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BOLSONARISTA

Jornalista detido em MS tem prisão prorrogada e pode ser transferido para Brasília

Defesa fala em 'estado de exceção' ao reclamar que blogueiro está sofrendo censura e diz que advogados não estão tendo acesso ao processo
30/06/2020 10:32 - Nyelder Rodrigues


 

O jornalista bolsonarista Oswaldo Eustáquio, detido na sexta-feira (26) pela Polícia Federal (PF) em Campo Grande por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teve sua prisão temporária prorrogada por mais cinco dias. Ele ainda pode ser transferido para Brasília (DF).

Eustáquio é um dos investigados no inquérito que apura atos antidemocráticos, como ataques à sede do STF, em Brasília (DF). No dia de sua prisão, ele publicou um vídeo mostrando que estava em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha à Ponta Porã. Isso teria dado entendimento ao STF que ele planejava fugir do país.  

Porém, no vídeo Oswaldo mostrava como o país vizinho enfrenta a pandemia. No Twitter, durante essa semana, ele disse que estava no Mato Grosso do Sul e no Paraguai para fazer um trabalho investigativo referente às ações de combate ao novo coronavírus. A prisão dele aconteceu depois dele retornar da fronteira.  

Na nova decisão de Moraes, foi deferido também o pedido para Eustáquio permanecer preso em cela especial para detentos que podem sofrer represálias, ou então seja transferido para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

Ainda não há informações oficiais sobre o destino do jornalista, mas extraoficialmente existe a possibilidade de ele ainda nesta terça-feira (30) ser transferido para Brasília. Conforme apurado pela reportagem, desde que pisou na sede da PF em Mato Grosso do Sul, Oswaldo segue separado dos demais presos, em cela individual.

 
 

Defesa sem acesso aos autos

Um dos advogados que cuida da situação do jornalista em Mato Grosso do Sul é Leonardo Figueiró. Ele afirma que nenhum dos profissionais que estão fazendo a defesa do preso conseguiu acesso aos autos e sequer sabem, oficialmente, os motivos da prisão.

"Ficamos sabendo de tudo pela imprensa, inclusive essa prorrogação da prisão e da possível transferência para Brasília (DF). O Eustáquio é um jornalista, não fez ameaças a ninguém, mas estava denunciando situações envolvendo o Alexandre de Moraes, que a esposa dele é sósia do escritório que defende o João Dória, por exemplo", comenta.

Figueiró ainda revela que é comum no cumprimento das prisões apresentar a decisão que fundamenta a ação, porém, nem isso foi feito. "Nesse caso não tivemos acesso nem à decisão, quanto mais ao pedido de prisão e à representação. Está havendo uma grave violação de direitos individuais, pois o Eustáquio não sabe o porquê de estar preso".

Além de Figueiró, mais três advogados fazem a defesa do jornalista em Mato Grosso do Sul, além de Ricardo Vasconcelos, de Brasília, e Elias Assad, de Curitiba (PR) - ele também é presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracim).

Após a prisão da Eustáquio, alguns adeptos do bolsonarismo foram para à frente da sede da Polícia Federal em Campo Grande protestar contra a ação que tem o jornalista como alvo. Além de bandeiras do Brasil, eles levaram faixas com dizeres "Fora Alexandre de Moraes" e "Oswaldo preso político".

 
 

Felpuda


Embora embalada por vários “ex”, pré-candidatura a prefeito de esforçada figura não deslancha. É claro que ninguém ousa falar em voz alta que o apoio, em vez de alavancar os índices com o eleitorado, está é puxando para baixo. Uns dizem que o título do filme “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” retrata bem a situação. Outros complementam: “... na primavera, no outono, no inverno...”. Como diria vovó: “Aqui você planta, aqui você colhe!”.