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DEPUTADO PRESO

Para polícia do Rio, Daniel Silveira não desacatou nem ofendeu agente

Ao ser preso, deputado recusou-se a usar máscara, apontou o dedo para a agente, e disse que ela era "folgada"
18/02/2021 17:49 - FOLHAPRESS


A Polícia Civil do Rio de Janeiro não considerou como desacato os gritos proferidos pelo deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) contra uma agente do IML (Instituto Médico Legal) por resistir a colocar uma máscara, em função da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, “não houve ofensa aos agentes da lei”.

“A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) esclarece que não foi dada voz de prisão por desacato ao deputado pela perita, nem pelos policiais federais, por entenderem que não houve ofensa aos agentes da lei. A Direção do Departamento Geral de Polícia Técnica também fez contato com a servidora, que manteve o posicionamento inicial”, afirma a nota da Polícia Civil.

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No vídeo, ele chama a perita do IML (Instituto Médico Legal) de “folgada pra caralho” após reagir ao pedido para que usasse máscara.

“E se eu não quiser botar? Se a senhora falar mais uma vez eu não boto. Respeito [por] que não está falando com vagabundo, não. A senhora é policial civil, eu também sou polícia, e aí? Sou deputado federal, e aí?”, disse, aos gritos e apontando o dedo contra a perita.

A cena foi gravada e transmitida ao vivo na rede social do próprio deputado. Depois de resistir, Silveira acata o pedido da policial, mas meio minuto depois abaixa a máscara, que fica na altura da boca.

A Polícia Federal, responsável pela prisão, disse que o caso é de responsabilidade da polícia fluminense, motivo pelo qual não vai emitir comentários.

O parlamentar foi conduzido ao IML para realizar o exame de corpo de delito, antes de ser transferido para a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde está preso desde a madrugada de terça-feira (17).

O ministro Alexandre de Moraes ordenou a prisão de Silveira após o deputado publicar um vídeo com ofensas contra ministros do Supremo. Na tarde desta quarta, a decisão foi mantida por unanimidade pelos 11 ministros da corte.

O deputado federal Daniel Silveira (PSL- RJ) fez exame de corpo de delito antes de ser encaminhado à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro