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DEPUTADOS

Presidente da CPI da Energisa admite dificuldade: "teve até sessão cancelada por falta de quórum"

Comissão vai inspecionar 200 medidores de consumo
20/02/2020 17:01 - Eduardo Miranda, Izabela Jornada


 

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), deputado Felipe Orro (PSDB) criada em novembro do ano passado para investigar supostas fraudes nas contas de energia elétrica da concessionária Energisa admitiu ter dificuldades levar os trabalhos da comissão adiante. “Estou tendo dificuldade com isso. Até teve sessão que foi cancelada por falta de quórum, porque só tinhamos dois parlamentares (ele e o vice-presidente, deputado Capitão Contar-PSL). Na última vieram quatro”, disse o deputado.  

A declaração de Orro ocorreu antes da reunião mais recente da CPI, na última quarta-feira (19). Nela, depois de mais de 15 dias, o grupo finalmente conseguiu conseguir um substituto para o deputado João Henrique Catan (PL), que deixou a comissão no início do mês, e ainda obteve verba de R$ 20 mil para pagar a perícia em 200 relógios da Energisa, cujas leituras resultaram em contas de alto valor. A perícia será feita pelo Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de São Paulo (USP).

O substituto de João Henrique Catan é o deputado estadual Lucas de Lima (Solidariedade). A comissão continua composta por Felipe Orro, na presidência, Contar, na vice-presidência, e com Barbosinha (DEM) e Renato Câmara (MDB). Antes de Lima entrar para a comissão, o grupo havia tentado, sem êxito, a adesão de Márcio Fernandes (MDB) e Evander Vendramini (PP).  

Quando deixou a CPI, no início do mês, Catan usou como uma das justificativas, a dificuldade de se provar as denúncias que motivaram a CPI. Na época, o deputado também lembrou que trata-se de uma concessão federal, em que os parlamentares estaduais têm pouca margem de manobra. Antes da abertura da CPI, representantes da Energisa ressaltaram não haver qualquer irregularidade, que os relógios são aferidos pelo Inmetro, e que denúncias do Estado de Rondônia, que ajudaram a motivar a campanha pela investigação em Mato Grosso do Sul eram baseadas em notícias sem comprovação, que circulavam em redes sociais.  

Criada em 18 de novembro, a CPI da Energisa têm prazo de 120 dias para ser concluída. Já se foram quase 60 dias de trabalho, com sessões de baixo quórum e poucas provas levantadas. A perícia dos relógios, será o primeiro exame de provas a ser realizado, desde a instalação da comissão.  

A próxima sessão da CPI está marcada para o dia 3 de março. 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!