Política

COTAS PARLAMENTARES

Mordomias dos deputados estaduais são mais caras que as da bancada federal

Enquanto na Assembleia Legislativa a Ceap ficou em R$ 16,3 milhões, no Congresso Nacional, o montante foi de R$ 5,4 milhões

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O Correio do Estado realizou ontem um levantamento no portal da Transparência do Senado e da Câmara dos Deputados para checar quanto os três senadores da República e os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul gastaram da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) no ano passado.

Conforme a apuração, a bancada federal do Estado no Congresso Nacional gastou R$ 5.503.535,01. Desse total, R$ 4.162.166,50 foram gastos pelos oito deputados federais e R$ 1.341.368,51 pelos três senadores, resultando, em uma despesa média de R$ 500.321,36 de cada um dos 11 parlamentares.

Ou seja, um valor médio 26,38% menor que o gasto pelos 24 deputados estaduais, que foi de R$ 679.622,94 em média, tendo como base os R$ 16.310.950,73 da Ceap pagos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ao longo dos 12 meses de 2025.

Levando em consideração apenas os montantes absolutos da Ceap pagos pelo Congresso Nacional e pela Assembleia Legislativa aos parlamentares, a diferença entre ambos chega a 66,26%, isto é, as mordomias bancadas para os deputados estaduais foram bem mais dispendiosas que as pagas para os senadores e os deputados federais.

Sem contar que, diferentemente dos deputados estaduais, os parlamentares federais têm de se descolar de Brasília (DF) para suas cidades de origem em Mato Grosso do Sul com o uso de aeronaves e automóveis, portanto, os gastos da bancada federal teriam de ser bem maiores, afinal, no caso dos parlamentares da Assembleia Legislativa, a despesa com passagens aéreas não é necessária. 

SENADORES

No caso dos três senadores da República, quem mais utilizou o recurso mensal fornecido para cobrir despesas ligadas diretamente ao mandato foi Nelsinho Trad (PSD), com R$ 539.116,67, seguido por Soraya Thronicke (Podemos), com R$ 537.590,32, e Tereza Cristina (PP), com R$ 264.661,52.

Nelsinho destinou mais recursos da Ceap para a divulgação da atividade parlamentar (R$ 295.289,00), para a contratação de serviços de apoio parlamentar (R$ 135.286,35) e para o aluguel de imóveis para escritório político (R$ 74.158,57).

No primeiro caso, a maior despesa foi de R$ 30,9 mil, paga em 2 de dezembro para a Zoom Comunicações e Publicidade.

Já Soraya utilizou mais recursos da Ceap para locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis (R$ 203.621,48), para a divulgação da atividade parlamentar (R$ 149.370,00), para aluguel de imóveis para escritório (R$ 112.508,37) e para passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais (R$ 64.801,24).

No primeiro caso, as maiores despesas foram de R$ 23.969,31, em dezembro, R$ 23.396,51, em março, e R$ 21.087, em outubro, com destaque para aluguéis de veículos – uma caminhonete S10, um SUV Tracker, um SUV T-Cross e um SUV Nivus.

Tereza Cristina usou os recursos para contratação de serviços de apoio ao parlamentar (R$ 169.307,21) e locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis (R$ 69.505,42). No primeiro caso, a maior despesa, de R$ 22,6 mil, foi para o pagamento do Instituto Nacional de Orçamento Público (Inop).

DEPUTADOS FEDERAIS

Já no caso dos oito deputados federais, quem mais utilizou o recurso mensal fornecido para cobrir despesas ligadas diretamente ao mandato foi Geraldo Resende (PSDB), com R$ 561.555,63, seguido por Dagoberto Nogueira (PSDB), com R$ 538.952,88, Beto Pereira (PSDB), com R$ 534.986,15, Rodolfo Nogueira (PL), com R$ 531.570,17, Vander Loubet (PT), com R$ 519.296,31, Camila Jara (PT), com R$ 507.038,02, Marcos Pollon (PL), com R$ 485.933,71, e Dr. Luiz Ovando, com R$ 482.833,63.

O maior gasto de Geraldo foi de R$ 25 mil, pagos para a Seridoor Publicidade e Comunicação Visual, enquanto o de Dagoberto Nogueira foi de R$ 162.426,00, pagos à Rental Locadora de Bens e Veículos.

Beto Pereira teve como maior despesa R$ 240 mil, pagos à Triart Comunicação e Marketing, enquanto Rodolfo Nogueira gastou R$ 132 mil com a SM Sbardelotto, para a locação de veículos.

