Política

Eleições 2018

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Podemos e PROS se aliam
ao PDT de Odilon

O anúncio foi feito na manhã deste sábado em convenção do partido

21/07/2018 10h50

TAINÁ JARA E RENATA VOLPE

 Os partidos Podemos e Pros formalizaram aliança com o PDT para as eleições de 2018. O anúncio foi feito na manhã deste sábado, em convenção do partido que tem Odilon de Oliveira como candidato a governo do estado. A chapa não está fechada e outros partidos podem ser inclusos até o início de agosto.

Foi definido também o candidato a vice-governador. Quem comporá chapa com o juiz federal aposentado será o empresário Herbert Assunção Freitas, ex-secretário executivo da Fundação de Apoio à Pequisa ao Ensino e à Cultura (Fapec).

O PDT apresentou ainda como candidados ao senado, o ex-vereador, Chico Maia, e a professora  Leocádia Petri Lemos, ex-reitora da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). O partido contará também com 11 candidatos aos cargos de deputado federal e 32 aos cargos de deputado estadual.

 

Manifestações

Manifestação tem cavalo fantasiado, berrante e falso anúncio de reconhecimento de fraude

Bolsonaristas insatisfeitos com o resultado das eleições aproveitam o Dia de Finados para manifestar

02/11/2022 17h04

Correio do Estado

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Na tarde desta quarta-feira (2), feriado nacional, data em que se comemora o Dia de Finados, manifestantes bolsonaristas deram continuidade às manifestações na Av. Duque de Caxias, em frente ao Comando Militar do Oeste.

 

No terceiro dia de protestos foi possível ver cavalo fantasiado com as cores da bandeira nacional, adolescente tocando berrante e manifestantes comemorando a falsa notícia de que os jornais internacionais reconheceram fraude nas urnas brasileiras.

 

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Sirley Ratier, candidata a deputado federal em Mato Grosso do Sul pelo Progressistas, derrotada nas eleições de 2022, incentivou - em cima de um trio elétrico - os manifestantes a permanecerem no local o tempo que for necessário, e falou de uma suposta ameaça comunista.

 

“Nós viraremos um país comunista, tipo Argentina, tipo Venezuela, e vão consegui acabar com o nosso país, que é o que eles querem. Mas nós não vamos permitir, nunca. Nós vamos resistir”.

 

Confira o discurso:

 

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O que motiva os manifestantes?

 

O Correio do Estado esteve em frente ao Comando Militar do Oeste na tarde desta quarta-feira, para ouvir os manifestantes e entender suas motivações. Para os entrevistados, a derrota de Jair Bolsonaro (PL) no último dia 30 é a maior motivação para ir às ruas. 

 

No 2º turno das Eleições, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foi eleito novo presidente do Brasil, derrotando o atual presidente, Jair Bolsonaro. Lula recebeu 60.345.999 votos, que corresponde a 50,90%; Bolsonaro recebeu 58.206.354 votos, que corresponde a 49,10%.

 

Apesar da derrota nacional, em Mato Grosso do Sul, Bolsonaro recebeu a maioria dos votos (59,49%).

 

Lucilene, de 24 anos, e Thiago, de 30, que estavam na manifestação com a filha de 8 anos, acreditam que as urnas foram fraudadas, e não acreditam no resultado das eleições.

 

"Foi uma fraude, ele (Bolsonaro) é o nosso Presidente. A gente pensa nas crianças, na nossa família", comentou Lucilene.

 

"Vamos virar venezuelanos aqui", completou Thiago.

 

Uma manifestante - que não quis se identificar -, contou à equipe de reportagem que seu cunhado trabalha na Organização das Nações Unidas (ONU), nos Estados Unidos, e que a ideia é fazer a manifestação chegar lá. Ao ser perguntada sobre o que a ONU poderia fazer pelos manifestantes, ela respondeu: "não sei. Mas (a ONU) pode divulgar a verdade, porque a verdade não chega lá nos Estados Unidos", completou.

 

Vale lembrar que as urnas são submetidas a teste de integridade, e não foi detectada fraude pela Justiça Eleitoral. No último dia 31, o Institute for Democracy and Electoral Assistance (Idea Internacional) divulgou uma nota que destaca que, apesar do contexto adverso, composto por um ambiente político complexo, com preocupações democráticas e múltiplas tensões, as eleições têm sido um trunfo fundamental para fortalecer os alicerces da democracia brasileira.

 

Manifestantes carregavam cartazes diversos, pedindo por contagem pública dos votos, fazendo críticas ao Supremo Tribunal Federal e até mesmo pedindo por intervenção militar. Um deles até escreveu o cartaz em inglês, a fim de internacionalizar seu pedido.

