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TRÊS LAGOAS

Pré-candidato do PSL é suspeito de agredir o próprio filho

Em nota, o PSL defendeu o tenente-coronel e pré-candidato. Senadora ameaçou processar quem divulgar caso.
08/03/2020 16:26 - Da Redação


A Polícia Civil em Três Lagoas, cidade no leste de Mato Grosso do Sul, está investigando um caso de violência doméstica envolvendo o tenente-coronel da Polícia Militar (PMMS) Ênio de Souza Soares. 

Um boletim de ocorrência foi registrado na sexta-feira (7) na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da cidade (Depac-TL), de acordo com o jornal Hojemais.

PROBLEMAS CONJUGAIS:

Segundo o registro policial, o casal já vinha enfrentando problemas conjugais. 

A mulher, que também é militar, esteve em Campo Grande nesta semana para participar do curso de sargento da PMMS, retornando na sexta-feira. 

Horas depois ao chegar em casa, o marido retornou.

Questionada pelo tenente-coronel se permaneceria na cidade no fim de semana, a mulher confirmou, o que gerou uma discussão. 

O FILHO:

Um dos filhos do casal, de 19 anos, ouviu a briga e tentou intervir. 

Aos policiais, ele disse que temia que o pai atirasse contra a mãe.

Confrontado pelo rapaz, Ênio respondeu: “Se você é homem para defender sua mãe, tem que ser homem para se sustentar e a partir de hoje não pago mais sua faculdade e nem te dou comida”. 

O jovem rebateu o pai, criticando seu comportamento por ter ingressado na política. 

O tenente-coronel se filiou ao PSL e foi indicado como pré-candidato à prefeitura da cidade.

Na sequência, Ênio agarrou o filho pela camiseta e desferiu um soco contra o rosto, chegando a danificar os óculos que a vítima usava. 

Preocupada, a mulher pegou os outros dois filhos do casal e deixou a casa. 

Ela telefonou para o 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM) para comunicar o fato aos superiores.  

CRÍTICAS

Em entrevista à Rádio Difusora, de Três Lagoas, a senadora Soraya Thronicke, presidente do PSL em Mato Grosso do Sul, ameaçou processar quem divulgasse o caso.

“Tomamos a decisão de processar todos, absolutamente todos. Não estamos perdoando veículos de comunicação e nem WhatsApp. Porque o que estão fazendo com ele [tenente-coronel Ênio] é calúnia e difamação”, afirmou.

Soraya ainda agradeceu à imprensa e a pessoas que divulgaram o caso por atrair a atenção do público para o partido.

“Por mais que o tenente-coronel tenha pedido sigilo, porque é um direito dele, é um problema familiar, divulgaram apenas o boletim de ocorrência do filho, narrando o ocorrido, que é algo mais do que normal em uma família. 

Mesmo assim, vazou e nós já temos conhecimento de quem é o policial que fez isso vazar. Então mais uma vez, peço para que parem. Mas isso não é uma ameaça. Estou sendo bastante amigável avisando”, disse.

A senadora também alegou ver motivações políticas para a revelação do caso. “Vazar isso mostra o desespero das pessoas. Vamos fazer uma campanha limpa e honesta”, finalizou.

NOTA DO PSL

Em nota, o PSL disse que os fatos não mudam a posição da direção e a pré-candidatura do tenente-coronel está mantida. 

“O partido reafirma a convicção no acerto da escolha, levando em consideração que pré-candidato está submetido à condição de muito estresse físico e emocional, devido à transferência repentina para Campo Grande, além de enfrentar grande carga de trabalho para atingir suas metas e a responsabilidade de cuidar dos filhos, devido à ausência semanal da esposa, manteve o equilíbrio e respeito à mulher, e não a agrediu como mencionou alguns veículos de comunicação”, diz trecho do documento, assinado pelo presidente municipal Marcio Hirade.

O PSL alega ainda que a cobertura da imprensa sobre o caso mancha a reputação de Ênio, já que ele teria se tornado, vítima nesse caso, quando surgiram boatos de que a agressão foi contra a esposa.

“Reiteramos que continuamos juntos, firmes e fortes com o tenente-coronel Ênio. Precisamos de homens como ele, que respeita as mulheres e educa seus filhos. Nossa caminhada mal começou, mas já sabemos como será o jogo”, finaliza a nota.

 
 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!