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BRASÍLIA

Mesmo com votos necessários, Beto Pereira desiste de liderança na Câmara

Beto chegou a ser escolhido como líder mas o resultado não chegou a ser homologado
11/02/2020 16:18 - Yarima Mecchi


 

Mesmo com a quantidade de votos necessária para se tornar líder do PSDB na Câmara dos Deputados, o parlamentar por Mato Grosso do Sul, Beto Pereira, desistiu do cargo para manter a harmonia do partido, conforme publicado no jornal O Globo.

No começo de dezembro do ano passado houve uma votação, Beto chegou a ser escolhido como líder, mas o documento não foi homologado. De acordo com a reportagem do O Globo, “a bancada estava dividida entre um aliado do deputado Aécio Neves (MG) e um do governador de São Paulo, João Doria e desistiu de mudar seu líder para 2020. Após uma breve guerra de listas no ano passado, o acordo agora é manter Carlos Sampaio (SP)”.

Carlos Sampaio foi líder em 2019 e é visto com bons olhos pelos aliados de Aécio Neves, mesmo sendo próximo de Doria e do presidente da Executiva nacional dos tucanos, Bruno Araújo. Inicialmente, o grupo de Aécio queria impôr a escolha de Celso Sabino (PA) como líder. O governador paulista, porém, conseguiu inserir dois deputados aliados seus na bancada. Aos poucos, o apoio por um novo líder ligado a Aécio diminuiu.

Para manter a harmonia entre os 33 deputados da bancada tucana, o grupo ligado a Doria e Bruno Araújo também teve que ceder e Beto Pereira teve de declinar. Com a volta do recesso do Congresso foram realizadas reuniões e o nome que alcançaria o maior consenso era o de Carlos Sampaio, que já havia voltado à liderança no fim do ano passado para pacificar os tucanos.

“Eu tinha votos o suficiente para me tornar líder nessa semana, mas em função de uma necessidade de manutenção da unidade da bancada, eu tomei a decisão de abrir mão e criar uma excepcionalidade em favor da manutenção do líder Carlos Sampaio por este exercício”, disse Beto Pereira ao jornal O Globo.

Felpuda


Nos bastidores, há quem garanta que a única salvação, de quem está com a corda no pescoço, é ele aceitar ser candidato a vice-prefeito em chapa de novato no partido. Vale dizer que isso nunca teria passado por sua cabeça, uma vez que foi eleito com, digamos, “caminhão de votos”. Se aceitar a imposição, pisaria na tábua de salvação; se recusar, poderá perder o mandato. Ah, o poder!