Política

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Na cola da bola

Na cola da bola

Redação

19/05/2010 - 20h09
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Márcio Maio, TV Press

 

O futebol vai ocupar boa parte do espaço da grade das emissoras durante a Copa do Mundo. E isso não se resume a exibições de partidas ou melhores momentos dos jogos que acontecerão entre 11 de junho e 11 julho. De olho na paixão que os brasileiros têm pelo esporte e nas curiosidades que um evento desse porte carrega, alguns programas já fazem as malas para embarcar rumo à África do Sul. Seja para explorar os bastidores do campeonato ou mesmo a cultura, gastronomia e outras características do país anfitrião. "Estamos tentando ancorar o ‘Mais você’ junto com a parte de jornalismo que está sendo montada na África. Obviamente, quero mostrar coisas do país também", adianta a apresentadora Ana Maria Braga.

A Band divide com a Globo o direito de exibição das partidas na tevê aberta. E aproveita para incrementar sua programação com assuntos relacionados ao mundial ou ao continente africano. Tanto que dois integrantes do "CQC – custe o que custar" já confirmaram suas viagens para explorar os bastidores da competição. Felipe Andreoli fica com a parte esportiva, enquanto Rafael Cortez "faz uma social" pelo país. "Não temos nada específico ainda. A cobertura de uma Copa do Mundo depende de muitos aspectos", desconversa Felipe. Já Cortez respira aliviado por não ter de bancar "o cara que manja de futebol". "Vou fazer algo leve, fora do senso comum", generaliza.

A dúvida sobre a ida ou não para África ainda paira nas equipes de dois programas. O "Pânico na TV", da Rede TV!, só deve receber uma definição da emissora às vésperas do embarque. O que não parece preocupar o grupo. "Em 2006, só ficamos sabendo que iríamos para a Alemanha dias antes de viajar. Se não formos, conseguiremos um jeito de fazer um trabalho legal e diferente daqui mesmo. Mas acredito que a gente vá", analisa Rodrigo Scarpa, famoso por encarnar o Repórter Vesgo no humorístico. Situação semelhante vive o "Casseta & planeta urgente!", da Globo. No anúncio da nova programação, feito final de março, um comunicado chegava a conter aspas do diretor da atração, José Lavigne.

"O Beto Silva e o Hélio de La Peña irão gravar parte do programa por lá", resumia. Mas hoje, a informação é diferente. Segundo a assessoria de imprensa da emissora, a viagem ainda está sendo avaliada. A indecisão nos programas de humor sobre cobrir ou não o evento tem sua razão. O técnico Dunga teve problemas com uma equipe do "Legendários", da Record – que não vai à África do Sul –, e o caso chegou a ser levado à polícia. Depois disso, a CBF confirmou que não emitirá credenciais para programas de humor em coletivas da seleção. "Para mim, isso não tem problema. A minha proposta é outra", adianta Paulo Bonfá, que terá cinco minutos diários no "MTV no mundial – Paulo Bonfá na África" para mostrar sua rotina de torcedor. A ideia é explorar as experiências pessoais, como comer, passear e ir aos estádios por lá. "Muitas vezes, os bastidores são mais divertidos que as entrevistas com jogadores", sinaliza Rodrigo Scarpa, completando o coro.

Para sustentar um mês de matérias durante a cobertura, alguns passeios e assuntos já estão praticamente certos em todas as equipes com viagens confirmadas. O apartheid e seus reflexos devem ganhar espaço no "Mais você". Já a savana africana está nos planos de Paulo Bonfá, da MTV. Isso sem contar em todas as transformações que ocorrerão na região enquanto a Copa acontecer. "São 32 seleções em cidades diferentes. É um país inteiro com a sua rotina alterada. Isso gera muito assunto", avalia Bonfá.

 

Sem censura

Para as emissoras de tevê, vale tudo na hora de "pegar carona" na Copa do Mundo. Mas a variedade de possibilidades de assuntos para as coberturas nada mais é do que uma tentativa de atrair todos os tipos de público, sem direcionar para determinada classe ou sexo específico. "Este parece ser um ano mais fácil, com eleições e Copa do Mundo, mas estamos fazendo de tudo para surpreender a nós mesmos e aos telespectadores", jura Marcelo Tas, "cabeça" do "CQC".

No "Mais você" não é diferente. Mas a ideia de não segmentar o programa não se resume à época de Copa do Mundo. "O nosso programa é de entretenimento. A ideia é conseguir fôlego com coisas novas, um cardápio de atrações variadas. A gente fala com todo mundo. Então, quanto mais a gente falar, melhor", defende. Para Paulo Bonfá, não explorar a Copa é que é um problema. "Morando no Brasil, ninguém pode deixar o assunto passar. Por isso é comum que os programas de culinária aproveitem para explorar delícias locais, que os jornalísticos explorem questões políticas, econômicas e sociais e que os de humor façam piadas", resume.

