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CÂMARA

Pandemia derruba gastos com diárias em Dourados

O isolamento social fez com que o valor gasto com viagens pelos vereadores da segunda maior cidade do Estado ficasse 79% menor no primeiro semestre
03/07/2020 10:30 - Da Redação


 

A pandemia do novo coronavírus impactou diretamente a gestão pública de Dourados, inclusive em relação ao uso do dinheiro dos contribuintes. Dados do Portal da Transparência da Câmara do município mostram que, desde que a pandemia chegou à cidade, o financiamento de viagens dos parlamentares caiu.

Em junho, foram utilizados apenas R$ 9.805,00 em viagens financiadas com dinheiro público. No mesmo período em 2019, os vereadores já haviam gastado R$ 47.305,00. A diferença representa 79% de economia.  

Parte das agendas neste ano se concentrou em Campo Grande. Algumas tratam de reuniões com parlamentares da Assembleia Legislativa e membros do Poder Executivo, outras são para participação em cursos e seminários realizados antes da suspensão de eventos.  

Nesse período, foram pagas três viagens a Brasília-DF, as quais custaram R$ 5.707,50. Apenas uma delas, do vereador Júnior Rodrigues (PL), era referente à agenda ministerial. As outras duas custearam a participação do presidente e do primeiro-secretário da Câmara, Alan Guedes (PP) e Sérgio Nogueira (PSDB), respectivamente, em encontro nacional de vereadores.

RECORDE DE GASTOS

Em 2019, a Câmara de Dourados teve um recorde histórico de gastos. Primeiro ano de Alan Guedes no comando da mesa diretora, o legislativo “torrou” R$ 125.940,00 em viagens, hospedagens e ingressos de participação em eventos e cursos.  

O líder dos gastos é o vereador Sérgio Nogueira. O tucano usou R$ 14.812,50 em viagens que incluem agendas com deputados estaduais e federais e departamentos do Executivo sul-mato-grossense e da União. Porém, destacam-se também investimentos em congressos e até marcha para vereadores. Nogueira também foi o mais gastador entre os 19 parlamentares em 2017 (R$ 13.085,00) e 2018 (R$ 12.605,00).

Os outros vereadores apresentaram os seguintes gastos com diárias naquele ano: Alan Guedes (PP): R$ 11.395,00; Daniela Hall (PSD): R$ 12.985,00; Elias Ishy (PT): R$ 3.622,00; Júnior Rodrigues (PL): R$ 11.000,00; Carlito do Gás (PL): R$ 8.372,50; Bebeto (PL): R$ 1.237,00; Braz Melo (PSC): R$ 2.875,00; Pedro Pepa (DEM): R$ 990,00; Cirilo Ramão (MDB): R$ 990,00; Madson Valente (DEM): R$ 247,50; Cido Medeiros (DEM): R$ 10.642,50; Maurício Lemes (PSB): R$ 6.835,00; Olavo Sul (Patriotas): R$ 247,50; Romualdo Ramim (DEM): R$ 1.237,50; Juares de Oliveira (MDB): R$ 9.762,50; Marcelo Mourão (suplente): R$ 247,50; Toninho Cruz (suplente): R$ 742,50.

Silas Zanata (PSDB), Jânio Miguel (PL) e Idenor Machado (PSDB) não gastaram nada dos cofres públicos em diárias e passagens no ano passado.

Em 2017, foram gastos, ao todo, R$ 85.380,00 para este fim. Já em 2018 houve uma leve redução: R$ 67.890,00. Até o momento, a atual legislatura custou para o bolso do contribuinte R$ 296.877,50 somente em agendas fora da cidade.

 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...