferentes dos dispositivos também têm uma função de identificação visual. Conforme Arante, elas estão relacionadas principalmente ao modelo e ao ano de fabricação das urnas, além das diferentes funções das mídias.

Mais de 7 mil urnas 

Depois da geração das mídias, começa a etapa de preparação física das urnas. As 7.106 urnas no Estado recebem os dados, passam por testes e são lacrados para posterior envio às zonas eleitorais.

Na Capital, a preparação ocorre entre os dias 20 e 25 de setembro, conforme o cronograma de cada zona eleitoral. No interior, a carga e a lacração seguem entre os dias 21 e 30 de setembro.

O TRE-MS informa que, durante esses procedimentos, também são realizadas auditorias e conferências dos equipamentos. As urnas ficam, então, preparadas para o primeiro turno e, se necessário, para o segundo.

Eleitor na fila após as 17h pode votar

Uma dúvida comum nas eleições é o que ocorre com quem ainda está na fila quando chega o horário previsto para o encerramento da votação.

Segundo a diretora-geral do TRE-MS, Tatiana Quevedo, a urna não bloqueia automaticamente novos votos às 17h. O encerramento é feito manualmente pelo mesário, depois que todos os eleitores que estavam na fila recebem a senha e votam."Se tem eleitor na fila naquele horário, entrega a senha para aqueles eleitores que estão na fila e todos aqueles têm o direito de votar", explicou.

O encerramento, portanto, ocorre somente quando não há mais eleitores aguardando na fila da seção. A orientação é que, ao chegar ao local de votação, o eleitor se dirija diretamente à sua seção para evitar atrasos desnecessários.

 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 16:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Advogados de MS propõem nova corte constitucional e extinção do STF]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/advogados-de-ms-propoem-nova-corte-constitucional-e-extincao-do-stf/472877/</link>
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				<description><![CDATA[A Associação dos Advogados Independentes (ADVI), entidade criada em Mato Grosso do Sul, estruturou uma proposta de mudança profunda do Poder Judiciário brasileiro, cujo ponto central é a criação de uma nova Corte Constitucional e a extinção do Supremo Tribunal Federal (STF) em seu modelo contemporâneo. A iniciativa foi desenvolvida por uma comissão de juristas da entidade, formada pelo ex-desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte e pelos advogados José Wanderley Bezerra Alves, Vladimir Rossi Lourenço, Carlos Marques e André Borges.

A proposição desenha um tribunal com atribuição restrita à tutela da Carta Magna e propõe novos critérios para a composição dos cargos, incluindo a fixação de mandatos, a exigência de idade mínima mais elevada para ingresso e a realização de sabatinas abertas à sociedade civil.

Pelo texto elaborado, os atuais integrantes da Suprema Corte não seriam mantidos em seus postos, cabendo a eles a opção pela aposentadoria voluntária ou pela permanência em regime de disponibilidade remunerada até atingirem os 75 anos de idade. A ADVI argumenta que o modelo vigente se encontra excessivamente politizado e que a reestruturação é necessária para restabelecer os limites constitucionais da atuação judicial.

Por não dispor de prerrogativa constitucional para apresentar diretamente uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a associação busca articular em Brasília (DF) para que o texto seja oficialmente encampado por um deputado federal ou senador.

Nos bastidores do Congresso Nacional, a apuração indica que tramitam atualmente duas propostas voltadas à reforma do Judiciário. Embora apresentem premissas diferentes do projeto elaborado pela ADVI, a avaliação de interlocutores é de que essas matérias em andamento podem ser emendadas pelos parlamentares para incorporar o modelo de Corte Constitucional sugerido pela entidade.

Crise

Paralelamente ao debate legislativo, integrantes da comissão expressaram forte preocupação com a atual crise institucional do Judiciário. O advogado André Borges defendeu a apuração irrestrita sobre qualquer denúncia ou citação a magistrados. “Todo aquele que tem o nome envolvido em algo supostamente ilícito deve ser investigado. Assim são as coisas numa República. Ministro do STF - qualquer um deles - não pode estar imune a nada”, afirmou Borges. O jurista enfatizou a necessidade de isonomia no tratamento das apurações: “Se o Toffoli foi citado, ele tem que ser investigado. Se o Fuchs foi citado, ele tem que ser investigado. Todos aqueles que tiveram o nome divulgado têm que ser investigados. Aliás, o Supremo, por muito menos do que isso, por muito menos, botou gente na cadeia”.

Ao analisar a conduta de integrantes específicos do tribunal, André Borges apresentou críticas severas e defendeu medidas sobre as atuações de Alexandre de Moraes e André Mendonça. Sobre Moraes, sustentou a gravidade da situação: “Eu só acho que o caso do Alexandre de Moraes é mais absurdamente errado e que ele inclusive deveria ser afastado do cargo de ministro”.

Em relação a Mendonça, cobrou investigações sobre procedimentos sob a responsabilidade do magistrado: “E o André Mendonça tem que ser investigado também, porque existem indícios de que ele conduziu mal a investigação. Eu não tenho dúvida disso”.
 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 16:06:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Bolívia e Paraguai concluem demarcação total da fronteira iniciada após guerra, 88 anos depois]]></title>
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				<description><![CDATA[Bolívia e Paraguai concluíram na quarta-feira a demarcação integral de sua fronteira, encerrando um processo iniciado após a Guerra do Chaco e a assinatura da paz entre os dois países, em 1938.

Em comunicados separados, autoridades informaram que o último trecho pendente foi definido depois de uma reunião de três dias da Comissão Mista Demarcadora de Limites, realizada na chancelaria boliviana, em La Paz.

"Para nós é uma alegria enorme porque mostra a boa vontade que existe entre os dois países para encontrar soluções", disse à Associated Press o vice-chanceler boliviano, Carlos Paz. Ele afirmou ainda que o Paraguai é o primeiro país com o qual a Bolívia tem as fronteiras totalmente demarcadas "sem problemas". A Bolívia também faz divisa com Argentina, Brasil, Chile e Peru

O segmento final ficava em uma divisão natural entre os países, no rio Negro, também conhecido como Otuquis. A área está no sudeste boliviano e integra a planície alagável do Pantanal, compartilhada por Brasil, Bolívia e Paraguai. Segundo o vice-chanceler, os últimos 3,5 quilômetros foram resolvidos durante a plenária em La Paz com apoio de drones de alta precisão e cruzamento de dados técnicos.

A embaixada paraguaia na Bolívia afirmou, em nota divulgada nas redes sociais, que o avanço é resultado de anos de diálogo, cooperação, compromisso técnico e vontade política, com o objetivo de consolidar uma relação baseada em respeito mútuo, confiança e fraternidade entre "nações irmãs".

Com a conclusão, a fronteira entre os dois países soma cerca de 742 quilômetros, dos quais 38 quilômetros correspondem a áreas fluviais. Carlos Paz disse que a demarcação também melhora a capacidade de resposta a incêndios e desastres naturais, ao facilitar a identificação precisa de locais por meio de marcos.

Bolívia e Paraguai travaram a Guerra do Chaco entre 1932 e 1935, disputando o Chaco Boreal. No conflito, a Bolívia perdeu aproximadamente 235 mil quilômetros quadrados da região.

O vice-chanceler destacou ainda que a relação de amizade e boa vizinhança entre os presidentes Rodrigo Paz (Bolívia) e Santiago Peña (Paraguai) contribuiu para o avanço do processo. Ainda na quarta, o ex-governador de Santa Cruz Luis Fernando Camacho tomou posse como embaixador boliviano no Paraguai.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 14:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Fábio diz que incentivos enriqueceram empresas, mas não os trabalhadores]]></title>
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				<description><![CDATA[O ex-deputado federal Fábio Trad (PT), candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, criticou o atual modelo de incentivos fiscais do Estado por considerar que o crescimento econômico proporcionado pela atração de grandes empresas não chegou na mesma proporção ao bolso dos trabalhadores. 

Em entrevista ao projeto Frente a Frente – Eleições 2026, ele defendeu a manutenção dos benefícios, mas com novas contrapartidas para as empresas que recebem dinheiro público na forma de renúncia tributária.

A tese defendida por Fábio Trad é que MS conseguiu atrair grandes investimentos e ampliar a sua produção, porém concentrou parte relevante dos ganhos econômicos nos grandes grupos empresariais. 

Para ele, a política precisa passar a levar em consideração não apenas quantos empregos são abertos, mas também quanto esses postos pagam, quantos são ocupados por trabalhadores sul-mato-grossenses e qual a contribuição das empresas para a qualificação profissional.

Na prática, Trad não propõe acabar com os incentivos fiscais. Seu programa de governo reconhece que o mecanismo teve papel na atração de investimentos para setores como celulose, proteína animal, agronegócio e logística. A mudança seria estabelecer novas exigências para que uma empresa tenha acesso ao benefício.

Entre as contrapartidas previstas estão geração de empregos formais, valorização e qualificação da mão de obra local, aumento do salário médio, agregação de valor à produção estadual e investimentos em regiões menos desenvolvidas. 

O diagnóstico do programa petista afirma que o modelo atual concentra incentivos em grandes grupos econômicos e setores já consolidados.

Para o petista, o número de vagas criadas não pode ser o único indicador usado para justificar bilhões de reais em benefícios. O candidato defende que o governo passe a avaliar também a qualidade dos empregos e a distribuição da riqueza produzida pelos grandes investimentos.

Ele disse que a preocupação com salários ganhou espaço na campanha depois de visitas de Fábio Trad a Três Lagoas, um dos principais polos industriais do Estado. 

Em encontros com trabalhadores dos setores de celulose, alimentação e construção pesada, representantes sindicais relataram dificuldades para ampliar a presença da mão de obra local nos postos mais qualificados e reivindicaram salários compatíveis com o crescimento econômico das empresas instaladas na região.

SAÚDE

Depois da política de incentivos, a saúde aparece como outro ponto de diferenciação apresentado por Fábio Trad. O candidato pretende retomar para Mato Grosso do Sul a administração dos hospitais regionais cuja gestão foi transferida a entidades privadas.

A proposta faz parte do programa de governo registrado na Justiça Eleitoral e prevê reforçar a presença estadual na administração hospitalar e ampliar a regionalização do atendimento.
Fábio Trad argumenta que os moradores do interior não podem depender de Campo Grande para conseguir parte significativa dos procedimentos de média e alta complexidade.

O plano inclui fortalecimento das unidades regionais existentes e ampliação da estrutura hospitalar no interior. A candidatura também apresentou a proposta de construir hospitais em municípios como Corumbá, Naviraí e Jardim.

Com a regionalização, Fábio Trad pretende reduzir a transferência de pacientes para Campo Grande e, consequentemente, diminuir a pressão sobre a estrutura da Pasta de Saúde da Capital.

EDUCAÇÃO

Na Educação, Fábio Trad voltou a defender a redução da diferença existente entre professores concursados e temporários da Rede Estadual de Ensino.

A proposta prevê um planejamento plurianual de concursos públicos para diminuir a dependência de profissionais convocados e um estudo sobre o impacto financeiro da equiparação salarial entre professores que exercem funções semelhantes.

O candidato afirmou que pretende criar, nos primeiros 100 dias de uma eventual administração, um grupo para calcular o impacto orçamentário da medida.

Ele também relaciona a Educação à estratégia econômica. Sua proposta é ampliar a formação técnica e profissionalizante em áreas ligadas aos novos investimentos no Estado, como tecnologia, automação, inteligência artificial, logística, bioeconomia e energias renováveis.

SEGURANÇA 

Na Segurança Pública, Fábio Trad defende reforçar a integração das forças policiais e ampliar a presença de MS nas regiões de fronteira com Paraguai e Bolívia.

O programa estabelece fortalecimento do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), investimentos em inteligência e tecnologia e maior integração entre Polícia Militar, Polícia Civil e demais órgãos envolvidos no combate às organizações criminosas.

Também estão previstas: recomposição dos quadros por meio de concursos, qualificação dos servidores e políticas voltadas à saúde mental dos profissionais da Segurança Pública.

DESENVOLVIMENTO

As propostas econômicas apresentadas por Trad convergem para o discurso de que Mato Grosso do Sul precisa avançar de uma etapa de crescimento baseada na atração dos grandes investimentos para outra em que os ganhos sejam distribuídos de maneira mais ampla.

O candidato defende agregar valor às matérias-primas produzidas no Estado, estimular pequenas e médias empresas, ampliar o crédito e incentivar a instalação de empreendimentos fora dos polos atualmente mais desenvolvidos.

É dentro dessa lógica que ele pretende reformular a política de incentivos fiscais: continuar usando a renúncia de impostos como instrumento para disputar investimentos, mas cobrar, em troca, resultados que possam ser percebidos diretamente pelos trabalhadores.

Fábio Trad sustenta ainda que o próximo passo deve ser fazer com que uma parcela maior da riqueza produzida pelos empreendimentos chegue a salários e serviços públicos. 

O Frente a Frente – Eleições 2026 reúne o Correio do Estado, Campo Grande News, A Crítica, JD1 Notícias, SBT MS e TV Guanandi em sabatinas com os candidatos a governador.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Flávio usou imóvel de advogado alvo de buscas da PF no caso INSS]]></title>
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				<description><![CDATA[O senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à Presidência da República, utilizou, durante a campanha eleitoral deste ano, um apartamento de propriedade da empresa do advogado Willer Tomaz, alvo de buscas da Polícia Federal na operação Sem Desconto, que investiga desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Antes de pertencer a Willer Tomaz, o apartamento foi propriedade de outro alvo da PF: Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

De acordo com a revista piauí, Flávio Bolsonaro permaneceu no apartamento durante alguns dias da primeira quinzena de agosto, quando teria se reunido com integrantes da equipe, discutido estratégias de campanha e gravado vídeos para o horário eleitoral.

Procurado por meio de sua assessoria, Flávio Bolsonaro não retornou aos pedidos de esclarecimento até o fechamento deste texto, no fim da noite da quarta-feira, 16. À revista piauí, ele afirmou que apenas hospedou-se em hotéis da região. Willer Tomaz, por sua vez, afirmou que não conhece Fabiano Zettel, nem Daniel Vorcaro e que "lamenta que adversários políticos tentem atacar, sem qualquer fundamento, suas atividades a fim de interferir no debate eleitoral" (veja abaixo).

Na mesma época em que a revista diz que Flávio usou o imóvel, Willer Tomaz foi alvo, no dia 4 de agosto, de um mandado de busca e apreensão em uma das fases da operação Sem Desconto.

A PF solicitou a ação contra ele apontando indícios de que o advogado atuava como "hub financeiro, patrimonial e logístico" de políticos, atuando para lavagem de dinheiro para o senador Weverton Rocha (PDT).

Segundo os investigadores, Willer Tomaz enviou R$ 11 milhões à mulher do senador pedetista e comprou uma casa para ele. Na ocasião, o advogado rechaçou possuir qualquer vínculo com o esquema de fraudes, enfatizou que não é investigado e destacou que a mulher de Weverton Rocha atua há vários anos como associada do escritório de advocacia, sendo esta a razão dos repasses.

Willer Tomaz é conhecido como um "camaleão" político e construiu relações com representantes do governo e da oposição, a ponto de aparecer cercado de políticos em uma piscina, em imagem resgatada do celular de Weverton Rocha.

Como revelou o Estadão, ele conseguiu ampliar negócios de sua emissora de TV no Maranhão graças a uma mudança de regra implementada pelo Ministério das Comunicações, pasta controlada pelo Centrão.

A emissora de Tomaz se classificou para retransmitir uma TV de São Luís (MA) para outros 16 Estados. Na época, o ministério disse que seguiu critérios técnicos, enquanto o empresário afirmou que não participava da operação da emissora e não influenciou regra.

No mesmo dia da publicação da reportagem, Willer Tomaz foi alvo da PF na operação que apura fraudes do INSS. E, naquela mesma época, Flávio Bolsonaro estava instalado em um apartamento de 158,87 metros quadrados, com três vagas de garagem, sala e varanda gourmet, a cinco minutos de seu comitê de campanha em São Paulo.

Meses antes da estada do presidenciável no local, o apartamento pertencia a outro personagem encrencado com a Justiça: Fabiano Zettel, hoje preso por ser apontado como integrante de uma organização criminosa por trás das fraudes do Master.

Zettel comprou o apartamento, em 17 de abril de 2025, por R$ 5,5 milhões, e o vendeu, em 10 de fevereiro de 2026, por R$ 3,5 milhões à WT Administração de imóveis, empresa de Willer Tomaz. O negócio foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.

