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'O PT não é mais só do Centro e do Sul'

'O PT não é mais só do Centro e do Sul'

ESTADÃO

19/12/2010 - 01h44
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Apontado como azarão na indicação da bancada do PT para presidir a Câmara, o deputado Marco Maia (RS) avisa a seus críticos: "Não sou marinheiro de primeira viagem que esteja suscetível a lobbies ou a posicionamentos que não sejam republicanos". O petista rebate críticas dos colegas de que não teria pulso nem estatura política para comandar a Casa. Em entrevista ao Estado, considera que os deputados cometeram erros na elaboração da Lei da Ficha Limpa, ao retroagir punições.

 

Como o sr. articulou sua vitória contra os favoritos do PT?

É um erro afirmar que havia um favorito. Eu trabalhei. Conversei com todos os deputados, apresentei as razões pela quais eu achava que poderia disputar. Nunca podemos desconsiderar também no PT suas correntes políticas. O PT tem hoje uma construção regional forte, não é mais partido do centro ou do sul do País. Nestas eleições se fortaleceu no Nordeste. É óbvio que isso também influencia.

O sr. reconhece que havia insatisfações na formação do governo que foram canalizadas para sua candidatura?

Não é uma coisa verdadeira. A decisão da bancada acabou acontecendo no meio do debate sobre a composição do governo de Dilma Rousseff. Portanto, passou essa imagem de que as coisas estavam conectadas.

O PT saiu dividido?

De forma alguma. O PT acumulou nesses últimos anos maturidade para saber que as disputas internas são naturais e legítimas. Depois de construída uma decisão, ela é do partido.

O fato de Cândido Vaccarezza (líder do governo) ter apoio da cúpula do PT não trará reflexos?

Não havia um posicionamento do governo. Muito menos das lideranças ou dos expoentes do governo. A posição de Dilma era a de não se envolver na disputa. Houve sim, talvez, a tentativa de alguns passarem a ideia de que o governo o estava apoiando, pensando que isso talvez pudesse influenciar.

Há um movimento na Câmara por candidaturas alternativas a sua. Como enfrentará isso?

É natural e legítimo. Faz parte do processo democrático. Estamos numa fase de negociações inclusive sobre a composição da Mesa Diretora.

Os partidos aliados ao PT, o bloquinho (PC do B, PSB e PDT), se sentem escanteados com a divisão do comando da Câmara entre os petistas e o PMDB.

É legítima e pertinente a reclamação. Nós precisamos encontrar um caminho de mais diálogo. São partidos identificados conosco ideologicamente. Vou me esforçar para superar esse clima. É óbvio que nós precisamos levar sempre em consideração que o PMDB tem a segunda maior bancada.

Há muitas críticas ao seu nome, que o apontam como fraco e sem postura para dirigir a Casa. Como o sr. responde a isso?

É uma avaliação equivocada. Estamos aqui num lugar onde as coisas precisam e devem ser resolvidas no debate. Já passou o tempo em que as coisas eram construídas a ponta de faca.

Uma das críticas é que o senhor seria suscetível a lobbies.

É tentativa de minar minha candidatura. Ninguém dá chute em cachorro morto. Estou há mais de 30 anos na militância política. Já enfrentei a relatoria de uma CPI pesadíssima na Câmara (do Apagão Aéreo). Não sou um marinheiro de primeira viagem que esteja suscetível a lobbies ou a posicionamentos que não sejam republicanos.

O senhor vai colocar na pauta o aumento dos servidores do Judiciário, o piso nacional dos policiais (PEC 300) e o aumento salarial dos ministros do Supremo?

Tudo aquilo que houver acordo de líderes, e for construído consenso para votação na Câmara, será incluído na pauta.

A Lei da Ficha Limpa cumpriu o papel nestas eleições?

No momento em que a lei criou regras que atingem retroativamente, ela trouxe insegurança. Como eu vou punir alguém agora por ter tomado uma decisão lá trás quando ainda não existia essa lei? Erramos quando não discutimos com mais profundidade a lei.

