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CORONAVÍRUS

Por sala pequena e sem ventilação, juiz adia audiências da Coffee Break

Conforme a decisão, as datas das audiências adiadas ainda não tem data para acontecer
16/03/2020 10:42 - Daiany Albuquerque


 

Por conta da pandemia do novo coronavírus, decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelos recentes casos confirmados da doença em Mato Grosso do Sul, o juiz da 2ª Vara de Direitos Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, David de Oliveira Gomes Filho decidiu adiar as audiências da Coffee Break.

No despacho proferido nesta segunda-feira (16), o magistrado afirma que a sala da 2ª Vara é “pequena e sem ventilação”. 

“Diante do alto potencial de propagação do corona vírus (Covid-19), que chegou a ser classificado como pandemia pela OMS, e, considerando que a sala de audiências da 2ª Vara de Direitos Coletivos é pequena e sem ventilação, ficam adiadas as audiências designadas neste processo para data que será definida futuramente”, declarou Oliveira.

A Coffee Break teve início em 2015, com uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) pela denúncia de que a cassação do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) havia sido comprada, com envolvimento de empresários e vereadores, o que resultou no afastamento do então prefeito da Capital, Gilmar Olarte.

São réus no processo, atualmente, 22 pessoas e quatro empresas. Entre os investigados está os ex-vereadores Mário César Oliveira da Fonseca, Flávio César Mendes de Oliveira, Jamal Mohamed Salem e José Alceu Padilha Bueno (já falecido). Além dos empresários João Alberto Krampe Amorim dos Santos, João Roberto Baird e Raimundo Nonato de Carvalho.

Também são investigados por improbidade administrativa o ex-governador André Puccinelli (MDB), o ex-prefeito de Campo Grande e atual senador Nelson Trad Filho (PSD). A Proteco Construções Ltda e a CG Solurb Soluções Ambientais Spe Ltda são algumas das empresas envolvidas.

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Além das audiências na 2ª Vara de Direitos Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, outros eventos na Capital foram cancelados, como uma audiência pública na Câmara Municipal, que aconteceria nesta segunda-feira. A Prefeitura também decretou que qualquer tipo de aglomeração de mais de 100 pessoas está proibida e paralisou as aulas da Rede Municipal de Educação (Reme) por 15 dias, a partir da quarta-feira.

Dois casos da doença estão confirmados em Mato Grosso do Sul até agora, ambos em Campo Grande. A primeira é a jovem Thayany Silva, namorada do empresário Ueze Zahran Stamatis (que também está com a doença, mas em São Paulo), que está de quarentena e até agora não teve nenhum sintoma. E o outro é de um homem de 31 anos que está internado em um hospital particular de Campo Grande. Segundo informações do secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, ele chegou a ficar isolado em casa, mas teve desconfortos respiratórios. O estado de saúde não é considerado grave e o paciente é monitorado.

Felpuda


Pré-candidato a prefeito de Campo Grande divulgou vídeo em que político conhecido Brasil afora anuncia apoio às suas pretensões. O problema é que o tal líder já andou sendo denunciado por mal feitos em sua trajetória, sem contar que o pai do dito-cujo teve de renunciar ao cargo de ministro por ter ligações nebulosas com empresa de agrotóxico. Depois do advento da internet, essa coisa de o povo ter memória curta hoje não passa de coisa “da era pré-histórica”.