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BRASIL

PF aponta Carlos Bolsonaro como articulador de esquema de fake news

Filho do presidente seria um dos líderes de grupo que ataca e intimida autoridades e pessoas públicas
25/04/2020 16:15 - Da Redação


 

Em uma investigação sigilosa sobre um suposta esquema de distribuição de informações falsas na internet, a Polícia Federal (PF) apontou o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) como um dos articuladores. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a corporação também investiga outro filho do presidente da República, Jair Bolsonaro: o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Um dos delegados que atuam no inquérito é Igor Romário de Souza, que trabalhou em Curitiba (PR) quando o juiz da Operação Lava Jato era Sergio Moro. Na sexta-feira (24), Moro pediu demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

O ex-juiz deixou o cargo alegando que o presidente queria ter acesso a informações sigilosas na PF. Desde o ano passado, Bolsonaro se manifestou publicamente que desejava trocar o então diretor-geral Maurício Valeixo por outro delegado. Ontem, o chefe do Executivo nomeou o chefe da Agência Nacional de Inteligência (Abin) para o comando da PF.

Ainda conforme a Folha de S.Paulo, membros da corporação garantem que Bolsonaro pressionou Valeixo ao saber que a investigação alcançou seus filhos. Porém, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ontem que os delegados que estão no caso não sejam remanejados.

Aberto em março de 2019 pelo presidente do STF, Dias Toffoli, o chamado “inquérito das fake news” investiga Carlos Bolsonaro por supostamente liderar grupo que ataca e intimida autoridades e pessoas públicas usando principalmente notícias falsas. A participação de Eduardo Bolsonaro também foi identificada.

Procurado pelo jornal paulista, o vereador não foi encontrado para responder às acusações. Carlos é apontado como mentor do “gabinete do ódio”, nome pelo qual é conhecida a equipe de mídias digitais do presidente.

 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.