Política

ELEIÇÕES EM DOURADOS

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PMDB cede a pressão e apoio a Murilo chega a 9 partidos

PMDB cede a pressão e apoio a Murilo chega a 9 partidos

Fábio dorta, dourados lidiane kober, da redação

21/12/2010 - 04h40
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O vice-governador Murilo Zauith (DEM) chega hoje à convenção municipal com adesão de nove partidos à sua candidatura para prefeito de Dourados. O PMDB desistiu ontem à tarde de concorrer às eleições depois de reunião do governador André Puccinelli com as lideranças locais. Elas avaliaram as pesquisas apontando o favoritismo do vice-governador. Logo depois, convidaram Murilo para fechar o acordo. A prefeita interina Délia Razuk (PMDB), que vislumbrava entrar na disputa, cedeu à pressão e saiu calada da reunião.

Dos grandes partidos, até ontem, apenas o PT e o PDT não chegaram ao entendimento de concorrer às eleições. Por outro lado, fecharam acordo em torno da candidatura de Murilo o PR, PSDB, PSB, PSL, PV, PPS, PTB, PT do B e, ontem, o PMDB. Por enquanto, só o PSOL decidiu enfrentar o candidato DEM.

Inicialmente, os peemedebistas estavam decididos a entrar na disputa, inclusive, quatro lideranças colocaram seu nome à disposição, entre elas o deputado federal Geraldo Resende e Délia Razuk. Mas o entusiasmo começou a diminuir assim que o governador defendeu candidatura única e declarou não disponibilizar recursos para a campanha.

Depois de conversar com aliados, Geraldo abandonou o projeto de concorrer à prefeitura. Enquanto isso, o grupo de Délia continuava firme no propósito e até chegou a assediar os petistas.

A mudança de plano aconteceu ontem, depois de Puccinelli apresentar pesquisa de opinião pública sobre a corrida eleitoral, durante reunião com os deputados federais Marçal Filho e Geraldo Rezende. Na ocasião, a prefeita interina decidiu abrir mão da disputa.

Em seguida, entraram na sala da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), onde acontecia a reunião, Murilo, o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) e o presidente municipal do DEM, Waldir Guerra. Com eles, os peemedebistas conversaram durante meia-hora.

Puccinelli foi o primeiro a sair do encontro. Indagado sobre o teor da conversa, limitou-se em dizer que "acataria a decisão dos dois partidos". Sobre o resultado da pesquisa, afirmou ser uma "questão interna".

Na sequência, Waldir Guerra declarou que "o PMDB vai apoiar Murilo". Délia saiu sem conversar com a imprensa. Murilo, por sua vez, falou que o "PMDB vai participar da administração".

A aliança com o DEM deverá ser ratificada depois do Natal em convenção do PMDB. No encontro, as lideranças do partido vão decidir entre o comando de uma secretaria ou ocupar a vaga de vice na chapa de Murilo.

Além do DEM, só o PSOL lançou candidato à Prefeitura de Dourados. Em convenção municipal, o partido escolheu o microempresário José Araújo de Oliveira para candidato a prefeito e Jorge Motoqueiro a vice.

A eleição foi marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para o próximo dia 6 de fevereiro. Os cargos estão vagos depois que Ari Artuzi (sem partido) e Carlinhos Cantor (PR) renunciaram. Ainda de acordo com o TRE, a campanha eleitoral começa oficialmente no dia 5 de janeiro.

ATO DE BOLSONARO

Depois de defender marido, Michele chora em discurso na Paulista

Ex-primeira-dama falou em sofrimento dos aliados de Bolsonaro e chamou a todos de "povo de bem".

25/02/2024 16h45

Michelle Bolsonaro discursa na Paulista Danilo Verpa/Folhapress

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) abriu o ato deste domingo (25) em defesa de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com uma oração coletiva. Ela chorou no início de sua fala e disse que não tinha como controlar a emoção.

Michelle falou em sofrimento dos aliados de Bolsonaro e chamou a todos de "povo de bem".

Ela disse que o Brasil tem sido mal administrado na gestão do presidente Lula (PT) e que sua fé tem sido renovada diante do que chama de "injustiças" contra o seu marido.

Bolsonaro convocou a manifestação, organizada pelo pastor Silas Malafaia, com o alegado objetivo de se defender das acusações imputadas contra ele e defender o Estado Democrático de Direito.

