Política

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Lula se diz em período de silêncio até o fim do carnaval

Lula se diz em período de silêncio até o fim do carnaval

ESTADÃO

29/01/2011 - 20h14
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu hoje que tem se esforçado para manter um período de silêncio após deixar o Palácio do Planalto. Lula admitiu que necessita "desencarnar da Presidência". Depois de receber na noite de sexta-feira o título de doutor honoris causa na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, o ex-presidente foi agraciado com uma comenda oferecida pela prefeitura de Ubá, também no Estado.

Durante uma rápida cerimônia no aeroporto da cidade mineira, Lula mais uma vez evitou responder às abordagens dos jornalistas e reiterou que pretende manter-se em "férias" até o fim do carnaval.

"É a minha primeira atividade depois que eu deixei a Presidência. Eu, na verdade, não quero ter atividade até março, vou esperar o carnaval. A companheira Dilma está montando o seu time e eu preciso desencarnar da Presidência. Então, quanto mais quieto eu ficar, quanto menos eu falar, melhor será para todos nós", disse o ex-presidente, que prometeu "reencarnar como cidadão brasileiro" somente.

Lula não quis fazer nenhum prognóstico em relação ao caso do ex-ativista italiano Cesare Battisti. No seu último dia de mandato, o ex-presidente negou a extradição. A defesa de Battisti pediu neste mês sua libertação, o que deverá ser decidido pelo pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) em fevereiro. Lula também evitou falar sobre o governo de sua sucessora.

Ele recebeu do prefeito Vadinho Baião (PT) a medalha Ary Barroso, comenda estabelecida pela administração municipal em 2003, quando do centenário de nascimento do compositor natural de Ubá. O ex-presidente também ganhou de presente uma cesta com produtos da região, incluindo o tradicional doce de manga (mangada) e uma garrafa de cachaça.

O prefeito pediu que Lula levasse uma caixa de doce para o ex-vice-presidente José Alencar. O ex-presidente havia solicitado aos assessores que adiantassem a cerimônia para poder fazer uma visita a Alencar no seu retorno a São Paulo. Lula telefonou para o ex-vice-presidente, que tem fortes ligações com Ubá, onde viveu e teve negócios. "Contei para ele que eu estava aqui e ele ficou muito feliz. Encontrei várias pessoas que trabalhavam com o José Alencar", observou. "Vou levar uma caixinha (de mangada) para ele, mas vai depender da fome que eu estiver no avião."



INFIDELIDADE PARTIDÁRIA

Suplente recorre ao TRE-MS para ficar com mandato do vereador Professor João Rocha

Laís Paulino quer a vaga do vereador porque ele trocou o PSDB pelo PP fora da janela partidária

12/06/2024 13h39

O vereador João Rocha trocou o PSDB pelo PP em abril de 2022, ou seja, fora da janela partidária

O vereador João Rocha trocou o PSDB pelo PP em abril de 2022, ou seja, fora da janela partidária Izaías Medeiros/Câmara CG

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A exemplo do imbróglio do caso do vereador Claudinho Serra (PSDB), que pegou 120 dias de licença na Câmara Municipal de Campo Grande após ser preso por suspeita de corrupção na Prefeitura de Sidrolândia e o 8º suplente dele teve de recorrer à Justiça para assumir a vaga, agora o mesmo pode acontecer com o vereador Professor João Rocha (PP).
 
A suplente de vereadora Laís Ferreira Paulino Borges (PSDB), a “Laís Paulino”, recorreu nesta quarta-feira (12) ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) para ficar com a vaga de João Rocha porque o parlamentar trocou o PSDB pelo PP fora da janela partidária, assim como aconteceu com o 3º suplente de Claudinho Serra, o Dr. Lívio Leite, que trocou o “ninho tucano” pelo União Brasil.
 
A defesa de Laís Paulino ingressou com uma ação declaratória de perda de mandato eletivo por infidelidade partidária reivindicando o mandato do vereador João Rocha, que se filiou ao PP em abril de 2022, ou seja, fora da "janela partidária".
 
Como a vaga, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pertence ao PSDB, Laís Paulino entende que o vereador João Rocha tem de ser exonerado para que ela seja empossada na vaga.
 
O Correio do Estado procurou o vereador João Rocha para que ele comentasse sobre a ação declaratória de perda de mandato eletivo por infidelidade partidária, mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno, entretanto, o espaço continua aberto.

Entenda

No dia 7 de abril de 2022, durante a sessão da Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Professor João Rocha anunciou a saída do PSDB para entrar no PP.
 
Na ocasião, João Rocha agradeceu os colegas do ninho tucano por terem aberto portas e contribuído em sua caminhada para uma política de entendimento.
 
“Trago nesta sessão, o sentimento de gratidão. Venho manifestar esse sentimento ao PSDB, partido que eu estive junto por 23 anos, onde sempre fui muito bem acolhido, tive espaço para ajudar e contribuir de diversas formas na Capital. Agradeço todas as portas que foram abertas e todo acolhimento que tive com os colegas tucanos”, disse o vereador.
 
Ele contou que o convite para integrar o progressista veio da então deputada federal Tereza Cristina, que tinha acabado de assumir a reestruturação do PP em Mato Grosso do Sul.
 
O vereador afirmou que iria trabalhar com o mesmo compromisso e empenho no PP, como foi no PSDB, jamais se esquecendo dos grandes líderes que o ajudaram e que são exemplos, como Marisa Serrano e Ruben Figueiró.
 
