<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" version="2.0"> 
	<channel>
		<title>Correio do Estado - Política</title>
		
		<link>https://correiodoestado.com.br/politica/rss/</link>

		<atom:link href="https://correiodoestado.com.br/politica/rss/" rel="self" type="application/rss+xml" />
		
		<description></description>
		
		<language>pt-BR</language>
		
		<copyright>© Todos os direitos reservados.</copyright>
		
		<lastBuildDate>Thu, 07 May 2026 12:31:00 -0400</lastBuildDate>
		
		<generator>Correio do Estado - Política</generator>
		
					<item>
				<title><![CDATA[Deixou de regularizar título eleitoral? Saiba o que fazer ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/em-ms-xx-mil-pessoas-deixam-de-regularizar-titulo-eleitoral/466176/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/em-ms-xx-mil-pessoas-deixam-de-regularizar-titulo-eleitoral/466176/</guid>
				<description><![CDATA[Último dia para regularizar o título eleitoral foi ontem, quarta-feira, 6 de maio. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Milhares de pessoas conseguiram regularizar, mas, outras milhares, não.

Vários eleitores enfrentaram, nos últimos dias, horas e horas de uma fila quilométrica para ficar em dia com a Justiça Eleitoral.

Em Campo Grande, pessoas que chegaram até as 18h na fila e não conseguiram atendimento, receberam um agendamento para realizar a regularização entre 11 e 15 de maio.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgará, em 20 de julho, o número de faltosos que não compareceram aos cartórios eleitorais para efetuar a regularização.

Ontem, 6 de maio, foi o último dia para:


	realizar transferência de domicílio
	transferir endereço ou local de votação
	tirar o primeiro título eleitoral
	realizar revisão eleitoral
	atualizar dados cadastrais
	atualizar cadastro de biometria


A partir de então, o prazo para regularização está fechado de 7 de maio até 2 de novembro.

AINDA TEM JEITO?

Quem perdeu o prazo, poderá regularizar o título de eleitor a partir de 3 de novembro, após as eleições gerais, que é quando reabre o cadastro.

De acordo com o TRE, quem não conseguiu solicitar o título ou está com o documento cancelado, apesar de não poder votar em outubro, pode requerer a certidão circunstanciada para assegurar direitos que exigem a quitação eleitoral.

De acordo com a resolução do TSE nº 23.750/2026, a certidão circunstanciada tem valor de certidão de quitação e pode ser obtida por eleitores com o título cancelado ou solicitada por pessoas que completaram 18 anos durante o fechamento do cadastro (informando a impossibilidade legal de realização do alistamento nesse período).

A certidão é necessária para tirar passaporte, emitir Cadastro de Pessoa Física (CPF), receber benefícios sociais, tomar posse em cargo público e renovar matrícula em instituições públicas de ensino.

OBRIGATORIEDADE E CONSEQUÊNCIAS

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 70 anos.

Mas, eleitores que não votarem nas eleições ou não justificarem o voto, podem sofrer punições, como não poder:


	Tirar carteira de identidade ou passaporte
	Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública, da União, estado ou município
	Ser empossado em concurso público, cargo público ou função pública, da União, estado ou município
	Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
	Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
	Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
	Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
	Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
	Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda


VOTAR SEM O TÍTULO DE ELEITOR

Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem o documento.

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai no site da Justiça Eleitoral.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/titulo-de-eleitor-2.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:31:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Nova derrota de Adriane expõe desgaste na relação da prefeita com os vereadores]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/nova-derrota-de-adriane-expoe-desgaste-na-relacao-da-prefeita-com-os/466151/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/nova-derrota-de-adriane-expoe-desgaste-na-relacao-da-prefeita-com-os/466151/</guid>
				<description><![CDATA[A rejeição do projeto de lei que previa a terceirização da gestão administrativa das unidades de saúde pública na Capital por parte da Câmara de Vereadores de Campo Grande impôs uma nova derrota política à prefeita Adriane Lopes (PP) e evidenciou o desgaste na relação entre ela e a Casa de Leis.

A instabilidade e falta de articulação política apontam que há um desalinhamento claro entre os poderes Executivo e Legislativo municipal, tornando pública a dificuldade da gestora em aprovar projetos considerados prioritários.

Esse cenário não é recente: os atritos vêm se acumulando desde o ano passado, com episódios como decisões da Câmara Municipal que foram contrárias à posição do Executivo, revisões de políticas como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e críticas constantes à gestão, especialmente em áreas sensíveis como o transporte coletivo urbano e a saúde pública.

Além disso, a prefeita é vista como politicamente enfraquecida, o que amplia o espaço para que vereadores adotem posições mais independentes ou até de confronto, sobretudo diante de propostas polêmicas. 

Como resultado, o Legislativo tem sinalizado que, sem uma articulação mais eficaz, projetos estruturais do Executivo tendem a enfrentar resistência significativa.

Para o cientista político Tércio Albuquerque, a derrota de Adriane Lopes revela um desalinhamento entre os poderes.

“Sempre que a prefeita ou chefe do Executivo não consegue aprovar um projeto que considera relevante e a Câmara não acolhe, é porque alguma situação não está bem acomodada entre Executivo e Legislativo”, avaliou.

Conforme ele, o cenário já vinha se desenhando desde o ano passado. “A prefeita de Campo Grande já enfrentava dificuldades, entrou neste ano ainda com entraves, apresentando propostas de melhoria em vários setores, mas sem resultados efetivos até agora”, afirmou.

Tércio também criticou a priorização de ações recentes. “O que se viu foi uma demonstração pontual, como operações tapa-buracos, que não dialogam diretamente com uma necessidade urgente como a Saúde”, disse.

Na mesma linha, o cientista político Daniel Miranda avaliou que o desgaste entre os poderes é contínuo e vem se acumulando ao longo do tempo.

“A relação da prefeita com a Câmara é instável já faz algum tempo. Basta lembrar o último aumento salarial concedido à administração municipal à revelia da posição dela. Depois houve a crise do IPTU, com a Câmara atuando para alterar parâmetros e rever cobranças. Além disso, os problemas no transporte público abriram um flanco quase permanente de críticas à gestão”, analisou.

De acordo com Miranda, esse ambiente favorece o tensionamento político em torno de propostas sensíveis.

“Nesse cenário de constantes tensões e críticas, propostas polêmicas, como a das organizações sociais na Saúde, colocam a prefeita em rota de colisão com a Câmara. Como ela está politicamente enfraquecida, os vereadores sabem disso e acabam aproveitando essas situações para ampliar seus palanques”, completou.

VETO

Entretanto, dessa vez, a decisão dos vereadores não bateu de frente somente com o posicionamento da prefeita Adriane Lopes, também provocou um revés na articulação do governador Eduardo Riedel (PP), afinal, na semana passada, ele veio a público expressar apoio em relação à iniciativa privada na gestão de duas unidades de saúde da Capital, proposta pela chefe do Executivo municipal. 

“A gente quer mudar? Vai mudar fazendo da mesma maneira? Não. Eles estão tentando fazer diferente. E aí a crítica vem por quê? Quem está por trás da crítica? Qual é a crítica? Eu apoio a medida porque o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, com aval da prefeita, está falando o seguinte: ‘olha, eu vou pegar duas unidades e vou fazer diferente. Topam experimentar, ver o que vai acontecer?’ Cadê a sociedade acompanhando ou experimentando juntos? Então, eu avalizo a iniciativa por ser uma busca de criar uma alternativa para fazer diferente e gerar um melhor resultado. E é isso que a gente tem que fazer”, assegurou.

Porém, a defesa de Riedel não conseguiu sensibilizar os vereadores, que, por 17 votos contra e 11 favoráveis, barraram o Projeto de Lei nº 12.405/2026, que autorizava a implementação de um modelo piloto de gestão por meio de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) nos Centros Regionais de Saúde dos Bairros Aero Rancho e Tiradentes, pelo período de um ano.

O tema foi amplamente debatido nas últimas semanas, incluindo audiência pública realizada no dia 10 de abril e discussões no Conselho Municipal de Saúde, que já tinha se posicionado contrário ao modelo.

Mesmo com a apresentação de 14 emendas pelos vereadores Carlão (PSB), André Salineiro (PL) e Rafael Tavares (PL), o projeto não avançou.

Presidente da Casa, o vereador Papy (PSDB) ressaltou o papel do Legislativo no debate público. “Essa Casa tem trabalhado.

Aqui é o espaço para discutir temas importantes, sejam eles polêmicos ou não. É o vereador eleito que precisa debater e decidir”, afirmou, reforçando a necessidade de foco no usuário do sistema.

Presidente da Comissão de Saúde da Casa, o vereador Dr. Victor Rocha (PSDB) defendeu investimentos na rede pública.

“Sou contrário à proposta, porque o caminho é valorizar os servidores, ampliar leitos, fazer mutirões de consultas, exames e cirurgias eletivas e enfrentar a judicialização, que compromete grande parte dos recursos”, disse, destacando sua trajetória no Sistema Único de Saúde (SUS).

A vereadora Ana Portela (PL) afirmou que seu voto foi baseado no diálogo com os profissionais da rede.

“Nosso compromisso é ouvir quem está na linha de frente e entender como cada decisão impacta diretamente a população”, declarou, enquanto o vereador Delei Pinheiro (PP) enfatizou a realidade enfrentada pelos usuários.

“A população está nos postos de saúde sofrendo, esperando horas por atendimento”, disse.
O vereador Otávio Trad (PSD) destacou o respeito aos servidores.

“Tenho grande admiração pelos profissionais que dedicam suas vidas ao SUS. Meu voto é contrário ao projeto”, afirmou. O vereador dr. Lívio (União Brasil) criticou a proposta ao defender a valorização do quadro efetivo.

“Não podemos penalizar toda uma categoria por conta de uma minoria. A terceirização não resolve o problema e pode agravá-lo”, pontuou.

Para o vereador Marquinhos Trad (PV), faltaram dados técnicos e transparência.

“Não há informações sobre custos das unidades. Não se resolve o problema transferindo a responsabilidade, mas melhorando a gestão pública”, disse.

O vereador Landmark Rios (PT) classificou o resultado como uma vitória coletiva. “Essa é uma vitória do SUS, dos trabalhadores e da população. Saúde não é mercadoria”, afirmou.

O vereador Ronilço Guerreiro (Podemos) destacou o diálogo com os servidores como base para sua decisão.

“Decisões que impactam a vida das pessoas precisam ser tomadas ouvindo quem está na linha de frente”, disse.

O vereador Flávio Cabo Almi (PSDB) afirmou que construiu seu posicionamento ouvindo a população e os profissionais.

“É uma pauta que impacta diretamente a vida das pessoas. Precisamos de responsabilidade ao decidir”, declarou.

Já o vereador Fábio Rocha (União Brasil) foi enfático. “Votei contra porque saúde não é mercadoria, é direito”, afirmou.

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) também criticou a proposta. “A terceirização fragiliza o atendimento e representa um caminho perigoso para a saúde pública”, disse.

* SAIBA

Veja como votou cada vereador no projeto

Os parlamentares que votaram contra o projeto de lei foram: Marquinhos Trad (PV), Landmark (PT), Flávio Cabo Almi (PSDB), Jean Ferreira (PT), Luiza Ribeiro (PT), dr. Vitor Rocha (PSDB), Maicon Nogueira (PP), Silvio Pitu (PSDB), dr. Lívio (União Brasil), veterinário Francisco (União Brasil), Otávio Trad (PSD), dr. Jamal (MDB), Ana Portela (PL), Delei Pinheiro (PP), Fábio Rocha (União Brasil), Ronilço Guerreiro (Podemos) e André Salineiro (PL).

Já os favoráveis foram: Carlão (PSB), Clodoilson Pires (Podemos), Herculano Borges (Republicanos), Junior Coringa (MDB), Leinha (Avante), Neto Santos (Republicanos), Professor Juari (PSDB), Professor Riverton (PP), Wilson Lands (Avante), Rafael Tavares (PL) e Beto Avelar (PP).

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/camara-cg.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 07 May 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Decisão sobre royalties deve ser feita em colaboração com outros Poderes, diz Gilmar]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/decisao-sobre-royalties-deve-ser-feita-em-colaboracao-com-outros/466143/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/decisao-sobre-royalties-deve-ser-feita-em-colaboracao-com-outros/466143/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quarta-feira, 06, que a solução para a controvérsia sobre a distribuição de royalties de petróleo deve passar por um diálogo entre os Poderes.

"Vimos que temos pela frente um grande desafio diante de questão extremamente complexa para o pacto federativo. Precisamos refletir com todo o cuidado, e muito provavelmente teremos de fazer um modelo de jurisdição colaborativa, porque isto vai envolver também o Executivo e o Legislativo, como temos feito em outros casos de igual ou até maior complexidade", afirmou no fim da sessão do Supremo de hoje.

Ele disse ainda que há distorções no modelo atual de distribuição de royalties e "municípios que estão recebendo menos poderiam estar recebendo mais".

STF suspendeu a análise

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento de cinco ações que discutem o modelo de distribuição de royalties de petróleo. A análise será retomada nesta quinta-feira, 7, com o voto da relatora, Cármen Lúcia. Na tarde desta quarta-feira, 6, Cármen leu um resumo do processo e os advogados das partes e entidades interessadas apresentaram sustentações orais.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/12/gilmar-mendes-politica.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 06 May 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Defesa de Vorcaro finaliza proposta de delação para entregar aos investigadores nesta semana]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/defesa-de-vorcaro-finaliza-proposta-de-delacao-para-entregar-aos/466124/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/defesa-de-vorcaro-finaliza-proposta-de-delacao-para-entregar-aos/466124/</guid>
				<description><![CDATA[A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro está finalizando os últimos ajustes na sua proposta de delação premiada, que deve ser entregue aos investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta semana.

Os advogados do dono do Banco Master já sinalizaram aos investigadores que conseguiram fechar um escopo considerado satisfatório para a proposta de delação e que o material está praticamente pronto, mas ainda não formalizaram a entrega do conteúdo. A proposta vai tramitar sob sigilo e deve ser entregue em conjunto às equipes da PF e da PGR.

O documento contém uma lista de temas a serem abordados na delação premiada, os chamados "anexos" do acordo. Cada anexo corresponde a um assunto diferente, com a indicação de pessoas envolvidas nos fatos e meios de prova.

A entrega da proposta marca uma nova etapa no processo de delação, mas ainda distante do desfecho. Com esse documento em mãos, os investigadores irão analisar a consistência e o ineditismo dos relatos apresentados pelo banqueiro. Com isso, será possível começar uma negociação concreta com os advogados sobre as condições de pena e devolução de recursos.

Caso os investigadores avaliem que o conteúdo apresentado é consistente, o processo segue em frente com a tomada de depoimentos de Vorcaro e, ao final, a assinatura do acordo de colaboração premiada. A PF e a PGR, porém, também podem rejeitar a proposta de delação ou pedir complementos sobre os relatos, caso considerem as informações insuficientes.

A expectativa é que a defesa de Vorcaro inclua como peça complementar do seu acordo uma delação do seu cunhado, Fabiano Zettel, apontado pelas investigações como o operador financeiro de pagamentos ilícitos.

Zettel já trocou sua equipe de defesa para prosseguir com uma delação, mas não buscou uma negociação independente, com o objetivo de oferecer os acordos em conjunto. Vorcaro também deve pleitear no acordo uma proteção para outros dois familiares seus que são citados nas investigações: seu pai, Henrique, e sua irmã, Natália.

Provas devem ir além do celular

Como mostrou o Estadão, os investigadores já avisaram à defesa desde o início do processo que a proposta de delação deveria apresentar novos elementos de prova, além daquelas já colhidas no celular do banqueiro, e indicar fatos novos. Como a investigação já obteve uma grande quantidade de provas sobre as suspeitas de crimes financeiros do Master e outros delitos de Vorcaro, o conteúdo oferecido na delação deve ser analisado de forma rígida pelos investigadores, com base nessas provas já existentes.

Há uma expectativa dos investigadores que Vorcaro esclareça, na sua proposta de delação, seu relacionamento com políticos e com integrantes do Judiciário.

O banqueiro foi preso pela segunda vez no dia 4 de março. No dia 19 daquele mês, ele assinou um termo de confidencialidade para dar início à negociação de delação e foi transferido do presídio federal de segurança máxima para a Superintendência da PF em Brasília, com o objetivo de confeccionar o acordo em conjunto com seus defensores.

Esse processo durou cerca de 45 dias e foi feito por meio de visitas diárias da equipe de advogados do banqueiro. A defesa teve acesso à cópia da extração do telefone celular do banqueiro apreendido pela PF, o que foi uma das fontes de provas usadas para construir a proposta.

Enquanto Vorcaro confeccionava sua delação, a investigação da Compliance Zero também ganhou outro candidato a delator, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. Preso em 16 de abril, sua defesa já manifestou interesse em colaborar e pediu a transferência dele para outro estabelecimento no qual possa conversar com seus advogados para confeccionar a proposta de delação.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/capturar_16.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 06 May 2026 14:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[MS quer fatia do bolo bilionário dos royalties de petróleo]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/ms-quer-fatia-do-bolo-bilionario-dos-royalties-de-petroleo/466123/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/ms-quer-fatia-do-bolo-bilionario-dos-royalties-de-petroleo/466123/</guid>
				<description><![CDATA[Mato Grosso do Sul entrou na disputa por uma fatia do bilionário montante dos royalties do petróleo, cujo modelo de distribuição será reavaliado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir desta quarta-feira (6). O julgamento, que se arrasta há mais de uma década, pode alterar consideravelmente a divisão dos recursos hoje concentrados nos estados produtores, como Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

Na prática, o que está em jogo é o destino de bilhões de reais pagos mensalmente por empresas que exploram petróleo e gás natural no país. Esses valores, conhecidos como royalties, funcionam como uma compensação financeira pela exploração de um recurso natural não renovável, mas a própria natureza desse repasse é o centro da disputa jurídica.

De um lado, estados produtores defendem que os recursos têm caráter compensatório, já que são diretamente impactados pela atividade petrolífera. Do outro, unidades não produtoras, como Mato Grosso do Sul, argumentam que se trata de uma riqueza nacional que deve ser compartilhada de forma mais equilibrada.

A tese defendida pelo governo sul-mato-grossense será apresentada no STF pela procuradora do Estado Ana Carolina Ali Garcia. Segundo ela, os royalties devem ser entendidos como participação no resultado econômico da exploração.

“Os royalties do petróleo devem ser enquadrados como distribuição de riqueza nacional gerada pela exploração dos recursos naturais, e não como compensação por impactos locais”, afirmou.

O argumento central é que o cálculo desses valores está ligado ao faturamento da atividade petrolífera, e não aos eventuais danos causados pela exploração.

O julgamento trata da validade da Lei nº 12.734/2012, aprovada pelo Congresso Nacional com o objetivo de ampliar a distribuição dos royalties entre todos os estados e municípios. A norma, no entanto, foi suspensa em 2013 por decisão liminar da ministra Cármen Lúcia, interrompendo a mudança nas regras.

Desde então, permanece em vigor o modelo que concentra a maior parte dos recursos aos entes produtores.

Impacto bilionário

Os números envolvidos ajudam a explicar a intensidade da disputa. De acordo com Sindicato de Auditores Fiscais da Receita Estadual do Rio de Janeiro, uma eventual redistribuição pode provocar perdas anuais de até R$ 21 bilhões para o estado e seus municípios.

Por outro lado, estados não produtores poderiam ampliar significativamente suas receitas. Segundo dados do InfoMoney, caso a lei de 2012 seja validada, a fatia destinada aos estados produtores cairia de 61% para 26%, enquanto o percentual direcionado ao fundo especial, que atende às demais unidades federativas, saltaria de 8,75% para 54%. Já a participação da União recuaria de 30% para 20%.

Para Mato Grosso do Sul, a mudança representa a possibilidade de acesso a uma nova fonte relevante de recursos públicos, em um cenário de disputa federativa por receitas.

Segundo a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a demora na decisão do STF contribuiu para aprofundar desigualdades entre os entes federativos e enfraquecer o chamado federalismo cooperativo, que prevê maior equilíbrio na divisão de receitas.

O Estado também sustenta que os argumentos utilizados para manter a concentração dos royalties não estão alinhados aos critérios constitucionais de repartição de receitas.

Além da procuradora Ana Carolina Ali Garcia, acompanham o julgamento o procurador-geral do Estado, Márcio Arruda, e o procurador Ulisses Schwarz Viana, responsável pela representação da PGE em Brasília.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/whatsapp-image-2026-05-06-at-125100.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 06 May 2026 13:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Eduardo Bolsonaro sai em defesa de Pollon e diz que afastamento é "perseguição"]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/eduardo-bolsonaro-sai-em-defesa-de-pollon-e-diz-que-afastamento-e/466111/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/eduardo-bolsonaro-sai-em-defesa-de-pollon-e-diz-que-afastamento-e/466111/</guid>
				<description><![CDATA[O deputado federal Eduardo Bolsonaro manifestou apoio ao deputado Marcos Pollon (PL/MS) após a decisão da Comissão de Ética da Câmara dos Deputados que votou favorável à suspensão do parlamentar pelo período de dois meses. 

Em nota, Eduardo afirmou que a decisão é uma "covardia intitucionalizada" e um "ataque à democracia". 

Minha solidariedade ao meu amigo e deputado federal Marcos Pollon, o mais votado do Mato Grosso do Sul. O que fazem contra ele é mais um ataque explícito à direita, algo que jamais vimos acontecer com a esquerda, mesmo após invasões, ocupações da Mesa, flechada em policial legislativo e atos muito mais graves dentro do Congresso”.

Para Eduardo, a medida é desproporcional e se encaixa como perseguição política por se tratar de "mais um episódio preocupante de tratamento desigual dentro do Parlamento, direcionado a parlamentares que representam uma parcela significativa da população brasileira”.

Marcos Pollon e mais dois deputados sofreram derrota da Comissão de Ética da Câmara dos Deputados na noite da última terça-feira (5), que votou pela suspensão do mandato por ocupar a Mesa Diretora da Câmara impedindo o acesso do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos) em agosto de 2025, logo após o anúncio da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. 

Durante o protesto, os deputados da oposição usaram fita para tampar a boca em sinal de protesto e ocuparam os lugares destinados à Mesa Diretora da Casa, impedindo, inclusive fisicamente, o presidente Hugo Motta de ocupar o espaço. As sessões do dia foram canceladas e a cadeira da presidência só foi devolvida no dia seguinte. 

Eduardo destacou que o mandato de Marcos Pollon tem sido pautada pela defesa de princípios e valores, e que a decisão é um "ataque explícito à direita". 

“Toda perseguição deixa marcas e essa será mais uma cicatriz que Pollon carregará com honra. Um símbolo de coragem diante de um sistema cada vez mais apodrecido. O povo saberá reconhecer quem luta de verdade, quem coloca seus princípios e os interesses da população acima do conforto do cargo”, afirmou. 

Pollon foi eleito deputado federal de Mato Grosso do Sul em 2022, com 103.111 votos, sendo o candidato mais votado de Mato Grosso do Sul, seguido por Beto Pereira (PSDB), Dr. Geraldo Resende (PSDB), Vander Loubet (PT) e Camila Jara (PT). 

Decisão 

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (5) o relatório que sugere a suspensão de 60 dias do deputado Marcos Pollon (PL/MS) e outros dois deputados, por ocupar a Mesa Diretora da Câmara impedindo o acesso do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos) em agosto de 2025. 

Junto com ele, também devem sofrer a penalização os deputados Marcel Van Hatten (Novo/RS) e Zé Trovão (PL/SC). A "baderna" foi realizada durante protesto da oposição no durante a sessão após o anúncio da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. 

A suspensão dos parlamentares foi proposta pelo relator, Moses Rodrigues (União Brasil/CE) em um processo instaurado há sete meses, sendo adiado por diversas vezes. 

No entanto, após nove horas de sessão, a proposta foi aprovada nesta terça-feira, por 13 votos a 4 para a punição de Pollon e Van Hattem e 15 a 4 para Zé Trovão.

Os parlamentares ainda podem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e a decisão final será do Plenário por maioria absoluta (257 deputados).

Para Marcos Pollon, a decisão tem o objetivo de prejudicar a candidatura da oposição ao Senado nas eleições. Segundo ele, os atos em agosto tiveram a participação de mais de 80 parlamentares, mas apenas três sofreram representações ético-disciplinares. Destes, dois são pré-candidatos ao Senado (Pollon e Van Hattem). 

“Esse é o objetivo, impedir aqueles que não se dobram, que não se rendem, que não se vendem. Estamos sendo julgados porque nos levantamos por aqueles que não têm mais voz. Não teremos medo”.

Durante a reunião, Pollon voltou a denunciar "abusos dos direitos humanos" contra os presos políticos do ato de 8 de janeiro, chamando o julgamento de "abereração jurídica". 

Pollon ainda pode ser suspenso por mais 90 dias por ter proferido xingamentos ao presidente da Câmara dos Deputados. Durante o protesto Reaja Brasil, em Campo Grande, dias antes das manifestações na Câmara, o deputado chamou Motta de "bosta de deputado" e "baixinho de um metro e sessenta". 

Caso a penalidade seja aprovada no Senado, os parlamentares perdem o salário, verba indenizatória e funcionários. 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/whatsapp-image-2026-05-06-at-101336.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 06 May 2026 10:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Conselho de Ética vota pela suspensão de dois meses do mandato de Pollon]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/conselho-de-etica-vota-pela-suspensao-de-dois-meses-do-mandato-de/466105/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/conselho-de-etica-vota-pela-suspensao-de-dois-meses-do-mandato-de/466105/</guid>
				<description><![CDATA[O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (5) o relatório que sugere a suspensão de 60 dias do deputado Marcos Pollon (PL/MS) e outros dois deputados, por ocupar a Mesa Diretora da Câmara impedindo o acesso do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos) em agosto de 2025. 

Junto com ele, também devem sofrer a penalização os deputados Marcel Van Hatten (Novo/RS) e Zé Trovão (PL/SC). A "baderna" foi realizada durante protesto da oposição no durante a sessão após o anúncio da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. 

A suspensão dos parlamentares foi proposta pelo relator, Moses Rodrigues (União Brasil/CE) em um processo instaurado há sete meses, sendo adiado por diversas vezes. 

No entanto, após nove horas de sessão, a proposta foi aprovada nesta terça-feira, por 13 votos a 4 para a punição de Pollon e Van Hattem e 15 a 4 para Zé Trovão.

A reunião, que começou por volta das 12h (horário de MS) se estendeu até à noite, com votação a partir das 20h30, marcada por discursos longos dos aliados dos parlamentares, diante da "iminente derrota". 

Os parlamentares ainda podem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e a decisão final será do Plenário por maioria absoluta (257 deputados).

Para Marcos Pollon, a decisão tem o objetivo de prejudicar a candidatura da oposição ao Senado nas eleições. Segundo ele, os atos em agosto tiveram a participação de mais de 80 parlamentares, mas apenas três sofreram representações ético-disciplinares. Destes, dois são pré-candidatos ao Senado (Pollon e Van Hattem). 

“Esse é o objetivo, impedir aqueles que não se dobram, que não se rendem, que não se vendem. Estamos sendo julgados porque nos levantamos por aqueles que não têm mais voz. Não teremos medo”.

Durante a reunião, Pollon voltou a denunciar "abusos dos direitos humanos" contra os presos políticos do ato de 8 de janeiro, chamando o julgamento de "abereração jurídica". 

“A humanidade grita mais alto para quem tem sangue correndo nas veias, o grau de injustiça que estamos vendo no nosso país é absurdo, é grotesco, desesperador Nós vimos os horrores decorrentes dessa prisão ilegal, dessa fantasia que apelidaram de golpe, que sequer tem fato definido". 

Afastamento

Pollon ainda pode ser suspenso por mais 90 dias por ter proferido xingamentos ao presidente da Câmara dos Deputados. Durante o protesto Reaja Brasil, em Campo Grande, dias antes das manifestações na Câmara, o deputado chamou Motta de "bosta de deputado" e "baixinho de um metro e sessenta". 

De acordo com o presidente do Conselho de Ética, Fábio Schioet (União/SC), Pollon ainda pode apelar à Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Câmara dos Deputados contra a suspensão. 

Caso a penalidade seja aprovada no Senado, os parlamentares perdem o salário, verba indenizatória e funcionários. 


 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/09/photo-2025-09-19-15-52-43.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 06 May 2026 09:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Pesquisa mostra estabilidade de Riedel e avanço dos adversários]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/pesquisa-mostra-estabilidade-de-riedel-e-avanco-dos-adversarios/466094/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/pesquisa-mostra-estabilidade-de-riedel-e-avanco-dos-adversarios/466094/</guid>
				<description><![CDATA[A rodada do mês de abril da pesquisa de intenções de votos contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), no período de 27 de abril a 1º de maio deste ano, apontou estabilidade do governador Eduardo Riedel (PP) e evolução dos demais pré-candidatos à cadeira de chefe do Executivo nas eleições de 4 de outubro.

Registrado sob os números BR-01165/2026 e MS-06319/2026, o levantamento estimulado, ou seja, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, trouxe Riedel na liderança, com 47,32% das intenções de votos, contra 16,45% do ex-deputado federal Fábio Trad (PT) e 6,76% do deputado estadual João Henrique Catan (Novo).

Além disso, ainda na pesquisa de abril, os pré-candidatos considerados “nanicos” também pontuaram, com Renato Gomes (DC) alcançando 3,70%, Lucien Rezende (Psol), 2,68%, e Jefferson Bezerra (Agir), 0,64%, sendo que 3,57% votariam em branco ou anulariam os votos, 7,65% não votariam em nenhum deles e 11,22% não sabem ou não responderam.

Na comparação com a pesquisa realizada em março deste ano, quando o atual governador somou 47,83%, houve um leve recuo de 0,51 ponto porcentual, enquanto Fábio Trad apresentou um crescimento de 2,04 pontos porcentuais e João Henrique Catan avançou 1,91 ponto porcentual, sendo que os demais pré-candidatos não foram incluídos.



ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para a resposta, a liderança ainda é de Riedel, com 10,33%, das intenções de votos, seguido por Fábio Trad, com 1,40%, e pela ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), com 0,51%.

Mais atrás aparecem o ex-governador André Puccinelli (MDB), com 0,38%, o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), com 0,26%, o senador Nelsinho Trad (PSD), com 0,26%, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), com 0,26%, o ex-prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro (PSDB), com 0,13%, e Carlos Roberto Massa, o Ratinho, com 0,13%.

Por último, os entrevistados indicaram o deputado estadual João Henrique Catan, com 0,13%, o vereador Marquinhos Trad (PV), com 0,13%, a pastora mineira Rose Nascimento (Novo), com 0,13%, e o deputado estadual Zeca do PT, com 0,13%, sendo que 85,84% dos entrevistados não sabem ou não quiseram responder.

REJEIÇÃO

Com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, a pesquisa IPR/Correio do Estado também levantou a rejeição dos pré-candidatos a governador de Mato Grosso do Sul e Fábio Trad lidera, com 25,64%, seguido por Catan, com 11,48%, e Riedel, com 10,20%.

Além disso, Renato Gomes somou 5,99%, Lucien Rezende 5,10% e Jefferson Bezerra 2,30%, sendo que 17,22% dos entrevistados não rejeitam nenhum deles, 10,08% rejeitam todos, 2,30% disseram que votariam em branco ou anulariam os votos e 9,69% não sabem ou não quiseram responder.

Na comparação com o levantamento realizado em março deste ano, Fábio Trad apresentou rejeição de 24,74%, ou seja, um leve aumento de 0,90 ponto porcentual, Catan somou 14,29%, queda de 2,81 pontos porcentuais, e Riedel alcançou 6,89%, crescimento de 3,31 pontos porcentuais, sendo que os demais pré-candidatos não foram incluídos.

ABRANGÊNCIA

A pesquisa IPR/Correio do Estado ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas pelos municípios de Antônio João, Aquidauana, Bonito, Caarapó, Campo Grande, Coronel Sapucaia, Corumbá, Coxim, Dourados, Guia Lopes da Laguna, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde, Sidrolândia, Sonora e Três Lagoas.

Essas 22 localidades representam 69% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores, sendo que, ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre onde está a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, visto que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

ANÁLISE

Conforme análise do diretor do IPR, Aruaque Fresato Barbosa, a poucos meses do início oficial do calendário eleitoral, a corrida ao cargo de governador mantém como favorito Eduardo Riedel, despontando com folga em todas as três perguntas centrais da pesquisa – espontânea, estimulada e rejeição.

“Enquanto o ex-deputado federal Fábio Trad se firmou como o segundo nome da disputa, ainda que carregue a maior taxa de rejeição entre os candidatos testados. Ao mesmo tempo, a fotografia revela uma campanha ainda em formação, pois mais da metade dos entrevistados (85,8%) não sabe ou não quis citar nenhum nome quando a pergunta foi feita sem leitura prévia das opções”, pontuou.

Ele acrescentou que 11,2% dos entrevistados continuam indecisos mesmo depois de ouvirem a lista completa de candidatos. “É nesse vácuo – somado aos 7,7% que dizem que não votariam em nenhum deles e aos 3,6% que pretendem votar em branco ou anular – que residem os 22 pontos porcentuais ainda passíveis de movimentação até a urna”, ressaltou.

SEM MOBILIZAÇÃO

Aruaque Barbosa destacou que, antes da leitura dos nomes, a pesquisa mediu o quanto cada candidato é lembrado pelo eleitor sem qualquer estímulo.

“O resultado expõe um eleitorado pouco mobilizado. Riedel é citado por 10,3% dos entrevistados, o que corresponde a 81 menções entre 784 e aparece à frente de qualquer adversário por uma margem larga. Fábio Trad vem em segundo, com 1,4% (11 menções), seguido de Rose Modesto, com 0,5%, e do ex-governador André Puccinelli, com 0,4%”, detalhou.

Conforme o diretor do IPR, quando o entrevistador apresenta a lista oficial de candidatos, o cenário muda de tonalidade.

“Riedel atinge 47,3% das intenções de voto, com 371 menções, encostando no patamar simbólico que dispensaria o segundo turno. Fábio Trad consolidou-se em segundo lugar, com 16,5% (129 menções), seguido por João Henrique Catan, com 6,8%, Renato Gomes, com 3,7%, Lucien Rezende, com 2,7%, e Jefferson Bezerra, com 0,6%”, estratificou.

Ele ressaltou que a distância entre o primeiro e o segundo colocado é de 30,8 pontos porcentuais. “Somadas, todas as opções de oposição (Fábio Trad, João Henrique Catan, Renato Gomes, Lucien Rezende e Jefferson Bezerra) chegam a 30,3%, ainda 17 pontos abaixo do governador”, avaliou.

PONTO CRÍTICO

Com relação à pergunta sobre rejeição, Aruaque Barbosa comentou que ela inverteu a lógica das duas anteriores, revelando um ponto crítico para o segundo colocado. “Fábio Trad é o nome em quem 25,6% dos eleitores afirmam que não votariam de jeito nenhum – uma marca que, isoladamente, supera a soma das rejeições do segundo e do terceiro nomes da lista”, falou.

Para ele, o dado tem leitura dupla, pois, por um lado, comprova que Fábio Trad ocupou o espaço de polo oposto ao governo, uma vantagem em termos de mobilização da base petista, que tende a votar com convicção. “Por outro, reduz seu teto eleitoral e dificulta a expansão para eleitores que se declaram desencantados com a polarização”, disse.

O diretor apontou que, para fins comparativos, Riedel registra 10,2% de rejeição, número compatível com o de governadores de aprovação alta, enquanto João Henrique Catan aparece com 11,5% leitura, que o coloca como candidato com estoque de votos no campo bolsonarista, mas com piso de aceitação semelhante ao do petista, sinal de que disputa eleitorado de centro com mais dificuldade.

CENÁRIO FINAL

Aruaque Barbosa concluiu que o conjunto dos dados permite delinear três conclusões objetivas para o leitor que pretende entender a corrida para governador no momento em que a pesquisa foi a campo.

A primeira, conforme ele, é a liderança consolidada de Eduardo Riedel, que reúne lembrança espontânea, intenção de voto estimulada e baixa rejeição em proporções compatíveis com cenário de reeleição em primeiro turno.

“A segunda é a vice-liderança previsível, mas limitada, de Fábio Trad, cuja base é firme entre o eleitorado petista e na capital, mas cuja rejeição figura como teto difícil de atravessar sem um evento político que reordene a disputa”, projetou.

De acordo com o diretor do IPR, a terceira é a fragmentação do campo conservador alternativo, dividido entre Catan, Gomes e Bezerra, com soma inferior a 12% e sem candidato com força suficiente para isoladamente desafiar a hegemonia governista.

“A pesquisa, contudo, captura apenas um instante. Restam ainda 22% do eleitorado em zona cinza, somando indecisos, nenhum deles e brancos/nulos, território suficiente para que o desenho final se reorganize em torno do desempenho dos candidatos no horário eleitoral gratuito, da aprovação do governo na reta final do mandato e, sobretudo, do humor do eleitor sul-mato-grossense em relação à conjuntura nacional”, concluiu.

*Saiba

Veja perfil dos eleitores de Riedel, Fábio e Catan

Levantamento da pesquisa IPR/Correio do Estado também aponta as diferenças marcantes no desempenho eleitoral dos três principais nomes que disputam o cargo de governador, com bases de apoio distintas e desafios específicos para ampliar suas candidaturas.

O governador Eduardo Riedel aparece com desempenho mais consistente e homogêneo entre as regiões, tendo como principal base o interior do Estado.

Seu crescimento é mais acentuado em áreas com perfil econômico ligado ao agronegócio, além de apresentar maior adesão entre eleitores acima de 45 anos e com renda média e alta.

Apesar da capilaridade, o desempenho na Capital é proporcionalmente menor, assim como entre jovens e eleitores de baixa renda – segmentos considerados mais voláteis e sensíveis ao discurso da oposição.

Já o ex-deputado federal Fábio Trad concentra sua força eleitoral principalmente em Campo Grande, onde encontra maior respaldo entre o eleitorado urbano e de classe média.

O parlamentar registra melhor desempenho entre eleitores com maior nível de escolaridade. Por outro lado, enfrenta dificuldades para avançar no interior e em regiões de perfil mais conservador, o que limita sua capacidade de ultrapassar um patamar médio de competitividade em escala estadual.

O deputado estadual João Henrique Catan, por sua vez, apresenta um perfil mais segmentado. Seu principal ativo está em nichos ideológicos, especialmente entre eleitores de direita e mais engajados politicamente, em que mantém um voto fiel.

No entanto, a baixa presença em diferentes regiões e a dificuldade de romper a barreira de um dígito nas intenções de voto evidenciam limitações de expansão.

O parlamentar também encontra resistência para avançar entre eleitores moderados e no centro político, o que restringe sua relevância no conjunto do eleitorado.

O quadro geral indica um cenário fragmentado, em que cada pré-candidato mantém bases específicas, mas ainda enfrenta desafios para ampliar alcance e consolidar uma maioria eleitoral em Mato Grosso do Sul.

Assine o Correio do Estado

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/02-0426-0302-novos-leitos-hospital-do-cancer-mv.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 06 May 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Trump volta a criticar o Papa poucos dias antes da visita de Rubio ao Vaticano]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/trump-volta-a-criticar-o-papa-poucos-dias-antes-da-visita-de-rubio-ao/466080/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/trump-volta-a-criticar-o-papa-poucos-dias-antes-da-visita-de-rubio-ao/466080/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Papa Leão XIV. "Ele está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas", afirmou em relação à postura do pontífice sobre o Irã, a poucos dias da visita do secretário de Estado, Marco Rubio, à capital italiana, Roma, e ao Vaticano

"O Papa prefere dizer que é bom que o Irã tenha uma arma nuclear. Não acho que isso seja bom. Acho que ele está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas", disse o magnata durante uma entrevista à emissora conservadora Salem News Channel.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou nesta terça-feira em uma mensagem publicada nas redes sociais que os "ataques" contra o "chefe e guia espiritual da Igreja Católica não são nem compreensíveis nem úteis para a causa da paz".

"Reafirmo o apoio a cada ação e palavra do Papa Leão; as suas são testemunhos a favor do diálogo, do valor da vida humana e da liberdade. Uma visão que também é partilhada pelo nosso Governo, empenhado, através da diplomacia, em garantir a estabilidade e a paz em todas as áreas onde existem conflitos", argumentou.

O número dois da Santa Sé, Pietro Parolin, indicou que o pontífice "continua em seu caminho" de "pregar o Evangelho" após ser questionado pela imprensa sobre os recentes comentários de Trump, conforme noticiado pelo portal Vatican News.

O Papa nunca expressou seu apoio à ideia de que Teerã deva possuir armas nucleares, embora tenha se oposto à guerra e à subsequente escalada do conflito no Oriente Médio, instando as partes a chegarem a um cessar-fogo e retomarem o caminho do diálogo.

* Este conteúdo é de inteira responsabilidade da Europa Press e não representa a opinião do Grupo Estado, que não é responsável por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base no material disponibilizado.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/05/papa-leao-xiv-reutersyara-nardi.png" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 05 May 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Erika Hilton leva à PGR lei que restringe pessoas trans em banheiros femininos em Campo Grande]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/erika-hilton-vai-a-pgr-contra-aprovacao-de-lei-sobre-uso-de-banheiros/466081/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/erika-hilton-vai-a-pgr-contra-aprovacao-de-lei-sobre-uso-de-banheiros/466081/</guid>
				<description><![CDATA[A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) encaminhou um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a Lei Municipal 7.615/2026 sancionada pela prefeitura de Campo Grande, que estabelece diretrizes para o uso de banheiros públicos com base no critério de “mulheres biológicas”. 

A parlamentar pede a análise da constitucionalidade da norma e a adoção de medidas para levá-la ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento enviado à PGR, a deputada sustenta que a legislação “segrega mulheres trans e travestis ao proibir que usem banheiros públicos de acordo com sua identidade de gênero” e afirma que a norma cria um ambiente de "constrangimento generalizado".

Aprovada na última quarta-feira (22), a lei institui na Capital a "Política Municipal de Proteção da Mulher", que estabelece que banheiros femininos em espaços públicos sejam destinados exclusivamente a mulheres biológicas, ou seja, proíbe a entrada de pessoas trans nestes locais. 

Com relação aos banheiros, a lei afirma que a garantir a utilização de banheiros exclusivos às mulheres biológicas é forma de "resguardar a sua intimidade e de combater todo tipo de importunação ou de constrangimento".

O Poder Executivo fica autorizado a promover as adaptações necessárias nas estruturas municipais, bem como a fiscalizar as devidas adaptações em estabelecimentos particulares, para o fim de evitar qualquer tipo de constrangimento contra as mulheres.

Segundo a parlamentar, a medida atinge e expõe população trans, mas também expõe todas as mulheres a riscos e abordagens abusivas. O documento aponta que a norma “gera violência contra todas as mulheres, inclusive mulheres cis”, ao pressupor mecanismos de controle sobre o acesso a espaços públicos.

