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APÓS DEMISSÃO

Moro era pilar do governo, mas pilar quando cai pode ser substituído, diz deputada

Carla Zambelli acusou diversas vezes o ex-juiz de ter premeditado o vazamento de conversas à TV Globo
25/04/2020 20:00 - Estadão Conteúdo


 

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou neste sábado, 25, em entrevista à rede de televisão CNN Brasil, que o ex-ministro Sergio Moro, "era um pilar do governo, mas quando cai, pode ser substituído".

Ao contrário dos outros ministros, Moro vivia uma "esfera de frieza" na relação com Jair Bolsonaro, segundo ela. Enquanto isso, os demais ministros têm uma relação "amistosa" com Bolsonaro. "Ministros chegam no Planalto entram e batem na porta Moro acha que precisava de um convite, existia uma esfera de frieza na relação dos dois. Não existia liga, algo que os conectasse", disse.

Na entrevista à CNN, ela acusou diversas vezes o ex-juiz de ter premeditado o vazamento das conversas, reveladas ontem no Jornal Nacional, da TV Globo: "Ele estava preparando para atacar."

Para tentar melhorar o relacionamento de Moro com o presidente, Zambelli disse ter falado com a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O objetivo era organizar um jantar ou almoço no próximo domingo. Na conversa com Moro pelo WhatsApp, a parlamentar chega a comentar sobre a possibilidade e ele responde que Rosângela, sua esposa, está em Curitiba. "Tire esta sexta e vá para a casa, domingo a gente almoça com o presidente", afirmou a parlamentar, em mensagem a Moro.

 
 

Ela disse ainda que tem muitos conhecidos na Polícia Federal e havia uma avaliação de que o então diretor geral da instituição e braço direito de Moro, Maurício Valeixo, "não estava agradando a tropa".

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!