Política
DOURADOS

Guedes enfrenta pior crise do mandato, com CPI e abandono de aliados

Câmara de Vereadores de Dourados abriu CPI para investigar compra de kits de robótica; isolamento de Guedes aumenta

Vinícius Araújo

27/04/2022 07:31

O prefeito de Dourados Alan Guedes (PP), está há apenas 1 ano e 3 meses na chefia do Poder Executivo da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, e já enfrenta uma crise típica de fim de administração. 

Na noite de segunda-feira, a Câmara do Município conseguiu as assinaturas necessárias para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a compra de Kits de Robótica por R$ 8,7 milhões da mesma empresa que é investigada pelo Tribunal de Contas da União.

Para piorar a situação do atual mandatário de Dourados, o partido do qual ele faz parte, o PP, parece não estar fazendo muita questão de Guedes. 

Apesar de Alan Guedes ter sido a grande surpresa das eleições de 2020, os recém-chegados ao Partido Progressista, a deputada federal Tereza Cristina, e os deputados estaduais Barbosinha e Londres Machado, não tem feito muita questão de aparecer ao lado do prefeito da segunda maior do Estado.

Sobre a CPI, a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito foi aprovada em meio a uma discussão acalorada na Câmara Municipal. 

A compra dos kits por R$ 8,7 milhões foi feito com a empresa Megalic Ltda., que está envolvida em escândalo nacional por suspeitas de irregularidades e superfaturamento nos kits de robótica fornecidos a diversos municípios, especialmente na Região Nordeste.

A empresa tem em seu quadro societário Edmundo Catunda, pai do vereador de Maceió João Catunda (PSD). 

Ambos nutrem relação próxima com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), responsável por controlar em Brasília a distribuição de parte das bilionárias emendas de relator do Orçamento, fonte dos recursos dos kits de robótica educacional.

eita com recursos próprios da Secretaria Municipal de Educação, entretanto acompanhou ata de registro aberta no município de Delmiro Gouveia (AL), cujos indícios de irregularidade motivaram decisão do Tribunal de Contas da União a suspender os repasses do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). 

A medida cautelar, registrada sob o número de processo 006.438/2022, foi despachada na manhã de ontem.