No último dia 28, manifestantes ocuparam o plenário da Câmara Municipal em um ato contra a lei que proíbe mulheres trans de utilizar banheiros femininos. A lei foi sancionada pela Prefeita Adriane Lopes (PP) no último dia (22) e gerou fortes debates nas redes sociais. A defensoria pública também acompanha o imblóglio. 

Saiba*

Em 2024, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) pediu ao Supremo Tribunal Federal a garantia que mulheres transexuais tivessem o direito de utilizarem banheiros femininos e demais espaços destinados a esse público sem discriminação.

Assine o Correio do Estado
 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/erika-hilton.png" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 05 May 2026 18:15:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Quarta-feira (6) é o último dia para regularizar o título eleitoral]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/quarta-feira-6-e-o-ultimo-dia-para-regularizar-o-titulo-eleitoral/466062/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/quarta-feira-6-e-o-ultimo-dia-para-regularizar-o-titulo-eleitoral/466062/</guid>
				<description><![CDATA[Amanhã, quarta-feira, 6 de maio, é o último dia para regularizar o título eleitoral em Mato Grosso do Sul, como:


	realizar transferência de domicílio
	transferir endereço ou local de votação
	tirar o primeiro título eleitoral
	realizar revisão eleitoral
	atualizar dados cadastrais
	atualizar cadastro de biometria


Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Caso contrário, não poderá votar nas eleições de outubro, que ocorrerão em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno).

Os motivos que levam um título ser cancelado são:


	deixar de votar
	deixar de justificar a ausência às urnas em três eleições consecutivas
	não comparecer à revisão do eleitorado
	entre outros


O juiz eleitoral auxiliar da presidência do TRE-MS, Luiz Felipe de Medeiros, ressaltou a importância de estar em dia com a Justiça Eleitoral.

"O mais importante é você estar em dia com a sua situação eleitoral para tomar posse em concurso público (efetivo ou comissionado). Se não estiver com a situação eleitoral em dia, não pode assumir nenhum cargo ou função pública também. Programas sociais de governo também, benefícios sociais que a população tem o direito de receber, também exige a quitação eleitoral e estar em dia com a sua situação eleitoral. Matricular em instituição pública ou universidade também exige a situação regular junto à justiça eleitoral. Emissão de passaporte e regularização de CPF e também são outras situações que exigem estar em dia com a justiça eleitoral", disse.

COMO REGULARIZAR?

A regularização pode ser feita presencialmente, diretamente nos Cartórios Eleitorais.

Em Campo Grande, o eleitor pode regularizar seu título, das 8h às 18h, no Memorial da Cultura, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, número 559, Centro.

No interior de MS, basta se deslocar a um cartório eleitoral mais próximo, na cidade em que reside, das 12h às 18h.

DOCUMENTOS - os documentos necessários para regularização são:

documento oficial com foto que comprove sua identidade
título eleitoral ou e-Título
comprovantes de votação
comprovantes de justificativas eleitorais
comprovante de dispensa de recolhimento ou, caso não tenha sido dada baixa, os comprovantes do recolhimento das multas

É imprescindível que a população não deixe para última hora e evite filas.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/titulo-de-eleitor-2.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 05 May 2026 12:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Azambuja descola de Nelsinho e Contar na corrida ao Senado]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/azambuja-descola-de-nelsinho-e-contar-na-corrida-ao-senado/466048/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/azambuja-descola-de-nelsinho-e-contar-na-corrida-ao-senado/466048/</guid>
				<description><![CDATA[A 2ª pesquisa de intenções de votos para o Senado, contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), apontou que o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) deu uma descolada do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) e do senador Nelsinho Trad (PSD), que são os seus principais adversários pelas duas vagas ao cargo em Mato Grosso do Sul.

Conforme o principal cenário do levantamento estimulado, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, na média da somatória do primeiro com o segundo votos, Azambuja lidera, com 20,03% da preferência dos entrevistados, enquanto mais atrás estão Capitão Contar, com 16,52%, e Nelsinho Trad, com 15,69%.

Com a margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, Azambuja chegaria ao máximo de 23,53% e ao mínimo de 16,53%, enquanto Capitão Contar teria o máximo de 20,02% e o mínimo de 13,02% e Nelsinho obteria o máximo de 19,19% e o mínimo de 12,19%, portanto, ele ficaria à frente de ambos nas duas possibilidades, garantido uma das duas vagas.

No entanto, ainda considerando a margem de erro, Capitão Contar e Nelsinho Trad estão tecnicamente empatados, disputando voto a voto a última vaga para o Senado disponível para Mato Grosso do Sul, de acordo com a pesquisa Correio do Estado/IPR realizada de 27 de abril a 1º de maio deste ano e registrado sob os números BR/01165-2026 e MS/06319-2026.

Já no segundo bloco do levantamento, o deputado federal Vander Loubet (PT) alcançou 9,25%, enquanto Soraya Thronicke (PSB) vem logo atrás com 8,74%, ou seja, considerando a margem de erro, ambos também estão tecnicamente empatados, e, mais distantes, aparecem Beto do Movimento (PSOL), com 3,89%, e Daniel Júnior (AGIR), com 1,53%, também empatados tecnicamente, sendo que 24,35% dos entrevistados não sabem, não quiseram responder, branco/nulo, nenhum deles e indecisos.

No caso do segundo cenário da pesquisa estimulada, quando o nome do Capitão Contar foi substituído pelo nome do deputado federal Marcos Pollon (PL), Azambuja dispara, com 21,24% das intenções de votos, enquanto Nelsinho Trad vem mais atrás, com 16,45%, seguido bem de longe por Vander, com 9,76%, Soraya, com 9,50%, Pollon, com 7,84%, Beto do Movimento, com 4,46%, e Daniel Jr., com 1,79%, sendo que 28,69% dos entrevistados não sabem, não quiseram responder, branco/nulo, nenhum deles e indecisos.

Pesquisas para o Senado em MS

Fonte: Correio do Estado/IPR

Com intervalo de confiança de 95%, a pesquisa Correio do Estado/IPR ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas pelos municípios de Antônio João, Aquidauana, Bonito, Caarapó, Campo Grande, Coronel Sapucaia, Corumbá, Coxim, Dourados, Guia Lopes da Laguna, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde, Sidrolândia, Sonora e Três Lagoas.

Essas 22 localidades representam 69% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores.

Ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre onde está a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

ESPONTÂNEA 

O levantamento espontâneo (primeiro voto), quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, Azambuja ainda lidera, com 2,42%, seguido por Contar, com 0,77%, Nelsinho, com 0,77%, Pollon, com 0,51%, vereador Marquinhos Trad (PV), com 0,38%, a ex-ministra Simone Tebet (PSB), com 0,38%, Soraya, com 0,38%, e a senadora Tereza Cristina (PP), com 0,38%.

Mais atrás foram citados o deputado federal Vander Loubet, com 0,26%, o ex-governador André Puccinelli (MDB), com 0,13%, o governador Eduardo Riedel (PP), com 0,13%, o deputado federal Geraldo Resende (União Brasil), com 0,13%, a deputada estadual Gleice Jane (PT), com 0,13%, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 0,13%, o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (Republicanos), com 0,13%, e o deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos), com 0,13%, e 92,86% não sabem ou não quiseram responder.

No caso da pesquisa espontânea (segundo voto), Nelsinho lidera, com 0,51%, seguido por Capitão Contar, com 0,13%, Reinaldo Azambuja, com 0,13%, e Vander Loubet, com 0,13%, enquanto 99,11% não sabem ou não quiseram responder.

REJEIÇÃO

A pesquisa Correio do Estado/IPR também levantou a rejeição dos pré-candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul e Soraya está na frente, com 15,05%, seguida de perto por Capitão Contar, com 12,76%, e Vander, com 12,37%, enquanto mais atrás aparecem Nelsinho, com 8,04%, Azambuja, com 5,99%, Beto do Movimento, com 5,36%, Pollon, com 3,57%, e Daniel Jr., com 2,55%. Dos entrevistados, 17,73% não rejeitam ninguém, 8,80% rejeitam todos, 1,91% disse que vai votar em branco ou vai anular o voto e 5,87% não sabem ou não responderam.

ANÁLISE

Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, no primeiro cenário estimulado, Reinaldo Azambuja tem a primeira posição, com 20,02% das intenções de votos, seguido pelo Capitão Contar, com 16,52%, tecnicamente empatado com o atual senador Nelsinho Trad (PSD), que busca a reeleição e marca 15,69%. 

“Nesse cenário, Reinaldo abre uma pequena diferença e a briga está mais acirrada pela segunda vaga entre Capitão Contar e Nelsinho Trad. O deputado federal Vander Loubet aparece na sequência com 9,25%, seguido de perto pela atual senadora Soraya Thronicke, com 8,74%, enquanto Beto do Movimento e Daniel Jr. registraram 3,89% e 1,53%, respectivamente”, detalhou.

Para ele, os eleitores que declararam não votar em “nenhum deles” somam 8,73% na média e aqueles que não sabem ou não quiseram responder representaram 7,46%, enquanto os indecisos especificamente para o segundo voto marcaram 5,42%, e os brancos e nulos somaram 2,74%.

Já no segundo cenário 2, que não traz o nome do Capitão Contar, Nelsinho Trad se isola na segunda posição.

“O nome do Capitão foi retirado e substituído pelo do deputado federal Marcos Pollon. Sem a presença de Contar, Reinaldo Azambuja amplia ligeiramente sua liderança, alcançando uma média de 21,23% na somatória do primeiro e segundo voto”, citou.

Além disso, acrescentou, Nelsinho Trad consolidou-se na segunda posição com 16,46%, distanciando-se dos demais concorrentes. “Vander Loubet mantém estabilidade, com 9,75%, e Soraya Thronicke oscila positivamente para 9,50%. O estreante no cenário, Marcos Pollon atingiu 7,84% da média dos votos”, avaliou. 

Já Beto do Movimento marcou 4,46% e Daniel Jr. ficou com 1,79%. “Neste cenário, o número de eleitores que optaram por ‘nenhum deles’ subiu para 11,80%. Os que não sabem ou não responderam somaram 8,55%, os indecisos no segundo voto foram 5,36% e brancos/nulos representaram 3,25%”, comentou.

Aruaque Barbosa também analisou a rejeição dos pré-candidatos, perguntando aos eleitores em quem eles não votariam de jeito nenhum para o Senado. “A senadora Soraya Thronicke lidera este índice, rejeitada por 15,05% dos entrevistados. Logo atrás, aparecem Capitão Contar, com 12,76%, e Vander, com 12,37%.

Nelsinho tem 8,04% de rejeição, enquanto o líder das intenções de voto, Azambuja, apresenta um dos menores índices entre os principais nomes, com apenas 5,99%”, detalhou, citando que Beto do Movimento foi rejeitado por 5,36%, Pollon por 3,57% e Daniel Jr. por 2,55%.

“Chama a atenção o fato de que 17,73% dos eleitores afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 8,80% disseram rejeitar todos. Os que não souberam ou não responderam somam 5,87%, e brancos/nulos na rejeição representam 1,91%. O levantamento reflete um cenário em que a força política do ex-governador Reinaldo Azambuja o coloca em posição confortável, enquanto a segunda vaga ao Senado por Mato Grosso do Sul dependerá fortemente da configuração final das candidaturas, especialmente no campo da centro direita”, concluiu.

* Saiba

Veja perfil do eleitor deReinaldo, Contar e Trad

O recorte do eleitorado dos pré-candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul revela perfis distintos de apoio entre Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL) e Nelsinho Trad (PSD), com diferenças marcantes por região, sexo, faixa etária e renda.

O cenário indica três perfis eleitorais distintos: Contar com força no interior e entre eleitores mais jovens e de renda média-baixa, Azambuja com base mais consolidada entre eleitores mais velhos e de maior renda e Nelsinho com apoio mais homogêneo, porém menos concentrado, especialmente na Capital.

Azambuja apresenta um perfil mais equilibrado regionalmente, com índices próximos em Dourados (23,20%), Ponta Porã (23,21%), Campo Grande (21,97%) e Naviraí (20,59%).

O ex-governador tem distribuição semelhante entre homens (22% a 24%) e mulheres (20% a 21%). Seu principal diferencial está na faixa etária mais alta: ele cresce entre eleitores com 60 anos ou mais (acima de 25%) e mantém bom desempenho entre 45 e 59 anos (cerca de 23%). 

No recorte por renda, ele alcança seus melhores índices entre eleitores com mais de 5 salários mínimos (24% a 26%) e também vai bem na faixa de 2 a 5 salários, enquanto tem menor adesão pelas pessoas com renda mais baixa. 

Já Contar apresenta desempenho mais robusto em regiões do interior, com destaque para Aquidauana/Anastácio (40,0%) e Paranaíba/Chapadão (38,46%), além de índices relevantes em Campo Grande (25,25%) e Ponta Porã (23,21%). 

Seu eleitorado é majoritariamente masculino, com porcentuais entre 25% e 28%, enquanto entre mulheres o apoio fica abaixo da média, variando de 18% a 21%. 

Por idade, o candidato concentra força entre eleitores de 25 a 44 anos (acima de 25%) e de 45 a 59 anos (cerca de 24%), mas perde tração entre os mais idosos (60+), onde registra cerca de 18% ou menos. 

Na renda, Contar tem melhor desempenho entre eleitores de até 2 salários mínimos e de 2 a 5 salários, ambos na faixa de 23% a 27%, com queda entre os que ganham mais de 5 salários mínimos. 

Nelsinho Trad, por sua vez, concentra sua base principalmente em Campo Grande (15,41%), com desempenho mais modesto em Dourados (cerca de 8%) e Ponta Porã (entre 8% e 9%).

Seu eleitorado é equilibrado entre homens (15% a 16%) e mulheres (cerca de 15%), sem grandes variações por gênero. 

Em relação à idade, o senador tem melhor desempenho entre eleitores de 35 a 59 anos (16% a 18%), enquanto enfrenta maior dificuldade entre jovens e idosos, onde os índices caem para algo entre 10% e 13%. 

No recorte por renda, Nelsinho apresenta estabilidade, com leve vantagem entre eleitores de 2 a 5 salários mínimos (16% a 18%), mantendo porcentuais próximos nas demais faixas.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/12/reinaldo-azambuja.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 05 May 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[A dois dias do fim do prazo, 76 mil eleitores ainda precisam regularizar título em MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/a-dois-dias-do-fim-do-prazo-76-mil-eleitores-ainda-precisam/466021/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/a-dois-dias-do-fim-do-prazo-76-mil-eleitores-ainda-precisam/466021/</guid>
				<description><![CDATA[Eleições 2026 acontecerão em outubro e milhares de pessoas ainda precisam regularizar o título eleitoral para votar em Mato Grosso do Sul.

Dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) apontam que 76.667 sul-mato-grossenses estão com o título irregular e correm o risco de não votar nestas eleições. Vale ressaltar que este número foi atualizado em 4 de maio de 2026 às 12h27min.

Das 76.667 pessoas, 29.322 são de Campo Grande, 4.332 de Dourados, 3.543 de Três Lagoas, 2.442 de Ponta Porã e 2.056 de Corumbá.

6 de maio, quarta-feira, é o último dia para:

realizar transferência de domicílio
transferir endereço ou local de votação
tirar o primeiro título eleitoral
realizar revisão eleitoral
atualizar dados cadastrais
atualizar cadastro de biometria

Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Com isso, o eleitor tem exatamente dois dias para ficar em dia com a Justiça Eleitoral.

Caso contrário, não poderá votar nas eleições de outubro, que ocorrerão em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno).

Os motivos que levam um título ser cancelado são:

deixar de votar
deixar de justificar a ausência às urnas em três eleições consecutivas
não comparecer à revisão do eleitorado
entre outros

O juiz eleitoral auxiliar da presidência do TRE-MS, Luiz Felipe de Medeiros, ressaltou a importância de estar em dia com a Justiça Eleitoral.

"O mais importante é você estar em dia com a sua situação eleitoral para tomar posse em concurso público (efetivo ou comissionado). Se não estiver com a situação eleitoral em dia, não pode assumir nenhum cargo ou função pública também. Programas sociais de governo também, benefícios sociais que a população tem o direito de receber, também exige a quitação eleitoral e estar em dia com a sua situação eleitoral. Matricular em instituição pública ou universidade também exige a situação regular junto à justiça eleitoral. Emissão de passaporte e regularização de CPF e também são outras situações que exigem estar em dia com a justiça eleitoral", disse.

COMO REGULARIZAR?

A regularização pode ser feita presencialmente, diretamente nos Cartórios Eleitorais.

Em Campo Grande, o eleitor pode regularizar seu título, das 8h às 18h, no Memorial da Cultura, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, número 559, Centro.

No interior de MS, basta se deslocar a um cartório eleitoral mais próximo, na cidade em que reside, das 12h às 18h.

DOCUMENTOS - os documentos necessários para regularização são:

documento oficial com foto que comprove sua identidade
título eleitoral ou e-Título
comprovantes de votação
comprovantes de justificativas eleitorais
comprovante de dispensa de recolhimento ou, caso não tenha sido dada baixa, os comprovantes do recolhimento das multas

É imprescindível que a população não deixe para última hora e evite filas.

OBRIGATORIEDADE E CONSEQUÊNCIAS

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 70 anos.

Mas, eleitores que não votarem nas eleições ou não justificarem o voto, podem sofrer punições, como não poder:

Tirar carteira de identidade ou passaporte
Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública, da União, estado ou município
Ser empossado em concurso público, cargo público ou função pública, da União, estado ou município
Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

VOTAR SEM O TÍTULO DE ELEITOR

Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem o documento.

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai no site da Justiça Eleitoral.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/02-0426-0420-titulo-eleitor-mv.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 04 May 2026 11:50:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[TSE encaminha lista tríplice para vaga de juiz eleitoral suplente em MS à Presidência da República]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/tse-encaminha-lista-triplice-para-vaga-de-juiz-eleitoral-suplente-em/466011/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/tse-encaminha-lista-triplice-para-vaga-de-juiz-eleitoral-suplente-em/466011/</guid>
				<description><![CDATA[O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, encaminhar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a lista tríplice para a escolha e nomeação de juiz eleitoral suplente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul. A decisão foi tomada durante sessão ordinária realizada em 30 de abril de 2026.

O processo, de número 0600698-74.2025.6.00.0000, foi relatado pelo ministro Antonio Carlos Ferreira e não tramita em segredo de justiça. Não houve pedido de liminar ou concessão de justiça gratuita.

A lista tríplice é composta pelos advogados Douglas de Oliveira Santos, Ana Maria Medeiros Navarro Santos e Coraldino Sanches Filho, indicados após escolha prévia realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Na etapa anterior, Douglas de Oliveira foi o mais votado, com 23 votos, seguido por Ana Maria Medeiros, com 20, e Coraldino Sanches, com 15. Os dois primeiros integram a atual gestão da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS).

A advogada Ana Maria comentou a decisão e a tramitação do processo. “Agora no dia 30, depois de nove meses, o relator levou a pauta para julgamento o processo da lista tríplice e, depois desse período, finalmente houve aprovação por unanimidade e o encaminhamento ao presidente da República. Como foi no dia 30 de abril, véspera do feriado de 1º de maio, acredito que nesta segunda-feira o processo deva ser enviado ao presidente para que faça a escolha. Espero que essa definição não demore tanto quanto a aprovação. Estamos em ano eleitoral e, ainda que seja uma função de suplência, haverá muito trabalho em Mato Grosso do Sul. Agora é aguardar a escolha”, afirmou.

Já o advogado Coraldino Sanches destacou o significado da decisão. “Embora já fosse esperada, a aprovação, pela mais alta Corte Eleitoral do país, da lista tríplice em que tive a honra de figurar, em sessão presidida pela ministra Cármen Lúcia e relatada pelo ministro Antônio Carlos Ferreira, é motivo de sincero orgulho e acentua, ainda mais, o senso de responsabilidade dos indicados. A partir de agora, cabe-nos aguardar, com serenidade e respeito institucional, a escolha a ser realizada pelo Presidente da República. Estou certo de que todos os nomes constantes da lista reúnem plenas condições de corresponder às elevadas expectativas da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul”, declarou.

O advogado Douglas de Oliveira também comentou a aprovação de seu nome. “Fiquei muito feliz com a aprovação do meu nome na lista tríplice, agora pelo Tribunal Superior Eleitoral, e o processo de formação da lista segue para o Poder Executivo, que é responsável pela nomeação. Ter figurado como o candidato mais votado no Tribunal de Justiça e passado pelo TSE sem qualquer questionamento sobre minha conduta e reputação já é uma vitória pessoal significativa, todavia, sigo trabalhando com humildade e buscando apoios para essa última fase do processo de escolha”, disse.

Com o envio da lista ao TSE já concluído e validado pela Corte, caberá agora ao presidente da República selecionar um dos nomes para ocupar a vaga de juiz eleitoral suplente no TRE-MS. O processo segue os trâmites legais previstos para a composição da Justiça Eleitoral brasileira.

Assine o Correio do Estado

 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/a-lista.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 04 May 2026 09:19:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Flávio cresce 3,69 pontos porcentuais e amplia vantagem sobre Lula no Estado]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/flavio-cresce-369-pontos-porcentuais-e-amplia-vantagem-sobre-lula-no/466004/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/flavio-cresce-369-pontos-porcentuais-e-amplia-vantagem-sobre-lula-no/466004/</guid>
				<description><![CDATA[O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), cresceu 3,69 pontos porcentuais e ampliou ainda mais a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na corrida pela Presidência da República com o eleitorado de Mato Grosso do Sul na comparação das pesquisas de intenções de votos contratadas pelo Correio do Estado e realizadas pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) nos meses de março e abril deste ano.

Conforme o levantamento estimulado, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, realizado de 27 de abril a 1º de maio deste ano e registrado sob os números BR/01165-2026 e MS/06319-2026, Flávio Bolsonaro atingiu a marca de 43,49%, ou seja, 3,69 pontos porcentuais a mais do que o feito de 5 a 9 de março deste ano, quando somou 39,80%, enquanto Lula alcançou 32,02%, isto é, 6,51 pontos porcentuais a mais do que a pesquisa anterior, quando fez 25,51%.

Já bem atrás dos dois favoritos à Presidência da República aparecem o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 4,21%, que na anterior fez 5,74%, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3,32%, que fez 2,55%, e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), com 1,02%, que fez 1,79%. Dos entrevistados, 6,25% disseram que vão votar em branco ou anular os votos e 9,69% não sabem ou não quiseram responder.

Com margem de erro de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%, a pesquisa Correio do Estado/IPR ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas pelos municípios de Antônio João, Aquidauana, Bonito, Caarapó, Campo Grande, Coronel Sapucaia, Corumbá, Coxim, Dourados, Guia Lopes da Laguna, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde, Sidrolândia, Sonora e Três Lagoas.

Essas 22 localidades representam 69% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores, e ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre onde está a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, a liderança também está com Flávio Bolsonaro, com 19,77%, seguido por Lula, com 16,45%, por Bolsonaro, com 0,77%, por Renan Santos (Missão), com 0,38%, Augusto Cury (Avante), com 0,38%, Romeu Zema, com 0,38%, Ciro Gomes (PSDB), com 0,13%, Ratinho Júnior (PSD), com 0,13%, e Ronaldo Caiado, com 0,13%. Dos entrevistados, 61,48% não sabem ou não quiseram responder.

Pesquisas para Presidente em MS

Comparativo entre levantamentos feitos em março e abril

Fonte: Correio do Estado/IPR

REJEIÇÃO

A pesquisa Correio do Estado/IPR também levantou a rejeição dos pré-candidatos à Presidência da República em Mato Grosso do Sul e Lula aparece na frente, com 48,72% dos entrevistados, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30,10%, Aldo Rebelo, com 1,79%, Ronaldo Caiado, com 1,66%, e Romeu Zema, com 1,15%.

Dos entrevistados, 5,74% não rejeitam nenhum deles, 6,12% rejeitam todos eles e 1,66% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 3,06% não sabem ou não quiseram responder.

Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a pesquisa mostra um cenário definido no Estado. “Flávio lidera com cerca de 43%, enquanto Lula aparece com 32%, abrindo uma vantagem mais consistente. Na comparação com o levantamento anterior, ambos os candidatos apresentaram crescimento.

Flávio subiu de 39,80% para 43,49%, avanço de 3,69 pontos porcentuais, enquanto Lula teve um crescimento mais acentuado, passando de 25,71% para 32,02%, alta de 6,51 pontos porcentuais”, apontou.

No quesito rejeição, conforme Aruaque Barbosa, Lula manteve estabilidade em relação à pesquisa anterior, enquanto Flávio registrou aumento de cerca de 3 pontos porcentuais, passando de aproximadamente 27% para 30%.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/flavio-bolsonaro-no-senado.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 04 May 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lula acelerou emendas, mas do Estado só Soraya recebeu]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-acelerou-emendas-mas-do-estado-so-soraya-recebeu/466009/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-acelerou-emendas-mas-do-estado-so-soraya-recebeu/466009/</guid>
				<description><![CDATA[Mesmo após intensificar a liberação de emendas parlamentares no período que antecedeu a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Rodrigo Araújo Messias, no Senado para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não conseguiu reverter o placar na Casa e acabou derrotado. 

Dados levantados pelo Correio do Estado no portal da Transparência do período de 10 a 29 de abril mostram que, embora tenha havido empenho de quase R$ 49 milhões para os três senadores de Mato Grosso do Sul, o movimento não se traduziu em apoio unânime na votação.

Levantamento com base nos registros oficiais indica que o senador Nelsinho Trad (PSD) teve R$ 23,6 milhões empenhados no período, enquanto a senadora Soraya Thronicke (PSB) concentrou R$ 25,2 milhões e a senadora Tereza Cristina (PP) não registrou nenhum valor empenhado ou pago no intervalo analisado.

Apesar da ofensiva do governo, o comportamento dos parlamentares sul-mato-grossenses foi dividido. Tereza Cristina, que não recebeu recursos no recorte, votou contra o governo, enquanto Nelsinho Trad, mesmo com volume expressivo de emendas empenhadas, também se posicionou contra. 

Já Soraya Thronicke, que além de empenhos foi a única a registrar pagamentos ainda que modestos, de cerca de R$ 263 mil , votou a favor do Planalto.

Os números reforçam a avaliação de que a estratégia de aceleração de emendas, tradicionalmente utilizada como instrumento de articulação política no Congresso, teve efeito limitado neste episódio. 

Do total de R$ 48,8 milhões empenhados para os três senadores, apenas 0,54% havia sido efetivamente pago até o fim do período, indicando que a maior parte dos recursos ainda estava na fase inicial de execução. A distribuição dos recursos também evidencia padrões distintos de atuação entre os parlamentares. 

Entre os 10 municípios que mais receberam emendas no período, há uma divisão praticamente equilibrada entre os dois senadores beneficiados, com leve predominância de Soraya Thronicke.

A senadora destinou valores mais robustos para centros estratégicos, como Campo Grande, que lidera o ranking com R$ 6,8 milhões, além de cidades como Chapadão do Sul, Costa Rica e Anastácio. 

Já Nelsinho Trad concentrou repasses relevantes em polos regionais, como Dourados, Coxim e Iguatemi, além de municípios menores, como Alcinópolis e Cassilândia. 

O recorte territorial indica uma estratégia combinada de alcance político entre a Capital e as cidades do interior , mas, ao mesmo tempo, reforça que nem mesmo a capilaridade na distribuição dos recursos foi suficiente para garantir alinhamento político na votação, evidenciando o limite das emendas como instrumento de fidelização no Senado.

* Saiba

A distribuição das emendas ficou assim: Nelsinho Trad teve empenhados R$ 23.617.358,00 e nada pago, sendo R$ 8,4 milhões no dia 15 de abril, R$ 9,1 milhões no dia 22 de abril e R$ 6,1 milhões no dia 25 de abril.

Já Soraya Thronicke teve empenhados R$ 25.262.655,00 e pagos R$ 263.214,79, sendo R$ 7,8 milhões no dia 12 de abril, R$ 10,2 milhões no dia 18 de abril e R$ 7,2 milhões no dia 24 de abril, enquanto os pagamentos ocorreram entre os dias 20 e 28 de abril.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/soraya-no-plenario.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 04 May 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Zema diz que se eleito à presidência do Brasil, vai "privatizar tudo"]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/zema-diz-que-se-eleito-a-presidencia-do-brasil-vai-privatizar-tudo/465993/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/zema-diz-que-se-eleito-a-presidencia-do-brasil-vai-privatizar-tudo/465993/</guid>
				<description><![CDATA[O pré-candidato a presidente da República e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo-MG) afirmou que, se eleito, irá privatizar todas as empresas estatais que ainda estão sob o controle da União. Segundo ele, a medida irá ajudar a reduzir a taxa de juro no Brasil "de maneira mais rápida".


"Se eleito vou privatizar tudo. Isso vai provocar uma queda de juros muito rápida porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, revisão de benefícios sociais", afirmou em entrevista ao programa Canal Livre.


Hoje, a União ainda mantém o controle de estatais em áreas como energia, bancos, logística, tecnologia e serviços, entre elas Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Serpro, Dataprev, Telebras, Casa da Moeda, Embrapa e empresas ligadas ao setor nuclear, como a ENBPar e a Eletronuclear. Zema não detalhou a quais delas se refere.

No argumento de Zema, as privatizações podem contribuir para a queda dos juros porque melhorariam a percepção de risco fiscal. O efeito, porém, não é automático nem necessariamente rápido: desestatizações costumam levar tempo por dependerem de modelagem e, muitas vezes, de aprovação do Congresso e de disputas judiciais.

Zema afirmou que a privatização viria acompanhada de reforma administrativa, reforma previdenciária e revisão de benefícios sociais, mas também não detalhou quais regras seriam alteradas, quais carreiras seriam atingidas, nem quais programas ou despesas entrariam na revisão.

Reforma previdenciária

Na entrevista Romeu Zema (Novo) afirmou que, se eleito irá trabalhar por uma reforma da previdência no Brasil de modo que o tempo de contribuição dos cidadãos aumente ao mesmo tempo que não sejam feitos reajustes reais nos salários do beneficiários.

Para o ex-governador de Minas Gerais, o formato atual do sistema ainda é "insustentável".

"Vamos precisar aumentar o tempo de contribuição, isso é fundamental. Mas não podemos dar ganhos reais, de forma alguma. Ganhos reais para quem está aposentado é algo que o Brasil não comporta", afirmou.

O aumento do tempo de contribuição é defendido por Zema como forma de reduzir a pressão sobre as contas públicas, já que faz com que os trabalhadores permaneçam mais tempo na ativa antes de se aposentar. Na prática, isso reduz o período em que o beneficiário recebe aposentadoria e amplia o tempo de arrecadação previdenciária, ajudando no equilíbrio financeiro do sistema.

Já a crítica aos reajustes reais (aumentos acima da inflação) está relacionada ao impacto permanente sobre os gastos públicos. Como aposentadorias e benefícios previdenciários representam uma das maiores despesas da União, qualquer ganho real incorporado aos pagamentos eleva as despesas obrigatórias de maneira contínua, pressionando o orçamento federal e dificultando o cumprimento das metas fiscais.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/romeu-zema.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 03 May 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Simone Tebet lidera corrida ao Senado em São Paulo ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/simone-tebet-lidera-corrida-ao-senado-em-sao-paulo/465988/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/simone-tebet-lidera-corrida-ao-senado-em-sao-paulo/465988/</guid>
				<description><![CDATA[Pesquisas Genial/Quaest realizada entre os dias 21 e 27 de abril traz a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), como líder na disputa por uma vaga ao Senado de São Paulo. 

Ela aparece na liderança em todos os cenários testados, com variação entre 14% e 15% das intenções de voto. Na segunda colocação, o ex-ministro Marcio França registra 12% e empata tecnicamente com Tebet dentro da margem de erro. Em um cenário sem França, a ex-ministra Marina Silva (Rede) também alcança 12%, mantendo a disputa pela segunda vaga em aberto. 

De acordo com a pesquisa Atlas/Estadão, divulgada no fim de março, a sul-mato-grossense também já figurava entre as preferências do eleitorado paulistano, à frente do deputado federal Guilherme Derrite (PP) e da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). 

Segundo o levantamento, numericamente, a vantagem hoje é de Simone Tebet, que abriu mão de concorrer em Mato Grosso do Sul. 

A escolha por São Paulo, além de servir para tentar reforçar a chapa de Fernando Haddad (PT) no Estado, também foi motivada pelo bom desempenho da ministra no maior colégio eleitoral do País na disputa eleitoral de 2022, quando concorreu à Presidência da República e ficou em terceiro.

Considerando o consolidado dos dois votos dos eleitores ao Senado, Simone teria 22,6% das intenções em São Paulo, contra 22% de Guilherme Derrite (PP). Ele é o único nome já confirmado da direita bolsonarista na corrida ao Senado e ganhou projeção ao ocupar a Secretaria de Segurança Pública no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Empatada tecnicamente com eles, considerando a margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, está Marina Silva, que soma 19,6%. 

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/simone-tebet-em-duvida.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 03 May 2026 16:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Zema diz que criança vai poder trabalhar, caso seja eleito presidente: 'Vamos mudar isso']]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/zema-diz-que-crianca-vai-poder-trabalhar-caso-seja-eleito-presidente/465965/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/zema-diz-que-crianca-vai-poder-trabalhar-caso-seja-eleito-presidente/465965/</guid>
				<description><![CDATA[Pré-candidato a presidente da República, Romeu Zema (Novo) indicou em uma entrevista que pode propor mudanças na legislação para ampliar as hipóteses em que jovens podem trabalhar no Brasil, caso seja eleito para comandar o País. Atualmente, a idade mínima é de 16 anos, que cai para 14 anos nos casos dos jovens aprendizes.

Ao comentar sobre o assunto, Zema utilizou o termo "criança" ao defender a medida. Após a repercussão, ele publicou um novo vídeo, no qual mantém o posicionamento, mas passa a utilizar o termo "adolescente" em vez de criança.

"Quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos. Infelizmente, no Brasil se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Sei que o estudo é prioritário, mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, que estão ao alcance dela", disse Zema no podcast Inteligência Ltda na sexta-feira, 1.º, Dia do Trabalhador.

Ele relatou que, quando era criança, ajudou o pai a contar parafusos e porcas e a embrulhar os produtos em jornal. "A esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos cents por jornal entregue, no tempo que tem. Aqui, proibido, você está escravizando criança. Mas tenho certeza que nós vamos mudar isso aí", continuou o ex-governador de Minas Gerais.

Após a declaração ao podcast, a assessoria de imprensa do pré-candidato do Novo divulgou uma nova fala de Zema, na qual ele diz querer dar "oportunidades de trabalho" para adolescentes

"No Brasil, isso já é permitido a partir dos 14 anos como aprendiz, mas precisamos ampliar essas oportunidades, com proteção e sem atrapalhar a escola", afirmou Zema.

Segundo ele, a medida é necessária pois o trabalho digno forma caráter e disciplina e evita que os jovens ingressem no crime organizado.

Ex-diretora global de educação do Banco Mundial, Cláudia Costin vê problemas na proposta de Zema, seja ela para crianças ou para adolescentes. "A proposta vai prejudicar as crianças e vai contra a Organização Internacional do Trabalho, que diz com toda clareza que durante idade escolar obrigatória, que no Brasil é até os 17 anos, não deveria haver trabalho. A gente até admite algumas exceções, mas são raríssimas", disse.

Costin aponta que o Brasil hoje tem um problema com adolescentes de 16 a 18 anos. A legislação permite que eles trabalhem desde que não seja em condições insalubres, perigosas ou durante a noite. Por causa dessa última limitação, muitos jovens têm se matriculado na escola noturna para trabalharem durante o dia.

"A carga horária escolar no período noturno no Brasil é até menos que as cinco horas (previstas no ensino médio regular). Acaba sendo três horas e muitas vezes não tem aula na sexta", afirmou. "Em um mundo em que a inteligência artificial vem substituindo o trabalho num ritmo sem precedentes, esses jovens são candidatos a serem trabalhadores precarizados", acrescentou

A especialista lembra que o Brasil enfrenta hoje uma estagnação na produtividade do trabalho, porque as gerações anteriores tinham baixa escolaridade - o acesso ao ensino fundamental só foi universalizado no início dos anos 2000.

Para combater o problema, Costin defende uma solução distinta da de Zema: aumentar o tempo que os jovens passam nas escolas. "Não vamos enfrentar problemas de aprendizagem fazendo com que as aulas de escola sejam tão baixas quanto são hoje. Muitos Estados já estão caminhando para a escola em tempo integral", disse.

A Constituição Federal estabelece que a idade mínima para o trabalho no Brasil é de 16 anos. A exceção são os aprendizes, que podem firmar contratos especiais de trabalho a partir dos 14 anos.

Nesses casos, porém, o foco não é no trabalho em si, e sim que o jovem aprenda uma profissão - normalmente de nível técnico. Além disso, é obrigatório que o adolescente esteja matriculado na escola, o horário do trabalho seja compatível com as atividades escolares e a jornada seja limitada a três horas diárias.

No Brasil, a idade mínima para o trabalho já foi de 12 anos conforme a Constituição de 1967, promulgada durante a ditadura militar. A partir de 1988, subiu para 14 anos e, dez anos depois, na Reforma da Previdência aprovada no governo Fernando Henrique Cardoso, chegou aos atuais 16 anos.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o País tinha 1,6 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil em 2024.

O trabalho infantil é caracterizado como aquele que interfere na escolarização e é prejudicial para a saúde e o desenvolvimento mental, físico, social ou moral. Desde 2016, houve queda de 21,4% de pessoas nessa situação.

Além da questão sobre o trabalho, Zema também defende a redução da maioridade penal, hoje em 18 anos, para "16 anos ou menos", de acordo com as diretrizes do seu plano de governo que foram publicadas em um site ligado ao Partido Novo e que tem sido divulgado por sua pré-campanha.

O ex-governador mineiro tem tido dificuldades de deslanchar nas pesquisas, mesmo após ficar em evidência por causa das críticas que fez ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a uma discussão pública com o ministro Gilmar Mendes.

Na pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada no início da semana, o ex-governador tem 3,1% das intenções de voto no primeiro turno, empatado em quarto lugar com Ronaldo Caiado (PSD), que tem 3,3%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 46,6%, seguido de Flávio Bolsonaro (PL) com 39,7% e Renan Santos (Missão), com 5,3%.

 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/romeu-zema.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 02 May 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Bolsonaro apresenta boa evolução de cirurgia no ombro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/bolsonaro-apresenta-boa-evolucao-de-cirurgia-no-ombro/465964/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/bolsonaro-apresenta-boa-evolucao-de-cirurgia-no-ombro/465964/</guid>
				<description><![CDATA[O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado em um quarto do Hospital DF Star, neste sábado (2), depois de ter sido submetido a uma cirurgia no ombro, em Brasília no dia anterior, sem intercorrências.

De acordo com o novo boletim médico divulgado ao meio dia deste sábado, o Bolsonaro “apresentou boa evolução e bom controle álgico [da dor]”.

Ainda de acordo com a equipe médica, o ex-presidente seguirá internado com medidas de prevenção de trombose e iniciará um protocolo de reabilitação motora e funcional.

A publicação é assinada pelo ortopedista e cirurgião de ombro, Alexandre Firmino Paniago; o cirurgião geral, Claudio Birolin; os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; e o diretor geral do hospital privado, Allisson B. Barcelos Borges.

Prisão domiciliar

A autorização para o procedimento cirúrgico foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes – responsável pela execução penal do ex-presidente.

O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.

Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, de 24 de março, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária, após deixar o mesmo hospital privado da capital federal, onde esteve internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

Conforme a decisão de Moraes, a domiciliar tem prazo inicial de 90 dias. Após o prazo, a manutenção do benefício deverá ser reanalisada pelo ministro, que poderá solicitar nova perícia médica.

Antes da decisão que autorizou a prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. O local é conhecido como Papudinha.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/mcm-1720.webp" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 02 May 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Tereza e Nelsinho abrem mão da CPI do Master para abrandar penas do 8 de Janeiro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/tereza-e-nelsinho-abrem-mao-da-cpi-do-master-para-abrandar-penas-do-8/465938/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/tereza-e-nelsinho-abrem-mao-da-cpi-do-master-para-abrandar-penas-do-8/465938/</guid>
				<description><![CDATA[Os senadores Tereza Cristina (PP) e Nelsinho Trad (PSD), assinaram requerimento que exigia a apreciação de veto ao projeto de lei da dosimetria e adiava a leitura da abertura da CPI do banco master. A manobra serviu para enterrar a CPI de vez no Congresso. 

Para viabilizar a análise com urgência, os parlamentares participaram, junto com outros 30 senadores, do acordo que abriu mão da leitura do requerimento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master, procedimento obrigatório para a instalação da investigação. 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB), teria feito acordo com a oposição para não haver contestações a essa decisão. Em troca, Alcolumbre iria pautar o veto ao projeto, contando com o apoio de Tereza e Nelsinho, que assinaram o requerimento.

O PL da Dosimetria de Penas altera as regras de progressão de regime e atende aos interesses da oposição por beneficiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Banco Master e a CPI engavetada

A CPI do Master tinha como objetivo investigar supostas fraudes, operações financeiras irregulares e emissão de títulos de crédito falsos envolvendo o banco liquidado e seu dono, Daniel Vorcaro. O escândalo ganhou tração no mercado financeiro e no mundo político após a Polícia Federal deflagrar a Operação Compliance Zero.

A crise se ampliou quando vieram à tona suspeitas de relações próximas entre o banqueiro, autoridades políticas e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o que motivou senadores a buscarem assinaturas para investigar a conduta dos magistrados no caso. 

No entanto, a comissão enfrentava resistência do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. Ao priorizarem a derrubada do veto da Dosimetria, parlamentares da oposição cederam ao acordo para enterrar a CPI do Master, ignorando o requerimento de instalação da comissão de inquérito.

O PL da Dosimetria, que se encontra sobrestando a pauta desde 4 de março de 2026, altera dispositivos da Lei de Execução Penal e do Código Penal. As mudanças afetam diretamente os processos ligados à tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

A principal inovação é a aplicação da regra de "concurso formal" quando esses crimes ocorrem em um mesmo contexto. Na prática, a regra impede a soma automática de múltiplas condenações, fazendo com que a Justiça aplique apenas a pena do crime mais grave com um aumento proporcional. 

A matéria também estabelece a redução de um terço a dois terços da pena para delitos cometidos em "contexto de multidão", beneficiando exclusivamente os condenados que não exerceram papel de liderança e que não financiaram as ações.

A eventual derrubada do veto presidencial, facilitada pela suspensão da CPI, garante a implementação imediata dessas novas regras de cálculo de pena no país.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/senadores-ms.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 02 May 2026 09:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Tereza ganha concorrência de Marinho e "costura" por reeleição de Alcolumbre]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/tereza-ganha-concorrencia-de-marinho-e-costura-por-reeleicao-de/465933/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/tereza-ganha-concorrencia-de-marinho-e-costura-por-reeleicao-de/465933/</guid>
				<description><![CDATA[A disputa pela presidência do Senado para o biênio 2027-2028 já começou a ganhar contornos mais acirrados e imprevisíveis. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que vinha sendo apontada como um dos principais nomes para assumir o comando da Casa de Leis, agora enfrenta a entrada de novos concorrentes e a possível permanência do atual presidente no cargo.

