Política

GOVERNO

Impeachment não preocupa Executivo, nem base aliada

Segundo o deputado, a instabilidade está apenas no discurso da oposição

AGENCIA BRASIL

13/10/2015 - 23h00
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O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), negou hoje  que o Executivo e a base aliada estejam preocupados com os pedidos de impeachment que serão analisados até amanhã (14) pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para Guimarães, diferentemente do que sinaliza a oposição, a semana começa “com muita estabilidade política na Câmara”. Segundo o deputado, a instabilidade está apenas no discurso da oposição.

“Temos absoluta tranquilidade em observar que [em relação aos pedidos de impeachment] não há fato, não há fundamento, e muito menos as justificativas que agora querem aditar com a tal orientação do Tribunal de Contas da União [TCu]”, afirmou, ao destacar o pedido sobre a mesa de Cunha que mais tem apoio na Câmara – assinado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior. Guimarães fez as declarações após participar de duas reuniões no Palácio do Planalto, conduzidas pelo ministro Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo.

Partidos contrários ao governo pediram hoje (13) mais tempo a Cunha para análise desse pedido. A ideia é incluir no requerimento a orientação do procurador do Ministério Público junto ao TCU, Júlio Marcelo de Oliveira, para abertura de um novo processo para analisar operações do governo federal que teriam violado a Lei de Responsabilidade Fiscal este ano. “Essa palavra pedaladas foi invenção política do ministro-relator [Augusto Nardes, do TCU]. O governo está absolutamente tranquilo para mobilizar suas forças para impedir qualquer tentativa de golpe aqui dentro”, acrescentou Guimarães.

disputa municipal

"Ex-braço direito" de Azambuja assume o PDT para apoiar Rose na Capital

Sérgio Murilo chegou a ser Secretário de Governo na administração de Reinaldo Azambuja, mas agora será adversário dos tucanos

17/07/2024 14h46

Empresário da construção civil, Sérgio Murilo Mota ocupou a Secretaria de Governdo durante cerca de tres meses

Empresário da construção civil, Sérgio Murilo Mota ocupou a Secretaria de Governdo durante cerca de tres meses

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Depois de ter ocupado um dos cargos-chave na administração tucana do ex-governador Reinaldo Azambuja, o de Secretário de Governo, o engenheiro Sérgio Murilo Mota virou adversário ferrenho dos tucanos e uma das formas de colocar esta rivalidade em prática será assumindo o comando municipal do PDT e apoiar Rose Modesto (União Brasil) para a prefeitura de Campo Grande. 

Embora ainda não tenha uma data para trazer a Campo Grande o comandante máximo do PDT, o ministro da Previdência Carlos Lupi, e oficializar a entrada no partido, o ex-braço direito de Azambuja informou nesta quarta-feira (17) que na próxima sexta-feira agendou um encontro com a pré-candidata Rose Modesto e demais integrantes do PDT para bater o martelo sobre a aliança. 

Com o apoio do PDT, Rose terá em torno de 15% do horário eleitoral gratuito, já que o partido trabalhista elegeu 42 deputados federais em 2022. Porém, isso será menos de um terço do tempo que terá o tucano Beto Pereira, que segundo Sérgio Murilo, promoveu uma verdadeira “avalanche de cooptação de alianças e apoios” por conta do poderio econômico e da máquina administrativa do Governo do Estado. 

De acordo com Sérgio Murilo, a meta do PDT é indicar o candidato a vice na chapa de Rose Modesto. Porém, ele ainda não fala em nome e deixa claro que essa é uma pretensão, mas não uma condicionante. 

Para a Câmara, o partido vai lançar 30 candidatos a vereador e a meta é conseguir pelo menos 3 das 29 vagas, já que um destes candidatos será o ex-prefeito Marquinhos Trad, que derrotou Rose Modesto na disputa pela prefeitura há oito anos, quando os dois foram para o segundo turno e Marquinhos venceu com 58,8% dos votos, derrotando a adversária, que à época estava no PSDB.  

Porém, o PDT municipal irá dividido para a campanha. O deputado estadual Lucas de Lima, por exemplo, já deixou claro que não pretende entrar na campanha. "Terá de ficar calado durante a campanha, sob pena de perder o mandato por ifidelidade partidária", alertou Sérgio Murilo.

SEM VOTO

Engenheiro de formação e empresário da construção civil, da área de energia elétrica e de óleo e gás, Sérgio Murilo nunca se candidatou a algum cargo eleitoral. Na única disputa em que entrou foi como primeiro suplente do ex-ministro da Saude Luiz Henrique Mandetta, que obteve apenas 15% dos votos e foi derrotado para Tereza Cristina, que foi eleita senador com mais de 61% dos votos no Estado. 

Porém, apesar de reconhecer que “não tem votos”, Sérgio Murilo se considera um estudioso da política e acredita ser um bom articulador. Prova disso, lembra, é que há quatro anos, quando comandava o Podemos, conseguiu eleger três vereadores na Capital, 37 no interior e ainda dois prefeitos. À época, ainda era aliado de Reinaldo Azambuja e da máquina administrativa estadual. 