Veja a resposta e Willer Tomaz:

"O advogado e empresário Willer Tomaz esclarece que não conhece Fabiano Zettel nem Daniel Vorcaro, e que jamais manteve com qualquer um dos dois, ou com pessoas a eles ligadas, relação pessoal, comercial ou societária. Seu escritório atua, aliás, em causas com interesses opostos aos do Banco Master.

Willer Tomaz lamenta que adversários políticos tentem atacar, sem qualquer fundamento, suas atividades a fim de interferir no debate eleitoral."
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 07:19:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[No 2º turno, Flávio tem 47,2% e Lula 46,8%, empatados tecnicamente]]></title>
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				<description><![CDATA[Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 17, mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seguem tecnicamente empatados em um eventual 2º turno da eleição presidencial, mas o parlamentar manteve a pequena vantagem numérica em relação ao petista.

Segundo o levantamento, Flávio registra 47,2% das intenções de voto, enquanto Lula alcança 46,8%. Brancos, nulos ou não sabem somam 6%. Na pesquisa divulgada em 10 de setembro, o candidato do PL aparecia com 46,4% e o petista, com 46,2%.

Quando são considerados apenas os votos válidos, Flávio venceria Lula no 2º turno por 50,2% a 49,8%.

Nos outros cenários testados, o atual presidente venceria todos os demais candidatos da oposição.

Contra Romeu Zema (Novo), Lula registra 46,3% ante 43,7% do ex-governador de Minas Gerais. Brancos, nulos ou não sabem somam 10,1%.

Na disputa com Ronaldo Caiado, o presidente venceria o ex-governador de Goiás por 46% contra 41,7%. Brancos, nulos ou não sabem somam 12,3%.

Quando o candidato da oposição é Augusto Cury (Avante), Lula seria reeleito por 45,6% a 37,8%. Brancos, nulos ou não sabem somam 16,6%.

Em uma disputa contra Renan Santos (Missão), Lula tem 46,1%, contra 29,7% do ativista. Brancos, nulos ou não sabem somam 24,2%.

A AtlasIntel ouviu 5.018 entrevistados, com 16 anos ou mais, pela internet, de 11 a 16 de setembro. A margem de erro é de 1 ponto porcentual (p.p.), para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06221/2026.
 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 07:13:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA['Tem de colocar um freio de arrumação urgente e imediato', defende Simone Tebet sobre STF]]></title>
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				<description><![CDATA[Questionada sobre impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em entrevista ao portal Terra, Simone Tebet (PSB), ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo, afirmou a necessidade de uma reforma no Judiciário feita o quanto antes. "Tem de colocar um freio de arrumação urgente e imediato", declarou.

Para ela, o movimento para conter a crise atual é imprescindível, uma vez que a crise institucional pode se estender à economia, gerar desemprego e inflação e afugentar investimentos estrangeiros.

Entre as medidas para reformar o Judiciário, ela defende o fim dos penduricalhos, da vitaliciedade para membros do STF e que decisões monocráticas sejam, posteriormente, avaliadas pelo plenário da Corte.

A candidata também expressa o desejo de participar, caso eleita ao Senado Federal, da comissão que irá avaliar questões relacionadas ao Judiciário.

Ainda na entrevista, a candidata aproveitou para defender sua candidatura ao Senado pelo Estado de São Paulo. Tebet tem carreira política formada no estado do Mato Grosso e foi questionada por candidatos pela decisão de concorrer por outro estado.

Em sua resposta, fez referência a Tarcísio de Freitas (Republicanos), "carioca eleito, legítima e democraticamente, governador de São Paulo, sem nunca ter tido um imóvel, nem história aqui", define.

"Em polarização absurda, eu tive 9% dos votos da capital do Estado de São Paulo. Portanto, São Paulo já me abraçou. O resultado das urnas, bem-sucedido ou não, é quem vai dizer se eu mereço ou não representar o Estado de São Paulo. Agora, eu tenho propriedade aqui, estudei aqui, tenho filhas aqui, tenho história. Nasci na divisa, então conheço todo o noroeste paulista. Casei com alguém do Estado de São Paulo. Eu conheço a realidade social e econômica; conheço São Paulo", declarou. A candidata ainda caracterizou o Estado como "locomotiva do País"

Em outro momento da entrevista, defendeu a maior participação das mulheres na vida política do País e espera que ocupem mais cadeiras no STF nas próximas indicações. Entretanto, acredita que a maior representação depende de quem ganhar as próximas eleições.

"Se for o presidente Lula, sem dúvida nenhuma [terá indicação de uma mulher]. De preferência, espero eu, que seja uma mulher negra. Acho que nós nunca tivemos e precisamos dessa representatividade. Mas que a próxima seja uma mulher para começar a alcançar pelo menos 30%. Nós nunca tivemos duas mulheres ao mesmo tempo. Aliás, só tivemos duas mulheres."
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Rose, Geraldo e Camila são os 'mais ricos' na corrida para deputado federal em MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/rose-geraldo-e-camila-sao-os-mais-ricos-na-corrida-para-deputado/472817/</link>
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				<description><![CDATA[Rose Modesto, Geraldo Resende e Camila Jara são os mais endinheirados entre todos os postulantes na corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados por Mato Grosso do Sul. 

Confome o Divulgacand, portal de candidaturas da Justiça Eleitoral, a grande maioria da verba destinada aos três candidatos é oriunda do fundo eleitoral de seus respectivos partidos. 

Companheiros de legenda , Rose Modesto e Geraldo são os mais ricos. Com R$3,08 milhões disponível para utilizar em campanha, Rose lidera a lista. De acordo com a Justiça eleitoral, deste montante, R$2,90 milhões foram cedidos pelo União Brasil. Além deste valor, a ex-deputada recebeu cerca de R$ 10 mil em doações. 

De todo o montante recebido por ela, R$ 1,2 milhão foram gastos apenas com "atividade de militância e mobilização de rua". 

Na mesma linha, Geraldo Resende aparece como o segundo candidato que mais recebeu verba de campanha entre os candidatos a deputado federal, R$ 2.89 milhões, dinheiro integralmente cedido pelo partido, segundo a Justiça Eleitoral.

Em busca de seu sétimo mandato, Resende já gastou R$ 1,2 milhão com "despesas de pessoal", cerca de R$ 150 mil com adevisos e R$ 43 mil em aluguel de imóveis e carros. 

A petista Camila Jara fecha a lista dos três mais endinheirados. Em busca de seu segundo mandato consecutivo, ela recebeu R$ 2.82 milhões do fundo partidário, além de doar R$ 10 mil de seu próprio bolso para auxiliar na campanha.

Até aqui gastou R$ 1,4 milhão com "despesas de pessoal", além de R$ 229 mil com contratações de empresas terceirizadas e R$ 125 mil com serviços advocatícios. 

A lista dos mais endinheirados também é composta por políticos de reconhecimento em todo o estado e outros dois nomes do interior, destaque para Isa Marcondes (Republicanos), vereadora douradense conhecida como "Cavala". Novata na corrida por uma vaga no Congresso, ela conta com R$ 1,8 milhão para a campanha atual. 

Além dela, Dra Clediane (PP), ex-prefeita de Jardim, apadrinhada politicamente por Tereza Cristina aparece em 7° na lista. Cabe destacar que todos os candidatos podem gastar  R$ 3.176.572,53 até o próximo dia 4 de outubro, data do primeiro turno. 

Confira o top-10


	Rose Modesto R$ 3.008.000,00
	Geraldo Resende R$ 2.899.800,00
	Camila Jara R$ 2.825.000,00
	Dagoberto Nogueira R$ 2.730.000,00
	Dr. Luiz Ovando R$ 2.611.500,00
	Jaime Verruck R$ 1.923.741,88
	Dra. Clediane R$ 1.850.000,00
	Beto Pereira R$ 1.845.500,00
	Isa Marcondes R$ 1.806.000,00
	Mara Caseiro R$ 1.520.626,67


Para além dos abonados, 26 candidatos fazem campanha sem qualquer valor recebido, ao menos até esta quarta-feira (16).

Outros 71 candidatos disputam o pleito deste ano com até R$ 100 mil. Cabe destacar que quanto mais a caixinha cresce, o número de endinheirados reduz drasticamente, exceto na ponta da lista, onde se situam candidatos que já possuem vida/cargo público.  

Entre todos os 143 candidatos, apenas 16 conduzem suas respectivas campanhas com verba entre R$ 100 mil - R$ 200 mil. 

Valor arrecadado/ Candidaturas 


	R$ 0 / 26 candidatos
	R$ 500 - R$ 50 mil / 37 candidatos 
	R$ 80 mil - R$ 100 mil / 8 candidaturas
	Acima de R$ 1 milhão / 18 candidatos 


Lista dos demais milionários 


	Marcos Pollon R$ 1.507.283,90
	Rodolfo Nogueira R$ 1.505.626,27
	Roberto Hashioka R$ 1.430.000,00
	Keliana Fernandes R$ 1.100.000,00
	Luana Ruiz R$ 1.088.928,66
	Marquinhos Trad R$ 1.025.000,00
	Giroto R$ 1.002.626,67
	Tenente Portela R$ 1.000.626,67
	





]]></description>
				
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 17:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Tereza Cristina diz que judiciário vive iminência de "implosão" ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/tereza-cristina-diz-que-judiciario-vive-iminencia-de/472812/</link>
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				<description><![CDATA["O país inteiro está indignado com o show de soberba, desrespeito e deboche que vimos predominar ontem na nossa mais alta Corte. É muito perigoso para o país quando um de seus pilares, o Judiciário, está na iminência de uma implosão", escreveu a senadora Tereza Cristina (PP) em seu perfil do X. 

A postura da senadora nas redes sociais é uma resposta simbólica à sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) acerca da análise sobre a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes a partir de um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens e outros registros relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do antigo Banco Master.

Com o imbróglio inacabado, Tereza Cristina destacou que o ocorrido é símbolo de que algumas pessoas estão acima da lei no Brasil, contudo, destacou qu o Senado Federal não pode se "apequenar" diantes dos recentes acontecimentos.

"Infelizmente, os brasileiros hoje têm certeza de que existem sim os que estão acima da lei. O Senado tem o poder constitucional de definir a composição do STF e não pode se apequenar diante de tamanha crise."

Ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, cotada para ser vice ao lado de Flávio em 2026, é virtualmente alçada a principal postulante à presidência do Senado, atualmente sob o comando de Davi Alcolumbre (União-AP). O novo ou nova suplente de Alcolumbre deve ser reconhecido apenas em fevereiro do próximo ano. 

Ferrenha antagonista da atual gestão, articula internamente para por fim ao que classificou como "passividade" e disse estar comprometida com a reforma do Judiciário. 

"Tenho tentado tudo que está ao meu alcance para mobilizar meus colegas e espero que essa passividade não continue. Além de todas as ações que já tomei, estou comprometida com a reforma do Judiciário, um dever urgente do Legislativo".  Cabe destacar que o próximo presidente do país terá o poder de indicar até 5 ministros durante o mandato. 


O país inteiro está indignado com o show de soberba, desrespeito e deboche que vimos predominar ontem na nossa mais alta Corte. É muito perigoso para o país quando um de seus pilares, o Judiciário, está na iminência de uma implosão. Infelizmente, os brasileiros hoje têm certeza de que existem sim os que estão acima da lei. O Senado tem o poder constitucional de definir a composição do STF e não pode se apequenar diante de tamanha crise. Tenho tentado tudo que está ao meu alcance para mobilizar meus colegas e espero que essa passividade não continue. Além de todas as ações que já tomei, estou comprometida com a reforma do Judiciário, um dever urgente do Legislativo. Mas o poder maior numa democracia é o do povo - e ele vai exercê-lo em breve. Sigamos, com ânimo.
 Tereza Cristina (@TerezaCrisMS) September 16, 2026


O fato 

A votação foi marcada pela equivalência entre os ministros favoráveis e contrários para que os casos envolvendo Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente e em uma nova sessão.

Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes foram favoráveis à união dos processos, enquanto Cármen Lúcia, André Mendonça, Luiz Fux e Edson Fachin votaram contra. Com o placar 4 a 3, Flávio Dino pediu vistas sobre o processo, o que culminou no adiamento sobre o andamento do caso.  Atualizado às 15h50. 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 14:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Riedel descarta decretar uma nova intervenção na Santa Casa]]></title>
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				<description><![CDATA[Ao participar ontem da primeira entrevista do projeto Frente a Frente, realizado pelo Correio do Estado, JD1 Notícias, Campo Grande News, SBT MS, TV Guanandi e A Crítica, o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, descartou uma nova intervenção na Santa Casa de Campo Grande e defendeu a profissionalização da gestão como caminho para enfrentar a crise financeira e administrativa do hospital.

Questionado sobre as denúncias que atingiram a antiga cúpula da instituição e sobre a possibilidade de o poder público reassumir o comando do hospital, Riedel afirmou que uma intervenção não resolveria, por si só, os problemas acumulados pela entidade.

“Eu acho que intervenção não é a solução. A solução é a profissionalização da gestão, e isso deve sair de dentro da Santa Casa. Essa é a minha opinião pessoal. Quem tem que definir é o Conselho de Administração da Santa Casa”, declarou.

O governador ressaltou que a contratualização dos serviços da Santa Casa é feita pela Prefeitura de Campo Grande e ponderou que uma eventual intervenção exigiria respostas sobre quem assumiria as dívidas acumuladas pelo hospital.

“Não é simples uma intervenção. Quem é que fica com o passivo? Quem é que fica com os R$ 600 milhões de passivos constituídos da Santa Casa: o interventor ou o CNPJ?”, questionou.

Apesar das críticas à administração, Riedel classificou a Santa Casa como uma instituição fundamental para a saúde pública de Mato Grosso do Sul e assegurou que o governo estadual continuará apoiando financeiramente o hospital.

Segundo ele, porém, novos repasses precisam estar vinculados à produtividade, à eficiência e à transparência.

“A Santa Casa sempre cobrou aumento de transferência de recursos, e eu sempre falei: vamos mudar a contratualização, vamos aumentar o recurso por produtividade, porque eu quero ver o que acontece lá dentro”, afirmou.

Conforme os números apresentados pelo governador, o Estado repassou R$ 98 milhões ao hospital em 2024 e R$ 149 milhões em 2025. Até agosto deste ano, teriam sido transferidos R$ 106 milhões. A projeção é de que os repasses se aproximem de R$ 190 milhões até o fim deste ano.

“Essa é uma relação de mão dupla, porque o dinheiro é da sociedade sul-mato-grossense. Eu vou cobrar eficiência e transparência sempre. O que está acontecendo na Santa Casa é uma questão que a Santa Casa vai ter que resolver”, disse.

INCENTIVOS FISCAIS

Durante a entrevista, Riedel também defendeu a manutenção dos incentivos fiscais concedidos pelo governo estadual. Questionado sobre o volume de benefícios previsto para este ano, o candidato afirmou que os incentivos são utilizados tanto para atrair empresas quanto para reduzir o preço de produtos essenciais.

De acordo com ele, a política de atração de investimentos contribuiu para a criação de mais de 140 mil empregos em três anos e meio. O governador também relacionou os benefícios fiscais ao aumento da renda média e à redução do desemprego no Estado.

“Se eu continuar no governo, vou continuar a linha dos incentivos para atrair cada vez mais investimentos, capital e novos negócios para o Estado, porque eles são um motor da economia”, declarou.

Riedel argumentou que parte dos empreendimentos não seria instalada em Mato Grosso do Sul sem os benefícios. Por isso, segundo ele, o incentivo não pode ser considerado apenas uma renúncia de receita.

“Incentivar algo que não existiria não é abrir mão de receita, porque essa receita não existe. Ao dar o incentivo, o Estado gera uma série de outras receitas com a ativação da economia e com as empresas que passam a participar do processo”, disse.

Ao comentar a situação das finanças estaduais, Riedel afirmou que a arrecadação tem crescido abaixo da inflação e admitiu que este ano exige atenção diante da compressão do orçamento. Mesmo assim, disse que o Estado conseguiu manter os investimentos entre 12% e 15% da receita corrente líquida.

“Antes de pensar em arrecadar mais, a gente tem que pensar em gastar melhor. O Brasil gasta muito e gasta mal. Temos que olhar o tempo todo para a qualidade do gasto”, afirmou.

EDUCAÇÃO

Riedel disse ainda que Mato Grosso do Sul não precisa, neste momento, adotar uma parceria público-privada na educação, mas não descartou o modelo no futuro, caso haja viabilidade financeira.

Segundo ele, uma eventual PPP ficaria restrita à construção e à administração da estrutura física das escolas. Professores, conteúdo pedagógico e responsabilidade pelo desempenho dos estudantes continuariam sob o comando do Estado.

