Política

Política

Festival registra menor média de público

Festival registra menor média de público

Redação

04/05/2010 - 07h06
Continue lendo...

Sílvio Andrade, Corumbá

A sétima edição do Festival América do Sul (FAS), encerrada domingo em Corumbá, teve público abaixo da média em relação aos anos anteriores, reflexo de um formato que precisa ser repensado. O “Quebra-torto literário” foi uma das exceções da programação iniciada no dia 28 de abril. Faltou mais divulgação para os eventos fora do circuito de shows musicais e maior envolvimento da comunidade fronteiriça.

O Palco das Américas, na Praça Generoso Ponce, por onde passaram grandes nomes da música nacional, foi o termômetro desse afastamento do corumbaense e também do turista, cuja presença também foi menor neste ano. Pouco mais de três mil pessoas assistiram ao show do sambista Diogo Nogueira, na primeira noite, público superior ao de domingo, quando Renato Teixeira encerrou o festival.

Para a Polícia Militar, 14 mil pessoas passaram pelo circuito no sábado, quando se apresentaram Roberta Sá e Monobloco. Havia vazios, era possível circular tranquilamente pelo local e na Avenida General Rondon, onde ficou o Palco Brasil. Fracasso de público no Palco Pantanal, armado no porto geral, onde ocorreram dança e teatro, e em Ladário, cidade vizinha. A organização esperava 15 mil pessoas por noite na principal área de eventos, mas estimativa da PM, divulgada ontem, apontou média de 11 mil. Grande parte desse público circulava pelo local sem interessar-se pelos shows, nos dois palcos armados.

Foi pequena a frequência também no Pavilhão dos Países, onde aconteceu a mostra de artesanato – pouco representativa em comparação às edições anteriores. 

Despedida
Apesar da dispersão do público pela praça, lotando apenas a praça de alimentação, o festival encerrou-se em grande estilo. Depois da apresentação da banda de pop rock Nakanoa, de Corumbá, no Palco Brasil, presenciada por cerca de 500 pessoas, Renato Teixeira foi a grande atração da última noite. Um show intimista, simples, porém com poesia e harmonia que fazem bem para os ouvidos – e para a alma.

Acompanhado dos filhos João Lavraz (baixo) e Chico Teixeira (viola de doze cordas), o cantor e compositor do folk nacional apresentou uma retrospectiva de sua carreira. No repertório, canções consagradas como “Romaria” e “Amanheceu, peguei a viola”. Teixeira brindou o público com “Trem do Pantanal” e, como não poderia deixar de ser, interpretou “Um violeiro toca” e “Tocando em frente”.

“A parceria com Almir Sater é um grande momento na minha história. Juntos, compusemos alguns sucessos que são fundamentais para a sustentação de nossas carreiras. Outra parceria importante foi com a dupla Pena Branca e Xavantinho”, disse o músico, em rápida entrevista.
Enquanto rolava o show, operários ditavam seu ritmo na desmontagem da estrutura do festival, serviço que deve terminar hoje.

ELEIÇÕES 2026

Kassab reforça apoio à pré-candidatura de Nelsinho Trad à reeleição ao Senado

O senador sul-mato-grossense conversou ontem com o presidente nacional do PSD e recebeu o aval que precisava para o pleito

19/01/2026 08h20

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o senador Nelsinho Trad, pré-candidato à reeleição

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o senador Nelsinho Trad, pré-candidato à reeleição Arquivo

Continue Lendo...

Durante reunião realizada na tarde de ontem em São Paulo (SP), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, deu aval ao senador sul-mato-grossense Nelsinho Trad (PSD) para viabilizar a pré-candidatura à reeleição ao Senado no pleito deste ano.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, Kassab disse que, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sinalizou um recuo da pré-candidatura a presidente da República, o PSD trabalha para que o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), participe da disputa presidencial e, portanto, o partido precisará de um palanque em Mato Grosso do Sul.

“Temos de procurar fortalecer as pré-candidaturas majoritárias em todos os estados, tanto para governador quanto para senadores. No entanto, no caso de Mato Grosso do Sul, como temos uma boa relação com o governador Eduardo Riedel [PP], vamos apoiar a reeleição dele e, por isso, para termos um palanque para o Ratinho  Jr. aí, o senador Nelsinho será o nosso carro-chefe”, explicou.

Ele também revelou que o senador Nelsinho Trad já vai iniciar a organização do reforço partidário do PSD em Mato Grosso do Sul, procurando os políticos que desejam disputar as eleições deste ano como deputados federais e estaduais pela legenda.

