Política

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Livro conta a história do dinheiro no Brasil

Livro conta a história do dinheiro no Brasil

Redação

01/04/2010 - 20h28
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Réis, cruzeiro, cruzado novo, cruzeiro real. São tantas as denominações, que fica difícil lembrar de todas.

A história do dinheiro no Brasil é longa, complexa, cheia de altos, baixos e de inúmeras trocas monetárias. No total, seis moedas circularam pelas mãos dos brasileiros até a chegada do real, em fevereiro de 1994, cujo objetivo era conter a inflação flutuante no País.

Em razão da paixão pela numismática – o estudo científico das moedas – José Rodrigues Pinto escreveu o livro "Brasil em cédulas e moedas na visão de um colecionador", publicado em novembro, em Campo Grande, pela Life Editora, no qual faz um painel da história do dinheiro brasileiro.

Colecionador desde 1959, ele é dono de um grande número de moedas e cédulas, que vão das raríssimas patacas – primeiras moedas que circularam pelo Brasil – às cédulas comemorativas do cruzeiro e real.

Para o escritor, o dinheiro, ou padrão monetário como gosta de se referir, é um dos pontos primordiais da identidade de um povo. "Na história monetária de um país, vemos a influência de conflitos políticos, culturais e, é claro, econômicos. Em nosso caso, as fases foram bastante turbulentas", enfatiza.

José conta que seu objetivo, ao escrever o livro, era aproximar-se desta história e torná-la acessível ao maior número de pessoas. Para isso, o autor realizou pesquisas bibliográficas e viajou a Brasília para visitar o Banco Central. Em 30 meses de dedicação exclusiva, o comerciante aposentado concluiu a obra, ricamente ilustrada.

 

Coleção

O trabalho de colecionar e pesquisar os padrões monetários nacionais iniciou-se por pura curiosidade de José Rodrigues. As primeiras cédulas que entraram para a coleção eram cruzeiros, presenteadas por um amigo, no período em que viveu em São Paulo. O escritor orgulha-se de ter em sua coleção todas as cédulas e moedas brasileiras que vieram depois do réis.

Conversar com José é aprender muito sobre a história monetária brasileira. Capaz de descrever com detalhes episódios como o surgimento da primeira moeda utilizada em terras tupiniquins, no século XV, ele demonstra sua paixão pelo assunto e alega que o trabalho não terminou, pois prepara a segunda edição da obra.

"Pesquisar o dinheiro brasileiro pode ser árduo, mas é gratificante também. Existem acertos, mas os fracassos monumentais são inesquecíveis. Quem se lembra daquela nota de R$ 10 feita de plástico?", indaga em tom de brincadeira. (TA)

 

Serviço – "Brasil em cédulas e moedas na visão de um colecionador", de José Rodrigues Pinto, custa R$ 50 e pode ser adquirido diretamente com o autor pelo telefone 9981-2125.

Política

Alckmin: Liderança e perseverança de Lula fizeram com que chegássemos a acordo Mercosul-UE

Ministro destacou que o pacto é aguardado há 25 anos e frisou tratar-se do maior acordo entre blocos do mundo

17/01/2026 18h00

Vice-presidente, Geraldo Alckmin

Vice-presidente, Geraldo Alckmin Crédito: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado, 17, que a liderança e a perseverança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "fizeram com que se chegasse ao dia histórico" da assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O pacto firmado nesta tarde, em cerimônia em Assunção, no Paraguai, cria um dos maiores blocos econômicos do mundo.

A ponderação ocorreu em vídeo postado por Alckmin no X. O ministro destacou que o pacto é aguardado há 25 anos e frisou tratar-se do maior acordo entre blocos do mundo. "Isso significa mais comércio, mais emprego, mais investimentos recíprocos. Um ganha-ganha em benefício da sociedade. Grande conquista", afirmou.

Lula não participou da cerimônia de assinatura do pacto. Em seu lugar, compareceu ao evento o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que a ausência "deixou um sabor amargo", mas reconheceu a liderança de Lula nas negociações em torno do acordo.

Nesta sexta, 16, Lula publicou artigo em jornais de 27 países avaliando que o acordo Mercosul-UE é uma resposta do multilateralismo ao isolamento. "Em uma época em que o unilateralismo isola mercados e o protecionismo inibe o crescimento global, duas regiões que compartilham valores democráticos e a defesa do multilateralismo escolhem um caminho diferente", diz o chefe do Executivo no texto. Ele esteve ontem em ato no Rio de Janeiro com Von der Leyen.

Na cerimônia desta tarde Vieira afirmou que o acordo estabelece uma "parceria com enorme potencial econômico" e "com profundo sentido geopolítico". Segundo o chanceler, o pacto "representa um baluarte, erguido com sólida convicção no valor da democracia e da ordem multilateral, diante de um mundo abatido pela imprevisibilidade, pelo protecionismo e pela coerção".

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PROJEÇÃO

Rodolfo Nogueira aposta no retorno da direita ao poder em 2027

Deputado ressalta que mantém fidelidade política a Bolsonaro

17/01/2026 09h30

O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) acredita que a direita retornará ao poder em 2027

O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) acredita que a direita retornará ao poder em 2027 Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), conhecido como Gordinho do Bolsonaro, afirmou que o Brasil passará por uma mudança significativa a partir de 2027 e classificou as eleições deste ano como decisivas para esse cenário.

Segundo o parlamentar sul-mato-grossense, o pleito será marcado pela derrota do Partido dos Trabalhadores (PT).

“Minha mensagem para 2026 é essa: para o povo brasileiro voltar a sorrir, precisamos varrer o PT do Brasil, eu creio”, declarou Nogueira, que é pré-candidato à reeleição.

A expectativa da oposição é de que a direita retorne ao comando da Presidência da República nas próximas eleições.

Nesse contexto, Rodolfo Nogueira declarou apoio irrestrito à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando acreditar que o nome representa a continuidade do projeto político iniciado pelo ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL), que está cumprindo pena de mais de 27 anos de prisão em regime fechado.

A princípio, ele estava na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, mas, na quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a transferência de Bolsonaro para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como Papudinha, por ficar no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Considerado um dos parlamentares mais críticos ao governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Nogueira ressaltou que sempre manteve fidelidade política a Bolsonaro e que, ao longo de seu mandato, tem adotado posicionamentos firmes contra as políticas implementadas pelo atual governo federal.

Em Mato Grosso do Sul e no Brasil, Nogueira é considerado uma das principais lideranças da direita, atuando em pautas alinhadas a esse espectro político. O deputado federal também é citado como um dos parlamentares federais mais atuantes do Estado.

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