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COMANDO

Nelson Trad é cotado para ser ministro das Relações Exteriores

Atual titular da Pasta, Araújo vem sofrendo inúmeros desgastes dentro do governo Bolsonaro
28/01/2021 10:00 - Flávio Veras


O senador e presidente da Comissão de Relações Exteriores Nelson Trad Filho (PSD-MS) é cotado para substituir o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, caso ele seja exonerado. 

A situação de Araújo no governo Bolsonaro nos últimos meses é crítica, pois ele passa por um processo de “fritura”, por causa dos seus posicionamentos ideológicos: muitas das suas declarações, principalmente nas redes sociais, causam rusgas nas relações com o principal parceiro comercial do Brasil, a China.

O parlamentar entrou em campo, no ano passado, como uma espécie de “bombeiro”, para amenizar a tensão entre os países. 

Para dar ainda mais endossamento a esse processo de fragmentação da figura do ministro bolsonarista, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o governo federal poderá substituí-lo após as eleições para a presidência da Câmara e do Senado, marcadas para 1º de fevereiro.

Portanto, Trad ganha ainda mais força, pois, em troca de apoio às pautas do governo e à eleição de Arthur Lira (PP-AL) – que tem a preferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) –, o Centrão vem negociando cargos e ministérios. Esse movimento de acordos estaria sendo encabeçado por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, partido do clã Trad.

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Ernesto pode ter sido um dos pivôs que influenciou um suposto bloqueio chinês à importação de insumos da vacina contra a Covid-19 desenvolvida naquele país, em parceria com o Instituto Butantan, a Coronavac.

Em decorrência desses fatos, Araújo acabou excluído das negociações, que foram conduzidas por outros ministros, entre eles Tereza Cristina (DEM-MS), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e o senador Nelson Trad.  

Sobre essa situação com o governo chinês, o senador avaliou – em tom mais crítico que em outras oportunidades – que a relação entre países é muito parecida com as relações entre pessoas. 

“Caso você tenha um amigo e aconteça um atrito, isso logo terá como consequência um distanciamento, porém, isso não quer dizer que ele deixará de ser seu amigo. Ou seja, entre dois países é necessário um apoio, uma visita diplomática, planos para aumentar ações econômicas, entre outros, para estreitar esses laços. 

Porém, o que vem acontecendo em nossas relações com algumas nações é que muitas figuras do governo federal estão alinhadas ideologicamente com uma figura de posicionamentos fortes, que é o ex-presidente norte-americano Donald Trump. Os Estados Unidos têm seus interesses, e devemos ser inteligentes para traçarmos os nossos”, avaliou Trad.