Além da movimentação do senador Rogério Marinho (PL-RN), que passou a demonstrar interesse na disputa, o cenário político foi alterado pelo fortalecimento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pois, nos bastidores, depois das últimas vitórias dele contra o governo federal, cresceu a articulação para viabilizar sua recondução ao posto, mesmo diante de impedimentos regimentais.

Pelas regras atuais do Senado, não é permitida a reeleição para o mesmo cargo dentro de uma mesma legislatura. Como Alcolumbre foi eleito em 2025 para presidir o Senado no primeiro biênio, ele estaria impedido de disputar novamente a presidência na eleição prevista para fevereiro de 2027, quando se inicia o segundo biênio.

Diante dessa restrição, aliados do senador avaliam a possibilidade de promover mudanças no regimento interno da Casa para permitir sua candidatura.

A eventual alteração, no entanto, tende a enfrentar resistência, já que envolve uma regra consolidada e pode gerar questionamentos políticos e jurídicos.

Enquanto isso, Tereza Cristina segue em articulação para consolidar apoio entre diferentes bancadas, apostando em sua experiência como ex-ministra e na interlocução com setores do agronegócio e da política nacional.

A entrada de Rogério Marinho na disputa adiciona mais um elemento de competitividade, especialmente entre parlamentares alinhados à oposição.

O desfecho da eleição para a presidência do Senado deve depender não apenas das alianças partidárias, mas também da viabilidade de mudanças regimentais e do equilíbrio de forças dentro da Casa ao longo dos próximos meses. O cenário, ainda em construção, indica uma disputa aberta e marcada por negociações intensas nos bastidores.

CONFIRMAÇÃO

No mês passado, encontro realizado no diretório estadual do PL e com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, a senadora Tereza Cristina colocou ponto final nas especulações sobre o nome dela ser o escolhido para a vaga de pré-candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo filho mais velho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).

Em entrevista concedida ao Correio do Estado, a parlamentar sul-mato-grossense reforçou que não tem a menor intenção de concorrer ao cargo de vice-presidente da República e que seu projeto político para 2027 é concorrer à presidência do Senado.

“O sonho de todo senador da República é ser presidente do Senado Federal e, como senadora, esse também é o meu sonho”, afirmou. 

Durante o evento na sede do diretório estadual do PL, a militância da direita falou em coro o nome dela como pré-candidata a vice-presidente da República de Flávio Bolsonaro, mas a senadora fez uma observação bem-humorada.

“Quero mesmo é ser presidente do Senado”, afirmou, porém, ao ser questionada pelo Correio do Estado se havia tal possibilidade, Tereza Cristina confirmou que pretende trabalhar nesse sentido.

A reportagem apurou que Tereza Cristina projeta que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente da República, as suas chances de conquistar a Presidência do Senado crescem exponencialmente.

Porém, com Rogério Marinho na parada, essa possibilidade se complica, pois o senador do Rio Grande do Norte é da “cozinha” da família Bolsonaro e seria o preferido para o cargo.

* Saiba 

O artigo 57, § 4º da Constituição Federal veda expressamente a recondução para o mesmo cargo no Senado a eleição imediatamente subsequente.

O entendimento foi reforçado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020, quando a Corte barrou tentativas de reeleição dentro de um mesmo ciclo.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/montagem-tereza-davi-e-marinho.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 02 May 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Cirurgia transcorre bem e Bolsonaro segue em observação em hospital]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/cirurgia-transcorre-bem-e-bolsonaro-segue-em-observacao-em-hospital/465912/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/cirurgia-transcorre-bem-e-bolsonaro-segue-em-observacao-em-hospital/465912/</guid>
				<description><![CDATA[O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por uma cirurgia no ombro direito, nesta sexta-feira, 1.º, que transcorreu bem. Agora, ele segue internado para observação clínica e controle de dor.

As informações foram divulgadas em boletim médico pelo Hospital DF Star, em Brasília, onde ele foi submetido ao procedimento cirúrgico.

Brasil Caiado, cardiologista da equipe médica que atende Bolsonaro, afirmou na saída do hospital que a cirurgia demorou três horas e que não há previsão de alta.

A cirurgia precisou ser autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, porque Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

A defesa havia pedido a autorização em 21 de abril, a partir de exames da equipe médica que acompanha o ex-presidente.

Segundo os relatórios médicos enviados ao STF, Bolsonaro se queixava de "dores recorrentes e intermitentes" no ombro que exigiam uso diário de medicação analgésica.

Conforme o boletim do DF Star, foi realizado um "reparo artroscópico do manguito rotador à direita", relacionado à articulação do ombro direito.

Na decisão, Moraes autorizou Michelle a acompanhar Bolsonaro "durante todo o período da internação, período em que todas as visitas estarão suspensas, inclusive dos advogados e demais familiares, salvo autorização judicial". Ela não poderá usar o celular no leito.

O ministro também estabeleceu que a defesa tem 48 horas após a cirurgia para apresentar ao STF relatório médico detalhado sobre o procedimento realizado pelo ex-presidente.

Moraes ainda determinou que o 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela fiscalização da prisão domiciliar, tomasse providências para escolta nos trajetos entre residência e hospital e para "garantir a segurança e a vigilância ininterrupta durante todo o período de internação hospitalar". "Evitando-se o acesso de pessoas não autorizadas e garantindo o cumprimento de todas as medidas cautelares que continuam em vigor", escreveu.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/bolsonaro-2.png" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 01 May 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Mais de 77 mil pessoas têm 5 dias para regularizar título de eleitor em MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/xx-pessoas-tem-5-dias-para-regularizar-titulo-de-eleitor-em-ms/465855/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/xx-pessoas-tem-5-dias-para-regularizar-titulo-de-eleitor-em-ms/465855/</guid>
				<description><![CDATA[Eleições 2026 acontecerão em outubro e milhares de pessoas ainda precisam regularizar o título eleitoral para votar em Mato Grosso do Sul.

Dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) apontam que 77.376 sul-mato-grossenses estão com o título irregular e correm o risco de não votar nestas eleições. Vale ressaltar que este número foi atualizado em 30 de abril de 2026 às 16h43min.

Das 77.376 pessoas, 29.578 são de Campo Grande, 4.370 de Dourados, 3.566 de Três Lagoas, 2.460 de Ponta Porã e 2.076 de Corumbá.

6 de maio, quarta-feira, é o último dia para:


	realizar transferência de domicílio
	transferir endereço ou local de votação
	tirar o primeiro título eleitoral
	realizar revisão eleitoral
	atualizar dados cadastrais
	atualizar cadastro de biometria


Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Com isso, o eleitor tem exatamente cinco dias para ficar em dia com a Justiça Eleitoral.

Caso contrário, não poderá votar nas eleições de outubro, que ocorrerão em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno).

Os motivos que levam um título ser cancelado são:


	deixar de votar
	deixar de justificar a ausência às urnas em três eleições consecutivas
	não comparecer à revisão do eleitorado
	entre outros


O juiz eleitoral auxiliar da presidência do TRE-MS, Luiz Felipe de Medeiros, ressaltou a importância de estar em dia com a Justiça Eleitoral.

"O mais importante é você estar em dia com a sua situação eleitoral para tomar posse em concurso público (efetivo ou comissionado). Se não estiver com a situação eleitoral em dia, não pode assumir nenhum cargo ou função pública também. Programas sociais de governo também, benefícios sociais que a população tem o direito de receber, também exige a quitação eleitoral e estar em dia com a sua situação eleitoral. Matricular em instituição pública ou universidade também exige a situação regular junto à justiça eleitoral. Emissão de passaporte e regularização de CPF e também são outras situações que exigem estar em dia com a justiça eleitoral", disse.

COMO REGULARIZAR?

A regularização pode ser feita presencialmente, diretamente nos Cartórios Eleitorais.

Em Campo Grande, o eleitor pode regularizar seu título, das 8h às 18h, no Memorial da Cultura, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, número 559, Centro.

No interior de MS, basta se deslocar a um cartório eleitoral mais próximo, na cidade em que reside, das 12h às 18h.

DOCUMENTOS - os documentos necessários para regularização são:


	documento oficial com foto que comprove sua identidade
	título eleitoral ou e-Título
	comprovantes de votação
	comprovantes de justificativas eleitorais
	comprovante de dispensa de recolhimento ou, caso não tenha sido dada baixa, os comprovantes do recolhimento das multas


É imprescindível que a população não deixe para última hora e evite filas.

OBRIGATORIEDADE E CONSEQUÊNCIAS

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 70 anos.

Mas, eleitores que não votarem nas eleições ou não justificarem o voto, podem sofrer punições, como não poder:


	Tirar carteira de identidade ou passaporte
	Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública, da União, estado ou município
	Ser empossado em concurso público, cargo público ou função pública, da União, estado ou município
	Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
	Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
	Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
	Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
	Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
	Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda


VOTAR SEM O TÍTULO DE ELEITOR

Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem o documento.

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai no site da Justiça Eleitoral.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/02-0426-0420-titulo-eleitor-mv.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 01 May 2026 17:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Especialistas dizem que veto a Messias ao STF vai impactar as eleições em MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/especialistas-dizem-que-veto-a-messias-ao-stf-vai-impactar-as-eleicoes/465892/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/especialistas-dizem-que-veto-a-messias-ao-stf-vai-impactar-as-eleicoes/465892/</guid>
				<description><![CDATA[A rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado deve intensificar a polarização política e provocar reflexos nas eleições gerais deste ano em Mato Grosso do Sul.

Na avaliação dos cientistas políticos Tércio Albuquerque e Daniel Miranda, o episódio tende a ser explorado nos discursos dos pré-candidatos e também nas narrativas ideológicas.

Entretanto, eles reforçaram que, como o fato está distante do cotidiano da maioria dos eleitores sul-mato-grossenses, deve ter um impacto moderado no cenário eleitoral de MS.

Para Tércio Albuquerque, a rejeição de Messias deve intensificar a polarização política e gerar reflexos no cenário eleitoral estadual, embora sem impacto decisivo sobre o voto do eleitor. 

Segundo ele, o episódio será interpretado principalmente sob uma ótica ideológica. “O eleitor de Mato Grosso do Sul tende a enxergar essa rejeição muito mais dentro de uma lógica de polarização. A crise entre esquerda e direita acaba sendo alimentada por situações como essa, reforçando esse ambiente político já dividido”, disse.

O cientista político destaca ainda que o episódio será explorado por pré-candidatos nas eleições deste ano. De um lado, aliados do governo devem sustentar o argumento de que a decisão do Senado demonstra o funcionamento das instituições democráticas. Já a oposição tende a tratar o caso como resultado de articulações políticas, buscando desgastar o governo federal.

“Vai haver uma repercussão significativa no discurso político. Tanto situação quanto oposição vão utilizar esse fato para fortalecer suas posições”, pontuou. 

LIMITADO

Daniel Miranda também analisou que o fato tende a ter efeitos mais institucionais que eleitorais, com impacto limitado sobre o comportamento do eleitor em MS.

De acordo com ele, o episódio não altera de forma significativa o cenário das eleições. “A rejeição de Messias pelo Senado é histórica, mas, a princípio, não tem impacto direto nas eleições ou nos posicionamentos dos pré-candidatos, pois essas posições já eram conhecidas de antemão”, afirmou.


"Vai haver uma repercussão significativa no discurso político. Tanto situação quanto oposição vão utilizar esse fato para fortalecer suas posições" - Tércio Albuquerque, analisando a repercussão 

 


O professor acrescentou que o tema também está distante da maioria do eleitorado. “Grande parte das pessoas não está acompanhando esse processo de perto, até porque ele é distante do cotidiano da população”, disse.

Apesar do baixo impacto eleitoral, o cientista político destaca que a decisão agrava o ambiente político em Brasília. “O episódio aprofunda a tensão institucional. As relações entre o Congresso e o governo de Lula já vinham marcadas por distanciamento e, em alguns momentos, conflitos”, falou.

Miranda observou que a dinâmica política no Legislativo contribuiu para esse cenário. Ele citou a atuação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), como um agente de fortalecimento da Casa de Leis, frequentemente em desacordo com o Executivo. 

“A Câmara, majoritariamente composta por forças de centro e direita, tem adotado posições contrárias às preferências do governo, sem que este tenha tido muita capacidade de reação”, explicou. 

No Senado, conforme Miranda, o governo encontrava um ambiente mais favorável, situação que mudou com a recente derrota. 

“O Senado funcionava como um espaço de suporte institucional para o governo, capaz de barrar ou amenizar derrotas vindas da Câmara. Isso acabou”, afirmou.

 

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/jorge-messias-sabatina-ccj-senado-300x200.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 01 May 2026 08:01:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Michelle Bolsonaro comemora rejeição de Messias no Senado: 'Justiça de Deus foi feita']]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/michelle-bolsonaro-comemora-rejeicao-de-messias-no-senado-justica-de/465877/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/michelle-bolsonaro-comemora-rejeicao-de-messias-no-senado-justica-de/465877/</guid>
				<description><![CDATA[A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comemorou na quarta-feira, 29, a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em rede social, a presidente nacional do PL Mulher compartilhou uma publicação do senador Marcio Bittar (PL-AC) sobre o resultado da votação e comentou que a "justiça de Deus foi feita".

O indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve 34 votos a favor e 42 votos contrários no plenário do Senado Federal. Eram necessários pelo menos 41 votos dos 81 senadores para que ele fosse aprovado. Com a rejeição, a indicação foi arquivada.

Messias foi o nome com maior resistência aberta nos últimos 120 anos para tentar chegar ao STF. A formalização da indicação ocorreu em abril deste ano, mais de quatro meses após Lula ter anunciado a escolha, em novembro de 2025.

Os bolsonaristas acreditam que a rejeição do advogado-geral da União é uma demonstração de fragilidade do governo do presidente Lula.

"A oposição se uniu, enfrentou a pressão e mostrou que ainda existe quem vote com convicção e não se curve", escreveu o senador Marcio Bittar na publicação compartilhada pela ex-primeira-dama.

Enteado de Michelle, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que essa foi uma vitória da oposição, mas evitou relacionar o resultado às eleições de 2026.

"Não estou comemorando nada, mas é uma vitória da oposição. É histórico e é um bom sinal de que a democracia pode voltar a respirar. Ninguém nunca tentou dar golpe de nada, a gente só queria que as instituições respeitassem os seus limites", disse após a votação.

A candidatura de Messias, que é evangélico, foi apoiada publicamente por pastores e outros religiosos e conservadores de diversas denominações. O ministro do STF André Mendonça declarou apoio a ele e escreveu nesta quarta-feira após a rejeição que o País perdeu um grande ministro.

Messias se tornou alvo da descontentamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com a decisão de Lula de não indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga do Supremo.

Lula anunciou Messias como seu escolhido em novembro do ano passado, mas só oficializou o envio do nome a Senado em abril deste ano por causa da "guerra fria" com Alcolumbre, que ameaçava nos bastidores rejeitar o nome do Palácio do Planalto. Após a votação no Senado, Messias indicou ressentimento pelo resultado.

"Passei por cinco meses de um processo de desconstrução da minha imagem. Toda sorte de mentira para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso", afirmou, sem citar diretamente o nome de Alcolumbre.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/12/1-michelle-61199580.webp" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Organizações sociais criticam derrubada de veto ao PL da Dosimetria]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/organizacoes-sociais-criticam-derrubada-de-veto-ao-pl-da-dosimetria/465879/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/organizacoes-sociais-criticam-derrubada-de-veto-ao-pl-da-dosimetria/465879/</guid>
				<description><![CDATA[Organizações da sociedade civil manifestaram repúdio à derrubada de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei (PL) da Dosimetria, que reduz a pena dos condenados por tentativa de golpe de Estado ligados ao 8 de janeiro de 2023. O veto foi derrubado nesta quinta-feira (30) pelo Congresso Nacional. 

Para as entidades, a medida representa um "grave e histórico retrocesso institucional", naturaliza a violência e é um risco de impunidade em caso de repetição de ataques golpistas no futuro.

A nota da coalizão Pacto pela Democracia é assinada por mais de 20 organizações, aponta que a derrubada do veto pode ser vista como uma forma de relativizar ataques frontais ao regime democrático e substituir a soberania popular por projetos autoritários.

Segundo a nota, a derrubada fragiliza “o caminho que vinha sendo construído para a devida responsabilização daqueles que atentaram contra a ordem constitucional democrática no país, no contexto da tentativa de golpe de Estado após as últimas eleições presidenciais.”

O texto, assinado por organizações como o Instituto Vladimir Herzog, Instituto Marielle Franco e a Transparência Eleitoral Brasil, destaca ainda que a medida não promove pacificação e que setores do parlamento que votaram pela derrubada do veto abdicam do papel de guardiões constitucionais, nem atuam no sentido de  “corrigir excessos”.

“Na prática, trata-se de um movimento que, além de não contar com respaldo popular nem sólido fundamento constitucional, reabre espaço para a naturalização da violência política contra a democracia e enfraquece a construção da memória coletiva sobre um dos episódios mais graves da história republicana recente”, diz o documento.

As organizações alertam ainda que reduzir a gravidade desses fatos por meio da revisão de penas significa reescrever a história em favor da impunidade. O documento diz que o debate sobre a flexibilização de penas exige cautela e reflexão responsáveis, principalmente por seus possíveis efeitos em outros âmbitos do sistema penal.

“No 8 de janeiro, o povo brasileiro assistiu, atônito, ao vandalismo e ao ódio dirigidos às sedes dos Três Poderes por aqueles que buscavam desacreditar o resultado das eleições e substituir a soberania popular por um projeto autoritário; a perplexidade coletiva não foi apenas reação à violência, mas o reconhecimento imediato de um ataque frontal ao regime democrático", diz a nota.

"Ficou evidente que não se tratava de mero vandalismo, mas da expressão organizada de uma trama que visava deslegitimar o processo eleitoral e instaurar, pela força e pelo caos, uma ruptura institucional”, diz o documento.

O texto afirma ainda que a derrubada do veto ao PL abre brechas concretas para a repetição desses ataques no futuro.

“A democracia não se sustenta apenas por eleições periódicas, mas pela capacidade de reconhecer seus traumas, responsabilizar seus agressores e impedir que a violência golpista seja incorporada à normalidade institucional. A derrubada deste veto caminha no sentido da normalização da violência”, diz a nota.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2024/10/whatsapp-image-2024-10-29-at-172833.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Direita de MS comemora derrubada do veto que beneficia Jair Bolsonaro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/direita-de-ms-comemora-derrubada-do-veto-que-reduz-penas-de-condenados/465864/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/direita-de-ms-comemora-derrubada-do-veto-que-reduz-penas-de-condenados/465864/</guid>
				<description><![CDATA[A ala da direita de Mato Grosso do Sul celebrou a derrubada do veto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que permite a redução das penas de condenados pelos ataques ao Palácio do Planalto em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023. 

O projeto pode beneficiar pelo menos 190 pessoas condenadas pelos atos, de acordo com o último balanço do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Na Câmara dos Deputados, foram 318 votos favoráveis à derrubada do veto, 144 a favor do mantimento e 5 abstenções. No Senado, foram 24 votos a favor e 49 votos contrários. Para que o veto fosse derrubado, era preciso que houvessem, no mínimo, 247 votos a favor na Câmara e 41 no Senado. 

Para o deputado federal, Rodolfo Nogueira (PL), o "Gordinho do Bolsonaro", o resultado mostra a força da ação conjunta do Parlamento. 

“Hoje o Congresso mostrou sua força. A derrubada desse veto é uma resposta clara à sociedade e um passo importante para corrigir injustiças em condenações que não respeitaram a proporcionalidade das penas”, afirmou ao Correio do Estado. 

A Senadora Tereza Cristina (PP), afirmou que a decisão é um passo para uma pacificação do Brasil. 

"Derrubamos o veto porque o Parlamento já decidiu, por ampla maioria, no final do ano passado, corrigir as penas abusivas do 8 de Janeiro - punir sim os crimes de multidão, mas com proporcionalidade. Precisamos virar essa página, fazer justiça aos injustiçados e pacificar o país", disse a senadora.

Um dos principais defensores dos presos políticos pelo atos, Marcos Pollon, deputado federal pelo Partido Liberal, também comemorou a derrubada do veto presidencial, alegando que o próximo passo deve ser a anistia e anulação do processo sobre um "golpe falso que não existiu". 

"Vamos acabar com essa injustiça de uma vez por todas. Vamos caminhar para anulação dos processos e acabar com essa injustiça . Esse foi o primeiro passo. Agora a gente precisa eleger o Flávio bolsonaro e um Senado forte e ano que vem será a anistia”, disse. 

O deputado Dr. Luiz Ovando (PP) ressaltou que a derrubada do veto resgata parcialmente a justiça para os manifestantes do 8 de janeiro. 

"O Congresso ainda é capaz de proteger direitos violados e corrigir abusos de um STF que precisa ser reavaliado. Justiça significa dar ao cidadão aquilo que é devido, e hoje mostramos que a voz do povo pode prevalecer". 

Veja como votou cada parlamentar de Mato Grosso do Sul

Deputados a favor da manutenção do veto

Camila Jara (PT)
Geraldo Rezende (União)
Vander Loubet (PT)

Deputados contra a manutenção do veto

Marcos Pollon (PL)
Rodolfo Nogueira (PL)
Beto Pereira (Republicanos)
Luiz Ovando (PP)

O deputado Dagoberto não votou

Senadores a favor da manutenção do veto

Soraya Thronicke (PSB)

Senadores contra a manutenção do veto

Nelsinho Trad (PSD)
Tereza Cristina (PP)

O texto agora será encaminhado para promulgação e o presidente Lula terá até 48 horas para oficializar a lei. Caso isso não ocorra, a responsabilidade fica com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP) e, depois, ao vice-presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos/PB). 

Após o decreto e publicação oficial, a nova regra passa a valer oficialmente. 

Como isso afeta a situação de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por tentativa de golpe e está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde. 

Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia ser transferido para o regime semi-aberto depois de sete anos da pena, ou seja, em 2033. 

No entanto, com a nova regra, especialistas afirmam que Bolsonaro pode migrar em um período menor, variando entre dois e quatro anos. 

Além disso, o projeto também prevê a redução da pena de um a dois terços do tempo quando os crimes ocorrem em contexto de multidão, desde que o réu não tinha financiado os atos nem exercido um papel de liderança. 

A partir da defesa de algum dos condenados, caberá ao STF recalcular as punições de cada um dos réus pelos crimes. Assim, a redução das penalidades não será automática. 


 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/plenario-8-veto-848x477.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 16:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Republicanos articula estratégia em MS sob comando de Beto Pereira e projeta avanços para 2026]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/republicanos-articula-estrategia-em-ms-sob-comando-de-beto-pereira-e/465867/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/republicanos-articula-estrategia-em-ms-sob-comando-de-beto-pereira-e/465867/</guid>
				<description><![CDATA[Em seu primeiro compromisso à frente da presidência regional do Republicanos em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Beto Pereira reuniu, nesta quinta-feira (30), em Campo Grande, lideranças de diversas regiões do estado. O encontro congregou vereadores, dirigentes municipais e parlamentares estaduais com o objetivo de traçar diretrizes e fortalecer o partido de olho nas eleições de 2026.

A reunião marcou o início de um novo ciclo para a legenda no estado, com metas ambiciosas: eleger entre três e quatro deputados estaduais, conquistar duas cadeiras na Câmara Federal e apoiar a continuidade do atual governo estadual, além de uma candidatura ao Senado.

Ao abrir o evento, Beto Pereira destacou a importância da organização partidária a partir das bases. Segundo ele, a estratégia envolve ampliar a presença do Republicanos em todas as regiões, com candidatos preparados para disputar vagas no Legislativo estadual e federal. O parlamentar também mencionou a ausência da vereadora Isa Marcondes, que se recupera de problemas de saúde.

O encontro contou com a participação de diversas lideranças políticas, entre elas o vice-governador Barbosinha, deputados estaduais e representantes municipais, além de nomes recém-integrados à sigla.

Durante as falas, lideranças ressaltaram o crescimento do Republicanos tanto em nível nacional quanto estadual. Houve destaque para o aumento da representatividade no legislativo municipal sul-mato-grossense e para o cenário político considerado favorável à expansão da legenda.

Recém-filiado, o deputado Renato Câmara apontou o alinhamento ideológico como fator determinante para sua adesão ao partido, enquanto outros parlamentares enfatizaram a necessidade de união e atuação conjunta para alcançar os objetivos estabelecidos.

A participação feminina também foi mencionada como um dos pontos de fortalecimento da sigla, com destaque para a atuação de lideranças municipais. Novas adesões reforçam, segundo integrantes, a capacidade do partido de ampliar sua influência política no estado.

Encerrando o evento, o vice-governador Barbosinha ressaltou o momento de desenvolvimento vivido por Mato Grosso do Sul e associou os avanços à atual gestão estadual, defendendo a continuidade do projeto político em andamento.

Assine o Correio do Estado 

 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/encontro-republicanos.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 16:21:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Congresso conclui derrubada de veto à dosimetria, beneficia Bolsonaro e impõe derrota a Lula]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/congresso-conclui-derrubada-de-veto-a-dosimetria-beneficia-bolsonaro/465870/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/congresso-conclui-derrubada-de-veto-a-dosimetria-beneficia-bolsonaro/465870/</guid>
				<description><![CDATA[O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira, 30, o veto presidencial ao projeto da dosimetria, que reduz penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Um dos beneficiados será o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com a pena reduzida de 27 anos para 20 anos e diminuição do tempo de regime fechado para dois anos e quatro meses. O texto seguirá para promulgação, com exceção de trechos retirados por decisão da Mesa Diretora.

O resultado é a segunda derrota ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em dois dias. Ontem, 29, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

Ao todo, 318 deputados votaram a favor da derrubada de veto, 144 contra e cinco se abstiveram. No Senado, foram 49 favoráveis à derrubada e 24 contrários. O projeto da dosimetria foi aprovado pelo Congresso em dezembro. Em 8 de janeiro, Lula vetou integralmente o projeto. Na ocasião, o petista argumentou que "inimigos da democracia tentaram demolir" um "País mais justo e menos desigual" - característica que atribuiu a resultados de seu governo.

Desde então, a direita pressiona o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar o veto. Em clima de insatisfação com o governo, Alcolumbre atendeu ao pedido da oposição e marcou uma sessão conjunta com o veto da dosimetria como item único, o que causou críticas de governistas, que argumentaram que há vetos mais antigos pendentes de análise.

A sessão

A sessão que derrubou o veto contou com uma série de discursos contra e a favor. Oposicionistas afirmaram que a redução de penas serve para ajustar as condenações e que a redução de penas é uma primeira etapa antes de uma anistia ampla aos condenados pelo 8 de Janeiro.

"É o primeiro degrau que há de ser a anistia. E, depois da anistia, haverá uma investigação sobre o inquérito de 8 de janeiro, que transgrediu todas as normas do direito nacional e internacional", disse o senador Esperidião Amin (PP-SC).

Já os governistas disseram que derrubar o veto é um estímulo para novos episódios semelhantes ao 8 de janeiro. "Esse projeto de dosimetria, que é salvo-conduto para golpe, é aval para golpismo, pretende é aliviar a pena não daquele anônimo que está lá - aliás, hoje, são 180 aprisionados que cumprem penas -, e sim dos chefes da organização criminosa, a começar pelo ex-Presidente Jair Bolsonaro", declarou o deputado Chico Alencar (Psol-RJ).

O relator do projeto na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), defendeu a derrubada do veto e disse que a decisão mostra a força dos parlamentares. "O Congresso Nacional não é carimbador do Executivo, não é subordinado a governo nenhum, somos um Poder independente", falou.

Soma de penas e crimes de multidão

Atualmente, o Decreto-Lei nº 2.848 determina 4 a 12 anos de reclusão para o crime de tentativa de golpe de Estado e 4 a 8 anos de reclusão para tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, possibilitando a soma das penas. O projeto propõe que as penas dos crimes não poderão ser somadas, mesmo que praticadas no mesmo contexto.

O texto também estabelece que, quando esses crimes forem cometidos em contexto de multidão, a pena será "reduzida de um terço a dois terços, desde que o agente não tenha praticado ato de financiamento ou exercido papel de liderança". As regras favorecerão pessoas que participaram da depredação de prédios públicos em 8 de janeiro de 2023, mas não aquelas que financiaram ou lideraram os atos.
 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/09/110905a_2.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 15:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Câmara vota para derrubar veto de Lula a projeto que reduz pena de Bolsonaro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/camara-vota-para-derrubar-veto-de-lula-a-projeto-que-reduz-pena-de/465863/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/camara-vota-para-derrubar-veto-de-lula-a-projeto-que-reduz-pena-de/465863/</guid>
				<description><![CDATA[A Câmara dos Deputados votou, nesta quinta-feira, 30, para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que reduz as penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O placar foi de 318 a 144, com 5 abstenções. O Senado ainda precisa votar. Para o veto ser rejeitado, precisa do voto da maioria absoluta dos parlamentares - ao menos 257 deputados e 41 senadores.

O projeto foi vetado totalmente por Lula em 8 de janeiro deste ano, durante solenidade no Palácio do Planalto em memória dos três anos dos atos antidemocráticos. Se aprovado nas duas Casas, o texto pode encurtar o tempo de Bolsonaro na prisão em regime fechado.

A derrubada do veto poderia revogar dispositivos mais rígidos da Lei Antifacção, aprovada em fevereiro, sobre progressão de regime para todos os crimes, inclusive os hediondos, beneficiando condenados por esses atos.

Para impedir que isso ocorresse, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou prejudicados incisos do artigo 112 da Lei de Execuções Penais (LEP), conforme antecipado pelo Estadão.

"A fim de não frustrar a deliberação do Congresso Nacional no PL Antifacção e, ao mesmo tempo, não prejudicar os propósitos do PL da Dosimetria, analisamos ponto a ponto as alterações propostas por essa matéria, para verificar eventual conflito com as normas vigentes", indicou o senador.

"Essas normas, caso tivessem o seu veto derrubado, revogariam as novas regras de progressão de regime trazidas pela Lei Antifacção, inclusive a que trata da progressão de condenados que exercem o comando de facções criminosas", acrescentou.

"Dessa forma, cabe a esta Presidência compatibilizar a intenção do legislador em ambas as matérias, reconhecendo a prejudicialidade da parte do veto que foi objeto da Lei Antifacção."

A base de Lula criticou o que chamou de inovação de Alcolumbre e tentou impedir a manobra, sem sucesso. A decisão do presidente do Congresso esvaziou argumento de governistas de que a revogação teria como efeito colateral redução de pena de condenados por crimes hediondos.

A oposição também aproveitou a sessão para comemorar a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF.

"Mais do que uma derrota do governo Lula, foi uma vitória da sociedade, porque nós ouvimos sempre que o Senado não exercia adequadamente a sua prerrogativa de realizar um controle sobre as indicações feitas pelo Presidente da República", afirmou o senador Sergio Moro (PL-PR), ex-ministro de Jair Bolsonaro e pré-candidato ao governo do Paraná.

"E a indicação que foi feita nessa oportunidade, embora até o Ministro Jorge Messias tivesse os seus predicados pessoais, repetia um padrão que a sociedade não quer mais."

O PL da Dosimetria foi uma alternativa à anistia ampla que os bolsonaristas defendiam para os condenados pelo 8 de Janeiro, mas que não tinha apoio do centrão.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/whatsapp-image-2026-04-30-at-144005.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 14:42:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Câmara ignora lei e aprova doação de área da União para residencial de luxo]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/camara-ignora-lei-e-aprova-doacao-de-area-da-uniao-para-residencial-de/465831/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/camara-ignora-lei-e-aprova-doacao-de-area-da-uniao-para-residencial-de/465831/</guid>
				<description><![CDATA[Em uma clara afronta à legislação federal, a Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, em regime de urgência especial e em única discussão e votação, no dia 17 de dezembro de 2024, a doação de espaço pertencente ao patrimônio público da União e que fica na Área de Proteção Ambiental (APA) dos mananciais do Córrego Lajeado para a Corpal Incorporadora construir um acesso ao residencial de luxo denominado Soul, cujos lotes já estão sendo comercializados.

De acordo com apuração do Correio do Estado, a medida levanta questionamentos jurídicos, já que bens federais não podem ser transferidos pelo município sem autorização prévia da União.

Assim, a Câmara Municipal não pode doar área do governo federal, que é quem detém a propriedade, pois a Casa de Leis municipal é Poder Legislativo local, ou seja, faz leis e fiscaliza o Executivo municipal, não tendo prerrogativa para administrar e nem dispõe de bens federais.

Pela Constituição Federal, só quem pode autorizar a doação de um imóvel da União é o próprio governo federal, normalmente por meio da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Áreas da União podem até ser doadas ou cedidas, mas precisam de um processo administrativo federal, lei autorizativa federal ou ato formal da União e deve atender a interesse público comprovado.

ENTENDA O CASO

Conforme a reportagem, na penúltima sessão do ano, em 17 de dezembro de 2024, os então vereadores campo-grandenses aprovaram o Projeto de Lei nº 11.500, de 4 de dezembro de 2024, de autoria do Poder Executivo, que dispunha sobre a aplicação da Outorga Onerosa de Alteração do Uso do Solo (Ooaus) referente ao Processo Administrativo nº 42.659/2023-01, que tramitou em regime de urgência especial e em única discussão e votação.

Na prática, o referido projeto de lei foi aprovado, em votação nominal, por 24 votos favoráveis e dois votos contrários, autorizando a ampliação do perímetro urbano – o que não teria nenhum problema, pois a Corpal Incorporadora já tinha adquirido a área rural para a construção do residencial de luxo.

Entretanto, a Casa de Leis também aprovou a autorização para a realização de intervenções em área ferroviária, como remoção de trilhos e abertura de vias – sendo esta a afronta à legislação federal, pois o Poder Executivo municipal não tem autorização formal da SPU e, portanto, a imobiliária não poderia construir a via de acesso até o loteamento de alto padrão.

Procurado pelo Correio do Estado, o então presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão, afirmou não se recordar dos detalhes do projeto votado no fim de 2024 e indicou que as informações deveriam ser buscadas com a assessoria jurídica da Casa de Leis.

Ele disse que não tem “de cabeça” explicações sobre a matéria, mencionando que o período de dezembro é sempre marcado por alto volume de votações.

“A gente vota muito. Em dezembro a gente vota 40, 50 projetos de lei de uma só vez”, afirmou, ao justificar a falta de precisão sobre o conteúdo específico.

Carlão também sugeriu que a proposta pode ter tramitado em regime de urgência e que, possivelmente, teve origem no Executivo municipal, como ocorre com parte significativa das matérias analisadas no período.

Segundo o parlamentar, caso o projeto tenha sido aprovado, é provável que tenha incluído algum tipo de contrapartida ao município.

“Se foi votado, deve ter tido alguma contrapartida para a cidade”, disse, citando ainda a possibilidade de relação com programas de desenvolvimento, como os que envolvem geração de empregos.

O vereador destacou que, no momento da conversa, não tinha acesso aos documentos e que não estava na Câmara, o que dificultava a verificação imediata das informações. Ele se comprometeu a acionar a assessoria jurídica do gabinete para levantar os dados completos e repassar posteriormente.

Já o atual presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Vicente Silva Neto (PSDB), o Papy, revelou à reportagem que, na época da votação pelos parlamentares municipais, o Poder Executivo teria informado que a área que seria doada para a Corpal construir a via de acesso ao residencial de luxo já tinha sido doada pelo Ministério dos Transportes para a Prefeitura de Campo Grande para obra de uma rua.

Ou seja, a Câmara Municipal de Campo Grande só teria votado e aprovado o Projeto de Lei nº 11.500, de 4 de dezembro de 2024, autorizando a realização de intervenções em área ferroviária, como remoção de trilhos e abertura de vias, porque foi comunicada pelo Executivo municipal que o espaço de concessão a Rumo Logística tinha sido repassado ao município, portanto, a Corpal poderia executar a desativação e descaracterização do espaço ferroviário.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/sessao-da-camara-2024.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Escala 6x1: Posso apresentar o relatório entre 20 e 22 de maio, diz Leo Prates
]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/escala-6x1-posso-apresentar-o-relatorio-entre-20-e-22-de-maio-diz/465818/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/escala-6x1-posso-apresentar-o-relatorio-entre-20-e-22-de-maio-diz/465818/</guid>
				<description><![CDATA[O relator da comissão especial sobre as propostas que dão fim à escala 6x1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), declarou que pretende apresentar o seu parecer ao colegiado entre os dias 20 e 22 de maio.

As declarações ocorreram nesta quarta-feira, 29, após ter tomado posse da relatoria na Câmara. O presidente do colegiado é o deputado Alencar Santana (PT-SP).

O relator disse que vai apresentar o seu plano de trabalhos ao presidente Hugo Motta (Republicanos-BA) na próxima segunda-feira, 4. A votação do plano deve ter na terça-feira, 5

"Eu posso apresentar o relatório na comissão especial entre 20 e 22 (de maio)", declarou Prates. Segundo ele, a expectativa é de que a votação ocorra na semana seguinte.

Em entrevista à imprensa, Prates reiterou que produzirá um "texto médio do pensamento da Casa" e que trabalhará "com equilíbrio e conversando com setor produtivo".

"O que nós pudermos, dentro da meta, que é acabar com a escala 6x1, fazer para mitigar os efeitos econômicos, nós faremos, dentro de rearranjos econômicos", disse.

Prates acrescentou: "Inclusive, eu já conversei com o presidente Alencar, com o presidente Hugo Motta, sobre algumas coisas que a gente voluntariamente possa fazer, que possa preparar o Brasil para a escala ideal, que é a 4x3".

De acordo com o presidente da Câmara, a expectativa é de que a comissão e o plenário realizem a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) até o fim de maio. Em seguida, o Senado deverá analisar a matéria.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/deputado-leo-prates-620x473.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Trump pede que Netanyahu realize apenas ataques 'cirúrgicos' no Líbano]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/trump-pede-que-netanyahu-realize-apenas-ataques-cirurgicos-no-libano/465821/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/trump-pede-que-netanyahu-realize-apenas-ataques-cirurgicos-no-libano/465821/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que Israel deveria realizar apenas ações militares "cirúrgicas" no Líbano e evitar uma retomada total da guerra, afirmou o republicano à Axios em uma entrevista por telefone nesta quarta, 29.

O cessar-fogo que Trump ajudou a intermediar no Líbano está sendo cumprido apenas parcialmente, e autoridades tanto em Israel quanto no Líbano temem que ele entre em colapso por completo ainda antes de expirar em meados de maio. Também não houve progresso para lançar negociações de paz entre os países, apesar de o secretário de Estado americano, Marco Rubio, ter sediado duas reuniões com os respectivos embaixadores.

Segundo o israelense Channel 12, Trump pediu a Netanyahu que atuasse com mais cautela e não derrubasse prédios no Líbano, porque isso prejudicaria a imagem de Israel.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/donald-trump-press-conference-1775567909562-v2-900x506.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Senado veta nome de Messias para o STF e impõe derrota a Lula]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/senado-veta-nome-de-messias-para-o-stf-e-impoe-nova-derrota-a-lula/465815/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/senado-veta-nome-de-messias-para-o-stf-e-impoe-nova-derrota-a-lula/465815/</guid>
				<description><![CDATA[Em uma decisão considerada incomum na história recente do país, o Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. A nomeação havia sido feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para preencher a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

A rejeição ocorreu em votação secreta no plenário e teve placar de 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção. Para ser aprovado, o indicado precisava de pelo menos 41 votos entre os 81 senadores. O resultado surpreendeu parte da base governista e expôs dificuldades de articulação política do Palácio do Planalto em uma das indicações mais relevantes do Executivo.

Antes de ir ao plenário, Messias passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa obrigatória no processo de escolha de ministros do STF. A sessão durou cerca de oito horas e foi marcada por questionamentos técnicos e políticos. Ao final, o indicado recebeu 16 votos favoráveis e 11 contrários, resultado que já indicava um cenário de divisão no Senado.

Durante a sabatina, o advogado-geral da União abordou temas sensíveis e buscou se posicionar como um defensor da Constituição. Ao tratar sobre o aborto, declarou ser “totalmente contra”, mas ponderou que a legislação brasileira prevê hipóteses restritas em que a prática não é punida.

“Qualquer que seja a circunstância, é uma tragédia humana. No entanto, a lei estabelece excludentes de ilicitude que precisam ser respeitadas”, afirmou.

Messias também foi questionado sobre sua atuação à frente da AGU, especialmente em relação aos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília.

Ele defendeu as medidas adotadas pelo órgão, incluindo pedidos de prisão em flagrante de envolvidos nos ataques. “Meu papel, como advogado-geral da União, é a defesa do patrimônio público e da União. Foi isso que fiz, em cumprimento ao meu dever constitucional”, declarou.

Outro ponto abordado durante a sabatina foi a possibilidade de impeachment de ministros do STF e o chamado inquérito das fake news. Messias afirmou que a Constituição garante a qualquer cidadão o direito de apresentar pedidos de impedimento de integrantes da Corte, desde que observados os requisitos legais. Ele também sinalizou preocupação com o equilíbrio entre os Poderes e a necessidade de respeito às garantias constitucionais.

Nos bastidores, a votação foi antecedida por intensas negociações políticas. Integrantes do governo, ministros e lideranças do Congresso atuaram ao longo do dia na tentativa de reverter votos e garantir a aprovação do indicado.

Apesar dos esforços, a articulação não foi suficiente para assegurar os votos necessários. Quatro senadores estiveram ausentes na votação: Wilder Morais (PL-GO), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Cid Gomes (PSB-CE) e Oriovisto Guimarães (Podemos-PR).

A rejeição de um indicado ao STF pelo Senado é um evento raro e reforça o caráter independente da Casa na análise de nomes para a Corte. Tradicionalmente, as indicações presidenciais são aprovadas, ainda que com resistências pontuais. O resultado desta quarta-feira, no entanto, demonstra um cenário político mais fragmentado e com maior disposição para confrontos institucionais.

Com a decisão, caberá agora ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhar um novo nome ao Senado para ocupar a vaga no Supremo. Não há prazo legal para que isso ocorra, o que abre margem para negociações políticas mais amplas antes de uma nova indicação.

Casos anteriores mostram que a escolha de um novo ministro pode levar tempo. Durante o governo de Dilma Rousseff, por exemplo, houve demora de cerca de dez meses para a indicação de um substituto após a aposentadoria de um ministro do STF.

Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal permanece com uma cadeira vaga, à espera de um novo nome que consiga reunir apoio suficiente no Senado. A rejeição de Messias deve impactar não apenas o processo de escolha, mas também a relação entre o Executivo e o Legislativo nos próximos meses.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/55209009852-6b8eaa43e3-o.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 18:41:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Senado de MS: maioria rejeita indicação de Jorge Messias ao STF ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/maioria-do-senado-de-ms-rejeita-indicacao-de-jorge-messias-ao-stf/465814/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/maioria-do-senado-de-ms-rejeita-indicacao-de-jorge-messias-ao-stf/465814/</guid>
				<description><![CDATA[A maioria dos senadores de Mato Grosso do Sul votou contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada nesta quarta-feira (29) pelo Plenário do Senado Federal, que rejeitou o nome por 42 votos a 34, com uma abstenção, em votação secreta.

Entre os parlamentares sul-mato-grossenses, o senador Nelsinho Trad (PSD) confirmou voto contrário e resumiu o resultado afirmando que "democracia é isso aí". Já a senadora Tereza Cristina (PP) destacou a independência do Legislativo na decisão. "Foi uma votação soberana da Casa, que cumpriu seu papel constitucional de decidir sobre a composição da Corte Suprema, com independência total do Executivo", disse.

A senadora Soraya Thronicke (PSB) não retornou à reportagem até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

Histórico

No cenário geral, a rejeição de Messias representa um marco histórico: é a primeira vez desde 1894 que o Senado barra uma indicação presidencial ao Supremo. Para ser aprovado, o indicado precisava de ao menos 41 votos favoráveis, o que não foi alcançado.

Indicado há cinco meses pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Messias enfrentava resistência entre senadores, inclusive do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Com a decisão, a indicação foi arquivada, e o governo federal deverá encaminhar um novo nome para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, seguindo o rito de sabatina e votação no Senado.

Assine o Correio do Estado 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/montagem-senadores-de-ms.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 18:31:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Zeca do PT questiona subsídio bilionário do Governo Federal ao agro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/zeca-do-pt-questiona-subsidio-bilionario-do-governo-federal-ao-agro-de/465800/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/zeca-do-pt-questiona-subsidio-bilionario-do-governo-federal-ao-agro-de/465800/</guid>
				<description><![CDATA[Em sessão desta quarta-feira (29), o deputado Zeca do PT (PT) questionou um repasse de R$ 35 bilhões por parte da União, verba destinada a renegociação de dívidas do agronegócio.

O questionamento gerou debate entre as diferentes frentes políticas dentro da Assembleia legislativa e acalorou o debate entre os deputados. De acordo com o deputado petista, apesar do repasse, &#39;a bezerrada&#39;, continua falando mal do governo Lula dentro do Estado. 

O anúncio federal foi realizado neste domingo (26) pelo vice-presidente Geraldo Alckimin durante a abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto, São Paulo. Os recursos integram uma nova modalidade do programa MOVE Brasil, voltada ao setor agropecuário.

“São R$ 10 bilhões para financiar trator, implementos, colheitadeiras, toda a parte de máquinas agrícolas. Pela própria Finep, diretamente, ou pelos parceiros: cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil”, disse Alckmin.

Ele destacou que os recursos serão disponibilizados no prazo de três semanas, “com juros bem mais baixos para poder financiar a modernização e a troca de máquinas e equipamentos”.

Destacam-se entre as medidas anunciadas pelo Governo Lula:


	R$ 10 bilhões destinados à aquisição de máquinas agrícolas,impulsionando a modernização do campo por meio do Move Brasil para o agro;
	R$ 15 bilhões do programa Brasil Soberano, voltados ao apoio para produtores impactados por medidas tarifárias impostas pelos EUA e conflitos externos;
	R$ 10 bilhões para bens de capital, fortalecendo a indústria de máquinas e equipamentos;
	Apoio à renegociação de dívidas, garantindo fôlego financeiro aosprodutores rurais;



“Vão gostar de dinheiro público lá longe", disse Zeca do PT. "Vi uma matéria de um analista que essa história do agro é pop é a maior balela, porque ele não gera emprego nenhum. Se esse dinheiro fosse investido no comércio nós teríamos pleno emprego. São, na verdade, R$ 82 bilhões e mesmo assim a &#39;bezerrada&#39; continua falando mal do Lula”, lamentou. 


Em resposta, o deputado Paulo Corrêa (PL), explicou que a recuperação judicial de débitos é feita a partir do momento que o Governo Federal não consegue conter os juros altos no país.

“Que bom que ele está olhando para isso, sob pena de quebrar todos os produtores do Brasil. E aí não sustenta, porque a âncora do desenvolvimento do país é o agronegócio, pois não temos indústrias suficientes. Ainda bem que teve esse olhar para fazer a recuperação judicial. Os produtores não se recusam a pagar, mas a União não tem dado contrapartida com o Seguro Safra, porque o risco é todo dele [produtor]”, ponderou.

Zeca do PT discordou dizendo que o agro não é indutor de desenvolvimento como propagado. “Me perdoe, mas isso é propaganda. O agro é absolutamente dependente do dinheiro público. Uma coisa é recuperação judicial, outra coisa é fazer dívida para comprar caminhonete para mostrar poder e riqueza. Sou bancário e ao longo desse tempo inteiro só ouço falar disso. Pelo menos não vamos ser hipócritas de falar mal do governo se se sustentam via governo”, criticou o deputado que também já foi governador do Estado de Mato Grosso do Sul.

Dentro do debate, o deputado Roberto Hashioka (Republicanos) pontuou que 25% do PIB do país é gerado pelo agronegócio. "E estão aí gerando emprego, renda e fortalecendo a economia do país. Então esse debate mostra que o dinheiro que se cede ao produtor é cobrado juros. Não tem almoço grátis, todo mundo tem que pagar. O Brasil depende do agro, aqueles que estão de segunda a segunda embaixo do sol e que não dependem do governo, porque pagam taxas e juros”, ressaltou.

Produtor rural, Zé Teixeira (PL), defendeu a categoria.  “Meu colega fazendeiro Zeca do PT, o Governo não dá um centavo. Quem dá são os bancos com taxa de 15% ao ano. É dinheiro da instituição financeira que atende os produtores rurais, mas com a crise climática que se perde todo o ano, com guerras, com comodities, se o governo quer terminar de quebrar o Brasil é só não financiar o produtor, porque é o único setor que sustenta o país. É só ver as exportações, como somos campeões com tecnologia mais avançada”, enalteceu.

Nas explicações pessoais, Zé Teixeira também explicou na tribuna que os produtores rurais ainda lidam com os conflitos pelas terras, tendo que provar que são titulares, mesmo já registradas em cartório. “Num país em que não temos segurança jurídica, uma coisa que julga hoje amanhã estão dizendo que não é isso, eu digo aos meus colegas produtores, deixa o governo entrar nesse país para consertar a economia que aí vocês vão ver. Ou então vão ver placa de vende-se ou de aluga-se, igual em São Paulo que está em ruínas. Custa muito para produzir”, explicou.

Assine o Correio do Estado

 

 

 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/2026-04-29-12-26-28-f0976f4b-0df2-4d9b-9ff7-2a25df9207ca.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 14:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Verruck estaria tentando viabilizar vaga de vice-governador na chapa de Riedel]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/verruck-estaria-tentando-viabilizar-vaga-de-vice-governador-na-chapa/465773/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/verruck-estaria-tentando-viabilizar-vaga-de-vice-governador-na-chapa/465773/</guid>
				<description><![CDATA[A menos de 16 dias do início oficial da pré-campanha eleitoral para o pleito de 4 de outubro, os bastidores da política de Mato Grosso do Sul estão fervilhando, pois, de acordo com fontes ouvidas pelo Correio do Estado, estaria bem encaminhada uma possível reviravolta na chapa majoritária encabeçada pelo governador Eduardo Riedel (PP). 

Conforme apuração da reportagem com interlocutores de Riedel, o Sistema Fiems estaria trabalhando com afinco para que o nome do ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação Jaime Elias Verruck (Republicanos) seja viabilizado como pré-candidato a vice-governador.

A movimentação acontece em meio a um cenário considerado adverso para a pré-candidatura de Verruck a deputado federal, avaliada nos bastidores como de difícil viabilidade eleitoral.

É bom ressaltar que, antes de se filiar ao Republicanos, o ex-secretário de Estado estava no PSD e chegou a articular sua ida para o PP, com o objetivo de disputar uma vaga na Câmara dos

Deputados. 

No entanto, a reconfiguração do cenário partidário, com a formação da federação entre PP e União Brasil, nomeada União Progressista, alterou seus planos. Isso porque passaram a integrar esse bloco nomes já consolidados, como os dos deputados federais Dagoberto Nogueira (PP) e Geraldo Resende (União Brasil), além de lideranças como o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP) e a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil). 

A concentração de nomes competitivos dentro da federação reduziu significativamente o espaço eleitoral, tornando sua eleição considerada quase inviável, o que o levou a optar pelo Republicanos. 

Agora, com apoio de setores ligados ao Sistema Fiems, Verruck busca se reposicionar estrategicamente dentro do grupo governista, tentando assegurar espaço majoritário na disputa estadual.

A leitura de aliados é de que a estrutura e a influência política do setor industrial poderiam fortalecer seu nome na composição da chapa. 

Apesar da ofensiva, o governador já tinha sinalizado publicamente a intenção de manter como vice o atual ocupante do cargo, José Carlos Barbosa (Republicanos), o Barbosinha, que deixou o PSD para viabilizar novamente a dobradinha com Riedel, já que o antigo partido não faz parte da ampla aliança formada para reeleger o atual governador.

A declaração reforçou a preferência por uma composição que preserve a parceria já consolidada, o que dificulta a entrada de novos nomes no posto, inclusive dentro do mesmo partido. Além disso, Barbosinha representa a região da Grande Dourados e, sem a sua presença, o governador pode perder votos importantes dessa região do Estado.

Paralelamente, Verruck também é citado como possível primeiro-suplente do pré-candidato a senador Reinaldo Azambuja (PL), ex-governador de MS, entretanto, nesse cenário, ele enfrenta concorrência interna e não desponta como favorito. 

O nome mais forte para a suplência, segundo interlocutores próximos ao grupo, é o do ex-secretário de Estado de Fazenda Felipe Mattos, que é muito próximo de Azambuja. 

Diante dessas alternativas, o futuro político de Jaime Verruck segue indefinido, dependendo de negociações internas e da configuração final das alianças para o próximo pleito.

À reportagem, Verruck negou tal possibilidade. “Não tenho informação sobre isso ou pretensão. Minha pré-candidatura está avançando em parceria com deputados estaduais e apoio do Riedel, do próprio Barbosinha e da Tereza. Acredito que a escolha do Barbosinha é a mais adequada”, afirmou.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/jaime-e-verruck.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF torna Malafaia réu por injúria contra generais e rejeita calúnia]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/stf-torna-malafaia-reu-por-injuria-contra-generais-e-rejeita-calunia/465758/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/stf-torna-malafaia-reu-por-injuria-contra-generais-e-rejeita-calunia/465758/</guid>
				<description><![CDATA[A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, 28, tornar réu o pastor Silas Malafaia por injúria contra generais do Exército e rejeitar a acusação de calúnia. Os quatro ministros entenderam que há indícios suficientes para receber a denúncia em relação ao primeiro crime.

Contudo, dois deles avaliaram que críticas foram genéricas em relação à instituição, o que derrubou a acusação pelo crime de calúnia.

Em seu voto, Zanin entendeu que não há elementos para caracterizar a calúnia, já que as declarações do pastor se dirigiram de forma ampla ao Exército, sem imputação específica de crime a autoridades determinadas. Zanin foi acompanhado por Cármen Lúcia.

A acusação se baseia em declarações feitas por Malafaia durante manifestação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, na Avenida Paulista, quando chamou generais de quatro estrelas de "cambada de frouxos", "omissos" e "covardes".

Pelo Código Penal, a calúnia ocorre quando há atribuição falsa de um crime a alguém, enquanto a difamação se refere à imputação de fatos ofensivos à reputação. Já a injúria diz respeito a ofensas diretas à honra ou dignidade da vítima.

"O crime de calúnia exige narrativa de fato determinada, direcionada à pessoa determinada. Pois bem, aqui, embora haja referência ao alto comando do Exército, que também é composto pelo comandante do Exército, o comandante Tomás, entendo que a referência foi sobre a maneira genérica ao alto comando do Exército", disse Zanin.

Já o relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, manteve seu voto pelo recebimento da denúncia pelos dois crimes e foi acompanhado por Flávio Dino.

Com o empate na análise de um dos pontos, prevalece a solução mais favorável ao réu, conforme previsto no Código de Processo Penal.

"Só há 16 generais quatro estrelas do alto comando. Então, obviamente, é aqui a pessoa certa", argumentou Moraes.

Com o recebimento da denúncia, Malafaia passa à condição de réu e o processo avança para a fase de instrução, em que são produzidas provas, ouvidas testemunhas e apresentados novos argumentos pelas partes. Ao final dessa etapa, o STF decidirá se o pastor será condenado ou absolvido.

O caso é analisado pela Primeira Turma do STF em sessão presencial após Zanin pedir vista do processo no plenário virtual e, posteriormente, solicitar destaque, o que levou o julgamento ao plenário físico.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2024/10/silas-malafaia.webp" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PF diz que Hugo Motta e Ciro Nogueira voaram em avião de empresário suspeito de contrabando]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/pf-diz-que-hugo-motta-e-ciro-nogueira-voaram-em-aviao-de-empresario/465756/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/pf-diz-que-hugo-motta-e-ciro-nogueira-voaram-em-aviao-de-empresario/465756/</guid>
				<description><![CDATA[A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar suspeitas de descaminho ou contrabando em um voo realizado em uma aeronave particular de um empresário investigado na CPI das Bets do Senado.

Esse inquérito, entretanto, foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois que a PF constatou que quatro parlamentares acompanharam o empresário no voo: o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Os parlamentares ainda não se manifestaram.

A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo. O Estadão teve acesso ao relatório da PF produzido na investigação. Os parlamentares foram procurados pela reportagem, mas ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto.

A aeronave pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, que é sócio de uma empresa de apostas online. Ele estava presente no voo com os parlamentares, que ocorreu em abril de 2025, período em que a CPI das Bets estava ativa no Senado, com a participação de Ciro Nogueira. Lima foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou.

O voo saiu da ilha de Saint Martin, um paraíso fiscal do Caribe, e pousou na noite do dia 20 de abril do ano passado no aeroporto de Catarina, em São Roque (SP), usado para aviação executiva. As suspeitas da PF surgiram a partir de uma investigação sobre a corrupção de um auditor fiscal, Marco Canella, indiciado em um outro inquérito por facilitação de contrabando ou descaminho. O auditor foi procurado, mas também não se posicionou.

No caso do voo dos parlamentares, Canella permitiu que um funcionário do empresário desembarcasse no aeroporto e passasse com sete volumes de bagagem por fora do raio-X. O procedimento irregular foi gravado pelas câmeras de segurança.

Ainda não foram identificados os donos das bagagens que passaram ilegalmente pelo raio-X. Como o voo era proveniente de um paraíso fiscal e o auditor já tinha sido indiciado por crimes de facilitação ao contrabando e descaminho, a PF suspeita que o conteúdo das bagagens possa ser ilegal.

Durante a apuração, porém, foi constatado que parlamentares também estavam a bordo do voo. Eles passaram suas malas pelo procedimento normal de raio-X, mas não é possível saber até o momento se as bagagens que foram transportadas por fora do raio-X tinham itens pertencentes aos parlamentares.

Em um relatório parcial, a PF escreveu que a continuidade das investigações pode indicar o envolvimento de algum dos parlamentares nos crimes apurados e, por isso, seria necessário o envio do caso ao STF.

"Considerando que, caso as investigações tenham continuidade e indiquem que, além da conduta do Auditor Fiscal MARCO ANTÔNIO CANELLA, haja outras condutas ilícitas, bem como que uma das pessoas mencionadas no "item 9" supra tenham envolvimento, os autos devem tramitar pela CINQ/CGRC/DICOR/PF, e o Processo junto ao Supremo Tribunal Federal, motivo pelo qual, salvo melhor juízo, entendo ser temerária a continuidade das investigações sem a apreciação de tal situação pelo Poder Judiciário", diz o despacho.

Em suas redes sociais, o empresário registrou fotos da viagem, mas os parlamentares não aparecem. As imagens mostram o interior da aeronave com refeições e um mapa de bordo a destino de Saint Martin, a aeronave chegando a uma praia com mar azul claro e diversos momentos na praia.

O inquérito chegou nesta semana ao STF e foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Ele enviou o caso para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve opinar se há indícios de crimes para que os fatos sejam investigados perante o Supremo.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/capturar_2.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Relator vota para suspender Pollon e outros dois deputados por "baderna"  ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/relator-vota-para-suspender-pollon-e-outros-dois-deputados-por/465767/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/relator-vota-para-suspender-pollon-e-outros-dois-deputados-por/465767/</guid>
				<description><![CDATA[O deputado Moses Rodrigues (União-CE) antecipou nesta terça-feira (28) seu voto favorável ao afastamento por dois meses do deputado sul-mato-grossense Marcos Pollon (PL), além de Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), acusados de obstruir o acesso do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) à Mesa Diretora durante a ocupação do espaço por integrantes da oposição, em agosto de 2025.

A manifestação foi um protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e pela votação da anistia a atos do 8 de Janeiro.

"Esta Casa deve impor reprimenda severa, para que fique claro que este Parlamento não tolera o cometimento de infrações dessa natureza", defendeu Moses Rodrigues.

A denúncia foi encaminhada pela própria Corregedoria Parlamentar da Câmara, que utilizou imagens das câmeras do plenário para identificar quais congressistas haviam tentado impedir a chegada de Hugo Motta à sua posição na Mesa em meio ao tumulto. Na ocasião, parlamentares da oposição protestavam e exigiam a inclusão na pauta da urgência da anistia aos réus envolvidos nos ataques à sede dos Três Poderes. 

Insultos

Pollon foi o último a resistir a ocupação da Câmara, foi ele quem teve que ceder a cadeira da presidência da Câmara para Motta retomar os trabalhos. Dias antes, chamou o presidente da Câmara de "bosta" e "baixinho de um metro e 60".

Na representação encaminhada à Casa de Leis, partidos de esquerda dizem que Zé Trovão tentou impedir fisicamente Motta de conseguir voltar à Mesa Diretora.

"A liberdade de expressão parlamentar não abrange o direito de impedir fisicamente o exercício legítimo de função pública", diz o documento.

Além de todas as representações sobre a confusão que paralisou os trabalhos da Câmara nesta semana, devem enfim chegar ao colegiado outras representações já apresentadas à Mesa Diretora sobre outros parlamentares como Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos. Também foram protocolados um pedido de suspensão e um de cassação de Eduardo.

A obstrução da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso teve fim após mais de 30 horas, no final da noite desta quarta-feira. Os congressistas, que impediram fisicamente que os trabalhos legislativos iniciassem, após o recesso parlamentar, tinha como exigência que três projetos fossem pautados pelos presidentes da Câmara e do Senado Federal.

Para Pollon, o processo não trata de quebra de decoro, mas de perseguição política contra quem enfrenta o sistema. “Isso não é sobre ética, é sobre calar quem denuncia e luta contra injustiças. Estão tentando punir um parlamentar que teve coragem de defender brasileiros que hoje são vítimas de perseguição dentro do próprio país”, afirmou.

A votação do parecer está prevista para a próxima terça-feira (5) e deve mobilizar parlamentares e apoiadores, ampliando o debate sobre liberdade de atuação política e os limites das decisões dentro do Legislativo.

Se a suspensão for confirmada, o deputado pode perder salário, assessores e todas as verbas indenizatórias. Cabe destacar que a suspensão só se concretiza após passar pela CCJ e votação em plenário. 

Assine o Correio do Estado 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/01/whatsapp-image-2026-01-13-at-101349.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 18:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Sérgio Gonçalves e Frederico Felini vão coordenar campanha eleitoral de Riedel]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/sergio-goncalves-e-frederico-felini-vao-coordenar-campanha-eleitoral/465715/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/sergio-goncalves-e-frederico-felini-vao-coordenar-campanha-eleitoral/465715/</guid>
				<description><![CDATA[A pouco mais de três meses para o início oficial da campanha eleitoral deste ano em Mato Grosso do Sul, o governador Eduardo Riedel (PP) já definiu pelo menos dois dos seus principais coordenadores com a exoneração publicada ontem, no Diário Oficial do Estado (DOE), do secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Educação (SED) Sérgio Luiz Gonçalves. 

Ele deixou o segundo cargo mais importante da hierarquia da SED para assumir a coordenação da campanha de reeleição do chefe do Executivo, que começa oficialmente em 16 de agosto ao lado do ex-secretário de Estado de Administração Frederico Felini, que saiu do comando da Secretaria de Estado de Administração (SAD) no dia 31 de março.

O Correio do Estado apurou que os dois ex-integrantes do primeiro escalão da gestão de Riedel terão papel preponderante na campanha eleitoral para a reeleição do governador, sendo que, no caso de Frederico Felini, caberá ainda a coordenação das campanhas do PP para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados.

Sérgio Gonçalves, antes de atuar na SED, cargo que assumiu em setembro de 2024, ocupava a função de assessor especial na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), onde trabalhou ao lado do titular da Pasta, Flávio César. 

Nos bastidores, consolidou seu nome tanto entre aliados quanto entre críticos pela capacidade de combinar perfil técnico com articulação política.

A relação de proximidade entre Gonçalves e Riedel, no entanto, antecede a eleição do atual governador. 

Em depoimento público, o agora ex-secretário-adjunto destacou a convivência construída ao longo dos anos dentro e fora da vida pública, evidenciando laços de confiança pessoal e política.

“Conheço Eduardo Riedel das estradas da vida, que por onde ele passa deixa um rastro de admiração pelo que é e representa, com a família maravilhosa e um homem de princípios”, afirmou, relembrando a experiência de trabalho conjunto de ambos quando o governador foi secretário de Estado de Governo na administração de Reinaldo Azambuja. 

“Tive a honra de trabalhar no seu gabinete na Secretaria de Governo, onde fui abençoado pela sua sabedoria, inteligência e educação. Agradeço aos ensinamentos que levarei para toda minha vida, pois Riedel é um ser humano admirável, justo e um homem do bem. Como nosso governador, não posso esperar menos do que a continuidade de sua dedicação, aliada a todo seu conhecimento, no crescimento e desenvolvimento de nosso Estado”, completou.

O depoimento reforça a relação de confiança construída ao longo de anos de atuação conjunta na administração pública estadual, pois, na nova função, Gonçalves afirmou que atuará como articulador interno da campanha. “Vou ajudar a azeitar a máquina”, disse. 

Segundo ele, sua principal missão será facilitar a comunicação entre o governador e o restante da equipe da campanha eleitoral.

“Sou um dos poucos que o Riedel escuta e vou ajudar na hora de repassar as orientações da campanha para ele. Comigo, eliminamos o risco de o governador se sentir acuado, pois temos mais intimidade”, explicou ao Correio do Estado.

Ele também tem longa experiência na administração pública estadual, comandando a área financeira da Secretaria de Estado de Comunicação durante a gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja, que atualmente comanda a executiva estadual do PL e tentará uma vaga no Senado.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/design-sem-nome-1_2.png" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Motta deve instalar comissão especial sobre escala 6x1 nesta semana; veja pontos em discussão]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/motta-deve-instalar-comissao-especial-sobre-escala-6x1-nesta-semana/465700/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/cidades/motta-deve-instalar-comissao-especial-sobre-escala-6x1-nesta-semana/465700/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu para esta semana a instalação da comissão especial sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que dá fim à escala 6x1. É nesta etapa em que os deputados passarão a discutir o mérito do texto, ou seja, quais serão de fato as regras a serem estabelecidas na emenda constitucional.

As duas PECs sob análise reduzem a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. Enquanto a proposta do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) prevê um regime de transição de dez anos, o texto de Erika Hilton (PSOL-SP) estabelece transição de um ano e a redução da escala para quatro dias semanais de trabalho e três de descanso (4x3).

Nem o governo considera possível aprovar essas propostas como estão. Tanto é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei com regras menos ambiciosas: jornada de 40 horas, 5x2 e sem redução salarial. Porém, Motta argumenta que há insegurança jurídica no formato do projeto de lei e decidiu manter o cronograma da PEC.

A certeza dos deputados, portanto, é de que as PECs sob análise sofrerão mudanças significativas na comissão especial. Com isso, parlamentares consideram que serão abertas as portas para negociações de diferentes tipos.

Veja a seguir os principais debates levantados por líderes partidários em torno das propostas:

Dias trabalhados

Parlamentares que representam setores produtivos defendem a supressão do limite para a quantidade de dias trabalhados por semana. Segundo avaliações, haverá maior consenso com empresários se a PEC tratar somente das horas trabalhadas, porque os empregadores teriam como fazer remanejamentos com o quadro de funcionários que já têm.

Eles dizem que, se a PEC limitar os dias trabalhados, os segmentos que funcionam todos os dias terão de realizar novas contratações, o que pode transferir os custos para as mercadorias e serviços. A proposta reduziria a jornada, mas não daria fim à escala 6x1. "A redução de jornada é mais tranquila de se conversar do que a escala", sustenta o presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA).

Horas trabalhadas

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que a bancada vai defender a criação do regime "hora trabalhada, hora recebida", o que, segundo essa tese, representaria uma modernização das relações trabalhistas. Na prática, essa proposta pode reduzir os pagamentos aos empregados se cumprida uma escala menor, enquanto o governo defende a redução da escala sem a diminuição salarial.

"Não existe nenhuma legislação mais moderna de relação trabalhador e empregador do que hora trabalhada é hora recebida. E na hora certa vamos oferecer essa nossa contribuição, para melhorar esse texto horroroso do desgoverno que aí está e desta PEC que veio horrível", afirmou Sóstenes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em abril.

Regime de transição

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defende a redução imediata de 44h para 40 horas semanais, por considerar que "os impactos financeiros já foram, de certa forma, absorvidos ao longo dos anos". No entanto, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, disse que o governo topa negociar uma transição.

Ganha força a proposta de reduzir uma hora na jornada a cada ano, o que resultaria num período de quatro anos de transição. Há governistas, porém, que consideram a transição morosa. Segmentos do empresariado, por outro lado, defendem mais tempo para lidarem com as mudanças.

Compensação aos empregadores

Autor de uma das PECs, Reginaldo Lopes diz que não há necessidade de compensar os empregadores por supostos impactos financeiros. "Eu relatei e coordenei a reforma tributária. A grande compensação do setor produtivo, em especial, para a indústria, foi a diminuição da carga tributária", afirmou à imprensa na semana passada. O governo tem rejeitado compensações

Porém, o relator da PEC na CCJ é defensor de desonerações da folha de pagamentos ou de incentivos fiscais. "Cada setor da economia tem um peso diferente e será impactado de forma diferente. E é esse o debate que precisa ser aprofundado&#39;, declarou.

Pressão das eleições

Frentes parlamentares que representam setores do empresariado querem adiar a votação da PEC e dizem que a pressão das eleições provoca açodamento. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion (Republicanos-PR), diz ver um debate "às pressas". Segundo Motta, a comissão especial deve concluir os trabalhos para que a proposta seja apreciada no plenário da Câmara em maio. A proposta precisa passar pelo Senado até julho para que o governo veja o fim da escala 6x1 aprovado antes da eleição.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/09/1758196862.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Adjunto da Educação deixa cargo para coordenar campanha de Riedel]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/adjunto-da-educacao-deixa-cargo-para-coordenar-campanha-de-riedel/465687/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/adjunto-da-educacao-deixa-cargo-para-coordenar-campanha-de-riedel/465687/</guid>
				<description><![CDATA[O governador Eduardo Riedel exonerou, nesta segunda-feira (27), o secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Educação, Sérgio Luiz Gonçalves. Ele deixa o cargo, o segundo de maior importância na hierarquia da Educação, para atuar  na coordenação da campanha de reeleição do governador, que oficialmente começa somente em 16 de agosto.

Sérgio Gonçalves assumiu o cargo de secretário-adjunto da Educação, secretaria com o  maior orçamento entre todas as pastas, da ordem de R$ 4 bilhões em 2026, em setembro de 2024, no lugar de Dione Hashioka.  

Esta, por sua vez, havia sido nomeada para o lugar de Édio Antônio Resende de Castro, demitido do cargo após a operação Turn Off, realizada pelo Ministério Público do Estado em 30 de novembro de 2023. Ele foi demitido após descoberta de um susposto esquema de superfaturamento em contrados no setor educacional.

Antes de ser nomeado na Educação, Sérgio Gonçalves ocupava o cargo de assessor especial na Secretaria de Fazenda, trabalhando ao lado do secretário Flávio César. Nos bastidores, seu nome conquistou espaço de aliados e críticos pela habilidade de aliar um foco técnico nos objetivos de gestão com sensibilidade política

Mas, a proximidade de Educardo Riedel com Sérgio Gonçalves começou bem antes da vitória de Riedel ao Governo do Estado. 

“Tive a honra de trabalhar no seu gabinete na Secretaria de Governo onde fui abençoado pela sua sabedoria, inteligência e educação, e agradeço aos ensinamentos que levarei para toda minha vida. Riedel é um ser humano admirável, justo e um homem do bem. Como nosso Governador, não posso esperar menos que a continuidade de sua dedicação, aliado a todo seu conhecimento, no crescimento e desenvolvimento de nosso Estado”, afirmou Sérgio nesta segunda-feira, depois da confirmação de sua indicação para ser um dos coordenadores da campanha eleitoral. 

“Conheço Eduardo Riedel das estradas da vida, que por onde ele passa deixa um rastro de admiração pelo que é e representa, com a família maravilhosa e um homem de princípios”, continuou.

Para assumir o lugar de Sérgio na Educação foi nomeada Mary Nilce Peixoto dos Santos, que já atuava no cargo de superintendenet na mesma Pasta. 
 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/sergio-goncalves.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 14:41:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Riedel apoia gestão terceirizada em unidades de saúde de Campo Grande]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/riedel-apoia-privatizacao-de-unidades-de-saude-em-campo-grande/465675/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/riedel-apoia-privatizacao-de-unidades-de-saude-em-campo-grande/465675/</guid>
				<description><![CDATA[O governador Eduardo Riedel (PP) expressou apoio em relação à iniciativa privada na gestão de duas unidades de saúde, proposta pela Prefeitura de Campo Grande. Caso ocorra, o projeto piloto da terceirização de gestão através de Organizações Sociais de Saúde (OSSs) será nos Centros Regionais de Saúde (CRSs) do Aero Rancho e do Tiradentes.

Em busca de melhores resultados, Riedel defende a busca por alternativas e questiona a profundidade das críticas em relação ao tema. Além disso, também incentiva a sociedade a acompanhar e participar do experimento.


"A gente quer mudar? Vai mudar fazendo da mesma maneira? Não. Eles estão tentando fazer diferente. E aí a crítica vem por quê? Quem está por trás da crítica? Qual é a crítica? Eu apoio a medida porque o secretário Marcelo Vilela, com aval da prefeita (Adriane Lopes), está falando o seguinte: "olha, eu vou pegar duas unidades e vou fazer diferente. Topam experimentar, ver o que vai acontecer?" Cadê a sociedade acompanhando ou experimentando juntos? Então, eu avalizo a iniciativa por ser uma busca de criar uma alternativa para fazer diferente e gerar um melhor resultado. E é isso que a gente tem que fazer".


A prefeita Adriane Lopes disse que, apesar da repercussão negativa, a medida será aplicada em um "ano de experiência" para testar a eficiência e a aplicabilidade do recurso público. Ela argumenta que busca respostas para a população e que os métodos tradicionais se mostram insuficientes.


"Acredito que é um ano de experiência para ter eficiência e aplicabilidade do recurso público trazendo respostas para a população. Então fazendo do mesmo jeito, talvez a gente não tenha resultado. A mudança é difícil porque as pessoas estão numa zona de conforto há muito tempo, há décadas. Quando você propõe algo novo, sempre é complexo, porque as pessoas não querem algo novo, elas querem fazer como é feito até hoje.


Na mesma linha de pensamento do governador, a prefeita criticou a forma como as coisas são feitas e que não têm resultados positivos, então acredita que uma mudança na forma de gestão pode ser uma alternativa para melhorar a situação.


"Mas como é feito até hoje, os resultados não são suficientes e nem satisfatórios. É esse o ponto onde nós estamos entrando com essa proposta, é uma análise, é um estudo de um ano pra ver eficiência. E aí quem vai dizer (se está bom ou não) serão as pessoas, a população. Quem é atendido lá na ponta é quem vai dizer para gestão se esse é o caminho ou não". 


Sobre o avanço dessa proposta, Adriane não deu muitos detalhes, mas comentou que o secretário municipal de saúde, Marcelo Vilela, está trabalhando para implementar esta medida.

Sobre a audiência pública realizada na Câmara Municipal, a prefeita disse que houve "ataques desrespeitosos ao secretário.


"Acredito que nós temos uma democracia e tudo se discute. A gente levou para a sociedade civil para uma discussão, para uma escuta, mas não houve essa escuta. E eu acredito que esse seja um caminho para que a gente possa trazer eficiência na saúde, propondo a mudança que há muitos anos a população espera".


Entenda

O secretário de Saúde do município, Marcelo Vilela, defendeu a proposta de instalar duas OSSs nos CRSs. Ele argumenta que a medida é para conter gastos, avaliados em R$ 4,3 milhões mensais nas unidades.

Ele justificou que a gestão direta enfrenta desafios, como rigidez nas contratações e processos burocráticos nas licitações. Citou ainda problemas enfrentados pelos usuários, como tempo de espera superior a uma hora e alto índice de reclamações na Ouvidoria.

"Já temos resultados em outros lugares, indicadores mensais de produtividade, diminuição do tempo de permanência", disse ao mencionar "cases de sucesso" em outros municípios.

O secretário afirmou que o contrato de gestão preserva 100% do atendimento gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde), com gestão orientada por metas e resultados. Ele citou que servidores efetivos, conforme a proposta, devem ser remanejados para outras unidades e que os funcionários das OSs terão direitos trabalhistas assegurados.

Assine o Correio do Estado

 


 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/02-0426-0302-novos-leitos-hospital-do-cancer-mv.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 12:15:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Com milhões de seguidores, frei Gilson acirra disputa entre os senadores de MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/com-milhoes-de-seguidores-frei-gilson-acirra-disputa-entre-os/465662/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/com-milhoes-de-seguidores-frei-gilson-acirra-disputa-entre-os/465662/</guid>
				<description><![CDATA[Em plena pré-campanha eleitoral pelas duas vagas no Senado pertencentes a Mato Grosso do Sul, a repercussão de declarações do frei Gilson, integrante do Instituto dos Freis Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo e com quase 13 milhões de seguidores nas redes sociais, provocou um embate público entre lideranças políticas do Estado, envolvendo diretamente os senadores Soraya Thronicke (PSB) e Nelsinho Trad (PSD).

O embate pode ser compreendido à luz do perfil religioso da população brasileira, pois, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2022, o País tem forte predominância cristã, pois 56,7% da população com 10 anos ou mais se declara católica, enquanto 26,9% se identifica como evangélica. Somados, esses dois grupos representam cerca de 83,6% dos brasileiros.

Esse cenário ajuda a explicar por que temas envolvendo religião, especialmente quando associados a pautas sociais, como o papel da mulher, tendem a gerar forte repercussão política, ainda mais em um ano eleitoral em que as declarações de lideranças religiosas com grande alcance, como frei Gilson, dialogam diretamente com uma parcela significativa do eleitorado, o que amplia seu impacto no debate público.

Nesse contexto, o embate entre Soraya Thronicke e Nelsinho Trad reflete não apenas divergências individuais, mas também diferentes formas de interpretar e se posicionar diante de valores que mobilizam a maioria da população.

Enquanto a senadora adotou um tom crítico às falas do religioso, o senador saiu em sua defesa, evidenciando como questões de fé e costumes seguem influenciando o discurso político e as disputas de narrativa no País.

Assim, mais do que um episódio isolado, a controvérsia expõe o peso do fator religioso no cenário político brasileiro, onde posicionamentos sobre temas morais e culturais frequentemente se conectam com a identidade e as convicções de grande parte da sociedade.

ENTENDA O CASO

O caso ganhou destaque após a divulgação de um vídeo em que o religioso aborda temas como liderança masculina e empoderamento feminino com base em passagens bíblicas, especialmente do livro do Gênesis.

Frei Gilson afirma que “Deus deu ao homem a liderança” e que o homem seria “o chefe do lar”, enquanto associa o empoderamento feminino a uma “ideologia dos tempos atuais”.

A fala gerou forte reação de Soraya Thronicke, que utilizou a rede social X para criticar duramente o religioso. Em sua publicação, ela classificou frei Gilson como “falso profeta” e o acusou de misoginia.

Também questionou o uso de passagens bíblicas por lideranças religiosas e políticas, afirmando que muitos estariam “usando o nome de Deus em vão”.

Em outro comentário, a parlamentar destacou sua formação católica e cobrou posicionamento da Igreja.

“Nasci em berço católico e posso dizer que esse frei não me representa. Ele já passou de todos os limites possíveis de intolerância religiosa, misoginia, etc. Espero que nossa Igreja Católica tome severas providências”, escreveu.

CONTRAPONTO

Em contraponto, o senador Nelsinho Trad saiu em defesa do trabalho de evangelização realizado por frei Gilson e, em vídeo postado em sua rede social, o parlamentar sul-mato-grossense afirmou que o religioso tem sido alvo de críticas indevidas e negou que suas falas possam ser classificadas como misóginas.

Ele afirmou que o frei tem prestado um “trabalho de evangelização precioso no País” e que suas falas foram retiradas de contexto.

Ao mencionar passagens bíblicas, o religioso agiu “num ato de pureza, digno de quem segue o conteúdo da Escritura Sagrada”.

Para o senador, ainda que determinados trechos possam soar inadequados sob a ótica contemporânea, não configuram ataques às mulheres.

Ele argumentou que a própria Bíblia valoriza a figura feminina. “Ao invés de diminuir, enaltece o papel e o valor da mulher dentro do conceito da época, da vida social e familiar que ela exercia e hoje ainda exerce”, afirmou.

Nelsinho Trad também destacou que, dentro da tradição cristã, a mulher é frequentemente apresentada como “auxiliadora idônea”, exercendo papel essencial na estrutura familiar.

Nesse contexto, defendeu que interpretações isoladas não devem ser utilizadas para rotular líderes religiosos.

Ao abordar diretamente as acusações, o parlamentar disse ter buscado o significado do termo misoginia para embasar sua análise.

De acordo com ele, a palavra está associada a sentimentos como ódio, desprezo, aversão ou preconceito contra mulheres, características que, em sua avaliação, não se aplicam ao caso de frei Gilson. “O misógino é aquele que tem ódio, desprezo ou aversão. Não é o caso”, pontuou.

Médico de formação, o parlamentar ampliou sua defesa ao relacionar fé e saúde. Ele afirmou que pacientes que mantêm práticas religiosas tendem a apresentar melhor recuperação clínica.

Para reforçar o argumento, mencionou estudos na área da neurologia que indicariam alterações positivas no cérebro de pessoas que oram com frequência.

De acordo com o senador, exames de imagem, como a ressonância magnética, demonstram aumento da atividade no lobo pré-frontal, região ligada ao discernimento e à tomada de decisões, durante práticas de oração.

“O lobo frontal, responsável pelo poder da decisão, fica com mais sangue e mais desenvolvido nas pessoas que têm fé”, explicou.

Ainda de acordo com Trad, esse tipo de evidência reforça a importância da espiritualidade na vida das pessoas e ajuda a compreender o impacto do trabalho de líderes religiosos como frei Gilson, que, segundo ele, disseminam valores positivos sem interesses pessoais.

Ao fim, o senador manifestou solidariedade ao frei e criticou o que considera uma acusação indevida.

“Não cabe, de maneira nenhuma, uma acusação como essa”, declarou. Ele também ressaltou que a atuação do religioso incentiva a prática da fé entre brasileiros, inclusive, motivando fiéis a momentos de oração em horários incomuns, como a madrugada. “Esse é o caminho”, concluiu.

EX-SUPLENTE

O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), que já ocupou a primeira-suplência de Soraya Thronicke no Senado, também se manifestou contra as críticas feitas pela parlamentar a frei Gilson.

Ele classificou as declarações da senadora como “perseguição” e saiu em defesa do religioso, afirmando que ele apenas “prega valores cristãos”.

“A Soraya resolveu atacar o frei Gilson e chamá-lo de misógino por ele pregar o Evangelho. É aquele negócio: quando a lacração ultrapassa os limites”, disse.

O parlamentar sul-mato-grossense ainda criticou a tentativa de rotular o frei.

“Querer rotular um religioso que prega valores cristãos como intolerante ou misógino é, no mínimo, desonestidade intelectual. O que está acontecendo não é defesa de direitos – é perseguição disfarçada de discurso bonito”, declarou.

*Saiba

Conheça mais sobre a histó ria desse religioso

       Com 39 anos de idade e natural de São Paulo (SP), frei Gilson é integrante do Instituto dos Freis Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo. Ele ganhou notoriedade nacional por meio de suas redes sociais, que contam com mais de 12,8 milhões de seguidores, e trabalhos musicais.

O sacerdote atuou por nove anos na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na Diocese de Santo Amaro, que fica localizada na zona sul da cidade de São Paulo (SP), e suas declarações públicas costumam gerar debates frequentes na internet.

Assine o Correio do Estado 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/monragem-nelsinho-versus-soraya.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Em artigo, Dino defende pena mais rigorosa em casos de corrupção envolvendo sistema de Justiça]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/em-artigo-dino-defende-pena-mais-rigorosa-em-casos-de-corrupcao/465650/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/em-artigo-dino-defende-pena-mais-rigorosa-em-casos-de-corrupcao/465650/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino defendeu, em artigo publicado neste domingo no Correio Braziliense, uma revisão do Código Penal quanto a crimes no sistema de Justiça, como corrupção, propondo penas mais altas, necessidade de regras próprias e rápidas para afastamento e perda do cargo, e necessidade de responsabilização criminal quando da prática que visa impedir "o bom funcionamento da Justiça".

No artigo, o ministro cita os cargos de "juízes, procuradores, advogados (públicos e privados), defensores, promotores, assessores, servidores do sistema de Justiça em geral" como exemplos que merecem um tratamento legal específico, defendendo que isso "não se trata de ilusão punitivista, e sim de usar os instrumentos proporcionais à gravidade da situação, à relevância do bem jurídico e às condições próprias dos profissionais do Direito, na medida em que é evidentemente reprovável que um conhecedor e guardião da legalidade traia a sua toga ou beca".

Também menciona que de 1993 - quando ingressou na magistratura federal em concurso público - para cá, a quantidade de casos de corrupção no sistema de Justiça aumentou, os casos se tornaram mais graves, e houve um aumento na ostentação de riqueza e poder por parte daqueles que cometem atos de improbidade administrativa.

O ministro considera que órgãos de controle, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e atos normativos que estabelecem princípios éticos para carreiras do sistema da Justiça "seguem sendo importantes", mas ainda são insuficientes no combate à corrupção.

Assim, as penas ampliadas são defendidas em casos de "peculato, concussão, corrupção passiva, prevaricação, tráfico de influência e corrupção ativa quando cometidos no âmbito do Sistema de Justiça".

