Política

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Luan Santana diz que a fama, às vezes, incomoda

Luan Santana diz que a fama, às vezes, incomoda

SÍLVIO ANDRADE, CORUMBÁ

02/02/2010 - 23h05
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A meteórica carreira do cantor campo-grandense Luan Santana, 18, amadureceu precocemente o “Gurizinho”, assusta a família com a maratona de shows e a própria guinada artística, mas não muda seu jeito pacato de ser – se reunir com os amigos na roda do tereré, pescar e curtir a natureza no Pantanal. Ao se apresentar em Corumbá na noite de segunda-feira, Luan confessou que a fama, às vezes, incomoda. “A agenda de shows é uma loucura, cansativa mesmo, mas o que nos dá energia é o carinho dos fãs, a recepção como a que tivemos em Corumbá”, disse o cantor na única entrevista a uma emissora de TV. Sobre a sua participação especial ema “Malhação ID”, da Globo, comentou que foi “muito legal e divertido”, mas não tem nenhuma pretensão de ser ator: “Meu negócio é cantar, é o que sempre busquei fazer desde os 14 anos”. Curtindo com muita naturalidade o sucesso sedimentado no verão de 2009, ao quebrar recordes de público, Luan anunciou que a partir de maio os shows pelo Brasil ganham uma nova roupagem, com tecnologia de áudio e luzes de última geração no palco. Além da preocupação com a superprodução, o cantor pretende iniciar a temporada 2010 daqui a quatro meses, de fato, com a inclusão de novas músicas. O show atual é uma leitura do seu primeiro DVD, gravado em agosto do ano passado, em Campo Grande. A próxima temporada promete: previsão de pelo menos 300 shows, mantendo a agenda de 2009 com uma média de 25 apresentações por mês. Público infantil Somente nesta primeira quinzena de fevereiro são nove shows. Luan Santana realiza uma turnê por Santa Catarina, se apresentando nesta sexta em São Bento do Sul e, até o dia 14, Vidal Ramos, Canoinha, Penha, Araranguá e Itapoá. Depois, Caiobá, no Paraná, dia 15, e Guarapari, Espírito Santo, 16. Em Corumbá, o brincalhão e carismático jovem cantor atraiu oito mil pessoas e um fã clube infantil. Luan levantou o público corumbaense, que lotou o Estádio Arthur Marinho com seus sucessos do momento, como “Tô de cara”, “Meteoro”, “Minha boca você não beija mais” e “A louca”. Interpretou também “Telefone mudo” (Franco/Peão Carreiro) e outros clássicos sertanejos, voltando às suas raízes. O show durou mais de duas horas. O cantor é um dos convidados do próximo “Domingão do Faustão”.

ELEIÇÕES 2026

Kassab reforça apoio à pré-candidatura de Nelsinho Trad à reeleição ao Senado

O senador sul-mato-grossense conversou ontem com o presidente nacional do PSD e recebeu o aval que precisava para o pleito

19/01/2026 08h20

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o senador Nelsinho Trad, pré-candidato à reeleição

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o senador Nelsinho Trad, pré-candidato à reeleição Arquivo

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Durante reunião realizada na tarde de ontem em São Paulo (SP), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, deu aval ao senador sul-mato-grossense Nelsinho Trad (PSD) para viabilizar a pré-candidatura à reeleição ao Senado no pleito deste ano.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, Kassab disse que, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sinalizou um recuo da pré-candidatura a presidente da República, o PSD trabalha para que o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), participe da disputa presidencial e, portanto, o partido precisará de um palanque em Mato Grosso do Sul.

“Temos de procurar fortalecer as pré-candidaturas majoritárias em todos os estados, tanto para governador quanto para senadores. No entanto, no caso de Mato Grosso do Sul, como temos uma boa relação com o governador Eduardo Riedel [PP], vamos apoiar a reeleição dele e, por isso, para termos um palanque para o Ratinho  Jr. aí, o senador Nelsinho será o nosso carro-chefe”, explicou.

Ele também revelou que o senador Nelsinho Trad já vai iniciar a organização do reforço partidário do PSD em Mato Grosso do Sul, procurando os políticos que desejam disputar as eleições deste ano como deputados federais e estaduais pela legenda.