 

 

Fim das Manifestações

 

Ainda não existe previsão para o fim das manifestações e para que o trânsito volte ao normal na Av. Duque de Caxias.

 

Em entrevista ao Correio do Estado, o sargento Omais, da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informou que o movimento não tem previsão para acabar.

 

“A princípio, enquanto não estiver ferindo o princípio de ninguém e não tiver incomodando ninguém, o movimento pacífico será autorizado”, afirmou.

 

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Novo governo

Equipe de Lula cede vaga para MDB na transição e terá primeira reunião com Ciro Nogueira

Aliados do petista querem se instalar até sexta-feira (4) no Centro Cultural Banco do Brasil, lugar a ser usado pelos membros nomeados para compor as equipes de transição em Brasília

02/11/2022 16h00

Equipe de transição deve se instalar a partir desta quinta-feira Foto: Divulgação

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Os principais membros da equipe da transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem se reunir nesta quinta-feira (3) com o ministro Ciro Nogueira (Casa Civil) para dar início ao processo de troca de governo.

Lula será representado por Geraldo Alckmin (PSB), ex-governador de São Paulo, atual vice-presidente eleito e coordenador do grupo de transição, além da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), e do ex-ministro Aloizio Mercadante, que chefiou as discussões para o plano de governo.

Aliados do petista querem se instalar até sexta-feira (4) no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), lugar a ser usado pelos membros nomeados para compor as equipes de transição em Brasília.

Esse será o primeiro encontro presencial do núcleo duro da campanha de Lula com Ciro Nogueira após a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição.

Até agora, Gleisi conversou com o ministro da Casa Civil apenas por telefone na segunda (31). A pasta dele é responsável pela criação e nomeação dos membros indicados por Lula para a equipe de transição.
O governo eleito tem o direito a 50 cargos, incluindo o de coordenador.
"Nós fizemos um convite para o MDB indicar uma pessoa para a equipe de transição. A maioria do MDB já está conosco, participou da campanha e agora queremos que participem da transição", disse à reportagem Gleisi, que é encarregada da articulação política na transição.

O partido, no entanto, ainda não deu uma resposta ao PT nem disse quem poderia ocupar a vaga.
A senadora Simone Tebet (MDB-MS) se tornou uma forte aliada de Lula no segundo turno da campanha após ela ficar em terceiro lugar no primeiro turno da disputa presidencial.

Além do MDB, a presidente nacional do PT já conversou com o PSD, e pretende, a partir da próxima semana, procurar presidentes de outras siglas, como União Brasil, PSDB e Cidadania.

No entanto, a estratégia da petista prevê investir, na largada, em alianças com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP), e do PSD, Gilberto Kassab (SP).

A ala lulista do MDB se concentra no Nordeste, onde o presidente eleito tem uma base eleitoral cristalizada. No caso do PSD, Lula também já conseguiu atrair aliados, como os senadores Carlos Fávaro (MT), Otto Alencar (BA), Omar Aziz (AM) e Alexandre Silveira (MG).

"São dois partidos [MDB e PSD] que queremos integralmente na nossa base", afirmou Gleisi.
A maior dificuldade será no flanco ruralista do MDB, principalmente na região Sul e Centro-Oeste, onde parlamentares se sustentam politicamente no antipetismo.

Já no PSD há integrantes de São Paulo que também aderiram ao bolsonarismo na campanha que elegeu o ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos) para o governo do estado.

Outra agenda política do governo eleito é a ida de Lula a Brasília, após um período de descanso na Bahia.
Lula deverá se encontrar com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber. Também há a perspectiva de o presidente eleito fazer uma visita institucional ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes.

O objetivo, segundo petistas, é mostrar que o governo eleito será um período de estabilidade institucional -um contraponto ao enfrentamento propagado por Bolsonaro, tendo, no começo, o Congresso como alvo principal, e, depois, o Supremo.

Isso faz parte da estratégia de Lula de passar uma mensagem de unificação nacional. O presidente eleito quer estreitar o diálogo entre os Poderes antes de dar início ao terceiro mandato.

Lira é um dos principais líderes do centrão -grupo de partidos, como PP, PL e Republicanos, que se alinhou a Bolsonaro após a liberação de cargos e emendas por meio de negociação política.

Ele já fez acenos a aliados de Lula, que pode colocar em risco o plano de Lira se reeleger para mais dois anos no comando da Câmara.

O presidente da Câmara foi uma das primeiras autoridades a reconhecer a vitória de Lula no domingo (30), logo após o TSE declarar que o resultado estava matematicamente definido.

Pacheco, por outro lado, tem histórico mais próximo de Lula. Os dois se encontraram em julho, em meio à corrida presidencial.

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