“Se tiver viabilidade do ponto de vista financeiro e a administração puder ser mais bem gerida, é um bom caminho. No nosso caso, não temos necessidade porque temos o patrimônio constituído e uma rede de escolas muito boa”, declarou.

O governador informou que foram aplicados R$ 1,2 bilhão na reforma de aproximadamente 270 escolas estaduais, incluindo intervenções nas redes elétrica e hidráulica, climatização, laboratórios de informática e robótica e bibliotecas.

SEGURANÇA

No tema da segurança pública, Riedel afirmou que o enfrentamento à violência contra as mulheres será incluído na grade escolar da rede estadual a partir de 2027.

Para o governador, as políticas de combate ao feminicídio precisam começar antes de os casos chegarem às delegacias. “Quando esse assunto chega à segurança pública, é porque nós já falhamos como sociedade. Precisamos criar consciência e estabelecer uma rede de proteção para que não chegue à delegacia”, disse.

Riedel afirmou que mais de 20 mil servidores de 47 municípios foram capacitados para reconhecer indícios de violência. Também citou a existência de salas Lilás em 72 cidades, a construção de outras duas Casas da Mulher Brasileira e mudanças nos procedimentos adotados pelas forças de segurança e pelo sistema de Justiça.

MEIO AMBIENTE

Sobre a expansão da indústria de celulose, Riedel reconheceu que os empreendimentos provocam impactos sociais nas cidades, especialmente durante a fase de construção.

Ele disse que o Estado utilizou a experiência de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo para exigir mais contrapartidas da fábrica da Arauco em implantação em Inocência.

“Você vai a Inocência e vê o efeito social, mas não tem hoje o drama que tivemos em Ribas, porque as contrapartidas exigidas da empresa foram trabalhadas a partir daquele aprendizado”, afirmou.

Entre as medidas citadas estão alojamentos afastados da área urbana, transporte para os trabalhadores, reforço na segurança pública e uma unidade de saúde equipada para atender empregados e moradores.

Riedel também defendeu os benefícios ambientais das florestas plantadas, mas admitiu que alterações como a proliferação de macrófitas no Rio Pardo precisam ser investigadas e corrigidas. “Qualquer mudança ou intervenção tem que ser olhada com cautela e corrigida”, declarou.

DESENVOLVIMENTO

Ao falar sobre desenvolvimento econômico, Riedel afirmou que pretende ampliar a industrialização da produção estadual.

O governador disse que não quer limitar a cadeia da celulose à produção da matéria-prima e das grandes fábricas.

“Eu não quero parar na fábrica de celulose. Quero fábrica de papel, de produtos acabados, distribuição, rede logística e a Rota Bioceânica funcionando para levar o produto acabado para fora do País”, afirmou.

O candidato também mencionou a instalação do primeiro data center de Mato Grosso do Sul, em Ivinhema.

O empreendimento é abastecido por energia produzida a partir de biomassa e atende a uma empresa de mineração de bitcoins. 

Na agricultura familiar, Riedel prometeu reforçar assistência técnica, infraestrutura e agroindustrialização.
Ele citou como exemplo o apoio a pequenas unidades de processamento de mandioca para produção de farinha e outros alimentos. 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 07:55:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Crise no STF deve se prolongar ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/crise-no-stf-deve-se-prolongar/472783/</link>
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				<description><![CDATA[A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de suspender a sessão extraordinária sem deliberação final abriu margem para a ampliação de uma das maiores crises institucionais da história recente da corte.

O adiamento ocorreu após o ministro Flávio Dino solicitar pedido de vista, dispositivo que lhe concede até noventa dias para analisar os autos, paralisando a votação sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A apuração se baseia em relatório de quatro delegados da Polícia Federal (PF) que apontou Moraes como interlocutor do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O ambiente no plenário ao longo de mais de seis horas foi marcado por confronto direto e ofensas entre magistrados. A divergência central envolve questão de ordem de Gilmar Mendes, respaldada por Moraes, para que os pedidos de investigação contra Moraes e contra o ministro André Mendonça fossem apreciados conjuntamente. A sessão para analisar o caso de Mendonça estava marcada para o dia 23.

No placar temporário registrado por Fachin, formou-se maioria de quatro votos a três votos contra a unificação. Votaram pela manutenção de análises separadas Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Posicionaram-se a favor do julgamento conjunto Cristiano Zanin e Moraes. Embora Dino tenha sinalizado alinhamento à unificação, seu pedido de vista impediu a conclusão do resultado.

A inclusão do voto de Dino pode levar a um empate em quatro a quatro no plenário. Nesse cenário, subsistem dúvidas regimentais sobre a proclamação do resultado, pois o regimento prevê que o voto do presidente valeria como minerva. A situação ganha complexidade pelo fato de Fachin acumular a condição de relator.

As divergências procedimentais foram criticadas por Dino. O ministro contestou a decisão de Fachin de avocar a relatoria referente a Moraes, afastando Mendonça, relator originário do caso Master. Dino sustentou que a alteração feriu o devido processo legal. “Houve um sacrifício dos ritos, sacrifício das formas, sacrifício do devido processo legal. Se você não tem rito, você tem dois pesos e duas medidas, que é a negação da Justiça”, argumentou Dino.

Em seu voto, Moraes defendeu a instrução unificada. “Não há razão para que a instrução e o julgamento não sejam conjuntos. As delegações são bases fáticas e probatórias comuns, se sobrepõem, porque uma anula a outra, uma afasta a outra”, destacou Moraes. A tese de adiar o debate já fora sugerida por Gilmar Mendes em ofício a Fachin.

A tramitação registrou desfalques. Dias Toffoli declarou-se suspeito e manteve o afastamento dos casos do Banco Master assumido em março, após ligações de familiares com fundo do banco.

Já Kassio Nunes Marques declarou-se impedido e retirou-se da sessão. Como presidente do TSE, Nunes Marques justificou sua ausência.

“Eu entendo que essa missão é mais importante que é assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026”, declarou.
Tensão

O ápice da tensão ocorreu durante a manifestação de Gilmar Mendes, que teceu acusações severas contra André Mendonça. O decano acusou o colega de atuar com viés político-eleitoral e adotar métodos de organizações criminosas.

“Já disse isso em outro momento: até a máfia tem ética. É preciso ter decência, não se comportar desta forma. Um tribunal que isso admite já não delibera com liberdade”, afirmou Gilmar Mendes.

Classificando a conduta como “um jogo de omertá, de máfia”, o decano criticou a apuração parcial no ciclo eleitoral. “Como se a gravidade da notícia variasse conforme o nome do magistrado a que se refere, ou conforme o tribunal que ele integra”, disse Gilmar.

O ministro completou: “Evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral. É disso que nós estamos falando, sob pena de que o resultado, qualquer que seja ele, nasça marcado pela suspeita de haver servido a alguém”.

A intervenção de Gilmar desencadeou confronto verbal direto com Mendonça. Aos gritos e apontando o dedo, o decano afirmou: “Isso não se faz. Pessoas decentes não fazem isso”. 

Mendonça reagiu: “Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um. Respeite este tribunal”. Ao que Gilmar retrucou: “Quem não se dá respeito não merece respeito”.

Executivo

A crise repercutiu no Executivo. Em entrevista à Record, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Mendonça de promover vazamentos seletivos. “Aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado e só soltando o que interessava a ele, agora pode ser aberto para toda a sociedade saber quem tava metido nisso”, declarou Lula.

O chefe do Executivo cobrou rigor para evitar a degradação da imagem do Judiciário. “Chegamos a um momento determinante na história deste País. Não há ninguém que possa fugir do julgamento quando tem suspeita e acusação contra ele. A Suprema Corte precisa ser exemplo e não contribuir com a desconfiança da sociedade”, afirmou o petista.

Lula enfatizou a responsabilidade de Fachin: “O Fachin tem agora a faca e o queijo na mão para abrir tudo e saber quem fez o que na Suprema Corte. E quem fez o que [fez] tem que ser punido, julgado”.

Lula já havia comentado a situação ao SBT, cobrando providências. “Falta apurar. Quem é culpado de verdade? Se o Moraes é o culpado, tem que pagar, se o Mendonça é o culpado, tem que pagar, se o Fachin é culpado, tem que pagar”, cobrou o presidente. 

A equipe de Flávio Bolsonaro tenta associar Lula a Moraes, enquanto o Planalto atua para desvincular o presidente do conflito. Com o pedido de vista de Dino, a crise no STF permanece sem desfecho rápido.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 07:45:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Riedel diz que, se reeleito, vai manter incentivos fiscais em MS]]></title>
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				<description><![CDATA[Em sabatina promovida pelo *Frente a Frente* — pool de seis veículos de comunicação do estado do qual o Correio do Estado faz parte —, o governador de Mato Grosso do Sul e candidato à reeleição pelo Partido Progressista (PP), Eduardo Riedel, afirmou que manterá a política de incentivos fiscais caso siga no comando do Executivo. Atualmente, Mato Grosso do Sul mantém quase R$ 12 bilhões em incentivos fiscais, renúncia que é quase metade do orçamento anual para 2026, de R$ 27,1 bilhões. 

A declaração ocorreu em resposta ao jornalista Daniel Pedra, do Correio do Estado, durante o bloco dedicado à arrecadação e às finanças públicas no encontro com os candidatos ao governo sul-mato-grossense.


“Se eu continuar no governo, eu vou continuar a linha dos incentivos para atrair cada vez mais investimento, capital, novos negócios pro estado, porque ele é o motor da economia, o gerador de resultado positivo pro nosso crescimento”, declarou Riedel.


Atração de capital, geração de empregos e renda

Ao fundamentar a manutenção dos incentivos, o candidato apontou que a medida atua em duas frentes estratégicas. A primeira delas é a atração de investimentos privados para o estado, com reflexo direto na expansão do mercado de trabalho.

“Nesses 3 anos e meio, foram mais de 140.000 empregos. Esse é o primeiro lado do incentivo, o de atrair o capital para cá, pro Mato Grosso do Sul. A consequência direta disso é a geração de emprego, é o aumento de renda média”, afirmou o governador. 

Ele acrescentou que, fruto desse movimento, “o Mato Grosso do Sul conquistou a sexta maior renda média do país e está no seu nível de desemprego mais baixo da história”.

Impacto direto no bolso do consumidor

Durante a sabatina, Eduardo Riedel afirmou que a manutenção de incentivos fiscais está diretamente ligada à redução nos preços da e bens e serviços considerados essenciais para a população. 

“Agora tem um outro lado dos incentivos que muita gente não fala ou não quer falar que são diretamente a diminuição de preço de bens e serviços”, ressaltou. Como exemplos práticos, citou a desoneração de itens do dia a dia: “O gás, gás de cozinha e gás natural são incentivado, carne é incentivado, etanol combustível é incentivado [...] Bar e restaurante é incentivado, né? Diminui a conta pro cliente final [...] todos os itens da cesta básica são incentivados”.

Sobre o etanol — que possui alíquota de ICMS de 11%, ante uma tarifa de 17% para outros combustíveis —, o candidato frisou o caráter de escolha de gestão: “Pode ter uma outra linha de governo que queira tirar esses incentivos e o preço desses produtos irá subir naturalmente ao consumidor. É uma decisão de política pública”.

Arrecadação e novos empreendimentos

Questionado sobre a estimativa de quase R$ 12 bilhões anuais destinados a benefícios fiscais e se considerava correto mantê-los em um eventual segundo mandato, Riedel sustentou: “Eu acho correto”.

O candidato rebatia a tese de que a concessão de estímulos a novas empresas represente renúncia de receitas já existentes nos cofres públicos. “Incentivar algo que não teria não é abrir mão de receita, porque a receita não existe, correto? Você não tem a receita, não tem o investimento e ele não vem se não tiver um incentivo”, explicou.

Para Riedel, a chegada do investimento ativa a economia e gera arrecadação em outras frentes: “Ao dar o incentivo, eu continuo sem parte da receita, o incentivo não é total, ao mesmo tempo que eu gero uma série de outras receitas na ativação da economia, emprego, outras empresas que vêm participar daquele processo, fruto daquele investimento”.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 05:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Zanin: não dá para investigar Moraes sem julgar atos de Mendonça]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/zanin-nao-da-para-investigar-moraes-sem-julgar-atos-de-mendonca/472771/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (15) que não é possível autorizar a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sem antes analisar a legalidade das medidas tomadas pelo relator do caso do Banco Master, o também ministro André Mendonça.

A manifestação ocorreu no contexto de uma questão de ordem levantada no início do julgamento, ainda durante a manhã, pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu para incluir a análise pelo plenário das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça. Durante sua manifestação, ao dirigir-se a Edson Fachin, presidente da Corte, Zanin explicou que as duas questões estão totalmente correlacionadas.

"Vossa excelência, ao assumir a relatoria dessa petição, expressamente indica a possibilidade de haver aqui o reconhecimento da suspeição do eminente ministro André Mendonça. Ora, se existe essa possibilidade, hipoteticamente, e ela foi colocada por vossa excelência, me parece que julgar ou analisar o início, uma autorização de investigação, sem saber se a suspeição será reconhecida, seria uma inversão lógica dos atos processuais", afirmou Zanin.

O ministro ressaltou que o reconhecimento da suspeição poderá ter consequências jurídicas. "Esse é um dado, para mim, determinante também para acolher a questão de ordem", disse o ministro.

No início da sessão, Edson Fachin reafirmou sua posição favorável ao julgamento de Moraes e Mendonça em dias distintos. O STF mantém em andamento a sessão para decidir sobre os caminhos da investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O plenário analisa se o caso terá a inclusão das supostas irregularidades que teriam sido cometidas pelo antigo relator do caso, ministro Mendonça.  

Até o momento, a questão de ordem levantada por Gilmar Mendes conta com os votos favoráveis dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. No voto proferido durante o julgamento, Dino afirmou que não há clareza quanto ao rito definido pelo presidente da Corte, para julgar hoje somente o caso envolvendo Moraes. 

O julgamento prossegue com os votos dos demais ministros.

Entenda

O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. 

A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. 

O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro. 

Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. 

Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.

Reação

Em reação ao relatório da PF, Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos. 

O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. 

Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Senadores criticam adiamento de julgamento e tentam descolar Moraes de Mendonça]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/senadores-criticam-adiamento-de-julgamento-e-tentam-descolar-moraes-de/472770/</link>
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				<description><![CDATA[Senadores de oposição criticaram nesta terça-feira, 15, o adiamento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

"O Brasil parou esperando resposta, e eles encerram a sessão sem resposta. Pelo contrário, houve deboche, insultos, até mesmo baixaria", declarou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), durante uma audiência da Comissão de Direitos Humanos do Senado para falar sobre a crise da Corte.

O líder do PL na Casa, Carlos Portinho (RJ), também criticou o adiamento e defendeu uma reforma no Poder Judiciário. "Lamentável o ponto a que a nossa democracia chegou. Há necessidade do restabelecimento das instituições do País e a necessidade urgente de uma reforma do STF", disse.

Os senadores também tentaram criar uma diferenciação entre Moraes e o também ministro André Mendonça. "As condutas de Moraes são infinitamente diferentes das de André Mendonça. Não há contrato no nome da esposa de André Mendonça com um corrupto que está preso. André Mendonça não orientou nenhum bandido no dia que foi preso", disse Damares.

O STF formou placar de 4 a 3 para negar a questão de ordem apresentada pelo decano, Gilmar Mendes. O ministro propôs que a abertura de investigação de Alexandre de Moraes seja analisada em conjunto com a ação que aponta irregularidades na atuação de André Mendonça - caso que está pautado para a próxima semana.

Na questão de ordem, Gilmar também propôs que a relatoria do caso seja redistribuída para outro ministro. Ele considerou que o presidente da Corte, Edson Fachin, não poderia ter avocado para si o processo, que estava sob responsabilidade de Mendonça

Como houve pedido de vista, o julgamento foi suspenso. Na sessão desta terça-feira, os ministros se concentraram na análise preliminar da questão de ordem e não chegaram a analisar o mérito. Dino tem até 90 dias para devolver o processo para julgamento.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Ex-prefeito de MS pode ficar inelegível após condenação em caso milionário do lixo]]></title>
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				<description><![CDATA[O ex-prefeito de Três Lagoas Angelo Chaves Guerreiro, candidato a deputado estadual pelo PSDB nas eleições de 2026, sofreu uma nova derrota na Justiça no processo que apura irregularidades nas contratações emergenciais para a coleta de lixo do município.

Guerreiro chega à disputa com forte base política em Três Lagoas e articulação na região da Costa Leste, além do apoio do governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso do Sul, e do ex-governador Reinaldo Azambuja, candidato ao Senado.

