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COVID-19

Partidos investem em mídias e mudam agenda de pré-campanha

Por conta do novo coronavírus, busca por votos deve mudar e contato físico sumir no pleito
17/03/2020 09:30 - Yarima Mecchi


 

A primeira campanha política sem coligação traz ainda outra novidade para os concorrentes aos cargos de prefeito e vereador. As recomendações do Ministério da Saúde para evitar aglomerações por conta do novo coronavírus (Covid-19) resultaram no cancelamento de boa parte da agenda dos partidos políticos.  

Pelo calendário eleitoral, estamos na janela partidária, quando vereadores podem mudar de partido sem perder o mandato, e os chamados “atos de filiação” não serão realizados. As agremiações aproveitam esse período eleitoral para realizar grandes eventos e filiar o maior número de adeptos, mas, por conta da pandemia, as agendas foram canceladas e as filiações serão feitas individualmente.  

O PSDB informou por meio de nota que o diretório de Mato Grosso do Sul suspendeu todos os grandes atos de filiação do partido. “Aos diretórios municipais que desejam realizar o evento, recomendamos que seja feito com o mínimo possível de pessoas. Locais fechados para a realização do ato e contatos físicos, como aperto de mão, também devem ser evitados”, complementa a nota assinada pelo presidente estadual dos tucanos, Sérgio de Paula.  

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa dos tucanos, o diretório vai continuar funcionando e, em caso de dúvidas, está à disposição.  

Outro partido que mudou a rotina foi o PSD, do prefeito Marcos Trad, que pretende disputar a reeleição. O senador e presidente regional da sigla, Nelson Trad Filho, está de quarentena porque contraiu o vírus (2019-nCoV), que causa a doença Covid-19, conforme teste feito na quinta-feira (12). O parlamentar está isolado em sua residência, em Brasília, desde que o secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, foi diagnosticado com o novo coronavírus. Trad e Wajngarten estavam na comitiva que viajou aos Estados Unidos da América (EUA) com o presidente Jair Bolsonaro.  

“Vamos restringir reuniões que possam aglomerar pessoas, contatos. Temos que procurar fazer pelo telefone e chamamento por rede social. Pessoalmente, não! Entre os dias 20 a 22, teríamos atos de filiação, mas foram cancelados. Cada um pode ir individualmente e se filiar no diretório da sua cidade”, destacou o senador, que sente os efeitos do Covid-19 e estava com tosse durante a ligação.  

“Não é brincadeira esse vírus, hoje (ontem) eu tive febre, estou com uma moleza forte”, explicou. Segundo Trad, ele não sente falta de ar e, por isso, continuará repousando em casa.  

Pré-candidato a prefeito de Campo Grande, o ex-secretário de Infraestrutura do Governo do Estado Marcelo Miglioli também disse que mudará as estratégias de campanha e cancelou eventos. “Vai ter mudança. De ontem (domingo) para cá, suspendemos agendas que envolvem bastante gente. Vamos manter só duas esta semana, mas em locais abertos. Estamos fazendo visitas, mas respeitando o protocolo do Ministério da Saúde, sem contato físico, sem compartilhar o tereré. No meu escritório, tem 4 copos e 4 bombas”, disse. De acordo com o nome do Solidariedade, ainda não há um prazo para que as reuniões voltem a ser realizadas normalmente. “Não temos uma definição porque não sabemos o tamanho do problema, é importante seguir orientações técnicas. Enquanto tiver a situação de risco, vamos manter. Estamos no primeiro momento, fizemos uma reunião, definimos suspender agenda forte e estamos vendo quais as alternativas”.  

O diretório nacional do Partido dos Trabalhadores recomendou à direção “reavaliar, reduzir ou adiar as atividades partidárias que demandem longos deslocamentos e/ou grande aglomeração de pessoas”.

PREFEITURA

O 1º turno da eleição para escolha de prefeitos e vereadores ocorre no dia 4 de outubro; o segundo turno, caso haja, em municípios com mais de 200 mil eleitores ocorrerá no dia 25 do mesmo mês. (Matéria atualiza às 10h43 para correção de informação)

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!