Política

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Filmes musicais norte-americanos inspiraram Johnny Alf

Filmes musicais norte-americanos inspiraram Johnny Alf

Redação

06/03/2010 - 03h38
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O cantor, compositor e pianista carioca Johnny Alf morreu ontem, aos 80 anos, em Santo André, na Grande São Paulo, onde estava morando. Há mais de três anos, Alf vinha sofrendo com um câncer de próstata e seu estado de saúde agravou-se desde segunda- feira. O enterro foi ontem, no cemitério do Morumbi, em São Paulo, cidade que adotou a partir da metade dos anos 1950. Nascido Alfredo José da Silva, na Vila Isabel de Noel Rosa (1910- 1937), no Rio de Janeiro, no dia 19 de maio de 1929, Johnny Alf se notabilizou por canções como “Eu e a brisa”, “Ilusão à toa” e “Rapaz de bem”. Ele foi criado pela mãe e uma família que a contratou como empregada doméstica depois da morte do pai. Mais tarde, por volta dos 9 anos, uma amiga dessa família, Geni Borges, o estimulou a aprender piano clássico. Os estudos de música erudita (“mais Chopin do que Debussy”) tiveram pouca influência depois, como o próprio Alf afirmaria anos mais tarde. O que mais teve impacto sobre sua criação artística foram os filmes musicais norte-americanos que tinham trilhas sonoras assinadas por gente do porte de George Gershwin e Cole Porter. “Era o que me acendia aquela vontade interior de criar alguma coisa. Então, quando voltava do cinema sob aquele impacto, eu ia ao piano e fazia coisas com a influência do que tinha ouvido”, dizia. Além do cinema musical, havia o jazz – e especialmente o trio do também pianista e cantor Nat King Cole o inspirou. Na música brasileira, os cantores Silvio Caldas, Orlando Silva e Dircinha Batista estavam entre seus prediletos. Ele também tocava Dorival Caymmi e sucessos do repertório de cantores requintados da época, como Lúcio Alves e Dick Farney. Dessa mistura de influências, surgiu o embrião da bossa nova que ele desbravou. Primeiro registro significativo de sua carreira de mais de 50 anos e poucos títulos, “Rapaz de bem” é considerado por especialistas como o primeiro disco de bossa nova, estilo que só adotaria essa nomenclatura em 1958 com o clássico “Chega de saudade” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) pela voz e o violão de João Gilberto. A revolução silenciosa de Alf chegou ao grande público três anos antes, mas já tinha o aval de uma plateia privilegiada de shows desde 1953: os jovens bossa- novistas João Gilberto, Tom Jobim, Carlos Lyra e João Donato, entre outros, que o tinham como grande ídolo. Seu maior êxito foi “Eu e a brisa”, de 1967. Alf gravou apenas 13 álbuns em mais de 40 anos e fez seu último show em agosto de 2009 no Teatro do Sesi, em São Paulo, ao lado da amiga Alaíde Costa.

Mato Grosso do Sul

Eleições 2024: Campo Grande tem recorde histórico de eleitores

Capital passa dos 640 mil eleitores; Ponta Porã supera Corumbá; eleitorado de Dourados encolhe; veja os detalhes

24/07/2024 18h25

Local de votação em Campo Grande, nas eleições de 2022

Local de votação em Campo Grande, nas eleições de 2022 Marcelo Victor/Arquivo

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Campo Grande, a capital de Mato Grosso do Sul, chega em 2024 com o maior eleitorado de sua história. Em outubro, quando serão realizados o primeiro e segundo turno das eleições municipais, a capital do estado terá 646.198 eleitores aptos a votar.

O número de eleitores para esta eleição é 33.711 superior aos 612.487 eleitores que estiveram aptos a votar no pleito de 2020, quando também se votou para prefeito e vereador.

O ganho de eleitores na capital nos últimos quatro anos é superior ao do 10º maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul: a cidade de Paranaíba, que nestas eleições terá 32.049 eleitores.

Em relação às eleições de 2022, quando o eleitorado era de 639.873, são 6.325 novos eleitores na capital. A cidade vem ganhando eleitores desde 2012, conforme indica o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Há 12 anos, eram 561.030 eleitores, veja a evolução:

Eleitorado de Campo Grande:

  • 2012: 561.030
  • 2016: 595.174
  • 2020: 612.487
  • 2024: 646.198

Mulheres são maioria

Quanto ao perfil do eleitorado de Campo Grande, a maioria é de mulheres: 54% do eleitorado (349.234). Os homens são 46% (296.964) dos eleitores da cidade. Assim como em Campo Grande, o eleitorado de Mato Grosso do Sul também bateu um recorde nestas eleições, ultrapassando pela primeira vez a marca de 2 milhões. Em outubro, serão 2.032.487 pessoas aptas a votar no estado.

Interior

No interior do estado, os números do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) mostram duas oscilações distintas. Dourados e Corumbá perderam eleitores, enquanto Três Lagoas e Ponta Porã ganharam.

No caso de Corumbá e Ponta Porã, uma tendência se aprofunda. A cidade na fronteira com o Paraguai trocou de posição com Corumbá e agora se distancia da cidade localizada na fronteira com a Bolívia como o quarto maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul. Ponta Porã agora é o quarto colégio eleitoral, e Corumbá, o quinto.

