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Ministro lança candidatura de irmão em Paranaíba

Ministro lança candidatura de irmão em Paranaíba

DA REDAÇÃO

28/06/2012 - 10h12
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O Ministro das Comunicações Paulo Bernardo agitou o cenário político em Paranaíba nesta quarta-feira (27). Ele esteve na cidade para apoiar o lançamento da candidatura do irmão, Alfredo Bernardo (PT) a Prefeitura do Município.

Durante sua passagem pela cidade ele se reuniu com lideranças políticas locais e estaduais. O evento contou com a presença do presidente regional do PSD, Antonio João Hugo Rodrigues, do ex-governador José Orcírio dos Santos, do deputado federal Alcides Bernal, do deputado estadual Alcides Bernal, além do presidente do PT Marcus Garcia. 

Em discurso, Paulo afirmou que estará empenhado na campanha do irmão Alfredo, e como ministro buscará trazer mais recursos para Paranaíba e Mato Grosso do Sul, Estado que segundo ele, mantém laços afetivos fortes.

ELEIÇÕES 2026

ACM Neto Apoia Caiado como Candidato do União Brasil à Presidência em 2026

Vice-presidente do partido sugere Caiado como nome forte para a próxima eleição presidencial, destacando sua trajetória política e realizações em Goiás.

22/05/2024 22h00

ACM Neto

ACM Neto Divulgação

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Em uma palestra na Fundação Fernando Henrique Cardoso, nesta terça-feira (21), o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, Antônio Carlos Magalhães Neto, declarou que, com o apoio dele e de outras lideranças do partido, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, será o candidato da legenda na próxima eleição presidencial.

Neto ressaltou que, embora a prioridade atual seja a pauta municipal, o União Brasil terá um projeto próprio para a eleição presidencial.

Nesse contexto, o nome de Caiado se destaca naturalmente devido à sua experiência política e aos resultados alcançados em Goiás, especialmente nos setores de segurança e educação.

"Não vejo muito espaço para a terceira via. Claro que muitos fatores poderão ser decisivos, incluindo o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que será fundamental", afirmou Neto.

Durante sua análise de mais de duas horas, Neto criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por falta de envolvimento e dedicação pessoal ao governo.

Em uma entrevista recente, ele havia mencionado que o "governo de Lula cheirava a mofo". Apesar disso, Neto acredita que Lula será o candidato do PT em 2026, devido à ausência de renovação no partido e na esquerda.

Segundo ele, Lula ainda terá vantagem no Nordeste, onde construiu uma forte relação emocional com a população. "Para muitos nordestinos, Lula representa uma oportunidade de sucesso pessoal", explicou.

Neto destacou que não se referia apenas à força da máquina do governo, mas aos sentimentos e emoções que Lula simboliza na política brasileira. Ele observou que o maior desafio numa campanha é criticar e apoiar certos aspectos sem ser rotulado.

"Hoje, se você defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo e uma economia mais liberal, é rotulado como comunista e direitista ao mesmo tempo. Eu me enquadrei nisso, pois não concordo completamente com nenhum dos lados, apesar da polarização do país", afirmou.

Sobre a influência da economia na eleição, Neto acredita que será menor do que se imagina.

"Não vejo muito espaço para uma terceira via no país, a menos que surja um candidato capaz de furar a bolha, saindo do centro e indo para a direita sem ficar refém do radicalismo", observou acrescentando que esse candidato hipotético precisaria equilibrar o jogo político sem se alinhar completamente a um dos lados.

Neto também refletiu sobre a derrota nas eleições de 2022 para o governo do estado, atribuindo-a à polarização política.

"Fui a principal vítima dessa polarização. Não me identificava com nenhum dos lados e não tinha um representante para chamar de meu. Talvez se tivesse um candidato claro, a história seria diferente", comentou.

Para as eleições municipais, o União Brasil já conta com 12 pré-candidatos. Neto não acredita que os temas nacionais dominarão a pauta municipal, exceto em São Paulo e algumas outras capitais.

"A eleição municipal é focada em questões locais, como buracos nas ruas, creches e transporte. Em São Paulo, a nacionalização deverá ocorrer porque os dois maiores adversários da política nacional terão candidatos aqui e farão campanha por eles", concluiu.

