Política

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Longe da terra firme

Longe da terra firme

Redação

08/04/2010 - 20h18
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Arcângela Mota, TV Press

 

O mar é frequentemente tema de documentários e programas jornalísticos. As riquezas da vida marinha, a pesca e os esportes praticados na água são cenários recorrentes na tevê brasileira e mundial. Com a ideia de oferecer um novo olhar sobre esses assuntos, a série "Globo mar" estreia dia 8 de abril, às 22h45min, na Globo. Em nove episódios semanais, o programa, comandado pelos jornalistas Ernesto Paglia e Mariana Ferrão, viaja pelo Brasil em busca de histórias originais e curiosidades sobre o mar, abordando temas que englobam economia, esporte e lazer. "É uma série interessante porque fazemos um registro do mar de forma nova e temos recursos especiais para trabalhar", elogia Ernesto Paglia.

Os recursos a que Paglia se refere não são poucos. A série é filmada simultaneamente por três câmaras, embora normalmente, no telejornalismo, apenas uma seja utilizada. O esquema de captação de áudio também é especial, com uso de vários microfones sem fio para reduzir ao mínimo as interferências. Além disso, cada matéria é realizada em um barco diferente, adequado ao tipo de trajeto e à reportagem. "Tudo exige uma produção muito grande. Cada viagem exige um barco apropriado", explica Teresa Cavalleiro, que assina a direção geral do programa ao lado de Maria Thereza Pinheiro.

Envolvida com o projeto há quase um ano, Teresa, que trabalhou por 10 anos no "Globo repórter", defende que a nova série vai ampliar o conhecimento sobre os mares brasileiros. "O mar costuma ser associado a cartão postal, beleza e lazer, mas é muito mais do que isso. É uma fonte imensa de trabalho e riquezas e nunca foi mostrado como deveria", analisa.

Divididos em duas equipes, Ernesto e Mariana viajaram para locais diferentes e gravaram paralelamente. Em um dos episódios, Mariana acompanhou um grupo de remadoras de va’a – uma canoa havaiana com lugar para seis pessoas e quase 14 metros de comprimento – em uma travessia do Rio de Janeiro a Cabo Frio. Com o objetivo de quebrar o recorde sul-americano, elas remaram mais de 15 horas sem parar. Para gravar a primeira parte da matéria, Mariana teve de passar quase meia hora remando em uma praia na Urca, na Zona Sul do Rio de Janeiro, sob um calor escaldante. "A grande dificuldade foi sincronizar as minhas falas com as do Ernesto em um local aberto. Acabei remando um pouco mais do que deveria, mas não reclamo", fala, aos risos, ao lembrar das diversas interrupções provocadas pelo barulho de ônibus, carros e aviões que passavam pelo local.

Enquanto Mariana remava ao lado de outras quatro pessoas em uma canoa va’a, Ernesto gravava a abertura da matéria sentado sob um muro, em um dos poucos momentos de tranquilidade que teve no programa. "Ficar embarcado é estressante. Enfrentamos várias limitações, mas do ponto de vista jornalístico isso é muito bom. Mostraremos um lado mais humano, sem o distanciamento que se espera de um jornalista", conta. Para Mariana, um dos pontos mais interessantes do programa é justamente a falta da rigidez jornalística na abordagem do tema. "A única coisa certa no mar é que sempre vai haver imprevistos. O legal no ‘Globo mar’ é que isso vira parte da reportagem", avalia.

INVESTIGAÇÃO

Membros da CPMI do INSS, Tereza e Beto defendem convocação de Lulinha

O nome do filho do presidente Lula foi citado no inquérito da Polícia Federal que investiga descontos ilegais de aposentados

12/01/2026 08h20

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Reprodução

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A senadora Tereza Cristina (PP) e o deputado federal Beto Pereira (PSDB), ambos de Mato Grosso do Sul e membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fazem parte da mobilização do relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), para tentar, mais uma vez, convocar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para prestar depoimento.

Em entrevista ao Correio do Estado, os dois parlamentares sul-mato-grossenses reforçaram que agora não tem como a base do governo federal na CPMI do INSS votar contra a intimação, pois a Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Lulinha faz parte do inquérito que investiga os descontos ilegais de benefícios de aposentados de todo o Brasil, sendo apontado como “sócio oculto” do lobista Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS, indicado como o principal operador do esquema.

Tereza Cristina disse à reportagem que já tinha assinado os dois requerimentos de convocação anteriores para que o filho do presidente Lula prestasse esclarecimento à CPMI do INSS, mas a base governista na comissão conseguiu impedir.

