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COVID-19

Ministério orienta Fiocruz a promover hidroxicloroquina

Ofício federal vai contra as recomendações da própria fundação
17/07/2020 10:16 - Rodrigo Almeida


No longo embate pela propagação e uso da Hidroxicloroquina no combate ao coronavírus, o Ministério da Saúde recomendou à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que dissemine o uso do medicamento sem comprovação científica. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) cancelou os testes feitos com a medicação por duas ocasiões uma em maio e a última no começo deste mês. 

Segundo o comunicado à imprensa, “a OMS aceitou a recomendação do comitê Solidariedade em abandonar as pesquisas com a hidroxicloroquina porque os resultados apresentados mostraram pouca ou nenhuma redução na taxa de mortalidade quando comparados com o tratamento padrão”.

Ironicamente, quem lidera as pesquisas brasileiras do comitê Solidariedade é a Fiocruz. Em março, o instituto se aliou à iniciativa com declaração presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, dizendo que “esse é um ponto muito sensível em que acredito que poderemos dar uma contribuição muito importante”.

A instituição assinou a recomendação à OMS, e agora recebe uma orientação contrária por parte do Governo Federal. 

O secretário de Atenção Especializada à Saúde, Luiz Otávio Franco Duarte afirmou em ofício que a divulgação é importante para a contenção do aumento de casos que necessitem cuidados intensivos. 

Para o Ministério “são medidas essenciais” o uso do medicamento como prevenção do agravamento da doença.

 Campo Grande também acredita na recomendação do governo federal. Nas últimas semanas o debate em torno do kit profilático da esquentou na cidade. 

Com o respaldo de um grupo de 250 médicos, o prefeito Marcos Trad (PSD) instituiu um protocolo, usando medicamentos como a polêmica hidroxicloroquina, a ivermectina, vermífugo rejeitado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, e demais complementos vitamínicos. 

 
 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...