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Comissão do Senado cria grupo de trabalho para acompanhar investigação do Banco Master

Segundo o despacho, os membros do grupo poderão realizar e sistematizar atos como requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades

15/01/2026 21h00

Crédito: Leonardo de Sá / Agência Brasil

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações envolvendo o Banco Master. A criação da comissão paralela foi assinada nesta quinta-feira, 15, pelo presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL).

Segundo o despacho, os membros do grupo poderão realizar e sistematizar atos como requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades, pedidos de informação e apresentação de propostas legislativas relacionadas ao tema.

A comissão será composta por sete senadores, dos quais quatro são governistas ou próximos ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dois são de oposição: Fernando Farias (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amim (PP-SC), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alessandro Vieira (MDB-SE), Leila Barros (PDT-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF).

Há duas senadoras do Distrito Federal - Leila Barros e Damares Alves -, de onde partiu a oferta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), rejeitada pelo Banco Central.

A criação foi anunciada um dia após a segunda operação da PF que mirou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, parentes dele e outros empresários

Renan Calheiros justificou a criação do grupo considerando as competências da CAE e "a gravidade dos fatos noticiados pela mídia e das investigações em curso da Polícia Federal, as deliberações do Banco Central e do Tribunal de Contas da União, relacionadas a irregularidades atribuídas ao Banco Master".

Parlamentares começaram a coletar assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Caso Master no Congresso e dizem já ter assinaturas para a instalação, que depende do aval do presente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Carlos critica destino de 40 smart TVs a presídios após PGR ser contra aparelho para Bolsonaro

A manifestação ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionar contra o pedido da defesa do ex-presidente

15/01/2026 19h00

Crédito: Tânia Rêgo / Agência Brasil

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O ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL-SC) criticou nesta quarta-feira, 14, a decisão do governo federal de destinar 40 smart TVs à unidades do sistema penitenciário federal como parte de um programa de exibição de filmes e atividades culturais para presos de presídios de segurança máxima.

A manifestação ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionar contra o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele tenha acesso a uma smart TV enquanto está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O parecer foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que ainda decidirá sobre o requerimento.

Em publicação nas redes sociais, Carlos ironizou a situação ao compartilhar um vídeo em que o vereador de Vitória (ES) Dárcio Bracarense (PL) comenta a negativa da PGR. Na gravação, o parlamentar afirma: "Paulo Gonet nega smart TV para Bolsonaro por conta do risco de ele acessar redes sociais. É inacreditável este País. Em presídios de segurança máxima, os criminosos mais perigosos do País vão ter TVs com acesso à internet".

Os equipamentos não ficarão nas celas nem serão de uso individual dos presos. As smart TVs serão utilizadas exclusivamente em sessões coletivas, e os aparelhos serão previamente configurados com restrições técnicas rigorosas, sem acesso à internet. A seleção dos conteúdos caberá à Divisão de Reabilitação, com análise da Divisão de Segurança e Disciplina e aprovação do Conselho Disciplinar de cada unidade.

A defesa de Bolsonaro também pediu autorização para assistência religiosa e para a remição de pena por meio da leitura, dois pontos que receberam parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Críticas às condições de detenção de Bolsonaro

A manifestação ocorre em meio às queixas recorrentes do ex-vereador sobre as condições de custódia do pai. Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e Carlos tem usado as redes sociais para expressar insatisfação com o tratamento dado ao ex-presidente.

Nos últimos dias, o ex-vereador criticou o fato de a PF ter fornecido protetores auriculares ao pai em vez de resolver a origem do ruído na cela. Segundo a CNN Brasil, a corporação começou nesta semana a desligar a central de ar-condicionado que fica ao lado do local onde Bolsonaro está preso.

No domingo, Carlos publicou uma foto do pai de costas e informou que ele estaria apresentando crises de vômito. Diante do quadro de saúde, a defesa voltou a pedir ao STF a concessão de prisão domiciliar humanitária. Os advogados citaram a queda sofrida por Bolsonaro em 6 de janeiro e afirmaram que o episódio altera as circunstâncias em relação ao último pedido de domiciliar, que havia sido negado por Moraes.

Na semana passada, Carlos também afirmou que Bolsonaro está detido em uma sala "insalubre e molhada de cerca de oito metros quadrados" e disse ter levado um novo rádio de pilha ao pai durante uma visita. "O presenteei com um novo rádio de pilha, para que ao menos possa escutar algumas estações, pois o anterior não funcionava direito, e visto que não tem nem uma pequena TV com capacidade para assistir a um canal do YouTube e acompanhar notícias e outras informações", escreveu.
 

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