No caso de cometimento de crime contra a Administração da Justiça, Dino defende que o recebimento da denúncia deve impor o afastamento imediato do cargo do magistrado e dos membros do Ministério Público, da Advocacia Pública, da Defensoria Pública e das assessorias. "A condenação transitada em julgado, independentemente do tempo de pena privativa de liberdade imposto pelo julgador, deve gerar a perda automática do cargo."

Já o "recebimento de denúncia contra advogado por cometimento de crime contra o sistema de Justiça deve ensejar a suspensão imediata da inscrição na Ordem do Advogados do Brasil e a condenação transitada em julgado deve implicar cancelamento definitivo da referida inscrição", acrescenta.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/10/49901a8d-abed-44df-a4fc-fd3adb2f03a8.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Homem atira durante jantar de Trump com correspondentes em Washington]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/homem-atira-durante-jantar-de-trump-com-correspondentes-em-washington/465633/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/homem-atira-durante-jantar-de-trump-com-correspondentes-em-washington/465633/</guid>
				<description><![CDATA[Um homem fez disparos na noite deste sábado (25) durante um jantar, num hotel em Washington, do presidente Donald Trump com correspondentes que cobrem a Casa Branca.

Tiros foram ouvidos nas imediações do local do evento e o presidente e a primeira-dama Melania Trump foram retirados rapidamente do lugar pelo Serviço Secreto norte-americano.

O suspeito de ter feito o ataque foi preso e ainda não teve sua identidade revelada.

Segundo informações obtidas pela Reuters, o suspeito atirou em um agente do serviço secreto, mas não se feriu graças ao colete à prova de balas que usava.

Além dos disparos, testemunhas disseram a agências internacionais que também foram ouvidas explosões na área próxima ao hotel.

O jantar teve as presenças do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio. Eles também foram retirados do hotel e estão em segurança.

O presidente Trump deu uma entrevista coletiva na Casa Branca após o ataque e disse que o atirador é um "lobo solitário", termo usado para descrever supostos criminosos que atuam sozinhos.

Apesar da fala de Trump, o Serviço Secreto dos EUA não deu mais detalhes sobre o suspeito.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/donald-trump-press-conference-1775567909562-v2-900x506.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 07:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Nelsinho reage a ofensas de conselheiro de Trump e propõe declará-lo persona non grata]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/nelsinho-reage-a-falas-ofensivas-de-conselheiro-de-trump-e-propoe/465616/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/nelsinho-reage-a-falas-ofensivas-de-conselheiro-de-trump-e-propoe/465616/</guid>
				<description><![CDATA[O senador sul-mato-grossense Nelsinho Trad (PSD) classificou, neste sábado (25), como “inaceitáveis” as declarações do conselheiro político Paolo Zampolli contra mulheres brasileiras e anunciou medidas no Senado em resposta ao episódio. Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, ele afirmou que irá propor ao colegiado que Zampolli seja declarado persona non grata no Brasil, além de cobrar uma retratação pública com pedido formal de desculpas.

As declarações foram dadas por Zampolli em entrevista à emissora italiana RAI, na quinta-feira (23). Ao comentar sua ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro, o conselheiro — aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — fez afirmações de teor misógino e xenófobo, generalizando e ofendendo mulheres brasileiras com expressões consideradas graves.

Diante da repercussão, Nelsinho Trad foi enfático: “As mulheres brasileiras são trabalhadoras, honradas e merecem respeito. Não aceitaremos ataques misóginos e xenófobos contra elas, nem ofensas ao Brasil”. O senador destacou que a reação institucional busca não apenas responder às falas, mas também reafirmar valores fundamentais de respeito e dignidade.

No Senado, Trad formalizou requerimento para inserção em ata de voto de repúdio às declarações de Zampolli, com base no Regimento Interno da Casa. No documento, o parlamentar sustenta que as falas têm caráter “ofensivo, discriminatório e incompatível com os direitos fundamentais”, além de configurarem violação à honra e à imagem das mulheres brasileiras.

Na justificativa, o senador argumenta que manifestações desse tipo extrapolam o campo pessoal e impactam diretamente o ambiente diplomático. Segundo ele, discursos discriminatórios fragilizam relações internacionais, reforçam estereótipos e contrariam princípios consagrados em tratados internacionais e na legislação brasileira, como a igualdade de gênero e a não discriminação.

O texto também ressalta solidariedade às mulheres brasileiras e reforça o compromisso com a promoção da dignidade humana. “Não é admissível a normalização de discursos ofensivos e discriminatórios no cenário global”, afirma o senador no documento apresentado.

A proposta será analisada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado. Caso avance, poderá resultar em uma manifestação formal do Parlamento brasileiro contra o conselheiro estrangeiro, ampliando a pressão por retratação e marcando posição institucional diante do episódio.

Confira abaixo na íntegra o requerimento:

Senhor Presidente,

Requeiro, nos termos do art. 222 do Regimento Interno do Senado

Federal, inserção em ata de voto de repúdio ao conselheiro e aliado político do governo norte-americano, sr. Paolo Zampolli, pelas declarações proferidas com caráter ofensivo, discriminatório e incompatível com os direitos fundamentais.

Requeiro, ainda, que seja enviada cópia do presente voto, conforme

dados em anexo.

JUSTIFICATIVA

Conforme amplamente noticiado pela imprensa, o referido agente público atribuiu às mulheres brasileiras qualificações de cunho discriminatório, misógino e ofensivo, chegando a afirmar que seriam "programadas para causar confusão" e utilizando expressões de extrema gravidade, como "raça maldita", em evidente afronta à honra, à dignidade e à imagem das mulheres brasileiras.

Tais declarações configuram não apenas manifestação de preconceito e estigmatização de caráter coletivo, mas também representam grave violação a valores universais de respeito aos direitos humanos, à igualdade de gênero e à não discriminação, princípios amplamente consagrados em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, bem como no ordenamento jurídico pátrio.

No âmbito da governança institucional e da responsabilidade social, ressalta-se que manifestações dessa natureza impactam negativamente o ambiente de cooperação internacional, fragilizam relações diplomáticas e contribuem para a perpetuação de estereótipos discriminatórios, incompatíveis com os padrões contemporâneos de civilidade e respeito mútuo entre as nações.

Com este ato, reafirmamos nosso compromisso com a promoção da igualdade de gênero, da dignidade da pessoa humana e do respeito às mulheres brasileiras. Solidarizamos com todas as mulheres brasileiras, reconhecendo sua relevância social, profissional e institucional, e rechaçando qualquer tentativa de desqualificação ou estigmatização.

Por fim, registra-se que a construção de relações internacionais sustentáveis e cooperativas exige observância irrestrita aos princípios do respeito, da igualdade e da dignidade humana, não sendo admissível a normalização de discursos ofensivos e discriminatórios no cenário global.

Sala das Sessões, 25 de abril de 2026.

Senador Nelsinho Trad
(PSD - MS)

Assine o Correio do Estado

 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/nelsinho-trad-bravo.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 14:29:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Ala do PL de MS ignora Flávio Bolsonaro nas redes sociais e Azambuja exige apoio]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/ala-do-pl-de-ms-ignora-flavio-bolsonaro-nas-redes-sociais-e-azambuja/465588/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/ala-do-pl-de-ms-ignora-flavio-bolsonaro-nas-redes-sociais-e-azambuja/465588/</guid>
				<description><![CDATA[Na quarta-feira, o pré-candidato ao Senado por Santa Catarina e ex-vereador pela cidade do Rio de Janeiro (RJ), Carlos Bolsonaro (PL), anunciou que está realizando um levantamento nas 27 unidades da Federação de prefeitos, vereadores, lideranças e filiados ao partido que não têm divulgado nas redes sociais a pré-candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República, para encaminhar o “diagnóstico” à executiva nacional da sigla para “corrigir” o que considera falta de engajamento interno.

Em Mato Grosso do Sul, o Correio do Estado fez uma consulta rápida às mídias sociais de alguns filiados ao PL detentores de mandato e constatou que, nos últimos dias, eles não fizeram nenhuma postagem de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

No caso da Assembleia Legislativa, os destaques são os deputados estaduais Neno Razuk, Mara Caseiro, Zé Teixeira e Lucas de Lima.

Já entre os prefeitos os destaques são Thalles Tomazelli, de Itaquiraí, que é o atual presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), e Juliano Ferro, de Ivinhema, que tem mais de um milhão de seguidores, entre outros gestores municipais.

No entanto, o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, disse à reportagem que saiu na frente do vereador Carlos Bolsonaro, ao determinar a mobilização interna do partido nas redes sociais em torno da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. 

“Já determinei a todos os prefeitos, vereadores, lideranças e filiados do nosso partido que intensifiquem a divulgação da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Precisamos fortalecer o engajamento interno e unificar o discurso para ampliar a presença do PL em todo o País”, afirmou.

A cobrança por maior exposição pública do nome de Flávio tem sido um dos pontos centrais do discurso de Carlos Bolsonaro.

Em publicação recente, ele classificou como “estarrecedor” o fato de que, meses após o início da pré-campanha, muitos quadros do partido ainda não tenham feito manifestações explícitas de apoio.

“Quem quer vencer precisa agir, comunicar e vestir a camisa”, escreveu, ao defender que o mínimo esperado seria a demonstração pública de posicionamento político. Ele também incentivou apoiadores a cobrarem, “com bom senso”, lideranças locais do partido que ainda não se manifestaram.

Carlos reconheceu que a postura pode gerar desgaste interno, mas disse agir por convicção. O movimento ocorre em meio a ruídos dentro do campo da direita, inclusive no PL.

Nos últimos dias, divergências públicas envolveram nomes ligados ao bolsonarismo, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A troca de farpas teve início após críticas de Eduardo a um perfil influente nas redes sociais que declarou não apoiar Flávio no primeiro turno. Nikolas compartilhou o conteúdo, o que foi interpretado como sinal de desalinhamento.

A reação gerou uma sequência de publicações com críticas e acusações de desrespeito. O episódio ampliou a percepção de fragmentação no grupo político, em um momento em que aliados tentam consolidar o nome de Flávio Bolsonaro como alternativa para a disputa presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/flvio-bolsonaro-e-reinaldo-azambuja.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 08:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Com mistura de 32% gasolina ficará mais barata e haverá autossuficiência, diz ministro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/com-mistura-de-32-gasolina-ficara-mais-barata-e-havera/465573/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/com-mistura-de-32-gasolina-ficara-mais-barata-e-havera/465573/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta sexta-feira, 24, que a gasolina ficará mais barata com a elevação da mistura de etanol para 32% (E32). Ele também argumentou que a medida tem potencial de reduzir em cerca de 500 milhões de litros mensais a necessidade de importação de gasolina. Esse volume seria suficiente para zerar a dependência externa da importação do combustível. Ou seja, na avaliação dele, poderá ser atingida a condição de autossuficiência.

A medida será adotada após os testes já realizados no país, que comprovaram a viabilidade técnica da mistura durante os estudos conduzidos para a mistura de 30% em 2025, segundo o MME. A Pasta assegura que está garantida a segurança na implementação.

O fator central para a decisão é o preço. A cotação do petróleo no mercado internacional, com reflexo em derivados como a gasolina, foi elevada significativamente após o acirramento do conflito no Oriente Médio. Nesse cenário, ampliar o uso do etanol seria uma medida para reduzir custos.

"Já tivemos os testes aprovados quando adotamos o E30. E nós nos tornaremos autossuficientes em gasolina. Absurdamente, o governo anterior vendeu refinarias. No momento de guerra, como essa, vemos a importância da segurança do suprimento", afirmou o ministro, que participa nesta sexta da 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, evento organizado pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA).

A elevação da mistura terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, prorrogáveis por igual período, conforme deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). "A proposta integra um conjunto de ações do MME voltadas a garantir segurança energética no curto prazo e consolidar soluções estruturais para o País", declarou o MME.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2024/11/03-0724-0012-preco-combustivel-go.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Associação de delegados da PF critica fala de Lula sobre agentes que 'fingem trabalhar']]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/associacao-de-delegados-da-pf-critica-fala-de-lula-sobre-agentes-que/465575/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/associacao-de-delegados-da-pf-critica-fala-de-lula-sobre-agentes-que/465575/</guid>
				<description><![CDATA[A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) reagiu nesta quinta-feira, 23, a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre suposta falta de atuação de integrantes da corporação.

Segundo a entidade, as declarações de Lula causam preocupação ao colocarem em dúvida o "comprometimento de delegados da Polícia Federal" e "simplificar indevidamente o tema segurança pública e o combate ao crime organizado".

O presidente afirmou que pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para convocar delegados que estão fora da corporação a atuarem no combate ao crime organizado. Só iriam ficar de fora, disse, agentes que estão "fingindo trabalhar".

No comunicado, a ADPF afirma que, atualmente, 53 delegados estão cedidos a outros órgãos, o que representa menos de 3% do total em atividade. Para a associação, esse número não justifica a avaliação feita pelo presidente nem sustenta a expectativa de impacto significativo no combate ao crime.

A entidade ressalta que o enfrentamento ao crime organizado exige "menos propaganda e mais ações concretas", como investimentos em capacitação dos profissionais e inteligência estratégica. "Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança", diz a nota.

A associação alerta para a diminuição de ingressantes na carreira de delegado de Polícia Federal e perda de talentos: "Enquanto 104 novos delegados ingressaram na instituição nos últimos três anos, 50 optaram por deixá-la para assumir outros cargos. Paralelamente, houve redução significativa no interesse pelos concursos públicos, com queda de 321 mil inscritos em 2021 para 218 mil em 2025".

O combate ao crime organizado é considerado um assunto estratégico para o governo, pelo impacto que pode ter nas eleições de outubro. Conforme indicam as pesquisas eleitorais, a segurança pública tende a ser uma das principais pautas do pleito.

Na quarta-feira, 22, o presidente Lula assinou um decreto convocando mil novos agentes para reforçar o enfrentamento às organizações criminosas. Ele afirma que é a primeira vez que todos os cargos da Polícia Federal serão ocupados por servidores

"Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vão ficar fora aqueles que forem secretários de Estado. Aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado", disse Lula.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/imagem-materia_2.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Vander Loubet confirma pré-candidatura ao Senado]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/vander-loubet-confirma-pre-candidatura-ao-senado/465570/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/vander-loubet-confirma-pre-candidatura-ao-senado/465570/</guid>
				<description><![CDATA[O deputado federal Vander Loubet (PT) anunciou que será pré-candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul. A confirmação veio após a circulação de informações de que o parlamentar não participaria do pleito de 2026. Diante da repercussão, Vander veio a público e oficializou sua intenção de disputar uma vaga na Casa.

A decisão foi divulgada por meio de uma carta aberta à população sul-mato-grossense, na qual afirma assumir o novo desafio “com responsabilidade”, após diálogo com diferentes setores da sociedade.

No documento, o deputado destaca sua trajetória de quase 24 anos na Câmara Federal, período em que, segundo ele, destinou mais de R$ 5 bilhões em investimentos ao Estado, por meio de emendas parlamentares e projetos que atenderam dezenas de municípios.

Vander ressalta que a experiência acumulada e a capacidade de articulação política foram fundamentais para transformar demandas em resultados concretos.

O parlamentar também menciona que a decisão de disputar o Senado ocorre em meio a um entendimento coletivo, além de um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo ele, embora tivesse condições de buscar a reeleição para a Câmara dos Deputados, optou por colocar seu nome à disposição para ampliar sua atuação em nível nacional.

Na carta, o pré-candidato reafirma o compromisso com a democracia e com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, destacando que pretende continuar defendendo os interesses da população caso seja eleito.

Antes dessa definição, os movimentos do Partido dos Trabalhadores (PT) apontavam para uma possível candidatura da deputada federal Camila Jara ao Senado. A estratégia seria utilizá-la como puxadora de votos, visando fortalecer a sigla e garantir ao menos uma cadeira no Senado.

Com a entrada de Vander Loubet na disputa, a expectativa dentro do partido é de que ele concentre votos da legenda e desempenhe esse papel de liderança eleitoral, contribuindo para ampliar a representação do PT no Estado.

Confira a carta na íntegra:

CARTA AO POVO SUL-MATO-GROSSENSE

Sim, sou pré-candidato a senador por Mato Grosso do Sul.

Faço esta carta de forma direta para esclarecer qualquer dúvida e afirmar, com responsabilidade, a decisão que assumo neste momento da minha vida pública. Trata-se de uma escolha construída com diálogo e ouvindo, principalmente, a população do nosso estado.

Ao longo de quase 24 anos como deputado federal, tive a honra de representar o povo sul-mato-grossense em Brasília por seis mandatos. Viabilizei mais de R$ 5 bilhões em investimentos para Mato Grosso do Sul, por meio de emendas, projetos e ações que chegaram aos 79 municípios.

Construí experiência e mantive portas abertas por onde passei, principalmente em Brasília. Essa capacidade de diálogo e de construção de consensos sempre foi essencial para transformar demandas em resultados concretos para nosso povo.

Cada obra, cada recurso, cada investimento representa mais do que números, representa o compromisso de nunca esquecer de onde viemos e para quem trabalhamos.

Ao longo da minha trajetória, representando um único partido e a sua linha de pensamento, trabalhei sempre em defesa da democracia e da melhoria da vida das pessoas, seja como filiado, dirigente ou parlamentar.

Agora, a partir de um entendimento coletivo, e atendendo a um pedido do presidente Lula, encaro um novo desafio. Embora muitos digam que eu teria uma reeleição tranquila como deputado federal, tenho a convicção de que política não se faz para a gente e sim para o coletivo. Por isso, coloco meu nome como pré-candidato ao Senado pelo Mato Grosso do Sul, com o compromisso de seguir representando nosso povo em Brasília, ampliando as oportunidades de ser um instrumento de desenvolvimento para nosso estado.

Sempre trabalhei pelo desenvolvimento do Mato Grosso do Sul e pelos interesses da nossa população. E reafirmo o compromisso de continuar trabalhando assim no Senado, se for a vontade do nosso povo.

Muito obrigado.

Vander Loubet
Deputado Federal e Presidente do Diretório Estadual do PT/MS
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/politica-deputado-federal-vander-loubet.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 16:57:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Com saída de Vander, PT passará aperto para eleger mais de um deputado federal ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/com-saida-de-vander-pt-passara-aperto-para-eleger-mais-de-um-deputado/465539/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/com-saida-de-vander-pt-passara-aperto-para-eleger-mais-de-um-deputado/465539/</guid>
				<description><![CDATA[A decisão do deputado federal Vander Loubet de não tentar a reeleição para poder disputar uma cadeira no Senado tende a agravar o cenário do PT em Mato Grosso do Sul para manter as atuais duas vagas do partido pelo Estado na Câmara dos Deputados.

O Correio do Estado apurou que, sem o parlamentar, que cumpre atualmente o sexto mandato consecutivo na Casa de Leis, estando em exercício desde 2003, quando foi eleito pela primeira vez, e, depois, reeleito em todas as eleições subsequentes (2006, 2010, 2014, 2018 e 2022), a legenda corre um sério risco de não fazer nenhum deputado federal no pleito do dia 4 de outubro.

Pois, diferentemente das últimas seis eleições, o parlamentar com a trajetória mais longa na bancada federal de Mato Grosso do Sul não tentará a reeleição, cabendo à deputada federal Camila Jara fazer a função de puxadora de votos para o PT no Estado e, dessa forma, garantir ao menos uma cadeira para a sigla na Câmara dos Deputados.

No entanto, ela está longe de ser um nome consolidado dentro do partido e com densidade eleitoral capaz de alcançar os votos suficientes para garantir mais de uma cadeira na Casa de Leis, pois, de acordo com estimativa apresentada pelo diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, uma vaga de deputado federal exige cerca de 172 mil votos – na prática, esse valor funciona como referência do quociente eleitoral e do quociente partidário em Mato Grosso do Sul.

O quadro se torna ainda mais desafiador diante da movimentação de outros partidos e pré-candidaturas competitivas para a Casa de Leis, como os da ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil) e dos deputados federais Rodolfo Nogueira (PL), Beto Pereira (Republicanos), Dagoberto Nogueira (PP), Geraldo Resende (União Brasil) e dr. Luiz Ovando (PP).

Além disso, para agravar a situação a decisão do vereador Marquinhos Trad (PV), ex-prefeito de Campo Grande, de entrar na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados pode impactar diretamente o desempenho do PT, ao atrair votos em um eleitorado urbano estratégico, especialmente na Capital, cidade que administrou por dois mandatos e pela qual foi eleito para a Câmara Municipal como um dos mais votados em 2024.

Isso porque o PV faz parte da Federação Partidária Brasil da Esperança, composta ainda por PT e PCdoB, ou seja, as três legendas atuam como se fossem um partido só na eleição proporcional (deputado federal e estadual), portanto, todos os votos dados para candidatos das três siglas entram no mesmo “bolo”.

Na prática, isso significa que um candidato do PV pode ajudar a eleger um do PT ou do PCdoB e vice-versa. No entanto, o ex-prefeito da Capital por dois mandatos larga com vantagem sobre outros nomes em construção, como o de Camila Jara, que ainda busca consolidar sua base eleitoral. 

O capital político acumulado à frente do Executivo municipal confere maior reconhecimento e capilaridade ao vereador, fatores que pesam em disputas proporcionais. 

Ainda assim, a vantagem individual de Marquinhos não garante, por si só, a abertura de espaço para mais de uma vaga dentro do mesmo campo político. 

O sistema proporcional, aliado à fragmentação partidária e à concorrência crescente, impõe um cenário de incerteza. Nesse contexto, o PT precisará ampliar sua votação de forma significativa para evitar um encolhimento na bancada federal.

Nos bastidores, lideranças petistas reconhecem que a ausência de Vander Loubet – tradicional puxador de votos – altera o equilíbrio interno e externo da disputa.

A estratégia agora passa por fortalecer nominatas e ampliar alianças, numa tentativa de compensar a perda de um dos principais nomes da sigla no Estado.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/montagem-camila-e-marquinhos.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 08:05:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lula diz que pediu retorno de agentes e delegados da PF para derrotar crime organizado]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-diz-que-pediu-retorno-de-agentes-e-delegados-da-pf-para-derrotar/465520/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-diz-que-pediu-retorno-de-agentes-e-delegados-da-pf-para-derrotar/465520/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 23, em uma agenda em Planaltina (DF), que ordenou ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, que convide os delegados e agentes da Polícia Federal (PF) que não estão atuando na corporação a assumirem os seus postos. Segundo Lula, a convocação é uma medida que visa derrotar o crime organizado.

"Ontem [quarta-feira, 22], eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vão ficar fora aqueles que são secretários de Estado, mas aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando, e não estão, todos vão ter que voltar porque nós vamos derrotar o crime organizado neste País", declarou o presidente.

Em fala de tom eleitoral, Lula disse que os brasileiros precisam retirar do Congresso Nacional parlamentares que utilizam a internet para propagar mentiras. Segundo Lula, no decorrer da campanha eleitoral, ele irá fazer falas mais contundentes contra os adversários.

"Então, essa gente que fica fazendo essa imbecilidade e mentindo na internet, esse ano, vocês têm que assumir a responsabilidade: nós precisamos desmascarar os mentirosos e as mentirosas desse país"

O presidente participou nesta quinta da Feira Brasil na Mesa, realizada no Embrapa Cerrados, na região administrativa de Planaltina, no Distrito Federal. O evento, que ocorre até o sábado, 25, apresenta tecnologias, produtos e experiências desenvolvidos a partir da pesquisa agropecuária brasileira.

Antes de discursar no evento, Lula visitou pomares e a feira organizada pela Embrapa. Falou brevemente no local. Em tom de brincadeira, disse que "quando eu viajar vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping" e "um para o Trump, para acalmar ele, jabuticaba é calmante". Nas últimas semanas, o petista tem se distanciado do presidente dos Estados Unidos, após meses de aproximação que culminaram na retirada de várias sanções contra os produtos brasileiros e autoridades brasileiras. 

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/lula-investimentos.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Trump diz que Irã está sob pressão e que navios dos EUA estão 'prontos para partir']]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/trump-diz-que-ira-esta-sob-pressao-e-que-navios-dos-eua-estao-prontos/465518/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/trump-diz-que-ira-esta-sob-pressao-e-que-navios-dos-eua-estao-prontos/465518/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente dos EUA, Donald Trump, subiu o tom em relação ao Irã nesta quinta-feira, 23, afirmando que, se não houver acordo, ele resolverá a questão militarmente e que navios americanos estão "prontos para partir" em direção ao Oriente Médio.

Em evento sobre acessibilidade aos cuidados de saúde, o republicano voltou a dizer que os EUA não estão sob pressão para acabar com a guerra. "Irã está sob pressão de tempo, não nós. Se o Irã não escoar o petróleo, a infraestrutura entrará em colapso Eles têm apenas alguns dias até que isso aconteça", enfatizou aos repórteres.

O mandatário também reafirmou que o país persa quer chegar a um acordo, mas que Teerã tem uma liderança totalmente nova e por isso eles estão "em conflito entre si". "Não sabemos quem é o líder. O Irã está adiando isso porque não sabemos com quem estamos falando", disse.

Trump elogiou o bloqueio americano, alegando que o país persa não está conseguindo fazer negócios e que derrubará os navios "arrogantes iranianos" que foram avistados.

Sem acordo, o presidente americano frisou que os EUA eliminarão o restante dos alvos, mas que não usaria armas nucleares contra o Irã. "Com ataques, achei que o petróleo subiria a US$ 200 por barril e que bolsas cairiam 20%", acrescentou, ponderando que os americanos vão pagar mais pela gasolina "por um tempo" por causa da guerra.

Sobre inteligência artificial (IA), o republicano mencionou que os EUA estão à frente da China na corrida de IA, com empresas de semicondutores de Taiwan e da Coreia do Sul se instalando no país. "Tarifas são responsáveis por aumento da produção de chips nos EUA; Teremos cerca de 50% do mercado em breve".

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/afp-20260129-94hg8mt-v1-midres-uspoliticstrump.webp" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Relator no STF, Fachin vota para declarar constitucionalidade da Lei Ferrari]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/relator-no-stf-fachin-vota-para-declarar-constitucionalidade-da-lei/465517/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/relator-no-stf-fachin-vota-para-declarar-constitucionalidade-da-lei/465517/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira, 23, para declarar a constitucionalidade da chamada Lei Ferrari, que regula as relações comerciais entre montadoras e concessionárias de veículos no Brasil. Ele é relator do caso. O julgamento foi iniciado nesta quinta.

"A regulação setorial deve e pode ser alvo de críticas e eventuais aprimoramentos, mas isso não significa inconstitucionalidade", afirmou Fachin, que defendeu a manutenção da lei como uma deferência à opção legislativa.

Vigente desde 1979, a lei estabelece regras para contratos de concessão entre fabricantes de veículos e suas redes de concessionárias. Entre outras coisas, ela permite exclusividades territoriais, limites de vendas e exigências de estoque e fidelização.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/12/edson-fachin-presidente-stf.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Vorcaro é submetido a exames e retorna para prisão na PF]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/vorcaro-e-submetido-a-exames-e-retorna-para-prisao-na-pf/465519/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/vorcaro-e-submetido-a-exames-e-retorna-para-prisao-na-pf/465519/</guid>
				<description><![CDATA[O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi levado ao hospital e passou por exames em Brasília nesta quinta-feira, 23. Ele ingressou no DF Star por volta das 12h50 e ficou no local até às 14h15. Depois, retornou para a Superintendência da Polícia Federal, onde está preso preventivamente por suspeita de fraudes na gestão da instituição financeira.

A saída foi autorizada nesta quarta-feira, 22, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, após o banqueiro ter relatado se sentir mal. O banqueiro recebeu atendimento médico na prisão e relatou ter urinado sangue. Mendonça determinou que a escolta de Vorcaro seria feita por agentes da Polícia Federal.

Ele passou por uma série de exames rotineiros e, segundo informação da CNN Brasil, caso os exames apontem um problema de saúde grave, a defesa avalia encaminhar ao STF um pedido de prisão domiciliar.

Ele foi preso no último dia 4 de março, por ordem de Mendonça, depois que a Polícia Federal entregou provas ao STF de que Vorcaro mantinha um braço armado, usado para ameaçar adversários e também para invadir sistemas de informática dos órgãos de investigação.

A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, palestrante no São Paulo Innovation Week, afirma que terceirizar decisões significa abrir mão de desenvolver o próprio cérebro.

&#39;Você não frita os neurônios nas telas, mas pode estar jogando sua vida pela janela&#39;

Vorcaro estava preso na penitenciária federal em Brasília mas, no dia 19, foi transferido de helicóptero para a Superintendência da PF na capital federal.

A defesa argumentou que a transferência era necessária porque o funcionamento da penitenciária dificultava as conversas com Vorcaro e as eventuais negociações do acordo de delação premiada com os investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da própria PF.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/capturar_16.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF valida restrições à compra de terras por estrangeiros]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/stf-valida-restricoes-a-compra-de-terras-por-estrangeiros/465515/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/stf-valida-restricoes-a-compra-de-terras-por-estrangeiros/465515/</guid>
				<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter as restrições para a compra de terras rurais no Brasil por empresas nacionais controladas por estrangeiros. Os ministros negaram uma ação movida pela Sociedade Rural Brasileira (SRB) contra lei de 1971 que rege o tema, e acolheram o processo da Advocacia-Geral da União (AGU) que pedia sua validação.

O julgamento havia sido suspenso em março por pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, que reajustou seu voto - inicialmente contrário às restrições. Em seu voto atualizado, proferido nesta quinta-feira, Moraes disse que as restrições são necessárias para salvaguardar a soberania nacional e minerais críticos.

Também votaram nesse sentido o relator, Marco Aurélio Mello (aposentado), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Edson Fachin.

O centro da controvérsia estava em definir se as empresas com capital majoritariamente estrangeiro devem se submeter às mesmas restrições impostas às empresas estrangeiras. De acordo com a lei questionada, as duas situações recebem o mesmo tratamento jurídico, o que foi contestado pela SRB.

Ao longo dos debates, ministros destacaram que praticamente todos os países do mundo têm algum controle sobre a aquisição de terras rurais por estrangeiros. Também consideraram que, apesar de ter sido editada antes de 1988, ela é compatível com a Constituição e necessária para proteger a soberania nacional.


“A lei não é anacrônica, pelo contrário”, disse o ministro Flávio Dino. “A apropriação de bases físicas dos países constitui uma dimensão fundamental da defesa da soberania, seja por conta dos recursos naturais, hídricos e os recursos do subsolo”, acrescentou.


Entre as restrições, está a exigência de autorização do Incra para aquisição de terras de até 100 módulos e aprovação do Congresso para compra de terras com mais de 100 módulos. O módulo é uma unidade medida em hectares, que varia para cada município.

Segundo o Incra, há 700 processos em curso e o prazo médio para análise dos pedidos de aquisição de terras é de seis meses.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/stf.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 16:46:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lula diz que Parlamento Europeu errou ao acionar Justiça por Acordo Mercosul-UE]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-diz-que-parlamento-europeu-errou-ao-acionar-justica-por-acordo/465507/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-diz-que-parlamento-europeu-errou-ao-acionar-justica-por-acordo/465507/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quinta-feira, 23, que a ofensiva judicial do Parlamento Europeu contra o acordo entre a União Europeia e o Mercosul foi feito por "gente ciumenta". Lula ainda se disse "otimista" sobre o futuro do acordo, mas afirmou que é preciso convencer o judiciário europeu.

"O Parlamento Europeu entrou com recurso na justiça da União Europeia, mas isso não impede que a gente continue negociando. O que é importante é que a gente consiga convencer também a União Europeia que isso é coisa de gente ciumenta que não conhece a qualidade do Brasil e que a gente não quer destruir o produto deles", afirmou o presidente brasileiro.

Lula também afirmou que, com o acordo em vigor, é preciso rediscutir a importância da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no cenário internacional.

O presidente também aproveitou o discurso em uma agenda feita nesta quinta-feira para alfinetar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Lula, enquanto o norte-americano quer "fazer guerra", o interesse brasileiro é o de auxiliar países africanos no setor agropecuário.

O presidente participou nesta quinta-feira da Feira Brasil na Mesa, realizada no Embrapa Cerrados, na região administrativa de Planaltina, no Distrito Federal. O evento, que ocorre até o sábado, 25, apresenta tecnologias, produtos e experiências desenvolvidos a partir da pesquisa agropecuária brasileira.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/lula-fies.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 13:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Pollon reafirma pré-candidatura e acirra disputa da direita ao Senado]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/pollon-reafirma-pre-candidatura-e-embaralha-disputa-ao-senado-pela/465506/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/pollon-reafirma-pre-candidatura-e-embaralha-disputa-ao-senado-pela/465506/</guid>
				<description><![CDATA[Em nota distribuída nesta quinta-feira (23), o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) garantiu ter o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e reafirmou sua pré-candidatura ao Senado  nas eleições de outubro deste ano.

Com este anúncio, o PL seque com três pretendenes às duas vagas disponíveis para Mato Grosso do Sul, já que o ex-governador Reinaldo Azambuja, o ex-deputado estadual Capitão Contar e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, também estão trabalhando para serem candidatos da direita no Estado. 

No dia 30 de março, durante evento de filiações, do qual Pollon não participou, o presidente regional do PL, Reinaldo Azambuja, afirmou que a definção sobre os dois nomes escolhidos deve ocorrer em julho, durante a convenção do partido. 

Conforme texto distribuído pela assessoria de Pollon,  "a decisão ocorre após a manifestação pública de Bolsonaro, que declarou apoio ao parlamentar e o apontou como seu nome de confiança para a disputa. Desde o início das articulações, Pollon manteve postura de alinhamento e respeito à liderança nacional, aguardando a definição antes de avançar com sua pré-candidatura."

Em entrevistas recentes, o deputado foi enfático ao destacar que sua decisão está diretamente ligada ao projeto político que integra. “Fui indicado para ser pré-candidato ao Senado. Não havia razão para seguir outro caminho”, afirmou.

Pollon também já havia sinalizado que está à disposição para cumprir a missão política que lhe for confiada. “Se essa for a missão, não há como dizer não. Estou pronto para servir”, declarou, reforçando o compromisso com o grupo e com os valores que defende.

A pré-candidatura, segundo o parlamentar, não se constrói em torno de interesses individuais, mas de um projeto mais amplo, com foco no fortalecimento de uma agenda alinhada às pautas defendidas nacionalmente.

No final de fevereiro, uma anotação feita por Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência, apontou que Pollon estaria cobrando R$ 15 milhões para desistir da disputa ao Senado.

Logo em seguida, Flávio veio a público confirmando a anotação, mas argumentou que seria somente para ele se lembrasse de alertar Pollon de que estava correndo um boato a seu respeito de que estaria fazendo a exigência para retirar sua pré-candidatura.  “Não estou à venda, estou à disposição de um propósito maior”, destacou nesta quinta-feira o parlamentar.

Defensor do armamentismo, em 2022 ele foi o deputado federal mais votado de Mato Grosso do Sul, com 103,1 mil votos. Ao longo do seu mandato diz ter conseguido R$ 115 milhões em recursos para os 79 municípios. Parte deste valor, de R$ 3 milhões, foi destinado a clubes de tiro. 

Com a pré-candidatura confirmada, promete iniciar uma nova etapa, com intensificação de agendas no Estado, fortalecimento de alianças e aproximação com lideranças regionais e com a população.

CONTRATO GENEROSO

Coincidência ou não, Pollon veio a público para reafirmar sua pré-candidatura ao Senado um dia depois de vir a público a informação de que o PL nacional estaria repassando R$ 150 mil mensais à agência de publicidade pertencente a Iara Dinis, esposa do Capitão Contar. 

Com validade até julho deste ano, foi assinado em dezembro do ano passado, dias depois da filiação de Renan Contar ao PL. O dinheiro público, do Fundo Partidário. 

Entre janeiro e março de 2026, a legenda já desembolsou R$ 370 mil em favor da empresa, levantando suspeitas sobre potencial conflito de interesses e o uso indireto de verba pública para estruturar e impulsionar a pré-campanha do político, que em 2022 disputou o Governo do Estado e perdeu para Eduardo Riedel no segundo turno. 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/pollon.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 13:17:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fábio Trad quer Lula de cabo eleitoral e choque de propostas para ir ao 2º turno]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/fabio-trad-quer-lula-de-cabo-eleitoral-e-choque-de-propostas-para-ir/465478/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/fabio-trad-quer-lula-de-cabo-eleitoral-e-choque-de-propostas-para-ir/465478/</guid>
				<description><![CDATA[As pesquisas mais recentes de intenção de votos em Mato Grosso do Sul indicam um cenário de ampla vantagem do governador Eduardo Riedel (PP) na corrida eleitoral e, em algumas simulações, seu desempenho o coloca com margem suficiente para vencer já no primeiro turno, dependendo da distribuição dos votos válidos e do nível de indecisos.

Diante desse cenário, o pré-candidato do PT ao cargo de governador, o ex-deputado federal Fábio Trad, já sinalizou a estratégia política que pretende adotar na campanha eleitoral para o pleito deste ano, com o objetivo de forçar a realização de um segundo turno contra o atual governador.

Conforme entrevista exclusiva concedida ontem ao Correio do Estado, ele pretende apostar em um debate regionalizado, focado nas demandas locais de Mato Grosso do Sul, aliado a uma comparação direta de propostas entre os candidatos à cadeira de chefe do Executivo estadual, principalmente as de Riedel.

Segundo Fábio Trad, a ideia é levar a disputa para um segundo turno com base no contraste de projetos para o Estado e, nesse sentido, sua campanha será inspirada na visão social do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que espera trazer a Mato Grosso do Sul para ajudar a pedir os votos dos sul-mato-grossenses.

No entanto, ainda de acordo com o pré-candidato petista, ele não pretende depender exclusivamente do apoio do chefe do Executivo nacional. 

“Eu aposto em um debate regionalizado e focado nas questões locais do Estado, inspirado na visão social de Lula. Não vou apostar só nele, vou apostar na comparação das propostas”, afirmou.

O ex-parlamentar federal também indicou que deseja convidar o presidente Lula para participar da campanha, como forma de fortalecer sua candidatura, e a executiva estadual do PT já está em contato com a nacional para trazer o chefe do Executivo para participar da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul.

Ainda assim, Fábio Trad pondera que a estratégia não pode ficar condicionada apenas à presença de Lula no Estado. 

“Pode ser trazer o presidente para somar na campanha? Pode, mas é imperativo não ficar apenas na dependência disso, pois os eleitores exigem mais do que apenas a presença do Lula, eles querem propostas”, argumentou.

Além do alinhamento com pautas sociais, o ex-deputado federal defende uma mudança na forma de governar, com maior participação popular.

“Para além da questão ideológica, vamos propor uma nova visão de estado, na qual haja participação de toda a sociedade, não apenas de um pequeno grupo que pensa ser dono do nosso povo”, declarou.

Com esse discurso, Fábio Trad busca se posicionar como uma alternativa competitiva, apostando no embate direto de ideias e na descentralização do debate político como caminho para avançar na disputa eleitoral.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/lula-e-fabio-trad-juntos.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PL usa Fundo Partidário para pagar R$ 150 mil mensais à agência da esposa de Capitão Contar]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/pl-usa-fundo-partidario-para-pagar-r-150-mil-mensais-a-agencia-da/465472/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/pl-usa-fundo-partidario-para-pagar-r-150-mil-mensais-a-agencia-da/465472/</guid>
				<description><![CDATA[A direção nacional do Partido Liberal (PL) firmou um contrato, custeado integralmente com recursos do Fundo Partidário, com a agência de publicidade de Iara Diniz Contar, esposa do ex-deputado e atual pré-candidato ao Senado pelo partido em Mato Grosso do Sul, Capitão Renan Contar. 

Firmado em dezembro de 2025, às vésperas do ano eleitoral, o acordo garante repasses mensais de R$ 150 mil à Diniz Ação em Marketing Ltda.. Coincide com a filiaçãoo de Contar ao PL, no dia 02 de dezembro de 2025, feita em Brasília e sem o conhecimento do diretório estadual do partido. 

Entre janeiro e março de 2026, a legenda já desembolsou R$ 370 mil em favor da empresa, levantando suspeitas sobre potencial conflito de interesses e o uso indireto de verba pública para estruturar e impulsionar a pré-campanha do político sul-mato-grossense. 

Filiação e contrato

A contratação da Diniz Ação em Marketing Ltda ocorreu no mesmo período em que Capitão Contar, que concorreu ao governo do estado em 2022  e chegou ao segundo turno contra Eduardo Riedel, consolidava sua filiação e pré-candidatura ao Senado pela legenda. O contrato, ao qual a reportagem teve acesso, foi assinado no dia 18 de dezembro de 2025 pelo representante legal do PL Nacional, Jucivaldo Salazar Pereira.

Apesar de o pagador ser o Diretório Nacional, sediado em Brasília, a Cláusula Primeira do contrato especifica que os serviços visam a “orientação de publicidade, marketing e produção de conteúdo do contratante no Estado do Mato Grosso do Sul e dos mandatários por ele indicados”. Na prática, a esposa do principal pré-candidato do partido no estado foi contratada para gerir a comunicação em Mato Grosso do Sul da sigla, apesar de representantes do partido em MS, que não quiseram se identificar, afirmarem que a agência não realiza nenhum trabalho para o PL/MS.

O vínculo tem validade estipulada até 31 de julho de 2026, data limite das convenções partidárias, momento em que a pré-campanha se converte em campanha oficial e as regras de financiamento eleitoral se tornam mais rígidas.

Achados fiscais

A análise dos controles de saída da conta bancária do PL revela uma rápida injeção de recursos logo no início de 2026:

09 de janeiro de 2026: Pagamento da Nota Fiscal nº 4483/U no valor de R$ 70.000,00.

06 de fevereiro de 2026: Pagamento referente à Nota Fiscal nº 4485/U, no valor bruto de R$ 150.000,00.

09 de março de 2026: Pagamento da Nota Fiscal nº 4487/U, totalizando mais R$ 150.000,00.

Um detalhe fiscal expõe a recente adaptação da empresa aos altos repasses. Uma “Nota Explicativa” interna do PL mostra que as duas primeiras notas fiscais (4483 e 4485) foram emitidas com a indicação de que a empresa não era optante pelo Simples Nacional, o que levou o partido a reter R$ 13.530,00 em impostos (IRRF, PIS, COFINS, CSLL) na fonte.

Dias depois, a agência de Iara Diniz contestou os descontos, apresentando um comprovante de que a empresa havia ingressado no regime do Simples Nacional exatamente no dia 1º de janeiro de 2026, apenas 13 dias após assinar o contrato de R$ 150 mil/mês com o PL. O partido, então, providenciou depósitos compensatórios nos dias 13 de fevereiro e em março para devolver os valores retidos à agência.

A descrição dos serviços nas notas fiscais engloba de forma genérica atividades de “marketing digital, produção audiovisual, criação de conteúdo e assessoria de imprensa”. Para especialistas em direito eleitoral consultados pela reportagem, embora a contratação de empresas de parentes de filiados pelo diretório não seja um crime explicitamente tipificado na legislação partidária fora do período eleitoral, o desenho da operação acende um alerta vermelho.

