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ÉTICA

Mandetta recorre de decisão do Governo Federal que o proíbe de trabalhar

Com salário de R$ 30,9 mil, ex-ministro está impedido por Comissão de Ética de atuar na iniciativa privada durante seis meses
29/05/2020 17:18 - Yarima Mecchi


O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta recorreu da decisão da Comissão de Ética da Presidência da República de manter o seu salário de R$ 30,9 mil por seis meses e o proibindo de trabalhar na iniciativa privada. Conforme noticiado pela Revista Veja, o ex-ministro não ficou contente com tempo que deve ficar parado.  

“Estou abismado, perplexo. Não consigo entender o motivo de impor quarentena a um ex-ministro da Saúde no meio de uma epidemia como a que estamos enfrentando”, afirmou o ex-ministro a Veja.

Ainda de acordo com a publicação a decisão foi tomada na terça-feira (26), Mandetta fica impedido de exercer qualquer atividade no setor privado até completar os seis meses de sua demissão, ocorrida em 16 de abril. Em entrevista ao Correio do Estado no início deste mês o ex-ministro declarou que estava avaliando o que deveria fazer, mas que tinha a intenção de participar de grupos de pesquisas sobre biossegurança e escrever um livro sobre o tempo que esteve à frente do Ministério da Saúde combatendo a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).  

“Eu até entenderia se houvesse algum conflito de interesse entre um novo trabalho e o Ministério da Saúde, mas meu caso é diferente de um presidente de Banco Central, por exemplo, que detém informações privilegiadas que precisam ser resguardadas. Nesse momento de pandemia, as pessoas estão em busca de informações para que possam reabrir seus negócios com segurança e eu, modéstia à parte, estudei esse assunto intensamente durante 120 dias”, disse Mandetta a Veja.

Questionado pelo Correio do Estado nesta sexta-feira (29) se já foi notificado pelo Governo Federal, o ex-ministro afirmou que está recorrendo da decisão e a Comissão de Ética da Presidência da República deve se pronunciar até segunda-feira (1º de junho).  

 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!