“O reforço do palanque estadual é importante para ajudar a nossa pré-candidatura à majoritária nacional”, explicou o presidente nacional do partido.

Já o senador Nelsinho Trad revelou ao Correio do Estado que é natural que o PSD reforce o partido em Mato Grosso do Sul para que o pré-candidato a presidente da República da legenda, Ratinho Júnior, tenha um palanque.

“O Ratinho Jr. é uma alternativa à polarização entre direita e esquerda. Acredito que, com a pré-candidatura dele a presidente da República, a minha pré-candidatura ao Senado também ficará mais fortalecida”, argumentou.

Sobre o convite feito pelo deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato a senador pelo partido, para que o senador do PSD fizesse uma “dobradinha” com ele no pleito deste ano para concorrem às duas vagas ao Senado, Nelsinho rechaçou.

“Não tem a menor possibilidade de uma aliança com o PT em Mato Grosso do Sul e também no Paraná e em Pernambuco, pois, no primeiro, o candidato a governador do Ratinho Jr. tem como adversário um petista, enquanto no segundo a governadora Raquel Lyra (PSD) também terá o PT apoiando o seu principal adversário”, assegurou.

RATINHO JR. PRESIDENTE

Com o governador Tarcísio de Freitas fora do páreo na disputa pela Presidência da República, Kassab busca fortalecer o governador do Paraná e, na semana passada, chegou a se reunir com ele para acertar os detalhes de uma pesquisa eleitoral para afinar o tom da campanha.

Até então, Ratinho Jr. era visto como o mais discreto dos governadores de direita que sonham em enfrentar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste ano. Ele evitava comentar abertamente a possibilidade de se candidatar, porém mudou o tom e passou a falar abertamente e em entrevistas sobre essa possibilidade.

Ele usa o tom de alternativa à polarização, com linguagem popular, que remete ao estilo do pai, o apresentador Ratinho.

“As pessoas não estão aguentando mais esse ambiente de briga política que não está trazendo resultado nenhum para a dona Maria”, disse o governador em uma entrevista na semana passada.

O primeiro passo será conversar mais com os agentes do mercado financeiro, que preferiam Tarcísio e rejeitam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que, em dezembro, disse ser o escolhido pelo pai para representar a direita nas eleições de outubro.

Assine o Correio do Estado

Política

Alckmin: Liderança e perseverança de Lula fizeram com que chegássemos a acordo Mercosul-UE

Ministro destacou que o pacto é aguardado há 25 anos e frisou tratar-se do maior acordo entre blocos do mundo

17/01/2026 18h00

Vice-presidente, Geraldo Alckmin

Vice-presidente, Geraldo Alckmin Crédito: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Continue Lendo...

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado, 17, que a liderança e a perseverança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "fizeram com que se chegasse ao dia histórico" da assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O pacto firmado nesta tarde, em cerimônia em Assunção, no Paraguai, cria um dos maiores blocos econômicos do mundo.

A ponderação ocorreu em vídeo postado por Alckmin no X. O ministro destacou que o pacto é aguardado há 25 anos e frisou tratar-se do maior acordo entre blocos do mundo. "Isso significa mais comércio, mais emprego, mais investimentos recíprocos. Um ganha-ganha em benefício da sociedade. Grande conquista", afirmou.

Lula não participou da cerimônia de assinatura do pacto. Em seu lugar, compareceu ao evento o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que a ausência "deixou um sabor amargo", mas reconheceu a liderança de Lula nas negociações em torno do acordo.

Nesta sexta, 16, Lula publicou artigo em jornais de 27 países avaliando que o acordo Mercosul-UE é uma resposta do multilateralismo ao isolamento. "Em uma época em que o unilateralismo isola mercados e o protecionismo inibe o crescimento global, duas regiões que compartilham valores democráticos e a defesa do multilateralismo escolhem um caminho diferente", diz o chefe do Executivo no texto. Ele esteve ontem em ato no Rio de Janeiro com Von der Leyen.

Na cerimônia desta tarde Vieira afirmou que o acordo estabelece uma "parceria com enorme potencial econômico" e "com profundo sentido geopolítico". Segundo o chanceler, o pacto "representa um baluarte, erguido com sólida convicção no valor da democracia e da ordem multilateral, diante de um mundo abatido pela imprevisibilidade, pelo protecionismo e pela coerção".

Assine o Correio do Estado
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).