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PRESIDÊNCIA

Mandetta ainda precisa construir vaga para 2022

Correligionários de ex-ministro em Mato Grosso do Sul apoiam seu nome para Presidência
27/07/2020 08:00 - Yarima Mecchi


Confiantes com o destaque do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), enquanto estava à frente da pasta e no combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), lideranças do partido em Mato Grosso do Sul apoiam o nome do correligionário para disputar a Presidência do Brasil, mas alertam que o colega tem muito o que percorrer para representar a sigla em nível nacional.

Na semana passada, Mandetta afirmou que pretende concorrer ao Planalto nas próximas eleições gerais. A declaração foi feita durante entrevista na Band News na quarta-feira (22). 

“Em 2022 eu vou estar na praça pública, lutando por algo que eu acredito. Se o Democratas acreditar na mesma coisa, eu vou. Se o Democratas achar que ele quer outra coisa, eu vou procurar o meu caminho. Eu vou achar o caminho, como candidato ou carregando o porta-estandarte do candidato em que eu acreditar. Mas que eu vou participar das eleições, eu vou”, disse.

Procurados pelo Correio do Estado, lideranças do DEM-MS apoiam o nome do ex-ministro, mas ressaltam que outros nomes do partido têm destaque nacional, como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o prefeito de Salvado e presidente nacional da sigla, Antonio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto.

“Eu acho que tem que ser um caminho a ser construído, uma pré-candidatura para ele se consolidar precisa ser construída. É bom que o partido tem o Mandetta colocando nome dele à disposição, mas é um longo caminho, até porque tem outros nomes como ACM Neto, Rodrigo Maia, Tereza Cristina, Alcolumbre. Eu penso que Maia é um nome muito forte, mostra essa disposição. O ACM Neto também, ele é prefeito de Salvador com gestão destacada. Qualquer um desses precisa construir com outros aliados”, destacou o deputado estadual José Carlos Barbosa, o Barbosinha, citando ainda o nome da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre.

Em pesquisa feita durante os dias 18 e 21 deste mês pelo Instituto Paraná, Mandetta aparece com 5,7% das intenções de voto entre os candidatos apresentados pelos entrevistadores. 

O índice é maior que o do atual governador de São Paulo, o tucano João Doria (4,6%), e do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), com 0,9%. 

O número é menor que o da pesquisa feita em abril, logo após sua saída do ministério da Saúde; o levantamento feito entre 27 e 29 daquele mês mostrou Mandetta com 6,8%.

O presidente do partido no Estado e vice-governador, Murilo Zauith, afirmou que apoia o nome de Mandetta para a Presidência em 2022 e afirmou que todos devem fazer o mesmo. 

“Isso é histórico no Estado, ter um nome à Presidência. Lógico que apoio, temos obrigação de apoiar, todo sul-mato-grossense. Ele tem que construir com o DEM Nacional. Na política tudo tem que ser construído. Estamos passando por uma crise nessa pandemia e ninguém tem noção para 2022”.  

O deputado estadual Zé Teixeira afirmou que o ex-ministro fez um bom trabalho no governo federal e precisa articular não apenas dentro do partido, mas também com aliados. 

“Mandetta é uma pessoa superinteligente, preparado e demonstrou isso no ministério. Ele é meu amigo e do DEM; se ele for candidato eu aprovo e torço. O Mandetta se destacou porque teve um período no Ministério da Saúde, ele é inteligente e entende do assunto. O DEM tem outros nomes, mas [ele] é amigo do Rodrigo Maia, do Neto, precisa articular”, afirmou Teixeira.  

Recém-filiado ao DEM, o secretário municipal de Finanças, Pedro Pedrossian Neto, também elogiou o nome do correligionário, mas destacou que ainda tem muito tempo para as eleições de 2022. 

“Eu acho que é muito cedo para fazer essa discussão. Estou filiado ao DEM, acho que ele é um ótimo nome, nome da terra; teria meu apoio, lógico”.

Saúde

Ex-deputado federal, Luiz Henrique Mandetta assumiu o Ministério da Saúde na gestão de Jair Bolsonaro no dia 2 de janeiro de 2019 e permaneceu até 16 de abril de 2020, quando foi exonerado pelo presidente após divergências com relação ao enfrentamento à Covid-19.

 
 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!