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EXCLUSIVO PARA ASSINANTES

João Rocha: “posso dizer que no momento sou candidato à reeleição”

Presidente da Câmara Municipal falou sobre futuro político e combate ao coronavírus
27/07/2020 06:00 - Da Redação


Presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador João Rocha (PSDB), é a entrevista desta semana exclusiva para assinantes do Correio do Estado. Questionado sobre seu futuro político, o tucano que é cotado para assumir o posto de vice-prefeito na chapa de reeleição de Marcos Trad (PSD) afirmou que está à disposição do partido, mas que agora é candidato a reeleição de vereador. “Se for da vontade do partido compor chapa com o atual prefeito, e depois disso indicarem nosso nome como vice, estou à disposição do partido. (…) De toda forma, posso dizer que no momento sou candidato à reeleição como vereador”.

Além da campanha de 2020, João Rocha destacou a atuação do Legislativo municipal no combate e prevenção a disseminação do novo coronavírus (Covid-19), além de contribuir para campanha de imunização contra a gripe. “A Comissão de Combate ao Coronavírus discute diariamente ações junto com a Secretaria de Saúde, exemplo disso foi a disponibilização de carros e motoristas para aplicação de vacinas em idosos e acamados”.

Confira a entrevista:  

Presidente, como o senhor avalia a importância do Legislativo durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) em Campo Grande?

Fundamental. Tomamos primeiro as decisões para que a Casa de Leis continuasse funcionando desde o início da pandemia, para que pudéssemos aprovar leis que ajudassem no combate à pandemia e não deixassem que o município parar de funcionar. Aprovamos projetos para contribuir junto à Prefeitura, como o Plano de cargos e carreira de profissionais de saúde, ou para nossa economia local, colocando como serviços essenciais uma série de áreas de atuação. Nossa Comissão de Combate ao Coronavírus discute diariamente ações junto com a Secretaria de Saúde, exemplo disso foi a disponibilização de carros e motoristas para aplicação de vacinas em idosos e acamados.

No começo da pandemia a cidade estava com números baixos de casos, porém tem aumentado diariamente o número de casos e ocupações em leitos hospitalares. O que o senhor acredita que faltou no gerenciamento dessa crise para manter os números baixos?

Tanto a Câmara quanto a Prefeitura tomaram as medidas necessárias, através de leis e decretos, respeitando ao máximo a ciência e dentro do possível atuando para manter a economia do município ativa. É um inimigo invisível, que depende que cada indivíduo se cuide para um bem coletivo, mas que o Poder Público tem responsabilidade em definir as diretrizes.

A pandemia alterou muitos calendários, entre eles as eleições municipais e a forma de fazer campanha. Com a sua experiência em campanhas eleitorais como o candidato deve agir para conquistar o eleitor e, ao mesmo tempo, respeitar regras de biossegurança?

Acredito que as redes sociais terão um papel fundamental nessa comunicação, pois infelizmente não temos como prever a situação que Campo Grande estará quando a campanha iniciar, apesar de todos os cuidados que estão sendo tomados. Fico triste pela grande comemoração da democracia, que são as eleições, terem de acontecer dessa forma.

Com relação à campanha o senhor deve tentar a reeleição ou compor a chapa do PSDB com o atual prefeito Marcos Trad (PSD) para a reeleição? Como estão os seus planos para o pleito?

A decisão primariamente é partidária. Nós do PSDB temos discutido essa composição, junto como nossos membros e também com os presidentes dos diretórios municipal e estadual, vereador João César Mattogrosso e Sérgio de Paula, respectivamente, e nosso governador Reinaldo Azambuja. Se for da vontade do partido compor chapa com o atual prefeito, e depois disso indicarem nosso nome como vice, estou à disposição do partido. Afirmo que temos vários nomes da nossa sigla que também possuem essa musculatura. De toda forma, posso dizer que no momento sou candidato à reeleição como vereador.

 
 

Caso tente a reeleição como vereador de Campo Grande, tem planos de disputar a presidência da Câmara Municipal de novo, caso reeleito? E como avalia a articulação de alguns vereadores para ocupar a principal cadeira da mesa diretora?

Primeiro precisamos colocar nosso nome para avaliação da população nas urnas. Caso seja aprovado, naturalmente pela experiência que já temos no cargo nosso nome pode aparecer entre os cotados. A articulação é natural e faz parte do processo legislativo.

As datas do primeiro e do segundo turno foram alteradas para o eleitor ter mais segurança na hora de votar. O senhor acredita que pode haver um número maior de abstenção neste ano por conta do Covid-19?

Creio que é um cenário possível. Defendi que as eleições deste ano fossem transferidas para 2022 também por isso. Teríamos um processo com a segurança necessária para que  a população pudesse exercer o direito do voto, além de economizarmos os custos eleitorais, podendo direcionar essa verba no combate ao coronavírus.

A Câmara Municipal de Campo Grande teve uma grande renovação na eleição de 2016 e muitos vereadores estão terminando o primeiro ano de mandato, como você avalia essa renovação e o crescimento dos parlamentares ao longo dos quatros anos? Espera outra grande renovação em 2020?

A renovação em qualquer setor é natural. Faz parte do processo. Posso dizer com muito orgulho que vi o crescimento dos vereadores e consequentemente da Câmara Municipal como um todo. Contudo, a renovação não depende de minha opinião, e sim da vontade da população.

 
 

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!