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O amigo certo

O amigo certo

Redação

25/05/2010 - 07h25
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Thiago Andrade

 

O melhor amigo do homem, quando mal escolhido, pode tornar-se um grande fardo. Portanto, conhecer bem as raças, saber quais são as aptidões e características de cada uma, além de identificar claramente a rotina do dono devem ser passos fundamentais no processo de aquisição de um animal de estimação. Pesquisar é a etapa primordial para uma escolha responsável e saudável, tanto para o dono, quanto para o cão, capaz de evitar arrependimentos futuros.

Para Rochester Oliveira, criador de cães exóticos e proprietário do Canil Salatino, existe sim um filhote certo para cada família ou indivíduo. "Contudo, muitas pessoas colocam a aparência como principal elemento para a escolha do cão, ignorando outros fatores, como o comportamento específico de cada raça", critica. Assim como cada pessoa tem seu estilo de vida, sempre existirá uma raça que a acompanhe da melhor forma.

Embora não pareça tão séria, a escolha do animal envolve grande responsabilidade e é a melhor forma de diminuir os índices de frustração do novo proprietário e, até mesmo, do abandono dos animais. "Acredito que todo criador consciente deve tentar não vender o cão, ou seja, o importante é apontar todas as falhas e defeitos da raça antes de empurrar os filhotes para quem quer comprar", argumenta Rochester.

Se mesmo conhecendo todos os problemas do animal, a pessoa acreditar que ele se encaixa no perfil que procura, vale a pena comprá-lo.

O criador explica que existem muitos mitos relacionados aos cães. "Tem gente que acredita naquela história de que o primeiro cachorro da ninhada que vem até ela é o que deve ser levado para casa. Quem está vendendo deveria explicar que não é exatamente isso. Os cães com mais iniciativa são os machos alfa, ou seja, têm muita energia e sempre se acharão os donos do pedaço. Se o dono não tiver pulso firme para domesticar o animal, eles farão da sua vida um inferno", ressalta. Portanto, muito cuidado ao visitar os canis.

 

Como escolher?

Primeiro passo para uma compra responsável é conhecer as raças. Isso pode ser feito por meio de revistas especializadas, em pet shops ou sites de criadores. Depois disso, visitar canis e conversar com pessoas que têm a raça ou conviveram com ela pode dar uma noção mais próxima de qual é o comportamento do animal. Vale notar que cada raça tem temperamento específico, que está ligado ao próprio instinto, desenvolvido naturalmente por longos períodos de tempo.

"A natureza e o homem passaram anos aperfeiçoado-os geneticamente para as funções que desempenham. Cães pastores, por exemplo, latem muito, pois essa é a forma que têm para acuar os rebanhos. Eles também são extremamente inteligentes e até mesmo isso pode representar problemas, já que precisam de cansaço mental para ter uma vida saudável. Imagine se alguém compra um pastor alemão sem saber disso", ressalta Rochester.

No Brasil, as raças estão divididas em 11 grupos, de acordo com a Federação Cinológica Internacional (FCI), que as estuda cientificamente. Cada um deles tem características próprias que, no geral, explicam o comportamento dos cães. Uma forma de escolher bem é procurar informações sobre os grupos e, somente então, decidir-se por uma raça. (Saiba mais lendo o box).

Rochester alerta para a necessidade de alguns cuidados, como nunca escolher uma raça apenas porque a achou bonita ou porque apareceu em algum programa de televisão, e evitar comprar em lojas desconhecidas, pela internet, ou em feiras de filhotes que não revelam a procedência dos filhotes. "Criadores sérios não vendem cães em shopping", critica. A escolha correta significa levar para casa um animal que alegrará a família durante 10, 15 ou até 20 anos.

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Valdemar diz que candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto é 'viável e irreversível'

Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 38% de Flávio

19/01/2026 11h00

Presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto

Presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência é "viável e irreversível". A declaração foi dada à CNN Brasil.

Pesquisa Genial/Quaest, divulgada no dia 14 de janeiro, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança dos cenários testados. Em um eventual segundo turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 8 e 11 de janeiro e tem margem de erro de dois pontos porcentuais.

Apesar do avanço, partidos do Centrão ainda resistem ao nome de Flávio. Dirigentes avaliam impactos regionais e mantêm espaço para alternativas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Aliados do governador reconhecem o protagonismo recente do senador, mas não descartam a viabilidade de Tarcísio em uma disputa pelo Planalto.

O próprio Flávio já havia dito que sua decisão "não tem volta". Neste sábado, 17, o senador pediu convergência na direita e mencionou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas, em uma tentativa de mostrar união entre eles.

"Todos nós que queremos um Brasil melhor temos que ter muita sabedoria e união para vencer o partido das trevas. A gente precisa praticar aquilo que prega: como vamos unir o Brasil se não conseguimos unir a direita antes?", afirmou o senador.

"Não caiam em pilha errada. O Tarcísio é um aliado fundamental. A Michelle tem um papel importantíssimo", emendou.

Apesar de Michelle nunca ter declarado preferência por Tarcísio de Freitas como candidato, gestos recentes da ex-primeira-dama vêm sendo interpretados como sinais nessa direção. Entre aliados do bolsonarismo, o compartilhamento de vídeo do governador nas redes sociais alimentou desconfianças e levantou suspeitas sobre seu posicionamento no processo de escolha do nome para as eleições deste ano.

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Ex-secretário de Riedel assume coordenação nacional no Ministério do Desenvolvimento Social

Cargo faz parte da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

19/01/2026 10h30

Humberto de Mello Pereira

Humberto de Mello Pereira Foto: Arquivo Pessoal

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Humberto de Mello Pereira, ex-secretário executivo de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), assumiu nesta segunda-feira (19) a Coordenação-Geral de Articulação Federativa para o Abastecimento Alimentar, em Brasília.

A coordenação integra o Departamento de Aquisição e Distribuição de Alimentos Saudáveis, da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Ao assumir a nova função, Humberto destacou o caráter estratégico da coordenação no enfrentamento à fome. Segundo ele, o convite do ministro Wellington Dias reconhece o trabalho desenvolvido em Mato Grosso do Sul. “Estarei integralmente comprometido com os resultados dessa missão”, afirmou.

Em âmbito estadual, em janeiro de 2023, foi nomeado para o cargo de Secretário Executivo de Agricultura Familiar, de Povos Originários e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso do Sul da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).  Ao longo de três anos, ampliou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que recebeu mais de R$ 20 milhões em investimentos, fortalecendo a agricultura familiar e ampliando o acesso a alimentos para populações em situação de vulnerabilidade.

No período, também lançou, em parceria com a Fundect, o primeiro edital de Extensão Tecnológica voltado à agricultura familiar, povos originários e comunidades tradicionais, que recebeu mais de 100 propostas de instituições de pesquisa do estado. 

Carreira

Servidor de carreira da  Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) desde 1987, Humberto de Mello Pereira é historiador, tecnólogo e pós-graduado em História Econômica. Já foi diretor-presidente da Agraer, superintendente regional do INCRA e coordenou a implantação do Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, um dos maiores do país.

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