 

PESQUISA

Lula e Bolsonaro terão pouca influência na eleição municipal de Campo Grande

"A Cara da Democracia" fez 2.536 entrevistas em 188 cidades de todas as regiões do Brasil entre 26 de junho e 3 de julho

17/07/2024 08h00

O peso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do atual presidente Lula (PT) não deve ser consirável nas eleições municipais

O peso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do atual presidente Lula (PT) não deve ser consirável nas eleições municipais Foto: Montagem

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Dados da pesquisa “A Cara da Democracia”, feita Instituto da Democracia (IDDC-INCT) com 2.536 entrevistas presenciais em 188 cidades de todas regiões do Brasil, revelaram que, às vésperas das eleições municipais, os dois atuais protagonistas nacionais do pleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), terão influência limitada.

Na média nacional, a cada dez eleitores, de quatro a cinco dizem não votar “de jeito nenhum” em candidatos a prefeituras apoiados por um ou pelo outro, segundo dados da pesquisa. Os dados apontam que o apoio de Lula ajuda mais e atrapalha menos do que o de Bolsonaro. 

Em relação ao atual presidente, 40% dos entrevistados rechaçaram votar em um aliado do petista, enquanto 53% (27% votaria e 26% poderia votar) ao menos consideram essa hipótese.

No caso do ex-presidente, 49% rejeitam votar em um candidato que receba seu apoio. Os que ao menos consideram votar em um aliado de Bolsonaro são 46% (20% votaria e 26% poderia votar), mas apenas dois em cada dez eleitores dizem que o apoio garantiria seu voto. 

Além disso, 2% disseram que Lula não influencia seus votos e 5% não sabem ou não responderam, enquanto 2% falaram que Bolsonaro não influencia seus votos e 4% não sabem ou não responderam.

Sobre a pesquisa é bom informar que o IDDC-INCT reúne pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Nacional de Brasília (UnB) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Além disso, o levantamento foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). 

A margem de erro é estimada em 2% para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 26 de junho e 3 de julho deste ano.

CAMPO GRANDE 

O município de Campo Grande (MS) é um bom exemplo disso, já que os três candidatos – Beto Pereira (PSDB), Adriane Lopes (PP) e Camila Jara (PT) - que representam o presidente Lula ou o ex-presidente Bolsonaro não lideram os levantamentos de intenções de votos já divulgados.

O Instituto Paraná Pesquisas divulgou, no fim do mês de abril, a pesquisa de intenções de votos registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o nº MS-05358/2024 e, por ela, os três candidatos ligados a Lula ou Bolsonaro não estavam na liderança.

No entanto, na época em que foi feito o levantamento, o ex-governador André Puccinelli (MDB) ainda não tinha desistido da disputa e apareceu na liderança, entretanto, mesmo tirando ele do páreo, nem Beto Pereira, nem Adriane Lopes e nem Camila Jara figuram entre os favoritos.

Essa situação se repete em Manaus (AM), Goiânia (GO), Natal (RN) e Vitória (ES), conforme pesquisas do Real Time Big Data, Atlas Intel, Quaest, Datafolha e Paraná Pesquisas.

Por outro lado, ainda conforme essas mesmas pesquisas, quatro pré-candidatos apoiados por Bolsonaro lideram as pesquisas de intenção de voto em capitais, enquanto os apadrinhados por Lula estão à frente em outras três capitais. 

Os nomes que têm aval de Bolsonaro e estão em primeiro lugar nas pesquisas concorrem às prefeituras de Aracaju (SE), Belém (PA), Curitiba (PR) e Salvador (BA), enquanto os postulantes de Lula, por sua vez, aparecem em vantagem em Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). 

Em São Paulo (SP), o deputado Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato de Lula, está empatado com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), apoiado por Bolsonaro. Ambos têm 29% das intenções de voto.

O mesmo ocorre em Rio Branco (AC), onde Marcus Alexandre (MDB) aparece empatado com o prefeito Tião Bocalom (PL), com 34%. Lula apoia o emedebista e Bolsonaro, o pré-candidato do PL.

Em Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE), os nomes chancelados por Lula e Bolsonaro estão em empate técnico, mas quem lidera as intenções de voto são os pré-candidatos de outros partidos, como acontece em Campo Grande (MS).

Na capital mineira, Mauro Tramonte (Republicanos) na liderança, com 22%, enquanto Bruno Engler (PL), apoiado por Bolsonaro, tem 14%, e Rogério Correia (PT), aliado de Lula, registrou 9%.

Na capital cearense, o preferido do eleitorado até o momento é Capitão Wagner (União Brasil), com 33%, André Fernandes (PL), nome de Bolsonaro na disputa, tem 12%, e Evandro Leitão (PT), apoiado por Lula, apareceu com 9%.

Na prática, as eleições municipais representam um quadro multifacetado, com as particularidades de cada cidade, pesando o contexto político local, o “timing” do apoio dos padrinhos e um possível histórico de votação mais à esquerda ou à direita, por exemplo.

Com isso, o voto na eleição municipal pode ser influenciado por fatores que escapam à polarização nacional. Além dessas variáveis, o apoio de Lula e de Bolsonaro não tem a mesma “intensidade” em todas as cidades, já que é preciso levar em conta a rejeição de um e de outro. 

Os dois são capazes de atrair apoiadores, mas eles também atraem rejeição em considerável medida.

Portanto, se associar claramente a um deles no início da disputa pode ter algum custo, entretanto, as capitais tendem a ser locais onde a disputa nacional reverbera com mais peso.

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