O ex-presidente é investigado pela Polícia Federal suspeito de envolvimento em um plano de golpe para mantê-lo no poder após a derrota nas eleições de 2022.

Presidente do PL Mulher, Michelle é considerada um importante ativo no partido e tem se engajado na filiação de outras mulheres à legenda. Seu nome é considerado para uma candidatura ao Senado e chegou a ser aventado até para a Presidência –possibilidade que desagrada Bolsonaro.

Também foi mencionada uma possível candidatura de Michelle para o Senado pelo Paraná, caso a Justiça Eleitoral determine a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil).

Ao longo da campanha de 2022, a presença da ex-primeira-dama foi explorada pela campanha de Bolsonaro, com o intuito de suavizar a imagem do ex-presidente e diminuir sua rejeição entre as mulheres –uma de suas principais fraquezas.

Desde a deflagração da operação da PF que atingiu o marido, Michelle se manifestou algumas vezes nas redes sociais para defendê-lo. Ela disse que o ato deste domingo seria pacífico, em defesa da democracia e da liberdade.

A operação também levou Michelle a cancelar uma viagem que faria para palestrar em igrejas nos Estados Unidos, ao lado da senadora Damares Alves (Republicanos).

 

ATO DE BOLSONARO

Pastor Malafaia ataca STF, TSE e Moraes na Paulista e diz não ter medo de ser preso

Ele também fez insinuações, sem provas, sobre um suposto papel do presidente Lula no ataque de 8 de janeiro

25/02/2024 16h10

Pastor Silas Malafaia, em evento pró-Bolsonaro Danilo Verpa/Folhapress

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O pastor Silas Malafaia, um dos organizadores de ato na Paulista em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fez críticas neste domingo (25) tanto ao STF como ao TSE em seu discurso durante o evento. O pastor criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes durante as eleições de 2022.

Ele também fez insinuações sobre um suposto papel do presidente Lula (PT) no ataque de 8 de janeiro, organizado por bolsonaristas em 2023.

A manifestação tem como objetivo que Bolsonaro se defenda de investigações que apontam a atuação do dele no planejamento de um golpe de Estado para se manter no poder. Malafaia foi o idealizador do evento e o responsável pelo aluguel dos dois trios elétricos utilizados no ato.

Antes do ato, Bolsonaro havia declarado desejar que o ato fosse pacífico e que não fossem levadas bandeiras e faixas contra qualquer pessoa.

"Não vim aqui atacar o Supremo Tribunal Federal porque quando você ataca uma instituição, você ataca a república e o estado de direito", disse o pastor.

Malafaia, porém, disse que revelaria a "engenharia do mal" contra Bolsonaro.

Ele citou tensões envolvendo Alexandre de Moraes e Bolsonaro e supostas diferenças de tratamento com o então presidente.

"Todo mundo sabe como foi a eleição. Podiam chamar Bolsonaro de genocida, mas não podia chamar Lula de ex-presidiário", disse.

Ele também citou casos de 8 de janeiro.

"Golpe tem arma. Tem bomba. Uma mulher com crucifixo católica que sentou na mesa do presidente do Senado, 17 anos de cadeia", disse.

Ele afirmou que o sangue de um homem que morreu na prisão após ser preso pelo 8 de janeiro está na mão de Alexandre de Moraes.

Malafaia, depois, citou supostas diferenças de tratamento entre o MST e os manifestantes bolsonaristas.

Autor de frequentes discursos agressivos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o pastor havia prometido uma fala mais leve durante o evento.

Em seus vídeos, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo costuma dirigir diversas ofensas a Moraes, a quem se refere como "ditador de toga". No mais recente deles, afirmou que o ministro do Supremo persegue Bolsonaro e deveria ser preso por atentar contra o Estado democrático de Direito.

Malafaia afirmou antes do evento que haveria controle rígido do uso do microfone, para que ele não se tornasse cansativo.

O ato seria aberto com uma oração feita pela primeira-dama Michelle Bolsonaro e depois tinha previsão de discursos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador Magno Malta (PL-ES), e os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO).

O prefeito Ricardo Nunes (MDB), que almeja o apoio de Bolsonaro, optou por não discursar.
Caso seja processado e condenado pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa, o ex-presidente poderá pegar uma pena de até 23 anos de prisão e ficar inelegível por mais de 30 anos.

Bolsonaro ainda não foi indiciado por esses delitos, mas as suspeitas sobre esses crimes levaram a Polícia Federal a deflagrar uma operação que mirou seus aliados no início do mês.

 

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