Política

ELEIÇÕES 2020

Por votos, vereadores de Campo Grande vão de curso à copa de futebol

Vale-tudo eleitoral começou e toda artimanha é válida

EDUARDO PENEDO

13/07/2019 - 14h34
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De curso de garçom a Copa de futebol amador, os vereadores de Campo Grande estão se valendo de tudo para se aproximar dos eleitores e fidelizar seus votos para as eleições do ano que vem. Com a mudança de legislação que acabou com as coligações proporcionais o parlamentar agora que souber cativar seu eleitor sai em vantagem no pleito.  

Para tentar se aproximar dos eleitores, os parlamentares estão apostando em cursos profissionalizantes como de garçom, bolo, estética e promovendo campeonatos de futebol amador para promover lazer em regiões pouco assistidas pelo poder público. Esse é o caso do vereador Otavio Trad (PTB) que realizou um curso de “Treinamento Para Atendimento de Garçom” que durou três dias e formou 31 pessoas e teve parceria do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares (Sinthorems). “Diante de dificuldades e desafios, nós precisamos ser criativos. Essa iniciativa que partiu de um de nossos assessores é um bom exemplo de como podemos ser criativos para driblar a crise. Todos os que participaram do treinamento agora têm mais uma qualificação, mais uma opção para buscar uma vaga no mercado de trabalho, por isso apoiamos a ideia, por ser uma maneira eficaz de auxiliar nossa cidade na geração de emprego e renda”, explica o parlamentar. 

Outro que seguiu nessa linha de curso profissionalizante é o vereador Veterinário Francisco (PSB) que patrocina o “Curso de Doces e Salgados” que acontece na Vila Nasser e já está em sua terceira edição. “Um dia lá atrás eu precisei de quem fizesse algo similar pra mim e tive essa ajuda para começar. Hoje eu tenho a oportunidade de trazer um curso como esse, que está mudando a vida de mulheres e homens, dando a possibilidade de gerar renda e sustento para sua família”, explica. 

O líder do prefeito na Câmara, vereador Chiquinho Telles (PSD), já usa essa estratégia desde o seu primeiro mandato de vereador dando cursos profissionalizantes fidelizando seus eleitores principalmente na região das Moreninhas que é sua base eleitoral. O parlamentar promove cursos de Design de Sobrancelha, maquiagem, depilação, manicure; na área da culinária: batata recheada, picles; e ainda pintura em tecido e decupagem. "Com esta oportunidade, os formandos poderão gerar renda, e uma profissão é algo que ninguém vai tirar de vocês. Faço questão de, no final do curso, entregar o certificado para cada uma das participantes, momento que tenho certeza será o ponto de partida para novas conquistas em suas vidas”, explica o parlamentar. 

Já apelando para a paixão nacional o “Futebol”, o vereador Ademir Santana (PDT) aposta no patrocínio de campeonatos de futebol amador normalmente feitos em bairros com quase pouca ou nenhuma estrutura de lazer fazendo com que haja movimento nos bairros e com isso colocando em evidência seu nome na região.  

Segundo o professor do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e cientista político Daniel Miranda, esse método de promover cursos profissionalizantes e patrocinar copa de futebol amador é um jeito de fazer um comício já que as regras eleitorais ficaram mais rígidas. “Nós estamos passando por uma crise econômica então os cursos é uma forma dar uma profissão, pois eu acredito que isso também é o objetivo dos vereadores, mas também como as leis eleitorais estão mais rígidas esses cursos servem como mini palanques, comícios para que o vereador seja visto e marcar sua presença”, explica Miranda.

Postura

Flávio diz que taxa de juros nesse patamar alto se deve à 'gastança do atual governo'

Senador reafirmou estar conversando com várias pessoas para montar uma equipe econômica para seu eventual governo

12/02/2026 14h45

Foto: Agência o Globo

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, criticou nesta quinta-feira, 12, a política monetária do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que a taxa de juro inviabiliza a economia.

"Temos uma taxa de juros das mais altas do mundo, proporcionalmente, e isso reflete na dificuldade de tomar financiamento."

Quem quer empreender no Brasil, primeiro, tem que fazer as contas, porque o Estado é sócio-majoritário do seu negócio. Segundo, a carga tributária é absurda, a burocracia é absurda. E com a taxa de juros nesse patamar, por causa da gastança do atual governo, a irresponsabilidade fiscal dele inviabiliza", declarou em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan.

Equipe econômica

Flávio reafirmou estar conversando com várias pessoas para montar uma equipe econômica para seu eventual governo, mas evitou passar nomes. Segundo ele, muitos colaboradores preferem "não aparecer porque vão tomar pancada da imprensa".

"Estou conversando com várias pessoas da economia, grande parte das pessoas, as que vieram participar do nosso governo, e eu ainda montando o que é que eu vou oferecer de projeto de Brasil", falou.

Disse também que "ainda está aprendendo economia" e pretende formar uma equipe que não usa o governo para enriquecer: "A gente pode montar um time de craques, como fez o presidente Bolsonaro, especialistas em cada área, que não precisam do governo, que não vão usar o governo para se enriquecer", falou.

Reafirmou, porém, que não convidou ninguém para ser seu "Posto Ipiranga", numa referência a Paulo Guedes, que comandou a economia no governo de Jair Bolsonaro (PL), mas que seguirá a linha do ex-ministro. "Quem estiver com a gente nessa parte econômica vai ter que ter essa mentalidade de dar continuidade ao projeto que o Paulo Guedes iniciou", declarou, mencionando que mantém contato com Guedes.

