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VEREADOR ELEITO

Mundo dos quadrinhos levou Guerreiro à Câmara Municipal de Campo Grande

Ronilço Guerreiro, do Podemos, diz que será independente e promete manter olhos no social
25/11/2020 10:00 - Flávio Veras


Uma das novas figuras políticas da Câmara Municipal é o psicólogo e instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Ronilço Guerreiro (Podemos). 

O agora vereador, eleito com 2.059 votos, tem uma vida dedicada às causas sociais, sendo uma delas a Gibiteca de Campo Grande, a qual ele afirma ser sua “menina dos olhos”. 

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Além disso, o instrutor viabiliza outros projetos que têm o objetivo de levar a leitura para pessoas que não têm acesso aos livros, como as minibibliotecas – instaladas na maioria dos terminais de Campo Grande –, a Vanteca e o Livro Carente.

Projetos sociais

Apesar dessas inúmeras atividades desenvolvidas, o político promete que agora, com seu mandato, o objetivo é ampliar ainda mais a atuação dos seus projetos e desenvolver outros. 

Ainda conforme Guerreiro, a luta dele na política começou já aos 14 anos, com movimentos sociais do seu bairro, o São Francisco, onde é morador há 35 anos.

“Quando era mais jovem, fizemos diversos movimentos que foram capazes de trazer melhorias ao nosso bairro, como a remoção de um lixão que havia na região; lutamos pela distribuição de água potável e a captação de esgoto. Quando tiraram nossa linha de ônibus, todos os moradores fizeram o aniversário de um ano, com bolo e festa, para comemorar de forma irônica”, ressaltou.

 
 

A ideia da Gibiteca surgiu em 1995, quando ele montou um espaço pequeno em sua casa onde recebia as crianças para fazer roda de leitura. Em 1997, foi até Curitiba para conhecer um projeto parecido, que na época tomou repercussão nacional.

“Eu sou muito curioso e, por esse motivo, sempre quis conhecer as ideias que estavam dando certo em outros locais para poder implementar na Capital. Voltando de lá, imaginei que precisaria de patrocínio para viabilizar um espaço melhor, com conteúdo, e que pudesse receber a garotada de forma confortável. Mandei, na época, 180 Telex [sistema de comunicação similar ao e-mail]. Desses, apenas oito me responderam, sendo que seis apenas me parabenizaram. Porém, as embaixadas da Austrália e da França me ajudaram financeiramente. Foi quando dei início ao projeto que toco até hoje”, explicou.

Posteriormente, Guerreiro começou a desenvolver outras iniciativas para estimular a leitura na cidade. Uma delas é a das bibliotecas nos terminais, que são instaladas nesses locais de embarque e desembarque de usuários do transporte coletivo, onde eles podem levar os livros, bem como fazer doações. 

Outra iniciativa foi a Gibicicleta, que é uma bicicleta adaptada para levar livros até os bairros mais carentes de Campo Grande.

Por fim, o Livro Carente, segundo ele, foi idealizado para também levar o acesso à leitura a comunidades mais vulnerabilizadas. Nessas localidades, ele desenvolve uma roda de leitura que tem o objetivo de estimular o gosto pelos textos, principalmente nos mais jovens.

Eleições

Guerreiro participou de sua quarta eleição; em uma delas, em 2014, concorreu ao cargo de deputado federal. 

Dois anos depois, em 2016, saiu candidato pelo antigo PR (hoje PL) a uma vaga na Câmara da Capital e obteve 2.469 votos, porém novamente não foi vitorioso. 

No entanto, ele afirmou que essas decepções lhe deram uma experiência maior, que culminou com a escolha de disputar o pleito em 2020 pelo Podemos. 

Apesar de ter conquistado 2.059 votos desta vez, 410 a menos que nas eleições de 2016, foi capaz de obter o direito a uma cadeira no Legislativo da Capital em razão do coeficiente eleitoral.

Atuação na Câmara

Guerreiro afirmou que tentará levar seu mandato de forma independente, ou seja, não fazendo oposição por oposição ou mesmo situação de olhos fechados. 

No entanto, ele diz entender que não se faz política sozinho, mas sim com muito diálogo, principalmente com o diferente.  

“A política é a arte da articulação, não podemos pensar que em uma Câmara podemos mudar tudo. Sempre levo em conta que a minha opinião não é a verdade absoluta, pois, assim como respeito meus eleitores, eu tenho que respeitar o eleitorado dos meus pares”, finalizou.