“Se a agência contratada com o Fundo Partidário estiver, na prática, trabalhando para construir a imagem de um pré-candidato específico disfarçada de ‘comunicação institucional’ do partido no estado, isso pode configurar desvio de finalidade dos recursos públicos e abuso de poder econômico pré-eleitoral”, explica o advogado Leonardo Avelino Duarte, do escritório Avelino Duarte, especialista em direito eleitoral. 

“A Lei dos Partidos Políticos exige que o Fundo seja usado estritamente para a manutenção da sigla e campanhas institucionais”, salienta.

Outro lado

Com a palavra, a executiva do PL:

"Esse contrato que se referem é público, transparente e está integralmente registrado na Justiça Eleitoral e no Portal da Transparência, como exige a legislação para qualquer uso de Fundo Partidário. Quando alguém quer esconder algo, não firma um contrato público, com objeto, valores, prazos e notas fiscais disponíveis para conferência. 

Trata-se de um trabalho técnico de comunicação, com escopo claro: branding e posicionamento, marketing digital, produção audiovisual, eventos, treinamentos, assessoria de imprensa e criação de conteúdo para o PL em Mato Grosso do Sul, dentro do período pré-eleitoral. Transformar isso em insinuação política, apenas porque sou esposa do Capitão Contar, é ignorar a legislação, a natureza do serviço e a minha trajetória profissional.

Minha agência tem mais de 25 anos de atuação em comunicação estratégica, com cases relevantes no setor público e privado, sempre contratados dentro da legalidade e submetidos aos órgãos de controle. O convite feito à Diniz é um reconhecimento dessa história profissional, não um privilégio, e foi formalizado em contrato com o diretório nacional do PL, com vigência e limites definidos.

Todos os pagamentos seguem as regras eleitorais e fiscais, com emissão de nota fiscal, recolhimento de tributos e registro nos sistemas oficiais. Inclusive, eventuais ajustes tributários, como a opção pelo Simples Nacional, foram documentados, esclarecidos ao partido e corrigidos de forma transparente, justamente porque não há nada a esconder. 

Não é razoável tentar transformar transparência em suspeita nem desqualificar uma empresa super qualificada e idônea, quando o que está em análise é a capacidade técnica e o cumprimento da lei. 

O debate precisa ser sério: questionar contratos é legítimo em uma democracia, mas é preciso fazê-lo com responsabilidade, com base em fatos e documentos, não em ilações para desgastar politicamente o Capitão Contar ou qualquer pré-candidato."
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/politica-capitao-contar-e-iara-diniz.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 20:42:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[CCJ da Câmara aprova admissibilidade de PECs do fim da jornada 6x1]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/ccj-da-camara-aprova-admissibilidade-de-pecs-do-fim-da-jornada-6x1/465458/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/ccj-da-camara-aprova-admissibilidade-de-pecs-do-fim-da-jornada-6x1/465458/</guid>
				<description><![CDATA[A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 22, o relatório favorável do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) para as duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que definem o teto de oito horas diárias e 36 horas semanais de trabalho. A votação foi feita de forma simbólica - sem registro individual dos votos.

Agora, os projetos seguem para análise de mérito em uma comissão especial, que ainda será criada.

A expectativa é que o texto seja votado no plenário da Casa em maio.

O fim da jornada 6x1 é uma das bandeiras do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para tentar a reeleição.

As PECs foram apresentadas pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), em 2019, e pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), em 2026. O parecer de Azi não trata do mérito das PECs, ou seja, dos conteúdos propostos. A competência do relator na CCJ é examinar somente se as propostas não afrontam os princípios constitucionais.

A PEC de Reginaldo Lopes institui na Constituição um dispositivo que prevê "duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho". Segundo o texto, a nova regra entra em vigor 10 anos após a data da publicação da emenda constitucional

A PEC de Erika Hilton também prevê um teto de oito horas diárias e 36 semanais, mas o dispositivo estabelece jornada de trabalho de quatro dias por semana, o que transformaria a escala 6x1 em escala 4x3. Além disso, o texto define que a emenda constitucional entra em vigor um ano após a data da sua publicação.

Em seu parecer, Azi pontuou a necessidade de se discutir regras de progressividade ou de transição. Também defendeu abrir espaço para as negociações coletivas. Além disso, afirmou que a mudança deve passar por discussões sobre os impactos à Seguridade Social e uma forma de compensação econômica para os empregadores.

"A adoção de instrumentos mitigatórios demanda análise cautelosa, com base em estudos de impacto financeiro e atuarial, especialmente quanto à sua focalização setorial, a fim de evitar distorções e efeitos adversos sobre as contas públicas", escreveu o deputado.

Governistas argumentaram que o fim da 6X1 reduzirá a taxa de desemprego, porque as empresas terão de contratar mais pessoas para adequar o quadro de funcionários.

"Vai ter o efeito da geração de um maior número de vagas, justamente para dar conta da demanda de atendimento, principalmente na área de serviços", afirmou a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

Já parlamentares de oposição alegaram que a mudança afetará os negócios e que o preço será repassado para os consumidores. "Micro e pequenas empresas têm poucos funcionários. A contratação de um funcionário a mais impacta diretamente no custo, podendo até fechar esses postos de trabalho ou essas empresas não terem mais a condição de manter seu negócio aberto", falou Lucas Redecker (PSD-RS).

O líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu compensações a setores prejudicados e afirmou que a bancada apresentará uma sugestão para adotar o modelo de pagamento por hora trabalhada.

Projeto de lei do governo

Na semana passada, o governo encaminhou ao Congresso um projeto de lei sobre o mesmo tema, que tramitará paralelamente às PECs. A proposta conta com dispositivos que estabelecem que a duração normal do trabalho não poderá exceder a oito horas diárias e 40 horas semanais. Também determina que os trabalhadores terão direito a dois repousos semanais remunerados, de 24 horas consecutivas cada.

De acordo com o projeto, os repousos semanais remunerados "deverão coincidir, preferencialmente, com o sábado e o domingo, ressalvadas quanto à escolha dos dias as peculiaridades de cada atividade ou negociação coletiva de trabalho".

Protocolado como PL 1838/2026, o texto está sob urgência constitucional. O mecanismo estabelece o prazo de 45 dias para os deputados realizarem a votação da proposta. Caso o período seja extrapolado, o projeto tranca a pauta.

No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que não nomeará um relator para o projeto de lei e que manterá o calendário de tramitação da matéria por meio de PEC.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, negou que o projeto de lei vá competir com as PECs que já tramitam na Câmara "Os dois são importantes", disse. "Não estamos votando para competir um instrumento contra o outro."

Segundo o ministro, o projeto de lei é importante para reduzir a escala imediatamente. Já a PEC serviria para consolidar o fim da escala, obrigando que um eventual aumento do tempo trabalhado, no futuro, exija também uma emenda à Constituição.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/01/camara-dos-deputados-edital-retificado.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 17:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Rose nega largar disputa pela Câmara dos Deputados para ser vice de Riedel]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/rose-nega-largar-disputa-pela-camara-dos-deputados-para-ser-vice-de/465418/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/rose-nega-largar-disputa-pela-camara-dos-deputados-para-ser-vice-de/465418/</guid>
				<description><![CDATA[Pré-candidata a deputada federal pelo União Brasil em Mato Grosso do Sul, Rose Modesto negou, ontem, a possibilidade de disputar a eleição como vice-governadora na chapa encabeçada pelo atual governador Eduardo Riedel (PP).

Em declaração exclusiva ao Correio do Estado, ela classificou os rumores como especulação e reafirmou seu foco em conseguir novamente uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições gerais de 4 de outubro.

“Minha disputa eleitoral será para deputada federal pelo meu Estado. O resto é só especulação. Como deputada federal, consigo contribuir mais com Mato Grosso do Sul e estou focada nisso”, afirmou a presidente estadual do União Brasil.

A pré-candidata destacou que sua decisão está alinhada com um projeto político voltado ao fortalecimento do Estado por meio da atuação em Brasília (DF), com ênfase na captação de recursos e na formulação de políticas públicas.

Segundo Rose Modesto, as prioridades incluem o desenvolvimento social e econômico, a geração de empregos e a valorização dos servidores públicos.

“Meta é continuar lutando por mais desenvolvimento social e econômico, por mais oportunidades de trabalho, valorização dos servidores públicos, combate à violência contra mulheres e crianças, reestruturando as redes de proteção”, reforçou.

Ela também ressaltou a importância de direcionar esforços para atender às demandas de todo Mato Grosso do Sul, com atenção especial a Campo Grande.


“Quero buscar recursos em Brasília para ajudar o Estado e, em especial, ajudar a Capital, que é importante demais para todos os municípios e hoje passa por muitas dificuldades”, completou.


Com a declaração, a pré-candidata tenta encerrar as especulações sobre sua possível participação na chapa majoritária e reforça sua intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em outubro próximo.

MESMA FEDERAÇÃO

Mesmo diante das especulações sobre a composição da chapa majoritária para as eleições deste ano, Rose Modesto lembrou que o cenário político atual também aponta para a inviabilidade dessa composição.

Isso porque União Brasil e PP integram a mesma federação partidária, a União Progressista, o que, na prática, reduz o espaço para articulações internas na formação de chapas, visto que partidos costumam buscar alianças externas para ampliar a base de apoio e o tempo de campanha.

Outro fator que reforça essa leitura é o compromisso já firmado pelo governador Eduardo Riedel com seu atual vice, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, que deixou o PSD e se filiou ao Republicanos justamente para manter a atual aliança política e viabilizar a continuidade na chapa majoritária.

Nos bastidores, a permanência de Barbosinha como vice é tratada como consolidada, o que praticamente inviabiliza mudança nesse posto.

A movimentação partidária do vice-governador é vista como estratégica para garantir equilíbrio na composição política e ampliar o arco de alianças, ao incluir uma sigla fora da federação liderada por PP e União Brasil.

Diante desse contexto, a pré-candidata Rose Modesto mantém o foco na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, reforçando que sua prioridade é atuar em Brasília na busca por recursos e políticas públicas para Mato Grosso do Sul.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/rose-modesto-candidata.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lula defende que empresas brasileiras atuem em Portugal]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-defende-que-empresas-brasileiras-atuem-em-portugal/465405/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-defende-que-empresas-brasileiras-atuem-em-portugal/465405/</guid>
				<description><![CDATA[Em visita a Lisboa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (21) que Portugal pode ser a principal porta de acesso dos interesses empresariais brasileiros na Europa. A declaração considera a entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia, em 1º de maio.

Lula se reuniu pela primeira vez com o presidente português, António José Seguro, empossado em 9 de março. Após o encontro com o chefe de Estado, no Palácio Nacional de Belém, almoçou com o chefe de governo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, no Palácio São Bento.

O presidente brasileiro defendeu a integração econômica com Portugal e a possibilidade de que empresas brasileiras atuem em território português. Lula citou o exemplo da Embraer, que mantém parque industrial em Évora desde 2012.


“A gente pode repetir vários acontecimentos, como a Embraer, aqui em Portugal. A Embraer é a demonstração mais bem-sucedida de uma empresa brasileira que está aqui ajudando a construir coisas em Portugal”, afirmou, em fala dirigida ao primeiro-ministro.


Comércio

A corrente de comércio entre Brasil e Portugal somou em exportações e importações US$ 4,5 bilhões em 2025. O Brasil tem superávit de US$ 2 bilhões.

Além da indústria aeronáutica, empresas brasileiras têm investimentos em Portugal nas áreas de siderurgia e máquinas e equipamentos.

Portugal, por sua vez, se destaca no fornecimento de petróleo e gás ao Brasil, e com investimentos em infraestrutura e no setor elétrico.

Imigrantes brasileiros

Durante a visita, também foi discutida a presença da comunidade brasileira em Portugal. O primeiro-ministro português afirmou que “os brasileiros que procuram Portugal, que neste momento são mais de 500 mil, têm vindo para trabalhar, para desenvolver os seus projetos de vida, e têm tido uma integração social e econômica absolutamente impecável.”

Montenegro admitiu, no entanto, que já ocorreram incidentes com os brasileiros em Portugal. Para ele, são situações pontuais.


“Isto não significa que não possa ter havido, aqui ou ‘acolá’, um foco de perturbação”, disse.


O número de brasileiros em Portugal é cerca de cinco vezes superior ao total de lusitanos no Brasil – 104 mil, segundo o Censo 2022 (IBGE), o segundo maior grupo de estrangeiros no Brasil.

Em frente ao Palácio de Belém, manifestantes brasileiros e portugueses a favor e contra o presidente Lula se reuniram ao longo do dia. De acordo com a Rádio e Televisão de Portugal (RTP), as concentrações foram delimitadas por grades e fitas da polícia, e não houve registro de confrontos.

Volta ao Brasil

A passagem de Lula por Portugal se dá no Dia de Tiradentes, 21 de abril. O feriado lembra o mártir da Inconfidência Mineira e símbolo da luta por liberdade e Independência do Brasil, ex-colônia de Portugal.

A viagem de Lula a Lisboa ocorreu após visitas à Espanha, nos dias 17 e 18, e à Alemanha, em 19 e 20.

Na Espanha, o presidente do Brasil participou da 1ª Cúpula Brasil-Espanha e da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre. Na Alemanha, Lula visitou a Feira Industrial de Hannover, esteve no Encontro Econômico Brasil-Alemanha e nas Consultas Intergovernamentais de Alto Nível

O presidente Lula deverá estar de volta ao Brasil ainda nesta noite, após escala na Ilha do Sal, em Cabo Verde. A previsão da chegada do voo presidencial é às 23h50, na Base Aérea de Brasília.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/55221588351-3a6240f274-o.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 20:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Cármen Lúcia vota pela condenação de Eduardo Bolsonaro por difamação]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/carmen-lucia-vota-pela-condenacao-de-eduardo-bolsonaro-por-difamacao/465394/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/carmen-lucia-vota-pela-condenacao-de-eduardo-bolsonaro-por-difamacao/465394/</guid>
				<description><![CDATA[Ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia acompanhou integralmente o voto do relator Alexandre de Moraes para condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por crime de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

Moraes é o relator da ação penal que está em julgamento na corte e entendeu que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser condenado a um ano de prisão em regime aberto. O processo foi movido contra Eduardo Bolsonaro após uma postagem nas redes sociais.

Em 2021, Eduardo escreveu que o projeto de lei proposto pela parlamentar paulista para garantir a distribuição gratuita de absorventes íntimos para a população teria o objetivo de atender interesses empresariais de "seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann", acionista de uma companhia que fabrica produtos de higiene pessoal.

Ao votar pela condenação, Moraes entendeu que ficou configurada a difamação contra a deputada. O caso é julgado pelo plenário virtual do Supremo.

Até o momento, com a decisão de Cármen seguindo o relator, o julgamento conta com dois votos favoráveis à condenação. O prazo para o julgamento termina no dia 28 de abril. Faltam os votos de oito ministros.

Durante a tramitação do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro disse que as declarações foram feitas no âmbito da imunidade parlamentar.

Na noite desta segunda-feira (20), em postagem nas redes sociais, o ex-deputado publicou imagens do casamento de Tabata Amaral com João Campos, prefeito do Recife, em uma cerimônia da qual participou, como convidado, o ministro Alexandre de Moraes.

"Na mesma imagem, a autora do processo contra mim (Tabata) e o &#39;juiz&#39; (Moraes) que me condenou a um ano de prisão + multa, tudo no casamento dela!", escreveu o deputado.

"Isso que se tornou o Brasil com a associação Lula-Moraes. Já imaginou ser condenado por um juiz amigo daquela que te processa?", acrescentou.

Tabata Amaral não se manifestou publicamente sobre o andamento da votação no STF.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato por acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

 

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2023/06/carmem_1.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 12:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Cúpula da Justiça Eleitoral debaterá em Campo Grande fake news criadas por IA]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/cupula-da-justica-eleitoral-debatera-em-campo-grande-fake-news-criadas/465379/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/cupula-da-justica-eleitoral-debatera-em-campo-grande-fake-news-criadas/465379/</guid>
				<description><![CDATA[De 22 a 24 de julho, o auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande, vai receber a cúpula da Justiça Eleitoral para a 59ª edição do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais do Brasil (Ccorelb), tendo como um dos principais focos o debate para combater as fake news impulsionadas por inteligência artificial (IA) nas eleições deste ano.

Conforme o juiz eleitoral Olivar Augusto Roberti Coneglian, que atua como auxiliar da Vice-Presidência e da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), esse tema vem ganhando centralidade no debate eleitoral brasileiro diante dos desafios impostos pelas novas tecnologias.

Para isso, de acordo com ele, o evento reunirá autoridades de todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do Brasil, além de representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consolidando-se como um dos principais fóruns de articulação da Justiça Eleitoral no País.

O magistrado sul-mato-grossense explicou que o Ccorelb é um colegiado que reúne corregedores eleitorais de todo o Brasil para debater e aprimorar práticas relacionadas com a gestão, fiscalização e regularidade dos serviços eleitorais. 

Realizados três vezes ao ano, os encontros funcionam como espaços estratégicos para troca de experiências, alinhamento de procedimentos e fortalecimento da atuação conjunta da Justiça Eleitoral.

Olivar Augusto Coneglian acrescentou que Campo Grande foi escolhida para sediar a 59ª edição do
Ccorelb, que é a última antes da eleição deste ano, por vários motivos. “O principal é que o TRE-MS está há vários anos entre as cortes eleitorais que mais rapidamente apura as eleições. E, mais que isso, Mato Grosso do Sul é um dos estados que têm um melhor desenvolvimento do pleito, isso significa que a população tem acesso fácil às urnas e consegue desenvolver a contento seu direito ao voto”, argumentou.

Entre os temas em destaque nesta edição, além do enfrentamento à desinformação produzida com o uso de inteligência artificial, estarão as auditorias periódicas que garantem a segurança das urnas eletrônicas e do sistema de votação brasileiro – frequentemente apontado como referência internacional –, bem como estudos voltados à melhoria da logística eleitoral. 

A redução de filas em locais de votação, problema recorrente em grandes centros urbanos e regiões com alta densidade eleitoral, também deve entrar na pauta. “O avanço das tecnologias exige uma atuação cada vez mais coordenada da Justiça Eleitoral, especialmente no enfrentamento às fake news produzidas por inteligência artificial, que representam um dos maiores desafios para a lisura do processo eleitoral”, assegurou.

Por isso, os corregedores e equipes das corregedorias, além da organização das eleições, também debaterão o assunto. “Combater a produção e a disseminação das notícias falsas sempre foi e sempre será uma das obrigações da Justiça eleitoral”, reforçou.

Dentro desta máxima, ele pontuou que, apesar de ter ainda muito para se estudar e decidir sobre IA, um entendimento que vem se fixando é que não é o caso de só se sancionar quem produz, mas também quem divulga e quem se beneficia do falso. 

“Não basta a pessoa alegar que não sabia que uma notícia que reenviou era falsa, cada cidadão tem a obrigação de verificar antes de replicar”, alertou.

O magistrado ainda explicou que devem ser discutidas iniciativas de modernização dos serviços prestados ao eleitor, como o uso de ferramentas digitais, a ampliação do atendimento remoto e estratégias para aumentar a transparência e a confiança pública nas eleições.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/whatsapp-image-2026-04-21-at-100952-am.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 08:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Caiado afirma que Kassab seria nome ideal para vice em chapa: 'Perfeito, completo em tudo']]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/caiado-afirma-que-kassab-seria-nome-ideal-para-vice-em-chapa/465365/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/caiado-afirma-que-kassab-seria-nome-ideal-para-vice-em-chapa/465365/</guid>
				<description><![CDATA[Pré-candidato à Presidência pelo PSD, o ex-governador goiano Ronaldo Caiado afirmou que o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, seria o nome ideal para compor sua chapa como vice.

A declaração foi dada neste domingo, 19, durante agenda em que os dois participaram no Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP).

"Era perfeito, completo em tudo. Maior articulador. Já tenho o seu apoio. Pode ter certeza, isso daí fecharia com chave de ouro", disse Caiado a jornalistas.

Segundo o ex-governador de Goiás, a negociação sobre a formação da chapa tem sido articulada dentro do partido.

"Nós estamos evoluindo, mas, neste momento, eu quero deixar claro que nós estamos evoluindo mais na parte da construção do plano de governo.", disse. A previsão é que a construção do programa seja finalizada até a convenção do PSD, prevista para julho.

Ronaldo Caiado foi escolhido pré-candidato ao Planalto pela sigla no fim do mês passado. Após a desistência do governador paranaense Ratinho Júnior, o PSD deveria optar entre Caiado e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), Kassab registrou o compromisso em Guaratinguetá e ressaltou que após a cerimônia no santuário, o prefeito Junior Filippo (PSD) e "lideranças políticas e empresariais da região" ofereceram um almoço a Caiado.

No passado, a relação entre os dois já foi marcada por embates públicos. Em 2015, então senador, Caiado se referiu a Kassab como "traíra" e "cafetão do Planalto", acusando-o de cooptar parlamentares. Também afirmou que ele tinha "caráter líquido" e se moldava "ao formato do poder".

As postagens no X em que os comentários foram feitos já não estão mais no ar. Gilberto Kassab comentou o assunto no início do ano, pouco depois da filiação de Caiado ao PSD, quando prints das publicações voltaram a circular nas redes.

Segundo o dirigente, os dois mantêm uma relação de amizade "há muitos anos" e as críticas ocorreram em um momento de "muito estresse", em que o PSD se consolidava e o então Democratas (DEM), ao qual Caiado era filiado, atravessava uma crise interna

O presidente do PSD afirmou ainda que, poucos dias depois das publicações, Caiado entrou em contato para se retratar. "O Caiado ligou, pediu desculpas e, durante esses anos todos, tivemos várias oportunidades juntos. Eu posso dizer que somos amigos e há muito respeito da minha parte com ele e dele comigo", disse.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/2026420154614-768.webp" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Gilmar pede a Moraes para investigar Zema no inquérito das fake news por vídeo com sátira a STF]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/gilmar-pede-a-moraes-para-investigar-zema-no-inquerito-das-fake-news/465367/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/gilmar-pede-a-moraes-para-investigar-zema-no-inquerito-das-fake-news/465367/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a investigação do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por compartilhar em suas redes sociais um vídeo com uma sátira aos ministros da Corte. Procurado por meio de sua assessoria, Zema não se manifestou até o fechamento deste texto

Na representação, Gilmar apontou a suspeita de indícios de crime em uma publicação feita por Zema, que deixou o governo de Minas em março para ser pré-candidato à Presidência da República. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S Paulo e confirmada pelo Estadão.

Moraes pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a inclusão de Zema no inquérito.

O vídeo publicado por Zema retratava uma conversa entre dois bonecos, caracterizados por desenhos de fantoches, que representariam Dias Toffoli e Gilmar Mendes. No vídeo, Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado.

Com um diálogo marcado por ironias e caricaturas, Gilmar responde que anularia as quebras e pede em troca uma cortesia no resort Tayayá, no qual Toffoli possuía participação acionária.

A sátira se baseia no fato de que Gilmar Mendes efetivamente proferiu decisão anulando as quebras de sigilo da Maridt. Essa é a empresa de Toffoli e dos irmãos do ministro que recebeu aportes de um fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, como mostrou o Estadão.

Na representação enviada a Moraes, Gilmar escreveu que o vídeo "vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa".

Críticas ao STF

Nas últimas semanas, Zema endureceu o tom contra o STF em discursos públicos.

Em um evento no dia 13 de abril, ele afirmou: "O STF era um lugar que nós tínhamos uma certa confiança, mas já estava cheirando mal há alguns anos. Agora, realmente, aflorou toda a podridão que está lá dentro".

No lançamento de seu programa de governo, no dia 16, ele disse que, caso fosse eleito presidente da República, iria "propor ao Congresso um novo Supremo".

Zema e Gilmar chegaram a protagonizar um embate público. Diante da série de críticas, Gilmar lembrou nas redes sociais que o ex-governador de Minas havia acionado o STF para adiar o pagamento de parcelas da dívida estadual com a União.

Zema rebateu publicamente: "Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida."
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/romeu-zema.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Simone Tebet rechaça ser vice de Haddad em São Paulo ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/simone-tebet-rechaca-ser-vice-de-haddad-em-sao-paulo/465360/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/cidades/simone-tebet-rechaca-ser-vice-de-haddad-em-sao-paulo/465360/</guid>
				<description><![CDATA[A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), afirmou nesta segunda-feira (20) que não há qualquer possibilidade de integrar como vice a chapa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), na disputa pelo governo de São Paulo em 2026. Segundo ela, nunca houve conversas sobre o tema, nem com Haddad nem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eles sabem que sou candidata ao Senado ou a nada”, declarou Tebet ao portal Metrópoles, ao comentar informações de bastidores que apontavam seu nome como opção para vice-governadora.

A reação ocorre após a divulgação de um levantamento interno encomendado pela campanha de Haddad indicar Tebet como o nome com maior potencial eleitoral para compor a chapa.

De acordo com a apuração do jornalista Igor Gadelha, a ministra teria apresentado desempenho superior a outros nomes testados, como a pecuarista Teka Vendramini (PDT), o ex-ministro Márcio França (PSB), a ministra Marina Silva (Rede), a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e o ex-deputado Marcelo Barbieri (PDT).

Apesar do desempenho, Tebet minimizou a possibilidade e avaliou que seu nome pode ter sido incluído no levantamento por interesse do PT em compor uma chapa com uma mulher.

Mesmo fora da disputa pelo Executivo estadual, Tebet aparece bem posicionada na corrida ao Senado por São Paulo.

Pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em março, aponta a ministra como favorita em cenários sem a presença de Haddad.

Nos cenários testados, Tebet lidera com intenções de voto que variam entre 16% e 22%, seguida por Marina Silva, com 15% a 19%, e pelo secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite (PP), com 15% a 18%.

Quando Haddad é incluído nas simulações, ele assume a liderança, com índices entre 22% e 24%. Nesse cenário, Tebet aparece com cerca de 16%, enquanto Marina e Derrite ficam na faixa dos 15%.

Outros nomes testados incluem Ricardo Salles (Novo), com 12% a 14%; Rodrigo Garcia, com 11% a 13%; e o coronel Mello Araújo (PL), com cerca de 11%.

O levantamento também indica maior indefinição do eleitorado na escolha do segundo voto para o Senado. Enquanto apenas 1% dos entrevistados dizem não saber em quem votar para a primeira vaga, esse número sobe para 22% no segundo voto. Já os votos brancos e nulos passam de 2% para 11% entre a primeira e a segunda escolha.

Os dados sugerem que mais de 30% do eleitorado ainda não definiu o segundo voto, mantendo a disputa aberta.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 6 e 7 de março de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O perfil dos entrevistados mostra maioria feminina (53%), com predominância de eleitores entre 35 e 59 anos (47%) e renda de dois a cinco salários-mínimos (39%).

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/simone-tebet-haddad.png" medium="image"/>
				
				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 16:15:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Contradições ideológicas causam atrito entre Dagoberto e Ovando dentro do PP]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/contradicoes-ideologicas-causam-atrito-entre-dagoberto-e-ovando-dentro/465338/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/contradicoes-ideologicas-causam-atrito-entre-dagoberto-e-ovando-dentro/465338/</guid>
				<description><![CDATA[Durante o ato de filiação ao PP, realizado na noite de 31 de março, em Campo Grande, que reuniu lideranças políticas do centro e da direita em Mato Grosso do Sul, o ingresso no partido do deputado federal ex-tucano Dagoberto Nogueira evidenciou divergências ideológicas dentro da sigla, gerando um embate público entre ele e o também deputado federal dr. Luiz Ovando (PP).

O Correio do Estado apurou que, ao discursar, o dr. Luiz Ovando ironizou o novo colega de legenda ao afirmar que ele costumava votar, na Câmara dos Deputados, a favor de projetos do governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e disse esperar que essa postura fosse revista com a mudança de sigla.

 Em resposta, ao chegar sua vez de também discursar, Dagoberto rebateu na mesma moeda, lembrando que Luiz Ovando iniciou sua trajetória política no extinto Partido Popular Socialista (PPS), antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB).

O argumento foi usado pelo ex-PSDB para relativizar a crítica e destacar que mudanças de posicionamento fazem parte da dinâmica política, entretanto, o episódio expôs publicamente um desconforto que já era percebido nos bastidores do PP.

Apesar de filiado a uma legenda tradicionalmente posicionada no centro-direita, Dagoberto tem se destacado por adotar posturas frequentemente associadas à esquerda no Congresso.

Ao longo de sua trajetória, acumula votações e posicionamentos alinhados a pautas sociais e trabalhistas, além de críticas a agendas mais liberalizantes, afinal, antes de ingressar no PSDB, ele foi do PDT.
 

Nos bastidores, o desalinhamento ideológico tem provocado desgaste interno. Integrantes dos Progressistas relatam insatisfação com a atuação do parlamentar, considerada por parte da sigla como distante das diretrizes partidárias.

O cenário tem gerado ruídos nas articulações políticas e dificultado a construção de consensos dentro da legenda. Além das tensões internas, esse posicionamento pode trazer reflexos eleitorais, afetando a reeleição de Dagoberto Nogueira.

A avaliação é de que eleitores mais conservadores tendem a resistir a candidatos identificados com pautas de esquerda, mesmo estando em uma sigla de centro-direita, bem como a militância progressista pode demonstrar cautela em apoiar nomes vinculados a partidos da esquerda.

Nesse contexto, as estratégias de campanha e o discurso político adotado devem ser determinantes para a viabilidade eleitoral. O caso evidencia a complexidade do cenário político brasileiro, em que as fronteiras ideológicas nem sempre seguem rígidamente as diretrizes partidárias e em que trajetórias individuais influenciam diretamente o posicionamento.

MESMO DESAFIO

Situação semelhante ocorre com outro deputado federal ex-tucano, o médico Geraldo Resende, que trocou o PSDB pelo União Brasil, e que, embora tenha se filiado ao partido de centro-direita, também adota posturas frequentemente associadas à esquerda.

Sua atuação é marcada por forte ênfase na área da saúde pública, com defesa recorrente do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e da ampliação de investimentos federais no setor desde quando foi secretário estadual de Saúde em plena pandemia da Covid-19, batendo de frente com o posicionamento do ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), em relação à doença.

Assim como no caso de Dagoberto, o posicionamento de Geraldo Resende também gera desconforto interno no partido, fazendo com que ambos corram sérios riscos de terem comprometidas as respectivas reeleições.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/montagem-2.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 08:05:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Eleições 2026: AGU orienta agentes públicos sobre condutas proibidas]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/eleicoes-2026-agu-orienta-agentes-publicos-sobre-condutas-proibidas/465312/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/eleicoes-2026-agu-orienta-agentes-publicos-sobre-condutas-proibidas/465312/</guid>
				<description><![CDATA[Agentes públicos não devem divulgar ou contribuir para a disseminação de notícias falsas, sob risco de serem punidos por abuso de poder político e econômico. Não podem usar bens ou serviços públicos para favorecer a qualquer candidatura. O que, no caso dos que ocupam cargos eletivos, inclui transformar eventos oficiais em atos de campanha, dos quais, aliás, só podem participar fora do horário de trabalho.

As recomendações, como a obrigação de, no exercício da função pública, observar aos cinco princípios da administração pública - legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência -, constam da cartilha produzida pela Advocacia-Geral da União (AGU) para orientar agentes públicos e gestores sobre as práticas permitidas e proibidas durante o período eleitoral.

“É permanentemente vedada a disseminação, o endosso ou o compartilhamento de informações sabidamente falsas, descontextualizadas ou não verificadas [fake news], bem como de conteúdos que promovam discurso de ódio, discriminação, incitação à violência, ataques pessoais, desqualificação moral ou afronta à dignidade de pessoas ou grupos”, alerta a publicação ao tratar do uso indevido das redes sociais e da disseminação de desinformação.

“Em período eleitoral, a observância desses deveres deve ser redobrada, em razão do elevado potencial de impacto das manifestações públicas das autoridades sobre o debate democrático e sobre a confiança da sociedade nas instituições”, recomenda a AGU na cartilha.

Mesmo que não configurem infração eleitoral, algumas condutas podem ser tipificadas como infração ética por implicarem um conflito entre o exercício da função pública e a promoção pessoal ou político-partidária da autoridade. 

Daí a proibição ao uso da visibilidade, prestígio institucional ou prerrogativas de cargo público para autopromoção com finalidade político-eleitoral, ou para induzir os eleitores a confundirem realizações administrativas decorrentes da atuação institucional do Estado como mérito pessoal de determinado agente público.

Segundo a AGU, a Cartilha Eleitoral: Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2026 é “um instrumento de orientação prática, voltado a apoiar agentes públicos e gestores na tomada de decisões seguras no cotidiano administrativo no contexto eleitoral”.

O documento é também uma contribuição para a prevenção de irregularidades e a conformidade das ações estatais, diz a AGU.

Em sua 11ª edição, a cartilha detalha conceitos como abuso de poder e improbidade administrativa e as regras sobre propaganda, uso de bens públicos e gestão de recursos. 

A cartilha contém um calendário orientativo sobre as principais datas do ano eleitoral e capítulos dedicados ao combate à desinformação no contexto eleitoral; o uso ético das redes sociais e a propaganda eleitoral na internet,  permitida só a partir de 16 de agosto.

“Por tudo isso, espera-se que a cartilha contribua para uma atuação pública segura, responsável e comprometida com o interesse público durante este ano de 2026, fortalecendo as instituições e contribuindo com a lisura do processo eleitoral”, esclarece a AGU na apresentação da cartilha. 

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2024/01/urna-1.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 12:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lula fala para milhares na Espanha e pede coerência dos progressistas]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-fala-para-milhares-na-espanha-e-pede-coerencia-dos-progressistas/465309/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-fala-para-milhares-na-espanha-e-pede-coerencia-dos-progressistas/465309/</guid>
				<description><![CDATA[Em viagem à Europa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na tarde deste sábado (18), na cidade de Barcelona, na Espanha, da primeira edição do evento Mobilização Progressista Global (MPG). O encontro reúne ativistas e organizações de esquerda de diferentes partes do mundo com o objetivo de defender a democracia com justiça social e combater o avanço da forças autoritárias de extrema-direita.

Discursando em um centro de eventos para mais de 5 mil pessoas, incluindo outros chefes de Estado, Lula abriu sua fala dizendo que as pessoas não devem sentir vergonha em se apresentarem como progressistas ou de esquerda no mundo atual.

"Ninguém precisa ter medo, no mundo democrático, de ser o que é, de falar o que precisa falar, desde que se respeite as regras do jogo democrático estabelecidas pela própria sociedade".

Ao destacar os avanços que o campo progressista conseguiu alcançar para grupos sociais como trabalhadores, mulheres, população negra e comunidade LGBTQIA+, o presidente ponderou que a esquerda não conseguiu superar o pensamento econômico dominante, abrindo caminho para forças reacionárias ganharem espaço na sociedade.

"O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança. Provocou crise atrás de crise. Ainda sim, nós sucumbimos à ortodoxia. Temos sido os gerentes das mazelas do neoliberalismo. Governos de esquerda ganham as eleições com discurso de esquerda e praticam austeridade. Abrem mão de políticas públicas em nome da governabilidade. Nós nos tornamos o sistema. Por isso, não surpreende agora que o outro lado se apresente agora como antissistema", afirmou Lula.

O primeiro mandamento dos progressistas tem que ser a coerência, reforçou o presidente brasileiro.

"Não podemos nos eleger com um programa e implementar outro. Não podemos trair a confiança do povo, mesmo que boa parte da população não se veja como progressista. Ela quer o que nós propomos. Ela quer comer bem, morar bem, escolas de qualidade, hospitais de qualidade, uma política climática séria e responsável, uma política de meio ambiente à altura. Ela quer um mundo limpo e saudável, um trabalho digno, com jornada de trabalho equilibrada, um salário que permite uma vida confortável", continuou.

Segundo Lula, a extrema-direita soube capitalizar o mal-estar das promessas não cumpridas do neoliberalismo. 

"Canalizou a frustração das pessoas inventando mentiras e mais mentiras, falando das mulheres, dos negros, da população LGBTQIA+, dos imigrantes, ou seja, todas as pessoas mais necessitadas, que passaram a ser vítimas do discurso de ódio", completou.

Mais cedo, ainda em Barcelona, o presidente participou, ao lado de outros líderes internacionais, da quarta edição do Fórum Democracia Sempre. O evento é uma iniciativa lançada em 2024 envolvendo os governos de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai. Em Barcelona, a reunião, organizada pelo presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, também contou com as participações dos presidentes Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Ciyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e do ex-presidente do Chile Gabriel Boric.

À plateia formada por ativistas do campo progressista, Lula disse que é preciso apontar o dedo para os verdadeiros culpados pela crise socioeconômica atual, que são os poucos bilionários que concentram a maior parte da riqueza mundial. "Eles querem que as pessoas acreditem que qualquer um pode chegar lá. Alimentam a falácia da meritocracia, mas chutam a escada para que outros não tenham a mesma oportunidade de subir. Pagam menos impostos ou nada, exploram o trabalhador, destroem a natureza, manipulam os algoritmos. A desigualdade não é um fato, é uma escolha política. O que faz de nós progressistas, é escolher a igualdade. Nosso lema deve ser sempre estar ao lado do povo".

"Senhores da guerra"

Lula voltou a chamar os líderes de países que ocupam assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas de "senhores da guerra" e criticou os bilhões de dólares gastos em armas, que poderiam acabar com a fome, resolver o problema energético e o acesso à saúde a toda a população do planeta.

"O Sul Global paga a conta de guerras que não provocou e de mudanças climáticas que não causou. É tratado como quintal das grandes potências, sufocado por tarifas abusivas e dívidas impagáveis. Volta a ser visto como mero fornecedor de matérias-primas. Ser progressista na arena internacional é defender um multilateralismo reformado, defender que a paz faça prevalência sobre a força, é combate a fome e proteger o meio ambiente, é restituir a credibilidade da ONU, que foi corroída pela irresponsabilidade dos membros permanentes", disse.

Em outro trecho de seu discurso, Lula afirmou que a ameaça da extrema-direita não é apenas retórica, ela é real. "No Brasil, ela [extrema-direita] planejou um golpe de Estado. Orquestrou uma trama que previa tanques na rua e assassinatos do presidente eleito, do vice-presidente e do presidente da Justiça Eleitoral. O papa Leão XIV disse que a democracia corre o risco de se tornar uma máscara para o domínio das elites econômicas e tecnológicas. Nosso papel é desmascarar essas forças, desmascarar aqueles que dizem estar do lado do povo, mas governam para os mais ricos".

O presidente brasileiro ainda observou que a democracia não é um destino em si, mas precisa ser reafirmada diariamente, melhorando de verdade a vida das pessoas, para não perder credibilidade.

"Não é democracia quando um pai não sabe de onde tirar seu próximo de comida. Não há democracia quando um neto perde seu avô na fila de um hospital. Não há democracia quando uma mãe passa horas em um ônibus lotado e não consegue dar um beijo de boa noite nos seus filhos. Não há democracia quando alguém é discriminado pela cor de sua pele, quando uma mulher morre apenas pelo fato de ser mulher. Temos que substituir o desalento pelo sonho, o ódio pela esperança", afirmou.

Agenda na Europa
Após o compromisso na Espanha, Lula embarca para a Alemanha neste domingo (19), onde participará da Hannover Messe – a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo - que nesta edição homenageia o Brasil. Ainda na Alemanha, o presidente brasileiro terá uma reunião com o chanceler Friedrich Merz.

A viagem se encerrará dia 21, com uma rápida visita de Estado a Portugal. Em Lisboa, Lula se encontra com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro.

Assine o Correio do Estado 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/55215756675-ed2856bf5d-o.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 09:45:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lula fala para milhares na Espanha e pede coerência dos progressistas]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-fala-para-milhares-na-espanha-e-pede-coerencia-dos-progressistas/465286/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/lula-fala-para-milhares-na-espanha-e-pede-coerencia-dos-progressistas/465286/</guid>
				<description><![CDATA[Em viagem à Europa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na tarde deste sábado (18), na cidade de Barcelona, na Espanha, da primeira edição do evento Mobilização Progressista Global (MPG). O encontro reúne ativistas e organizações de esquerda de diferentes partes do mundo com o objetivo de defender a democracia com justiça social e combater o avanço da forças autoritárias de extrema-direita.

Discursando em um centro de eventos para mais de 5 mil pessoas, incluindo outros chefes de Estado, Lula abriu sua fala dizendo que as pessoas não devem sentir vergonha em se apresentarem como progressistas ou de esquerda no mundo atual.


"Ninguém precisa ter medo, no mundo democrático, de ser o que é, de falar o que precisa falar, desde que se respeite as regras do jogo democrático estabelecidas pela própria sociedade".


Ao destacar os avanços que o campo progressista conseguiu alcançar para grupos sociais como trabalhadores, mulheres, população negra e comunidade LGBTQIA+, o presidente ponderou que a esquerda não conseguiu superar o pensamento econômico dominante, abrindo caminho para forças reacionárias ganharem espaço na sociedade.


"O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança. Provocou crise atrás de crise. Ainda sim, nós sucumbimos à ortodoxia. Temos sido os gerentes das mazelas do neoliberalismo. Governos de esquerda ganham as eleições com discurso de esquerda e praticam austeridade. Abrem mão de políticas públicas em nome da governabilidade. Nós nos tornamos o sistema. Por isso, não surpreende agora que o outro lado se apresente agora como antissistema", afirmou Lula.


O primeiro mandamento dos progressistas tem que ser a coerência, reforçou o presidente brasileiro.


"Não podemos nos eleger com um programa e implementar outro. Não podemos trair a confiança do povo, mesmo que boa parte da população não se veja como progressista. Ela quer o que nós propomos. Ela quer comer bem, morar bem, escolas de qualidade, hospitais de qualidade, uma política climática séria e responsável, uma política de meio ambiente à altura. Ela quer um mundo limpo e saudável, um trabalho digno, com jornada de trabalho equilibrada, um salário que permite uma vida confortável", continuou.


Segundo Lula, a extrema-direita soube capitalizar o mal-estar das promessas não cumpridas do neoliberalismo. 


"Canalizou a frustração das pessoas inventando mentiras e mais mentiras, falando das mulheres, dos negros, da população LGBTQIA+, dos imigrantes, ou seja, todas as pessoas mais necessitadas, que passaram a ser vítimas do discurso de ódio", completou.


Mais cedo, ainda em Barcelona, o presidente participou, ao lado de outros líderes internacionais, da quarta edição do Fórum Democracia Sempre. O evento é uma iniciativa lançada em 2024 envolvendo os governos de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai. Em Barcelona, a reunião, organizada pelo presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, também contou com as participações dos presidentes Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Ciyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e do ex-presidente do Chile Gabriel Boric.

À plateia formada por ativistas do campo progressista, Lula disse que é preciso apontar o dedo para os verdadeiros culpados pela crise socioeconômica atual, que são os poucos bilionários que concentram a maior parte da riqueza mundial.