“Agora, acredito que, com a citação da Polícia Federal, os petistas devem ficar constrangidos de não autorizar a convocação do filho do presidente Lula”, argumentou a senadora.

Questionada se apenas esse comunicado feito pela PF ao STF de que está investigando Lulinha será suficiente, a senadora disse que acredita que sim.

“Se não fizermos o requerimento, como vamos saber se o filho do presidente Lula está ou não envolvido? Entretanto, em uma democracia, os votos da maioria sempre vencem”, analisou.

Beto Pereira também disse ao Correio do Estado comungar da mobilização da oposição dentro da CPMI do INSS para a intimação de Lulinha.

“Não podemos deixar de ouvir ninguém que de alguma forma tem de esclarecer uma relação próxima com aquele que foi o maior operador dos desvios dos aposentados, seja quem for”, declarou o deputado federal, referindo-se ao Careca do INSS.

ANTERIORMENTE

Lulinha já teve sua convocação rejeitada duas vezes, em função de articulações bem-sucedidas da base do governo para blindá-lo.

Agora, a PF suspeita que ele recebeu valores oriundos dos negócios do Careca do INSS por meio da empresária Roberta Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão na última fase da Operação Sem Desconto, realizada em dezembro do ano passado.

O inquérito é considerado delicado pela PF e, ao informar o Supremo da existência de uma apuração sobre menções a um dos filhos de Lula, a corporação manifestou preocupação em conduzir essa investigação num cenário de “polarização política” e disse que vai trabalhar de forma técnica para que “nenhuma injustiça seja cometida” com o envolvimento de nomes de políticos no inquérito.

Para o relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, contudo, o fato é gravíssimo, pois o filho do presidente da República mantém relacionamento com o maior operador do roubo dos aposentados e pensionistas do Brasil.

“Era amizade desinteressada? De jeito nenhum. Eram interesses financeiros mútuos. A CPMI tem a obrigação de aprofundar esse laço desavergonhado entre esses personagens e a relação espúria estabelecida entre ambos”, disse à imprensa.

A empresária Roberta Luchsinger assinou um contrato de consultoria com o Careca do INSS para o ajudar na prospecção de negócios com o governo federal e recebeu R$ 1,5 milhão do empresário.

“A partir da relação estabelecida entre Antônio Camilo e Roberta Luchsinger, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre Antônio Camilo e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada Roberta, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser Fábio Lula da Silva”, escreveu a PF.

De acordo com depoimento de Edson Claro, ex-sócio do Careca do INSS em uma empresa de cannabis medicinal, haveria pagamentos mensais de R$ 300 mil feitos para a conta de Roberta, mas que teriam Lulinha como beneficiário final.

“O que está em jogo é a corrupção nas entranhas do poder e o dinheiro desviado dos aposentados sendo utilizado para bancar esquemas paralelos, com interesses nefastos sobre a máquina pública”, disse o relator da CPMI.

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mundo

Presidente da Colômbia propõe confederação unindo países latino-americanos

Ele anexou na postagem o mapa do que seria o território da Grande Colômbia, cobrindo, além da Colômbia, os vizinhos Venezuela, Equador e Panamá, além de parte da América Central e da Guiana

11/01/2026 21h00

Foto: Instagram @gustavopetrourrego e @infopresidencia

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs a criação de uma confederação de nações latino-americanas, a Grande Colômbia, que, a exemplo da União Europeia, teria parlamento, tribunal de justiça e conselho de governo. A proposta foi feita no sábado, 10, por Petro em sua conta na rede social X.

Ele anexou na postagem o mapa do que seria o território da Grande Colômbia, cobrindo, além da Colômbia, os vizinhos Venezuela, Equador e Panamá, além de parte da América Central e da Guiana.

"Teríamos políticas comuns nas matérias propostas pela população", escreveu o presidente colombiano, acrescentando que a confederação seguiria uma política comercial voltada para a industrialização, de modo a torná-la um centro do mundo e da América Latina em áreas de energia limpa, conhecimento e infraestrutura.

A ideia, como lembrou Petro, resgata o projeto de Simón Bolívar. Entre 1819 e 1831, a Grande Colômbia, criada por Bolívar, uniu os territórios das atuais Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá, além de partes do Peru e do Brasil.

A proposta de Petro vem na esteira das ameaças feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, de uma ação militar na Colômbia.

Após a captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, Trump declarou que a Colômbia é governada por um homem "doente", acusando Petro de produzir cocaína que é vendida aos Estados Unidos.

Na última quarta-feira, contudo, as trocas de insultos tiveram uma trégua durante a conversa telefônica entre os dois presidentes. Trump anunciou que uma visita de Petro à Casa Branca é aguardada para a primeira semana de fevereiro.

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