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INFLAÇÃO

Mourão diz que auxílio emergencial provocou aumento de preços da cesta básica

Segundo o vice-presidente, aumento das exportações brasileiras e questões sazonais também influenciam na elevação do custo de vida
09/09/2020 22:00 - Marcos Pierry


"É a questão da lei de oferta e procura. Uma porção de gente comprando porque o dinheiro que o governo injetou na economia foi muito acima daquilo que as pessoas estavam acostumadas. Tanto que está tendo grande compra de alimentos e material de construção. Então, as pessoas estão se alimentando melhor e estão melhorando as suas casas. Essas são as duas áreas onde está havendo bastante gasto", disse o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, nesta quarta-feira, 9, em entrevista a jornalistas na entrada da Vice-Presidência.

Ao relacionar a elevação no preço dos alimentos à injeção de recursos na economia pelo governo durante a pandemia, Mourão citou como exemplo o auxílio emergencial. Segundo ele, as pessoas estão "se alimentando melhor e melhorando as suas casas".

Para o vice-presidente, o aumento das exportações brasileiras e questões sazonais também influenciam na alta dos preços. "Estamos vendendo bastante para o mercado externo", comentou, citando o caso do arroz.

Mourão disse que a área plantada com o grão diminuiu porque os arrozeiros tiveram prejuízo e "o cara muda de ramo. Aí, agora, eles estão replantando. É um momento sazonal, daqui a pouco volta tudo ao normal", declarou.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou receio do risco de inflação e pediu "patriotismo" aos donos de supermercados para tentar baixar os preços de produtos que compõem a cesta básica.

Na terça-feira, 8, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que o governo não fará nenhum tipo de intervenção nos preços dos principais alimentos da cesta básica brasileira, que têm apresentado forte inflação nas últimas semanas, como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja. Há registros de aumento de mais de 100% nas gôndolas de supermercados.

 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.