Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

DIVERGÊNCIAS

Primo de Mandetta, Nelsinho pede que Bolsonaro se una ao ministro

Bolsonaro e Mandetta têm divergido sobre a melhor estratégia de combate à pandemia
15/04/2020 17:34 - Glaucea Vaccari


 

Senador Nelson Trad Filho (PSD), primo do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e que testou positivo para coronavírus após voltar de viagem com comitiva presidencial aos Estados Unidos, defendeu, nesta quarta-feira (15), que o momento é de união entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro. 

Há alguns dias, Bolsonaro e Mandetta têm divergido sobre a melhor estratégia de combate à pandemia.

Nelsinho, que já terminou a quarentena e não apresenta mais sintomas da Covid-19,  está cumprindo home office, acompanhou a coletiva para atualização sobre a Covid-19 e afirmou que vê como ponto positivo, em meio a crise, o fato de Mandetta conseguir convencer o secretário em Vigilância Sanitária, o epidemiologista Wandeson de Oliveira, a continuar no cargo. Wanderson havia pedido demissão pela manhã, mas o ministro afirmou que eles entraram juntos e só sairão juntos.  

Em vídeo, Nelsinho afirmou que gostaria de fazer uma reflexão que possa chegar ao presidente, para que ele trabalhe em conjunto com o Ministério da Saúde.  

“Presidente, o momento é de união entre o senhor e  o ministro Mandetta. Toda a sociedade brasileira vai aplaudir essa união, ela demonstra a humildade que faz parte da sua personalidade. Ensina isso a seus ministros com esse gesto, não demita o ministro Mandetta. Com certeza sem essa pressão toda, essa equipe vai trabalhar e vai produzir muito mais pelo nosso País”, disse Nelsinho, acrescentando que o momento é de união para derrotar o coronavírus.  "O que a gente quer é o bem do brasil, igual o presidente Bolsonaro também quer", finalizou.

CRISE

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, que trabalha para resolver "a questão da Saúde" e "tocar o barco". A declaração foi feita a apoiadores que o aguardavam em frente ao Palácio da Alvorada, pela manhã. O ministro da pasta, Luiz Henrique Mandetta, já avisou a auxiliares que o presidente pretende demiti-lo. A saída, porém, só deve ocorrer quando o governo encontrar um nome para substituí-lo.  

O estopim da nova crise foi a entrevista dada por Mandetta ao programa Fantástico, no último domingo (12). O tom adotado pelo ministro foi considerado por militares do governo e até mesmo por secretários estaduais da Saúde como uma "provocação" ao presidente.  

Na terça-feira (14), o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que Mandetta "cruzou a linha da bola" quando disse que a população não sabe se deve acreditar nele ou em Bolsonaro.  

 
Nelsinho Trad pede União entre Bolsonaro e Mandetta - Divulgação
 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.