"Eles querem que as pessoas acreditem que qualquer um pode chegar lá. Alimentam a falácia da meritocracia, mas chutam a escada para que outros não tenham a mesma oportunidade de subir. Pagam menos impostos ou nada, exploram o trabalhador, destroem a natureza, manipulam os algoritmos. A desigualdade não é um fato, é uma escolha política. O que faz de nós progressistas, é escolher a igualdade. Nosso lema deve ser sempre estar ao lado do povo".


"Senhores da guerra"

Lula voltou a chamar os líderes de países que ocupam assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas de "senhores da guerra" e criticou os bilhões de dólares gastos em armas, que poderiam acabar com a fome, resolver o problema energético e o acesso à saúde a toda a população do planeta.


"O Sul Global paga a conta de guerras que não provocou e de mudanças climáticas que não causou. É tratado como quintal das grandes potências, sufocado por tarifas abusivas e dívidas impagáveis. Volta a ser visto como mero fornecedor de matérias-primas. Ser progressista na arena internacional é defender um multilateralismo reformado, defender que a paz faça prevalência sobre a força, é combate a fome e proteger o meio ambiente, é restituir a credibilidade da ONU, que foi corroída pela irresponsabilidade dos membros permanentes", disse.


Em outro trecho de seu discurso, Lula afirmou que a ameaça da extrema-direita não é apenas retórica, ela é real.


"No Brasil, ela [extrema-direita] planejou um golpe de Estado. Orquestrou uma trama que previa tanques na rua e assassinatos do presidente eleito, do vice-presidente e do presidente da Justiça Eleitoral. O papa Leão XIV disse que a democracia corre o risco de se tornar uma máscara para o domínio das elites econômicas e tecnológicas. Nosso papel é desmascarar essas forças, desmascarar aqueles que dizem estar do lado do povo, mas governam para os mais ricos".


O presidente brasileiro ainda observou que a democracia não é um destino em si, mas precisa ser reafirmada diariamente, melhorando de verdade a vida das pessoas, para não perder credibilidade.


"Não é democracia quando um pai não sabe de onde tirar seu próximo de comida. Não há democracia quando um neto perde seu avô na fila de um hospital. Não há democracia quando uma mãe passa horas em um ônibus lotado e não consegue dar um beijo de boa noite nos seus filhos. Não há democracia quando alguém é discriminado pela cor de sua pele, quando uma mulher morre apenas pelo fato de ser mulher. Temos que substituir o desalento pelo sonho, o ódio pela esperança", afirmou.


Agenda na Europa

Após o compromisso na Espanha, Lula embarca para a Alemanha neste domingo (19), onde participará da Hannover Messe – a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo - que nesta edição homenageia o Brasil. Ainda na Alemanha, o presidente brasileiro terá uma reunião com o chanceler Friedrich Merz.

A viagem se encerrará dia 21, com uma rápida visita de Estado a Portugal. Em Lisboa, Lula se encontra com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/55215756770-3096b4637d-o.webp" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Riedel chega ao fim do mandato em alta e com chances de reeleição no 1º turno ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/riedel-chega-ao-fim-do-mandato-em-alta-e-com-chances-de-reeleicao-no/465260/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/riedel-chega-ao-fim-do-mandato-em-alta-e-com-chances-de-reeleicao-no/465260/</guid>
				<description><![CDATA[O governador Eduardo Riedel (PP) chega ao fim do seu mandato com alto índice de aprovação popular, o que aumenta as chances de reeleição para um segundo mandato ainda no primeiro turno das eleições gerais deste ano.

A análise é do diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, que, a pedido do Correio do Estado, fez uma comparação do fim do primeiro mandato do atual governador com o do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).

De acordo com Barbosa, na comparação de Riedel com Azambuja no fim de seu primeiro mandato, os dados indicam cenários distintos em momentos equivalentes dos ciclos políticos. 

“Enquanto Azambuja chegou ao fim do primeiro mandato com aprovação na faixa de 50%, Riedel apresenta índices significativamente superiores no meio de sua gestão, variando entre 65% e mais de 75%”, informou.

Além da aprovação mais elevada, conforme Aruaque Barbosa, Riedel também registra níveis mais baixos de rejeição – em torno de 15% a 20% em alguns levantamentos –, o que amplia sua base potencial de apoio. 

“Em termos eleitorais, a diferença é relevante: Azambuja enfrentou uma disputa equilibrada em 2018, vencendo o segundo turno por margem apertada, enquanto o cenário atual aponta maior vantagem estrutural do atual governador”, avaliou.

Apesar disso, o diretor do IPR pondera que aprovação de governo não se traduz automaticamente em votos. 

“O ambiente político é dinâmico e pode ser impactado por fatores econômicos, alianças e acontecimentos ao longo do período eleitoral”, alertou.

Ainda assim, a leitura dos indicadores sugere que, no momento, Riedel se encontra em posição mais confortável do que a de Azambuja em 2018, com menor risco eleitoral e maior margem de vantagem no seu projeto de reeleição.

A comparação entre os cenários eleitorais de Reinaldo Azambuja em 2018 e de Eduardo Riedel no fim do primeiro mandato aponta uma diferença clara de posicionamento político e eleitoral.

“Quando Azambuja chegou à disputa pela reeleição, em 2018, carregava uma aprovação considerada suficiente, mas limitada, na faixa de 50% a 55%. O índice refletia uma recuperação após um início de governo difícil, marcado por ajustes fiscais e desgaste político”, afirmou. 

Ainda assim, ele reforçou que o cenário era competitivo, pois a rejeição permanecia relativamente elevada e a disputa acabou sendo definida apenas no segundo turno, com vitória apertada do ex-governador. 

No caso de Riedel, o quadro é mais favorável. “O atual governador caminha para o fim do primeiro mandato com índices de aprovação significativamente maiores. Além disso, apresenta níveis mais baixos de rejeição, o que amplia sua margem de segurança eleitoral”, pontuou.

Na prática, conforme Aruaque Barbosa, isso significa que Riedel chega ao mesmo ponto do ciclo político – a reta final do primeiro mandato – com mais chances de reeleição do que Azambuja tinha em 2018. 

“Enquanto o ex-governador entrou na disputa em um cenário equilibrado e sujeito a riscos, o atual governador, até o momento, se posiciona em uma zona mais confortável, com vantagem nas intenções de voto e menor resistência do eleitorado”, assegurou.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/180403a_1.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 08:05:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Hugo Motta diz que espera que veto de Lula ao PL da Dosimetria seja derrubado]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/hugo-motta-diz-que-espera-que-veto-de-lula-ao-pl-da-dosimetria-seja/465246/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/hugo-motta-diz-que-espera-que-veto-de-lula-ao-pl-da-dosimetria-seja/465246/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira, 17, que espera que o Congresso Nacional derrube o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto conhecido como "PL da Dosimetria". Caso isso ocorra, as penas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros réus condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 serão reduzidas.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para o dia 30 deste mês a votação do veto. Para Hugo Motta, a proposta pode "distensionar" a relação entre os Poderes, especialmente entre o Legislativo e o Supremo Tribunal Federal (STF), ao permitir a revisão de punições consideradas "excessivas" pelos parlamentares.

"Nós concordamos com a mudança no nosso Código Penal para possibilitar que o próprio STF possa fazer a revisão das penas. Na minha avaliação, nós poderíamos já ter resolvido esse problema se não fosse o veto do presidente da República que será agora analisado pelo Congresso. Eu espero que esse veto venha a ser derrubado", afirmou Motta em entrevista à Globonews.

O projeto de lei da Dosimetria altera a forma como serão calculadas as penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Pelo texto, quando a tentativa de abolição do Estado Democrático e o crime de golpe de Estado forem praticados dentro do mesmo contexto, deixa de haver a soma das penas. Nessa situação, passa a prevalecer apenas a punição mais severa.

A proposta tem como eixo central a revisão da dosimetria penal, com mudanças nos patamares mínimo e máximo previstos para cada tipo penal e na metodologia geral de cálculo das penas. O texto também encurta os prazos para a progressão do regime de cumprimento da pena, facilitando a passagem do regime fechado para o semiaberto ou aberto.

Para Motta, o tema se prolongou além do necessário e dominou o debate político ao longo de 2025, especialmente em torno da discussão sobre anistia aos condenados por golpe de Estado e pelo 8 de janeiro, que acabou não avançando no Congresso.

Caso o veto ao PL da Dosimetria seja derrubado, Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, teria a pena reduzida para 20 anos, com diminuição do tempo de regime fechado para dois anos e quatro meses. O texto foi aprovado pelo Congresso, mas em 8 de janeiro deste ano, três anos após os atos de vandalismo em Brasília, Lula assinou um veto integral ao projeto

Segundo um parecer formulado pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, a medida beneficiaria Jair Bolsonaro e os demais condenados pelo 8 de janeiro, mas ao mesmo tempo, reduziria o tempo de cadeia de presos condenados por crimes hediondos, como tráfico de drogas, estupro e feminicídio.

O parecer conclui que a derrubada do veto manteria as regras atuais para crimes menos graves, mas tornaria mais rápida a progressão de regime para condenados por tráfico, estupro, homicídio qualificado e feminicídio, além de líderes de organizações criminosas e milícias. Na prática, a queda do veto reverteria o endurecimento das penas promovido pela "Lei Antifacção".

Como mostrou o Estadão, caso o veto seja derrubado, o projeto da dosimetria poderia beneficiar, junto com Bolsonaro, bandidos como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e André de Oliveira Macedo, o André do Rap. Isso porque ele reduz o tempo que esse tipo de criminoso deve permanecer na cadeia, em regime fechado, antes de passar para o regime semiaberto.

 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/09/1758196862.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PEC sobre fim da aposentadoria compulsória divide juristas de MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/pec-sobre-fim-da-aposentadoria-compulsoria-divide-juristas-de-ms/465237/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/pec-sobre-fim-da-aposentadoria-compulsoria-divide-juristas-de-ms/465237/</guid>
				<description><![CDATA[A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou, na última semana, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2024, que proíbe o uso da aposentadoria compulsória como punição disciplinar para magistrados e membros do Ministério Público. 
 
A proposta, apresentada pelo ex-senador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, segue agora para análise do Plenário da Casa de Leis. Relatada pela senadora Eliziane Gama, a matéria estabelece que, em casos de falta grave que configure crime, deverá ser aplicada a perda do cargo ou demissão, conforme a legislação de cada carreira. 
 
O texto também prevê afastamento provisório e suspensão da remuneração durante o andamento da ação cível, além da perda definitiva do cargo em caso de condenação penal. Durante a tramitação, os senadores aprovaram emenda do Hamilton Mourão que retira os militares do alcance da proposta no que diz respeito à chamada “morte ficta” — mecanismo que garante pensão aos dependentes em casos de expulsão ou exclusão das Forças Armadas. 
 
Mourão argumentou que a retirada do benefício penalizaria indevidamente as famílias. A exclusão dos militares também foi defendida por parlamentares como Marcos Rogério e Carlos Portinho, que criticaram a inclusão da categoria no texto original.
 
Por outro lado, o senador Alessandro Vieira reconheceu que a sociedade há tempos questiona a aposentadoria compulsória como sanção, mas defendeu que o tema envolvendo militares seja tratado separadamente.
 
A relatora também acolheu parcialmente sugestões de parlamentares como Sérgio Moro, que manifestou apoio à proposta e afirmou que o texto não amplia de forma indiscriminada a perda do benefício. Eliziane Gama ressaltou ainda que a vitaliciedade foi preservada, por considerá-la essencial à independência da magistratura e do Ministério Público.
 
No campo jurídico, o debate tem dividido especialistas. O professor de Direito Constitucional da Faculdade Insted, André Borges, se posiciona contra a extinção da aposentadoria compulsória como punição. 
 
Para ele, magistrados e promotores exercem funções de alta relevância e já contribuem ao longo da carreira para garantir esse direito. Borges avalia que a mudança pode desestimular o ingresso nessas carreiras e critica o momento em que a proposta é discutida. “Estão tratando do projeto num cenário de forte divisão no país e com pouca prudência. Um tema dessa relevância exige mais diálogo e debate transparente”, afirmou.
 
O professor também destacou que a aposentadoria compulsória cumpre um papel institucional ao evitar demissões motivadas por pressões políticas ou decisões impopulares. “A perda do cargo ou da aposentadoria deve ocorrer apenas por decisão judicial definitiva, em casos graves. Não vejo sentido em alterar o modelo atual”, completou.
 
Já o professor-doutor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Sandro de Oliveira, adotou uma visão mais favorável à proposta, embora com ressalvas. 
 
De acordo com ele, a PEC corrige uma distorção histórica ao eliminar a percepção de que agentes públicos podem ser punidos com afastamento, mas mantendo remuneração. “A proposta reafirma a necessidade de coerência entre conduta e consequência”, afirmou.
 
Do ponto de vista jurídico, Sandro de Oliveira considerou que a medida aproxima essas carreiras do regime geral do serviço público e fortalece o princípio da responsabilidade. No entanto, alerta para os riscos institucionais. “A vitaliciedade não é um privilégio pessoal, mas uma garantia da independência funcional. Qualquer alteração nesse equilíbrio exige cautela para evitar pressões indevidas ou instrumentalização política”, ponderou.
 
O professor também chamou a atenção para possíveis entraves práticos. “Apesar de endurecer as sanções, a PEC mantém a exigência de decisão judicial para a perda do cargo, o que pode tornar os processos mais demorados. Além disso, a retirada dos militares do texto evidencia dificuldades políticas e fragiliza a busca por tratamento isonômico entre carreiras”, pontuou.
 
Com posições divergentes entre especialistas e ajustes ainda em discussão, a proposta avança no Congresso Nacional em meio a um debate que envolve, ao mesmo tempo, a necessidade de maior rigor disciplinar e a preservação da independência institucional das carreiras jurídicas.

Assine o Correio do Estado 

 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/juristas-de-ms.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 16:38:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Justiça valida nomeação de procurador-geral e nega ação popular]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/justica-valida-nomeacao-de-procurador-geral-e-nega-acao-popular/465233/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/justica-valida-nomeacao-de-procurador-geral-e-nega-acao-popular/465233/</guid>
				<description><![CDATA[O juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, julgou improcedente a ação popular que buscava anular a nomeação de Luiz Gustavo Martins Araújo Lazzari para o cargo de Procurador-Geral da Câmara Municipal. A decisão, publicada nesta semana, reafirma a legalidade da livre nomeação para cargos de chefia e assessoramento na administração pública.

A ação foi movida por Orlando Fruguli Moreira e Douglas Barcelo do Prado contra o Município de Campo Grande, o então presidente da Câmara, Carlão Borges, e o próprio nomeado. 

Os autores alegavam que Luiz Gustavo Lazzari ocupava um cargo em comissão "puro", sem vínculo anterior com a carreira de Procurador Municipal, o que supostamente feriria o artigo 37 da Constituição Federal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).

Eles sustentavam que a representação judicial da Câmara deveria ser exercida exclusivamente por servidores de carreira, argumentando que a manutenção de um comissionado na chefia jurídica configuraria uma irregularidade administrativa.

O magistrado rejeitou os argumentos dos autores e destacou que a legislação que estabelece o Plano de Carreira e o Plano de Cargos da Câmara já classificam o cargo de Procurador-Geral como de "direção superior".

Segundo a sentença, a Constituição Federal permite que cargos de direção, chefia e assessoramento sejam preenchidos por comissão, baseando-se na "relação especial de confiança" entre o nomeado e a autoridade. 

O magistrado também citou o Tema 1.010 do STF, que valida a criação de cargos comissionados desde que suas atribuições sejam descritas de forma clara e guardem proporcionalidade com a necessidade do órgão.

"O cargo de procurador-geral, seja do município ou da câmara legislativa municipal, exige &#39;relação especial de confiança&#39;, o que justifica a nomeação de comissionados pelos prefeitos ou presidentes da câmara legislativa", pontuou o juiz na decisão.

Outro ponto foi a ausência de demonstração de prejuízo financeiro aos cofres públicos. O juiz ressaltou que os autores não apontaram provas, limitando-se a alegar uma suposta imoralidade sem indicar lesão concreta ao patrimônio público.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2024/05/camara-municipal-campo-grande.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Parlamentares de MS iniciam corrida silenciosa pelo eleitorado evangélico ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/parlamentares-de-ms-iniciam-corrida-silenciosa-pelo-eleitorado/465203/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/parlamentares-de-ms-iniciam-corrida-silenciosa-pelo-eleitorado/465203/</guid>
				<description><![CDATA[O crescimento acelerado da população evangélica em Mato Grosso do Sul na última década tem provocado mudanças no cenário político e intensificado a disputa por esse segmento. 

Dados do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que cerca de 32,5% dos sul-mato-grossenses se declaram evangélicos, um salto em relação a 2010, quando representavam aproximadamente 25,9% da população.

Em termos absolutos, isso significa um contingente entre 755 mil e 763 mil pessoas, consolidando os evangélicos como o segundo maior grupo religioso do Estado. 

Os católicos ainda são a maioria, com cerca de 51% a 52%, enquanto pessoas sem religião somam entre 9% e 10% e outras crenças representam aproximadamente 7%.

No campo eleitoral, esse avanço se reflete diretamente nas urnas. Considerando o total de 2.032.487 eleitores em MS, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) referentes às eleições de 2024, estima-se que cerca de 710 mil sejam evangélicos, um universo expressivo e cada vez mais decisivo.

Na Capital, o peso desse segmento também chama atenção. Aproximadamente 35% dos 646.198 eleitores de Campo Grande se identificam como evangélicos, o que corresponde a cerca de 226 mil pessoas. Já os católicos representam cerca de 48%, indicando um cenário de maior equilíbrio religioso, sobretudo nos centros urbanos.

Diante desse panorama, cresce nos bastidores uma movimentação estratégica por parte de parlamentares e pré-candidatos. Sem grande exposição pública ou discursos mais incisivos nas tribunas, políticos têm intensificado a aproximação a lideranças e comunidades evangélicas.

A atuação tem ocorrido principalmente fora do ambiente formal do Legislativo. Cultos, encontros religiosos e eventos comunitários se tornaram espaços frequentes na agenda de políticos, que buscam estabelecer uma comunicação direta com esse público, baseada em valores comuns e maior identificação.

Essa estratégia responde a uma lógica prática: enquanto campanhas tradicionais exigem altos investimentos e enfrentam maior resistência do eleitorado, o contato em ambientes religiosos permite alcançar grandes grupos de forma segmentada e com maior potencial de engajamento.

Nesse contexto, lideranças evangélicas ganham protagonismo como articuladoras de apoio político, enquanto parlamentares ajustam discursos e pautas para dialogar com temas valorizados por esse segmento, como família, costumes e liberdade religiosa.

A influência desse eleitorado já se reflete na composição das casas legislativas. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputados como Professor Rinaldo Modesto (União Brasil), Antonio Vaz (Republicanos), Lidio Lopes (Avante) e Londres Machado (PP) mantêm vínculos com o meio evangélico.

Na Câmara dos Deputados, representantes do Estado como Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Camila Jara (PT) também dialogam com esse público, seja por identificação religiosa, seja por alinhamento com pautas defendidas por lideranças do segmento.

No âmbito municipal, vereadores de Campo Grande como Silvio Pitu (PSDB), Herculano Borges (Republicanos), Neto Santos (Republicanos) e Marquinhos Trad (PV) também integram esse campo religioso.

O avanço dos evangélicos em Mato Grosso do Sul acompanha uma tendência nacional. Segundo o Censo 2022, esse grupo já representa cerca de 31,6% da população brasileira, porcentual próximo ao registrado no Estado, que aparece acima da média do País.

Com crescimento contínuo, especialmente nas áreas urbanas, a presença evangélica tende a influenciar cada vez mais o cenário político.

A expectativa é de que a disputa por esse eleitorado se intensifique nos próximos ciclos eleitorais, consolidando o segmento como um dos principais vetores de mobilização política no Estado.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/urna-eletronica-evangelica.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 08:05:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Sóstenes quer usar documentário sobre Bolsonaro para fazer campanha para Flávio]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/sostenes-quer-usar-documentario-sobre-bolsonaro-para-fazer-campanha/465193/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/sostenes-quer-usar-documentario-sobre-bolsonaro-para-fazer-campanha/465193/</guid>
				<description><![CDATA[O deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, afirmou na noite desta quarta-feira, 15, que pretende usar o documentário "A Colisão dos Destinos", sobre a vida política de Jair Bolsonaro (PL) para fazer campanha para Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Sóstenes discursou na pré-estreia do filme, em Brasília.

"Já falei para todos. Eu vou fazer campanha com este documentário nos municípios do meu Estado para todos verem a história de um homem que admiramos, que o Brasil admira, e que tenho certeza que ao ocupar praças vai emocionar as pessoas", afirmou o deputado.

Segundo Sóstenes, a ideia é alugar um carro de som para convidar a população, durante o dia, para a exibição do filme e, à noite, exibir o documentário em praça pública. O deputado afirma ainda que a iniciativa não configura campanha antecipada para Flávio e os demais candidatos do PL.

"Este é uma ferramenta de trabalho pra pré-campanha. Não existe ilegalidade, nós estamos convidando para ver um filme em praça pública", disse Sóstenes.

Por ter sido gravado em 2024, o deputado afirma que pode ser utilizado fora da época oficial de campanha. Na época das gravações, Bolsonaro ainda não tinha sido condenado e preso por tentativa de golpe de Estado, nem declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Por não estar atualizado, nos dá uma brilhante ferramenta de pré-campanha", diz o líder do PL na Câmara.

Segundo o secretário-geral da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), advogado João Marcos Pedra, a ação revela um impasse entre o direito à liberdade de expressão e a proibição de propaganda eleitoral antecipada.

"Caso a exibição do filme não constitua um ato de comício ou tentativa de amplificar uma pré candidatura, não há ilegalidade. Mas utilizar esse formato como a tentativa de enaltecer Flávio Bolsonaro às custas de um filme do seu pai pode ser configurado pela Justiça Eleitoral como ato ilícito", diz o especialista ao Estadão.

Ele explica que a questão principal não é apenas o conteúdo do filme, mas a forma com que ele será divulgado, e os interesses implícitos e explícitos com o a promoção do documentário em ano eleitoral.

"Qualquer evento em ano eleitoral constitui um risco para a campanha de quem está no poder e de quem será favorecido com a divulgação daquele evento. A lei das eleições é um instrumento que traz limitações a esse título, especialmente durante a pré-campanha, momento em que é vedado o pedido de voto", diz Pedra.

"Além disso, realizar ato de campanha em local público, ainda que de forma implícita, pode ensejar o reconhecimento de conduta vedada pela lei das eleições", completa.

O filme é produzido e dirigido por Doriel Francisco e aborda a infância, vida militar e trajetória política de Bolsonaro até o episódio da facada durante campanha presidencial em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/06/bolsonaro.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Caso Master: Governo Lula muda estratégia e quer paternidade de combate à corrupção]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/caso-master-governo-lula-muda-estrategia-e-quer-paternidade-de/465196/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/caso-master-governo-lula-muda-estrategia-e-quer-paternidade-de/465196/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, convocou uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, 16, com a presença da cúpula da Polícia Federal para falar sobre a quarta fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa Lima e Silva afirmou que a entrevista foi uma solicitação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Lula.

Na prática, diante do prejuízo que escândalos de corrupção têm causado à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva a um novo mandato, a ordem no Palácio do Planalto e no PT é mostrar que o presidente tem feito tudo para combater fraudes. É nessa lista que se encaixa o escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

No momento em que as pesquisas de intenção de voto indicam uma disputa acirrada entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, o governo bate na tecla de que as investigações de corrupção foram abertas por essa gestão, e não pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

"A Secretaria de Comunicação é o órgão do governo que tem a sensibilidade de perceber a intensidade das demandas e sempre que formos instados para prestar informações à imprensa, que desempenha um papel fundamental em nossa sociedade democrática, nós prestaremos essas informações nos limites daquilo que for possível", afirmou o ministro da Justiça.

A estratégia traçada é para Lula assumir a paternidade do combate à corrupção que atinge o "andar de cima" ou, como diz o presidente, os "magnatas". O discurso de "ricos contra pobres" ou "99% contra 1%" é um dos motes da campanha à reeleição.

Pesquisas qualitativas em poder do Planalto mostram que todos os recentes escândalos foram debitados na conta do governo federal, fato que causou impacto na popularidade do presidente.

No mês passado, o próprio Lula deu a senha da reação ao sustentar que o escândalo do Master é o "ovo da serpente" de Bolsonaro e do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Ainda nesta terça-feira, 14, Lula admitiu ter pedido ao atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, que tornasse pública a "origem" da fraude do Master, mostrando "quem é o artista principal e quem é o coadjuvante".

Lima e Silva destacou na entrevista que a pasta comandada por ele não faria "espetacularização" nem ultrapassaria os limites legais na divulgação das informações.

A investigação que resultou na quarta fase da Operação Compliance Zero é sigilosa, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tornou pública a decisão que decretou a prisão de Paulo Henrique.

Em despacho anterior, porém, Mendonça havia assinalado que o teor da diligência deve ser mantido sob sigilo pelos delegados do caso e compartimentado, sem o repasse de informações para os superiores hierárquicos.

O titular da Justiça argumentou que a ação da Polícia Federal faz parte de iniciativas do governo federal de combate a crimes financeiros e também escalou um secretário da pasta, Chico Lucas, secretário nacional de Segurança Pública, para defender as ações da administração Lula.

"Essa operação é dentro desse contexto e dentro dessa diretriz do presidente Lula, de atacar o andar de cima e os magnatas do crime com a independência necessária para a Polícia Federal atuar", disse o secretário.

Pouco antes, no Planalto, o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, havia afirmado que o governo Lula não vai socorrer o BRB.

"Eu sou radicalmente contrário a socorrer o BRB. Quando vi a notícia (sobre a nova operação da PF), pensei: Será que prenderam o Ibaneis?", fustigou ele, em café da manhã com jornalistas, numa referência ao ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha. "Ao final, vamos saber quem são os responsáveis por tamanho malfeito, doa a quem doer".

No Ministério da Justiça participaram da entrevista coletiva o diretor-executivo da PF, William Murad, e o diretor de Combate ao Crime Organizado, Dennis Calli. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, está em viagem ao exterior.

Todos os presentes se limitaram a traçar um panorama geral da Compliance Zero e a citar dados da decisão da quarta fase da operação.

"Temos o levantamento do sigilo em relação a algumas partes das operações, mas nós temos limitações para entrar em detalhes específicos sobre isso. O foco foi a corrupção dos gestores e todo o esquema de lavagem de dinheiro decorrente desses atos de corrupção. Esse é um ponto relevante que se conecta com a primeira fase e com todo o esquema criminoso", afirmou Murad.
 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/12/banco-master.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Durigan diz que preço mais alto de energia vai corroer renda e dificultar desinflação no mundo]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/fazendadurigan-preco-mais-alto-de-energia-vai-corroer-renda-e/465176/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/fazendadurigan-preco-mais-alto-de-energia-vai-corroer-renda-e/465176/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro da Fazenda, Dario Durigan, alertou para os impactos da extensão da guerra que opõe os Estados Unidos e Israel e o Irã na economia mundial, em posição do Brasil enviada ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês), durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, nos EUA.

"O aumento dos preços de energia e alimentos tende a corroer a renda real, reduzir o consumo e dificultar os processos de desinflação em curso", disse o ministro brasileiro, em posicionamento ao IMFC.

Segundo Durigan, a guerra no Oriente Médio eclodiu em um "momento delicado", quando a economia global começava a se estabilizar após uma sequência de perturbações de grande magnitude. Nesse contexto, disse, o FMI revisou o crescimento global para baixo, ao passo que a inflação tende a se elevar, refletindo tanto os efeitos diretos quanto indiretos do conflito com o Irã.

"A combinação de crescimento mais fraco e pressões inflacionárias ascendentes suscita preocupações quanto a dinâmicas de estagflação mundo afora e evidencia a crescente complexidade da política econômica", reforçou Durigan.

Ele alertou ainda que o novo choque produz "efeitos desiguais", penalizando sobretudo economias de baixa renda e importadoras de energia. E cobrou apoio das economias avançadas a economias vulneráveis e populações em situação de necessidade. "Manifestamos preocupação de que o choque atual possa acarretar consequências particularmente graves para os mais pobres", afirmou.

O texto assinado por Durigan representa o posicionamento de um grupo de países, conhecido  como constituency na linguagem do fundo, e que é formado por Brasil, Cabo Verde, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Nicarágua, Panamá, Suriname, Timor-Leste e Trinidad e Tobago.

Segundo o ministro brasileiro, os riscos para as perspectivas econômicas intensificaram-se na direção negativa.

"Caso a guerra no Oriente Médio se prolongue ou se expanda pela região, as disrupções nos mercados de energia tenderão a persistir, com efeitos secundários sobre outras cadeias de suprimentos relevantes, como fertilizantes e alimentos, além de impactos adversos sobre a inflação e as condições financeiras", afirmou.

Ademais, disse, uma crise de refugiados de grande escala poderá gerar "efeitos desestabilizadores" em diversas regiões. "A possibilidade de escalada adicional do conflito agrava as cicatrizes ainda presentes de choques anteriores."

Durigan mencionou ainda que, em muitos países, o espaço fiscal é limitado e os colchões de proteção são reduzidos. Por sua vez, o sistema global de comércio permanece fragilizado, e a fragmentação geoeconômica tende a se intensificar, na sua visão.

"Os esforços para implementar políticas macroeconômicas contracíclicas, quando apropriado e viável, contribuirão para mitigar os impactos da guerra", disse.

Segundo ele, o cenário econômico desafiador desencadeado pela guerra exigirá "renovado compromisso com a cooperação econômica global e o multilateralismo".

Durigan disse ainda que o Brasil e demais países acolhem a recomendação do FMI para que bancos centrais avaliem corretamente o choque de preços de energia, uma vez que a distinção entre efeitos de curto e longo prazo é extremamente difícil no momento.

"A política monetária deve ser adequadamente calibrada e claramente comunicada, de modo a preservar a credibilidade, ancorar expectativas e minimizar o repasse de choques de oferta à inflação", reforçou.

Por fim, o ministro brasileiro defendeu que o FMI deve monitorar de perto os impactos sobre a segurança energética e alimentar, "O FMI deve permanecer forte, ágil e adequadamente equipado", concluiu.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/54057563926-cabdb6d147-k-676x450.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 13:27:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Senadores aprovam Estado contratar empréstimo bilionário com o Bird]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/senadores-aprovam-estado-contratar-emprestimo-bilionario-com-o-bird/465147/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/senadores-aprovam-estado-contratar-emprestimo-bilionario-com-o-bird/465147/</guid>
				<description><![CDATA[Por aclamação, o Senado aprovou, na tarde de ontem, a autorização para o governo estadual fazer um financiamento de US$ 200 milhões – cerca de R$ 1,2 bilhão – com o Banco Mundial (Bird). 

O recurso, mais US$ 50 milhões (R$ 250 milhões) de contrapartida estadual, vai ser usado para recuperar 730 quilômetros de rodovias e manter por 10 anos essas estradas em boas condições.

O texto só foi apreciado ontem porque na noite de terça-feira o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que incluiria a matéria na pauta em razão de sua urgência em ser votada – precisava ser aprovada até o dia 20 – e atendendo ao pedido do governador Eduardo Riedel (PP) e do senador Nelsinho Trad (PSD).

Responsável por destravar a análise do Senado, o senador Nelsinho Trad disse que o crédito estava em risco por prazo, pois tinha data limite até o dia 20.

“Por isso, nós agimos. Quero agradecer a sensibilidade do presidente do Senado, que entendeu a urgência e permitiu que a matéria viesse direto ao plenário. Foi uma decisão correta, que garantiu ao Mato Grosso do Sul não perder esse financiamento”, argumentou.

Ele também disse que é importante reconhecer o trabalho técnico do governo estadual, que entregou um projeto pronto, ajustado dentro das normas e com qualidade. “Isso fez diferença, pois o governador Eduardo Riedel e sua equipe tiveram iniciativa e visão ao estruturar esse programa. E nós, aqui no Senado, fizemos a articulação necessária para transformar isso em resultado”, assegurou.

Nelsinho disse que não é discurso. “É estrada melhor, mais segurança, menos acidente e mais desenvolvimento, especialmente no Vale do Ivinhema. Estamos falando de logística, de competitividade e de dar condição para quem produz e trabalha no Estado. É assim que a gente atua: resolve problemas, cumpre prazo e entrega resultado para Mato Grosso do Sul”, falou.

RELATORIA

Como relatora do pedido, a senadora Tereza Cristina (PP) destacou a importância da aprovação, pelo Senado, da operação de crédito internacional que permitirá a Mato Grosso do Sul investir na recuperação e modernização da malha rodoviária estadual. 

“É com muita satisfação que apresento parecer favorável à autorização para que o meu Estado, Mato Grosso do Sul, contrate operação de crédito externo, garantida pela União, com o Banco Mundial”, disse a relatora, em plenário.

Ela explicou que a primeira coisa que desejava destacar é que a análise desse financiamento só chegou ontem ao Senado porque o governo do Mato Grosso do Sul demonstrou capacidade de pagamento e de honrar seus compromissos financeiros, o que é resultado direto da responsabilidade do governo de Riedel com a gestão das contas públicas.

“O mesmo devo dizer em relação ao fato de o governo federal ser avalista deste empréstimo externo. Apenas estados ou municípios com equilíbrio fiscal têm acesso a este tipo de crédito. O aval da União, já concedido, foi obtido porque Mato Grosso do Sul é um pagador confiável, com suas finanças em ordem”, frisou.

Tereza Cristina completou que a autorização representa um reconhecimento à responsabilidade fiscal do Estado, além de viabilizar investimentos estratégicos em infraestrutura e resiliência climática. 

De acordo com ela, a concessão do aval da União só foi possível em razão do equilíbrio fiscal de Mato Grosso do Sul e à sua credibilidade como bom pagador. 

A autorização para contratação do empréstimo terá validade de até 540 dias, período em que o governo estadual deverá formalizar os trâmites necessários para viabilizar os investimentos.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/montagem-senadores-emprestimo.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 08:05:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Gilmar suspende julgamento no STF sobre permissão de nomeação de parentes em cargos políticos]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/gilmar-suspende-julgamento-no-stf-sobre-permissao-de-nomeacao-de/465132/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/gilmar-suspende-julgamento-no-stf-sobre-permissao-de-nomeacao-de/465132/</guid>
				<description><![CDATA[O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, apresentou nesta quarta-feira, 15 um pedido de suspensão do julgamento que analisa a possibilidade de gestores públicos, como prefeitos, governadores e presidentes, nomearem parentes para cargos políticos.

Gilmar disse ser necessário um "referencial seguro" sobre o tema. "Se trata de proibir a nomeação, então que façamos de uma maneira mais enfática e, eventualmente, com cláusula de transição", afirmou em tom de crítica ao voto do relator, ministro Luiz Fux. Ainda faltam registrar os votos Gilmar e o presidente do STF, Edson Fachin.

Fux ajustou o seu voto nesta quarta, e defendeu a permissão de que parentes sejam indicados para os cargos de natureza política desde fique comprovado que terceiros aptos a exercerem a função recusaram a indicação. Além dessa mudança, o ministro também mudou de posição sobre o caso concreto e rejeitou o recurso da prefeitura de Tupã (SP) que pleiteava a manutenção de uma lei municipal que permitia a nomeação de parentes como secretários.

Em outubro do ano passado, quando teve início o julgamento, Fux votou a favor de que parentes possam ser indicados para cargos na administração pública e disse que o chefe do Executivo tem o direito de escolher seu secretariado

A votação contava com maioria de seis votos a favor da tese proposta por Fux e apenas um contrário apresentado pelo ministro Flávio Dino. O magistrado mudou de posição nesta quarta para acompanhar o relator em relação ao caso concreto da prefeitura de Tupã após a apresentação do ajuste.

Dino, porém, manteve a divergência em relação à tese de julgamento que autoriza a nomeação de parente caso não haja outras pessoas aptas, posição que foi acompanhada pela ministra Cármen Lúcia.

"Dos princípios constitucionais da administração pública, formalizados no artigo 37 da Constituição, seja o de maior dificuldade de implementação. O princípio da impessoalidade significa a realização do princípio republicano. Nós temos uma infeliz tradição de que a coisa pública não é tão pública quando se chega a determinados cargos", afirmou a ministra.

Há dois placares atualmente na Corte. São oito votos (Luiz Fux, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cármen Lúcia) pela derrubada do recurso da prefeitura de Tupã.

Já em relação à tese de que parentes possam ser indicados quando outras pessoas não aceitarem o cargo, o placar é de seis votos a favor da proposta de Fux e dois contrários (Flávio Dino e Cármen Lúcia). Restam os votos de Gilmar Mendes e Edson Fachin.

O Supremo firmou em 2008 a Súmula Vinculante nº 13, que proíbe a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau em cargos de confiança ou comissão. A exceção, como na lei municipal de Tupã aprovada cinco anos depois, é a nomeação para cargos de natureza política, como ministros, secretários estaduais ou municipais.
 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/54645187702-d52897966b-c-e1754090117269.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Em aceno aos católicos, Lula presta solidariedade ao papa Leão XIV após críticas de Trump]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/em-aceno-aos-catolicos-lula-presta-solidariedade-ao-papa-leao-xiv/465133/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/em-aceno-aos-catolicos-lula-presta-solidariedade-ao-papa-leao-xiv/465133/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou nesta quarta-feira, 15 a "mais profunda solidariedade" ao papa Leão XIV (Robert Francis Prevost), que, segundo ele, vem sendo "atacado por poderosos".

O pronunciamento de Lula, enviado à 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ocorre em meio às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao líder da Igreja Católica.

A briga iniciou no último domingo, 12, após o presidente dos EUA dizer que Leão XIV deveria "parar de ceder à esquerda radical". Nos últimos dias, Trump intensificou suas críticas ao pontífice chamando-o de "fraco no combate ao crime e péssimo em política externa".

O primeiro papa americano da história respondeu: "(Jesus) não escuta as orações daqueles que fazem guerras, mas as rejeita, dizendo: &#39;Ainda que façais muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue&#39;", declarou, citando a Bíblia

Na madrugada desta quarta-feira, 15, Trump voltou a atacar o líder católico dizendo: "Alguém pode dizer para o papa Leão que o Irã matou ao menos 42 mil manifestantes inocentes e desarmados nos últimos dois meses, e que o Irã ter uma bomba nuclear é completamente inaceitável? Agradeço a atenção", escreveu em um post na rede Truth Social.

No vídeo enviado aos bispos brasileiros, Lula faz um aceno aos católicos prestando solidariedade ao papa e ressaltando que líderes comprometidos com a paz e com a defesa dos mais vulneráveis frequentemente enfrentam oposição de grupos poderosos. O presidente também enfatizou o trabalho feito pela Confederação na defesa da democracia.

Lula disse querer reafirmar seu "respeito e admiração por uma instituição que, nos momentos mais dolorosos da nossa história recente, esteve na linha de frente em defesa da democracia", declarou o presidente.

"A CNBB enfrentou a ditadura, defendeu os perseguidos pelo regime militar, apoiou as greves dos trabalhadores urbanos e a luta dos trabalhadores rurais pela posse da terra", completou.

O presidente destaca também "os 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé" e as iniciativas da Igreja Católica, que, segundo Lula, "permanecem como referência na construção de políticas públicas e de inclusão social".

Lula fala ainda sobre a campanha da fraternidade escolhida pela Igreja neste ano, com o tema "Moradia e Fraternidade". O presidente relembra que o programa do governo Minha Casa, Minha Vida dialoga diretamente com a iniciativa da instituição religiosa.

Nesta quinta, Lula e o ministro das Cidades, Vladimir Lima, anunciaram que o governo fará um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida. Com isso, o orçamento do programa de habitação vai a R$ 200 bilhões.

No vídeo enviado aos bispos, Lula completa: "Quero terminar reafirmando o nosso compromisso com o Estado laico e a garantia plena de liberdade religiosa".
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/10/whatsapp-image-2025-10-26-at-073856.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Senado aprova empréstimo de R$ 1,2 bilhão a Mato Grosso do Sul ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/senado-aprova-emprestimo-de-r-12-bilhao-a-ms/465130/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/cidades/senado-aprova-emprestimo-de-r-12-bilhao-a-ms/465130/</guid>
				<description><![CDATA[O Senado autorizou, nesta quarta-feira (15) que o Governo de Mato Grosso do Sul faça empréstimo de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), com garantia da União, para restaurar 730 quilômetros de rodovias no Estado. 

A proposta foi aprovada, em votação simbólica, por unanimidade. A autorização segue para promulgação.

O texto foi incluído da sessão plenária em regime de urgência pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (Democracia/União-AP), a pedido do senador Nelsinho Trad (PSD/MS).

O empréstimo, solicitado pelo governador Eduardo Riedel (PP), foi avalizado na noite de ontem (14) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para investimentos na infraestrutura rodoviária estadual, com condições consideradas favoráveis, com juros de IPCA + 1% ao ano, prazo de pagamento de até 18 anos e período de carência.

Pela Constituição, cabe ao Senado autorizar operações de crédito externo de interesse da União, estados, Distrito Federal e municípios.

A senadora professora Dorinha Seabra (União-TO) apresentou requerimento de urgência para a matéria.

Segundo a senadora, a aprovação é indispensável para o cumprimento de prazos com o banco internacional, evitando a perda de acesso a recursos em condições favoráveis. No trâmite usual, a matéria seria avaliada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) antes de ser submetida ao plenário.

A relatora, senadora Tereza Cristina (PP-MS), apresentou parecer favorável e destacou que o Estado só teve acesso ao crédito por demonstrar equilíbrio fiscal e capacidade de pagamento, o que também viabilizou o aval federal.


"É um projeto que pretende melhorar 730 km de pavimento. Mais de 20 municípios deverão ser beneficiados por um modelo de PPP (parceria público-privada) em que o vencedor da licitação não fará apenas manutenção e restauração das rodovias durante dez anos, mas também melhorias na logística, na segurança de transportes, como aquisição de novos equipamentos e a capacitação de servidores", afirmou a senadora.


O senador Nelsinho Trad também declarou apoio à proposta e elogiou o trabalho da equipe técnica do governo de Mato Grosso do Sul, responsável por adequar o projeto às exigências necessárias para que chegasse ao Senado pronto para análise.

Investimento em rodovias

Os recursos, conforme mensagem de iniciativa da Presidência da República, serão destinados ao programa Rodar MS, voltado à manutenção, adaptação às mudanças climáticas e melhoria da segurança viária das rodovias estaduais.

Por meio do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) e da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul (Seilog), o governo estadual vai desenvolver um programa de manutenção proativa, adequação à resiliência climática e segurança viária de 800 quilômetros de rodovias do Estado. 