UNIÃO EUROPEIA

Tereza Cristina conduz audiência no Senado para debater barreiras protecionistas

A senadora sul-mato-grossense é a relatora do projeto sobre reciprocidade ambiental

22/05/2024 16h51

Tereza Cristina destacou que, a partir de 2025, a União Europeia pretende impor restrições a produtos como soja, carne bovina, madeira, cacau, café, borracha e óleo de palma

Tereza Cristina destacou que, a partir de 2025, a União Europeia pretende impor restrições a produtos como soja, carne bovina, madeira, cacau, café, borracha e óleo de palma Divulgação

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Relatora do Projeto de Lei da Reciprocidade Ambiental nº 2.088/2023, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) conduziu, nesta quarta-feira (22), a audiência pública da Comissão de Meio Ambiente (CMA), do Senado Federal, para debater a questão. 

Parlamentares, representantes do governo e do setor produtivo defenderam medidas para derrubar barreiras protecionistas impostas a produtos brasileiros no exterior. 

Tereza Cristina destacou que, a partir de 2025, a União Europeia pretende impor restrições a produtos como soja, carne bovina, madeira, cacau, café, borracha e óleo de palma que tenham origem em áreas desmatadas após dezembro de 2020.

“O problema é que, para a União Europeia, não importa se a supressão vegetal é legal, feita com autorização, ou ilegal. Eles ignoram ou desconhecem completamente o exigente Código Florestal Brasileiro [Lei 12.651, de 2012], que determina a proteção de 20% a 80% da vegetação nativa em uma área rural, a depender do bioma. São exigências ambientais totalmente descabidas, que na verdade escondem barreiras comerciais contra nós”, afirmou a senadora sul-mato-grossense.

A parlamentar destacou ainda que a União Europeia tenta encaixar o Brasil em uma ação “façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço”, pois cobram do agro brasileiro obrigações que eles mesmos não cumprem. “É um não reconhecimento do quanto a agricultura brasileira é sustentável, inovadora e tecnológica. Precisamos ter consciência da régua ambiental do nosso país e como as narrativas de fora são equivocadas, baseadas em disputas comerciais”, explicou.

“É hora de virar a chave. Chega de tentarem transformar nossas virtudes em defeitos, infelizmente muitas vezes com ajuda dos nacionais, e chega de desprezarem décadas de trabalho duro dos brasileiros para modernizar a nossa agropecuária, com pesquisa científica e boas práticas. É disso que se trata esse debate, meus amigos, de defender os interesses do país e a prosperidade da nossa gente”, disse Tereza Cristina.

Protecionismo verde

A audiência pública contou com a presença da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Tatiana Prazeres. Ela reconhece que houve “uma multiplicação de restrições ao comércio, adotadas por motivos ambientais”. “

“Estamos preocupados com o protecionismo verde. Com a possibilidade de os países utilizarem um argumento que é legítimo como desculpa para restringir o mercado ou para conceder subsídios que distorcem o mercado internacional. Mas como responder sem que aquilo prejudique os próprios interesses nacionais? A calibragem, a sintonia fina e a definição de parâmetros devem balizar a legislação. Talvez restringir importações que não cumprem padrões equivalentes ao do Brasil, mas não necessariamente proibir essa importações”, sugeriu.

A subsecretária de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, reforçou o argumento. “A busca do diálogo e do consenso é fundamental. Pelo que vi do projeto de lei, a retaliação é muito direta e geral. Precisamos de muitos insumos importados para nossa produção local, seja do agro ou de outros setores. No limite, isso poderia prejudicar ambos os lados”, argumentou.

Interesses externos

O coordenador de Mudanças do Clima e Desenvolvimento Sustentável do Ministério da Agricultura, Adriano Santhiago, disse que o agronegócio registrou a menor taxa de crescimento na emissão de gases de efeito estufa entre 2005 e 2020. Enquanto setores como energia, indústria e resíduos registraram índices de 24%, 23% e 35%, respectivamente, o segmento rural registrou 7%.

” O setor agropecuário vem sendo às vezes agredido externamente e muitas vezes por pessoas aqui no Brasil, pautadas por interesses externos. Mas a gente mostra com números que não é bem assim. A gente tem condições de questionar. Impor ao Brasil uma restrição comercial não tarifária não condiz com o que a gente vem fazendo”, afirmou.