Em relação a transição de partido, o vereador enfatizou sobre a política de soma, de aglutinar e não sobre uma política de rompimento.
 
“A política é uma arte do entendimento, onde nós discutimos ideias, discutimos propostas e não podemos rivalizar e nem quebrar. Fazer uma política grande, que a população espera daqueles que serão escolhidos para bem representar e trabalhar pela Capital, pelo Estado e pelo país”, disse.
 
No ano passado, logo que a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), migrou para o PP, o vereador assumiu o cargo de secretário municipal de Governo e Relações Institucionais de Campo Grande.
 
Porém, no início deste ano, ele deixou o cargo e retornou para a Câmara Municipal porque vai tentar a reeleição no pleito do próximo dia 6 de outubro.

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CAMPO GRANDE

Bolsonaro veta apoio a Puccinelli e assume aliança com Tereza

Durante reunião em Brasília, o ex-presidente desautorizou o PL de MS a lançar candidato a prefeito no município

12/06/2024 08h00

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Marcos Pollon

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Marcos Pollon Foto: Arquivo

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Na última semana, o ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), teria provocado uma verdadeira reviravolta na disputa pela prefeitura de Campo Grande nas eleições municipais do próximo dia 6 de outubro.

De acordo com fontes ouvidas pelo Correio do Estado, durante reunião realizada em Brasília (DF), no dia 7 de junho, com o presidente do PL em Mato Grosso do Sul, deputado federal Marcos Pollon, a principal liderança nacional do partido teria vetado o apoio que estaria sendo costurado para a sigla apoiar a pré-candidatura a prefeito da Capital pelo ex-governador André Puccinelli (MDB).

Além disso, Bolsonaro ainda teria comunicado ao deputado federal sul-mato-grossense que em Campo Grande o PL não disputará a eleição majoritária, apoiando a indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS), sua amiga e ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no seu governo.

Na prática, o ex-presidente sepultou o sonho do deputado estadual João Henrique Catan (PL) de ser o pré-candidato do partido a prefeito da Capital e confirmou a informação já divulgada pelo Correio do Estado de que o partido fará aliança com o PP para a reeleição da atual prefeita Adriane Lopes.

A decisão de Bolsonaro põe fim ao imbróglio que se tornou a escolha do pré-candidato do PL a prefeito de Campo Grande, que já teve o próprio Marcos Pollon, o deputado estadual Coronel David, o ex-deputado estadual Rafael Tavares, o suplente de senador Tenente Portela e, agora, João Henrique Catan. 

ENTENDA

O Correio do Estado apurou que a possibilidade de o PL apoiar a pré-candidatura de André Puccinelli teria sido acertada durante reunião em uma empresa de comunicação da Capital com a presença do ex-governador, de Marcos Pollon e do dono da empresa.

Pelo acordo construído a seis mãos, o PL ficaria com a vaga de vice na chapa encabeçada por Puccinelli, sendo que esse cargo seria destinado à esposa do deputado federal, a presidente do PL Mulher em Mato Grosso do Sul, Naiane Bittencourt.

Puccinelli teria aceitado a indicação de Marcos Pollon e, para bater o martelo, solicitou que o parlamentar marcasse uma reunião, em Brasília, com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e depois com o ex-presidente Jair Bolsonaro para receber as bênçãos de ambos para o projeto de aliança do partido com o MDB em Campo Grande.

No entanto, conforme informações obtidas pelo Correio do Estado, a divulgação da dobradinha MDB-PL na Capital chegou a Bolsonaro antes que Pollon marcasse a reunião.

Diante disso, quando o presidente estadual do PL chegou para comunicar Bolsonaro sobre a aliança, foi desautorizado pelo ex-presidente, que não teria gostado da alternativa em decorrência de o ex-governador enfrentar problemas na Justiça e, inclusive, já ter sido preso.

 Uma das bandeiras dos bolsonaristas é não apoiar políticos com qualquer tipo participação ou investigado em esquema de corrupção, portanto, na lógica da extrema direita, André Puccinelli jamais poderia ter o apoio deles para nenhum cargo público.

 A reportagem procurou o presidente do PL em Mato Grosso do Sul, mas, até o fechamento desta matéria não obteve sucesso. O espaço continua aberto para que o deputado federal Marcos Pollon possa se manifestar em outra oportunidade.

ADIAMENTO

Em entrevista concedida nesta semana, André Puccinelli voltou a adiar a data para a definição sobre a possibilidade de encarar ou não a disputa pela cadeira de chefe do Executivo municipal da Capital pela terceira vez, já que administrou a cidade de 1º de janeiro de 2007 a 1º de janeiro de 2011 e depois de 1º de janeiro de 2011 a 1º de janeiro de 2015.

Há duas semanas ele disse ao Correio do Estado que “até o dia 15 de junho vou tomar uma decisão definitiva sobre essa questão”.

Agora, nesta semana, o ex-governador revelou que deixou como data final o 20 deste mês, sendo que até lá vai  falar com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e com o vice-presidente nacionl do Solidariedade, Paulinho da Força, para formar uma ampla aliança, visando a disputa pela prefeitura da Capital.

Essa é a terceira vez que ele adia uma definição sobre a disputar ou não o cargo de prefeito. No dia 15 de abril, durante a primeira de uma série de entrevistas que a Rádio CBN Campo Grande e o Jornal Correio do Estado realizaram com seis pré-candidatos à prefeitura da Capital, o ex-governador disse que iria aguardar até o fim do mês de maio.

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