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DIVULGAÇÃO 'PARALELA'

'Ministério da Saúde perdeu credibilidade', dispara Mandetta sobre omissão de dados

Ações extraoficiais foram criadas para divulgar os dados nacionais consolidados, usando dados das secretarias estaduais
09/06/2020 09:47 - Nyelder Rodrigues


As recentes mudanças na divulgação de casos e mortes por covid-19 pelo Ministério da Saúde, atualmente sob o comando interino do general Eduardo Pazuello, gerou reações imediatas da sociedade civil e até de veículos de comunicação. Entre elas, estão plataformas de contagem própria de dados relativos ao novo coronavírus no país, usando números divulgados pelas secretarias estaduais de saúde pública.

Enquanto jornais se uniram para que haja divulgação sem divergência de números e contagem igual entre eles, pelo menos duas novas plataformas criadas por especialistas em saúde pública chamam mais a atenção: a primeira é o Painel Conass - Covid-19, criado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), enquanto a outra é o Dados Transparentes, que entrou no ar no domingo (7) à noite.

"O Ministério da Saúde perdeu credibilidade", disparou à reportagem do Correio do Estado o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ao comentar as iniciativas paralelas às do Governo Federal para dar publicidade aos dados da covid-19 no país. Mandetta, que já foi secretário de Saúde Pública de Campo Grande e deputado federal, foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro no mês de abril deste ano.

Defensor do isolamento social mais amplo como medida de contenção da pandemia e de maior cautela no uso de medicamentos ainda em fase experimental, como a cloroquina, as arestas entre Mandetta e Bolsonaro eram cada vez mais claras, já que o presidente sempre foi contra às propostas do então ministro - cargo que ocupou a partir de janeiro de 2019, logo após a posse de Bolsonaro - a quem apoiou em 2018.

"Essas ações de divulgação são consequências desta medida absurda do Ministério da Saúde em manipular os números. A imprensa é parte da solução e os números reais precisam chegar aos meios de comunicação. O SUS [Sistema Único de Saúde] tem canais para divulgar os números", frisa Mandetta, em mais críticas a atuação da pasta - antes de Pazuello, o ministério ficou sob comando de Nelson Teich, por um mês.

Omissão de dados 

Recentemente, o Governo Federal passou a atrasar a divulgação dos dados referentes à covid-19. Antes fechados normalmente às 19h no horário de Brasília (DF), a divulgação passou a acontecer a partir das 22h. Em conversa com apoiadores no chamado 'cercadinho' do Palácio da Alvorada, Jair Bolsonaro chegou a ironizar a situação, afirmando que o Jornal Nacional, principal telejornal da Rede Globo, não iria mais divulgar as mortes.

Além de atrapalhar os telejornais, a mudança dificultou o fechamento dos jornais impressos. Porém, os veículos se adaptaram à alteração, fazendo com que o Ministério da Saúde passasse então a omitir dados nos boletins diários, parando de apresentar dados consolidados e mostrando apenas os referentes ao dia, dando ênfase aos recuperados. Agora, o governo promete uma nova plataforma, com dados regionalizados.

Novas iniciativas

No caso do Painel Conass, a medida foi tomada, segundo texto do próprio conselho, por sua atuação de "mais alto interesse público, respeito à diversidade e pluralismo democrático". "Nosso valor maior é a vida", frisa o texto assinado pelo presidente Alberto Beltrame, que ressalta a importância da ciência, verdade e informação como "condutores do processo orientador da tomada de decisão na gestão da saúde".

Já a plataforma Dados Transparentes tem à frente ex-integrantes da equipe comandada por Mandetta no Ministério da Saúde. Entre eles  está João Gabbardo, que foi secretário-executivo da pasta e agora é membro do corpo técnico do governador paulista João Dória.

A coleta dos dados é realizada por meio do sistema Notifica SUS, sistemas estaduais, laboratórios centrais e do próprio Conass. Perguntado pela reportagem por mensagem se faz parte dessa equipe, Mandetta preferiu apenas comentar as iniciativas.

 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...