Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

CORONAVÍRUS

"O País precisa de bom senso, serenidade e equilíbrio", diz Azambuja sobre pronunciamento de Bolsonaro

Governador comentou pronunciamento do presidente da República, e disse que vai manter decretos
25/03/2020 11:43 - Eduardo Miranda, Estadão Conteúdo


O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) comentou na manhã desta quarta-feira (25) o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, que comparou os efeitos do novo coronavírus a uma gripe, e criticou ações de prefeitos e governadores, como a suspensão das aulas nas escolas. Azambuja está entre os governadores que impôs medidas restritivas. “O país precisa de bom senso, serenidade e equilibro nesta hora extrema, difícil!, exclamou o governador.

“A hora existe alta responsabilidade dos governos, das empresa e dos cidadãos”, acrescentou o governador em nota. “Ninguém está imune! Para superar essa tragédia, todos temos de ser parte da solução”, afirmou o chefe do Executivo de MS.  

Os decretos de Mato Grosso do Sul, como bloqueio sanitário, suspensão de aulas nas escolas, restrição de trabalho nas repartições públicas, serão mantidos.  

Mais cedo, o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), também reafirmou que manterá os decretos.  

O presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul, Pedro Caravina, também informou que manterá os decretos. “Salvar vidas é mais importante nesse momento”, disse o prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo Filho, em entrevista à TV Morena.  

“Bolsonaro foi infeliz. Todos os gestoes estão preocupados, vai permanecer como protocolamos”, disse Ângelo Guerreiro, prefeito de Três Lagoas. Todas estas cidades impuseram restrições ao comércio, suspenderam aulas e têm toque de recolher. 

 
 

BOLSONARO

Em pronunciamento em rede nacional de TV nesta terça-feira, 24, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar em "histeria" em torno da pandemia do novo coronavírus e criticou o fechamento de escolas, entre outras medidas adotadas por governos e municípios. O mandatário voltou ainda a citar a cloroquina, remédio que ainda não tem a eficácia contra a nova doença, a covid-19. De acordo com dados oficiais atualizados nesta terça pelo Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza 46 mortes e 2.201 casos confirmados, um aumento de 16,4% em um dia

"O que tínhamos que fazer naquele momento (no início das precauções) era o pânico, a histeria e, au mesmo tempo, traça a estratégia para salvar vidas e evitar o desemprego em massa", afirmou. O presidente acusou a imprensa de ir na contramão e espalhar "a sensação de pavor, tendo como grande carro-chefe o grande número de vítimas na Itália, um país com um grande número de idosos e com um clima totalmente diferente do nosso", criticou. Não existem ainda evidências científicas para suportar a teoria de que climas quentes podem ajudar a aplacar a doença.

Bolsonaro elogiou as ações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no planejamento estratégico de esclarecimento e atendimento no Sistema Único de Saúde. Ao se usar como exemplo, o presidente disse que, caso ele contraísse o coronavírus, ele não sentiria nenhum efeito dado o seu histórico de atleta. Bolsonaro viajou com ao menos 23 pessoas que receberam diagnóstico positivo para a doença. Há duas semanas, o jornal O Estado de S. Paulo pede os resultados dos seus exames para covid-19, mas não obtém resposta.

O mandatário criticou também algumas autoridades estaduais e municipais que "devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transporte, o fechamento dos comércios e o confinamento em massa". Segundo ele, não há motivo para fechar escolas, uma vez que o grupo de risco é composto por, também, pessoas com mais de 60 anos. "São raros os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos", disse.

Felpuda


A lista do Tribunal de Contas de MS, com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros de quando exerceram cargos públicos, está deixando muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!