O diretor do Departamento de Política Comercial do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Fernando Meirelles de Azevedo Pimentel, avalia que o comércio internacional assiste a “uma proliferação de medidas econômicas unilaterais com justificativa ambiental”. Para ele, o Brasil precisa “desenhar mecanismos capazes de equiparar as condições de concorrência”.

“A produção nacional é mais verde e mais sustentável do que grande parte da produção de nossos concorrentes, seja na indústria ou na agricultura. É preciso mitigar distorções e prejuízos causados por medidas unilaterais nos mercados para onde a gente exporta”, defendeu.

Consultor de meio ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Justus de Brito disse que os produtores rurais europeus não são obrigados a cumprir as mesmas regras ambientais impostas aos brasileiros. Ele criticou a falta de reciprocidade no tratamento dispensado a setor.

“Não há reciprocidade alguma da Europa. Não podemos nos calar e ficar assistindo a esse show de barreiras comerciais não tarifárias, arrogância e hipocrisia. Não podemos aceitar isso como se estivéssemos levando um sermão da vovó como quando éramos crianças e fazíamos alguma bobagem”, comparou.

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja, Fabrício Morais Rosa, o PL 2.088/2023 pode ser “uma ferramenta para coibir os abusos”. ” Esses países usam, proporcionalmente, mais áreas do que o Brasil para a agricultura, não possuem preservação ambiental, têm uma matriz energética pior do que a brasileira. Mas querem exigir regras para o Brasil acima do nosso Código Florestal. Isso não podemos admitir. Do ponto de vista ambiental, é um abuso, uma discriminação”, avaliou.

Repercussão

Parlamentares criticaram as medidas protecionistas de caráter ambiental impostas ao Brasil. O senador Esperidião Amin (PP-SC) classificou as barreiras como “armadilhas do comércio exterior”. “Muitos desses países que nos recriminam têm um profundo remorso pelo que fizeram. A grande esperteza que está sendo inventada é que o remorso é deles, mas eles querem descarregar a penitência só para nós. É a terceirização da penitência”, avaliou.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) criticou “algumas pessoas do governo brasileiro” que, segundo ele, não questionam as barreiras comerciais feitas ao país. “Não temos culpa de absolutamente nada do que está acontecendo no mundo. A China emite mais 30% do CO2 do mundo. Mais de 20% são dos Estados Unidos. França, Inglaterra e União Europeia emitem mais do que o Brasil. Mas nós temos que nos curvar a isso? Não tem lógica. É impressionante como algumas pessoas do governo fazem questão de amarrar o Brasil e fazem política para aparecer no exterior, e nós aqui sofrendo por uma coisa que não temos culpa”, enfatizou.

O senador Jayme Campos (União-MT) reforçou a crítica. “O negócio é comercial. O que é triste é que alguns cidadãos deste país são contra o povo brasileiro, falando aquilo que não retrata a verdade em relação ao produtor. O governo teria o papel de nos defender, mas, lamentavelmente, é o próprio governo contra a sociedade brasileira. Temos que defender nossa soberania”, disse.

Presente na audiência, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), reforçou que a situação é “grave”, já que os produtores brasileiros além de cumprirem a legislação mais rigorosa do mundo, ainda têm de conviver com ministros de Estado do Brasil atacando o país mundo afora.

“Somos responsáveis por um terço do nosso PIB, mais de 50% da balança comercial e 30 milhões de empregos, mas quem representa o Brasil lá fora endossa a narrativa mentirosa dos nossos adversários. É uma criação de empecilhos constantes e não podemos aceitar isso quietos”, completou.

O autor do Projeto, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), esclarece que a proposta tem o intuito de exigir o mesmo rigor a quem exige do Brasil. Para o parlamentar, não é possível viver isolado no mundo e, por isso, o diálogo é necessário para transpor diferenças, mas o agro brasileiro, de acordo com ele, não ficará refém de obrigações sem cobrar na mesma medida.

“Não podemos fazer as leis pensando no exterior e agradar outros países. É certo negociarmos, mas não é aceitável que a gente sente à mesa como inferiores. Nós trabalhamos sério e temos um Congresso que merece ser respeitado”, finalizou. 

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) foi o único a criticar o projeto de lei. Para ele, a matéria promove reserva de mercado e não teria efetividade, se fosse transformada em lei.
 

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