Conforme informações obtidas pela reportagem, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou recurso apresentado contra a sentença e manteve a condenação por improbidade administrativa.

Em primeira instância, a Justiça determinou a suspensão dos direitos políticos de Guerreiro pelo período de oito anos, aplicação de multa civil e o ressarcimento de R$ 7,4 milhões aos cofres de Três Lagoas.

A devolução do dinheiro foi determinada de forma solidária ao ex-prefeito, à Financial Construtora Industrial Ltda. e ao empresário Antônio Fernando de Araújo Garcia.

A sentença foi proferida pela Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos de Três Lagoas no processo nº 0900194-38.2019.8.12.0021.

O caso envolve uma sequência de contratações emergenciais realizadas para manter os serviços de coleta, transporte e destinação de resíduos sólidos da cidade. 

O julgamento em segunda instância ganha relevância também por ocorrer em ano eleitoral. Uma condenação por improbidade mantida por um grupo de desembargadores pode ter consequências sobre a elegibilidade, mas o efeito eleitoral concreto depende do enquadramento previsto na legislação, da situação atual do processo e de eventual análise pela Justiça Eleitoral.

A defesa ainda pode recorrer às instâncias superiores e também buscar medidas judiciais para suspender os efeitos da condenação.

Uma emergência que se repetiu por anos

O caso começou ainda durante a primeira gestão de Guerreiro à frente da Prefeitura de Três Lagoas. No centro da ação estão contratos firmados entre o município e a Financial Construtora Industrial para a prestação de serviços de coleta, transporte e destinação de resíduos sólidos.

O que deveria ser uma solução excepcional acabou se repetindo. A discussão judicial alcançou sucessivas contratações realizadas sem licitação entre 2017 e 2019.

A sentença declarou nulos contratos relacionados aos processos administrativos 20.203/2017, 20.499/2017, 20.131/2018, 20.391/2018 e 20.124/2019.

Ao analisar a sequência de contratos, a Justiça classificou a situação como uma “emergência fabricada”.

O entendimento foi de que a administração conhecia previamente os prazos das contratações e poderia ter adotado as providências necessárias para realizar uma licitação antes do encerramento dos contratos anteriores. 

A coleta de lixo é um serviço essencial e sua interrupção poderia provocar consequências sanitárias para a população. A necessidade de manter o serviço funcionando foi justamente um dos argumentos apresentados para justificar as contratações emergenciais.

A questão apontada pela Justiça, porém, não foi a necessidade de recolher o lixo da cidade, mas a repetição das contratações sem concorrência e as circunstâncias que levaram o município a chegar sucessivamente a situações consideradas emergenciais.

Os contratos já provocavam questionamentos durante a gestão. Em 2018, por exemplo, uma nova contratação emergencial da Financial para o serviço de coleta de resíduos foi fechada por aproximadamente R$ 6,9 milhões, enquanto os procedimentos adotados pelo município já eram alvo de questionamentos. 

Diferença milionária nos preços

Além da repetição das contratações emergenciais, outro ponto central do processo foi o preço pago pelos serviços.Uma perícia judicial comparou os valores praticados nos contratos emergenciais com preços apresentados posteriormente para a realização dos mesmos serviços.

Em uma das comparações utilizadas durante o processo, o contrato emergencial de novembro de 2017 alcançava R$ 7,2 milhões por seis meses. Posteriormente, em abril de 2019, a própria Financial apresentou orçamento analítico de R$ 4,4 milhões para um período equivalente.

A diferença entre os valores chegava a aproximadamente R$ 2,81 milhões. Ao analisar o conjunto das contratações questionadas, a Justiça chegou a um prejuízo de aproximadamente R$ 7,4 milhões, valor que deverá ser ressarcido aos cofres de Três Lagoas.

O pagamento foi determinado de forma solidária a Guerreiro, à Financial Construtora Industrial e a Antônio Fernando de Araújo Garcia. Na prática, os condenados respondem conjuntamente pela devolução do montante, nos termos estabelecidos pela Justiça.

Sobre o valor ainda incidem correção monetária e juros. Além do ressarcimento, a condenação impôs sanções individuais ao ex-prefeito, entre elas multa civil e suspensão dos direitos políticos por oito anos. 

Caso chegou à Justiça após questionamentos

As contratações passaram a ser questionadas ainda durante a administração de Guerreiro. O processo discutiu a utilização de dispensas de licitação para manter a Financial responsável pelos serviços e se a sequência de contratos provocou prejuízo ao patrimônio público.

A ação de improbidade recebeu o número 0900194-38.2019.8.12.0021 e tramitou na Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos de Três Lagoas.

A sentença foi proferida pela juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, que reconheceu a prática de atos de improbidade administrativa e determinou o ressarcimento do prejuízo calculado no processo.

Além de Guerreiro, a decisão atingiu a Financial Construtora Industrial e o empresário Antônio Fernando de Araújo Garcia.

A Justiça também declarou nulos os contratos emergenciais abrangidos pelo processo.

A sentença original passou posteriormente por uma revisão após a defesa apresentar embargos de declaração. Em outubro de 2025, a Vara de Fazenda Pública acolheu parcialmente o recurso para modificar pontos do enquadramento jurídico da condenação. 

A discussão seguiu para o TJMS e, conforme as informações obtidas pela reportagem, o recurso apresentado contra a condenação foi rejeitado, mantendo o resultado desfavorável ao ex-prefeito.

Defesa contestou irregularidades

Ao longo do processo, Guerreiro contestou as acusações e defendeu a legalidade das medidas adotadas durante sua administração.

Entre os argumentos apresentados estava a necessidade de garantir a continuidade da coleta de lixo, evitando a interrupção de um serviço considerado essencial.

A defesa também questionou a existência do prejuízo apontado e sustentou que os procedimentos administrativos passavam pelos setores técnicos responsáveis da prefeitura.

Após a condenação em primeira instância, Guerreiro afirmou publicamente que recorreria da decisão e alegou ter ocorrido cerceamento de defesa durante o processo.

A Justiça, por outro lado, concluiu que houve conduta dolosa nas contratações analisadas e responsabilizou o então prefeito, a empresa e seu representante pelos prejuízos reconhecidos no processo.

O equipe de reportagem do Correio do Estado procurou Angelo Guerreiro para que se manifestasse sobre a decisão do TJMS, informasse se pretende apresentar novos recursos e esclarecesse quais medidas serão adotadas pela defesa. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. 

Da Câmara à Prefeitura de Três Lagoas

Angelo Chaves Guerreiro construiu sua trajetória política a partir de Três Lagoas. A primeira eleição para um cargo público ocorreu em 2004, quando conquistou uma cadeira na Câmara Municipal. Quatro anos depois, em 2008, foi reeleito vereador, recebendo 2.611 votos.

Ainda durante a passagem pelo Legislativo municipal, Guerreiro tentou ampliar sua atuação para o cenário estadual. Disputou uma vaga de deputado estadual em 2006, mas ficou na suplência.

Voltou a concorrer ao cargo em 2010, então pelo PDT, quando recebeu 16.449 votos, novamente sem conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Em 2012 , deixou a disputa proporcional para tentar pela primeira vez comandar a Prefeitura de Três Lagoas. Naquela eleição, concorreu pelo PSD e recebeu 24.141 votos, mas não foi eleito.

Dois anos depois, já filiado ao PSDB, Guerreiro conseguiu chegar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Nas eleições de 2014, recebeu 29.534 votos e foi eleito deputado estadual.

O mandato na Assembleia, porém, foi interrompido pela volta à disputa municipal. Em 2016, Guerreiro concorreu novamente à Prefeitura de Três Lagoas e venceu a eleição. Com isso, deixou a Assembleia para assumir o Executivo municipal em janeiro de 2017.

Quatro anos depois, conseguiu permanecer no cargo. Nas eleições de 2020, foi reeleito prefeito pelo PSDB com 33.331 votos, equivalentes a 63,92% dos votos válidos, segundo os resultados eleitorais reproduzidos à época.

Guerreiro permaneceu à frente da Prefeitura por dois mandatos consecutivos, entre 2017 e 2024. Agora, nas eleições de 2026, voltou a disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. A candidatura a deputado estadual pelo PSDB está registrada como deferida, conforme dados eleitorais consultados

Reflexos nas eleições de 2026

A decisão também alcança Guerreiro em meio à disputa eleitoral de 2026. O ex-prefeito de Três Lagoas é candidato a deputado estadual pelo PSDB e conta, na campanha, com o apoio do governador Eduardo Riedel e do ex-governador Reinaldo Azambuja.

Com base política em Três Lagoas e atuação na região leste do Estado, Guerreiro tenta retornar à Assembleia Legislativa, onde já exerceu mandato antes de assumir a prefeitura. A manutenção da condenação em segunda instância acrescenta um componente eleitoral ao caso.

A legislação prevê hipóteses em que condenações por improbidade administrativa tomadas por um grupo de julgadores podem resultar em inelegibilidade.

Entretanto, o efeito não decorre simplesmente da existência de uma condenação em segunda instância: é necessário verificar se o caso preenche os requisitos previstos na legislação eleitoral.

Além disso, decisões posteriores podem suspender os efeitos da condenação enquanto novos recursos são analisados.

Por isso, eventual participação de Angelo Guerreiro nas eleições de 2026 dependerá da situação jurídica do processo no momento do registro de candidatura e das decisões que possam ser tomadas pela Justiça comum e pela Justiça Eleitoral.

Enquanto a discussão judicial continua, a decisão do TJMS mantém no centro do debate um processo iniciado a partir de contratos emergenciais assinados nos primeiros anos da administração de Guerreiro e que terminou, em primeira instância, com a determinação de devolução de mais de R$ 7,3 milhões aos cofres de Três Lagoas.

 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 18:39:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Dino pede vista e julgamento sobre Moraes e Mendonça é suspenso com placar em 4x3]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do julgamento que vai decidir se os casos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça devem ser julgados simultaneamente.

O pedido foi feito após os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes iniciarem um bate-boca sobre a condução do caso Master.

Com o pedido de vista, a análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3.

Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista. 

O presidente do STF, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça votaram pelo julgamento separado.

Entenda

Nesta terça-feira (15), o plenário do STF analisava um relatório da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF) que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. A sessão extraordinária foi marcada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. 

O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. 

A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. 

O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro. 

Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. 

Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.

Reação

Em reação ao relatório da PF, Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos. 

O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. 

Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 17:36:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF tem bate-boca entre ministros e discute unificação de casos envolvendo Moraes e Mendonça]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/stf-tem-bate-boca-entre-ministros-e-discute-unificacao-de-casos/472760/</link>
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				<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (15) a análise sobre a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes a partir de um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens e outros registros relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do antigo Banco Master.

A sessão, considerada inédita por envolver a possibilidade de investigação criminal de um integrante da própria Corte, foi marcada por um bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça e por uma disputa sobre a forma de condução dos processos.

Antes de avançar sobre o conteúdo do relatório, os ministros passaram a discutir uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para que os casos envolvendo Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente e em uma nova sessão, marcada para o próximo dia 23.

A proposta recebeu votos favoráveis de Flávio Dino e Cristiano Zanin, enquanto o presidente do STF, Edson Fachin, defendeu que os processos continuem sendo analisados separadamente.

O debate provocou um dos momentos mais tensos da sessão. Gilmar acusou Mendonça de ter conduzido o caso Master com viés político-eleitoral e afirmou que a divulgação de informações relacionadas a Moraes teria ocorrido em um contexto de disputa política.

"É evidente que se trata de um &#39;pixuleco&#39;, de um boneco eleitoral", afirmou Gilmar, ao criticar a atuação do colega. O ministro também classificou a atitude como "covarde" e "vil" e disse que "até a máfia tem ética". Mendonça respondeu acusando Gilmar de ser "leviano" e pediu que o colega não apontasse o dedo para ele.

De modo geral, o termo "pixuleco" ganhou notoriedade no Brasil durante a Operação Lava Jato, em 2015. Na época, a expressão foi associada a valores de propina atribuídos a contratos de empreiteiras com a Petrobras. O termo também foi incorporado ao nome da 17ª fase da operação, a Operação Pixuleco, que teve como principal alvo o ex-ministro José Dirceu.

A palavra posteriormente passou a ser utilizada para identificar um boneco inflável que representava o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário durante manifestações contra o governo Dilma Rousseff e o PT. O personagem se tornou um dos símbolos dos protestos de 2015.

A referência voltou ao centro da disputa política neste ano. Em 7 de setembro, um boneco de Mendonça foi colocado na Avenida Paulista durante um ato bolsonarista. O ministro recebeu pedidos de oração e manifestações de apoio pela condução do caso Master, enquanto o boneco ficou próximo ao trio elétrico principal.

Rebatida

Durante a sessão, Flávio Dino também apresentou uma questão de ordem e criticou a decisão de Fachin de assumir a relatoria dos processos relacionados a Moraes e Mendonça.

Para Dino, a utilização da chamada "avocatória" para retirar a relatoria de Mendonça e concentrar os processos na Presidência do STF não teria previsão para a situação discutida no caso. O ministro defendeu que os procedimentos tenham um rito único e que os casos sejam analisados conjuntamente.

Dino também criticou o que chamou de "combate seletivo" à corrupção. Segundo o ministro, existem dezenas de pessoas citadas em diferentes situações relacionadas ao caso Master e outros processos, envolvendo integrantes do Judiciário, Ministério Público e advocacia.

"Por que um vai abrir o processo hoje, e os outros, um outro, que seria o ministro André, na próxima, e os outros, sabe Deus quando? Não tem data", questionou.

O ministro citou ainda a Operação Lava Jato como exemplo dos efeitos institucionais que podem decorrer da condução de grandes investigações. Segundo Dino, apesar da relevância jurídica de decisões tomadas durante a operação, também houve consequências institucionais que deveriam servir de aprendizado para o Judiciário.

Dino afirmou ainda que existem no STF "processos zumbis", expressão utilizada para se referir a processos que permanecem no tribunal sem uma definição clara. Para ele, houve situações em que foram sacrificados "ritos, formas e o devido processo legal".

Impasse

A primeira discussão do plenário nesta terça-feira não foi sobre a existência ou não de elementos para investigar Moraes, mas sobre o próprio rito do julgamento e a possibilidade de reunir os casos.

Na questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, a proposta é suspender a análise desta terça-feira, reunir os procedimentos relacionados a Moraes e Mendonça e retomar o julgamento na semana que vem. 

Novamente, Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela reunião dos processos e divergiram de Fachin, que defendeu a manutenção da análise separada.

O próprio Alexandre de Moraes também participou da discussão da questão de ordem e votou pela reunião dos casos, conforme atualização da sessão. Como o ministro é o alvo da possível investigação, porém, sua participação na análise do mérito sobre eventual abertura de procedimento contra ele é uma questão distinta.

A composição do julgamento também foi alterada antes da análise do caso. O ministro Kassio Nunes Marques declarou-se impedido de participar da votação, enquanto Dias Toffoli declarou-se suspeito. Com isso, o número de ministros aptos a participar da análise sobre eventual investigação de Moraes foi reduzido. Moraes também não participa da votação sobre a abertura de investigação contra si.

Julgamento 

O julgamento foi convocado para analisar um relatório produzido pela Polícia Federal que reúne mensagens e outros registros envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O documento passou a ser público depois que Mendonça levantou o sigilo sobre o material.

A Procuradoria-Geral da República questiona a forma como o relatório foi produzido e pede que o documento seja anulado. A PGR sustenta que Mendonça determinou a produção do material sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter anteriormente a medida ao plenário.

A partir dessa discussão, os ministros deverão decidir primeiro se o relatório pode ser utilizado e, posteriormente, se os elementos apresentados são suficientes para justificar a abertura de uma investigação contra Moraes.

Cabe destacar que até o fechamento desta matéria, a decisão sobre a eventual investigação de Moraes ainda não foi tomada. Caso a decisão termine em empate, Fachin decide sobre a investigação. 


 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 16:50:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[PRTB troca Pablo Marçal por Leonardo Avalanche na disputa à presidência]]></title>
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				<description><![CDATA[O PRTB decidiu substituir Pablo Marçal como candidato na disputa pela Presidência da República. Em seu lugar, entrará na disputa Leonardo Avalanche, que é presidente da sigla.

A decisão pela substituição foi tomada ontem (14) após Marçal apresentar carta de renúncia da candidatura a presidente.

Na última sexta-feira (11), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, indeferir o registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República. A Corte Eleitoral aceitou o argumento do Ministério Público Eleitoral (MPE) de que Marçal não estava filiado ao PRTB em abril deste ano, quando terminou o prazo da janela partidária para troca de partido. Até então, ele estava filiado ao União Brasil.

