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DOURADOS

Curada da Covid-19, Délia Razuk volta para a prefeitura

Depois de enfrentar a doença, prefeita corre o risco de sofrer impeachment
28/07/2020 09:18 - Gabrielle Tavares


Depois de ser diagnosticada com coronavírus e cumprir o isolamento domiciliar, a prefeita de Dourados, Délia Razuk (PTB), retomou na manhã da segunda-feira (27) o trabalho presencial na prefeitura.  

“É uma situação muito séria. Não é brincadeira não, se trata de uma doença silenciosa e ninguém está livre de ser acometido”, disse a prefeita.  

Délia Razuk apresentou sintomas da Covid-19 no dia 13 de julho, e testou positivo no dia 15 de julho

Ela fez novo exame na última semana e o resultado deu negativo, sendo então liberada para o trabalho.

“Apesar de que ainda necessito de repouso estou bem. Peço às pessoas que continuem se cuidando, que usem máscaras e mantenham o distanciamento. Precisamos continuar nos precavendo, a luta contra o vírus ainda não acabou”, ressaltou a prefeita.  

Operação Gaeco

No mesmo dia que testou positivo para a doença (15/7), a administração foi ‘vasculhada’ durante a “Operação Contágio” do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em investigação que apura suspeita de fraudes em compras com dispensa de licitação.  

O secretário de Fazenda Carlos Dobes e o procurador-geral Sérgio Martins Pereira de Araújo, foram afastados do cargo.  

Com eles duas outras servidoras ligadas ao setor de compras, e a ex-secretária municipal de Saúde Berenice Machado, servidora de carreira no município. Berenice foi exonerada na semana passada.

O presidente da Câmara, vereador Alan Guedes (PP), disse que Délia pode sofrer processo de impeachment após operação.

Segundo ele, o pedido deve ser considerado em razão da falta de fiscalização da gestora, que sofre a sétima operação policial dentro da administração. Apenas uma delas não foi ligada diretamente ao setor financeiro.

 
 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.