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CONFLITOS

Entenda 5 sinais de que Mandetta poderá demitido do Ministério da Saúde

Informações de que o Ministro será substituído é o assunto mais comentado na internet
15/04/2020 11:42 - Bruna Aquino


A possível demissão acelerada do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta está dando o que falar na internet nesta quarta-feira (15), desde que o chefe da pasta deu uma entrevista no domingo passado. Não há outra conversa percorrendo os corredores do Palácio do Planalto: Mandetta deverá ser demitido ainda nesta semana e o pano de fundo são as divergências na estratégia de combate ao novo coronavírus no país. As informações são do portal Gazeta do Povo. 

Baseado nos fatos que aconteceram nos últimos dias, entenda cinco sinais de que Mandetta poderá ser substituído em breve. 

Entrevista polêmica 

Desde que Mandetta aceitou dar uma entrevista exclusiva ao Fantástico, programa da Tv Globo — emissora que há tempos é mal vista pelo presidente da República — os comentários foram negativos diante da entrevista considerada pelos apoiadores de Bolsonaro como “desnecessária”. 

Ainda, a entrevista teria desagradado ainda mais o presidente por ser realizada mesmo que virtualmente no Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás, cujo governador Ronaldo Caiado (DEM) rompeu politicamente com Bolsonaro. 

Sem apoio

Pós entrevista então repercutiu mal na ala militar do governo, a mesma que havia avalizado a permanência dele, na semana passada. Isso porque os apoiadores do presidente avaliaram que Mandetta estaria provocando o presidente falando sobre as diferenças de pensamento no quesito isolamento social e o remédio cloroquina. 

As informações são que Bolsonaro só não o demitiu de fato porque os ministros Braga Netto, da Casa Civil, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, o alertaram do desgaste que isso causaria em plena pandemia, mas que o cenário mudou nesta semana. 

Presidente preparou terreno

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro voltou a se queixar das medidas de (isolamento) social adotadas pelo Ministério da Saúde para o combate ao coronavírus. E disse que vai resolver “esse problema” esta semana. 

Bolsonaro também se reuniu, no Palácio da Alvorada, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que é do mesmo partido de Mandetta e que havia saído em defesa do ministro quando a ameaça de demissão foi mais forte. Nos últimos dias, o chefe do Executivo tem conversado com dirigentes de siglas do Centrão, que interpretaram o movimento como uma preparação de terreno para a saída do ministro da Saúde.

Presidente busca substituto

Os primeiros nomes que foram cotados para a vaga de Mandetta no Ministério da Saúde seria o deputado e ex-ministro Osmar Terra (MDB-RS) e da médica Nise Yamaguchi, mas que teria perdido a força por não haver apoio da classe médica. 

Outro nome que está ganhando destaque na mídia e na visão seria uma substituição “menos traumática” está o secretário-executivo do ministério João Gabbardo dos Reis número dois da pasta, que é bastante próximo do ex-ministro Osmar Terra. Também estão no páreo, o presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Albert Eisntein, Cláudio Lottemberg, e o próprio (Terra).

Sentimento de despedida

Após a informação que Mandetta já teria avisado sua equipe que poderia sair do cargo ainda essa semana, as especulações são que o clima já está de despedida dentro da pasta. O ministro negou durante coletiva ontem que o cenário seja esse. "Não vejo nesse sentido. (O que houve) foi mais uma questão relacionada à comunicação, a como vamos comunicar. Nada, além disso", disse ele. "Sabemos de nossa responsabilidade e estamos trabalhando com toda a garra", disse. 

Parceiro de Mandetta no cargo, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, teria enviado uma carta aos funcionários de sua área nesta quarta-feira (15) afirmando sua saída do cargo "a gestão de Mandetta acabou e preciso me preparar para sair junto".

*Com informações do jornal Folha de S.Paulo

 

Felpuda


Embora embalada por vários “ex”, pré-candidatura a prefeito de esforçada figura não deslancha. É claro que ninguém ousa falar em voz alta que o apoio, em vez de alavancar os índices com o eleitorado, está é puxando para baixo. Uns dizem que o título do filme “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” retrata bem a situação. Outros complementam: “... na primavera, no outono, no inverno...”. Como diria vovó: “Aqui você planta, aqui você colhe!”.