Além disso, Pablo Marçal está inelegível até 2032 por abuso de poder político e econômico durante a campanha para a prefeitura de São Paulo, em 2024.

O dia 14 também era o último prazo legal para a substituição de candidaturas. Para concorrer na cabeça de chapa, Leonardo Avalanche também apresentou renúncia. Ele era o candidato a vice de Marçal.

Com a nova decisão, a chapa terá como candidata a vice-presidente Silvia Helena da Silva Pereira. A nova chapa já aparece na página do TSE.

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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 15:43:00 -0400</pubDate>
			</item>
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				<title><![CDATA[Vander articula apoio federal após Adriane decretar emergência em Campo Grande]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/vander-articula-apoio-federal-apos-adriane-decretar-emergencia-em/472753/</link>
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				<description><![CDATA[Após a prefeita Adriane Lopes (PP) decretar calamidade pública em virtude das fortes chuvas da última semana em Campo Grande, o deputado federal e candidato ao Senado Vander Loubet (PT) confirmou nesta terça-feira (15), o reconhecimento federal de calamidade na Capital, além do encaminhamento de recursos do Governo Federal ao município.  

A decretação de calamidade pública foi confirmada pela secretária-executiva da Casa Civil da Presidência da República, Francisca Lucileide de Carvalho, e segue para publicação no Diário Oficial da União (DOU). Na esfera municipal, o executivo reconhece o estado de calamidade desde o último sábado (12), dois dias após as fortes chuvas. 

Vander se reúne no período da tarde com o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, no Palácio do Planalto. Prefeita acompanha agenda. 

Conforme o deputado, a prioridade do encontro é transformar a portaria federal em repasses concretos e "livre de amarras orçamentárias, para socorro humanitário e reconstrução da infraestrutura da Capital", priorizando um plano emergencial de macrodrenagem e o amparo direto às famílias que sofreram prejuízos materiais.

Com o reconhecimento de calamidade formalizado, o parlamentar agora comanda o encaminhamento dos projetos práticos junto aos ministérios.

A agenda conta com a presença do vereador Landmark Rios (PT) e do líder da prefeita Adriane Lopes na Câmara Municipal, vereador Beto Avelar (PP). 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 15:15:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Depoimento de Vorcaro à PF é adiado após pedido da defesa]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/depoimento-de-vorcaro-a-pf-e-adiado-apos-pedido-da-defesa/472749/</link>
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				<description><![CDATA[O depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro à Polícia Federal que estava previsto para esta terça-feira (15), foi adiado para a semana que vem após pedido da defesa.

A oitiva faz parte da investigação sobre supostas irregularidades em operações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

Os advogados alegaram necessidade de mais tempo para analisar o material da investigação e afirmaram não ter certeza de que tiveram acesso integral aos autos.

A apuração envolve operações de cessão de créditos entre empresas ligadas ao Banco Master e o BRB. Relatórios da Polícia Federal apontam indícios de irregularidades em transações bilionárias realizadas entre 2024 e 2025, que estão sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF).

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]]></description>
				
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 14:45:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Ministro Guilherme Boulos vem a Campo Grande para campanha de Fábio Trad ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/ministro-guilherme-boulos-vem-a-campo-grande-para-campanha-de-fabio/472748/</link>
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				<description><![CDATA[Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos estará em Campo Grande nesta quinta-feira (17) para participar de atividades de campanha ao lado de Fábio Trad, candidato ao Governo do Estado. A agenda prevê uma caminhada, a partir das 18h, na região do Bairro Lageado, com a participação também de Gilda, candidata a vice-governadora, além de Vander e Soraya, postulantes ao Senado.

A presença de Boulos na Capital na reta final da campanha e faz parte da estratégia da coligação liderada por Fábio Trad para ampliar a mobilização e reforçar a candidatura na disputa eleitoral.

Segundo Agamenon Rodrigues do Prado, secretário-geral do PT de Mato Grosso do Sul, a coligação tem acesso a pesquisas que apontam Fábio Trad no segundo turno. Para ele, a expectativa é de que outras lideranças nacionais participem das atividades de campanha nos próximos dias.

Antes da agenda com Boulos, Fábio Trad também terá a presença de Marco Aurélio de Carvalho, jurista, fundador do grupo Prerrogativas e um dos coordenadores nacionais da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele participa de um ato público nesta quarta-feira (16), às 18h, na Rua Professor Luiz Alexandre de Oliveira, nº 749.

Marco Aurélio deve abordar a recente crise institucional e discutir os riscos para a democracia e a soberania nacional. Conforme Agamenon, a participação do jurista também demonstra que a direção nacional da campanha aposta na presença de Fábio Trad no segundo turno.

“A vinda de Marco Aurélio de Carvalho demonstra que a direção nacional da campanha aposta na presença de Fábio Trad no segundo turno”, afirmou Agamenon.

A sequência de agendas ocorre na fase final da campanha, com o objetivo de fortalecer a candidatura e ampliar a presença de Trad ao eleitorado.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 13:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[MPMS rechaça censura de Pollon ao Correio do Estado sobre "Dark Horse"]]></title>
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				<description><![CDATA[O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) afirmou que as reportagens do Correio do Estado questionadas judicialmente pelo deputado federal Marcos Pollon (PL) abordaram fatos de interesse público relacionados ao exercício do mandato parlamentar, e não aspectos da vida privada do político.

O entendimento consta em manifestação assinada pelo promotor de Justiça Júlio Bilemjian Ribeiro no processo nº 0812381-50.2026.8.12.0110, que tramita na 10ª Vara do Juizado Especial Criminal de Campo Grande.

Pollon apresentou queixa-crime contra os jornalistas Eduardo Miranda e Alicia Miyashiro e contra o Correio do Estado. O deputado atribui aos acusados a suposta prática dos crimes de difamação e injúria, previstos nos artigos 139 e 140 do Código Penal. 

Fac-símile do parecer do promotor de Justiça Júlio Bilemjian Ribeiro - Foto: Reprodução

A ação questiona duas reportagens publicadas pelo jornal. A primeira, intitulada “Além de Daniel Vorcaro, deputado de MS também ajudou a ‘bancar’ filme sobre Bolsonaro”, foi divulgada no dia 13 de maio. A segunda, “ONG que recebeu repasse de Pollon é alvo de operação em SP”, foi publicada no dia 1º de junho.

Na queixa-crime, Pollon sustenta que as matérias apresentaram informações supostamente falsas, pejorativas e ofensivas à sua honra e reputação.

Ele também alega que os textos criaram uma associação indevida entre sua atuação política, a destinação de emendas federais e possíveis irregularidades envolvendo terceiros.

Para o MPMS, entretanto, os assuntos abordados nas reportagens estão diretamente vinculados às atribuições institucionais de Pollon como deputado federal.

“Observa-se da própria narrativa constante da queixa-crime que as alegadas ofensas não dizem respeito a aspectos da vida privada do querelante, mas sim a fatos diretamente relacionados ao exercício de seu mandato parlamentar federal”, afirmou o promotor.

Na manifestação, Júlio Bilemjian Ribeiro reforçou que as publicações discutiram a destinação de recursos provenientes de emendas parlamentares, a atuação política de Pollon e sua condição de deputado federal. Portanto, abordaram fatos ligados à atividade institucional do parlamentar e de interesse público.

O promotor, contudo, não analisou nessa manifestação se houve ou não difamação ou injúria. O parecer se concentra na definição do ramo do Poder Judiciário competente para processar e julgar a ação apresentada pelo deputado.

Segundo o MPMS, como as supostas ofensas apontadas por Pollon estão relacionadas ao exercício de uma função pública federal, o processo não deve permanecer na Justiça Estadual.

A continuidade da ação nesse ramo do Judiciário poderia provocar um vício de incompetência absoluta e resultar na anulação dos atos processuais.

O Ministério Público citou a Súmula 147 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual compete à Justiça Federal processar e julgar crimes praticados contra funcionário público federal quando relacionados ao exercício da função.

Também foi mencionado um precedente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), que reconheceu a competência federal para julgar crime contra a honra praticado por meio da imprensa contra um deputado federal.

“Não há como dissociar a pretensão deduzida da condição funcional ostentada pela vítima”, registrou Júlio Bilemjian Ribeiro.

Com esse entendimento, o MPMS pediu que a Justiça Estadual reconheça sua incompetência para analisar o processo e determine a redistribuição dos autos à Seção Judiciária da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul. O pedido ainda precisa ser analisado pelo juiz responsável pela ação.

INVESTIGAÇÃO

O nome de Pollon aparece na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira para investigar suspeitas de desvios de emendas parlamentares.

Dino destacou que Pollon, eleito por Mato Grosso do Sul, destinou R$ 1 milhão a um projeto em São Paulo. 
Conforme o ministro, a situação revela “aparente desconformidade com a exigência de absoluta vinculação federativa” estabelecida pelo Supremo para a aplicação desses recursos.

A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. Entre as entidades investigadas estão a Academia Nacional de Cultura, o Instituto Conhecer Brasil e a Go Up Entertainment, todos ligados à empresária Karina Ferreira da Gama.

O ministro determinou a suspensão das atividades da Academia Nacional de Cultura (ANC) e proibiu o deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor-executivo de “Dark Horse”, e outros 28 investigados de deixarem o País.

A investigação busca esclarecer o destino de recursos públicos que teriam circulado por entidades e empresas vinculadas entre si, algumas delas instaladas nos mesmos endereços.

A Controladoria-Geral da União também identificou situações consideradas atípicas na contratação de fornecedores localizados em outros estados.

A presença de Pollon na decisão decorre da indicação da emenda de R$ 1 milhão ao projeto paulista e da possível irregularidade na vinculação territorial do recurso. A citação, isoladamente, não comprova que o deputado tenha participado de eventual desvio.

SEM DESTINO

A emenda indicada por Pollon tinha como finalidade o financiamento do projeto audiovisual “Heróis Nacionais”, que seria executado pela ANC.

A ANC é presidida por Karina Ferreira da Gama, também ligada à Go Up Entertainment, produtora responsável por “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel.

Os registros oficiais mostram que a verba indicada pelo deputado foi transferida ao governo de São Paulo. O recurso, porém, não chegou à Academia Nacional de Cultura, e o projeto audiovisual não foi executado.
Pollon declarou que, diante da inviabilidade da iniciativa, pediu ao governo paulista que o dinheiro fosse redirecionado ao Hospital de Amor de Barretos. 

Até o momento, entretanto, não há confirmação pública de que a instituição tenha recebido a verba.
Os sistemas oficiais consultados indicavam que o dinheiro permanecia sem execução e formalmente vinculado ao projeto cultural. 

O Correio do Estado procurou o Hospital de Amor para confirmar se houve o redirecionamento ou alguma comunicação oficial sobre a emenda e aguarda resposta.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 07:55:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF: Dino comenta sobre exclusão de imprensa no plenário e diz que não foi consultado]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/stf-dino-comenta-sobre-exclusao-de-imprensa-no-plenario-e-diz-que-nao/472708/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira, 14. que não foi consultado sobre a proibição para a imprensa acessar o plenário da Corte no julgamento desta terça-feira, 15, quando o Tribunal vai decidir se autoriza a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes em razão do seu suposto elo com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O plenário será aberto apenas para pessoas que se credenciaram em link disponibilizado pelo Supremo e tiveram o credenciamento confirmado pelo cerimonial da Corte.

"O ministro Flávio Dino esclarece que não foi consultado sobre esse ponto e, caso consultado, se manifestaria a favor da presença dos jornalistas no plenário. Se estarão presentes centenas de pessoas, algumas inclusive 'convidadas', o ministro entende que não há razão para excluir os jornalistas", afirmou Dino em nota.

A secretaria de comunicação do Supremo negou que haja pessoas convidadas.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Pardal: eleitores denunciam duas irregularidades eleitorais por dia em MS ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/pardal-a-cada-dois-dias-eleitores-denunciam-uma-irregularidade/472702/</link>
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				<description><![CDATA[Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 67 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (14), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. Ou seja, em média, duas irregularidades são denunciadas todos os dias no Estado. 

Campo Grande concentra 26 registros, o equivalente a 38% das denúncias feitas no Estado. Dourados (12), Ponta Porã (5) e Bonito (5) aparecem em seguida. Jardim, Ivinhema, Corumbá, Miranda, Nova Andradina, Três Lagoas, Sonora, Rio Brilhante, Chapadão do Sul, Coxim e Caarapó também possum denúncias de irregularidades. 

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual (29) e a deputado federal (22) concentram a maioria das denúncias. Demais denúncias foram destinadas a candidatos a governador (4), senador (2), partido e coligação (10). 

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com 15 registros. Bens públicos (12), vias públicas (8), outdoors e outdoors eletrônicos (6), comícios e showmícios (5), distribuição de material gráfico (4) também estão entre as denúncias. Também há denúncias por adesivagem, confecção e distribuição de brindes. 

Das 67 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 55 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. A maior parte dos registros, 35, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto 32 partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso. Os dados podem ser conferidos aqui!
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 17:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Tereza Cristina aciona 40 senadores para acompanhar julgamento de Moraes no STF]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/tereza-cristina-aciona-40-senadores-para-acompanhar-julgamento-de/472689/</link>
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				<description><![CDATA[A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) ligou para mais de 40 parlamentares ao longo do final de semana para pedir que venham a Brasília acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para esta terça-feira (15), visto que o julgamento no Supremo pode definir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Os congressistas que já estão na capital vão fazer um pronunciamento nesta segunda-feira, no Senado, com a presença de Tereza e do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Conforme apurado pelo Estadão, a tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes.

Por sua vez, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) solicitou na semana passada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que abra uma sessão extraordinária nesta terça para que os parlamentares acompanhem o julgamento no Supremo mas, conforme apurou a Coluna, Alcolumbre não deve se pronunciar oficialmente sobre o pedido.

O presidente do Congresso tem se queixado a aliados da pressão que vem sofrendo de seus pares, especialmente os da oposição, para que dê andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Em conversas reservadas, os congressistas reclamam da "passividade" da Casa diante da crise que passou a assombrar a Corte. Alcolumbre é próximo de Alexandre de Moraes e voltou a ter boa interlocução com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fatores que diminuem ainda mais as chances de o presidente do Senado agir em relação aos conflitos envolvendo o STF antes das eleições.

Com informações de Estadão Conteúdo 
 
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 14:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Veteranos se unem para levar Londres à presidência da Assembleia Legislativa]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/veteranos-se-unem-para-levar-londres-a-presidencia-da-assembleia/472660/</link>
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				<description><![CDATA[Uma articulação envolvendo alguns dos políticos mais experientes de Mato Grosso do Sul começa a desenhar a disputa pelo comando da Assembleia Legislativa de Mato Grosos do Sul (Alems) na próxima legislatura. 
Conforme apuração do Correio do Estado, o deputado estadual Londres Machado (PP), o ex-governador André Puccinelli (MDB), o deputado estadual Zé Teixeira (PL), o deputado estadual Zeca do PT e o ex-conselheiro Jerson Domingos (União Brasil), do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), já teriam se alinhado em torno de um acordo para entregar a presidência da Casa ao decano do Parlamento estadual.

Nos bastidores, de acordo com a reportagem, o grupo é chamado de “Bancada da Bengala”, em referência à idade e à longa trajetória política de seus integrantes, afinal, juntos, os cinco têm idade média de quase 80 anos. 

Zé Teixeira é o mais velho, com 86 anos, seguido por Londres Machado, de 84 anos, André Puccinelli, com 78 anos, Zeca do PT, com 76 anos, e Jerson Domingos, com 75 anos – ele completará 76 anos em novembro.

No entanto, a movimentação depende do resultado das urnas no dia 4 de outubro, pois, enquanto Londres, Zé Teixeira e Zeca tentam renovar os respectivos mandatos, Puccinelli e Domingos buscam retornar à Alems. 

Caso todos os três sejam reeleitos e os dois eleitos, o grupo pretende trabalhar para que Londres assuma novamente o comando do Legislativo, independentemente das preferências das principais lideranças políticas do Estado.

Embora Zé Teixeira seja o mais velho, Londres é considerado o decano em razão do número de mandatos e do tempo de atuação parlamentar. 

Ele tenta chegar ao 14º mandato de deputado estadual e acumula diversas passagens pela presidência da Alems.

A articulação antecipada pode contrariar os planos do governador Eduardo Riedel (PP), que tenta a reeleição, e do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que busca uma cadeira no Senado, duas das principais forças políticas envolvidas na formação da futura Mesa Diretora.