Confira os números dos maiores colégios eleitorais do interior:

Dourados (2º)

  • 2012: 143.645
  • 2016: 152.169
  • 2020: 164.395
  • 2024: 163.227

Três Lagoas (3º)

  • 2012: 69.820
  • 2016: 75.844
  • 2020: 83.973
  • 2024: 86.968

Ponta Porã (4º)

  • 2012: 55.898
  • 2016: 60.818
  • 2020: 66.918
  • 2024: 69.438

Corumbá (5º)

  • 2012: 68.911
  • 2016: 70.547
  • 2020: 70.238
  • 2024: 67.737

Mais cidades

O sexto maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul é a cidade de Naviraí, com 38.317 eleitores. Há ainda outras quatro cidades com eleitorado superior a 30 mil: Aquidauana (7º) 36.980, Nova Andradina (8º) 35.765, Sidrolândia (9º) 35.051 e Paranaíba (10º) 32.049. 

A cidade com menos eleitores no Estado é Figueirão: 2.760. O penúltimo menor eleitorado é Novo Horizonte do Sul: 3.702. Alcinópolis é o 77º entre os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, com 3.859 eleitores. 

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ELEIÇÕES 2024

PSDB tem o desafio de trazer Bolsonaro à campanha de Beto em Campo Grande

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) teria combinado com o ex-presidente da República para que ele não venha à Capital

24/07/2024 08h00

A senadora Tereza Cristina, o ex-presidente Bolsonaro e o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira

A senadora Tereza Cristina, o ex-presidente Bolsonaro e o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira Foto: Reprodução

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A aliança entre PSDB e PL em Mato Grosso do Sul para as eleições municipais deste ano ainda está movimentando o cenário político no Estado, principalmente nos dois maiores colégios eleitorais sul-mato-grossenses, que são Campo Grande e Dourados.

O Correio do Estado apurou que, superada a quebra do acordo fechado entre a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) para que o apoio dele fosse aos pré-candidatos progressistas na Capital e em Dourados, o desafio agora está nas mãos do PSDB.

A reportagem obteve a informação que os tucanos estão enfrentando dificuldade para convencer Bolsonaro a vir para Mato Grosso do Sul e subir no palanque de Beto Pereira em Campo Grande durante a campanha eleitoral que se inicia oficialmente no próximo mês.

Além do problema de agenda do ex-presidente, que está priorizando fazer visitas eleitorais nas cidades brasileiras dos grandes centros do País para apoiar os candidatos do seu arco de aliança, o Correio do Estado ouviu de interlocutores de Brasília (DF) que há um outro motivo.
 

PEDIDO PESSOAL

O fato novo seria que, durante o encontro realizado no dia 10 de julho, em Brasília, entre Tereza Cristina, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, e Bolsonaro, a senadora teria pedido ao ex-presidente que, se ele tem mesmo todo um apreço de amizade por ela, não venha ao Estado, principalmente em Campo Grande e Dourados.

 Conforme apurado pela reportagem, Bolsonaro teria aceitado o pedido e se comprometido em não vir a Mato Grosso do Sul durante a campanha eleitoral, o que, no caso da Capital, a ausência do ex-presidente no palanque de Beto passaria um sinal aos bolsonaristas de que ele não estaria 100% fechado com a candidatura tucana, beneficiando a prefeita Adriane Lopes (PP), que tentará ser reeleita e aposta nos votos da direita.

 Já no caso de Dourados, a ausência de Bolsonaro no palanque da candidata a prefeita Gianni Nogueira (PL), esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), o "Gordinho do Presidente", ajudaria na candidatura do prefeito Alan Guedes (PP), que também tentará a reeleição e é outro que espera contar com os votos dos bolsonaristas do município.

Alheiro a esse "novo pacto" entre Tereza Cristina e Jair Bolsonaro, o PSDB trabalha pesado para que o ex-presidente venha, pelo menos, a Campo Grande participar de ato político com Beto Pereira, inclusive, chegou a circular que ele era esperado já para a convenção do pré-candidato a prefeito, marcada para amanhã à noite no diretório estadual do partido, mas tal possibilidade já foi negada.
 

CONVENÇÃO TUCANA

Na convenção de amanhã à noite, conforme informado pelo PSDB, estarão presentes as lideranças regionais de cada partido que forma o arco de aliança, sendo mais um ato oficial. Já o lançamento da candidatura com o nome e o número de Beto Pereira será durante a campanha, quando há a possibilidade da vinda de Bolsonaro.

Ao Correio do Estado, o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PSDB, disse que a vinda do ex-presidente da República estaria certa para a campanha eleitoral de Beto Pereira.

"Ele não vem para a convenção e isso nem foi cogitado pelo partido. O Bolsonaro virá na campanha", afirmou.

Portanto, durante o evento de amanhã no diretório estadual dos tucanos, a Federação PSDB/Cidadania vai oficializar o nome do deputado federal Beto Pereira como candidato a prefeito de Campo Grande e, o ato em si, deve reunir as principais lideranças da legenda do Estado e também dirigentes dos partidos aliados.

A candidatura de Beto Pereira já conta com a adesão do PSD, PSB, Podemos, Republicanos, PL, MDB, Solidariedade e Cidadania, que compõem a federação com o PSDB. "Estamos formando um grande arco de alianças em torno de um projeto de mudança para Campo Grande que possa devolver a autoestima da população e promover o desenvolvimento que a nossa cidade tanto merece", afirmou Beto Pereira.

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