Política

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No compasso das transmissões

No compasso das transmissões

MARIANA TRIGO, TV PRESS

09/02/2010 - 22h17
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Enqua nto as escolas, blocos e trios de carnaval tentam surpreender na festa profana a cada ano, o cenário nas emissoras de tevê aberta na cobertura de carnaval não apresenta gingados inovadores. O clima de folia nas transmissões do carnaval deste ano se equilibra entre duas emissoras de tevê aberta. Enquanto a Globo se concentra no samba do Rio e São Paulo, a Band, pelo 11º ano consecutivo, aposta no Band Folia, que se divide entre as coberturas do carnaval de Salvador e Olinda. Já a Rede TV!, como nos anos anteriores, permanece focada no ritmo dos bastidores do carnaval carioca e paulistano, mostrando as fofocas dos camarotes e a cobertura de bailes tradicionais do Carnaval do Rio. Uma das poucas novidades na cobertura da Globo neste ano é o fim do estúdio de vidro em formato de bolha, que ficava suspenso sobre as passarelas do samba no Rio e em São Paulo. Decisão dos novos diretores do carnaval da Globo, Boninho e Roberto Talma, que substituem Aloysio Legey, responsável pelo carnaval da emissora nos anos anteriores. “Vamos trabalhar com mais integração entre o jornalismo e o entretenimento. Com mais liberdade para os repórteres durante a transmissão, criando um ambiente mais informal, com um local que funcionará como uma Central da Transmissão que é a Esquina do Samba”, explica Roberto Talma. Num espaçoso estúdio com um telão de plasma, os apresentadores Glenda Kozlowski e o locutor esportivo Luís Roberto, que estreia no carnaval, vão ancorar os desfiles da Marquês de Sapucaí, onde também ficará Chico Pinheiro, que recebe convidados e comentaristas durante os desfiles. “Ficaremos num lugar privilegiado, no termômetro das escolas, que é a entrada na avenida. É lá que o bicho pega se enguiçar um carro, por exemplo”, valoriza Glenda. Na cobertura em São Paulo, Mariana Godoy, que desde 2002 não apresenta o carnaval paulistano, agora divide a bancada com Cléber Machado. “Estou me preparando muito, visitando todos os barracões. Gosto de saber dos mínimos detalhes, pesquiso a fundo cada escola e vejo como o carnaval paulista se profissionalizou”, elogia Mariana. Além do samba no pé, o gingado do axé tem cada vez mais destaque na cobertura do Band Folia. Kátia Gardin, diretora do carnaval da Band, se prepara para as 60 horas de transmissão ao vivo em Salvador, Recife e Olinda, além das transmissões dos grupos de acesso no Rio e em São Paulo e o desfile das escolas campeãs no sábado, no Rio. Um dos maiores destaques da cobertura da Band, com mais de 300 profissionais envolvidos, será a comemoração dos 60 anos de trio elétrico em Salvador. “Vamos mostrar a evolução dos trios ao longo desses anos com depoimentos de artistas. Os maiores representantes do axé music visitarão os estúdios da Band no circuito Barra Ondina e Campo Grande”, detalha Kátia. Mas a mistura de gêneros se destaca também na cobertura de Olinda e Recife no Band Folia. Enquanto Patrícia Maldonado e Betinho ancoram o carnaval noturno em Salvador, em Pernambuco é a vez de Lorena Calábria e Luiz Megale mostrarem os detalhes da festa dos blocos do frevo com Nivaldo Pietro e Renata Fan. “Os artistas estão preparando muitas surpresas para os foliões este ano pelas datas comemorativas de Salvador” avisa Patrícia Maldonado. Já Lorena Calábria, que estreia na cobertura da Band, ressalta a diversidade do carnaval de Olinda e Recife e como a festa diurna da cidade atrai mais foliões para a região. “Vai ser uma cobertura mais rica em detalhes, mostrando a diversidade do povo brasileiro”, exalta Lorena. Ainda na folia nordestina, a Rede TV! mostra a dançarina Carla Perez apresentando os bastidores do carnaval de Salvador. Mas prioriza a cobertura dos bastidores do Carnaval paulista e carioca com Nelson Rubens e Flávia Noronha na apresentação. Fora do estúdio, a emissora conta com repórteres nos camarotes, na concentração e na dispersão das avenidas, além dos tradicionais bailes cariocas, como o Gala Gay, na terça-feira de carnaval, apresentado por Monique Evans e Léo Áquila, entre outros. “Essa cobertura vai ser muito mais animada, com novos repórteres e muito mais diversão para quem assiste”, promete Nelson Rubens.

cnh social

Gordinho do Bolsonaro vota com Lula e petistas de MS, contra

Rodolfo Nogueira (PL) foi o único parlamentar de MS a votar pela manutenção do veto à obrigatoriedade de exame toxicológico para emissão de CNH

06/12/2025 15h00

Rodolfo Nogueira é conhecido por ser um dos parlamentares que invariavelmente vota contra tudo aquilo que é proposto pelo presidente Lula. Desta vez, foi diferente

Rodolfo Nogueira é conhecido por ser um dos parlamentares que invariavelmente vota contra tudo aquilo que é proposto pelo presidente Lula. Desta vez, foi diferente

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Da bancada federal sul-mato-grossense, apenas o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), o Gordinho do Bolsonaro, votou na última quinta-feira (04) contra a exigência do exame toxicológico para quem for tirar a primeira habilitação de carro e de moto.

 Os demais parlamentares do estado foram a favor da derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lei 15.153/25, da CNH social. 