Riedel cogitaria apoiar Pedro Caravina (PSDB) para a presidência. O deputado, entretanto, precisaria conquistar um novo mandato e construir maioria entre os parlamentares eleitos. 

No PL, Paulo Corrêa também estaria pressionando Azambuja para receber o apoio do partido na disputa pelo principal cargo da Casa.

PONTO PACÍFICO

Apesar das divergências em torno da presidência, há espaço para uma composição. O ponto considerado pacífico nas conversas é que Riedel e Azambuja poderiam participar diretamente da escolha do primeiro-secretário, segundo posto mais importante da Mesa Diretora e responsável pela administração da Alems.

Para a função, a preferência seria por Gerson Claro (PP), atual presidente da Alems. O parlamentar mantém bom trânsito tanto com Riedel quanto com Azambuja e também possui uma relação política próxima com Londres Machado. 

Essa condição permitiria que ele funcionasse como elo entre a bancada governista, o grupo ligado ao ex-governador e os parlamentares veteranos. 

A eventual chapa com Londres na presidência e Gerson Claro na primeira-secretaria surgiria, assim, como uma solução para acomodar os diferentes grupos. 

O arranjo preservaria o comando político da Alems com o decano, ao mesmo tempo que garantiria às duas principais lideranças influência sobre a administração da Casa.

Qualquer acordo, entretanto, continuará condicionado ao desempenho dos envolvidos nas eleições. 
Além de conquistarem os respectivos mandato, os integrantes do experiente grupo precisarão reunir votos dos outros 19 deputados estaduais que formarão a próxima legislatura.

* Saiba 

Presidente da Alems precisa ter 13 votos

A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul será realizada no dia 1º de fevereiro de 2027, depois da posse dos 24 deputados estaduais. 

A votação será nominal e aberta, com possibilidade de disputa por chapa ou candidatura individual.
Para vencer no primeiro escrutínio, o candidato precisará de pelo menos 13 votos. 

Se ninguém alcançar esse número, haverá uma segunda votação por maioria simples. Em caso de empate, será eleito o candidato mais idoso.

Além do presidente, serão escolhidos três vice-presidentes e três secretários para mandatos de dois anos, com possibilidade de reeleição. 

Os interessados deverão registrar as chapas ou candidaturas individuais até o início da sessão, indicando o cargo que pretendem disputar.

O presidente eleito ficará responsável por conduzir as sessões e os trabalhos legislativos, além de participar do comando administrativo da Casa. 

As regras estão previstas no Regimento Interno da Alems.

Caso algum dos cargos não seja preenchido após o segundo escrutínio, será aberto um novo prazo de até 48 horas para inscrições, e outra eleição deverá ocorrer em até 72 horas. Até a definição, os trabalhos serão conduzidos provisoriamente.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 07:55:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lula reage e fica numericamente à frente dos adversários no 2º turno]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-reage-e-fica-numericamente-a-frente-dos-adversarios-no-2o-turno/472656/</link>
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				<description><![CDATA[ 

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece numericamente à frente de todos os adversários testados nos cenários de segundo turno da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 14. O petista reverteu as desvantagens numéricas que tinha diante do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do escritor Augusto Cury (Avante), embora permaneça tecnicamente empatado com os dois.

Na simulação contra Flávio, Lula registra 47% das intenções de voto, ante 46% do senador. Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum dos dois somam 6%, enquanto 1% não sabe ou não respondeu. Na pesquisa anterior, divulgada em 8 de setembro, o cenário era inverso: Flávio tinha 46% e Lula, 45%, também em empate técnico.

Lula também passou à frente de Cury numericamente, com 45% contra 42%. Como a diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Na rodada anterior, Cury tinha 45% e Lula, 43%. Brancos, nulos ou nenhum somam agora 11%, e 2% não souberam responder.

Na disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula venceria por 47% a 41%. A vantagem do petista passou de três para seis pontos porcentuais: na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e Caiado, 43%, em empate técnico. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos representam 11%, e 1% não sabe ou não respondeu.

A maior vantagem de Lula ocorre nos confrontos com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e com o ativista Renan Santos (Missão). O presidente venceria Zema por 49% a 38%, ante 47% a 40% na rodada anterior. Contra Renan, Lula marca 48% e o adversário, 37%; anteriormente, o placar era de 47% a 39%. Os que escolheriam branco, nulo ou nenhum somam 11% no cenário com Zema e 14% na disputa com Renan.

PRIMEIRO TURNO

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera as intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais, com 42%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 14. Na rodada anterior, de 8 de setembro, o petista tinha 39%. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em seguida, com 37%, ante 35% na pesquisa anterior.

A vantagem numérica de Lula sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro passou de quatro para cinco pontos porcentuais.

O escritor Augusto Cury (Avante) vem perdendo pontos, mas continua ocupando a terceira posição, com 6% das intenções de voto. Na semana passada, ele registrava 9% e na pesquisa de 31 de agosto, chegou a 11%.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, ante 4% na rodada anterior.

O ativista Renan Santos (Missão) aparece com 2%, mesmo porcentual da pesquisa anterior.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) registra 1%, também estável.

Os demais candidatos somam 1%.

Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum candidato representam 4%, enquanto 2% não sabem ou não responderam.

A Nexus entrevistou 2.003 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 11 e 13 de setembro.

A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04076/2026.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 07:11:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Mendonça autorizou bloqueio de R$ 2 bilhões em bens ligados a Vorcaro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/mendonca-autorizou-bloqueio-de-r-2-bilhoes-em-bens-ligados-a-vorcaro/472650/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o bloqueio de mais de R$ 1,9 bilhão em bens no exterior de propriedade do Banco Master e de empresas pertencentes ao grupo. Entre os objetos listados, estão obras de arte, mansões nos Estados Unidos, embarcações e automóveis de luxo. Também foram alvo da medida R$ 21,4 bilhões em ativos das instituições financeiras liquidadas e imóveis ligados às empresas.

Foram listados no processo 18 bens no exterior que, somados, foram avaliados em R$ 1,9 bilhão. Quatro itens não foram avaliados, o que eleva a estimativa total dos bens para mais de R$ 2 bilhões. Nem todos os bens e ativos foram localizados pelos investigadores.

O rol de bens inclui um apartamento duplex na Florida, uma casa de veraneio com residência para visitas no mesmo Estado dos EUA, uma fazenda de luxo com residência no Colorado, um iate, outras embarcações de luxo, uma Mercedes-Benz e um Ford Bronco. Também está na lista R$ 280 milhões decorrente da venda de uma aeronave

No campo das artes, o grupo de Daniel Vorcaro é dono de duas pinturas de Jean-Michel Basquiat avaliadas em R$ 25 milhões e R$ 27,5 milhões, respectivamente. Há ainda um Picasso avaliado em R$ 40 milhões e pinturas de Andy Warhol, Yayoi Kusama e Frederic Anderson de valores não estimados.

A decisão foi tomada em 24 de julho a partir de um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República em 19 de junho. Segundo a PGR, "o sequestro de todos os ativos acessados pelas liquidações extrajudiciais é a única medida capaz de garantir a correta destinação do patrimônio em sua ordem legal e o valor de mercado dos bens arrecadados". Ainda de acordo com o pedido, a medida "servirá apenas para impedir a dispersão precoce do patrimônio levantado".

A PGR explicou que, "além de danos diretos e evidentes à Fazenda Pública, o expressivo prejuízo suportado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve ser considerado". E que, "embora seja entidade privada, o FGC é custeado, em grande parte, por bancos e instituições públicas, que foram indiretamente (e significativamente) lesadas pelos delitos, sendo cabível e necessária a imposição da medida".

Na decisão, Mendonça determinou o sequestro sobre os ativos das seguintes instituições: Banco Master; Banco Master de Investimento; Banco Letsbank; Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários; Will Financeira Crédito, Financiamento e Investimento; Banco Pleno; Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários; e Banco Master Múltiplo.

A decisão foi tornada pública a partir da determinação do presidente do STF, Edson Fachin, para que Mendonça levantasse o sigilo das investigações sobre as fraudes do Banco Master.

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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 13 Sep 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Presidente do STF assume relatoria de processo sobre Moraes e Vorcaro]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, é agora o relator do caso sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No mesmo despacho deste sábado (12), Fachin remeteu à Presidência da Corte processos relacionados ao Banco Master e a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na decisão, Fachin faz referência a despacho do ministro André Mendonça, também deste sábado, que remeteu a investigação contra Alexandre de Moraes (Petição 16.662) ao presidente do STF, com base no regimento interno do Supremo, que atribui ao plenário da Corte a responsabilidade por processar e julgar crimes cometidos pelos ministros da casa.

O presidente do Supremo também já havia suspendido qualquer procedimento sobre investigação de integrantes da Corte em decisão do dia 9 de setembro, e ordenado que qualquer caso fosse remetido a ele. Mendonça, então, cumpre essa determinação.

Na próxima terça-feira (15), uma sessão plenária extraordinária analisa a Pet 16.662 e decide sobre possível investigação a respeito de supostas relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Master e INSS

No documento, Fachin envia à Presidência as Pets 15.041 e 15.556 e “todos os processos a elas relacionados”. A primeira trata dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões concedidas pelo INSS. A outra é uma das investigações relacionadas ao Master.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 13 Sep 2026 08:10:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fachin marca sessão sobre Mendonça para dia 23]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou neste sábado (12) o pedido de Alexandre de Moraes para que os casos envolvendo os dois ministros fossem analisados em conjunto na sessão extraordinária marcada para terça-feira (15). Fachin manteve a pauta da próxima semana dedicada exclusivamente ao processo que trata das mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes.

No mesmo despacho, o presidente do STF marcou para 23 de setembro a sessão que deverá analisar o pedido de investigação contra André Mendonça. Segundo Fachin, o procedimento envolvendo o ministro ainda está em fase de instrução e não reúne, neste momento, todos os elementos necessários para ser levado ao plenário.

Processos separados

Moraes havia pedido a análise conjunta sob o argumento de que a separação poderia provocar um “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.

Segundo o ministro, a inclusão apenas do processo relacionado a ele prejudicaria uma avaliação completa dos fatos pelos integrantes da Corte.

Fachin, porém, considerou que os procedimentos têm objetos distintos e estão em momentos processuais diferentes.

A Petição 16.662, que reúne o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens de Vorcaro, havia sido liberada para julgamento por Mendonça em 6 de setembro. A Petição 16.704, que trata das acusações contra Mendonça, ainda aguarda manifestações e informações pedidas pela Presidência do STF.

“A manutenção em pauta tão somente da Pet 16.662 assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste tribunal”, escreveu Fachin.

Caso de Moraes

A sessão extraordinária de terça-feira, a partir das 10h, analisará o relatório da Polícia Federal que identificou mais de 50 mensagens enviadas por Vorcaro a um número de telefone que, segundo a investigação, seria utilizado por Moraes.

O material foi produzido no contexto das apurações relacionadas ao Banco Master e se tornou público após ter sido elaborado a pedido de Mendonça.

O caso gerou uma crise interna no STF. Moraes questionou a forma como documentos da investigação foram tornados públicos e acusou Mendonça de ter feito uma “escolha seletiva” na divulgação do material.

Segundo Moraes, cerca de 180 peças e arquivos permaneceram sob sigilo. Ele pediu o levantamento integral da confidencialidade dos procedimentos relacionados ao caso.

Acusações contra Mendonça

A Petição 16.704 reúne questionamentos apresentados por Moraes sobre a atuação de Mendonça nas investigações envolvendo o Banco Master e o INSS.

Entre os pontos levantados estão suspeitas de:

• usurpação da direção das investigações;

• condução irregular de tratativas relacionadas a delação premiada;

• suposto direcionamento de apurações contra Moraes;

• possível atuação seletiva na condução dos procedimentos.

Fachin destacou que parte das informações solicitadas ainda deve ser apresentada. O prazo para algumas manifestações termina na segunda-feira (14), véspera da sessão que tratará do caso de Moraes, enquanto outros prazos se estendem para além da data.

Por isso, segundo o presidente do STF, levar o processo contra Mendonça ao plenário na terça-feira significaria submeter aos ministros uma matéria cuja instrução preliminar ainda não foi concluída.

Pedido de Moraes

Além do julgamento conjunto, Moraes fez outros pedidos a Fachin. O ministro pediu o levantamento de “todo e qualquer sigilo, sem exceção” dos procedimentos relacionados à Petição 15.556.

Também pediu que todos os integrantes da magistratura citados nos procedimentos fossem intimados para prestar informações e adotar medidas destinadas à defesa das prerrogativas do Judiciário.

Sobre os sigilos, Fachin informou que pedido semelhante já havia sido apresentado pelo ministro Cristiano Zanin e que as providências correspondentes haviam sido tomadas. O pedido para ouvir os magistrados será analisado posteriormente.

Banco Master

A disputa entre Moraes e Mendonça ocorre em meio às investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e possíveis ramificações políticas.

Uma das frentes da apuração também envolve o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O caso provocou divergências no STF sobre a definição do ministro responsável por centralizar procedimentos relacionados às diferentes frentes da investigação.

Com a decisão de Fachin, a Corte terá duas sessões separadas: a primeira, na terça-feira (15), sobre o caso envolvendo Moraes; e a segunda, em 23 de setembro, para analisar as questões relacionadas a Mendonça.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA["Ao aplicar garantias constitucionais, o STF vira alvo de grupos contrariados"]]></title>
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				<description><![CDATA[O papel do Supremo Tribunal Federal (STF) na preservação da Ordem Constitucional e a recente escalada de tensões entre os Poderes no Brasil colocam no centro do debate a estabilidade das instituições democráticas.

Para compreender a fundo essa dinâmica complexa, a entrevista concedida ao Correio do Estado traz as análises e reflexões do jurista Sandro Rogério Monteiro de Oliveira.

Como professor de Direito Constitucional na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Sandro examina de que maneira a atuação da Corte no cumprimento de sua função contramajoritária gera resistências entre grupos afetados pelo cumprimento da Carta Magna.

Segundo o docente: "Ao aplicar as garantias constitucionais contra essas investidas, o STF converte-se no alvo direto dos grupos contrariados".

Aprofundando seu diagnóstico com a bagagem de quem tem pós-doutorado em Direito Constitucional pela PUC de São Paulo, Sandro estende a reflexão para o cenário internacional, apontando que o desgaste do Judiciário se conecta a um movimento global de desinformação e fragilidade social:


"A onda global de questionamentos às Supremas Cortes decorre do deficit na educação para a cidadania, da frustração socioeconômica individual e do uso político de 'fantasmas' ideológicos. Essa conjuntura abre espaço para a adesão populacional a teorias conspiratórias".


Ao tratar dos freios e contrapesos do arranjo republicano, o constitucionalista esclarece os limites da fiscalização entre os Poderes, desmistificando o funcionamento do controle sobre os membros da Suprema Corte:


"O processo de impeachment de um ministro do STF tem caráter eminentemente político e é julgado pelo Senado".


Qual é a origem do modelo do STF e como funciona a hierarquia entre seus ministros?

O modelo do STF é híbrido: combina o sistema de controle difuso de constitucionalidade dos Estados Unidos com o modelo europeu de Corte Constitucional concentrada.

A forma de escolha dos ministros foi adotada com a primeira Constituição Republicana, em 1891, espelhada nos EUA: o Presidente da República indica os nomes e o Senado os sabatina e valida. A legitimidade dos magistrados decorre dessa escolha realizada pelos representantes eleitos pelo povo.

Não existe hierarquia jurisdicional entre os 11 ministros; cada um tem competências decisórias idênticas, e o presidente do STF atua apenas como primus inter pares (o primeiro entre iguais) com atribuições regimentais e administrativas.

Por estarem em igualdade hierárquica, decisões individuais de ministros em processos conexos têm a mesma força legal.

Diante de impasses ou decisões conflitantes entre ministros, cabe ao Presidente da Corte utilizar instrumentos regimentais para avocar a relatoria ou suspender provisoriamente os efeitos de liminares divergentes até a pacificação do tema pelo tribunal.

Como a forma de indicação e a garantia de vitaliciedade afetam o perfil ideológico da Corte?

A composição do STF tende a espelhar a orientação política do governante responsável pela indicação, a exemplo do que sucede na Suprema Corte dos Estados Unidos. Presidentes mais conservadores tendem a escolher juristas de perfil conservador, enquanto governos progressistas indicam nomes alinhados a pautas mais liberais.

Com a garantia da vitaliciedade até a aposentadoria compulsória aos 75 anos, um ministro pode exercer o mandato por duas ou três décadas, eventualmente entrando em descompasso com governos posteriores.

Atualmente, o STF caracteriza-se por um conservadorismo jurídico marcante no âmbito processual e formal, restando poucas vozes abertamente progressistas no Plenário.