“O reforço do palanque estadual é importante para ajudar a nossa pré-candidatura à majoritária nacional”, explicou o presidente nacional do partido.

Já o senador Nelsinho Trad revelou ao Correio do Estado que é natural que o PSD reforce o partido em Mato Grosso do Sul para que o pré-candidato a presidente da República da legenda, Ratinho Júnior, tenha um palanque.

“O Ratinho Jr. é uma alternativa à polarização entre direita e esquerda. Acredito que, com a pré-candidatura dele a presidente da República, a minha pré-candidatura ao Senado também ficará mais fortalecida”, argumentou.

Sobre o convite feito pelo deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato a senador pelo partido, para que o senador do PSD fizesse uma “dobradinha” com ele no pleito deste ano para concorrem às duas vagas ao Senado, Nelsinho rechaçou.

“Não tem a menor possibilidade de uma aliança com o PT em Mato Grosso do Sul e também no Paraná e em Pernambuco, pois, no primeiro, o candidato a governador do Ratinho Jr. tem como adversário um petista, enquanto no segundo a governadora Raquel Lyra (PSD) também terá o PT apoiando o seu principal adversário”, assegurou.

RATINHO JR. PRESIDENTE

Com o governador Tarcísio de Freitas fora do páreo na disputa pela Presidência da República, Kassab busca fortalecer o governador do Paraná e, na semana passada, chegou a se reunir com ele para acertar os detalhes de uma pesquisa eleitoral para afinar o tom da campanha.

Até então, Ratinho Jr. era visto como o mais discreto dos governadores de direita que sonham em enfrentar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste ano. Ele evitava comentar abertamente a possibilidade de se candidatar, porém mudou o tom e passou a falar abertamente e em entrevistas sobre essa possibilidade.

Ele usa o tom de alternativa à polarização, com linguagem popular, que remete ao estilo do pai, o apresentador Ratinho.

“As pessoas não estão aguentando mais esse ambiente de briga política que não está trazendo resultado nenhum para a dona Maria”, disse o governador em uma entrevista na semana passada.

O primeiro passo será conversar mais com os agentes do mercado financeiro, que preferiam Tarcísio e rejeitam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que, em dezembro, disse ser o escolhido pelo pai para representar a direita nas eleições de outubro.

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Política

Alckmin: Liderança e perseverança de Lula fizeram com que chegássemos a acordo Mercosul-UE

Ministro destacou que o pacto é aguardado há 25 anos e frisou tratar-se do maior acordo entre blocos do mundo

17/01/2026 18h00

Vice-presidente, Geraldo Alckmin

Vice-presidente, Geraldo Alckmin Crédito: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado, 17, que a liderança e a perseverança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "fizeram com que se chegasse ao dia histórico" da assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O pacto firmado nesta tarde, em cerimônia em Assunção, no Paraguai, cria um dos maiores blocos econômicos do mundo.

A ponderação ocorreu em vídeo postado por Alckmin no X. O ministro destacou que o pacto é aguardado há 25 anos e frisou tratar-se do maior acordo entre blocos do mundo. "Isso significa mais comércio, mais emprego, mais investimentos recíprocos. Um ganha-ganha em benefício da sociedade. Grande conquista", afirmou.

Lula não participou da cerimônia de assinatura do pacto. Em seu lugar, compareceu ao evento o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que a ausência "deixou um sabor amargo", mas reconheceu a liderança de Lula nas negociações em torno do acordo.

Nesta sexta, 16, Lula publicou artigo em jornais de 27 países avaliando que o acordo Mercosul-UE é uma resposta do multilateralismo ao isolamento. "Em uma época em que o unilateralismo isola mercados e o protecionismo inibe o crescimento global, duas regiões que compartilham valores democráticos e a defesa do multilateralismo escolhem um caminho diferente", diz o chefe do Executivo no texto. Ele esteve ontem em ato no Rio de Janeiro com Von der Leyen.

Na cerimônia desta tarde Vieira afirmou que o acordo estabelece uma "parceria com enorme potencial econômico" e "com profundo sentido geopolítico". Segundo o chanceler, o pacto "representa um baluarte, erguido com sólida convicção no valor da democracia e da ordem multilateral, diante de um mundo abatido pela imprevisibilidade, pelo protecionismo e pela coerção".

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