Flávio voltou a criticar a gestão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT): "Haddad, hoje, é o melhor ministro da economia do Paraguai. Conseguiu levar mais de 200 indústrias para o Paraguai. A economia do Brasil está toda desorganizada, tudo maquiado, energia cara, custo do Brasil caríssimo, instabilidade política e insegurança jurídica por causa desse atual governo", falou.

Publicidade

Flávio Bolsonaro afirmou que pretende reforçar as despesas com publicidade, caso seja eleito presidente. Segundo ele, essa seria uma das diferenças em relação ao governo do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Sou da linha que a gente tem que investir em publicidade, porque as pessoas precisam saber o que o governo está fazendo. Eu falava isso com meu pai", declarou.

Flávio disse que o pai era aconselhado a apostar na comunicação via redes. "Tinha um cara aqui, um general, logo no começo do governo, estava lá na Secretaria de Comunicação, que falava o seguinte: 'A gente não precisa investir em publicidade, porque a gente foi eleito com um movimento espontâneo de rede social e vai acontecer igual agora no governo' ... Eu falava assim: 'Pai, até a Coca-Cola, a marca mais consolidada no mundo investe pesado em publicidade'", contou o senador.

Segundo ele, a publicidade deve ser usada para rebater fake news contra sua eventual gestão.

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ELEIÇÕES 2026

Valdemar recebe Azambuja e Riedel em março para alinhar campanha eleitoral

O presidente nacional do PL esteve em Campo Grande na terça-feira e definiu a data do encontro de alinhamento político em MS

12/02/2026 08h20

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-governador Reinaldo Azambuja

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-governador Reinaldo Azambuja Reprodução

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, receberá, no início de março, em Brasília (DF), o presidente do partido em Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja, e o governador Eduardo Riedel (PP), para alinhar a campanha eleitoral no Estado.

A reunião foi confirmada ontem ao Correio do Estado por Azambuja, informando que a data foi marcada na terça-feira pelo próprio Valdemar durante visita à sede do PL sul-mato-grossense em Campo Grande.

Conforme o ex-governador, na pauta do encontro do próximo mês está a estratégia para a campanha eleitoral do pré-candidato a presidente da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), em Mato Grosso do Sul, bem como para a campanha à reeleição do governador Riedel.

“Nosso compromisso é engrandecer o PL e derrotar a esquerda nas próximas eleições”, declarou Azambuja, informando que talvez entre na pauta do encontro a questão de os deputados Marcos Pollon (federal) e João Henrique Catan (estadual) terem anunciado as respectivas pré-candidaturas a governador e a senador pelo partido.

Na semana passada, após reunião, em Brasília (DF), com Valdemar Costa Neto e com o secretário-geral nacional do PL, senador Rogério Marinho (RN), o ex-governador Reinaldo Azambuja informou que a executiva nacional da legenda iria conversar com Pollon e Catan para que entendam o projeto eleitoral para Mato Grosso do Sul.

A princípio, está mantida a aliança para a reeleição do governador Riedel e a montagem de chapas mais competitivas possíveis para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa.

Ele reforçou que o encontro foi a oportunidade para que a executiva estadual esteja em sintonia com a nacional de olho na disputa eleitoral deste ano.

“Precisamos estar em sintonia, pois a nossa intenção é a montagem de chapas competitivas, tanto para a Câmara dos Deputados quanto para a Assembleia Legislativa. O nosso foco é fazer três federais e, pelo menos, seis estaduais”, informou.

Sobre a disputa ao Senado, o ex-governador destacou que o PL vai continuar seguindo o que já tinha sido combinado.

“Isto é, uma das pré-candidaturas é minha e o outro nome será definido com base em quem aparecer melhor nas pesquisas de intenções de votos. Isso não mudou”, avisou.

A respeito dos dissidentes João Henrique Catan e Marcos Pollon, o presidente estadual do PL reforçou não entender o posicionamento de ambos.

“O nosso adversário é o PT e precisamos fazer um palanque unificado da direita e do centro para o senador Flávio Bolsonaro enfrentar o concorrente em comum, que é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, argumentou.

Procurado pelo Correio do Estado, Pollon disse, por meio de sua assessoria, que ainda não foi convidado para participar da reunião com o presidente nacional do PL, porém, reforçou que, por enquanto, ainda mantém a pré-candidatura a governador de Mato Grosso do Sul pela legenda.

*Saiba

Valdemar quer Tereza como vice de Flávio

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu, ontem, a escolha de uma mulher como vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Ele apontou o nome da senadora Tereza Cristina (PP) como ideal para compor a chapa de Flávio Bolsonaro.

Para ele, Tereza seria um bom nome até mesmo para concorrer ao Palácio do Planalto. Já Tereza Cristina disse que é muito cedo para falar sobre uma possível candidatura à vice-presidente em uma chapa da direita.

“Eu acho muito cedo para essa conversa. O vice é a última coisa. Ninguém se candidata a vice. O candidato é presidente da República. Isso é uma conjuntura que os partidos que se coligarem vão sentar e colocar nomes, e aí nós vamos decidir”, afirmou a senadora, dizendo estar lisonjeada com a lembrança de Valdemar Costa Neto.

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