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PANDEMIA

Parlamentares de MS tomam precauções após senador ser diagnosticado com coronavírus

Nelson Trad Filho esteve nos Estados Unidos e entrou em quarentena com a família
14/03/2020 10:42 - Adriel Mattos, Bruna Aquino


 

A bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional já tomou precauções após o presidente do grupo, o senador Nelson Trad Filho (PSD) ser diagnosticado com a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Alguns declararam que vão se submeter a exames.

A deputada federal Rose Modesto (PSDB) disse ao Correio do Estado que não teve contato com Nelsinho, mas ela e sua equipe estão seguindo as recomendações das autoridades de saúde. “Acredito que todos os deputados devem procurar fazer o exame. Eu vou fazer. Meu gabinete tem tomado todas as precauções e usando álcool em gel”, afirmou.

Já a senadora Simone Tebet (MDB) declarou que conversou com Trad Filho por telefone e chegou a vê-lo na quarta-feira no Congresso. “Ele [Nelsinho] me disse estar sem sintomas. Vou fazer o teste também, por precaução, mas não tive contato físico com o senador. Estou totalmente sem sintomas”, explicou. Tebet cancelou os compromissos da próxima segunda-feira (16) e deve voltar à Brasília (DF) na terça (17).

Em nota, o deputado federal Beto Pereira (PSDB) também informou que não se encontrou com o senador. “Não tive contato com o senador Nelsinho depois que ele voltou da viagem aos Estados Unidos. Desejo que ele se recupere logo”, frisou.

Pereira afirmou ainda que a pandemia do vírus requer atenção. “Sigo os protocolos recomendados pelos profissionais de saúde e pela diretoria da Câmara dos Deputados. No meu gabinete em Brasília e no escritório de Mato Grosso do Sul, orientei a equipe a redobrar os cuidados com a higiene das mãos, evitar aglomerações e não compartilhar objetos como bombas de tereré. Temos que ficar atentos e seguir todas as recomendações para que tudo fique sob controle. O assunto é sério e merece toda nossa atenção”, explicou.

Irmão de Nelsinho, o deputado federal Fábio Trad (PSD) anunciou, por meio de publicação na rede social Twitter, que vai entrar em quarentena. “Eu tive contato com ele [Trad Filho] e agora entro em quarentena, obedecendo os protocolos”, escreveu.

Protocolo de autoridades de saúde é de que pacientes com a doença devem ficar em quarentena. Quem entrar em contato com essas pessoas, deve se submeter a exames. Nelsinho esteve na comitiva do presidente da República, Jair Bolsonaro, que viajou para os Estados Unidos na semana passada.

Ontem, exames confirmar que o senador tem Covid-19. O secretário especial de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, também recebeu o diagnóstico positivo, além de outras pessoas que entraram em contato com a comitiva brasileira. Bolsonaro negou que tenha a doença.

Em entrevista ao Correio do Estado o senador afirmou que teria conversado com “metade do Congresso Nacional”. “Eu fui para o Senado Federal, para o Congresso, e eu abracei todo mundo que vinha me ver. Participei de reunião com Maia (Rodrigo Maia presidente da Câmara), Davi (presidente do Senado, Davi Alcolumbre), Mandetta, Guedes (Paulo Guedes, ministro da Economia), Ramos (ministro Luiz Ramos, da Secretaria de Governo, Jorge (ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Francisco). Eu tive contato com metade do Congresso”, afirmou Trad.

Em nota o parlamentar disse que está confiante e continua em casa com a esposa e a filha caçula. “Fiz o exame, que resultou positivo. Serenamente, com fé em Deus, e atendendo todas as orientações dos profissionais de saúde envolvidos nesse enfrentamento, estou em casa com a minha família, guardando o período de isolamento. Não há de se agravar. Com fé em Deus, sempre aprendi que problemas existem para serem solucionados”.

 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.