Política

Política

Ministério Público recorre para restabelecer prisão de Vorcaro e TRF-1 marca julgamento do caso

Ainda no final de semana, a Procuradoria Regional da República da 1.ª Região apresentou, um recurso contra a decisão da desembargadora

Continue lendo...

O Ministério Público Federal recorreu contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que soltou o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e pediu o restabelecimento de sua prisão. A decisão liminar (provisória) foi proferida pela desembargadora Solange Salgado na sexta-feira, 28. Ela reconsiderou seu entendimento inicial, no qual havia negado o pedido de liberdade, e deu uma nova decisão soltando Vorcaro e os outros quatro presos nesse caso.

Ainda no final de semana, a Procuradoria Regional da República da 1.ª Região apresentou, em regime de plantão, um recurso contra a decisão da desembargadora.

Argumentou que havia fundamentos para a prisão de Vorcaro e que a própria desembargadora revogasse a liberdade dele. Caso ela não aceitasse, a Procuradoria pediu que o caso fosse levado para o julgamento colegiado.

Em resposta, a desembargadora pediu para que o mérito do habeas corpus seja julgado na sessão do dia 9 de dezembro da 10.ª Turma do TRF-1, que inclui também os desembargadores Daniele Maranhão e Marcus Bastos.

A turma vai julgar se confirma a liminar que soltou o empresário, analisando os fundamentos da prisão preventiva, ou se acolhe os fundamentos do Ministério Público Federal sobre a necessidade do encarceramento cautelar.

Em tese, os desembargadores podem mandar o empresário de volta para a prisão, mas em geral é incomum reverter uma ordem de soltura no julgamento do mérito do habeas corpus.

A defesa de Vorcaro também apresentou uma reclamação ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que o caso fosse enviado à competência do Supremo porque foram apreendidos documentos de uma transação imobiliária do empresário com o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

O processo está com o ministro Dias Toffoli. Caso ele decida avocar tudo para o STF, os habeas corpus também passam para a competência da corte.

Desembargadora mudou de posição

Quando analisou o habeas corpus de Daniel Vorcaro, a desembargadora Solange Salgado entendeu que os fatos sob investigação eram graves e justificavam a prisão preventiva, em decisão do dia 20 de novembro.

Uma semana depois, ela reconsiderou os fundamentos e entendeu que não havia motivo para a prisão. "Ademais, não há demonstração de periculosidade acentuada ou de risco atual à ordem pública que, de forma excepcional, justifique a manutenção da medida extrema da prisão preventiva. Ressalte-se que, embora se tenha apontado risco à aplicação da lei penal, o mesmo pode atualmente ser mitigado com a adoção de medidas cautelares diversas da prisão, tais como a retenção de passaporte e a monitoração eletrônica, suficientes para conter o periculum libertatis e atender aos fins cautelares, em consonância com o caráter subsidiário e excepcional da segregação antecipada."

Vorcaro foi preso na noite do dia 17 de novembro, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando se preparava para embarcar em um jato particular para Dubai, segundo ele. Ele é investigado por crimes financeiros na gestão do Banco Master e na tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).

A desembargadora entendeu que a viagem ao exterior estava justificada e não representava risco de fuga. A decisão do TRF-1 também beneficiou Augusto Ferreira Lima, Luiz Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Ribeiro da Silva.

Ela converteu a ordem prisão em medidas alternativas. Determinou que os quatro sejam submetidos as seguintes restrições:

  • uso de tornozeleira eletrônica;
  • comparecimento periódico em juízo;
  •  proibição de manter contato com outros investigados;
  • proibição de ausentar-se da Comarca;
  • recolhimento domiciliar no período noturno;
  • proibição de exercer atividade financeira;
  •  entrega do passaporte com proibição de sair do País.

Seus advogados tentaram soltar o empresário também no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no STF, sem sucesso.

Sob pressão, Vorcaro chegou a ser transferido da carceragem da PF para uma unidade prisional em Guarulhos (SP).

Assine o Correio do Estado

 

 

1ª discussão

Deputados aprovam projeto que atualiza taxa de fiscalização do gás canalizado

Proposta modifica a metodologia de cálculo, cobrança e recolhimento da taxa, com o objetivo de adequar a regulação ao cenário atual do mercado de gás natural

09/12/2025 14h15

Foto: Divulgação / Alems

Continue Lendo...

Os deputados estaduais aprovaram, em primeira discussão, o Projeto de Lei 299/2025, que atualiza a Taxa de Fiscalização sobre os Serviços Públicos de Distribuição de Gás Canalizado (TFSG) em Mato Grosso do Sul.

A proposta, enviada pelo Governo do Estado, modifica a metodologia de cálculo, cobrança e recolhimento da taxa, com o objetivo de adequar a regulação ao cenário atual do mercado de gás natural. O texto segue agora para análise das comissões de mérito.

A aprovação ocorreu com dois votos contrários, mas, segundo o deputado Paulo Duarte (PSD), não se trata da criação de uma nova taxa. “Está fazendo uma equalização dos serviços e não a criação de uma nova taxa”, afirmou durante a sessão desta terça-feira (9).

O projeto foi apresentado em meio às mudanças estruturais no setor de gás natural no país. Na justificativa, o Executivo destaca que a abertura gradual do mercado e a ampliação do mercado livre provocaram uma transformação significativa na estrutura tarifária e regulatória, especialmente pela separação entre as atividades de comercialização, transporte e distribuição.

Diante desse novo contexto, o governo argumenta que a metodologia atual, baseada exclusivamente na receita bruta da distribuidora, tornou-se inadequada por “não refletir a efetiva dimensão econômica da atividade regulada”. O projeto propõe uma fórmula revisada para o cálculo da TFSG, considerada mais compatível com a realidade operacional e financeira do setor.

Após a aprovação em primeira discussão, segue o trâmite legislativo com encaminhamento às comissões responsáveis pela avaliação de mérito, antes de retornar ao plenário para segunda votação.

Assine o Correio do Estado

PESQUISA

Direita e esquerda perdem abrangência para o centro em Mato Grosso do Sul

Pesquisa do Correio do Estado/IPR entrevistou 1.700 pessoas nos 12 maiores municípios de MS no período de 1º a 6 de dezembro

09/12/2025 08h20

Nos últimos três meses, o número de pessoas que se consideram mais alinhadas com o centro aumentou

Nos últimos três meses, o número de pessoas que se consideram mais alinhadas com o centro aumentou Divulgação/Antonio Augusto/Ascom/TSE

Continue Lendo...

A prisão do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) e o receio de uma possível repetição da polarização política entre direita e esquerda nas eleições de 2026, como a ocorrida no pleito de 2022, já começam a transparecer entre os eleitores sul-mato-grossense, conforme demonstrou pesquisa realizada pelo Correio do Estado e o Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) sobre como as pessoas se consideram mais alinhadas politicamente.

De acordo com o levantamento, nos últimos três meses, o número de pessoas que se consideram mais alinhadas com o centro aumentou, enquanto o número daquelas que se consideram mais à direita ou mais à esquerda caiu no Estado.

No caso da direita, o porcentual diminuiu de 40,00%, em agosto, para 34,76%, em dezembro, ou seja, queda de 5,24 pontos porcentuais no período.

Já a esquerda caiu de 13,75%, em agosto, para 11,06%, em dezembro, isto é, redução de 2,69 pontos porcentuais, enquanto o centro subiu de 23,25% para 28,82%, aumento de 5,57 pontos porcentuais.

O porcentual das pessoas que não sabem ou não quiseram responder também cresceu, saindo de 23,00% para 25,35%, crescimento de 2,35 pontos porcentuais.

Segundo análise do diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, essa questão da identificação das pessoas com direita, esquerda ou centro precisa ser avaliada com cuidado.

“Tanto o pessoal que é de direita quanto os que são de esquerda, com o tempo, parecem que estão diminuindo em Mato Grosso do Sul. Por outro lado, o número de quem se diz de centro ou de nenhuma corrente política tem crescido consideravelmente”, assegurou.

Para o diretor do IPR, isso só pode significar que quem está falando que é de centro ainda tem uma ideologia, ou seja, era de direita ou esquerda, se decepcionou e fala que é de centro porque ficou desapontado com alguma ação, alguma atitude da ideologia da qual era partidário.

“E esse ‘nenhum deles’ é do tipo de pessoas que não quer se alinhar à política. Eles são indiferentes, tanto faz a direita quanto a esquerda”, analisou.

Conforme Aruaque Barbosa, o porcentual somado dos que se declararam de centro mais os que não sabem ou não quiseram responder deu 54,17% neste mês, ou seja, “quem conseguir transitar para um espaço de não radicalismo vai pegar uma fatia grande desse eleitorado”.

“Porque, se você pegar os porcentuais da direita, que tem quase 35%, e da esquerda, com quase 12%, não são suficientes para eleger um governador ou um senador. Pois para se eleger um senador vai precisar dos votos desse pessoal de centro ou que se identifica como nenhum deles. E esse pessoal não está satisfeito com o extremismo, nem de um lado nem do outro”, afirmou.

O diretor do IPR apontou que os entrevistados estão cheios dessa questão da reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e da ampla anistia para o ex-presidente Bolsonaro, que já está cumprindo uma pena de mais de 27 anos de prisão.

“Eles querem virar a página. Por isso que eles não estão se identificando com esse tipo de tema, não está tendo um clamor popular por esses temas”, assegurou.

Nos últimos três meses, o número de pessoas que se consideram mais alinhadas com o centro aumentou

A PESQUISA

O levantamento ouviu, no período de 1º a 6 de dezembro de 2025, 1.700 pessoas com 16 anos ou mais, distribuídas pelos municípios de Campo Grande, Dourados, Sidrolândia, Ponta Porã, Nova Andradina, Amambai, Paranaíba, Aquidauana, Três Lagoas, Naviraí, Maracaju e Corumbá, tendo grau de confiança de 95%, com margem de erro de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Apesar de ter sido feita nos 12 maiores municípios sul-mato-grossenses, a pesquisa cobre a maior parte da capacidade eleitoral do Estado, ou seja, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

Como as 12 cidades pesquisadas concentram mais de dois terços de todos os eleitores, a ausência dos municípios pequenos não distorce a tendência geral.

Dois terços do eleitorado representam cerca de 1,25 milhão de eleitores, enquanto o Estado tem cerca de 1,88 milhão de eleitores (dado utilizado nas análises de 2022-2024).

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).