No caso de Vander, o maior gasto também foi com locação de veículos, R$ 96 mil, pagos à Trocauto Veículos, enquanto Camila gastou R$ 86 mil para a locação de veículos, pagos à SM Sbardelotto.

O deputado federal Marcos Pollon destinou a maior parte dos recursos da cota parlamentar para a divulgação das atividades parlamentares, enquanto o deputado federal Dr. Luiz Ovando usou para a locação de veículos

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Negativa

STF nega aposentadoria especial para vigilantes

Segundo o governo federal, a concessão da aposentadoria especial à categoria poderia gerar impacto de até R$ 154 bilhões na Previdência Social ao longo de 35 anos

14/02/2026 16h15

Foto: Divulgação / STF

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria, que vigilantes não têm direito à aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O julgamento foi realizado no plenário virtual da Corte e concluído na sexta-feira (13).

Por seis votos a quatro, os ministros entenderam que a atividade de vigilante não se enquadra nas regras que garantem o benefício.

A aposentadoria especial é concedida a trabalhadores expostos de forma permanente e contínua a agentes nocivos, como riscos físicos, químicos ou biológicos, ou a situações que coloquem em perigo a integridade física. Nesses casos, o segurado pode se aposentar com tempo reduzido de contribuição — 15, 20 ou 25 anos, conforme o grau de risco.

O relator do processo, ministro Nunes Marques, votou a favor da concessão do benefício aos vigilantes. Ele foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

A divergência foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, seguido por Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, André Mendonça e Gilmar Mendes.

Segundo o governo federal, a concessão da aposentadoria especial à categoria poderia gerar impacto de até R$ 154 bilhões na Previdência Social ao longo de 35 anos.

O entendimento da Corte sobre o tema deve orientar os demais processos semelhantes em tramitação no país.

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DESAFIO

À frente do PSDB, Beto quer montar chapas competitivas

Partido conta com a maior bancada de vereadores nas câmaras municipais e 19 dos 79 prefeitos do Estado

14/02/2026 09h40

Deputado federal Beto Pereira é novo presidente da executiva provisória do PSDB

Deputado federal Beto Pereira é novo presidente da executiva provisória do PSDB Renato Araújo / Câmara dos Deputados

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Reconduzido à presidência do diretório do PSDB em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Beto Pereira destacou o legado do partido, que tem desempenhado um papel na política estadual ao eleger dois governadores: Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel.

“É um desafio muito grande. O PSDB é um partido com história gigantesca, uma legenda com representatividade por todo Mato Grosso do Sul. Neste período pré-eleitoral, é importante consolidar e fortalecer as chapas estadual e federal para que possamos continuar tendo protagonismo”, afirmou.

O partido, que conta com a maior bancada de vereadores nas câmaras municipais e 19 dos 79 prefeitos do Estado, lançou um novo diretório municipal de Campo Grande, com Jonas de Paula como presidente e Almir Morro Cantero como vice-presidente.

Essa nova composição foi montada em um momento de reestruturação do PSDB, que se enfrenta com a saída de figuras políticas como o ex-governador Reinaldo Azambuja e o atual governador Eduardo Riedel, que busca a reeleição.

Enquanto presidente estadual, Beto reafirmou o compromisso de apoio do partido às candidaturas de Riedel e de Azambuja, pré-candidato ao Senado. Para Beto, a unidade é fundamental para garantir a força do PSDB nas próximas eleições.

O diretório promoveu um encontro na sede do PSDB-MS em Campo Grande, na quarta-feira, reunindo militantes e simpatizantes para discutir estratégias.

Fontes ouvidas pelo Correio do Estado indicam que a chapa para deputado estadual contará com nomes de Lia Nogueira, Pedro Caravina, secretário Marcelo Miranda e vereadores Flavio Cabo Almir, Silvio Pitu e Dr. Victor Rocha, além de ex-vereadores Athayde Nery e Zé da Farmácia.

Referente ao início dos trabalhos legislativos em Brasília, Beto destacou a importância de discutir pautas relevantes e teceu críticas ao atual cenário político. Além disso, manifestou seu apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes relacionadas ao Banco Master.

Para ele, é essencial que o Congresso foque em questões econômicas e na geração de empregos. “Querem votar a 6x1, porque é uma bandeira. Querem votar o Vale-Gás porque é outra bandeira. Mas precisamos de pautas que fortaleçam o País e nossa competitividade”, disse.

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