Quando criou o projeto da CNH social, que visava utilizar o dinheiro arrecadado pelas multas de trânsito para custear o processo de habilitação de pessoas de baixa renda, o presidente Lula vetou o exame toxicológico para as categorias de carro e moto.

Na época, o argumento era que aumentaria o preço para tirar a primeira habilitação, indo na contramão do que propunha a CNH Social.

Com a derrubada do veto, o exame toxicológico que já era obrigatório para motoristas das categorias C, D e E, que dirigem veículos de carga e transporte coletivo, agora passa a ser exigido para todas as categorias. 

Votaram pela derrubada do veto ( a favor do exame) os deputados federais sul-mato-grossenses Beto Pereira (PSDB), Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PSDB), Dr. Luiz Ovando (PP), Geraldo Resende (PSDB), Marcos Pollon (PL) e Vander Loubet (PT).  Entre os senadores votaram pela derrubada do veto Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP).

A senadora Soraya Thronicke (Podemos) não votou. O único parlamentar federal contra a exigência do exame de toxicológico foi Nogueira.

O texto permite o uso de recursos de multas no custeio da habilitação de condutores de baixa renda, cria regras para transferência eletrônica de veículos e ajusta a exigência de exame toxicológico para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A Lei 15.153, de 2025, passa a valer na data de sua publicação. Deputados e senadores decidiram também derrubar o veto à cláusula de vigência imediata, que o Ministério dos Transportes considerou inadequado para garantir a implementação das mudanças no Código de Trânsito.

Sem o veto, a lei teria seguido o prazo padrão de 45 dias após a publicação oficial, conforme previsto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), de acordo com a Agência Senado.

ELEIÇÕES 2026

Pressionada pelo PL, União Progressista terá de lançar pré-candidato ao Senado

Com Azambuja e Contar no páreo, PP e União Brasil ficam praticamente obrigados a lançar um nome para concorrer

06/12/2025 08h20

O deputado estadual Gerson Claro (PP) ou o secretário de Estado Jaime Verruck (PSD) pode ser o escolhido

O deputado estadual Gerson Claro (PP) ou o secretário de Estado Jaime Verruck (PSD) pode ser o escolhido Montagem

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Com a provável chapa pura do PL para disputar as duas vagas ao Senado por Mato Grosso do Sul, já que, até o momento, são pré-candidatos pelo partido o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, a Federação União Progressista, formada pelo PP e o União Brasil, será obrigada a lançar pelo menos um pré-candidato ao cargo.

A informação foi passada ao Correio do Estado por uma fonte da própria federação, revelando ainda que o nome poderá ser o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Gerson Claro (PP), ou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck (PSD), que teria sido convidado a fazer parte dos progressistas.

A União Progressista lançará apenas um pré-candidato ao Senado porque tem o compromisso de apoiar a eleição de Azambuja, porém, como o PL caminha para ter dois pré-candidatos ao Senado, a federação terá de formar uma “aliança branca”, ou seja, fazer um acordo eleitoral informal com a legenda à qual, oficialmente, não estará coligada.

Por meio dessa informalidade, PP e União Brasil poderão pedir votos para o próprio candidato a senador e também para Azambuja e vice-versa, sem a necessidade de um documento de coligação formal registrado na Justiça Eleitoral que una os partidos em todos os níveis da disputa.

Esse tipo de aliança permite que diretórios regionais apoiem candidatos que seriam vetados pelas executivas nacionais, contornando, por vezes, regras de verticalização, que exigem alinhamento das coligações em diferentes níveis.

Na prática, o partido pode lançar um candidato próprio, mas orientar, de forma velada ou explícita, seus eleitores a votarem no candidato de outra legenda. Isto é, a Federação União Progressista pedirá para que os seus eleitores destinem o primeiro voto para Gerson Claro ou Jaime Verruck e o segundo, para Azambuja.

DISPUTA

Pacificada a questão da federação lançar um pré-candidato ao Senado nas eleições do próximo ano, o imbróglio ficará na definição do nome, pois Gerson Claro já está no PP e tem demonstrado desde o início do ano o desejo de ser o escolhido para ser o representante.

Procurado pelo Correio do Estado, o presidente da Assembleia Legislativa disse que não sabia dessa provável configuração para o pleito de 2026.

“Eu só posso afirmar que estou trabalhando para ser o candidato da federação ao Senado Federal”, afirmou.

O secretário Jaime Verruck também foi procurado pela reportagem, mas preferiu não comentar nada, revelando apenas que tem interesse em ser pré-candidato a senador da República pelo PSD, partido em que está filiado desde março do ano passado.

Ele já teria até anunciado a data em que vai se desincompatibilizar do cargo de secretário de Estado (30 de março de 2026) para disputar uma das duas cadeiras ao Senado pelo grupo político do governador Eduardo Riedel (PP).

No entanto, se ficar no PSD, Verruck terá problemas internos para resolver, afinal, a sigla é presidida no Estado pelo senador Nelsinho Trad, que tentará a reeleição e, portanto, poderá inviabilizar a candidatura do secretário pela legenda, o que poderia obrigá-lo a trocar de partido.

Por isso, a ida de Verruck para o PP está muito próxima e, caso o escolhido para representar a Federação União Progressista seja Gerson Claro, o secretário poderá acabar disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O Correio do Estado ainda procurou a presidente estadual do PP e também da federação, senadora Tereza Cristina, porém, não houve retorno até o fechamento desta edição. Em tempo, PP e União Brasil já entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o protocolo com o requerimento de registro de federação partidária.

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