Por que o STF sofre frequentes ataques no exercício do seu papel de guardião da Constituição?

A Constituição de 1988 consolida um Estado Democrático e Social de Direito focado no bem-estar social. O texto constitucional limita a atuação econômica [artigo 170] ao impor princípios de proteção ambiental, do consumidor e do trabalhador, o que muitas vezes contraria interesses econômicos de mercado.

Além disso, a Carta Magna consagra o princípio da dignidade da pessoa humana e tutela os direitos das minorias.

Quando o STF decide pautas sociais ou morais sensíveis  como no reconhecimento das uniões estáveis homoafetivas , enfrenta fortes reações de setores conservadores que tentam impor dogmas morais ou religiosos sobre o ordenamento jurídico.

Ao aplicar as garantias constitucionais contra essas investidas, o STF converte-se no alvo direto dos grupos contrariados.

O que significa a função contramajoritária da Constituição e como atuam as cláusulas pétreas?

A Constituição funciona como uma "grande avenida" de sentido único dotada de "guard-rails": admite divergências políticas à direita, à esquerda ou ao centro, mas impede que qualquer grupo rompa o sistema de segurança democrático.

A função contramajoritária manifesta-se quando uma maioria política conjuntural tenta suprimir direitos fundamentais de uma minoria, cabendo ao STF agir como freio institucional.

As cláusulas pétreas (previstas no artigo 60, § 4º) constituem o núcleo protegido da Carta e abrangem a forma federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes e os direitos e garantias fundamentais. Esse rol abrange também a dignidade da pessoa humana.

O Congresso Nacional pode promover reformas tributárias ou administrativas mediante emendas à Constituição [PECs] e acrescentar novos direitos, mas é expressamente proibido reduzir, amesquinhar ou abolir o núcleo pétreo essencial.

Conflitos e embates entre ministros colocam a democracia em risco ou o STF tem demonstrado solidez?

Disputas e atritos pontuais entre ministros não caracterizam erosão do Estado Democrático de Direito. O fator crucial é a capacidade institucional do STF de dar respostas tempestivas e solucionar controvérsias dentro das regras do seu próprio ordenamento.

Ao atuar na responsabilização e condenação de envolvidos na tentativa de golpe de Estado, o STF cumpriu seu dever constitucional, visto que o Código Penal pune a tentativa de abolição violenta das instituições.

A principal fragilidade da Corte reside na comunicação. Falta ao Tribunal traduzir o teor de suas decisões e o conjunto probatório dos processos em uma linguagem simples e acessível ao cidadão comum, ultrapassando o "juridiquês" e indo além de postagens simplificadas em redes sociais.

De que forma a transparência e a exposição pública do STF se diferenciam de outras Supremas Cortes do mundo?

O STF brasileiro é incomparavelmente mais exposto ao público do que seus pares internacionais. Na Suprema Corte dos Estados Unidos, os magistrados deliberam reservadamente em gabinete, sem transmissão ao vivo ou publicação de notas taquigráficas, divulgando apenas o resultado final ou votos escritos.

No Brasil, a exibição dos debates e divergências em tempo real pela TV Justiça expõe os ministros a polarizações, piadas e críticas severas. Todavia, apesar dos custos conjunturais, essa ampla publicidade e transparência representam uma conquista democrática singular que deve ser preservada.

Quais são as causas dos ataques globais às Supremas Cortes e do avanço das fake news?

A onda global de questionamentos às Supremas Cortes decorre do deficit na educação para a cidadania, da frustração socioeconômica individual e do uso político de "fantasmas" ideológicos. Essa conjuntura abre espaço para a adesão populacional a teorias conspiratórias.

Esse cenário é agravado pela ação de uma indústria de fake news, que fabrica mentiras deliberadas. Embora a liberdade de expressão assegure visões e interpretações divergentes sobre os mesmos fatos, ela não protege a criação e disseminação intencional de informações falsas destinadas a manipular a opinião pública. 

Qual é a importância e a evolução do foro por prerrogativa de função na atuação do STF?

A imensa visibilidade do STF advém do fato de o Tribunal regular diretamente a atividade política nacional e eleitoral, centralizando demandas de grande impacto originadas na Justiça Eleitoral, mandados de segurança e inquéritos com foro privilegiado.

Se no passado o foro por prerrogativa de função gerava morosidade e prescrição pelo acúmulo de processos físicos, inovações procedimentais  como a divisão do trabalho em Turmas e a criação do Plenário Virtual  conferiram enorme celeridade às ações penais.

Embora o número de cargos com foro no Brasil seja amplo, o instituto é indispensável no arranjo institucional para impedir que decisões isoladas de juízes de primeira instância paralisem autoridades e políticas públicas de alcance nacional.

{Perfil}

Sandro de Oliveira - Professor da UFMS, doutor em Direito Constitucional

Sandro Oliveira

Sandro Rogério Monteiro de Oliveira é advogado, graduado pela Universidade Católica Dom Bosco, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutor em Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
]]></description>
				
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 08:20:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Correio do Estado e 5 veículos se unem para sabatinar candidatos a governador]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/correio-do-estado-e-5-veiculos-se-unem-para-sabatinar-candidatos-a/472582/</link>
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				<description><![CDATA[O Correio do Estado e outros cinco veículos de comunicação de Mato Grosso do Sul – SBT-MS, TV Guanandi, JD 1, A Crítica e Campo Grande News – vão realizar uma rodada conjunta de entrevistas com candidatos a governador.

A iniciativa foi organizada como alternativa aos debates tradicionais e pretende concentrar, em uma mesma estrutura, perguntas sobre os principais temas da administração estadual.

O diretor do Correio do Estado, Marcos Fernando Alves Rodrigues, destacou que a participação do jornal na rodada conjunta de entrevistas está alinhada à trajetória do veículo e à responsabilidade de oferecer ao eleitor informações que contribuam para uma decisão mais consciente.

“O Correio do Estado tem compromisso histórico com a informação e com o debate público. Participar dessa iniciativa reforça esse papel, ao contribuir para que o eleitor tenha acesso a propostas, dados e posicionamentos que ajudem na escolha de quem vai governar Mato Grosso do Sul nos próximos quatro anos”, declarou.

Para o diretor do SBT-MS, Maurício Andreoli, a união dos veículos amplia o alcance das entrevistas e pode ajudar o eleitor a comparar propostas antes de definir o voto.

“Eu penso que é uma iniciativa inédita e estou muito feliz em poder participar, porque acredito que a gente consegue conciliar grandes veículos de jornalismo debatendo assuntos extremamente relevantes para o nosso Estado”, afirmou.

Andreoli destacou que a audiência somada dos veículos permitirá levar as entrevistas a um público amplo. Segundo ele, a proposta é oferecer informações que ajudem o eleitor na escolha de quem comandará Mato Grosso do Sul pelos próximos quatro anos.

“Levando para um público gigantesco, contando com a audiência de cada um desses veículos, informações extremamente relevantes para que o eleitor tenha subsídios para escolher o seu candidato, aquele que vai comandar o Estado pelos próximos quatro anos”, disse.

O diretor do SBT-MS afirmou ainda estar otimista com o conteúdo que será produzido. “Estou muito otimista, não só com as perguntas, mas também com as respostas. Selecionamos seis temas que estão entre os 10 de maior interesse coletivo. Acredito que esse evento vai levar ao telespectador e ao eleitor subsídios para que ele possa escolher bem o próximo representante”, completou.

ENTENDA

A proposta foi apresentada na sexta-feira durante reunião entre representantes dos veículos participantes e os representantes dos candidatos.

Conforme os organizadores, a iniciativa também busca facilitar a agenda dos candidatos durante a reta final da campanha, período em que aumenta a quantidade de compromissos eleitorais.

As gravações serão na terça-feira e, de acordo com o cronograma apresentado durante a reunião, a veiculação das entrevistas deverá ocorrer de forma escalonada nos dias seguintes, contemplando o governador Eduardo Riedel (PP), o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD) e Lucien Rezende (Psol).

A bancada será formada por jornalistas indicados pelos veículos participantes, pelo Correio do Estado o representante será o jornalista Daniel Pedra, enquanto a mediação ficará sob responsabilidade do jornalista Alexandre Giacchetti, apresentado pelos organizadores como profissional com experiência em veículos nacionais e de São Paulo.

As entrevistas terão duração aproximada de 45 minutos e serão divididas em seis blocos temáticos. Entre os assuntos definidos estão desenvolvimento econômico, tecnologia e inovação, meio ambiente e sustentabilidade, segurança pública, educação e saúde.

Cada veículo ficará responsável por uma área e repetirá a temática para todos os candidatos, permitindo comparar as propostas apresentadas. Pelo modelo estabelecido, o jornalista responsável por cada tema fará a pergunta principal e o candidato terá até dois minutos para responder.

Haverá espaço para uma intervenção do jornalista e nova manifestação do entrevistado, além da possibilidade de outro integrante da bancada apresentar um questionamento complementar. Ao fim, cada candidato terá um minuto para as considerações finais.

A ordem das perguntas e a distribuição dos assuntos entre os veículos foram definidas por sorteio. O Correio do Estado ficou com a primeira pergunta da rodada e deverá abordar temas ligados à arrecadação e às finanças públicas.

Os organizadores ressaltaram que o formato não será de debate. A intenção é concentrar a entrevista nas propostas e nos planos de governo dos candidatos, embora comparações ou referências aos adversários possam ocorrer durante as respostas.

Também foram estabelecidas regras para as gravações. Os candidatos não poderão utilizar celular ou ponto eletrônico durante a entrevista e cada campanha poderá levar até seis pessoas, incluindo candidato, assessores, fotógrafos e profissionais de vídeo.

As equipes poderão acompanhar as gravações, desde que permaneçam em silêncio.

Depois de gravadas, as entrevistas poderão ser reproduzidas pelos veículos participantes em televisão, rádio, sites e plataformas digitais, incluindo YouTube, Instagram, TikTok e Facebook. Partidos e candidatos também poderão compartilhar os conteúdos publicados.
]]></description>
				
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Após temporal, Campo Grande vai ao Planalto em busca de ajuda federal]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/jjj/472576/</link>
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				<description><![CDATA[Os estragos deixados pelo forte temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10) serão levados ao Palácio do Planalto na próxima semana. O deputado federal e pré-candidato ao Senado Vander Loubet (PT-MS) articulou uma reunião com o Governo Federal para apresentar a dimensão dos prejuízos e buscar apoio da União para a recuperação da Capital.

A agenda está marcada para a próxima terça-feira (15), às 10h, em Brasília, com o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães.

Vander convidou a prefeita Adriane Lopes, que já confirmou presença, o governador Eduardo Riedel e um representante da Câmara Municipal de Campo Grande. A intenção é reunir diferentes esferas do poder público em torno das medidas necessárias para enfrentar os prejuízos deixados pela tempestade.

A reunião foi marcada para terça-feira justamente para que as equipes responsáveis tenham tempo de concluir o levantamento dos danos e dimensionar o tamanho da conta deixada pelo temporal.

Esses dados deverão subsidiar tanto os pedidos de apoio que serão apresentados ao Governo Federal quanto a análise de um eventual decreto de calamidade pública, a depender da extensão dos prejuízos identificados pelo Município.


“Agora é hora de unir forças e buscar respostas rápidas para Campo Grande”, afirmou Vander.

Deputado federal Vander Loubet articulou reunião no Palácio do Planalto para discutir apoio federal a Campo Grande após temporal. Foto: Arquivo.


Temporal deixou rastro de destruição

A mobilização por recursos federais ocorre após uma tempestade que, em poucos minutos, mudou o cenário de diferentes regiões de Campo Grande.

O temporal começou por volta das 17h30 de quinta-feira e teve seu período mais intenso concentrado em aproximadamente 20 a 30 minutos.

Apesar da curta duração, a combinação de chuva forte, ventania e grande quantidade de raios foi suficiente para derrubar árvores, atingir a rede de energia, danificar imóveis e estruturas e bloquear vias.

As rajadas de vento chegaram a quase 84 quilômetros por hora. Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, em apenas 36 minutos foram contabilizados 3.095 raios sobre Campo Grande, número que ajuda a dimensionar a força da tempestade.

A intensidade da ventania ficou registrada em vídeos feitos por moradores. Durante os momentos mais fortes, a chuva era praticamente carregada horizontalmente pelo vento e a visibilidade caiu consideravelmente em algumas ruas.

Pouco depois do início da tempestade, começaram a surgir os primeiros registros de árvores e galhos espalhados pelas vias.

Árvores de grande porte foram arrancadas ou tiveram partes da estrutura quebradas, algumas delas ficando atravessadas sobre ruas e impedindo a passagem de veículos.

A queda de árvores também atingiu a infraestrutura elétrica. Postes, cabos e outros componentes da rede foram danificados, provocando interrupções no fornecimento de energia em diferentes pontos da Capital.

Os estragos atingiram também imóveis particulares. Em uma das ocorrências registradas após a tempestade, um muro não resistiu à força do vento e desabou sobre um Volkswagen Fox que estava estacionado na esquina das ruas Antônio Corrêa e Fernando Corrêa.

Telhados e estruturas mais leves também foram atingidos pela ventania, enquanto ruas ficaram tomadas por galhos, folhas e outros materiais carregados pelo vento.

Esplanada Ferroviária também foi atingida

Na região central, a força da tempestade deixou marcas na Esplanada Ferroviária, uma das áreas históricas de Campo Grande.

Imagens feitas logo depois do temporal mostraram uma estrutura metálica retorcida e derrubada pela força do vento, com partes espalhadas pela área. A chuva ainda caía quando os danos foram registrados.

Cobertura da Esplanada Ferroviária foi arrancada pela força do temporal e ficou espalhada pela Avenida Calógeras, em Campo Grande. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

Árvores também caíram na região e houve ocorrências envolvendo a rede elétrica, ampliando o risco para quem circulava pelo local após a tempestade.

O cenário encontrado na Esplanada se repetiu, em diferentes proporções, por vários pontos da cidade: árvores no chão, vias parcialmente bloqueadas, estruturas danificadas e equipes mobilizadas para liberar ruas e reduzir os riscos à população.

A tempestade também expôs problemas em equipamentos públicos. Na UPA Universitário, pacientes registraram momentos de apreensão durante a chuva após parte da estrutura do teto apresentar problemas em meio ao temporal. As imagens mostraram água entrando na unidade e usuários assustados com a situação.

Os danos espalhados pela Capital fizeram com que os trabalhos avançassem pela noite de quinta-feira e continuassem nesta sexta-feira (11), principalmente para retirada de árvores, liberação de vias e recuperação da rede elétrica.

Quase 24 horas sem energia

Para parte dos moradores, os efeitos do temporal continuaram mesmo depois de o céu abrir. Nesta sexta-feira, famílias de diferentes regiões de Campo Grande ainda relatavam falta de energia, em alguns casos se aproximando de 24 horas desde a passagem da tempestade.

Entre os bairros e regiões com relatos de consumidores ainda afetados estavam Vila Olinda, Jardim São Bento, Itanhangá Park, Jardim Monte Líbano, Residencial Maria Aparecida Pedrossian, Vila Carlota, Oliveira e União.

Logo após o temporal também houve registros de interrupção em regiões como Amambaí, Piratininga, Guanandi, Centro, Vila Margarida, Jardim Veraneio, Vivendas do Bosque e José Abrão.

A demora no restabelecimento provocou uma série de transtornos dentro das residências. Sem eletricidade, moradores passaram a improvisar para carregar celulares, conservar alimentos e manter atividades básicas da rotina.

Em alguns imóveis, a falta de energia também afetou o funcionamento de bombas utilizadas no abastecimento de água.

A Energisa informou que, até as 5h30 desta sexta-feira, havia restabelecido o fornecimento para 77% dos clientes atingidos pelo temporal. Diante do volume de ocorrências, equipes foram reforçadas e profissionais de outros estados mobilizados para auxiliar nos reparos.

O trabalho envolve situações que exigem intervenções mais complexas, principalmente nos locais onde árvores atingiram diretamente postes, transformadores e cabos da rede.

Por isso, mesmo 24 horas após a tempestade, os reflexos ainda eram sentidos por moradores de diferentes regiões da Capital.

Conta dos prejuízos ainda está sendo calculada

É justamente esse conjunto de danos que deverá compor o levantamento a ser apresentado em Brasília. Até terça-feira, Prefeitura e demais órgãos envolvidos deverão avançar na contabilização dos prejuízos causados à infraestrutura pública e identificar as áreas que precisarão de intervenções para recuperação.