A definição do aumento dos deputados facilita sua eleição, já que é um problema a menos?

Isso não tem relação nenhuma com o processo eleitoral em si. Havia um anseio por parte dos deputados em relação à equiparação dos salários do Legislativo com o Executivo e o Judiciário. Mas, na hora de o deputado definir a sua opinião sobre quem deve conduzir a Câmara, vai pesar as propostas e o que cada um está propondo.



Diplomação

Após cassação de Rafael Tavares, Paulo Duarte é novo deputado de MS

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) retotalizou votos após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) constar fraudes por por não cumprimento de cota de gênero nas eleições de 2022.

01/03/2024 16h37

Foto: Luciana Nassar/Alems

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Após a cassação de Rafael Tavares (PRTB), por abuso de poder e fraude nas eleições de 2022, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) apresentou na tarde de hoje (1), Paulo Duarte (PRTB) como novo deputado estadual de Mato Grosso do Sul.  

A diplomação ocorreu após a retotalização dos votos nas últimas eleições estaduais. Paulo Duarte retorna à Assembleia Legislativa para o seu 4º mandato.  

Divulgação/ TRE-MS

O novo deputado estadual recebeu as escrituras diretamente nas mãos do diretor do TRE-MS, o Desembargador Paschoal Carmello Leandro, que esteve presente na ceminônia. 

Durante a diplomação, o deputado relatou o alerta sobre respeito às regras eleitorais e o cumprimento de cotas pelos partidos.  

"Isso não aconteceu somente em Mato Grosso do Sul, mas no Brasil inteiro. Por isso é bom ressaltar a todos os partidos, inclusive ao meu, que teve gente cassada por conta disso. O que aconteceu não tem política e nem partido e sim uma regra que precisa ser cumprida", expressou o deputado.  

Cassação por fraude na cota de gênero nas eleições de 2022

No último dia 26 de fevereiro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) comunicou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE),sobre a apelação rejeitada pelo deputado estadual Rafael Tavares, do PRTB.

Decisão da corte máxima eleitoral confirmou a cassação de Tavares, que já havia sido decidida pela corte eleitoral de MS, o TRE.

O deputado em questão perdeu o mandato por abuso de poder e fraude na cota de gênero nas eleições de 2022. Tavares tinha sido eleito pelo primeira vez.

No lugar do então deputado do PRTB, a ALMS deve diplomar "de imediato", conforme determinou o TSE, o ex-deputado estadual Paulo Duarte, do PSB, que era o primeiro suplente.

O decidido em questão entra para a história do parlamento estadual, em atividade desde 1979, há 45 anos.

O TSE definiu o processo que motivou a cassação no dia 6 deste mês.

De acordo com o ministro Raul Araújo Filho, que foi relator do Recurso Ordinário Eleitoral número 0601822-64.2022.6.12.0000, impetrado pelo PRTB, ficou comprovado que o partido de Tavares lançou duas candidatas fictícias para cumprir o porcentual de 30% previsto em lei para mulheres e que teve anulados os votos recebidos para o cargo de deputado estadual.. 

 

*Colaborou Celso Bejarano. 

DANÇA DAS CADEIRAS

Marco Aurélio Santullo será o novo secretário de Governo de Adriane Lopes

O presidente estadual do PP vai substituir João Rocha, que deixa o cargo para voltar à Câmara Municipal e tentar a reeleição

01/03/2024 16h14

A senadora Tereza Cristina ao lado de Marco Aurélio Santullo, que vai assumir a Secretaria de Governo de Campo Grande Arquivo

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O presidente estadual do PP, Marco Aurélio Santullo, vai assumir o cargo de secretário municipal de Governo e Relações Institucionais de Campo Grande em substituição ao vereador João Rocha (PP), que retornará para a Câmara Municipal para tentar a reeleição no pleito deste ano.
 
