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VEREADOR ELEITO

Professor Riverton já pensa na educação após a pandemia em seu mandato

Surpresa do DEM para a próxima legislatura, Riverton promete trabalhar para melhorar o ensino
01/12/2020 10:30 - Flávio Veras


Professor de Educação Física, Riverton Francisco de Souza (DEM) foi eleito vereador por Campo Grande com 3.987 votos nas eleições municipais de 2020. 

Oriundo da educação, Riverton afirma que o maior desafio dos parlamentares e gestores municipais e estaduais é viabilizar uma volta às aulas de forma segura em 2021, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

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Riverton é professor de Educação Física e tem uma atuação de 23 anos na educação pública. Nos últimos anos, tem exercido cargos diretos na gestão da área na Capital. 

O vereador eleito ficou três anos como superintendente de Educação em Campo Grande, além de fazer parte do conselho municipal do setor por dois anos.  

Em virtude desta expertise na área, o professor analisa que 2021 se desenha como um ano abstrato, ou seja, ainda não se sabe como a pandemia se comportará e como será viabilizada a imunização contra o vírus. 

Outro componente abordado por ele é o lado emocional do distanciamento social, que vem afetando crianças e adolescentes.

 
 

“Temos registros de muitos alunos, principalmente adolescentes, que vêm se automutilando por conta desse novo formato de convivência. Todos precisam do contato com professores e colegas e, quando esse fato não ocorre, pode prejudicar o desenvolvimento psicológico deles. Em relação ao ensino, também tivemos um prejuízo enorme, apesar de toda a dedicação dos nossos professores, que tentaram passar todo o conteúdo do ano letivo a distância. Porém, nove meses fora do ambiente escolar deixam marcas impossíveis de mensurar, tanto no aprendizado quanto na questão psicológica dos estudantes”, explicou.

Projeto

Riverton revelou que a sala de aula terá de ser adequada por conta da pandemia. Além do distanciamento físico entre as carteiras nas primeiras séries, em que as crianças são menores, o número de assistentes educacionais terá de aumentar.  

“Hoje, nas salas de aulas existem cerca de três assistentes, porém, teremos que aumentar esse número, ou mesmo dobrá-lo, pois as crianças precisam ser monitoradas com frequência para saber se elas não estarão fazendo interações que possam contaminá-las. Será um desafio enorme, porém, precisa ser enfrentado para não prejudicarmos ainda mais o futuro da nossa cidade”, projetou.

Eleições

Esta é a segunda vez que Riverton concorre a uma cadeira na Câmara Municipal de Campo Grande. A primeira foi em 2016, quando obteve 645 votos. 

No entanto, neste ano foi eleito com 3.987 votos, ou seja, 3.342 votos a mais do que no pleito passado. Para ele, esse avanço na preferência do eleitorado se deve ao trabalho realizado nos últimos quatro anos.  

“Eu não foquei em estar com a população apenas na campanha, pois houve diversos projetos importantes em que estive à frente nos últimos quatro anos. Fui a diversas reuniões, nelas ouvi as demandas da população, mesmo fora de um cargo eletivo, tentei viabilizá-las. Além disso, as redes sociais foram fundamentais, pois elas estabelecem um canal direto com o eleitorado, onde eu posso conversar de forma fácil com o meu eleitorado”, disse.

As eleições municipais de 2020 tiveram dois componentes diferentes. Além da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que limitou reuniões com grandes aglomerações – como os tradicionais comícios –, houve também mudança nas regras da disputa. 

Antes, o parlamentar era eleito com votos obtidos pela coligação, porém, neste pleito o coeficiente eleitoral passou a ser calculado apenas pela sigla. Ou seja, o chamado voto proporcional (chapa pura).

Porém, ele acredita que a renovação obtida na Câmara neste ano, em que 17 novos vereadores foram escolhidos para compor a nova legislatura, se deve a uma resposta da população à classe política. 

“A população mostrou nas urnas o seu descontentamento e buscou a renovação. Eles estenderam que eu poderia fazer parte desse processo e consegui sair vitorioso. Acredito que nessas eleições o eleitorado subiu mais um degrau no processo de maturidade política, fugiu da popularização de 2018, entre a esquerda e a direita, e analisou o histórico dos representantes deixando de lado essas ideologias”, exemplificou.