Além dos danos visíveis em árvores, ruas, imóveis e rede elétrica, o levantamento poderá apontar custos relacionados à limpeza da cidade, recuperação de equipamentos públicos, retirada de estruturas comprometidas e demais serviços emergenciais realizados depois da tempestade.

Com os números em mãos, a comitiva pretende apresentar ao Governo Federal as necessidades consideradas mais urgentes e discutir de que maneira a União poderá participar da recuperação de Campo Grande.

Os dados também deverão pesar na análise sobre a necessidade de um eventual decreto de calamidade pública, medida que depende da avaliação da extensão dos danos e da capacidade do poder público local de responder aos prejuízos.


“Campo Grande vive um momento difícil e precisa de união. Nosso papel é abrir os caminhos em Brasília, levar a dimensão dos prejuízos ao Governo Federal e trabalhar para que o apoio chegue o mais rápido possível às pessoas. É hora de cuidar da nossa cidade”, concluiu Vander.


A reunião no Planalto, portanto, acontecerá quatro dias depois de uma tempestade que durou poucos minutos em sua fase mais intensa, mas deixou consequências que ainda eram enfrentadas pelos campo-grandenses nesta sexta-feira. O tamanho financeiro desses estragos é justamente o próximo número que a Capital terá de descobrir.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:38:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Adriano Arrias de Lima é reeleito presidente da Aprems]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/adriano-arrias-de-lima-e-reeleito-presidente-da-aprems/472577/</link>
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				<description><![CDATA[O procurador do Estado Adriano Aparecido Arrias de Lima foi reeleito presidente da Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso do Sul (Aprems) para o triênio 2026-2029. A chapa Aprems Unida foi eleita na tarde desta sexta-feira (11), durante votação realizada na sede da entidade, em Campo Grande.

Adriano seguirá à frente da associação ao lado do procurador Wagner Moreira Garcia, que permanece na vice-presidência. A nova diretoria também será formada por José Wilson Costa Ramos Júnior, como secretário; Neusa Miranda e Silva, como diretora tesoureira; Norton Riffel Camatte, como diretor de Prerrogativas; Bruno César dos Santos Pereira, como diretor de Comunicação; Henri Dhouglas Ramalho, como diretor de Acompanhamento Legislativo; Maria Fernanda Carli de Freitas, como diretora Administrativa; e Ludmila dos Santos Russi, como diretora Social e Cultural.

Após a eleição, o presidente da Aprems agradeceu o apoio recebido dos procuradores do Estado e destacou o trabalho desenvolvido pela diretoria nos últimos dois anos. Segundo Adriano, a continuidade à frente da entidade representa também um compromisso de buscar novos avanços para a carreira.

“Nos últimos dois anos, todos os diretores se empenharam muito para que a carreira pudesse receber sempre o melhor, e este voto de confiança que recebemos é também recebido como um compromisso. A gente vai continuar se doando ao máximo para que a gente possa conseguir cada vez mais avanços e direitos para os procuradores”, afirmou.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:29:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[STF: Flávio Bolsonaro é investigado por lavagem e corrupção em repasses de Vorcaro a filme]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) seja investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento de "Dark Horse", filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, com recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

Flávio Bolsonaro rechaça qualquer irregularidade na captação dos recursos. O Estadão pediu manifestação da defesa do candidato ao Planalto. O espaço está aberto.

A ordem de Mendonça foi proferida em 22 de julho e só veio a público após o levantamento parcial do sigilo da investigação que apura as fraudes atribuídas a Vorcaro e suas conexões políticas em Brasília.

Em áudios revelados pelo Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro pediu R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear o projeto. Desse total, mais de R$ 60 milhões foram pagos, segundo a Polícia Federal .

No Supremo, correm duas investigações distintas sobre o financiamento do filme "Dark Horse": uma sobre o custeio da obra com emendas parlamentares, que tramita no gabinete de Flávio Dino, e outra que acompanha os desdobramentos do caso Master, sob a alçada de André Mendonça. É nessa segunda investigação que está inserida a apuração que atinge Flávio Bolsonaro.

No áudio enviado ao banqueiro, Flávio Bolsonaro disse:

"Meu irmão, preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma. Bom, aqui a gente está passando por um dos momentos mais difíceis da nossa vida, né cara? Eu não sei como é que vai ser daqui para frente, como é que isso tudo vai acabar... mas está na mão de Deus aí. E você também, eu sei que você está passando por um momento dificílimo aí também, essa confusão toda, sem você saber exatamente como é que vai caminhar isso tudo.

E apesar de você ter dado liberdade, Daniel, da gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim, .. é porque está num momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso. E eu fico preocupado aqui com o efeito ao contrário do que a gente sonhou para o filme. Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, no Cyrus (Nowrasteh) ... os caras, porra, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo o efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a -1 aí, cara.

Então, se você puder me dar um toque, uma posição aí, Daniel, porque a gente precisa saber o que que faz, cara, da vida. Porque tem muita... já tem muita conta para pagar esse mês, e o mês seguinte também. E agora que é a reta final que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo, cara. Tudo: contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo.

Puder me dar um toque aí, irmão. Desculpa o áudio longo aí, tá? Um abração, fica com Deus, cara."

&#39;Lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos&#39;

O despacho de Mendonça afirma que "a Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República FLÁVIO NATES BOLSONARO, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro DANIEL BUENO VORCARO".

A Procuradoria-Geral da República não se opôs à abertura de inquérito para a apuração dos fatos envolvendo o candidato ao Planalto e o banqueiro.

"Nessa perspectiva, considerando os termos da representação da Polícia Federal e a concordância da Procuradoria-Geral da República, autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial", anota Mendonça.

Com a determinação, Flávio está sujeito a "realização das diligências investigativas" da Polícia Federal.

Delação de operador financeiro

Na terça-feira, 8, André Mendonça homologou o acordo de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos. O empresário relatou em sua delação que gerava dinheiro vivo e o entregava em malas a emissários do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Como mostrou o Estadão, na delação, o empresário afirmou que mantinha uma conta conjunta com Vorcaro para pagar despesas de interesse do banqueiro. Ele apresentou comprovantes de operações de câmbio e documentos que mostram o envio de recursos para o exterior.

Entre as operações, Freixo Júnior detalhou transferências enviadas ao Havengate Development Fund LP, no Texas (EUA), administrado pelo advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo Bolsonaro no exterior.

Comprovantes e diálogos do celular de Vorcaro registram o envio de ao menos US$ 10 milhões (R$ 61 milhões na época) ao fundo. A justificativa apresentada pelo banqueiro era o patrocínio do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os investigadores apuram o destino final desses recursos e se o dinheiro serviu para cobrir despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

A Polícia Federal e a PGR buscam cruzar os documentos de câmbio entregues na delação com dados do celular de Vorcaro para corroborar as suspeitas de evasão de divisas e identificar os destinatários do dinheiro em espécie.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 18:35:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Dj de MS, Vintage Culture animou festa privada de Vorcaro com mulheres estrangeiras]]></title>
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				<description><![CDATA[O DJ sul-mato-grossense Lukas Rafael Hespanhol Ruiz, conhecido mundialmente como Vintage Culture foi uma das atrações musicais da festa de Halloween organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, em 31 de outubro de 2023, em São Paulo.

O evento, realizado na boate Madame Satã, reuniu cerca de 20 homens e 120 mulheres, muitas delas estrangeiras, segundo reportagem publicada pela Revista Piauí nesta quinta-feira (10).

Segundo a Piauí, Vorcaro utilizava festas como uma forma de estreitar relações, conquistar aliados e agradar pessoas consideradas estratégicas para seus interesses.

Para o Halloween de 2023, o então ex-ministro de Jair Bolsonaro, Fábio Faria, ficou encarregado de convidar alguns homens, enquanto o promoter Tiago Polo cuidou do recrutamento das mulheres.

As conversas obtidas pela revista constam de relatório da Polícia Federal. Em 24 de outubro de 2023, Fábio Faria informou a Vorcaro que os senadores Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco (PSB-MG) estariam na festa e que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli também havia sido convidado.

Diálogos

Na mesma conversa, Faria perguntou sobre a presença das “suíças” e Vorcaro respondeu que elas viriam. O conteúdo dessa troca de mensagens já havia sido divulgado pelo site Fatos Online, mas a Piauí afirma ter tido acesso aos detalhes completos do material.

No dia seguinte, 25 de outubro, Tiago Polo informou a Vorcaro que havia articulado com agências de modelos para recrutar mulheres para o evento. “Costurei várias agências pra gente conversar. Mega, Ford, Joy”, escreveu o promoter, segundo a reportagem.

Vorcaro mencionou ainda a agência Allure, mas disse que não queria homens de fora no evento, alegando que haveria “uma turma relevante” para ele e que não queria deixar os convidados desconfortáveis.

A preocupação com a quantidade de convidados aparece em outras mensagens. Vorcaro perguntou a Faria quem estava confirmado e, posteriormente, detalhou a proporção planejada para a festa: “Cara, tem 120 mulheres e 20 homens. Tô tendo que tirar mulher porque não tá cabendo”, escreveu.

O banqueiro também demonstrou preocupação com a privacidade do encontro. O endereço da boate foi mantido em sigilo até o dia da festa. A preocupação incluía a proibição do uso de celulares, que deveriam ser deixados na entrada.

Faria também teria demonstrado receio de que imagens ou informações do evento fossem divulgadas. Em uma conversa, sugeriu reduzir o número de brasileiras e aumentar a quantidade de estrangeiras.

Sobre o perfil das convidadas, Vorcaro foi específico ao escrever: “Só menina nova. Metade de fora e as daqui conhecemos.”

Faria respondeu que a medida seria positiva porque uma festa com muitas brasileiras poderia gerar publicidade caso houvesse vazamento. Vorcaro, por sua vez, afirmou que havia tomado medidas para evitar a divulgação de informações.

As mensagens também mencionam a possibilidade de participação de Wesley. Faria informou que uma pessoa identificada pelas iniciais “MV”, - segundo reportagem, possível referência ao ex-presidente da OAB, Marcos Vinícius Furtado Coêlho, que também atua como advogado de Vorcaro - entraria em contato com o banqueiro para perguntar se poderia convidá-lo. Vorcaro respondeu afirmativamente e disse que seria “bom demais”.

Em outro trecho, Faria afirmou que pretendia transmitir aos convidados a ideia de que estaria em Brasília e mencionou a possibilidade de convidar outras autoridades. A Polícia Federal suspeita que “Arthur” fosse uma referência ao deputado Arthur Lira e que “Alexandre” se referisse ao ministro Alexandre de Moraes.

O endereço da festa só foi enviado por Vorcaro a Faria no dia do evento. “Rua Conselheiro Ramalho, 873, Bela Vista”, escreveu. O local corresponde à boate. 

Alto padrão 

Para organizar a festa, Vorcaro contratou uma produtora do Marrocos, que chegou ao Brasil semanas antes do evento e tratou diretamente com os fornecedores. Segundo a reportagem, as negociações eram feitas em inglês e os pagamentos foram realizados em dólar.

A boate possui dois pisos. No térreo ficaram as comidas e bebidas, em um ambiente decorado com lustre de cristal, chaise longues e tecidos. O subsolo tinha iluminação baixa e decoração com tecidos escuros, sendo destinado a uma área mais reservada.

Na entrada, um homem de perna de pau recepcionava os convidados. Entre 20 e 30 pessoas foram contratadas para atuar fantasiadas e interpretar personagens ligados ao universo do Halloween.

Vorcaro apareceu usando uma capa escura, caracterizado como Drácula. Fábio Faria, por sua vez, optou por uma aparência mais discreta e usou apenas um boné.

Mesmo com a proibição de celulares, uma das convidadas publicou no dia seguinte um vídeo no TikTok com o título “MELHOR FESTA DE HALOWEEN”. O vídeo, que consta no relatório da PF, mostrava uma mulher loira.

Vorcaro ficou irritado com a publicação e questionou Tiago Polo sobre a identidade da mulher. Polo respondeu que ela era “amiga do Lukas” e afirmou que entraria em contato para pedir a retirada do conteúdo. O vídeo acabou apagado.

Os seguranças contratados para o evento também impediam que convidados fotografassem a fachada e o ambiente externo da boate.

Uma convidada ouvida pela Piauí, que pediu anonimato, relatou que o local estava escuro e bem decorado, com serviço de open bar e open food. O bufê incluía mesa de queijos e diferentes opções de sushi.

“Tinha muita mulher mesmo, e muitas delas, gringas”, relatou a convidada à revista. Ela afirmou não ter presenciado atividade sexual no local e disse ter deixado a festa cedo porque estava muito quente.

As agências de modelos citadas nas conversas negaram participação no recrutamento de modelos para a festa.

Eli Hadid, proprietário da Mega Models, afirmou à Piauí que não conhece Vorcaro e negou qualquer envolvimento da agência com o evento. Segundo ele, modelos da Mega não podem frequentar festas ou andar com promoters e a empresa não presta esse tipo de serviço.

Hadid também afirmou que já recusou uma tentativa de aproximação de Vorcaro e declarou não permitir prostituição envolvendo modelos da agência.

Liliana Gomes, sócia da Joy Models, também negou participação. Segundo ela, a agência veta esse tipo de festa e considera promoters uma ameaça à carreira das modelos.

Décio Restelli Ribeiro, presidente da Ford Models no Brasil, igualmente negou que a agência tenha participado do recrutamento e disse que nunca havia visto Vorcaro.

A reportagem aponta, porém, que no mercado de modelos é comum promoters convidarem profissionais “por fora”, sem a intermediação das agências. As empresas profissionais, segundo a piauí, rechaçam esse tipo de prática.

Felipe Nisti, proprietário da Allure, afirmou que sua agência também não enviou modelos para a festa. Ele negou ainda rumores de que Vorcaro seria sócio oculto da empresa.

Nisti contou que Tiago Polo chegou a perguntar sobre a possibilidade de investimento, mas sem mencionar o nome de um eventual investidor.

Tiago Polo, nascido em São José do Rio Preto, é conhecido por organizar eventos e convidar mulheres para festas no Brasil e no exterior. Segundo a piauí, seu nome é vetado por algumas agências de modelos, que podem cortar do elenco profissionais que mantenham vínculos com ele.

Um amigo de Vorcaro ouvido pela revista explicou que o banqueiro costumava organizar festas com grande presença de mulheres. Segundo ele, Vorcaro promovia eventos em restaurantes de alto padrão e caso algum convidado se interessasse por uma mulher que fazia programas, poderia ocorrer um encontro posterior.

Respostas

Procurados pela Piauí, os envolvidos apresentaram negativas sobre a participação no evento.

Fábio Faria afirmou, por meio de nota, que conheceu Vorcaro em um fórum empresarial em outubro de 2023 e que, dias depois, a pedido do anfitrião, apenas transmitiu convites a amigos em comum. Segundo ele, sua participação se limitou a isso.

O advogado Marcos Vinícius Furtado Coêlho negou ser a pessoa identificada como “MV” nas mensagens. Ele afirmou que estava fora de São Paulo na data da festa e que não participou do evento.

A reportagem também procurou Tiago Polo por telefone, mensagens e Instagram, mas não recebeu resposta.

Gé Rodrigues, sócio do Madame Satã, disse que a casa noturna não foi alugada diretamente em nome de Vorcaro. Segundo ele, o espaço foi locado por uma produtora. Rodrigues afirmou que não compactua com as informações divulgadas sobre o evento e disse que verificaria com o sócio qual produtora havia feito a locação, mas não retornou com a informação à reportagem.

Dias Toffoli negou ter participado da festa. Davi Alcolumbre também afirmou que não esteve no evento e disse que, em 31 de outubro de 2023, estava em Brasília cumprindo agenda de trabalho no Senado.

Rodrigo Pacheco igualmente negou participação. Segundo ele, naquela noite estava em Brasília presidindo uma sessão do Senado, transmitida ao vivo, e jantou com Alcolumbre.

A reportagem da Piauí também relata que Vorcaro tentou retirar das redes sociais uma publicação sobre a festa. Em outro episódio, enviou a um colaborador um link de Instagram acompanhado da ordem para “derrubar” o conteúdo.

Saiba*

Nascido em Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul, Vintage Culture, de 33 anos, é um dos principais nomes da música eletrônica brasileira no cenário internacional, com apresentações em festivais como Coachella, Tomorrowland e Lollapalooza, além de presença fixa em clubes de Ibiza.

O Dj ganhou projeção nacional após remixes de clássicos como “Blue Monday”, do New Order, e “Another Brick in the Wall”, do Pink Floyd, além de versões eletrônicas de sucessos brasileiros, como “Bete Balanço”, de Cazuza.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:15:00 -0400</pubDate>
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