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INVESTIGAÇÃO

“Ameaça” de Arroyo ajudou Polícia Federal em investigação de conselheiros

Pista dada por ex-deputado – preterido por Puccinelli em disputa por indicação ao Tribunal de Contas
11/06/2021 07:15 - Eduardo Miranda


Mais de seis anos depois da indicação e confirmação de Osmar Jeronymo como conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), a manobra do ex-governador André Puccinelli (MDB) que o alçou à corte de contas e deixou o principal pretendente à vaga, o ex-deputado estadual Antônio Carlos Arroyo, ganha novas nuances.

É que as ameças que Arroyo fez a vários interlocutores, como o empreiteiro João Amorim, e interceptadas pela Polícia Federal, foram usadas pelos investigadores para cruzar as informações de lavagem de dinheiro na Operação Mineração de Ouro, que tem como alvo além de Jeronymo, outros dois conselheiros do TCE-MS: Ronaldo Chadid e Waldir Neves.

Entre os crimes que os conselheiros podem ter praticado, além da lavagem de dinheiro, está o peculato (desvio de dinheiro público), organização criminosa, entre outros.

Os federais concluíram, em representação enviada ao Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão, que uma das ameaças de Arroyo, que prometia denunciar várias irregularidades de Jeronymo, com quem disputava a indicação de Puccinelli, fazia sentido.