Segundo o Correio do Estado apurou, a nomeação de Marco Aurélio Santullo para o cargo será na próxima quarta-feira (6) e a posse na quinta-feira (7) para que a senadora Tereza Cristina (PP-MS), principal liderança da legenda, possa participar do ato.
 
Para que possa continuar também com as funções de presidente estadual do PP, ele terá como secretário-adjunto o ex-presidente municipal do MDB em Campo Grande, Ulisses Rocha, que já se desligou do antigo partido para compor a equipe do novo secretário.
 
Homem de confiança da senadora Tereza Cristina, Marco Aurélio Santullo tem a missão de organizar o partido para a campanha eleitoral do PP para as eleições municipais do próximo dia 6 de outubro.
 
Além disso, caberá a ele manter a administração da prefeita Adriane Lopes nos trilhos na questão de articulação política com os vereadores e demais poderes, incluindo o governo do Estado. 
 
No caso das negociações com o governador Eduardo Riedel, Santullo não terá problemas, pois, além de já ter ocupado o cargo diretor-presidente da Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab), é amigo pessoal do chefe do Executivo estadual.

Currículo

Nascido no dia 5 de março de 1963, no município de Aquidauana (MS), filho de Letícia de Moraes Santullo e Dante Santullo, Marco Aurélio Santullo passou a infância trabalhando como entregador de jornal e office-boy da Apemat.
 
Filho de ferroviário, ele mudou-se para Campo Grande (MS) em 1978 para completar o antigo segundo grau – atual Ensino Médio. Começou sua carreira no serviço público sendo auxiliar-administrativo na Secretaria Estadual de Saúde. 
 
Santullo cursou Administração de Empresas e Ciências Políticas em Brasília (DF) e iniciou sua carreira como auditor da Controladoria na Fundação de Serviço Social do Distrito Federal. Em 1982, foi trabalhar na Câmara dos Deputados como assessor técnico legislativo, com especialidade constitucional e regimental até o fim de 1985. 
 
No início de 1986, ele participou do grupo técnico legislativo da Câmara dos Deputados, onde viajou em missão para estudar o parlamento em Londres, na Inglaterra, na Câmara dos Comuns do Reino Unido e Congresso Americano para a elaboração das subcomissões temáticas da constituinte.
 
Em 1987 a 1988, Marco Aurélio foi assessor-técnico da Assembleia Constituinte e, de 1988 a 1994, tornou-se chefe da Assessoria Legislativa do PSDB, tendo como líder Euclides Scalco, Jaime Santana, José Serra e outros.
 
Em 1995, foi convidado pelo presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para trabalhar na Subchefia de Assuntos Legislativos do Palácio do Planalto, cargo que ocupou até o fim de 1996.
 
Em dezembro de 1996, foi nomeado ministro interino do Ministério da Coordenação Política, quando também assumiu a chefia de Gabinete do Ministério e ficou responsável pela interface entre o governo federal e o Congresso Nacional.
 
Neste período, ele participou ativamente das necessidades políticas e administrativas de Mato Grosso do Sul. Aumentou, na época, em 28% o repasse do benefício de Proteção Continuada para o Estado, enquanto presidente do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), órgão gestor das Políticas Sociais do Brasil.
 
No fim de 2002, retornou para Mato Grosso do Sul e casou-se com Tabatha Fiorini, com quem tem dois filhos, Ana Luize e Vitor Aurélio. Em julho de 2016, assumiu a superintendência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
 
Em 2019, a convite da deputada federal e ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, foi nomeado como diretor-administrativo-financeiro da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), junto com a função de secretário-geral do DEM de Mato Grosso do Sul.
 
Em 2021, Santullo foi secretário especial do Escritório de Assuntos Estratégicos com os Municípios da Casa Civil, na gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja. Em 2023, foi nomeado pelo governador Eduardo Riedel para exercer o cargo de diretor-presidente da Funtrab.
 

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