Estão previstas nas modalidades de Contrato de Reabilitação e Manutenção (Crema) e de projeto, construção e manutenção (DBM) as rodovias MS-134, MS-141, MS-145, MS-147, MS-274, MS-276, MS-395, MS-473, MS-475, MS-478 e MS-480, enquanto na modalidade Contrato de Reabilitação e Manutenção – Parcerias Público e Privadas (Crema-PPP) estão previstas obras nas rodovias MS-377 e MS-240.

Ao todo, serão beneficiando os seguintes municípios: Jateí, Naviraí, Iguatemi, Eldorado, Novo Horizonte do Sul, Itaquiraí, Nova Andradina, Angélica, Anaurilândia, Bataguassu, Taquarussu, Água Clara, Três Lagoas, Inocência e Paranaíba.

 

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/55209009852-6b8eaa43e3-o.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 17:01:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fim da escala 6x1 para servidores municipais será debatido em audiência]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/audiencia-debatera-fim-da-escala-6x1-e-reducao-da-jornada-para/465126/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/audiencia-debatera-fim-da-escala-6x1-e-reducao-da-jornada-para/465126/</guid>
				<description><![CDATA[A Comissão Permanente de Políticas e Direitos das Mulhares, de Cidadania e de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Campo Grande realizará audiência pública para debater o fim da escala 6x1 para servidores públicos municipais da Capital. O debate, que aconteceria nesta sexta-feira (17) doi adiado para o dia 29 de abril.

O edital de adiamento foi publicado no Diário Oficial de Campo Grande desta quarta-feira (15).

O tema da audiência será: “Redução da jornada de trabalho sem redução do salário: Fim da Escala 6x1 e jornada de 30h para servidores municipais”.

A audiência pública será no plenário Oliva Enciso, às 9h.

Fim da escala 6x1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6x1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.

Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.

A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso (5x2).

O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria. 


“A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar. Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos”, escreveu o presidente. 


Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral.

“O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.

Veja o que prevê o projeto de lei: 


	Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
	Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
	Novo padrão: consolidação do modelo 5x2 e redução das horas trabalhadas
	Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
	Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
	Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
	Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana


O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

* Com Agência Brasil
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/12/02-0224-0445-camara-municipal-go.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 15:32:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[CCJ adianta sabatina de Jorge Messias no Senado para 28 de abril]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/ccj-adianta-sabatina-de-jorge-messias-no-senado-para-28-de-abril/465121/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/ccj-adianta-sabatina-de-jorge-messias-no-senado-para-28-de-abril/465121/</guid>
				<description><![CDATA[A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado alterou nesta quarta-feira, 15, a data da sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias. Ele foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A sabatina passou do dia 29 para o dia 28 de abril, uma terça-feira, em decorrência da proximidade com o feriado de 1.º de Maio, Dia do Trabalhador.

Ao realizar a leitura do relatório sobre a indicação do AGU nesta quarta, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) explicou que foi procurado por parlamentares que manifestaram preocupação com a possibilidade de esvaziamento da sessão em virtude do feriado. O pedido foi acolhido pelo presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA).

O relator apresentou um parecer favorável à condução de Messias ao STF. Ele avaliou que Messias teve atuação conciliadora à frente da Advocacia Geral da União (AGU) e cumpre "as exigências constitucionais concernentes à reputação ilibada e ao notável saber jurídico para o exercício do cargo para o qual foi indicado".

No início do mês, o Estadão mostrou que Messias tem nove votos favoráveis na CCJ, onde são necessários ao menos 14 dos 27 votos para a aprovação.

Se for aprovada após a sabatina, a indicação do AGU segue para votação em plenário, onde precisa da maioria absoluta de votos (pelo menos 41 senadores favoráveis) em votação secreta.

A escolha de Lula por Messias foi publicada em Diário Oficial da União em 20 de novembro de 2025, mas o Palácio do Planalto só oficializou a indicação no dia 1.º deste mês. Na última quinta-feira, 9, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o processo à CCJ.

Caso seja aprovado na Casa, Jorge Messias ocupará o lugar de Luís Roberto Barroso, que se aposentou no ano passado.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/181057-sabatina-de-jorge-messias-no-senado-e-antecipada-pela-ccj-3.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 13:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Para frear rejeição, Lula avaliza empréstimo de R$ 1,2 bilhão a MS ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/para-frear-rejeicao-lula-avaliza-emprestimo-de-r-12-bilhao-a-ms/465088/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/para-frear-rejeicao-lula-avaliza-emprestimo-de-r-12-bilhao-a-ms/465088/</guid>
				<description><![CDATA[A menos de seis meses das eleições de 4 de outubro e com uma rejeição de 48,72% da população de Mato Grosso do Sul, conforme pesquisa de intenções de votos, registrada sob os números BR-02995/2026 e MS-00334/2026, contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já trabalha para tentar melhorar a imagem diante dos eleitores sul-mato-grossenses.

Na tarde de ontem, em Brasília (DF), ele avalizou um empréstimo de R$ 1,2 bilhão solicitado pelo governador Eduardo Riedel (PP) junto ao Banco Mundial (Bird) para investimentos na infraestrutura rodoviária estadual e que terá condições consideradas favoráveis, com juros de IPCA + 1% ao ano, prazo de pagamento de até 18 anos e período de carência.

Por meio do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) e da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul (Seilog), o governo estadual vai desenvolver um programa de manutenção proativa, adequação à resiliência climática e segurança viária de 800 quilômetros de rodovias do Estado. 

Estão previstas nas modalidades de Contrato de Reabilitação e Manutenção (Crema) e de projeto, construção e manutenção (DBM) as rodovias MS-134, MS-141, MS-145, MS-147, MS-274, MS-276, MS-395, MS-473, MS-475, MS-478 e MS-480, enquanto na modalidade Contrato de Reabilitação e Manutenção – Parcerias Público e Privadas (Crema-PPP) estão previstas obras nas rodovias MS-377 e MS-240.

Ao todo, serão beneficiando os seguintes municípios: Jateí, Naviraí, Iguatemi, Eldorado, Novo Horizonte do Sul, Itaquiraí, Nova Andradina, Angélica, Anaurilândia, Bataguassu, Taquarussu, Água Clara, Três Lagoas, Inocência e Paranaíba.

O governador Eduardo Riedel e o deputado federal Vander Loubet (PT) destacaram a parceria entre os governos estadual e federal após a assinatura da autorização, pelo presidente Lula, para o empréstimo bilionário.

Após reunião em Brasília, Vander afirmou que o acordo simboliza a cooperação entre as gestões e deve beneficiar diretamente a população sul-mato-grossense, especialmente na área de infraestrutura. 

 “O financiamento, com garantia da União, será aplicado em obras de recapeamento, melhorias logísticas e manutenção de rodovias por até 10 anos, com foco na região do Vale do Ivinhema”, disse.

Ele completou que o presidente Lula tem olhado o conjunto, não apenas pontos isolados. “Esse investimento atende toda uma região e mostra um modelo de parceria que beneficia o Estado como um todo”, afirmou o parlamentar.

Já Riedel ressaltou o papel do governo federal e da bancada do Estado no Congresso Nacional na viabilização do empréstimo, classificando a operação como essencial para o desenvolvimento regional. 

Ele também destacou a articulação política conduzida por Vander Loubet para que o projeto avançasse. “É fundamental para o Estado. Estamos falando de mais de R$ 1,2 bilhão em investimentos, somando financiamento e contrapartida. Isso vai transformar aquela região”, ressaltou.

Riedel ainda enfatizou que divergências políticas não devem interferir em ações estruturantes para MS. “As diferenças não podem atrapalhar o andamento de projetos importantes. O que importa é acreditar em um Estado grande e vitorioso”, declarou.

Ele explicou que o próximo passo será o envio da proposta ao Senado para autorização final, antes da assinatura definitiva do contrato com o Banco Mundial.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/assinatura.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Posição do ministério sobre escala 6x1 é a do presidente Lula, favorável, diz ministro do MDIC]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/posicao-do-ministerio-sobre-escala-6x1-e-a-do-presidente-lula/465075/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/posicao-do-ministerio-sobre-escala-6x1-e-a-do-presidente-lula/465075/</guid>
				<description><![CDATA[O novo ministro responsável pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, reafirmou a posição da pasta em relação à redução da escala 6x1, em meio às críticas feitas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"A posição do ministério é a posição do presidente Lula, é a posição do governo. O governo apoia a ideia da redução da jornada de trabalho, baseada em uma necessidade que se impõe aos trabalhadores", disse a jornalistas.

E completou: "Haverá o diálogo. O Legislativo é o campo propício para a discussão em torno da legislação, mas a posição do governo, a posição do presidente Lula, é favorável. A redução para 40 horas, a redução para 5 por 2. E essa é uma tendência no mundo inteiro."

NIB

O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que sua gestão dará continuidade à anterior, do vice-presidente Geraldo Alckmin, que acumulou o ministério desde 2023 e deixou a Pasta no começo de abril, em virtude do prazo para desincompatibilização.

"A nossa grande entrega para este ano, é a conclusão de todos os projetos que estão em andamento, não é tempo de concebermos novos projetos estruturantes, ao contrário, a hora é de concluir os trabalhos e consolidar o papel que o MDIC vem desempenhando nesses últimos três anos", disse Elias a jornalistas após cerimônia de transmissão de cargo.

Segundo ele, o foco continua sendo a Nova Indústria Brasil (NIB), para que a indústria seja a grande fomentadora do comércio exterior. "O Brasil vem de três anos seguidos de bons resultados na corrente de comércio e precisa continuar assim, é preciso também que essa produção seja resiliente a ponto de saber enfrentar os momentos difíceis que a geopolítica impõe."

Ele disse que seguirá a atuação firme na área de defesa comercial. "Na questão tarifária, dos impostos de importação ou, eventualmente, de exportação, como foi o caso do diesel recentemente, nós já conseguimos corrigir muitas assimetrias do passado, acho que a Camex vem tendo um bom trabalho nisso. Em especial nós tivemos que enfrentar, no ano passado, questões muito particulares que foram com os Estados Unidos da América", relembrou.

Novos acordos

O ministro disse também que pretende discutir com o setor privado a implementação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que entra em vigor em 1º de maio. Segundo Elias, haverá "um número razoável" de bens, de NCMs que são desgravadas pela União Europeia, dando início aos cronogramas de desgravação no Brasil.

Ao mesmo tempo, seguem as discussões de pactos com a Índia, para extensão tarifária, com o México, com o Canadá e com os Emirados Árabes Unidos. "O Canadá é muito importante e estratégico para o Brasil, como é o México também, por razões óbvias."

Segundo ele, a expectativa é que o acordo Mercosul-Canadá saia ainda este ano. "É uma negociação que está em curso, estão sendo feitas rodadas técnicas, diplomáticas, e tem sido muito exitoso. Nós estamos com mais da metade do texto já negociado e pactuado. Eu tenho a expectativa de que até o final do ano a gente consiga, sim, evoluir", disse.

No caso do acordo com os Emirados Árabes, o ministro informou que foram encontrados "alguns pontos que ficaram mais difíceis de evoluir".

ReData

O novo ministro disse que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (ReData) é uma agenda prioritária da pasta. O regime enfrenta um impasse no Senado Federal depois que a medida provisória que o instituiu caducou, no fim de fevereiro

A jornalistas, Elias disse que o ministério está "tentando convencer o Legislativo da prioridade". "De fato, está no Senado, ainda há necessidade de retomada da tramitação no Senado, a Câmara já aprovou, e nós estamos dialogando."

Ele informou que pretende fazer uma visita para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir esse tema. "Hoje nós discutimos internamente (no ministério) a necessidade de termos uma política, e o ReData faz esse papel, de atração de investimentos, de fomento a investimento, sobretudo em data centers, é preciso que façamos isso. É uma agenda prioritária", acrescentou.

&#39;Taxa das blusinhas&#39;

Indagado a respeito da declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a "taxa das blusinhas", o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disse que a pasta tem uma posição favorável tendo em vista a proteção da indústria nacional.

"Eu confesso que eu não ouvi o que o presidente Lula falou. Nós temos uma posição que foi adotada lá quando da edição da chamada a taxa das blusinhas, que é favorável à taxa, como forma de proteção, sobretudo da indústria têxtil, da indústria de calçados no Brasil", sustentou ele. "Nós temos uma assimetria muito grande no regime tributário que sofre o produtor, e também o comércio, mas o produtor nacional é aquele que comercializa, por exemplo, para aqueles países asiáticos."

"Então, para corrigir essa distorção é que se fez lá atrás o imposto de importação que a gente chama aqui de taxa das blusinhas", completou o ministro.

O que Lula disse

Mais cedo, o presidente afirmou que reconhece o prejuízo do aumento da taxa das blusinhas, em referência à alíquota de 20% sobre as compras internacionais de até US$ 50 em plataformas digitais. As declarações ocorreram em entrevista aos sites Brasil 247, Diário do Centro do Mundo e Fórum.

O Congresso Nacional aprovou o aumento do imposto em 2024. Naquela ocasião, o deputado Átila Lira (PP-PI) era relator de um projeto de outro assunto - tratava-se do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), sobre sustentabilidade automotiva - e incluiu no texto um dispositivo sobre as compras internacionais. Lula não vetou a medida, porque a aprovação se deu em acordo com o governo federal.

"Eu achava desnecessário o aumento das blusinhas. Eu achava desnecessário, porque são compras muito pequenas, são compras de R$ 50, R$ 60, coisas que não têm nada muito significativo, mas as pessoas de baixo poder aquisitivo é que compravam aquilo. E ainda compram. Eu sei do prejuízo que isso trouxe para nós", disse Lula.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/fff7095a-2703-4d0b-8fc2-4dad5f132854.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Após aval de Lula, Senado aprecia empréstimo bilionário para MS nesta quarta]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/apos-aval-de-lula-senado-vota-autorizacao-para-para-emprestimo/465085/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/apos-aval-de-lula-senado-vota-autorizacao-para-para-emprestimo/465085/</guid>
				<description><![CDATA[O Senado Federal vai apreciar nesta quarta-feira (15) o projeto que autoriza o Governo de Mato Grosso do Sul a fazer empréstimo de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) para restaurar 730 quilômetros de rodovias e fazer a manutenção por 10 anos destas estradas.

O texto foi incluído da sessão plenária em regime de urgência pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (Democracia/União-AP), na noite de hoje a pedido do senador Nelsinho Trad (PSD/MS).

O anúncio foi feito por volta das 18h20, quando Alcolumbre cumprimentou o governador Eduardo Riedel na sessão plenária, que havia acabado de assinar o contrato do empréstimo no Palácio do Planalto.

O presidente do Senado ressaltou a necessidade de agilizar a  aprovação da matéria após os esforços do governador e da bancada federal para viabilizar a transação, já que a Comissão de Assuntos Econômicos, que deveria analisar o pleito segundo o regimento, não se reunirá amanhã.


“Ocorre que eu estou sendo informado aqui pela Secretaria-Geral da Mesa e pelo próprio Governador (Riecel) que, amanhã, na quarta-feira, nós não temos sessão deliberativa da Comissão de Assuntos Econômicos, porque a Comissão de Assuntos Econômicos se reúne na terça, portanto, a reunião foi no dia de hoje", disse Alcolumbre.



"E há uma solicitação do governador e da bancada do Mato Grosso do Sul para que a Presidência possa trazer imediatamente para a deliberação do Plenário, por conta do período da data em que vence a possibilidade de aprovarmos e de publicarmos este financiamento, que é no próximo domingo, dia 20", acrescentou.


Alcolumbre explicou que nesta quarta haverá sessão plenária, por isso tem a “certeza absoluta de que todos os parlamentares compreenderão a decisão que está tomando agora de trazer imediatamente ao Plenário do Senado Federal a deliberação deste financiamento".


"Para que a gente possa, todos nós, nos desobrigarmos dessa função de aprovarmos o empréstimo que está sendo lutado há alguns anos pelo governo, por conta do prazo - porque, se passarmos para a semana que vem, em que temos feriado, a gente não vai conseguir deliberar. Então, eu vou incluir, governador, senador Nelsinho, senadora Soraya”. 


Para consolidar a decisão, Alcolumbre determinou que amanhã, quando a mensagem chegar ao Congresso, que ela seja levada à Mesa, para ser apreciado o requerimento de inclusão de item extrapauta para a posterior deliberação no Plenário do Senado, para fim de resolver o desejo de um estado da Federação. "E o Senado, como Casa da Federação, vai cumprir as suas obrigações.”

Para o senador Nelsinho Trad, que levou Riedel para conversar com Alcolumbre no plenário do Senado na noite de hoje, o importante é viabilizar este recurso para investimento no Estado, que é “um projeto bem concebido por Eduardo Riedel”, explicando que foram dois anos para viabilizar no Ministério do Planejamento.

"A gente não pode deixar se envolver por questões partidárias, devemos estar unidos por Mato Grosso do Sul”, ressaltou Trad.

No plenário, ao agradecer a decisão do presidente do Senado, Trad enfatizou: “Então, em nome dessa equipe, eu gostaria de parabenizar o governador e todo o Estado de Mato Grosso do Sul por mais essa conquista. Compete a nós, agora, referendar tudo isso com a aprovação e a anuência de Vossa Excelência pela vossa sensibilidade de colocar extrapauta na sessão de amanhã. Gostaria de agradecer a todos os colegas. Cada um aqui tem uma prioridade de uma matéria, e todos declinaram dela para que a gente pudesse colocar o Estado de Mato Grosso do Sul na linha da prioridade absoluta.”

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/reuniao-riedel-lula.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 18:48:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Justiça eleitoral faz "mutirão" em finais de semana e feriado para regularizar títulos]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/justica-eleitoral-faz-mutirao-em-finais-de-semana-e-feriado-para/465072/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/justica-eleitoral-faz-mutirao-em-finais-de-semana-e-feriado-para/465072/</guid>
				<description><![CDATA[Com o prazo final para regularização do título eleitoral próximo, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul intensificou o atendimento ao público e realizará um “mutirão” em finais de semana e feriado até o dia 6 de maio, data limite para atualização cadastral de quem pretende votar no pleito geral deste ano. 

De acordo com a Portaria CRE nº 2/2026, os Cartórios Eleitorais e as Centrais de Atendimento funcionarão em regime de plantão, das 8h às 13h, no feriado de 1º de maio (Dia do Trabalhador) e nos sábados dos dias 18 e 25 de abril, além do fim de semana dos dias 2 e 3 de maio.

Em Campo Grande, o atendimento ocorre no Memorial da Cultura (antigo fórum estadual), localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, região central. Durante a semana, o funcionamento segue normalmente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

A Justiça Eleitoral reforça que o prazo para regularizar a situação do título se encerra em 6 de maio, sem previsão de extensão. A consulta da situação eleitoral pode ser feita por meio do autoatendimento disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No interior do Estado, o atendimento ocorre das 12h às 18h até o dia 27 de abril. Após essa data, o horário será ampliado para das 8h às 18h e segue até o encerramento do prazo.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/d026f753-0428-4276-9548-812b1861f2ab.png" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 18:15:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Márcio Arruda é nomeado procurador-geral do Estado de MS]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/marcio-arruda-e-nomeado-procurador-geral-do-estado-de-ms/465073/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/marcio-arruda-e-nomeado-procurador-geral-do-estado-de-ms/465073/</guid>
				<description><![CDATA[O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), nomeou nesta terça-feira (14) o procurador do Estado Márcio André Batista de Arruda como procurador-geral do Estado de Mato Grosso do Sul, de forma interina.

Márcio Arruda já atuava no gabinete da Procuradoria-Geral. Ele era o procurador-geral adjunto de Ana Carolina Ali Garcia, que deixou o posto na semana passada para concorrer a uma vaga de desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, pelo Quinto Constitucional, que será definido pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul.

O novo procurador-geral do Estado exercia a função de procurador-geral adjunto do contencioso, segmento da PGE-MS que atua nas demandas judiciais do Estado de Mato Grosso do Sul. A PGE-MS é o órgão responsável por representar o Estado — não apenas o Poder Executivo, mas todas as instituições estaduais — em processos judiciais.

Márcio André Batista de Arruda possui pós-graduação em Eficiência e Inovação na Gestão Estratégica (EscolaGov), em Liderança e Inovação pelo Programa de Educação Executiva da FGV-RJ (2021–2022), em Parcerias Público-Privadas e Concessões pela FESPSP (2017–2018) e em Direito Tributário pela UCDB-INPG (2000–2001).
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/bazaart-cd173059-42da-4a86-8ef5-0f780024828a.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 17:39:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Relatório da CPI do Crime conecta facções com sistema financeiro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/relatorio-da-cpi-do-crime-conecta-faccoes-com-sistema-financeiro/465061/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/relatorio-da-cpi-do-crime-conecta-faccoes-com-sistema-financeiro/465061/</guid>
				<description><![CDATA[Em cerca de 220 páginas, o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado (CPI) no Senado, apresentado nesta terça-feira (14) pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE), conecta o crime organizado em facções e milícias com operações do mercado financeiro realizadas para lavagem de dinheiro. 


“Os grupos criminosos, além de criptoativos e outros ativos – virtuais ou não –, têm igualmente se valido do sistema financeiro formal para ocultar ou dissimular a natureza ilícita dos bens originários”, escreveu o relator.


Vieira aponta o caso do Banco Master como exemplo do uso do sistema financeiro para lavagem de dinheiro do crime organizado no Brasil.

“O caso Master evidenciou de forma incontornável que o crime organizado brasileiro atingiu um patamar de sofisticação em que facções criminosas de base territorial, como o PCC, operam em simbiose com operadores do mercado financeiro formal, valendo-se de fundos de investimento, gestoras de ativos e instituições bancárias para lavar bilhões de reais, corromper agentes públicos e capturar parcelas do aparato estatal e regulatório”, explicou.

O relator acrescentou que a CPI constatou que a lavagem de dinheiro permanece como o mecanismo central de sustentação do crime organizado, que utiliza mercados lícitos para reciclar o dinheiro do tráfico de drogas e armas.


“A infiltração em setores como tabaco, ouro, combustíveis, mercado imobiliário e bebidas, aliada ao uso sofisticado de fintechs, criptomoedas e fundos de investimento, demonstra que a criminalidade organizada opera com grau de sofisticação empresarial que exige resposta igualmente qualificada do Estado”, pontuou Alessandro Vieira.


O relatório apresentado ainda precisa de aprovação da CPI do Crime Organizado, que ainda pode pedir vistas do texto, em sessão marcada para a tarde desta terça-feira (14).

Áreas dominadas pelas facções

Diante da relação do crime organizado com o sistema financeiro, o relator da CPI Alessandro Vieira defende que o enfrentamento à criminalidade não pode se limitar ao combate ostensivo de facções em territórios dominados.


“É igualmente necessário atuar sobre as cadeias econômicas que financiam essas estruturas, com especial atenção para mercados de consumo massivo, rotas logísticas já consolidadas e setores em que a aparência de legalidade”, disse.


O relator da CPI acrescenta que, sem esse olhar econômico e patrimonial, a repressão tende a incidir apenas “sobre manifestações visíveis da criminalidade, preservando-se, entretanto, os mecanismos que garantem sua reprodução financeira e institucional”.

A CPI do Crime no Senado foi instalada após operação policial no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 122 pessoas, a maior letalidade de uma operação na história do país.

Controle de armas

O relator Alessandro Vieira ainda destacou a importância de aumentar a fiscalização das armas e munições no Brasil. Segundo ele, alterações legislativas e falhas de fiscalização, “criam ambiente propício a desvios e usos indevidos de armas e munições. Esse ponto interessa diretamente ao crime organizado”.

Durante o governo de Jair Bolsonaro, foram editados decretos e regulamentos que flexibilizaram a posse de armas de fogo, em consequência da plataforma do governo anterior que defendia a flexibilização das regras para venda e posse de armas no Brasil. 

Estudo do Instituto Sou da Paz aponta que medidas de flexibilização favoreceu que parte desse armamento fosse desviada para as mãos de criminosos. 

Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decretos para restringir o acesso a armas no país, revertendo a flexibilização no monitoramento e acesso a armas que havia sido promovida durante o governo anterior. 

Redes Sociais e crianças

Um dos focos da CPI do Crime Organizado no Senado foi investigar o papel das plataformas digitais para a criminalidade organizada e os ganhos econômicos das bigtechs por meio da prática de crimes pela internet. 

No relatório final, o senador Alessandro Vieira aponta que o ambiente digital é elemento estruturante no aliciamento e exploração de crianças e adolescente.  


“Evidências mostram que plataformas amplamente utilizadas, como Facebook e Instagram, são centrais no aliciamento, enquanto sistemas de recomendação podem conectar usuários a redes ilícitas, inclusive de abuso sexual infantil”, escreveu.


O relatório aponta que esse quadro é agravado pela atuação “predominantemente passiva das plataformas”, a partir de denúncias realizadas por usuários.


“Esse modelo, no entanto, revela limitações evidentes quando se considera que o ambiente é amplamente frequentado por crianças e adolescentes, que não dispõem de plena capacidade de identificar, compreender e reagir adequadamente a situações de violência e exploração”, completou Vieira.


A SaferNet Brasil registrou, entre janeiro e julho de 2025, 49.336 denúncias de abuso e exploração sexual infantil online, aumento de 18,9%, correspondendo a 64% das denúncias de crimes cibernéticos.

Déficit do sistema prisional e das forças de segurança

O “alarmante” déficit de vagas no sistema prisional brasileiro, que ultrapassa as 202 mil, é apontado no relatório como grave porque os presídios seriam a principal plataforma das facções no Brasil.  


“[Essa situação] permitiu que os presídios se tornassem o berço e o centro de comando das organizações criminosas no país”, escreveu o relator. O Brasil possui a terceira maior população prisional do mundo, com 701 mil pessoas presas.  


Para suprir esse déficit, o relator calculou que seriam necessários aportes de RS 14 bilhões para construção de novas vagas.

Vieira ainda destaca o efetivo “diminuto” das forças de segurança em função das dimensões continentes do país, com a Polícia Federal operando com 40% de déficit no quadro funcional.


“A descapitalização dos órgãos de controle e inteligência representa, paradoxalmente, um dos maiores estímulos à expansão do crime organizado, pois reduz a capacidade do Estado de detectar, investigar e reprimir atividades ilícitas”, completou.


Indiciamentos e Intervenção do RJ

O relator da CPI do Crime Organizado no Senado Alessandro Vieira ainda pediu, no mesmo relatório, os indiciamentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master. Vieira aponta que há indícios do cometimento de crimes de responsabilidades de “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa”; e de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”.

Além disso, o relatório recomenda que o presidente da República decrete uma intervenção federal no estado do Rio de Janeiro (RJ) como medida “indispensável” diante da infiltração do crime no Poder Público local, o que comprometeria a capacidade do estado “de conduzir, com autonomia e idoneidade, as ações de enfrentamento necessárias”. 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/imagem-materia_2.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 13:34:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[MS caminha para mais uma eleição ao governo sem candidaturas femininas]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/ms-caminha-para-mais-uma-eleicao-ao-governo-sem-candidaturas-femininas/465038/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/ms-caminha-para-mais-uma-eleicao-ao-governo-sem-candidaturas-femininas/465038/</guid>
				<description><![CDATA[A presença nas disputas pelo cargo de governador de Mato Grosso do Sul permanece limitada ao sexo masculino, apesar de avanços pontuais ao longo das últimas décadas.

Desde a criação do Estado, em 1977, só quatro mulheres concorreram ao cargo máximo do Executivo sul-mato-grossense, mas nenhuma delas foi eleita governadora. A primeira candidatura feminina ao governo estadual foi registrada em 1994.

Trata-se de Rita de Cássia Gomes Lima (Prona), mas ela não foi eleita. Somente o pleito de 2002 voltou a ter uma mulher como candidata à cadeira de chefe do Executivo estadual, a então deputada federal Marisa Serrano (PSDB).

Ela teve o melhor desempenho feminino, chegando ao segundo turno contra o então governador Zeca do PT, que acabou reeleito.

Após esse intervalo sem protagonismo feminino competitivo, novas candidaturas surgiram na eleição de 2022, marcando um avanço na presença feminina, tendo na disputa pela cadeira de chefe do Executivo duas mulheres: a ex-vice-governadora Rose Modesto (União Brasil) e a advogada Giselle Marques (PT).

Rose Modesto terminou em terceiro lugar, ficando próxima de uma vaga no segundo turno, enquanto o segundo turno foi disputado pelo atual governador Eduardo Riedel (PP) e pelo então deputado estadual Capitão Contar, na época no PRTB, mantendo a predominância masculina na fase decisiva das eleições estaduais.

O histórico revela um padrão persistente: embora as mulheres sejam a maioria do eleitorado, sua presença nas disputas pelo governo do Estado ainda é reduzida e, em geral, com menor estrutura política.

O desafio agora é transformar essa participação crescente em competitividade real, abrindo caminho para que Mato Grosso do Sul eleja, pela primeira vez, uma governadora.

Pelo cenário até agora, o Estado terá outro pleito sem mulheres, pois os nomes colocados são todos de homens: Eduardo Riedel, Fábio Trad (PT), João Henrique Catan (Novo), Lucien Rezende (Psol), Renato Gomes (DC) e Jeferson Bezerra (Agir).

No único caso em que há uma mulher na chapa majoritária, ela aparece como pré-candidata a vice-governadora: a ex-primeira-dama do Estado Dona Gilda Maria dos Santos (PT), esposa de Zeca do PT e que está na chapa encabeçada por Fábio Trad.

O cenário reflete um problema estrutural no Estado: baixa presença feminina nos cargos políticos e sub-representação em praticamente todas as esferas.

Na disputa ao Senado, o quadro não muda em MS, pois há apenas duas pré-candidatas: a senadora Soraya Thronicke (PSB) e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL).

De 1982 a 2022, seis mulheres concorreram ao Senado no Estado e quatro foram eleitas: Marisa Serrano (eleita em 2006), Simone Tebet (eleita em 2014), Soraya Thronicke (eleita em 2018) e Tereza Cristina (eleita em 2022).

Apenas Francisca Escobar (Prona) e Anita Borba (Psol) não foram eleitas, em 1994 e 2006, respectivamente. Isto é, em cerca de 40 anos, a presença feminina é extremamente baixa na disputa pelas três vagas de Mato Grosso do Sul no Senado.

*Saiba

A disputa pela Presidência da República também pode ocorrer sem nenhuma candidata mulher. Apesar do discurso recorrente dos partidos – da esquerda à direita — em defesa do eleitorado feminino, a prática mostra outra realidade.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/montagem-candidatas-a-governadoras.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 08:05:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Prisão de Ramagem nos EUA: deportação, extradição ou asilo? Veja os cenários possíveis]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/prisao-de-ramagem-nos-eua-deportacao-extradicao-ou-asilo-veja-os/465025/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/prisao-de-ramagem-nos-eua-deportacao-extradicao-ou-asilo-veja-os/465025/</guid>
				<description><![CDATA[A detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos pode resultar em deportação por questões migratórias ou no avanço do processo de extradição solicitado pelo Brasil, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão.

Há ainda um pedido de asilo político feito pelo senador Jorge Seif (PL-SC). No documento enviado à embaixada e obtido pelo Estadão, o senador bolsonarista afirma que o caso de Ramagem envolve riscos à segurança jurídica e levanta questões sobre perseguição política.

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) nesta segunda-feira, 13.

A prisão de Ramagem já foi registrada no sistema eletrônico do ICE. "A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA", diz a nota da Polícia Federal.

"O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito", complementa.

Aliado de Ramagem, o influenciador Paulo Figueiredo, que também vive nos Estados Unidos, afirma que ele foi detido apenas por uma infração de trânsito e que está prestando assistência para que ele não seja deportado. Figueiredo disse que Ramagem tem um pedido de asilo pendente nos EUA e, por isso, estaria em condição legal no país.

"Isso não tem absolutamente nada a ver com o pedido de extradição do Brasil, que segue em análise no Departamento de Estado", disse.

Deportação X extradição

A professora de Direito da FGV Direito SP Luísa Ferreira afirma que se a detenção tiver caráter migratório, o caso pode resultar em deportação. "Ele é parado ali pelos policiais, está sem documentação - ao que tudo indica, ele não tem passaporte válido - e aí, como qualquer pessoa que está sem documentação, principalmente neste governo Trump, que tem feito uma política dura migratória, ele é levado e detido por falta de documentação, por estar nos Estados Unidos de maneira ilegal", explicou.

A professora ressalta que é fundamental diferenciar deportação de extradição. "A deportação é por um problema de falta de documentação. Se ele for deportado, assim que chega ao Brasil ele é automaticamente preso, porque a condenação já transitou em julgado e há um mandado de prisão em aberto", disse.

Já no caso de extradição, o processo tende a ser mais demorado e envolve análise jurídica. "Vai ter uma avaliação se o crime é reconhecido nos dois países, se é ou não crime político. Existe um tratado entre Brasil e Estados Unidos para os casos de extradição, mas é um procedimento mais lento", afirmou.

Asilo político

Durante os dois processos, Ramagem poderia apresentar defesa alegando direito a asilo político. A doutora em Direito Internacional pela Universidade São Paulo (USP) Paula Ritzmann Torres afirma que a pessoa detida pode requerer asilo quando considerar que sofre perseguição política no seu Estado de origem.

"A concessão de asilo impede tanto a deportação quanto a extradição, motivo pelo qual os respectivos processos podem ser suspensos enquanto se aguarda a decisão sobre o asilo, que segue um procedimento próprio.

Segundo a especialista, durante o período de análise a pessoa não está tecnicamente legal no país, mas não é retirado do território até que se decida.

Passaporte diplomático cancelado

O pedido de extradição de Ramagem foi entregue ao governo dos Estados Unidos em 30 de dezembro do ano passado, mas não há prazo para a análise. Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Ramagem fugiu para os Estados Unidos durante o julgamento da ação penal da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele perdeu o mandato de deputado no fim do ano passado e foi condenado a 16 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado de Direito e golpe de Estado.

Após a condenação, o ministro do STF Alexandre de Moraes havia solicitado a extradição de Ramagem para o cumprimento da pena no Brasil. Ainda não há informações oficiais sobre se a detenção realizada pelo serviço de imigração tem relação com esse pedido de extradição.

Ramagem deixou o Brasil por Roraima e entrou na Guiana de carro, de onde embarcou num avião para os Estados Unidos. O governo dos EUA vinha resistindo a cumprir outras ordens de Moraes para extraditar aliados do ex-presidente que fugiram aos EUA, como o blogueiro Allan dos Santos, foragido desde 2021.

Em fevereiro desse ano, ele foi interrogado por videoconferência pelo STF. Segundo os autos, a ação trata de supostos crimes cometidos após a diplomação, relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo dano qualificado com violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, com prejuízo considerado relevante. Os fatos investigados teriam ocorrido até o término de seu mandato parlamentar.

Ele teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado e também teve o passaporte diplomático cancelado. Nas redes sociais, afirmou à época que a decisão foi resultado de uma "canetada" e que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), atua como "subordinado de um ministro ditador".

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/12/alexandre-ramagem.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[ICE prende Alexandre Ramagem nos Estados Unidos]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/ice-prende-alexandre-ramagem-nos-estados-unidos/465014/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/ice-prende-alexandre-ramagem-nos-estados-unidos/465014/</guid>
				<description><![CDATA[O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) está sob custódia do serviço de imigração e alfândega dos EUA, conhecido pela sigla ICE (ICE U.S. Immigration and Customs Enforcement).

O nome de Ramagem aparece no site do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos com a situação "sob custódia do ICE". O local de detenção não foi informado. 

Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito.

Proibido de sair do país, o ex-deputado saiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.

O nome de Ramagem consta na lista de foragidos procurados da Interpol. O governo brasileiro solicitou aos Estados Unidos a extradição de Alexandre Ramagem. O pedido de extradição foi entregue pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado no final de dezembro de 2025.

Depoimento

Em fevereiro, Ramagem prestou depoimento, por videoconferência, ao STF na ação penal da trama golpista que estava suspensa e voltou a tramitar após ele perder o mandato.

Ramagem foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) e perdeu o mandato parlamentar em dezembro de 2025, por ato da Mesa Câmara em razão de condenação no Supremo Tribunal Federal.

Alexandre Ramagem era delegado de carreira da Polícia Federal, e foi demitido após a condenação.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2024/01/imagem-2024-01-25-151617477.png" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 15:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Ex-secretários e vice-prefeita disputam suplência de Azambuja]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/ex-secretarios-e-vice-prefeita-disputam-suplencia-de-azambuja/464991/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/ex-secretarios-e-vice-prefeita-disputam-suplencia-de-azambuja/464991/</guid>
				<description><![CDATA[A disputa pela primeira-suplência na chapa ao Senado encabeçada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente do PL em Mato Grosso do Sul, já movimenta os bastidores da política sul-mato-grossense a seis meses das eleições do dia 4 de outubro. 

De acordo com apurações do Correio do Estado, com a pré-candidatura de Azambuja ainda em articulação, mas praticamente com uma das duas vagas já assegurada pelas lideranças nacionais do PL, três nomes despontam como postulantes ao posto estratégico na composição eleitoral.

Trata-se do ex-secretário de Estado de Fazenda Felipe Mattos, apontado como favorito, da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), vista como a “azarona” do trio, e do ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação Jaime Verruck (Republicanos), tido como o preferido pelo governador Eduardo Riedel (PP).

Favorito para ficar com a vaga, Felipe Mattos tem como trunfos para garantir espaço na chapa a experiência administrativa e a proximidade com a gestão do ex-governador, afinal, ele esteve na administração Azambuja desde o primeiro mandato. 

Ele começou como consultor jurídico e, em janeiro de 2019, assumiu a Secretária de Estado de Fazenda (Sefaz), onde era o homem de confiança do então governador, sendo o responsável por azeitar a máquina econômica sul-mato-grossense. 

Quando Felipe Mattos chegou ao governo, o Estado arrecadava em torno de R$ 10 bilhões anuais e, quando deixou o cargo, em março de 2022, a arrecadação estava em R$ 18 bilhões ao ano, sendo investidos R$ 3 bilhões em obras só na parte viária.

Outro nome na disputa, Jaime Verruck também carrega bagagem técnica e trânsito político dentro da gestão do ex-governador e do atual governador, pois esteve à frente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) desde 2015.

Ou seja, ao longo dos últimos 11 anos, ele esteve no comando da secretaria, o que lhe deu o título de “supersecretário”, tanto na administração de Azambuja quanto na de Riedel. Verruck, que tem trajetória na indústria, assumiu o cargo de secretário em janeiro de 2015, no primeiro mandato de Azambuja, e se consolidou como o secretário mais longevo do Estado. 

Por ter perfil técnico, esteve no comando de negociações e reestruturações estaduais, como incentivos fiscais e atração de investimentos. Fechando a lista de interessados, aparece a vice-prefeita Gianni Nogueira, que fortalece sua candidatura com base política na segunda maior cidade do Estado e pelo vínculo com o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), o Gordinho do Bolsonaro, de quem é esposa.

A definição do nome que ocupará a primeira-suplência é considerada peça-chave na estratégia eleitoral, já que o posto pode ampliar alianças regionais, fortalecer a capilaridade da campanha e garantir sustentação política ao projeto do PL em Mato Grosso do Sul. 

Nos bastidores, lideranças partidárias avaliam não apenas o peso político de cada pré-candidato, mas também critérios como densidade eleitoral, capacidade de articulação e equilíbrio regional. A expectativa é de que a escolha seja feita nas próximas semanas, à medida que avançam as negociações para a formação completa da chapa.

Questionado pelo Correio do Estado sobre qual dos três nomes deve ser escolhido, Reinaldo Azambuja desconversou, dizendo que ainda está muito cedo para isso, porém, não negou que Felipe Mattos, Jaime Verruck e Gianni Nogueira estejam no páreo.


“Para ser bem sincero, ainda não me decidi. Vou analisar as alternativas para tomar essa decisão mais adiante, pois o primeiro-suplente terá um papel estratégico dentro da minha campanha eleitoral”, declarou.


Embora não seja eleito diretamente pelo voto, o primeiro-suplente pode acabar exercendo mandato por longos períodos, afinal, ele tem de assumir o cargo sempre que o senador se afasta, seja por licença, doença, viagem ou para ocupar outro cargo (como ministro, secretário ou governador).

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/montagem-suplentes-azambuja.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 08:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Orbán reconhece oficialmente derrota 'dolorosa' nas eleições na Hungria]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/orban-reconhece-oficialmente-derrota-dolorosa-nas-eleicoes-na/464980/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/politica/orban-reconhece-oficialmente-derrota-dolorosa-nas-eleicoes-na/464980/</guid>
				<description><![CDATA[O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu neste domingo, 12, que o seu partido, o Fidesz, foi derrotado nas eleições parlamentares. Ele disse que o resultado é "doloroso".

Encerra-se assim o período de 16 anos no poder de uma figura poderosa no movimento de extrema-direita global.

Aliado dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, Orbán foi oposição a uma série de políticas da União Europeia.

"Parabenizei o partido vitorioso", disse Orbán aos apoiadores em Budapeste. "Vamos servir a nação húngara e nossa pátria também a partir da oposição".

Os resultados oficiais iniciais mostram o partido Tisza, do líder da oposição Peter Magyar, dominando a eleição. 

Líderes europeus falam em união e parabenizam Magyar

Diante do resultado parcial da eleição parlamentar na Hungria, autoridades europeias se manifestaram sobre a vitória de Peter Magyar, do partido de oposição. A eleição, ainda em apuração neste domingo, 12, é considerada a mais importante da Europa neste ano. Líder de extrema-direita, o primeiro-ministro Viktor Orbán, que ficou no poder por 16 anos, reconheceu a derrota.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que conversou com Magyar para parabenizá-lo pela vitória na Hungria. "A França saúda a vitória da participação democrática, a adesão do povo húngaro aos valores da União Europeia, bem como o compromisso europeu da Hungria. Avancemos juntos em direção a uma Europa mais soberana, pela segurança do nosso continente, pela nossa competitividade e pela nossa democracia", disse na rede social X.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também postou no X que "o coração da Europa está batendo mais forte na Hungria esta noite", ao se deparar com o resultado da derrota de Órban nos resultados parciais. Ela afirmou que a Hungria escolheu a Europa e que o país reivindica seu caminho no continente, com a união se fortalecendo.

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, parabenizou Magyar pela vitória que ele chama de "histórica". "Estou ansioso para trabalhar de perto com você - como Aliados e Membros da UE. Isso marca um novo capítulo na história da Hungria", disse em postagem no X.

A vitória da oposição à Orban também foi motivo de parabenização pelo chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. Em sua rede social, ele afirmou estar ansioso pela "colaboração por uma Europa forte segura e, acima de tudo, unida".

O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr, também parabenizou Magyar e seu partido pela vitória. "Aguardo com expectativa uma cooperação próxima e construtiva na busca pela paz e estabilidade, democracia e o Estado de direito em nosso continente", disse.

As urnas ainda não foram 100% apuradas, mas o resultado parcial indica a derrota de Órban, que já se pronunciou em Budapeste admitindo a vitória da oposição.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/1_1.png" medium="image"/>
				
				<category>Política</category>
				<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 17:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
			</channel>
</rss>